Prose Edda

12 A História de Lissa


Notas iniciais
Esse capitulo é pra você, Lissa. haha, você sabe quem é.

POV Lissa

O lugar era realmente impressionante. Parecia que era lá fora. O clima ainda era frio, mas bem mais quente do que antes.

Signe me mostrou o chalé especial que tinham para convidados, era bem grande e tinha espaço para todas as meninas da missão, incluindo as nórdicas. Eu acho que depois que encontramos os semideuses egípcios, foi fácil acreditar nos nórdicos.

Ainda me preocupava com o Alex, me perguntava aonde ele tinha ido e se ele estava bem. Alex não era uma má pessoa... Não merecia morrer ou sei lá.

Enfim.

Eu fiquei na parte de cima de um beliche, gosto bem mais de ficar no alto.

Signe e Váli, seu namorado, me explicaram sobre como funcionava o acampamento, às dez era a hora de dormir e devíamos acordas às cinco da manhã do dia seguinte pra receber mais detalhes sobre a missão.

Há, só que não.

Já eram sete horas e eu resolvi dar uma volta pelo lugar, sabe, conhecer melhor.

Passei por vários outros chalés e encontrei bastante gente. Mas foi quando eu passei por um grupo de meninas que eu acho que mudou o meu dia.

-Você é a semideusa pra missão, né?- uma delas perguntou.

-Ah, sou, Lissa, filha de Dionisio. Prazer.- eu disse, sorrindo.

-Você é a filha de Dionisio? Bem, nós soubemos que você gosta bastante de festas... Estamos te convidando pra minha. Vai ser no chalé onze, quando chegar, apenas diga “Maléficas do café com leite.”

-Maléficas do café com leite? Da onde isso? Haha.

Ela sorriu e disse:

-Espero que vá.

-Pode ter certeza, o clima anda meio deprê ultimamente.- respondi, com um sorriso de orelha a orelha.

Finalmente! Uma festa!

Voltei ao “meu” chalé e encontrei Rie, Patricia, Brenda e Angela. Rie deve ter percebido minha alegria, pois antes de eu entrar ela já perguntou:

-Muito bem, Lissa, o que você fez?

-Eu? Por que diz isso?- perguntei.

-Porque você tá feliz de mais.- disse Angela.

-Olha, eu não vou mentir pra vocês... Umas meninas me convidaram pra uma festa.

-Uma festa?- Angela levantou uma sobrancelha.

-É. E mano, eu vou. Ultimamente eu ando muito depressiva.

-Tudo bem.- disse Rie, dando de ombros.

-Como assim?! Rie!

-Deixa ela, Angela. Se ela quiser estar morta pra missão amanhã, o problema é dela.

Angela parou para pensar por um momento, então deu de ombros.

-Posso ir com você?- perguntou Patricia.

-E eu, também posso ir?- perguntou Brenda.

-Acho que podem.- eu disse. –Vão se arrumar porque é daqui a uma hora.

Eu não tinha nenhum vestido especial nem nada, então tive que meio que improvisar uma roupa de festa, passei maquiagem e tentei arrumar o cabelo.

Sai do banheiro e dei de cara com Patrcia.

Tenho que admitir que ela tava milhões de vezes mais bonita do que eu.

-Hmm- ela disse –Venha comigo, Lissa.

-Mas eu acho que eu já tô arrumada.

-É, você tá, mas com o conselho de uma filha de Afrodite, você vai estar linda. Impressionar um certo menino...- ela piscou.

-Como você sabe?!

Ela revirou os olhos e disse:

-Fora que é extremamente obvio, eu sou filha da deusa do amor.

-É.

-Então, você quer que eu te ajude ou não?

-Tá bom, vou confiar em você, Patricia.

Eu não sei que tipo de magica de filha de Afrodite ela fez, mas no final das contas, eu acho que eu emitia um certo brilho na sala.

Eu estava bonita.

E Brenda também estava deslumbrante, realmente, eu tiro o chapéu pras filhas de Afrodite.

-Adeus, meninas.- disse Patricia enquanto saiamos do chalé.

O chalé numero onze estava decorado com todo o tipo de flor, ornamento. Era um chalé bonito, por assim dizer.

Mas quando entrei, não havia ninguém, só uma menina sentada na cama, lendo. Eu me aproximei dela e disse:

-Maléficas do café com leite.

Por um momento ela não entendeu e só ficou me olhando, então ela apertou um botão na cabeceira da cama e um compartimento secreto no chão se abriu.

A musica alta passou a ecoar pelo chalé, então entramos.

Olha, os nórdicos realmente sabem dar uma festa.

A sala era bem grande e tinham pelo menos cem semideuses pulando conforme o ritmo da música, luzes de diversas cores piscavam com força e um DJ ficava no canto da sala, com um fone gigante e caixas do som enormes.

-Lissa! Você veio!- disse a menina que havia me convidado, então olhou ao meu lado, viu Brenda e Patricia e abriu um largo sorriso- E trouxe mais gente! Que bom! Fique à vontade aqui!

Agradeci a hospitalidade e comecei a dançar, a musica já estava no fim e o DJ disse:

-E AI, ESTÃO CURTINDO?!

Um alto SIM ecoou pela sala.

-QUEREM MAIS MUSICA?!

Outro SIM, ainda mais alto ecoou.

-ENTÃO VAMOS COMEÇAR ESSA FESTA, DE VERDADE!

O DJ trocou o CD e apertou play, Tik Tok começou a tocar.

Eu me soltei, pulei, dancei, me mexi pra valer, fiz novos amigos nórdicos, eu segurava um copo d’agua que tinha pego no balcão quando uma menina veio até mim e disse:

-Ei, é verdade que você consegue transformar água em vinho?

-É.- eu disse, então demonstrei, transformando a água do meu copo e tomando tudo de uma vez só.

-Uôu.- ela disse –Você pode transformar a água do jarro? Sabe, pra gente agitar ainda mais.

Fui até o jarro e encostei na lateral, logo o liquido se transformou em vinho bem forte.

-AÊ, LISSA!- gritou um menino, ao ver o que eu fazia.

Voltei à pista de dança, sorrindo que nem uma abobada e olha que nem estava bêbada. Os filhos de Dionísio só ficam bêbados se quiserem, se não podem ficar sóbrios.

Apesar de ser uma festa, eu ainda me lembrava da missão de amanhã.

-Lissa?- perguntou uma voz familiar.

Parei de dançar um momento, então meu coração quase saiu pela boca.

-Elijah?- perguntei.

-Ha, que bom ver você aqui.- ele disse, sorrindo.

-É, né...

-E AI, PESSOAL, AGORA É BOM ACHAREM UM PAR, TÁ NA HORA DA MUSICA PROS CASAIS! EM UM MINUTO A GENTE VOLTA!

Elijah olhou para mim e disse:

-Quer dançar comigo, Lissa?

Fiquei pasma, sem saber o que fazer, mas felizmente eu consegui emitir um som que se parecia com um “sim”.

Ele deu risada e me puxou mais para dentro da pista de dança.

A musica começou e eu entrei em pânico.

-Eu não sei dançar essa...- murmurei.

-Eu te ajudo.- disse Elijah.

No começo, era uma musica bem lenta, Elijah me puxou para perto dele e nós dançamos bem próximos. Eu respirei fundo, Elijah estava usando perfume e eu quase morri ao perceber que ele sabia que eu estaria aqui, Elijah não era o tipo de menino que ia em uma festa sem razão. Sem falar que ele sussurrou no meu ouvido:

-Eu vim só por esse momento.

Take me now baby here as I am
Pull me close try and understand

Desire is hunger is the fire I breathe
Love is a banquet on which we feed

Então, a musica ficou um pouco mais animada. Elijah me girou na pista de dança e dançamos um na frente do outro, sorrindo sem parar.

Come on now try and understand
The way I feel when I'm in your hand
Take my hand come undercover
They can't hurt you now, can't hurt you now can't hurt you now

Elijah realmente sabia dançar essa musica, tão bem que nós começamos a chamar atenção, um circulo se formou a nossa volta, com várias pessoas aplaudindo.

Because the night belongs to lovers
Because the night belong to lust
Because the night belongs to lovers

Because the night belong to us

Era incrível, ele sabia exatamente o que fazer, como se tivesse ensaiado por muito tempo, eu só me lembro de girar, dançar, pular, tudo conforme ele me mostrava.

Have I doubt when I am alone
Love is a ring on the telephone
Love is an angel disguised as lust
Here in our bed until the morning comes
Come on now try and understand
The way I feel under your command
Take my hands and the sun descends
They can't touch you now, can't touch you now

Agora a atenção toda era para nós, tomamos conta da pista, era como se eu estivesse dançando nas nuvens.

Because tonight there are two lovers
If we believe in the night we trust
Because tonight there are two lovers ...

Eu sentia que a música tinha acabado, Elijah estava com uma mão na minha cintura e a outra no meu ombro.

Só pude ouvir mais aplausos, seguidos de pessoas gritando.

-Onde aprendeu a dançar assim?- perguntei.

-Bem, minha tia era professora de dança, então...

-É verdade?

-O que?

-Que você só veio por que eu ia estar aqui?

-Talvez...- ele disse, sorrindo e me puxando para fora da pista.

-Aonde a gente vai?- perguntei, rindo.

-Não se preocupe. Confia em mim?

-Claro que confio.

Nós acabamos saindo do chalé, fomos lá fora e corremos na grama, até ele me parar e colher uma flor murcha do chão.

Primeiro, fiquei confusa, então ele conjurou uma magia e a flor se tornou a coisa mais linda que eu já tinha visto.

Ele me deu a flor e fechou a minha mão envolta dela.

-Pra você.- ele disse.

-Puxa... Sério?

Ele só sorriu e então voltou a ser o Elijah que eu conhecia.

-Foi muito divertida essa noite, Lissa... Acredite, eu faria aquilo milhões de vezes com você. Mas nós temos uma missão amanhã, se quiser eu posso te levar pro seu chalé.

Ele me acompanhou até lá e nós paramos na porta.

Por um momento ele não fez nada, então ele se inclinou, deu um beijo na minha bochecha e foi embora.

Fiquei parada ali, acho que por uns quinze minutos, então entrei no chalé.

Notas finais
A musica que Lissa e Elijah dançaram:
https://www.youtube.com/watch?v=WSVd8szH7Qk