Proposal
24 I love you.
Notas iniciais
Demorei mas... Cheguei.
Espero que curtam o capítulo.
Não estudava por obrigação, mas sim por prazer. A biblioteca sempre o acolhia quando precisava de ajuda, com seus livros e seu silêncio. O sol começava a aquecer aqueles que saiam para trabalhar ou estudar, sendo o único aluno no local, o que lhe agradava ainda mais, pois a solidão era bem-vinda.
Acordou cedo naquele dia ensolarado porque estava sem sono, tinha passado boa parte da noite pensando sobre o rumo que sua vida havia tomado, principalmente nas últimas semanas em que ele mal reconhecia Onew. Nunca foram um casal “normal” isso era inegável, porém como todos que se envolviam em um relacionamento ele queria algo sério, algo concreto... Não meia dúzia de promessas que não foram cumpridas.
Acreditou durante toda sua vida que o amor era capaz de preencher qualquer lacuna de incerteza, mas agora não saberia dizer se aquilo era verdade ou não. Para alguém acostumado a não esperar muito das pessoas, foi uma surpresa perceber que estava apaixonado, ou pior, perceber que era correspondido.
Foi em meio aos livros o primeiro contato, justo em seu universo tão particular.
E agora no mesmo lugar ele pensava que aquilo chegaria ao fim.
Amava Onew, disso tinha certeza. Porém a rede de mentiras que o namorado tecia o engolia pouco a pouco, junto com as promessas e os momentos felizes. Um aperto se formava em seu peito, se ele estava sofrendo poderia uma relação ter futuro? Até quando Onew o esconderia?
Era óbvio que o namorado e JunHyung tinham algo a esconder, ou nem tanto. Já que o último estava disposto a lhe contar a verdade.
Por esse motivo estava ali.
- Bom dia. – JunHyung saudou.
- Bom dia. – Retribuiu sem muita vontade, encostando-se na estante de livros. Estava no corredor mais afastado do local de estudo.
- Acho melhor eu ser direto. – O mais velho comentou, coçando a nunca em nervosismo. – O seu namorado está te usando.
Jino sorriu fraco. Era por isso que Onew o escondia? Claro que precisava ouvir os dois lados, mas antes mesmo de se encontrar com JunHyung já tinha uma escolha.
Estava decidido, iria romper com Onew.
- Explique melhor. – Respondeu, estranhando seu tom de voz frio e cortante.
- Jinki e eu já fomos grandes amigos, pode perguntar para qualquer um do terceiro ano. – Começou. – Não estou mentindo.
Se dissesse que estava surpreso com aquilo seria mentira, imaginava que os dois fossem próximos no passado, só não esperava descobrir o quão próximo eles chegaram.
No mais absoluto silêncio da biblioteca, apenas a voz do mais velho soando baixa e firme poderia ser ouvida como um sopro. JunHyung não mediu palavras para contar os detalhes da amizade que rapidamente evoluiu para algo mais íntimo. Durante a metade do primeiro ano os dois adolescentes em meio às descobertas da idade conheceram o sexo e tudo que ele poderia proporcionar. Conheceram também um amor possessivo, pois logo JunHyung tomou a frente do relacionamento e usufruiu do amigo como queria.
- Você precisava ver, ele me obedecia igual a um cachorrinho. – Contou, controlando a vontade de rir. – Claro que escondemos isso muito bem, tanto que JongHyun e MinHo nunca desconfiaram.
“Assim como eles não desconfiaram de mim”, Jino pensou enquanto a verdade lhe cortava sem piedade.
- Nós éramos amantes. – Sussurrou contra a orelha de Jino. – Eu fazia milhões de promessas a ele, que acreditava em tudo, da mesma forma que você acredita.
JunHyung conseguia ser mais sujo que o bueiro mais nojento da cidade, só de pensar que cogitou a possibilidade de serem amigos se sentia enganado. Agora conseguia notar o sorriso malicioso e o olhar com segundas intenções, jamais poderia confiar em alguém como ele. Porém, existiam outros detalhes que precisava saber.
- E por que acha que ele está me usando?
- Não é óbvio? – Riu. – Está descontando toda sua frustração em alguém com os mesmos olhos inocentes que ele tinha.
- Eu achei que você queria ser meu amigo. – Olhou para baixo, foi passado para trás mais uma vez.
- Mas eu quero. – JunHyung mudou o tom de voz, ficando mais doce cada vez que respirava. – Por isso contei a verdade, você não merecer ser enganado Jino... É lindo demais para isso. – Ditou a última frase, tentando beijar o mais novo que se afastou com o toque.
- Não se aproxime novamente! – Tentou não gritar, caso contrário a bibliotecária poderia ouvi-los. – Ficou louco?
- Onew só quer te usar, ele está se vingando. – Se aproximou novamente. – Fique comigo, eu acabei me apaixonando por você. – Confessou.
Jino riu forçado, não acreditaria em nenhuma declaração do mais velho, muito menos de Onew, não seria enganado por mais ninguém. A verdade não só esmagou seus sentimentos como também o tornou mais forte, não seria mais um garotinho tolo que acreditava em tudo que lhe diziam. Não queria se envolver, não queria ficar preso a algo que ele não sabia se era real.
- Nunca mais me procure. – Disse enojado, deixando JunHyung falando sozinho no corredor frio da biblioteca.
Precisava de um dia só para si, acalmaria suas ideias e só depois falaria com Onew.
O futuro dos dois dependeria apenas do tempo.
x-x-x
Gemeu ao sentir suas costas baterem contra a cabine do banheiro, seu pescoço era atacado de uma forma bastante familiar, toda a situação lembrava à ocorrida meses atrás, também em uma cabine como aquela. Os lábios sedentos chupavam, mordiam e marcavam cada pedaço de pele que alcançava, o que fazia o menor se encolher devido ao prazer que aquele gesto lhe proporcionava.
Apesar da cena ser parecida, agora havia uma dose de companheirismo que antes jamais se passou por sua mente, ele estava ali por sua vontade, e não por causa de um hyung tarado que agora era seu.
Seu namorado.
Riu para em seguida morder o lábio inferior com força, pois MinHo afrouxava a gravata do uniforme e já abria os primeiros botões da camisa que TaeMin usava, se concentrando na curva de seu pescoço.
- Isso não te lembra algo? – MinHo disse baixinho, controlando a vontade de rir.
- Me lembra o dia em que você me atacou no banheiro do restaurante. – Respondeu tentando se concentrar na própria fala. – Merda, estamos no colégio... Ah... – Gemeu ao ter seu membro pressionado pela perna do mais velho.
- Eu sei, não é excitante? – Pelo jeito o hyung tarado estava de volta.
- Não, podem nos pegar, e uma advertência não seria bem-vinda.
MinHo o encarou, depois deu de ombros voltando a atacar os lábios do mais novo, que já estavam rubros devido a intensidade do toque.
- Vamos para outro lugar então. – Sugeriu entre beijos.
TaeMin queria rir. Claro, para onde iriam? Quem sabe a cadeira da diretoria fosse mais confortável.
- E o que sugere?
- Minha casa. – Se afastou de TaeMin, normalizando sua respiração. – Meus pais saíram junto comigo depois do café da manhã...
- E a primeira aula? – Perguntou, mas por dentro estava pouco se importando com o colégio.
- Dane-se a primeira aula... E todas as outras. – Sussurrou contra a orelha do namorado.
TaeMin achou a ideia bem interessante...
-
Seu corpo mais uma vez era jogado contra uma superfície plana, só que em vez da cabine do banheiro, suas costas se chocaram contra a maciez do colchão e a delicadeza dos lençóis. Era a primeira vez que estava ali, a primeira de muitas pensou ao observar a decoração do quarto em tons de verde, bege e branco, tudo harmonioso e bonito. Porém a estante em uma parede, a escrivaninha, as fotografias e os quadros eram insignificantes perto da cama em que fora jogado.
Não se sentia ansioso ou nervoso por estar prestes a perder a virgindade. Achava tão natural trocar carícias com MinHo, como se seu corpo estivesse acostumado com o corpo mais firme e definido do mais velho, como se fosse apenas um rio seguindo seu curso. Exatamente naquele ponto de sua vida ele se sentia pronto para tudo, para amar, ser amado e principalmente se entregar ao mar de sensações que eram os beijos do mais velho em seu peito já nu.
O relógio pendurado em uma das paredes continuava a marcar as horas, o ponteiro ditando cada segundo que ficava para trás, ao mesmo tempo que cada toque em seu corpo ficava como um fato do passado. Sorriu ao constatar que deveria aproveitar aquele momento ao máximo, pois logo ele se tornaria apenas algo bom para recordar, e mais do que nunca ele queria viver o presente, agarrar-se a ele com todas as forças para nunca mais soltá-lo.
Apesar de toda entrega tinha medo.
Medo de perder MinHo.
O mais novo gemeu sonoramente quando a mão habilidosa tocou seu membro por cima da calça, MinHo agilmente se livrou da peça de roupa, junto com a boxer deixando TaeMin nu para seu completo deleite. Fez questão de beijar cada centímetro do corpo esguio, tocando a parte interna das coxas, apalpando e marcando com a ponta dos dedos.
Quando subiu novamente, capturou os lábios já inchados para si, quase que em devoção. TaeMin tentava retribuir até onde sua sanidade suportava, sugando a língua para dentro do sua própria boca, enquanto rapidamente terminava de tirar a camisa do uniforme que o mais velho ainda usava. O fato de MinHo ainda estar vestido era quase uma tortura, pois o tecido do uniforme roçava em sua pele nua, e ele não via a hora de senti-lo por inteiro e também de se entregar.
- Eu esperei tanto por isso... – Minho ditou rouco contra a orelha de TaeMin, mordendo e prendendo o lóbulo entre seus dentes.
- Então não precisa ter pressa. – TaeMin respondeu de olhos fechados, estava tão excitado que chegava a doer, mas queria sentir cada pedacinho do mais velho. – Me deixe ficar por cima. – Pediu.
MinHo prontamente atendeu ao pedido, inverteu as posições e deixou ser dominado, se vendo nu em poucos instantes pois TaeMin estava no seu limite. O menor começou a série de carícias mordendo seu ombro, depois passou a traçar um caminho de beijos até seu peito, sentindo um arrepio percorrer seu corpo ao ter um de seus mamilos presos entre os dentes do mais novo. TaeMin se concentrou naquele ponto, enquanto uma de suas mãos já percorriam o abdômen definido, indo até o membro que pedia por atenção.
Ao sentir o primeiro movimento da masturbação todos os seus músculos se contraíram, seu próprio corpo reagia ao mínimo estímulo e chegar até ali com os pensamentos ainda claros em sua mente parecia uma tarefa quase impossível. Era acariciado de forma lenta, a mão habilidosa percorria todo o seu membro, desde a base até a glande, onde TaeMin parecia adorar torturar. Logo a mão foi substituída por algo melhor e mais quente, a boca do namorado, que o chupava com extremo cuidado, fazia de propósito pois a única reação de MinHo era gemer rouco.
Mais um movimento e gozaria até perder os sentidos, então puxou TaeMin pelos cabelos sem muita força, jamais o machucaria. Deitou o corpo magro com cuidado e voltou a beijá-lo, dedilhando seus dedos pelo peito plano, indo até a virilha e voltando. Tocava em TaeMin com extremo cuidado, como se ele fosse quebrar a qualquer instante, era o bem mais precioso que possuía e jamais iria perde-lo. Se separou apenas para pegar algo que sabia bem onde estava guardado, vendo que o namorado relaxou mais na cama e abriu as pernas pronto para recebe-lo.
- Você quer me matar. – Disse molhando seus dedos com o gel lubrificante, espalhando por toda extensão do pênis do mais novo, fazendo movimentos leves para relaxá-lo. – Gosta que te toque aqui? – Perguntou quando começou a prepará-lo.
- Gosto... – Gemeu manhoso, mesmo sentindo certa dor com a invasão. – Mas vá com calma.
MinHo atendeu seu desejo, indo com calma, o tocando intimamente com uma paciência que jurava ser impossível manter. Quando achou que TaeMin estava pronto, se protegeu devidamente para em seguida voltar a beijar seu pescoço, dessa vez com certa força pois queria distrai-lo enquanto pouco a pouco preenchia seu corpo. Em meio aos beijos sentiu o gosto salgado das pequenas lágrimas que escapavam entre os olhos fechados, aquela posição era dolorosa, mas precisava ter certeza que TaeMin estava sentindo prazer, e para isso não desgrudaria seus olhos da face que pouco a pouco relaxava.
Logo o corpo magro ficou mole em seus braços, o que foi o sinal para avançar. Indo cada vez mais fundo, fazendo o corpo abaixo de si se curvar devido a tamanho prazer. Uma, duas, três... Mil vezes seu corpo ia e voltava impulsionando sua dolorosa ereção contra o mais novo, que gemia e pedia por mais toda vez que MinHo o atingia no ponto exato de seu prazer.
TaeMin não soube dizer quanto tempo durou, o fim só veio quando sentiu o corpo de MinHo desabar contra o seu, chegando ao clímax minutos após ele mesmo. Os lábios mais uma vez se buscaram, para selar aquilo que começaram meses atrás em uma rua deserta.
E que agora tinha seu recomeço.
Assim que sua respiração voltou ao normal ouviu o celular do mais velho tocar, indicando uma nova chamada. Com os reflexos reduzidos devido a exaustão, MinHo levantou quase tropeçando nas próprias roupas espalhadas pelo chão, até encontrar seu celular.
Queria matar o infeliz que estava ligando justo quando ele iria tomar TaeMin para si novamente.
- Alô. – Atendeu sem ao menos olhar no visor do celular.
- Alô, eu preciso falar com o TaeMin... Ele está com você? – JongHyun pediu do outro lado da linha, parecia desesperado.
MinHo ficou sem entender, mas mesmo assim passou o celular para um TaeMin ainda mais confuso. “É o Jjong”, disse antes de entregar o aparelho.
- Er, sou eu. Algum problema? – Perguntou receoso.
- Eu preciso da sua ajuda! – Disse, explicando o que TaeMin precisava fazer.
O mais novo ouviu tudo atentamente.
Quem sabe ao final daquele dia ele e MinHo não fossem os únicos a terem um final feliz.
x-x-x
Andava pelos corredores bufando de raiva, repassando mil vezes o plano em sua mente. Simplesmente tinha surtado após ouvir uma conversa entre o ex-namorado e o idiota do DongWoon, não que ele estivesse seguindo ou espiando Key, foi apenas uma coincidência ele saber exatamente onde o mais novo estava e com quem estava. Claro que a conversa que ouviu foi apenas uma consequência por estar passando perto do casal.
Certo, ele estava escondido atrás de uma árvore do pátio, mas os detalhes são o de menos.
“Aquele maldito, pensa que vai sair com o Key... Eu sei sua real intenção!”, pensou enquanto procurava outra pessoa para ajudá-lo, já que TaeMin topou participar da terceira fase da sua ideia mais brilhante. Jamais deixaria Key ir se encontrar com “aquele magrelo alto e sem graça”, pois sabia que tudo aquilo não passava de uma armadilha com a única intenção levá-lo para cama. Um encontro romântico sempre pedia um bom vinho e terminava na cama de algum motel barato.
Se DongWoon estava contando vitória ele teria que tirar seu cavalinho da chuva. Se dependesse dos seus esforços Key nunca se entregaria a ninguém. Que fosse ciúmes ou qualquer denominação que fosse válida para dor de cotovelo, mas ele não permitiria que aquele encontro ou qualquer outro acontecesse.
JongHyun não assistia tantos filmes do 007 por nada.
x-x-x
Era estranho Jino sumir de repente, eles tinham aula de matemática avançada juntos naquela tarde, mas o garoto havia sumido depois do almoço. Tentou ligar para ele buscando seu paradeiro, se não fosse pelo celular sem bateria teria o encontrado.
Aliás, aquele era o dia das pessoas desaparecerem. Primeiro TaeMin que não assistiu a nenhuma aula, depois Jino que evaporou e também DongWoon que tinha marcado de se encontrar com ele no final das aulas e até agora nada, ele estava plantado há meia hora no local em que combinaram de se encontrar.
- Isso porque ele vai me levar para jantar, ótimo. – Indignou-se.
Porém pensou melhor, talvez o mais velho tentou lhe contatar pelo celular sem sucesso, já que estava sem bateria. Resolveu esperar mais um pouco, ou ele ou Jino teriam que aparecer.
- Key, me desculpe. – Jino apareceu afobado. – Estava no laboratório de química fazendo aquele trabalho chato com a minha dupla.
- Ah, e nem me avisa?
- Eu liguei no seu celular. – Mentiu.
- Estou sem bateria. – Disse balançando o aparelho e o guardando de volta na mochila.
- O DongWoon me ligou, disse que teve um treino extra e não conseguiu te contatar. – Começou.
- Já estava achando que ele se esqueceu de mim. – Riu sem graça.
- Por isso ele pediu para você encontrá-lo no vestiário. – Deu o recado.
Key achou aquilo estranho, não era dia de treino pelo que se lembrava. DongWoon jogava futebol e treinava duas vezes por semana no colégio, mas como ele não tinha avisado nada sequer pensou na possibilidade. Despediu-se de Jino e foi em direção ao vestiário, talvez ele quisesse fazer alguma surpresa, pois ultimamente DongWoon se comportava como um perfeito cavalheiro.
Quando entrou no vestiário estranhou o silêncio, só uma luz estava ligada, e aparentemente o lugar estava vazio. Avançou mais alguns passos, não era medroso e precisava conferir se o mais velho estava ou não lá.
“Aish, será que ele não me esperou?”, indagou pronto para voltar.
Porém estagnou ao ouvir a porta sendo fechada.
- Olá. – JongHyun cumprimentou com um sorriso fácil brincando em seus lábios.
- O que é isso? – Desesperou-se. – Ficou louco Kim JongHyun?
- Talvez... – Disse se aproximando.
Key não queria dar ouvidos àquele idiota, passou reto por Jjong indo verificar se a porta estava mesmo trancada. Não, aquilo não poderia estar acontecendo.
- Cadê a chave? – Avançou na direção do moreno. – Me entregue ou eu vou gritar!
- Não estou com a chave. – Deu de ombros, sorrindo ainda mais. – E pode gritar, não tem mais ninguém no colégio, as aulas já terminaram.
- Foi tudo um plano? – Perguntou, mas a resposta era óbvia. – Como pode fazer isso? Quem te ajudou? – Queria socar JongHyun até tirar aquele sorriso do rosto dele. – Não me diga que...
Jino.
Iria matar o próprio melhor amigo depois que arrumasse um jeito de sair dali. Não passaria mais um minuto na presença do outro, se não estivesse tão desesperado teria inventado mil maneiras para acabar com a vida daquele moreno metido. Socou a porta até sua mão começar a doer, gritou, chutou e nada. Aparentemente ninguém poderia salvá-lo.
- Pare com isso. – JongHyun pediu segurando em sua cintura. – Já passamos por tantas coisas juntos, não é preciso todo esse escândalo.
- Não é preciso? – Key se afastou novamente. – Você me trancou aqui! Quando eu sair vou contratar o melhor advogado de todo país, só para lhe colocar na pior cadeia sul coreana!
- Eu não ligo.
- Não liga? – Riu incrédulo. – Por que fez isso?
- Porque eu não queria que você saísse com aquele idiota. – Revelou. – Ele quer te levar para cama!
- Ah, assim como você? – Ironizou.
JongHyun não se deixou intimidar pelas palavras carregadas de remorso do ex-namorado. Mesmo que estivesse sendo muito egoísta, estava sendo apenas humano. Não queria entregar seu bem mais precioso nas mãos de outro homem.
- Eu te odeio. – Key disse, chutando um dos armários ficando o mais longe possível de JongHyun.
Que apenas sorriu, até o dia amanhecer ele transformaria aquelas palavras em um eu te amo.
Notas finais
Beijos e até o próximo.
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