Proposal
21 Time Machine.
Notas iniciais
Finalmente o capítulo 21, só mais esse e a estória volta com tudo para a reta final. E boa notícia, tô com tempo de escrever (greve na UTF) então o capítulo 22 logo sai, é só dar o tempo para vocês lerem esse. Postarei aqui e no fórum para não perder o costume.
Enfim, boa leitura e me desculpem pelos erros.
Nada tiraria aquele cheiro do seu corpo.
O cheiro do arrependimento.
Esfregava o sabonete na sua pele com tanta força, que parecia querer se livrar dela, trocar de pele como uma cobra.
Uma cobra que estava desfrutando de um delicioso café da manhã no quarto, bom, o correto seria café da tarde, pois já não era manhã há muito tempo.
- Como fui capaz? – Perguntou-se baixinho enquanto deixava a água do chuveiro lavar seu corpo de toda a sujeira.
É, nada tiraria aquele cheiro, muito menos a culpa de ter traído seu melhor amigo.
Tentava a todo custo lembrar do ocorrido, queimaria até o último neurônio se fosse preciso, por mais que a verdade estivesse bem ali na sua frente, não queria encará-la. Era doloroso demais. Repugnante no seu ponto de vista, ainda mais por se tratar de uma mulher tão ardilosa, que usava a mentira como seu ponto forte, e as pessoas como marionetes no seu joguinho sem sentindo, no ponto de vista de MinHo era também sem nenhum objetivo.
Afinal, o que ela queria? Certo, aparentemente era dormir com o otário bêbado que agora tentava a todo custo lembrar de como foi parar em uma cama com SeKyung. Mas, como ela conseguiu tal feito? Se ele não se lembrava deveria estar tão bêbado a ponto de não parar em pé, porque suas únicas memórias estavam todas borradas, como uma lousa mal apagada. Só lembrava do beijo presenciado.
O beijo.
Como um estalo sua mente foi projetada até o apartamento de TaeMin, onde assistiu ele sendo beijado por outro homem, e o pior de tudo, assistiu calado. Pois era tão fraco que nem separá-los conseguiu.
Quem era aquele homem? No momento da raiva quem era e quem deixava de ser o maldito não importava, tomado pela raiva nada importava.
- Só um copo de bebida, idiota. – Recriminou-se.
Saiu do banho sabendo que iria enfrentar a fera, precisava esfriar a cabeça ou era capaz de uma loucura, na situação que se encontrava bater em mulher não era uma boa opção, era afundar-se ainda mais. Pegou uma toalha felpuda oferecida pelo motel de luxo, detalhe que não passou despercebido.
- Patricinha mimada. – Praguejou, encarando-se no espelho e vendo o resultado da noite.
Que pelas marcas no seu pescoço e corpo, foi quente. Bem quente.
Se a ideia de SeKyung estar mentindo sobre eles terem feito sexo passou pela sua cabeça, ela desceu pelo ralo, pois seu corpo estava todo marcado por chupões e arranhões, que claro, foram provocados por ela.
Era tudo real, merda.
- Yeobo, não vai sair desse banheiro não? – A voz irritante soou do outro lado da porta.
- Não amor, estou tentando me afogar no vaso. – MinHo respondeu irônico.
Queria é afogar ela no vaso.
- Ontem você não estava fazendo piadinhas. – Ela lembrou antes de se afastar.
“- Ontem eu não estava nem nesse planeta.” — Completou mentalmente.
Vestiu a roupa que levou para o banheiro, era perigoso deixar até sua meia perto daquela mulher, se encarou pela última vez no espelho e saiu.
Tinha que colocar tudo em pratos limpos.
Ou sujos, já que a “vaca” tinha comido todo o café da manhã, tarde, noite...
Como se mantinha tão magra?
Certo, foco.
- Espero que a senhorita tenha uma boa explicação. – Disse entrando no quarto para calçar seus sapatos.
- Não existe explicação para o amor. – Respondeu dando falsos pulinhos de alegria.
- Não, mas pra sua falta de vergonha na cara, existe.
- Oh, por que tão ácido? – Perguntou não esperando uma resposta. – É simples, você estava lá todo tristinho, aborrecido, de mal com a vida, com uma dor de corno gritante, tomando todas as bebidas do bar...
- Seria bom se você não enrolasse tanto. – MinHo disse irritado.
- Mas os detalhes são os melhores. – SeKyung fez um biquinho, que seria adorável se ela fosse outra pessoa. – Ai, resumindo, já que você não tem senso de humor... Sai com algumas amigas para beber, você não estava em um boteco qualquer meu querido, por isso eu acabei te encontrando lá, bêbado, murmurando coisas sem sentido.
- E onde esse quarto de motel entra na estória? – Era incrível como a garota conseguia irritá-lo.
- Então, eu sentei do seu lado e começamos a conversar, você falava meio embolado, e não sei o que deu em você, mas me beijou. – Não deixou de notar a cara de espanto do outro com sua narrativa, por isso continuou. – Fomos para a pequena pista de dança e dançamos um pouco, você parecia melhor, me beijou mais algumas vezes e resolvemos sair do lugar, afinal minhas amigas estavam lá.
- Eu não posso acreditar. – Olhou incrédulo.
- Acho que nem eu. – Riu. – Você chamou um táxi ainda meio lento, entramos e viemos parar aqui.
- E você traiu o Jjong com tanta facilidade?
- Olha, não quero encher seu ego, mas sempre desejei ter você, mesmo sendo por uma noite. – Confessou sem encará-lo. – Estou com o Jong por comodismo, e por não querer que outra roube o meu lugar.
- É mais venenosa do que imaginava. – Disse limpando a boca. – Argh, eu te beijei.
- E não foram só beijos, como percebeu. – Voltou a encará-lo – Você é um demônio na cama.
- Poupe-me dos seus elogios.
- Ah, não fale assim, nos machuca. – Alfinetou, alisando sua barriga.
MinHo olhou atônito para o gesto.
Não, era só o que faltava.
- Eu não usei camisinha? – Gritou.
- O que você acha, bebê? – Perguntou, mas não para MinHo, e sim para sua barriga.
- Pare de gracinhas, mesmo que eu não tenha usado, você estar propícia a uma gravidez seria muita coincidência.
- Ai MinHo, sua cara de assustado me faz rir. – Disse já em meio as risos enquanto se espreguiçava na cama.
- Não vejo graça nenhuma na situação.
- Acorda! Você acha que eu estragaria meu corpo com uma gravidez? – Endireitou-se na cama, encarando MinHo se aproximar da porta. – Usamos camisinha, relaxe. Se bem que a sua cara de “oh meu Deus vou ser pai” foi hilária.
- Você não vale nada mesmo.
- Oh, tinha se animado com a ideia de ser papai? – Disparou ainda rindo.
MinHo a encarou pela última vez.
Ele deveria estar muito bêbado mesmo.
- O que aconteceu aqui, morre aqui. – Alertou antes de sair.
- Claro yeobo... – Respondeu para o nada.
MinHo já tinha partido.
x-x-x
Para alguém que nunca foi de esconder o que pensa e sente, Key praticamente se via em uma crise de identidade. Desde quando era tão frouxo? Era só lançar a verdade sobre a mesa da pequena cafeteria e pronto, problema resolvido.
Ou não.
Como contaria a seus amigos que estava fugindo? Porque era exatamente como uma fuga sua mudança para Nova York, mas não daquelas que vemos em filmes ou seriados, onde o bandido ou mafioso simplesmente muda de país e apaga seus rastros de crimes e assassinatos.
Primeiro, porque não estava em um filme. Apesar de ser achar lindo e talentoso o suficiente para estrelar um.
Segundo, não era bandido, muito menos mafioso. A única possibilidade de cometer um crime seria contra o bom gosto de se vestir, e isso ele sabia muito bem.
Terceiro, bom, se a segunda possibilidade não é possível, logo a terceira também não. O que gostaria de apagar são os últimos meses como namorado falso daquele que amava... E seu amor por ele.
Quarto... TaeMin está todo sujo de bolo.
- Eu te falei para não pedir um pedaço maior que a sua boca! – Key sentiu vontade de matar o mais novo.
Qual era a opção de cometer assassinato?
- Você sempre agindo como uma mãe. – Jino riu pela primeira vez desde que se sentaram em uma mesa mais afastada do lugar. – Não adianta, ele não aprende.
- Hm, é que está muito gostoso. – O garoto garantiu, dessa vez quase engolindo o guardanapo que Kibum forçava contra a sua boca em uma tentativa de limpá-la.
- Me passe o terreiro de macumba que você frequenta. – Jino pediu, ainda rindo. – Seu santo deve ser forte pra não engordar do tanto que come.
- Ele não engorda de tão ruim que é! – Key provocou TaeMin, mostrando a língua para ele em um gesto infantil.
- Isso tudo é inveja. – Garantiu. – Mas eu não sei o que faria sem essa mamãe coruja que eu tenho.
Key riu, mas com o último comentário, parecia ainda mais difícil dar a notícia.
- E qual o motivo da nossa “mamãe” convocar essa reunião? – Jino finalmente tocou no assunto.
- Eu, eu... – Não sabia como dizer, não sabia! – Eu quero saber dos senhores o que anda rolando.
- Bolas, pedras... – Respondeu TaeMin em uma demonstração clara de sua inteligência.
- Ele quis dizer o que anda acontecendo com a gente! – Jino explicou.
- Exatamente, e você mocinho. – Cutucou TaeMin. – Nos deve explicações e informações sobre o retorno do bofe!
- Argh, não fale assim... E desde quando você fala “bofe”? – Riu, afinal Key não falava dessa forma.
- Estou tentando quebrar esse clima pesado, TaeMin. Eu sei o quanto esse assunto é delicado...
- E nada fácil, afinal é o passado que você quis tanto esquecer. – Jino completou.
- É, ele voltou. – Confirmou.
Durante os próximos minutos enquanto comia outra fatia de bolo, TaeMin narrou tudo que acontecera no domingo, desde a surpresa de ver Junsu novamente até tudo que ele contou.
E claro, as cartas.
- E você sabe onde foram parar essas cartas? – Jino perguntou.
- Não... Eu achava que sabia.
- C-como assim? – Key indagou, os outros não notaram sua voz falhando.
- Pensei que minha mãe tinha escondido elas, fucei nas coisas dela, e nada. – Suspirou. – Olhei em cada caixa, em cada parte daquele quarto!
- Mas, você quer mesmo encontra-las?
- Você sabe muito bem pelo que passei, não é? – Key assentiu, o que fez Taemin continuar. – Parece que estou anestesiado, a sensação de ser beijado por Junsu não é a mesma coisa de antes, é diferente, sei lá. – Deu de ombros.
- Como assim “sei lá”? – Jino indignou-se. – Você passou todo esse tempo fechado para o amor por culpa dessa separação. Agora ele volta e você diz “sei lá”? TaeMin, você finalmente superou?
O mais novo olho para os amigos, em uma tentativa de ganhar tempo para obter uma resposta.
Então era isso? Ele tinha superado?
De alguma forma, seu coração não doía mais, o medo de amar novamente parecia ter sumido. Ver Junsu e não sentir a mesma paixão de antes o fez enxergar que estava livre do primeiro amor, e que passou todo esse tempo apegado a lembranças e fraquezas do passado.
O empecilho de se entregar, de amar de novo, era também a dúvida.
Pois sua estória inacabada deixou a pergunta flutuando no ar.
O medo que sentia de amar outra vez era por não querer se decepcionar novamente, ou era porque ainda o amava?
Era apenas medo.
Como tinha sido idiota consigo mesmo, e com MinHo.
MinHo...
- Eu não senti nada, eu... – Pausou.
- Você...? – Key quase mordia a mesa de curiosidade e também um misto de alívio.
Seu amigo estava finalmente livre.
- Eu vi minha mente ficar em branco, e quando tudo passou a fazer sentido, foi no MinHo que eu pensei. – Confessou.
Até a cozinha da cafeteria poderia ouvir o pequeno surto na mesa.
Key só faltou sambar no local tamanho milagre.
- Eu sabia, eu sabia que você gostava dele, TaeMin!
- E quando você não sabe tudo? – Jino alfinetou Key.
- Está me chamando de fofoqueiro? – Retrucou com um olhar mortal.
- Não se matem, não se matem. – TaeMin tentou acalmar os dois. – Olha, se nós três não fossemos amigos, um não suportaria o outro.
- Own, mas o Jino sabe que eu o amo, mesmo com seu mau gosto para se vestir. – Key defendeu-se enchendo Jino de beijos na bochecha e chamando a atenção dos outros clientes.
- Então você vai aceitar namorar com o Hyung? – Jino perguntou após se livrar do pequeno ataque de amor por parte do fashionista.
- Não é pra tanto, aliás, ele viu o beijo né, acho que vou ter que me explicar... – Coçou a cabeça em dúvida.
- Você deveria ter feito isso hoje no colégio.
- Você não notou que a mesa do seu ex estava desfalcada? MinHo faltou.
- Ah, não tinha notado. – Pensou. – E eu também não fico olhando pra mesa do namorado da cobra.
- Que já foi seu namorado...
- De mentira TaeMin, e você sabe. – Suspirou.
- Não vi a SeKyung hoje também. – Jino voltou a falar após terminar seu café.
- Deve ter se engasgado com o próprio veneno durante o sono. – Key não perdeu a oportunidade de elogiar a rival. – E Jino, você estava estranho hoje durante as aulas, aconteceu alguma coisa?
- N-não, era só uma dor de cabeça, tomei remédio quando cheguei em casa e passou. – Inventou uma desculpa, estava mal por Onew.
Quando finalmente tinham um momento juntos, logo brigavam de novo.
As brigas eram cada vez mais frequentes.
E nem ao menos contar com os amigos podia, já que o namoro era um grande segredo.
- Hm, você precisa procurar um médico, não é de hoje que sente essas dores. – E o lado mãe de Kibum ataca novamente.
Não era dor que Jino sentia, não física pelo menos.
Era tristeza.
- Agora nos conte como você se apaixonou pelo pedo hyung. – Key animava novamente a mesa, curioso sobre TaeMin. – E garçom. – Acenou chamando o rapaz que atendia na cafeteria. – Uma rodada daqueles bolinhos deliciosos que só tem aqui.
E em um clima menos pesado, passaram a tarde toda fofocando e falando da vida dos outros.
x-x-x
Quando chegou em casa no finalzinho da tarde, só queria saber de um bom banho e de um bom livro, adquirido recentemente na livraria que ficava ao lado do colégio, mas ao passar pelo baú onde ele guardava revistas, livros e alguns mangás, se lembrou de algo.
Ajoelhou-se na frente do baú próximo a sua cama e retirou algumas revistas, achando o que queria.
E lá estava ela. Uma caixa fechada e guardada há muito tempo.
E dentro dela cartas...
- Eu devia ter me livrado desse fardo. – Suspirou. – E agora Kim Kibum, o que você irá fazer com elas?
x-x-x
No dia seguinte acordou renovado, não iria perder mais nem um minuto sem falar com MinHo, queria esclarecer tudo, implicar menos com o moreno e ter a chance de ser feliz. No display do celular as cinco chamadas não atendidas de Junsu eram ignoradas mais uma vez, só queria conferir quantos minutos MinHo estava atrasado. Também pudera, o menor chegou até mais cedo no colégio com a expectativa de poder conversar logo com o outro, mas logo o sinal soaria e ele não podia ficar na frente da sala do terceiro ano pra sempre.
- Aish, será que ele vai faltar de novo? – Murmurou.
E no mesmo instante suas preces foram atendidas.
MinHo surgiu no corredor com pressa indo direto pra sala sem olhar pra ninguém, até mesmo para TaeMin, que estranhou a atitude do mais velho.
Será que MinHo tinha pego raiva de si por causa do beijo?
Não, mesmo que ficasse abalado ele iria querer uma explicação. E por esse motivo TaeMin o puxou pelo braço antes dele entrar na sala.
- Hey, não me viu aqui? – Perguntou com uma dose de medo em sua voz.
- Eu estou atrasado TaeMin... – Suspirou. – Em outro momento nós conversamos.
E o deixou sem reação, entrando na sala.
Odiava tratar alguém dessa forma, ainda mais aquele que amava. Mas se sentia sujo, não conseguia olhar para TaeMin e lembrar-se que transou com SeKyung. Quase não levantou naquela manhã, tamanho arrependimento e culpa.
E ainda tinha o beijo que presenciou.
Em que sua vida se transformou?
-
Não era só MinHo que estava sendo recepcionado ao chegar no colégio.
Perto da entrada lá estava ele.
DongWoon.
Esperando por Key, é claro.
- Tem alguns minutinhos? – Perguntou assim que o mais novo se aproximou.
- Exatamente três minutos. – Riu após conferir no relógio de pulso.
O clima ruim da separação, e o comportamento do mais velho nos últimos meses já tinha se dissolvido, na verdade estavam até mais próximos depois do ocorrido na festa do colégio. DongWoon tinha se tornado um ótimo amigo, sendo paciente e trocando mensagens por celular até altas horas com Key, que óbvio, sempre tinha assunto pra conversar.
- Hm, acho que vou precisar de mais alguns. – Pensou. – A primeira aula é muito importante?
- Qualquer aula é importante. – Riu novamente, empurrando o maior de leve pelo ombro. – Pensei que estava estudando mais. – Terminou de falar com um pequeno bico se formando em seus lábios.
- E estou! – Indignou-se. – Mas é sério, preciso falar com você. – E antes que Kibum o interrompesse já sabia o que ele iria dizer. – E não, não é por mensagens de texto.
- Aish, ok! Você venceu, eu mato a primeira aula. – Emburrou-se. – Mas você vai ficar me devendo um grande favor.
Os dois caminharam até uma parte mais calma do colégio, e sentaram-se em um dos bancos do pequeno pátio, que estava vazio já que os alunos, ao contrário deles, assistiam às aulas no momento.
Olharam-se por uns instantes em pleno silêncio, até caírem na gargalhada sem motivo algum.
- Somos dois tontos, um olhando pra cara do outro. – Key admitiu. – Pronto, agora pode dizer o que queria.
- Bom, não vou enrolar. – Respirou fundo, tomando coragem. – Eu quero uma chance.
- Uma chance...? – Estava claro que DongWoon tinha mais a falar.
- Eu quero mais uma chance pra nós dois. – Admitiu.
- Woonie... – O nome saiu fraco entre seus lábios, mal sabia o que responder.
Não queria magoá-lo. Justo quando estavam se dando bem novamente.
- Eu fui um estúpido, eu sei! – Confessou. – Te pressionei sem saber das suas fraquezas, sem entender seus sentimentos, fui egoísta... Por isso rompemos daquela forma, pensava apenas no que eu queria.
- Já passou, ok? – Tentou acalma-lo.
- O que eu sinto por você não passou. – Se aproximou de Key colando suas testas. – Me dê uma chance, sei que não me ama da mesma forma, mas por favor me dê uma chance de ter você de novo.
O que era verdade.
DongWoon ainda o amava e não era segredo. Sabia também que não era correspondido, mas seu único desejo era fazer o mais novo feliz, cuidar dele, e se redimir de todos os seus atos egoístas. O ciúmes o cegava, a falta de entrega por parte de Kibum o deixou louco de raiva, mas estava pensando apenas em si mesmo.
Agora seria diferente.
Porém, o tempo estava se esgotando.
- Eu vou embora. – Sussurrou, cerrando seus olhos ao lembrar. – Quando as aulas acabarem eu vou mudar de país.
- O que? – DongWoon não podia acreditar.
- Meus pais encontraram uma ótima oportunidade de expandirem seus negócios, mas na América. – Levantou-se. – Falta pouco pro ano letivo acabar, e então eu vou me mudar com eles.
- Eu não me importo. – Segurou Kibum pela mão, também se levantando. – Nem que seja por um dia. Eu quero ficar com você.
- Mas...
- Shiuuu. – Pediu silêncio. – Sei que você gosta dele, e eu vou te ajudar a esquecê-lo. – Se aproximou ainda mais, podendo sentir a respiração fraca de Key contra seus lábios. – Eu vou te livrar da dor.
E o beijou.
Enquanto era beijado, de forma calma e sutil como se fosse feito de vidro, e os lábios se pressionavam conforme o beijo aquecia seu corpo. Key pensava em como tudo poderia ter sido diferente se tivesse mais paciência com DongWoon na época do namoro, pois ele também errou, também não entendeu como o outro se sentia.
Mas não sabia se a dor tinha cura, ela tinha sido cravada desde que se envolveu emocionalmente com JongHyun.
O que ele precisava era de uma máquina do tempo.
Só assim poderia esquecê-lo.
Notas finais
Enquanto sussurrava o nome de TaeMin.
Ela não mentiu, os dois realmente dormiram juntos."
BOOM.
Beijos e até. ♥
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