Proposal

4 Easy.


Notas iniciais
Oi gente, olha eu aqui novamente.
EXO finalmente lançando músicas e eu postando. Q
Acho que a formatação tá certa dessa vez.
Twitter caso queiram: @ahjummag

A sala estava silenciosa, somente as falas do filme que assistiam podiam ser ouvidas, mesmo no volume baixo. Apesar de ser uma comédia romântica americana bem aceita pela crítica, nenhum dos garotos prestava atenção no filme. Bom, talvez um deles, o que se encontrava ao centro do amontoado de almofadas que estavam por todo o chão do aposento.

- Key, você não vai nos contar mesmo o que aconteceu? – Disse TaeMin quebrando aquele silêncio insuportável entre os três.

- É, você prometeu que nos contaria. Hoje de manhã estava tão quieto como agora! – Jino também concordava.

- Depois do filme...

- Não, Key agora! – TaeMin e Jino se pronunciaram ao mesmo tempo.

- Se continuarem gritando eu não vou contar o que aconteceu... – Riu se escondendo debaixo de uma das almofadas.

Jino e TaeMin se olharam e no mesmo instante pensaram na mesma coisa: Guerra.

Ainda tentando controlar sua respiração, Key desviava dos ataques que vinham de todos os lados, seus amigos estavam empenhados em derrubá-lo do sofá preto da sala de televisão.

- Não foi uma boa ideia você subir aí, Key. – Anunciou Jino. – Quando você cair vai nos contar tudo!

- Antes querido nos diga por que ultimamente anda se atrasando para a primeira aula?

Era um mestre em mudar de assunto, claro que iria contar sobre o estranho encontro com JongHyun, mas antes disso queria saber dos atrasos do amigo, que com a pergunta parou no mesmo instante de atacá-lo.

- O Key tem razão, nos últimos meses pelo menos uma vez na semana você se atrasa. – Disse TaeMin rondando o amigo. – Está metido em alguma encrenca?

Seus olhos acompanhavam o menor que parecia querer achar algo errado em si. Key ainda se mantinha em cima do sofá com aquele olhar de desconfiança, teria que arrumar uma desculpa o mais rápido possível, principalmente que funcionasse. Engoliu em seco e sorriu amistoso, precisava de uma explicação convincente...

- Eu fico jogando até tarde só isso! – Claro, o nerd dos games teria uma desculpa como essa afinal.

- Jogando? Sei... – Key indagou.

- É verdade! Pelo menos uma vez na semana jogo online uma espécie de maratona e sempre tem aula no dia seguinte! Claro que fico com sono e me atraso. – Respondeu quase elevando sua voz.

- Tudo bem Jino, tudo bem. – Era incrível como TaeMin sempre acalmava os ânimos. – Agora Key...

- Calma! Eu vou contar. – Disse se adiantando da ameaça que viria pela frente. – Sentem-se os dois que o show vai começar!

- Menos, bem menos Lady. – Riu Jino já se esquecendo do episódio anterior e do questionamento do amigo. Sabia que Key só queria mudar de assunto.

Até seus amigos se sentarem e deixarem a pipoca de lado, Key não se pronunciou. Desde ontem ficou imaginando a reação dos dois e só promoveu aquela sessão pipoca para anunciar seu “namoro”. Era épico demais para ser contado aos sussurros na sala de aula.

- Ontem o nosso querido rei da heterossexualidade, também conhecido como JongHyun, ou ainda o insuportável, veio me procurar...

- Isso nós já sabemos.

- Me deixe prosseguir TaeMin. – Repreendeu. – Como vocês já sabem, ele veio me procurar e se separou da minha melhor amiga.

- Mas vocês se odeiam!

- TaeMin, deixe ele continuar! Isso é ironia. – Bufou. – Continue Key.

- Obrigado Jino.

- Vocês não me explicam nada, como eu vou saber?

- TaeMin! – Gritaram Jino e Key ao mesmo tempo.

- Ok, ok, vou me calar. – Murmurou.

- Então, continuando pela milésima vez... Ele me procurou e marcou de nos encontrarmos em uma lanchonete, aquela perto do parque. – Os dois assentiram o que fez Key prosseguir. – Lá ele me fez uma proposta.

- Que proposta? – Dessa vez era Jino não aguentando de curiosidade.

- Ele me pediu em namoro.

As reações foram as mais diferentes possíveis.

Jino ficou pálido, parecia que alguém de sua família tinha morrido e o culpado era ele.

TaeMin começou a gritar feito uma garotinha histérica. Não podia acreditar naquilo! JongHyun gay? Nem ao menos ele era! Bom, pelo menos achava isso.

- Key, tem alguma coisa estranha ai... Ele não é hétero? – Disse Jino depois de se recuperar.

O narrador então continuou com sua estória, dessa vez sem interrupções, seus ouvintes atentos a cada detalhe começavam a entender a farsa toda por trás do pedido de namoro, e não deixaram de rir quando souberam do ataque de ira da Miss Kyung. Quando Key estava no final de sua narração um barulho insuportável começou a invadir seus ouvidos, como se alguém estivesse buzinando na frente de sua casa.

Era exatamente isto.

Uma de suas empregadas entrou afobada no cômodo, dizendo que um rapaz muito bonito o procurava e não iria embora até ser recebido. Key seguido dos amigos foram para fora da casa, já tendo uma certa ideia de quem era.

- Olha DongWoon já disse mil vezes que... JongHyun? – Espantou-se.

Com uma cara de poucos amigos, Jong vinha em direção ao grupo rodando as chaves do carro entre seus dedos.

- Por que não me procurou? – Indagou sério.

- O que?

- Ontem, eu lhe disse para me procurar no colégio, mas você não foi.

- E eu por acaso tenho cara de quem vai correr atrás de você? – Key já apontava o dedo na direção do mais velho.

- Gente, não briguem, não faz um dia que estão namorando e...- TaeMin como sempre se adiantou e piorou a situação.

JongHyun olhou incrédulo para Key.

- Você já foi abrir essa sua boca? Não consegue manter segredo? Tinha que ser gay mesmo... – Acusou.

- Olha aqui seu heterozinho de merda, se for para toda hora contestar a minha sexualidade, saiba que nosso acordo termina aqui! – Sentenciou. – E é óbvio que meus amigos iriam ficar sabendo, confio neles e fique tranquilo que nenhum vai sair por ai fofocando!

- Vem comigo. – Suspirou.

- Eu não vou a lugar algum! – Bateu o pé.

Jino e TaeMin que observavam a cena, resolveram entrar e deixar que os dois se resolvessem. O problema agora era deles.

- Você vai sim, precisamos acertar alguns detalhes.

E usando da força, puxou Key pelo braço que se debatia e xingava todas as suas gerações passadas, abriu a porta do carro e o jogou lá dentro, dando a volta rapidamente, ocupando o lugar do motorista para dar partida no carro.

Enquanto não chegavam ao tal lugar, no rádio tocava uma música qualquer.

Lenta e romântica.

Você é meu último amor, você é meu último amor... A pessoa que vai ficar até o fim. O único presente que tenho recebido deste mundo cruel. Um milagre diferente na frente dos meus olhos.
Você é o último amor.

O silêncio que se instalou entre os dois enquanto a letra da música invadia o carro quase fez Key vomitar. Pois sabia que aquele infeliz estava pensando nela. “Patético”, pensou. Olhou JongHyun meio de lado e se surpreendeu ao ver que seus lábios se moviam.

Ele estava cantando.

Baixinho, mas estava.

Apurou seus ouvidos e pode distinguir a voz do mais velho entre a melodia. Não era ruim. E assim como as notas a voz foi ficando um pouco mais elevada, podendo ouvir melhor o moreno.

- Você canta bem. – Disse sincero.

- Ah, obrigado.

- Estava pensando nela, não é mesmo?

Jong riu, era tão óbvio que sentia falta de sua ex? Chegando ao ponto do outro que nem o conhecia notar? Ou talvez Key fosse observador.

- Não, eu... Eu só gosto da canção.

Não obteve resposta.

Riu, começando a se acostumar com o temperamento do garoto que se ajeitava melhor no banco ao lado.

Parou o carro no mesmo instante que a música chegava ao fim, tirando Key de seus devaneios. Havia parado em uma ponte, dela dava para se observar o rio que cortava a cidade, e parte dela.

- Por que me trouxe aqui? Que se matar? – Riu. – Ou melhor, me matar?

- Se eu quisesse te matar Key escolheria um lugar menos movimentado. – Respondeu ácido, descendo do carro sendo acompanhado por Kibum.

- Mas seria uma bela forma de morrer. – Sussurrou.

- Bom, você pode até fazer isso, mas só depois da farsa acabar e eu ter minha Shin de volta.

Key rodou os olhos. Patético, mil vezes patético.

- Diga logo o motivo desse encontro. – Não aguentava mais ficar ao lado do moreno.

- Como eu disse antes, precisamos acertar algumas coisas, como amanhã é sábado, vamos fazer isso hoje.

- E por que nesse lugar? – Perguntou levemente curioso.

- Gosto de vir aqui para pensar. – Respondeu simples. – Continuando, a partir de segunda irei te buscar todos os dias. Sete horas, não se atrase.

- Nunca. Não vejo motivos para isso, estou muito bem indo com meu motorista.

- Era assim com a Shin e para ser mais convincente será da mesma forma com você.

Key bufou impaciente.

- Ah, preciso dos seus horários e você dos meus. Quero aparecer com você nos lugares que ela frequenta e para isso tenho que saber se está disponível.

- Não pode apenas me ligar?

- Não, assim é melhor. E agora o mais importante.

- O que, heterozinho?

- Evitaremos ao máximo nos tocarmos. Olha, eu respeito sua sexualidade e por favor, respeite a minha.

Key gargalhou. Aquele hétero estava mesmo de brincadeira?

- Se todas as garotas caem matando em cima de você, isso é problema delas. Para sua tristeza querido, você não faz meu tipo. – Sorriu cínico.

- Melhor ainda. – Comemorou. – Então não precisamos ficar todo tempo colados um no outro, viva sua vida normalmente, no intervalo ás vezes podemos nos falar, deve ser o suficiente.

- E dessa forma ela vai voltar correndo para seus braços?

- É o que espero. Você também terminou um namoro há pouco tempo, não foi?

- Uma semana. – Respondeu. – O que isso influencia na farsa?

- Nada, mas caso você queira fazer ciúmes nele, por mim tudo bem.

E não é que era uma boa ideia? Adoraria ver Woonie mordido de ciúmes. Seria algo como no velho ditado, dois coelhos em uma facada só. Porque Key não tinha um cajado e nem sabia aonde arrumar um.

- Ok, talvez isso seja interessante.

E a conversa se encerou ali.

A volta também foi silenciosa, Jong achou melhor deixar o rádio desligado, não queria se animar novamente e cantar na presença do outro. Quando chegaram de volta a pequena mansão pararam em frente ao portão e Key desceu, mais uma vez sem se despedir.

- Key. – Gritou. – Vai ser fácil. Confie em mim.

E partiu.

Fácil? Kibum só queria saber onde. Porque no fundo algo dizia que não devia ter aceitado aquela proposta, só não sabia o que era.

Torcia muito para poder confiar em Jong, só não admitiria.

Notas finais
Prévia:
"A sensação de estar sendo seguido se fazia presente desde que deixou a loja, chegando a ser sufocante, por esse motivo caminhava mais rápido pela calçada, a rua parcialmente escura não ajudava em nada e o fato de aparentemente não ter ninguém ali também não.
E sua sorte se foi com a escuridão da noite."