Proposal
15 Quasimodo.
Notas iniciais
Pela janela do quarto observava a chuva que caia lá fora, a quantidade de água parecia não ter fim, contava cada gota como uma lágrima sua.
Até aquele momento não tinha chorado.
Vestia um pijama fino, que não o protegia do frio que fazia, estava encolhido em posição fetal, enquanto sua mente dava voltas e voltas em torno do mesmo assunto.
Logo JongHyun ligaria o dispensando, desfazendo por fim aquela proposta.
Ao contrário do que imaginava, seu coração não batia fortemente, pelo contrário, conforme cada batida ele perdia um pouco de sua vida, como se o esforço não valesse a pena.
Continuava a olhar através do vidro, já era quase meia noite e a rua estava completamente deserta, assim como sua casa. Seus pais viajaram para os Estados Unidos a negócios, muitas empresas do mundo todo buscavam o talento dos arquitetos mais requisitados da Ásia, então viagens eram comuns, porém Key nunca tinha ficado sozinho em casa, aquela era a primeira vez, porque sua empregada não pode ficar, justo naquele dia...
Ele não gostava de se sentir só.
Arrependia-se de não ter chamado seus amigos para posarem em sua casa, mas depois da conversa com Jong ficou tão triste que não queria que eles percebessem, não pensou direito, só chegou em casa, jantou, tomou um banho e ficou ali, parado, observando a chuva desde então.
Era como um corpo sem vida observando pela janela o mundo desabar.
Apertou o celular que tinha em mãos contra o peito, não iria receber ligação alguma, já era tarde e Jong provavelmente estaria comemorando com sua namorada a reconciliação dos dois.
Pelo menos era o que o mais velho queria, pelo menos de longe veria JongHyun sorrindo...
O sorriso que tanto amava.
Olhou pela última vez no display do celular, verificando que já tinha passado da meia noite, e que se ao menos ele dormisse talvez aquela dor não o perseguiria em seus sonhos.
Levantou determinado a esquecer tudo que eles viveram juntos, iria dormir, descansar e tentar aliviar o peso que era ter um amor não correspondido.
Quando estava prestes a fechar as cortinas, viu um carro parando em frente a sua casa.
Seu coração voltou a ganhar ritmo.
Era o carro de Jong.
Não pensou duas vezes, saiu correndo pelo corredor, pulando vários degraus ao descer as escadas que davam para o andar de baixo, saindo de casa descalço, atravessou o jardim não se importando do fato de suas roupas ficarem encharcadas devido a chuva.
Queria ver Jong, apenas isso.
Usando a pouca força que tinha, abriu o enorme portão, vendo que o mais velho também estava molhado, não disse nada, apenas o puxou para dentro, quando estivessem na mansão falariam algo.
Jong apenas deixou seus sapatos na entrada, Key continuou o puxando, subiu as escadas com ele, uma trilha de água se formava a cada passo que davam pelo corredor, suas roupas estavam pesadas, assim como sua consciência.
Mas não era só um maldito acordo desde o começo? Então por que sua garganta ardia na mínima tentativa de falar?
O fato de Key não falar nada também o angustiava, o mais novo entrou no quarto indo em direção ao closet logo em seguida, trazendo toalhas brancas consigo. Não teve tempo de reparar no quarto, pois logo uma toalha foi jogada contra seu rosto. Os dois começaram a se secar, suas roupas estavam grudadas, e um mesmo discretamente reparava no corpo do outro, o tecido do pijama de Key não escondia nada, ainda mais por ser branco.
- Ti, ti... Tire suas roupas, ou você pode ficar resfriado. – O mais novo disse baixo.
JongHyun o olhou naquele instante, vendo que suas bochechas adquiriram um tom rosado, típico de vergonha, riu achando adorável. Começou a tirar suas roupas pelas meias, depois a camisa encharcada, viu que quando seu corpo ficava exposto, Key olhava mais para baixo da cor de um pimentão.
- Não precisa sentir vergonha. – Disse calmo. – Tire as suas também... Estão molhadas.
Não obteve resposta, o outro continuava parado fitando o chão, resolveu aproximar-se ficando de frente para ele, que em uma atitude inesperada Jong passou a desabotoar a parte de cima do pijama molhado, relevando a pele alva tão convidativa ao toque.
Key estremeceu com aquele contato, a cada botão ficava para trás, os dedos de Jong roçavam em sua pele, o que era suficiente para deixa-lo fraco.
Tudo em JongHyun o deixava fraco.
Quando teve a parte de cima tirada, o mais velho se aproximou mais, as respirações quase se mesclavam, o nervosismo era notado de ambos.
Que diabos estava acontecendo ali?
- Agora a parte de baixo. – Jong sentenciou.
Dessa vez os dois se livraram da peça de baixo ao mesmo tempo, sendo Key mais rápido, a calça do pijama deslizou por suas pernas, apesar de magro, possuía coxas grossas na medida certa, o que Jong não deixou de reparar.
Por que aquele corpo o enfeitiçava tanto?
Com a sua calça teve mais trabalho, era jeans e por estar molhada escorregava com dificuldade por suas pernas, que também eram grossas devido a malhação que fazia. Seu corpo todo era definido, não em exagero.
“Parece uma miragem”, Key pensou admirado com o tom levemente bronzeado que o mais velho possuía, estava ficando difícil manter uma distância saudável entre os dois.
Então Jong deu mais um passo.
Key com a aproximação ameaçou andar para trás, mas foi impedido por uma mão firme em seu braço.
Jong o queria perto.
- Me mostre. – Sussurrou.
- Mostrar? Mo, mo... Mostrar o que? – A voz do mais novo quase sumia a cada palavra.
- Como dois homens fazem... – Levou sua outra mão até a cintura de Key, colando seus corpos. — ...Sexo.
Se seu batimento cardíaco já estava lento, com aquelas palavras temeu ele parar de vez. O que Jong tinha na cabeça? Aquilo era loucura, era insano... Era... Real? Seria assim que se despediriam? Dormindo juntos? Qualquer pessoa em seu lugar recusaria, afinal no dia seguinte Jong voltaria para Shin, mas era sua única chance, o último instante que teria ao lado do homem que amava.
Era como uma segunda proposta.
E ele aceitaria.
Fechou seus olhos, não conseguiria encarar aquele olhar tão profundo, viu que Jong entendeu sua atitude como um sim, pois logo suaves beijos eram depositados em seus ombros. Apesar da aparente delicadeza, sua pele ardia com o contato dos lábios do mais velho, suportaria qualquer dor para ser dele.
Mesmo que por uma única noite.
Quando seu pescoço foi atacado, respirou fundo para não fraquejar, suas pernas estavam bambas, se não fosse pela mão em sua cintura, desabaria, JongHyun mantinha seus corpos colados, o calor passava de um corpo para outro, o frio há muito tempo não se fazia mais presente, mas sim uma temperatura tão quente que chegava a ser sufocante.
Os beijos continuavam, se estivesse contando perderia a conta no primeiro, talvez com as marcas que ficariam no dia seguinte, teria uma noção do que o mais velho provocou em seu corpo. O que não era pouco. Era beijado, mordido, para logo em seguida sentir a língua úmida percorrendo sua pele.
- Jjong eu... – Tentou começar.
- Não diga nada. – O mais velho parou o que fazia. – Apenas me beije.
Diante aquele pedido só faltou chorar, mas o atenderia em seu desejo. Levou suas mãos tremulas até a face do mais velho, com as pontas dos dedos percebia que Jong era real, não uma miragem, aproximou seus lábios aos dele, roçando levemente, se não fosse pelo medo, aquilo seria quase uma provocação. Fechou seus olhos quando Jong o fez, guardaria aquele gesto como uma das mais belas recordações daquela noite, as pálpebras se fechando lentamente, os cílios se encostando, e a língua de JongHyun o recebendo quando finalmente se beijaram.
Pela primeira vez Key guiou o beijo, lento e cálido, suas bocas se moldavam a cada movimento, se exploravam, a sensação dos lábios macios de Jong era única. A língua do mais velho brincava um pouquinho com a sua, tinha vontade de morde-la e assim o fez.
Jong soltou um pequeno gemido, apertando Key contra seu corpo, intensificando aquele toque que passou a ser mais urgente, sua ereção começava a incomodar, o atrito com o tecido de sua boxer e a que o menor usava o irritava, queria se livrar logo da última peça de roupa. Então deslizou suas mãos pelo corpo magro, vendo que Key ofegava durante o beijo por causa da ação repentina, ainda seguindo seus instintos parou quando chegou no quadril o apertando, riu ao ver o mais novo se contrair.
Então aquela era uma área sensível?
Quando seus dedos chegaram no elástico da boxer cinza não enrolou mais, parou o beijo e abaixou a peça, deixando Key completamente nu, para depois fazer o mesmo com a sua.
Frente a frente se encararam.
Era como se o mundo fosse descoberto naquele instante.
- Você tem certeza? – Perguntou o mais velho, em um tom rouco e baixo.
- Tenho. – Key respondeu com a pouca força que lhe restava.
Com uma única palavra como resposta, Jong o beijou novamente, muito mais faminto que nos beijos anteriores, puxava seus lábios, mordia, apalpava cada centímetro do seu corpo e o levava a um paraíso criado só para os dois. Assim foram andando pelo quarto, tentavam se desviar das peças de roupas espalhadas pelo chão, pois seus corpos não se desgrudavam um segundo sequer.
Eles não tinham muito tempo, apesar da noite ainda ser longa.
Suas costas tocaram o colchão macio, como a confirmação do que fariam em sua cama, em seus lençóis... Jong por cima de seu corpo, entrelaçava suas pernas, assim um ficaria preso ao outro. Por causa da posição suas ereções se roçavam a cada mínimo movimento, fazendo Key ofegar e gemer baixinho, principalmente quando sentiu a língua do mais velho em seu mamilo direito, que o prendia entre seus dentes enquanto que com os dedos dava atenção para o esquerdo.
Parecia que ele sabia de cada ponto sensível de seu corpo, JongHyun além de ter o seu coração, tomava seu corpo de tal forma que não sabia como não tinha se derramado em lágrimas.
Estava feliz por ser dele.
Por proporcionar prazer a ele.
Isso, por uma noite bastava.
Seu peito subia e descia conforme respirava, recebia um beijo ou uma mordida de cada vez, as mãos de Jong mantinham-se firmes na lateral de seu corpo, onde as vezes desciam entre suas coxas o apertando na região. Enquanto o outro explorava seu corpo, percebeu que não estava realmente aproveitando, sonhou tanto em tocar, conhecer o corpo do mais velho e ali na hora simplesmente a dor de saber que seria o último momento deles o corroía por dentro.
Não poderia depender dessa dor.
Em um ato inesperado levou suas mãos até os cabelos do mais velho, o puxando para cima, sorriu travesso para Jong que não entendeu sua atitude, desfez o aperto que era aplicado em si, trocando de posição e ficando por cima dessa vez. Não deu tempo para ser contrariado, passou a atacar da mesma forma que era atacado, começou pela orelha do mais velho, mordendo o lóbulo e sussurrando uma besteira qualquer, depois trilhou um caminho de chupões pelo pescoço, também iria deixar seu presentinho.
Fazia questão de morder, foi trilhando um caminho por todo peito do mais velho, não se esquecendo de dar atenção aos mamilos, Jong tentava controlar os gemidos quando a região era beijada, principalmente quando Key passou a descer mais com a sua seção de beijos, roçando seus lábios no abdômen definido, até chegar na sua virilha e continuar o trabalho ali.
Sem ser avisado, Key passou a dar leves selinhos em seu membro, dando atenção somente a glande, fazia movimentos circulares com a língua, e com uma das mãos começou a masturbar o mais velho, que reagia a cada toque seu.
- Pa... Pare com isso. – Implorou.
- Por quê? – Key perguntou enquanto passava a chupar o mais velho.
- Eu... Ah, não quero gozar agora.
- Você não vai. – Sorriu dando continuidade no que fazia.
Como se seu pedido fosse atendido, mas ao contrário, Key o colocou inteiro na boca, agarrava suas coxas enquanto seus lábios faziam um trabalho delicioso em seu membro excitado. Sentia os lábios do mais novo o envolvendo por completo, nunca tinha recebido algo tão bom, seu pênis era pressionado de uma forma que estava beirando a sanidade.
E quase adivinhando o lado sádico do mais novo, quando começava a sentir os primeiros indícios que gozaria, Key o abandonou.
Iria reclamar, mas resolveu se vingar, puxou o mais novo com certa força, mudando de posição e o prendendo na cama com seu próprio corpo.
Aceitando a provocação, Key envolveu suas pernas no quadril do mais velho, conforme ele passava a simular uma penetração. Seu corpo era empurrado contra o colchão a cada movimento, sua mente estava nublada devido as milhões de sensações por cada célula do seu ser. Mas era o que queria, se entregar de corpo e alma para aquele que amava, tentava não pensar naquilo mais era impossível, ter Jong colado ao seu corpo, distribuindo carícias só confirmava o quanto pertencia a ele, não se importava em ser dominado, na verdade queria isso, e estava se entregando conforme a chuva ainda caia lá fora.
Naquela noite só a tempestade presenciaria um ser do outro, Key era agarrado, apertado, mordido enquanto a ereção do mais velho roçava em seu corpo e a sua entre os dois, poderia gozar só com aquela fricção que o enlouquecia, mas não queria se desfazer daquela forma, teria que ser com Jong, enquanto ele o tomava.
- Faça logo... Ah. – Novamente tinha sua ereção pressionada. – Eu não vou aguentar por muito tempo.
- Você tem... – Começou, mas viu Key apontar para a mesinha ao lado da cama.
Teve que se separar um pouco do corpo do mais novo, que sentiu pela primeira vez que fazia frio naquela madrugada, era Jong que o mantinha aquecido todo esse tempo. Viu como o corpo do mais velho brilhava na fraca luz do quarto, seu corpo banhado por uma camada fina de suor o deixava ainda mais bonito, não demorou muito para ele voltar junto com o calor que emanava, já estava devidamente protegido com uma camisinha.
Quando Jong ameaçou tocar sua entrada com um dedo, o impediu.
- Assim deve doer menos. – Avisou.
- Não Jong, por favor, faça rápido. – Implorou.
Queria que a dor em seu peito fosse substituída de qualquer forma, fechou os olhos quando Jong acomodou-se entre suas pernas, forçando o membro em sua entrada, doía, muito. Quem dizia que sexo era só prazer estava mentindo, era como se estivesse sendo partido ao meio, a cada centímetro que a penetração avançava.
- Quer que eu pare? – Jong indagou preocupado ao notar a expressão de dor no rosto do mais novo.
- Não... Ah. – Gemeu. – Só estou há muito tempo sem fazer.
Atendendo o pedido do mais novo, voltou a penetrar com cautela, sendo cuidadoso conforme seu pênis era pressionado a medida que avançava, a posição não era favorável, mas não queria perder um detalhe do rosto de Key enquanto o tomava para si.
Parecia que nada amenizaria aquela dor, mas precisava dela para aguentar até o fim, o cuidado de Jong o deixava ainda mais dependente daquela sensação sufocante, assim que passou a ser masturbado, começou a relaxar, pequenas lágrimas se formavam no canto de seus olhos, não suportava mais guardar aquela angústia para si.
- Você é lindo. – Jong sussurrou enquanto beijava seu pescoço e ia mais fundo em seu corpo. – Você é lindo. – Repetiu como uma prece. – Em cada detalhe você é lindo. – Mais um beijo. – Lindo... Lindo... – E outro beijo, depois mais outro.
Não controlou as lágrimas que vieram a seguir, a penetração passou a ser mais intensa, a dor parecia ter sido esquecida, a voz de Jong ainda soava baixinha conforme seus movimentos adquiriam mais ritmo. Passou a responder aquele estímulo com o próprio quadril, uma onda de prazer característica passava por seu corpo inteiro, o entorpecia, temia perder a consciência por sua visão estar tão turva.
- Mais rápido. – Implorou.
Jong inclinou-se beijando sua face e enxugando as pequenas lágrimas com os lábios, penetrava mais forte e mais fundo, seus corpos se chocavam de maneira até mesmo primitiva, o mais velho não fechava seus olhos, encarava Key com sua face vermelha devido ao que faziam, sua cintura era envolvida pelas pernas daquele que era seu amante por uma noite.
O material da camisinha causava um atrito prazeroso contra sua entrada, ainda mais quando Jong quase se retirou por completo, mas investiu contra seu corpo logo em seguida. Curvou-se ao ter sua próstata atingida, e devido ao seu grito de prazer, passou a receber as estocadas naquele ponto, cada vez mais intensamente.
Quando a chuva finalmente cessou, chegaram ao ápice juntos.
Jong deixou o corpo mole e relaxado de Key e encaminhou-se para o banheiro se livrando da camisinha que usava, voltou logo em seguida vestindo sua boxer no meio do caminho enquanto o outro continuava na mesma posição. Deitou ao seu lado o abraçando, percebeu que o sono começava a dominar aquele em seus braços, depositou um suave beijo em sua testa deixando que ele repousasse.
Aquela tinha sido a noite mais especial de sua vida.
x-x-x
Quando acordou o mais velho não estava mais ao seu lado, seu corpo todo doía e sabia que estava cheio de marcas.
Provas da noite que passou com JongHyun.
Então foi tudo real?
A claridade do dia já iluminava o quarto, mas não sabia exatamente que horas eram. Esticou-se um pouco, sentindo seu corpo reclamar de dor, tentava pegar seu celular na mesinha ao lado, mas sua mão esbarrou em uma pequena caixa, e a pegou.
Era de alguma joalheria famosa, junto com ela havia um pequeno envelope, mas resolveu abrir a caixinha primeiro.
E lá estava uma delicada pulseira de ouro branco, nela um pingente em forma de chave, apesar de tudo não era um item feminino, mas sim combinava consigo.
Já imaginava quem teria deixado aquele presente.
Abriu o envelope apenas para confirmar, nele um bilhete explicava tudo.
“Obrigado por cada momento que passamos juntos, inclusive essa noite, não irei esquecer... Jamais.
Nosso acordo está desfeito, mas não quero me afastar de você.
Espero que goste do presente, me desculpe pelo trocadilho, mas não resisti em comprar ao ver uma joia tão linda.
Obrigado mais uma vez por tudo.”
JongHyun.
Seus lábios tremeram, apertou a delicada pulseira contra seu corpo, encolhendo-se na cama.
O sonho que estava vivendo acabou.
Não chovia mais.
Então permitiu-se chorar pela primeira vez.
Nada aliviaria sua dor.
-
"Ainda que eu não possa ter você, no final, meu coração está bloqueado pela parede do triste destino.
Eu te amo, mesmo que seja deste lugar onde só eu possa te ver.
Porque você é meu tudo.
Não sou forte, oh não.
Preciso de você para ser eu, ainda que doa, ainda que me faça chorar, eu te amo."
Quasimodo.
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