Proposal
13 Hot Issue.
Notas iniciais
Os garotos caminhavam afobados pelo corredor, tentando conversar sem esbarrar em ninguém, muito menos usar um tom de voz alto, aquele colégio parecia uma revista de fofocas! Era um ouvir o boato ou qualquer princípio de “babado” para outro ir espalhar a notícia por todas as turmas.
Key a todo custo queria arrancar qualquer palavra da boca de TaeMin, que insistia em dizer que ele e o Pedo Hyung não tinham nada. Era uma mentira tão mal contada que Key queria dar uns bons tapas no amigo por omitir algo tão importante dele.
Quem estava sendo fofoqueiro agora?
Bom, na concepção de Key não era fofoca, porque ele só iria contar para Jino, quem sabe para o Jong... Hm, talvez para o Onew, e até mesmo para a HyoMin que sentava do seu lado nas aulas de matemática avançada.
Estava preocupado com o amigo, apenas isso.
- Vamos TaeMin, me conte o que está rolando entre vocês! – Forçou um sorriso simpático. – Te dou todas as caixas de chocolates com licor de cereja do mundo!
Licor de cereja? Dessa vez ele passava...
- Quantas vezes eu já disse que não temos nada? Não suporto aquele pervertido! – Quase gritou ao entrar no refeitório que estava um caos.
- Está recusando chocolates? – Riu. – Pelo jeito tem mais alguém fornecendo para você...
Do tipo: “Sou estranho, ofereço doces...”, TaeMin pensou.
Key iria acrescentar mais alguma coisa na sua oferta, mas o refeitório estava mesmo barulhento em plena segunda feira, qual era a atração principal do dia?
Não precisou pensar muito.
Próxima às mesas que ficavam mais ao fundo do salão, Miss Kyung conversava animadamente com ninguém mais que seu doce namorado. Encostada na parede a garota arrumava de segundo a segundo suas madeixas negras, na visão de Key uma tentativa falha de sedução, principalmente pela perna apoiada no plano branco. Ela estava se oferecendo sem nenhum pudor, pois a saia curta do uniforme exibia suas pernas de uma maneira proposital, Jong conversava com ela, mas não era bem o seu rosto que ele olhava.
Malditos!
Key sabia bem o que estava sentido, era ciúmes, o mais puro ciúmes...
Algo que não poderia sentir de maneira alguma.
Pois seria a confirmação de que seu coração batia por Jong naquele instante.
E em todos os outros.
x-x-x
Jino corria na direção contrária que a maioria dos alunos seguia, seu celular apitando irritantemente indicava que Onew o procurava, ou melhor, Onew o queria.
Acostumar-se com a mania do outro lhe procurar nos piores momentos, não era fácil. Parecia que o mais velho gostava de se arriscar, a sensação de serem pegos era realmente de outro mundo, mas talvez não valesse a pena, o escândalo teria proporções enormes. E justo o amante que jurava que omitir o relacionamento deles seria melhor, o tomava nos lugares mais arriscados possíveis.
Mas não negava que ter Onew dentro de si enquanto o perigo os rondava era... Delicioso.
Checou mais uma vez suas mensagens conferindo o local onde se encontrariam, o colégio era enorme, o que rendia muitos lugares na cabeça insana do amante.
“Terceira porta a esquerda da enfermaria”
Leu no display não acreditando naquelas palavras.
Iriam transar na sala da psicóloga?
Seguiu seu caminho tentando manter discrição, os alunos pouco a pouco sumiam pelos corredores, logo o sinal tocaria, o que significava que ele perderia a quarta aula.
Se suas faltas pudessem ter justificativa, ela seria simples: “Estava ocupado transando com meu namorado/amante em algum canto”.
Patético.
Quando chegou ao seu destino, teve o cuidado de verificar se o corredor estava vazio, obtendo a confirmação; entrou na sala.
Mal entrou e a porta foi trancada sem fazer barulho por Onew que já o esperava, sem receber nenhum “oi” seu corpo foi jogado contra a parede, e seus lábios atacados com pressa. A excitação do amante era evidente pelo tecido fino da calça social do uniforme, e roçava contra sua perna cada vez que era prensando.
Depois do susto inicial resolveu agir também, afinal tempo era a última coisa que tinham. Seus dedos ágeis foram parar no cós da calça do maior, que teve seu botão rapidamente desabotoado e seu zíper aberto, sua mão buscando aquilo que tanto desejava; o membro que implorava para ser tocado.
Os beijos de Onew desceram por seu pescoço até seus ombros, sua gravata já se encontrava no chão, assim como seu paletó, a pressa era tanta que viu alguns botões de sua camisa social serem arrebentados pela força que Onew puxava o tecido.
- Quando ela volta? – Perguntou com a voz fraca enquanto sentia a língua úmida correr por seu peito.
- Daqui a uma meia hora. – Sorriu malicioso.
Jino não resistiu e puxou Onew para cima novamente, capturando seus lábios com urgência, suas bocas se chocavam assim como seus quadris, já estava mais do que excitado com toda a situação, e sentir o amante da mesma forma contra seu corpo era estar entre o céu e o inferno.
Quando se separaram seus olhos fixaram-se naquela boca rosada e deliciosa que JinKi possuía não resistindo e a mordendo com força, sendo jogado dessa vez na mesa da mulher que felizmente não se encontrava ali.
- Onew, não vai bagunçar a mesa dela! – Exclamou preocupado.
- Não tem outro lugar para eu te fazer meu. – Sussurrou distribuindo beijos pelo rosto do amado.
Jino apenas puxou Onew pelos cabelos desgrudando os lábios de sua pele em um estalo, mostrando a ele um pequeno sofá de dois lugares ao fundo da sala.
Sorriu vendo que o amante era mais safado do que imaginava, quem visse Jino pelos corredores sempre quieto com seus óculos de aros grossos, não sabia como o garoto podia se transformar quando excitado.
Voltou a beijá-lo ainda o mantendo encostado a mesa, suas mãos apertando todo o corpo do amante, fazendo questão de libertar seu membro da prisão que era o tecido da maldita boxer que usava, fazendo o mesmo com o outro em seguida, começando uma masturbação mútua que sabia que Jino não resistiria.
Que usou de todo seu poder de concentração para não gemer alto naquele exato momento.
Seus olhos não sabiam o que admirar, se o olhar febril que Onew possuía ou o trabalho que era feito um pouco mais embaixo da sua cintura. Era masturbado de forma ágil, a mão do mais velho percorria seu pênis e o dele próprio, levou uma de suas mãos até a do outro, o ajudando na prazerosa tarefa.
- Ah... Vai com calma, não quero que goze agora. – Onew disse baixinho.
Seguindo o pedido do mais velho diminuiu o ritmo até uma tortura gostosa de sentir, com as pontas dos dedos tocava cada veia mais saliente do membro do maior, sentindo-se cada vez mais na urgência de tê-lo dentro de si.
Como se seu pedido mudo fosse atendido foi encaminhado até o sofá, seu corpo bruscamente sendo colocado na posição de joelhos no estofado macio. Talvez para muitos, algo humilhante, mas adorava ser tomado daquela forma.
O tecido de suas calças e de sua boxer logo foram abaixados, ficando ainda mais exposto por aquele que o devorava com o olhar. Percebeu quando a embalagem da camisinha que Onew nunca dispensava, foi rasgada e a proteção devidamente colocada. Sem nenhum aviso começou a ser penetrado lentamente.
Devido ao fato de terem dormido juntos no sábado, Onew imaginava que dois dias depois o amante estaria menos apertado, mas na verdade a penetração continuava difícil e única em todas as vezes. Por sorte o lubrificante da camisinha ajudava, somado a sua paciência e cuidado, sabia que logo Jino estaria gemendo de prazer, não de dor.
O que não demorou muito.
Quando sentiu sua perna ser apertada com pouca força, sabia que Jino estava pronto, retirou seu membro quase que por completo do interior do garoto, sentindo-o relaxar para depois com uma estocada mais forte e precisa fazer o amante morder os lábios para não gritar.
Jino amava aquela sensação.
De ser domado, possuído, ou qualquer outro nome que poderia existir para o fato de Onew ir cada vez mais fundo em seu interior, agora sem receios, seu quadril era empurrado contra a ereção do mais velho, sendo segurado firme pela cintura. O amante estava debruçado sobre ele enquanto os movimentos não cessavam, uma pequena camada de suor cobria seus corpos.
- Mais... Ma... – As palavras mal saiam da sua boca.
- O que você disse? Eu não ouvi. – Onew provocou diminuindo o ritmo que o penetrava.
- Eu disse para você me foder direito... Ah... – Não controlou um gemido.
Em uma estocada mais forte sua próstata foi atingida.
Vendo como o amante reagiu, Onew passou a penetrar mais rápido, os nós de seus dedos estavam brancos devido a força que aplicava ao apertar a cintura de Jino, sua sanidade há muito tempo tinha sido mandada para o espaço, e os músculos do menor se contraindo a medida que a penetração aumentava, foi o máximo que conseguiu aguentar, atingindo o ápice logo depois do amante.
x-x-x
Key não acreditava no pedido daquele imbecil, idiota, heterozinho de merda do Kim JongHyun, era absurdo, era irracional, era...
Seu maior medo.
Estava sentado no luxuoso sofá da sala de visitas da mansão, uma empregada muito atenciosa já tinha lhe servido um suco, que bebericava sem muita vontade, seus olhos atentos a cada detalhe da decoração... “De muito bom gosto”, pensou. Da outra vez que teve a oportunidade de estar ali não tinha reparado na sofisticação dos móveis e de como eles estavam dispostos cuidadosamente.
Logo Jong apareceu, finalmente o recebendo, iria xingar o outro pela demora, mas foi puxado pelas escadas até o quarto do mais velho.
Mas estar lá por aquele motivo era diferente.
Quando ouviu a ideia, o tal plano “perfeito”, achou uma furada, como diria TaeMin em uma situação como aquela. Então por que seu coração batia mais forte só com aquela possibilidade? Não era nada genial, pelo contrário a própria “vítima” elaborou algo parecido.
Só que dessa vez tinha que dar certo, não ser tão teatral e dramático, e realmente funcionar.
Olhando as malditas fotografias antigas do casal, seu ódio crescia.
Na verdade sua inveja crescia, queria estar no lugar dela.
Ser amado como ela...
Olhando Jong ali, todo preocupado e ansioso, não sabia se seu coração se acalmava sabendo que em breve, talvez em dias tudo aquilo terminaria... Ou se morreria junto com a farsa toda.
Droga, porque tinha que sentir aquilo?
Quando JongHyun olhou pela janela a noite já se mostrava presente, sorriu vendo a primeira parte do plano idiota ser concluída, se aproximou para confirmar onde deveria ficar.
- Sente-se ali na cama, e abra um pouco a sua camisa, vai ser mais convincente. – Jjong respondeu.
Até a simples tarefa de desabotoar alguns botões foi feita mecanicamente, seus olhos fixos em JongHyun que retribuía o olhar.
Estava tão aflito quanto ele.
Logo Jong se aproximou, tocando seu ombro desnudo.
Sua mão estava quente.
- Pronto? – Perguntou pela última vez.
Apenas assentiu... Onde as malditas palavras foram parar naquele momento? Pareciam querer se esconder na sua garganta.
Mas nem ao menos teve tempo para falar nada.
Seu pescoço foi tocado por lábios macios tão conhecidos.
Estremeceu ao sentir aquele toque, diferente dos beijos calmos, Jong chupava sua pele com urgência, o empurrando um pouco sobre os travesseiros, quase o fazendo deitar. Ficaria marcado com toda certeza, e a última coisa que queria era existissem provas de que tudo era real.
Sua mente parecia gritar: “Não quebre essa barreira, Jjong... Por favor, não o faça...”
Mas era um pedido mudo.
Logo os beijos foram descendo, até a língua sedenta tocar um de seus mamilos o mordendo com força, o que fez Key se surpreender e quase deixar escapar um gemido de dor. Jong já se debruçava sobre o seu corpo magro, e ter ele ali, daquela forma era a punição mais prazerosa que podia ter. Era apertado com certa força, não resistindo aos toques; afinal era humano, envolveu o pescoço do mais velho com seus braços, o puxando mais como se quisesse mais, muito mais...
Ao sentir a pele de Key sobre seus lábios, Jong ficou enfeitiçado, era uma das melhores coisas que já havia provado em toda sua vida, mas ali no calor do momento nunca admitiria.
A segunda parte do plano foi concluída quando passos foram ouvidos vindos do corredor.
JongHyun separou seus lábios da pele tão delicada, vendo as marcas que deixou nela, como se estragasse uma obra de arte. Encarou o rosto de Key mais uma vez, para finalmente tomar seus lábios para si.
Um beijo lento e calmo, como todos os outros.
Key perdeu a razão ao ser beijado novamente, não pensando em mais nada correspondeu. Seus dedos se aventuraram pelos cabelos sedosos do mais velho, os puxando quase em desespero, sua língua retribuía cada carícia da outra dominante, prendia o lábio inferior carnudo entre os seus, o soltando lentamente para o beijo recomeçar.
Só pararam quando um grito histérico ecoou pelo quarto, e a imagem de Shin Se Kyung sumindo entre a fresta que a porta aberta deixava.
A terceira e última parte foram concluídas.
- Você acha que vai dar certo. – Jong perguntou se separando, tentando controlar sua respiração.
- Pela reação dela, sim. – Respondeu simples.
O mais velho sorriu, mas falhou ao observar a face e os lábios vermelhos de Key.
“Ele fica tão lindo assim...”, pensou. Mas logo se arrependendo em seguida.
- Bom, eu também vou indo, deixei meu motorista perto daqui me esperando. – Anunciou ajeitando sua roupa amassada.
- Eu o acompanho. – Ameaçou se levantar mais foi interrompido por Key.
- Não, tudo bem... – Sentiu o clima estranho que ficou ali. – Eu conheço o caminho, até amanhã, Jong...
- Até amanhã Key.
E o mais novo se foi.
JongHyun suspirou se jogando na cama, que loucura tinha sido aquilo?
Quando pensou em tudo para Shin dar o flagrante não imaginou que fosse tão difícil, o de menos foi ela os pegar naquela situação, fazia um bom tempo que a garota não visitava sua mãe, e quando ela contou que iria naquela noite, ele sabia que seus pais não estariam em casa.
Foi só chamar Key e contar que o último passo para deixar Shin com ciúmes seria dado.
E o último segundo de jogo tinha que ser tão intenso?
Kim Kibum era quente...
Muito quente, assim como assunto que ele tinha que resolver entre suas pernas.
- Droga! – Murmurou ao notar a situação em que se encontrava.
Cerrou seus olhos com força, não poderia ter aquele tipo de reação.
Não por ele.
Notas finais
Mesmo que as nuvens carregadas de chuva mostrassem o contrário.
Uma tempestade chegaria em breve."
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