Proposal
23 Remember.
Notas iniciais
Desculpe pelos erros e boa leitura. ♥
A primeira coisa que conseguiu enxergar nitidamente foi o teto branco da enfermaria, sua visão pouco a pouco se acostumava com a claridade do local. Sua mente ainda confusa dava voltas e voltas na última lembrança que tinha antes de desmaiar.
JongHyun próximo demais.
Suspirou pesadamente, levando uma das mãos até a cabeça verificando se estava tudo certo. Estava, então não fora um sonho. Se sentia ridículo ali deitado em uma maca na enfermaria, tinha desmaiado nos braços daquele que ele deveria odiar, era patético por ter sido tão fraco, e provavelmente se encontrava sozinho já que ninguém percebeu que ele tinha acordado.
— A bela adormecida acordou. – Uma voz conhecida ditou falsamente melodiosa.
Do outro lado do aposento uma Shin SeKyung sorridente aguardava o seu despertar.
Ela era a última pessoa que desejava ver, e se encontrar ali sozinho com a maior vadia do colégio parecia não ser somente uma coincidência. Com certeza a garota queria provocar ou envolvê-lo em algum tipo de trama sórdida, os lábios pintados em um tom de rosa fora de moda ainda sorriam para ele, seja lá o que ela queria, estava disposto a ouvir.
Iria jogar o jogo imposto por Shin SeKyung.
Recolheria o máximo de armas para derrubá-la.
- A que devo a honra de sua visita? Por acaso ficou preocupada comigo? – Key sorriu carregado de ironia, sentia-se um pouco melhor agora que estava sentado na maca.
- Eu quero saber porque estava com o meu namorado. – Fez questão de aumentar o tom de voz ao pronunciar a palavra namorado.
— Não sei, foi ele quem me procurou. Pergunte diretamente para ele. – Cruzou os braços, encarando a garota.
- Eu até perguntaria, se ele não estivesse na diretoria por ter brigado com aquele seu namoradinho.
- O Woonie brigou com o JongHyun? – Key perguntou um pouco alterado. Era só o que faltava...
- Sim, aquele ogro partiu para cima do meu Oppa. – Fingiu estar preocupada. – Mantenha o seu bicho de estimação longe do meu!
- Diferente de você, eu não trato as pessoas como objetos. A vida não é artificial como o seu nariz. – Respondeu, mas por incrível que pareça se mostrava indiferente a qualquer reação da garota.
- Eu quero que você fique longe do meu namorado, entendeu? – SeKyung disse logo seu recadinho.
Key sentiu vontade de rir, aquela garota não poderia fazer nada contra ele. Ela e JongHyun se mereciam, não queria se meter mais na vida dos dois, queria derrubá-la apenas por diversão.
- Você não pode fazer nada contra mim. – Lembrou.
- Não. – Ela assentiu. – Mas eu posso fazer contra o seu amiguinho, aquele que parece uma garotinha.
- O que você sabe do TaeMin? – Mudou de expressão, saindo da maca e segurando o pulso de SeKyung com força, estava se controlando para não erguer a mão para uma mulher.
- Quem vê você me ameaçando assim pode achar que você é homem, não uma garota. – Riu debochada. – Acho melhor soltar se quiser me ouvir.
Key a soltou, jamais partiria para violência.
- Diga. – Mandou, estava cansado de ouvir a voz dela.
- Você não quer que seu amigo sofra, não é? – Perguntou, mas não obteve resposta. – Mantenha-se longe do meu Oppa, caso contrário eu destruo os sonhos purpurinados do seu amigo.
Key riu, ela só poderia estar blefando.
- Está mentindo. – Concluiu o óbvio.
- Estou? Então pergunte para o MinHo sobre o nosso segredinho. – Cruzou os braços, com a sensação da vitória nos lábios, pois Key pareceu se abalar.
Ele não respondeu, deixou a garota ali plantada e saiu o mais rápido que pode da enfermaria, iria tirar a dúvida naquela hora. Escutou a enfermeira gritando no corredor, pedindo para que ele voltasse, mas ele não voltaria. Ainda se sentia fraco, estava assim por não ter comido nada nas últimas vinte e quatro horas, mas simplesmente não sentia fome. O que sentia era raiva.
Raiva de si mesmo por se deixar levar por meia dúzia de palavras da garota, raiva dela por ser tão venenosa, raiva de JongHyun por não enxergar a verdade e se fosse preciso sentiria raiva de MinHo.
SeKyung jamais jogaria com uma carta falsa, aquela estória deveria ter seu fundo de verdade. E se tivesse MinHo estaria encrencado. Que espécie de envolvimento ele poderia ter com ela? Era absurdo pensar tal coisa, pelo que Key sabia eles nunca foram próximos, conviviam por causa do relacionamento dela com Jjong, e atacar justo o TaeMin? Que não tinha nada a ver com aquilo tudo e com a proposta?
A não ser que o alvo dela tenha mudado.
Quando chegou na diretoria já ofegante se deparou com JongHyun e DongWoon saindo de lá, e ao contrário do que imaginava MinHo não estava acompanhando o amigo.
- Key, você está bem? – DongWoon perguntou preocupado.
JongHyun passou reto sem olhar para os dois.
- Estou, estou. – Tranquilizou o maior. – Woonie, por que foi se meter em confusão?
Ele estava com a boca cortada e com um leve roxo na bochecha, o que caracterizava no mínimo dois socos.
- Ele ficou pior, garanto. – Riu, quando viu Key tocar levemente seu ferimento. – Aquele imbecil depois de te fazer desmaiar queria ficar lá do seu lado! – Explicou. – Eu não deixei e...
- E vocês brigaram, entendi. – Suspirou cansado. – Vem, eu vou cuidar desse corte. – Entrelaçou seus dedos aos dedos do mais velho, o puxando pelo corredor. – Já perdemos uma aula não faz diferença perder outra.
DongWoon riu, sentindo a pele macia de Key contra a sua.
- E ele não tem culpa por eu ter desmaiado, é que não comi nada ontem e não tomei café da manhã. – Explicou. – Depois de eu dar um jeito nesse corte, quero que me ajude a procurar o MinHo.
- Não, depois você vai comer algo. – Corrigiu. – E para sua informação o MinHo estava conversando com o TaeMin no intervalo, acho que eles se acertaram.
Aquilo pareceu acalmar Key, se os dois estavam conversando era porque SeKyung mentiu em relação a MinHo, a garota estava blefando e ele quase caiu no jogo dela. Resolveu deixar aquilo para mais tarde, precisava compensar a advertência que DongWoon levou por ele.
Depois pensaria em algo que não fosse o suave beijo do mais velho em sua bochecha.
x-x-x
Tudo parecia finalmente caminhar para um final feliz, pelo menos era essa a sensação que dominava o corpo do moreno. Sua conversa com TaeMin não poderia ter sido melhor, tanto que lá estava ele, prestes a apertar a campainha da casa do mais novo. O garoto de cabelos compridos estava tão diferente, tão dócil, eram todos os sonhos de MinHo se realizando, depois de muito empenho seu amor finalmente poderia ser correspondido, apenas uma conversa sincera o separava de ter TaeMin para sempre.
- Aish, finalmente! – Um TaeMin sorridente abriu a porta. – Vamos, não temos muito tempo antes da minha mãe voltar. – Explicou sua afobação puxando MinHo até o quarto.
Chegando lá MinHo lembrou de tudo que aconteceu naquele quarto nos últimos meses, as pequenas discussões, os beijos, a frieza do mais novo. As estórias que aquelas paredes contavam teriam um fim, para o começo de uma nova, em que ele e TaeMin se entendiam e tudo ficava bem. Não existiria mais jogos, provocações e muito menos qualquer tipo de negação. TaeMin seria dele por inteiro, e não camuflado por meia dúzia de palavras amargas.
- Acho melhor eu começar... – TaeMin quebrou o silêncio meio sem jeito, de alguma forma sentia vergonha por estar ao lado do mais velho.
Parecia uma garotinha apaixonada.
MinHo assentiu, sentou-se na cama de frente para TaeMin, segurando suas mãos e entrelaçando seus dedos, fazendo uma leve carícia em sua palma. Então o mais novo começou, contou toda sua vida, desde sua infância até quando Junsu partiu. Ouvia tudo atentamente capturando cada detalhe, jamais cometeria o mesmo erro que a antiga paixão do mais novo, porque agora ele sabia o motivo dele ser tão indiferente, dele fugir de suas investidas e principalmente de como TaeMin tentou se enganar.
Ele fora ferido quando era muito novo, e com toda certeza levaria aquele sentimento ruim para o resto da vida se MinHo não cruzasse o seu caminho naquela rua escura há meses atrás. Enquanto TaeMin falava sua voz tremia levemente, mas ele estava curado, estava pronto para gostar de alguém novamente. Porém não era por Junsu ter voltado, não era por tudo que aconteceu ser esclarecido, mesmo que isso não acontecesse já fazia tempo que o toque do mais velho abalava todos os seus sentidos. Era MinHo que fazia toda a diferença, tudo que viveram juntos não eram apenas lembranças, eram o motivo de TaeMin se sentir vivo.
Ele amava Choi MinHo.
Era isso, mais nada.
- Aquele beijo não significou nada! – Tocou no ponto exato de todo aquele estopim em sua vida. – Eu não esperava encontrar o hyung aqui, eu fiquei sem chão. – Suspirou. – Mas foi exatamente aquele beijo que me mostrou o que eu sentia em relação ao meu passado... Nada. – Apertou a mão de MinHo contra a sua. – Você entende agora?
MinHo ficou em silêncio por alguns segundos, digerindo tudo que TaeMin contou. Era óbvio que ele entendia, se o menor estava dizendo que não amava ou guardava qualquer rancor de Junsu, ele estava dizendo a verdade. Uma sinceridade tão palpável que ele se sentiu culpado.
Porque TaeMin estava sendo sincero.
MinHo não estava.
- Eu entendo. – Sussurrou, colando sua testa na do mais novo. – Vai ficar tudo bem... – Ditou quase como uma oração.
TaeMin sorriu, e no mesmo instante sentiu os lábios do mais velho tocarem os seus. Tinha vontade de chorar, não por estar triste, mas por estar livre. Não era apenas um desejo físico, estar com MinHo era o desejo mais secreto de sua alma, algo que ele lutou tanto para esconder que de um segundo para o outro a verdade simplesmente transbordou em meio ao beijo.
MinHo comandava o movimento perfeito de suas bocas, puxando o lábio inferior do menor com certa urgência, trazendo TaeMin cada vez mais contra si, até que ele estivesse sentado em seu colo, para que o contato ficasse mais intenso. Se estava vivendo o inferno na terra nos últimos dias, a boca de TaeMin era sua saída das trevas e a porta do paraíso ao mesmo tempo.
- Sabe, eu odeio mentiras. – TaeMin disse de repente, assim que se separaram em busca de ar. – Promete nunca mentir?
O mais velho congelou com aquele pedido. Era como se TaeMin soubesse de algo e estivesse com medo de alguma coisa acontecer e quebrar todo aquele encanto.
Ele não permitiria que tal coisa acontecesse.
- Prometo. – Sibilou contra os lábios já inchados e vermelhos do mais novo.
- Nós somos, er... Você sabe... – TaeMin tentou começar, mas estava com vergonha de expressar o que queria.
- Namorados. – MinHo riu, distribuindo pequenos beijos na bochecha daquele que agora era “seu”. – É fácil dizer, por que não tenta? – Arriscou.
- Namorados... Namorados... – TaeMin respondeu, gostando de como aquela palavra se soltava de sua garganta. – Namorados! – Controlou-se para não gritar.
Enquanto ele repetia, cada vez que a palavra era pronunciada MinHo dava um beijo lento em seu pescoço, ao mesmo tempo que mãos atrevidas já buscavam sua pele por baixo da camiseta que usava. Qualquer carícia que recebia tinha outro significado, ele não estava mais assustado, muito menos tinha medo de ser enganado novamente, confiava e amava MinHo de uma maneira que não sabia expressar. Então achou melhor se entregar as sensações que faziam seu corpo entrar em um estado de dormência.
Aproveitaria aqueles minutos como se fossem os últimos de sua vida.
x-x-x
Descia as escadas da bela mansão, um pouco irritada por não conseguir o que queria. Se JongHyun estava achando que as coisas iriam continuar daquela forma ele estava muito enganado, dispensar Shin SeKyung era uma afronta, aquilo simplesmente não poderia estar acontecendo. Ele sempre, sempre seria seu objeto, e só de pensar em perdê-lo rugas brotavam em seu rosto perfeito.
“Claro, você é uma idiota”, pensou ainda nervosa. Depois do acontecido na enfermaria JongHyun ficou muito estranho, e ela como uma boa namorada resolveu fazer uma visitinha para o amado, porque com certeza ele estaria irritado pela advertência e só ela sabia como fazer ele relaxar. Mas o problema era ele não querer relaxar, alegou estar cansado e com dor de cabeça, o que na opinião da garota era uma forma educada de dar um fora. Sentia vontade de esganá-lo ou no mínimo quebrar todos os objetos daquela casa.
- Shin, há quando tempo... – Quando estava prestes a deixar a mansão, ouviu a voz da mãe do namorado lhe chamando.
- Senhora Kim. – Riu em um sinal falso de vergonha. – Achei que a senhora estava viajando, vim fazer uma visita para o Oppa.
- Ah, ele chegou irritado do colégio e não saiu daquele quarto. – Lamentou. – Vocês brigaram?
- Não, está tudo bem entre nós. – Mentiu. – Uma pena eu ter que ir embora, faz tempo que não conversamos. – Fingiu estar atrasada para um compromisso importante.
- Sabe como aprecio sua companhia, venha mais vezes. – A mulher sorriu simpática. – Ah, poderia me mostrar o último presente que meu filho lhe deu? – Perguntou curiosa.
- Presente? – Perguntou surpresa, há muito tempo Jjong não lhe dava presentes.
- Sim, hoje fui a joalheria e a gerente me disse que o meu filho comprou uma pulseira linda com um pingente em forma de chave, foi um presente, não foi? – Indagou.
- Ah, claro. – Sorriu, parecendo se lembrar. – Não estou usando agora, é um item muito bonito, só uso em ocasiões especiais.
Pulseira? Ela não sabia de pulseira nenhuma. Então o presente não foi comprado para ela, mas sim para outra pessoa. “Formato de chave”, pensou assim que saiu da mansão, o carro com o motorista já a esperava.
- Mudança de plano. – Disse ao motorista assim que entrou no carro. – Preciso fazer uma visita antes de ir para casa. – Informou o endereço.
Tão óbvio...
Iria pessoalmente procurar a pulseira que era dela por direito.
-
Pela janela viu o carro sumir ao cruzar a rua, se sentia melhor sozinho. Era estranho constatar que a presença da namorada não iluminava mais seus dias como antes, ela tinha se tornado uma página em branco, e por mais que ela tivesse insistido com seus beijos e carícias ele não estava com vontade de fazer algo naquele final de tarde. Meses atrás ver SeKyung correndo atrás dele seria um milagre, sempre se lembrava dos momentos em que ele sedia a todos os caprichos da garota, sempre carinhoso, atencioso...
Praticamente vivia por causa dela, com a ideia fixa de que um dia eles se casariam como sempre planejaram. Parecia treinado desde criança, amar SeKyung sempre foi o correto, o melhor para ele, e se não fosse por causa de uma certa proposta ele ainda veria tudo da mesma forma.
Veria seu mundo girar em torno dela.
Porém ele começava a abrir os olhos. Cada movimento da garota parecia ser planejado, como uma boneca criada para ser perfeita, agora ele enxergava seus defeitos, ela era mimada, egoísta, e a última palavra do seu dicionário era a humildade. Cercada de luxo, vivia para pisar nos outros, principalmente nele.
Ele tinha criado o sinônimo da perfeição em sua mente, e só agora via a criatura se rebelar contra o criador.
JongHyun queria dormir para acordar no dia em que Key estivesse em seus braços novamente.
x-x-x
Longe dali o carro preto estacionava próximo a casa de muros altos, a garota desceu do automóvel com a elegância que sempre correu em suas veias, ajeitou a bolsa de marca em seu ombro e seguiu rumo ao portão da casa. Apertou a campainha duas vezes antes de ser atendida por um dos funcionários do lugar, provavelmente o jardineiro. Ótimo, seria mais fácil entrar.
- Olá, me chamo Minzy. – Mentiu. – Estudo na sala do Kibum, ele está?
- Não, saiu faz pouco tempo. – O homem simples respondeu. – Gostaria de deixar algum recado?
- Ah, é que ele marcou de fazer um trabalho comigo, e minhas anotações estão com ele. – Sorriu amigável. – Eu poderia entrar para pegá-las?
O homem ficou pensativo, mas depois de alguns minutos liberou a passagem da garota.
Assim que entrou na casa, foi recebida por uma ahjumma simpática que ofereceu doces e suco caso ela quisesse esperar por Kibum.
- Não, obrigada. – Agradeceu. – É que estou com pressa, eu poderia subir até o quarto do Kibum para pegar minhas anotações? – Perguntou, mantendo o tom doce de sempre.
- Acho que o jovem Kibum não vai se incomodar. – A mulher analisou. – Suba, é o segundo quarto a esquerda.
Ela agradeceu novamente, subindo as escadas que davam para o segundo andar, indo até o quarto indicado, sorrindo ao constatar que era mesmo de Key.
Começou a vasculhar em tudo, precisava achar a maldita pulseira. Tinha certeza que JongHyun tinha dado a ele de presente, algo que deveria ser seu estava nas mãos erradas, mas ela iria pegar de volta. Procurou em todas as gavetas, na escrivaninha, na estante de livros, até mesmo no banheiro e nada. “Ele deve estar usando ela”, pensou com raiva.
Quando estava prestes a sair viu o baú perto da cama.
Quando começou a revirá-lo achou sua mina de ouro.
Cartas, muitas cartas, todas endereçadas para a mesma pessoa.
- Então você enganou o seu melhor amigo. – Riu ao constatar o quanto aquilo poderia ajudá-la.
SeKyung até poderia não ter achado a pulseira, mas em troca se deparou com algo melhor e maior.
x-x-x
Olhava para a mão do mais novo esbarrando na sua enquanto olhavam os peixes no aquário, não poderia simplesmente entrelaçar seus dedos em um lugar público, o preconceito ainda era algo a ser quebrado, então apenas se contentava em andar lado a lado com Key.
Achou melhor sair naquele final de tarde, poderiam ficar um pouco juntos e faria o garoto comer em algum restaurante, queria estar seguro sobre a alimentação de Key, ainda mais depois do desmaio de manhã no colégio. Que serviu apenas para aumentar seu ódio contra JongHyun, aquele baixinho tinha a audácia de procurar Key enquanto ele ainda estava fragilizado, na sua opinião JongHyun abusava da sorte, porque um dia ainda quebraria a cara dele.
E também tinha um convite para fazer.
- Ficou sabendo da viagem para o resort? – Perguntou como se perguntasse que horas eram.
- Ah, sim. – Key respondeu enquanto estava distraído vendo os pinguins brincarem na água. – O colégio sempre promove essas viagens. – Deu de ombros.
- E o que acha de nós irmos?
- Woonie, só o primeiro ano vai nessas viagens. – Riu, só o mais velho para ter uma ideia daquelas.
- Por isso mesmo, seria um final de semana só nosso. – Comentou empolgado. – Tem fontes termais, vai ser bom, hm? – Cutucou Key que apenas balançava a cabeça. – Vamos, vamos... – Insistiu.
- Aish, está bem. – Concordou. – Vai ser bom para distrair.
- E para ficarmos juntos. – Lembrou, sussurrando contra o ouvido de Key.
Key apenas retornou com um olhar que dizia “cai fora”, rindo em seguida por causa do bico que se formou nos lábios de DongWoon. O mais velho tinha razão, ele precisava de boas lembranças antes de ir embora, talvez fosse sua última oportunidade de levar uma boa recordação consigo.
Apagando de vez tudo que JongHyun deixou nele.
Se um dia voltasse a se encontrar com o mais velho e ele perguntasse “você se lembra?”, poderia responder tranquilamente com um sonoro...
“Não, eu não me lembro.”
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