Proposal

25 Ready to go.


Notas iniciais
Oi gente ~
Boa leitura. ♥

A certeza de que morreria no dia seguinte era cruel e alfinetava sua mente, não conseguia lidar com sua vida amorosa e agora também se metia na dos outros? Já imaginava os xingamentos, o puxão de orelha e o bico emburrado por parte do amigo, mas precisava dar um empurrãozinho para Key finalmente se acertar com JongHyun. Qualquer coisa colocaria a culpa nos livros que lia, muitos deles eram recheados de estórias de amor e casos tórridos movidos a esse sentimento, nada mais justo do que desejar algo assim para o melhor amigo, já que ele via sua estória desmoronar antes mesmo de se tornar mais concreta.

Depois pensaria com mais calma, inventaria uma desculpa qualquer pois sua intenção era nobre, mesmo que JongHyun não merecesse estava claro – e na cara – que eles se amavam, e como TaeMin também estava envolvido, Key não poderia passar muito tempo sem um deles, logo o perdão viria. Era torcer para o mais velho tomar uma atitude, primeiro em relação a Key e depois em relação a SeKyung, porém esse assunto não era algo para ele resolver, só poderia dar uma pequena ajuda, então foi o que fez ao mentir para o amigo.

“Eles precisam enxergar o quanto se amam”, pensou enquanto cruzava o portão do colégio, acenando simpático para o porteiro que era um senhor gorducho que sempre lhe pedia indicação de um bom livro de mistério. Se existia a menina que roubava livros, ele poderia ser considerado o menino que emprestava livros, porque sempre saia com um exemplar diferente após horas dentro da biblioteca, naquele fim de tarde não era diferente. Em uma das mãos carregava o exemplar do último empréstimo, gostava de tocar os pequenos detalhes da capa com a ponta dos dedos, sempre se distraindo com o relevo do título do livro.

- Atrapalho? – Pulou de susto ao ouvir a voz de Onew lhe chamar.

- Não, só estou indo para casa. – Respondeu mais seco do que desejava, a conversa com JunHyung vez ou outra rondava sua mente.

- Posso te acompanhar?

Jino pensou em dizer não, mas ao encarar Onew simplesmente não conseguiu dizer mais nada. Discutiam tanto nas últimas semanas, que evitava olhar o mais velho, então exatamente quando seus olhos pousaram sobre a face do namorado – ou o que quer que fosse – não pode evitar o tom de vermelho que se apossou de suas bochechas. Onew era lindo. Não era forte e sorridente como JongHyun, muito menos simpático e bonito como MinHo, mas Onew conseguia ganhar sua atenção apenas pelo fato de respirar.

- Você me acha bonito? – Perguntou de repente, estava tão inebriado pelas feições do mais velho, que acabou esquecendo a raiva que sentia.

- Não existe ninguém que chegue aos seus pés. – Respondeu. – Não só pelo rosto bonito, porque afinal você é lindo.

- Então... Por que acha isso?

- Por causa do que você é aqui. – Apontou para o peito, na localização exata do seu coração. – E aqui. – Apontou para sua cabeça. – Não existe alguém tão bom e tão inteligente assim como você, Jino.

Se era tão inteligente, por que fora enganado todo esse tempo? Ah, claro... Porque Jino também era bom.

- Por isso foi fácil me enganar? – Sua voz tremia, acabou se lembrando das palavras duras de JunHyung. – Eu sei de tudo.

Eles já tinham parado de andar quando Onew chegou, estavam a poucos metros do colégio e conversavam encostados no muro, com o menor encurralado contra a parede, não só fisicamente. Jino sentia que seus próprios sentimentos estavam em um beco sem saída, ou ele os colocava pra fora ou os guardava, sendo que a última opção apenas adiaria o inevitável. Não iria manter uma relação baseada em mentiras, mesmo que amasse Onew a ponto de seu peito doer, a ponto de esquecer tudo por um único beijo, como se sofrer fosse o preço por amar o mais velho.

- Do que está falando?

- De todas as suas mentiras, do seu caso com o JunHyung! – Exasperou-se. – Por que está descontando em mim?

Onew piscou algumas vezes tentando entender, se sentindo a pior pessoa do mundo ao cair em si e perceber do que Jino estava falando. Claro, o outro não via a hora de despejar seu veneno, precisava colocar Jino no meio de tudo para piorar a situação e trazer de volta um passado amargo e doloroso. JunHyung parecia sentir prazer em acabar com a sua vida, primeiro quando ainda era inocente, e agora no mais próximo que ele chegou de um relacionamento.

- É mentira! – Suspirou. – Seja o que for, juro que é mentira...

- Não, não é. – Jino indignou-se pelo mais velho ainda negar. – Ele te usou e agora você me usa! Mas por que justo eu?

- Eu-eu não te usei, Jino como pode pensar algo assim? – O segurou pelos ombros. – Eu realmente me envolvi com JunHyung, mas eu era muito novo e inexperiente. – Tentou explicar. – Não nego que foi uma fase ruim, pois ele só me machucava. Entende agora?

- Entendo... – Pausou, tentando controlar a respiração descompassada. – Entendo que você está fazendo o mesmo comigo! – Revoltou-se.

O mais velho não reconhecia aquelas atitudes tão arredias, Jino não agia daquela maneira, como se quisesse punir Onew por algo. Estava acuado e amedrontado, não deveria ter omitido seu caso com JunHyung, a verdade evitaria qualquer dúvida do menor, porque nada condizia com o real motivo deles estarem juntos.

- Eu não seria capaz. – Disse calmo, não queria que Jino exalta-se ainda mais. – Eu te amo. – Confessou, passando um dos braços pelo corpo esguio do mais novo.

- Diz em voz alta. – Pediu, ao ver que um grupo de alunos deixava o colégio naquele instante.

- Por que está me pedindo... – Não conseguiu terminar a frase, Jino o empurrara com toda a força, quebrando qualquer contato.

- Não se aproxime de mim! – Pediu. – Eu preciso de um tempo, até lá... Está tudo terminado.

JunHyung tinha razão, mas além de Onew usá-lo ele também tinha vergonha de estar ao seu lado, sempre o evitando fazia de tudo para não serem vistos juntos. Quando disse que precisava de um tempo, no fundo desejou ser beijado ali mesmo, em um pedido real de desculpas, porém assim que virou as costas Onew não fez nada para impedi-lo.

Talvez ambos precisassem de um tempo.

x-x-x

Horas depois estava quase trocando sua vida por uma cela na penitenciária mais próxima, porque em caso de dúvida mataria sem pensar outra vez. Suas costas queimavam devido ao olhar intenso do mais velho, porém jamais iria virar para encarar JongHyun – a não ser para finalmente matá-lo – e notar o ar de deboche que dominava sua voz. Porque sim, o outro insistia em lhe chamar, querendo sua atenção para no mínimo terem uma conversa decente.

Key não queria conversar.

Queria matar, ou melhor, torturar o mais velho até que pedisse por piedade e encerrasse aquele teatro ridículo que ele estava mantendo, sem citar o fato de estar sendo prisioneiro de um cabeça oca feito JongHyun. “Patético”, pensou enquanto mais uma vez chutava a porta do vestiário, não tinha muita força então era inútil. “Pelo menos estou descontando a minha raiva”, continuou com seu diálogo mental antes que enlouquecesse naquele lugar.

JongHyun por outro lado não poderia estar mais satisfeito, mantendo Key preso ali afastaria qualquer idiota – DongWoon – do mais novo, afinal era seu dever mantê-lo longe de predadores famintos por sua pele de porcelana e seus lábios macios. Estava até tentando disfarçar o ciúme que sentia, uma tarefa quase impossível que ele tentaria realizar com êxito até conseguir o que tanto deseja.

Afinal, o que ele queria mantendo Key preso?

- Você já chutou a porta umas dez vezes. – Provocou.

- Da próxima vez eu chuto a sua cara. – Key rebateu ácido. – Não passou por essa sua cabecinha oca que meus pais irão chamar a polícia atrás de mim?

- Não seja tão rude. – Jjong indignou-se. – Eu cuidei até mesmo disso, acredita? Ninguém virá atrás de você.

- O que você aprontou?

- Eu? Apenas assegurei que seus pais não se preocupassem, afinal eu sou uma ótima companhia. – Disse com um ar zombeteiro.

- Oh, certo... Eu desisto. – Key abriu os braços em sinal de desistência. – Não sei o que quer comigo, mas eu tenho um encontro e estou atrasado.

JongHyun riu, claro que Key tinha um encontro, o que estavam tendo era uma discussão saudável, apenas o aperitivo de uma noite agradável. Iria tomar uma atitude quando chegasse o prato principal.

- Não está. – Aproximou-se. – Lamento informar, mas hoje o seu encontro é comigo.

“Com a Fátima Bernardes é que não seria”, Key pensou. Apenas pensou, com aquela conversa ridícula limitou-se a mostrar a língua para o mais velho, que lentamente se aproximava.

- Não adianta gritar? – Key perguntou só para ter certeza.

- Não. – Ditou simples.

- Ótimo, então eu vou ficar aqui até a brincadeira acabar.

O mais novo partiu os lábios no sorriso mais irônico que possuía, cruzando os braços ao mesmo tempo em que se sentava em um dos bancos do vestiário. Iria vencer JongHyun pelo cansaço, era ótimo em testar a paciência das pessoas, se quisesse controlaria a sua ao máximo, mesmo que várias possibilidades de assassinato ainda lhe soassem apetecíveis.

Porém, JongHyun conseguia ser mais insuportável que o comum.

Assim que o mais novo decretou a lei do silêncio, JongHyun resolveu seguir a risca tal medida, sentando-se no banco da frente na mesma posição que Key, o encarando com o mesmo sorriso debochado.

Por longos minutos.

Eles travavam uma guerra muda, um apenas encarava o outro em sinal de desafio, os braços de Key começavam a formigar e ele também estava com fome. JongHyun prevendo todos os movimentos do mais novo, apenas piscava vez ou outra para conseguir encará-lo sem desviar o olhar, Key tinha que ceder de alguma forma, não aguentava mais a distância ridícula que estavam mantendo.

- Nunca me considerou seu amigo? – JongHyun perguntou de repente, e na mesma hora Key descruzou os braços. – Nós vivemos tantos momentos juntos...

O fashionista vacilou ao ouvir a pergunta do mais velho, se levantando do banco e novamente ficando de costas para ele, mas não por raiva como da outra vez. Agora ele sentiu uma pontada bem fundo no peito, o sentimento por JongHyun estava mais acesso do que nunca, e não permitiria que nenhuma faísca se soltasse, porque assim ele se renderia.

- Eu não consigo mais tocar na Shin. – Jjong voltou a falar, dessa vez revelando algo que surpreendeu Key. – É como se o encanto acabasse.

- Ótimo. – O mais novo respondeu amargo. – Ela nunca foi o melhor para você.

- E você foi?

“Talvez”, Key pensou e a vontade de chorar lhe dominou. Por que se sentia tão vulnerável perto de JongHyun? Por que exista uma maldita força que parecia uni-los? Não queria e não podia se entregar a um sentimento que não os levaria a lugar algum. JongHyun deveria estar confuso, mas no fim sempre voltaria para os braços da garota mais detestável do colégio. Tudo foi uma mentira, Jjong mesmo disse uma vez que era um sacrifício se unir a Key para conseguir o que queria. Ambos estavam livres da proposta, não precisavam ser amigos e muito menos conviver em harmonia.

O problema era como dizer tal pensamento. Se ele mesmo lutava contra a vontade de jogar tudo para o alto e arriscar mais uma vez, como poderia negar que sentia algo por JongHyun? Todos os seus gestos e olhares o traiam, porque além da profunda dor que sentia, de uma forma totalmente contraditória Key também se sentia bem perto do mais velho. O perfume amadeirado, o sorriso debochado, o olhar que contrastava do malicioso para o inocente, os lábios fartos e os músculos firmes, o coração indeciso e bondoso.

Naquele intervalo de tempo, em que JongHyun esperava uma resposta ele refez todas as suas atitudes mentalmente, toda a sua fraqueza diante de JongHyun e até mesmo frente a frente com SeKyung. Ele não era daquela forma, sua personalidade era forte, tinha até mesmo um lado rebelde e o Key de antes jamais permitiria que uma garota feito SeKyung lhe passasse a perna.

Uma paixão não justificava sua fraqueza.

Um amor sim.

Então, naquele vestiário úmido e parcialmente escuro ele começou a rir. Rir de si mesmo e da situação ridícula em que se metera. Pensou em DongWoon e no que estava fazendo, não era certo mesmo que o mais velho soubesse que seu coração pertencia a outro. Não era certo porque não era justo usar outra pessoa para camuflar seus sentimentos e para se sentir protegido... Porque o verdadeiro Kim Kibum não precisava de proteção, só a sua versão apaixonada e patética. Ele estava sendo tão baixo quanto sua rival, mesmo que fosse embora dali algumas semanas.

Não iria abaixar a cabeça para uma garota mal amada, não iria ser fraco e bancar a vítima como estava fazendo desde que a proposta acabou.

Iria ser ele mesmo.

- Me responda você. – Key depois de muito tempo respondeu. – Eu fui o melhor?

JongHyun se viu sem palavras, o semblante distante e até mesmo triste do mais novo não estava mais presente. Em seu lugar o Key ousado que conhecera estava de volta, era claramente uma provocação, que o deixou surpreso e ao mesmo tempo feliz por ter a personalidade ácida do garoto fashionista de volta. Era por aquele Key audacioso que ele estava perdidamente encantando.

- Hm, sabe que eu não me lembro? – Fingiu estar pensativo, se aproximando e envolvendo Key pela cintura. – Acho que preciso provar novamente.

- Provar? – Indagou em uma falsa inocência. – Provar de que forma?

Aquela provocação fez o mais velho quase enlouquecer, tanto que não aguentou mais e simplesmente levou Key até a parede em que ficavam os armários, jogando seu corpo contra a armação de metal gelada. Não que fosse agressivo, mas de repente o lugar se tornara mais quente e abafado.

- Ah... – Key acabou gemendo de dor.

- Talvez você se lembre de algo se eu ajudar. – JongHyun sibilou.

Key sorriu, estava dando certo o pequeno plano que armou em alguns segundos. As mãos possessivas do mais velho se prenderam ao redor da sua cintura, conseguia sentir a excitação de JongHyun apenas pela respiração alterada, mesmo que os lábios que começavam a percorrer a pele de seu pescoço também demonstrassem isso. Resolveu deixar que o outro achasse que estava no comando, se entregando por alguns minutos e deixando que a boca de JongHyun marcasse sua pele.

Gemeu sonoramente assim que sentiu a primeira mordida, fazia questão de colar sua boca perto da orelha do mais velho, prendendo o lóbulo entre os dentes só para enlouquecê-lo mais rápido. A saliva morna amenizava a dor da série de chupões em seu pescoço, e a perna esquerda de JongHyun começava a ameaçar ficar entre as suas. Deu espaço apenas para que seu jogo continuasse, mas era impossível não se render a deliciosa sensação de ter o descontrole de JongHyun em suas mãos.

- Hm, eu estou com fome. – Disse quebrando completamente o clima. – Não trouxe algo para comer?

JongHyun soltou seu corpo, achou que as coisas estavam esquentando entre eles.

- Ah, tem algumas coisas na minha mochila. – Disse confuso, coçando a nuca.

- Que bom, vou dar uma olhadinha. – Se afastou controlando a vontade de rir.

Sua intenção era enlouquecer Kim JongHyun, e a julgar pelo volume entre as pernas bem torneadas estava obtendo sucesso. Porém, enlouquecê-lo não significava trair a confiança de DongWoon, não iria ultrapassar nenhum limite naquela noite e já tinha dado motivos suficientes para JongHyun ficar desnorteado.

- Hm, tem muita coisa aqui. – Abriu um pacote de salgadinhos comendo um a um de maneira obscena, lambendo os dedos ao finalizar para aproveitar todo o sabor.

JongHyun comeu algumas coisas em silêncio, enquanto Key totalmente alheio se concentrava na própria refeição. Após comerem, o mais velho forrou o chão com colchonetes usados nas aulas de ginástica, usou também toalhas limpas que estavam no armário para montar uma cama improvisada. Key apenas agradeceu e tirou os sapatos, deitando-se e esperando JongHyun fazer o mesmo.

- Já está com sono?

- Sim. – Fingiu espreguiçar-se. – Estou cansado...

“Mas nós nem fizemos nada!”, a mente de JongHyun ferveu. Queria conversar e amenizar o clima que se instalou sobre eles desde a festa do colégio, o pedido de desculpas parecia não ter sido suficiente, pois mesmo assim Key continuava fugindo dele e cada vez mais se aproximava de DongWoon. Não era sua intenção deitar e dormir, precisavam esclarecer tudo de uma vez! Se não fosse pelo ataque repentino – e altamente inebriante – de Key ele poderia ter mantido a ordem de seus pensamentos. Mas agora só sentia vontade de beijá-lo.

Certo, sabia como provocar também.

- Hey, o que está fazendo? – Key indagou histérico.

- É que eu durmo pelado. – Revelou sorridente.

Lentamente desabotoava a camisa do uniforme, não tinha pressa. Key mantinha o olhar firme, mas no fundo vacilava com a visão do corpo dourado e moldado por muito exercício físico, era uma bela visão. A calça do uniforme se foi junto com os sapatos e as meias, abaixou-se na mesma lentidão pare retirá-la e ficar apenas de boxer.

- Não é como se eu nunca tivesse visto esse corpinho sem graça. – Key disparou, virando-se para a parede.

- É verdade. – JongHyun deitou-se ao seu lado mirando o teto. – Eu me lembro como se você estivesse gemendo em meu ouvido agora mesmo.

- Pare de dizer obscenidades!

- Te incomoda? – Perguntou, virando o corpo e abraçando Key por trás. – Saiba que foi a melhor noite da minha vida. – Revelou.

Desnecessário dizer que aquilo não abalou o mais novo.

Porque abalou.

- Também foi especial... Eu... – Não sabia o que dizer, as palavras queimavam em sua garganta.

JongHyun segurou em seu ombro ternamente, o virando para que pudesse encará-lo diretamente, se colocando por cima do corpo magro sem resistência alguma. Aquela imagem de Key abaixo de si era tentadora, lembrava a noite chuvosa em que o tomou para si, os beijos cálidos estalavam em sua mente e a face corada quebrava qualquer barreira da sua sanidade. Ele estava lindo naquela noite, e estava lindo em seus braços.

- Em que momento eu te perdi? – Perguntou, inclinava-se cada vez mais até o rosto confuso do mais novo.

- Eu já fui seu? – Retornou com outra pergunta.

- Não só foi, como será novamente. – Ditou quebrando a distância entre eles e depositando um suave beijo nos lábios do mais novo. – Boa noite, Key.

O “boa noite” morreu em sua garganta, não conseguiria dizer mais nada.

Então adormeceu.

-

Ao amanhecer JongHyun foi o primeiro a acordar, levantou-se e em seguida vestiu suas roupas. Pegou o celular escondido em um dos armários e mandou uma mensagem de texto para o melhor amigo, que já estava vindo abrir a porta para que o cárcere finalmente acabasse. Olhou o mais novo que ainda dormia tranquilamente, mas era melhor acordá-lo antes que Onew chegasse, com cautela se aproximou e chamou baixinho até que o outro despertasse, o que não demorou muito.

- Bom dia. – Key saudou sonolento, só então se dando conta de onde estava. – Nós dormimos mesmo aqui? – Jjong afirmou com a cabeça. – Céus, eu preciso de um banho!

Pulou rapidamente indo lavar o rosto para amenizar o sono, quando retornou JongHyun já arrumava o lugar em silêncio. Como sentia fome pegou uma barrinha de cereal na bolsa do mais velho e acalmou um pouco seu estômago. Quando estava prestes a perguntar quem os tiraria dali foi surpreendido por um beijo na bochecha.

- Me odeia menos agora? – JongHyun indagou apreensivo.

- Apenas um pouquinho. – Sorriu.

No mesmo instante a porta fora aberta por um Onew afobado.

- Aish, que loucura! Sobreviveram? – O viciado em frango perguntou.

Se olharam e em seguida riram, deixando o outro sem entender. Talvez aquilo fosse um sim, pelo menos JongHyun sabia exatamente o que fazer dali em diante.

- Vamos Onew, cansei de ficar preso com esse chato do Kibum. – Provocou, saindo do vestiário acompanhado do melhor amigo.

Key até pensou em retrucar, mas passou reto pelos dois mantendo a pose e ignorando qualquer comentário.

A noite havia sido longa, afinal.

- E aí, conseguiu alguma coisa? – Onew indagou curioso.

- Sim, duas certezas. – Disse simplesmente.

O amigo até voltou a perguntar, nunca tinha visto Onew tão curioso. Talvez por maldade resolveu desconversar, avisando que estava com fome e que iria para casa comer algo e tomar um banho.

E as certezas?

A primeira era o fato de Key ter declarado – de forma muda – que as coisas entre eles estavam melhores.

A segunda certeza era sobre seu namoro com Shin SeKyung, iria terminar o relacionamento conturbado naquele mesmo dia.

Estava pronto para ir rumo a uma nova vida.

Notas finais
Yay, me desculpem por não responder - de novo - os reviews. ;;
Mas comentem que o próximo sai semana que vem!
Beijos. ♥