Proposal
3 Change.
Notas iniciais
Mais um capítulo! Espero que gostem.
P.S: Tô vendo como arrumar essa formatação, Shisus, um dia eu consigo. Não sei como tem que ficar aqui pra ser o "certo". Eu colo como tá no word, então sei lá. É ruim de ler? Qualquer coisa só dizer nos comentários.
Então, como diz aquela música que ninguém conhece (sei) "sorry, sorry" pelos erros.
Enquanto seu querido amigo não chegava Key observava a decoração da lanchonete em que se encontrava, tudo em tons leves e um bom atendimento, contou exatamente quinze mesas, cada uma com quadro cadeiras, cinco garçonetes muito bem uniformizadas e aquele cheiro de fritura ao fundo, leve, mas presente. Mexia no guardanapo em suas mãos impaciente. Aquele infeliz iria dar o bolo? Em Kibum? Só poderia não carregar amor na vida que levava, seja lá qual era a proposta, estava cansado de esperar e se o queridinho do colégio não chegasse em cinco minutos não iria esperar mais.
Foi tirado de seus devaneios ao notar a porta do estabelecimento se abrir e aquele que esperava finalmente chegar. Jong vestia uma camiseta vermelha lisa, uma calça jeans na cor preta justa a suas coxas e um par de tênis na cor branca, com certeza de alguma marca famosa.
— Você está atrasado.
— São só dez minutos de atraso. Oi para você também Key. – Disse irônico já se sentando na frente do menor.
— Que seja, vamos, diga logo o que tem para me dizer porque não quero ficar mais de cinco minutos ao seu lado... – Respondeu ríspido.
— Como se eu quisesse passar a minha vida toda com você, não é mesmo? – Não resistiu.
— Claro, seria uma honra para alguém como você, mas não se preocupe eu tenho bom gosto...
— Eu sei bem o seu gosto. – Pausa. – Er, me desculpe eu não quero brigar. Peça algo e vamos conversar sem nos alterarmos.
— Tudo bem.
Jong chamou uma das garçonetes que veio o mais rápido que suas pernas podiam andar sem mudar seu ritmo para uma maratona, já que a moça ficou encantada com a beleza do cliente. Key observador, notou a afobação da garçonete enquanto a mesma anotava os pedidos, e segurou o riso. Ridícula, o que aquele estúpido tinha que todas enlouqueciam aos seus pés? Não quis pensar na resposta, apenas esperou a garota se retirar para poderem continuar com a conversa.
— Vejo que escolheu uma mesa mais reservada. Nada bobo. – O mais velho sorriu.
— Você mesmo disse que era um assunto sigiloso, então só fui prevenido.
— É, talvez possamos nos entender. Gosto da forma como pensa rápido. – Tentou quebrar aquele clima de tensão que pairava sobre eles.
— Ai JongHyun, você não está aqui para me elogiar. Então vamos, fale logo do assunto do qual viemos tratar aqui. Que para mim é desconhecido.
— Como é impaciente. – “...E nada fácil de se lidar.”- Completou mentalmente.
Key não respondeu, o que fez Jong entender que era para prosseguir.
— Quer namorar comigo?
O mais novo congelou. Estava ficando louco? Aquilo era um pesadelo? Mas estava acordado! E muito bem acordado depois de um pedido daqueles. Se o suco de morango tivesse chegado, com certeza se engasgaria com ele. Não conseguia processar aquelas palavras em sua mente, simplesmente não se encaixavam.
— Como... Como disse? Se eu ouvi bem está me pedindo em namoro?
— Estou. Mas não vá sonhando demais. Eu ainda amo a Shin.
— Se ama aquela... Se a ama, por que um pedido desses?
— Uma mentira. Apenas isso. – Disse óbvio.
Key analisou a face á sua frente, não parecia doente e claro que não checaria se sua testa estava quente, mas o mais velho não poderia estar em seu juízo perfeito. Ou poderia?
— Me explique melhor essa estória. Em detalhes.
Jong abriu a boca pronto para expor todo seu “plano de jogo”, mas foi interrompido pela garçonete que chegava com os pedidos, seu sorvete e o suco do garoto que o acompanhava. Depois de deixar os pedidos e ficar sorrindo bobamente, fato que o moreno achou estranho ela se foi levando consigo uma cara emburrada. Tinha feito algo para a garota?
— Não ligue para ela. – A voz de Key pela primeira vez era de um tom divertido, como se algo ali fosse engraçado.
— Eu não entendi a reação dela. Eu fiz algo? – Perguntou receoso.
— Não, só deve ter sido a primeira vez que ela não foi correspondida. – Riu tomando seu suco.
— Ah, acho que entendi. – Não, não entendeu.
— Ok, sem mais rodeios. Ontem você mencionou um jogo. É isso que quer? Jogar com sua namorada e me envolver nos seus problemas?
— Eu quero fazer ciúmes nela. Todas as vezes que terminamos nosso namoro eu corri atrás. Dessa vez vai ser diferente.
— Quer que ela corra atrás de você depois de ver que te perdeu?
— Sim, exatamente isso. – Concordou tomando seu sorvete.
— E por que eu? – Questionou.
— Como assim?
— Por que me escolheu? Qualquer garota aceitaria seu pedido, mesmo que seja para algo tão clichê como essa ideia. – Disse gesticulando com os braços, aquele garoto era muito lerdo.
— Porque você é gay.
— Ah, sim... Agora deu para bancar o veadinho? – Cortou o mais novo.
— Não! Você não me deixa completar uma frase! – Suspirou. – Você é gay, assim não preciso fazer nada com você, se fosse uma garota eu poderia acabar traindo a Shin. – Trair? Oi. Eles não tinham rompido o namoro? – É a sétima vez que ela termina comigo, acho que assim ela volta e não separa mais...
— Olha, eu sei que vocês romperam, que namoram há séculos e seu amor pode ser tão grandioso a ponto de você me propor tudo isso. Mas me escolheu só pelo fato de eu ser gay? E você um maldito homofóbico? Então não me tocaria?
Jong suspirou pesadamente, não devia ter feito aquela proposta, era insano demais e ele mesmo se achava um pouco preconceituoso em relação aos gays, mas Key era a pessoa perfeita para a farsa.
— Calma você está entendendo tudo errado. Assumo que o fato de você ser gay pesou, mas não foi bem por isso que te escolhi.
— Então por quê?
— Eu e colégio todo sabemos que você e Shin se odeiam. Quem melhor para provocar a ira dela se não você? E além do mais eu e você somos populares e gostamos disso. Iria ser bom para ambos.
Key sorriu, afinal era verdade.
Mas não estava disposto a suportar o mala do JongHyun, não mesmo.
— É você tem razão.
— Já tem sua resposta? – Já estava quase comemorando por ter passado pela primeira etapa de seu plano.
— Sim... E a resposta é não! Eu não aceito. Passar bem, JongHyun. – Disse se levantando e logo em seguida deixando o estabelecimento.
Jong piscou algumas vezes até notar o que havia acontecido, tratou logo de arrumar seus pensamentos deixando algumas notas em cima da mesa, o suficiente para pagar o que ambos consumiram e para gorjeta da garçonete emburrada, e saiu em disparada atrás da “bicha” do Kim Kibum. Não, não poderia pensar assim do outro ou tudo estaria arruinado. Ao sair da lanchonete percebeu que o mais novo seguia pela rua a passos firmes, então se apressou ou ficaria para trás.
Foi quando viu quem menos esperava.
Do outro lado da rua sua ex caminhava com suas amigas e falava ao celular. Rindo. O cabelo solto balançava seguindo o caminho do vento, usando um vestido azul, ela estava linda aos olhos do moreno. Que não pensou direito nos minutos seguintes.
Key sentiu uma mão apertando seu braço e outra em sua cintura o puxando de uma vez, seu corpo se chocou contra o do mais velho ao ser preso em um abraço desesperado. Podia sentir a respiração acelerada dele contra sua bochecha. E aquilo era tão... Estranho.
— Por favor, apenas fique parado. – Sussurrou em seu ouvido, o despertando daquele transe.
— O que deu em você?
— Olhe direito, a Shin está do outro lado da rua. Ela pode nos ver?
Ao ouvir aquelas palavras, tentou se soltar do abraço ou não enxergaria sua rival, mesmo com as mãos ainda firmes em seu corpo quando viu se segurou para não gargalhar.
— Ela está se descabelando. – Respondeu, segundos depois. Jong que estava de costas, não poderia ver as reações da ex, mas Key podia e fazia questão de narrar. – As amigas estão tentando acamá-la.
— Sério?
— Sim. Ela... Ela jogou o celular na rua! – E não é que estava dando mesmo certo aquela ideia idiota? – Nem com todas as nossas provocações eu consegui deixá-la tão alterada.
MinHo e Onew ganhariam um beijo na boca! Fazia questão de dar! Sua realização era tão grande que não se importava com seu pensamento absurdo, nem com os braços do mais novo em seu pescoço, deixando a cena ainda mais grotesca aos olhos de sua ex que não suportava mais ver aquilo.
— Então, você topa? Sei que será sua vingança contra ela. E apesar de eu não gostar muito do fato de alguém odiar a minha Shin, sei que isso vai nos unir novamente. – Era agora ou nunca.
— Tudo bem, eu aceito sua proposta. – Riu, se soltando pouco a pouco dos braços do seu “atual namorado”. – Ela já foi... HyoRin a jogou dentro de um táxi.
Encararam-se por uns instantes até começarem a rir da situação que se meteram. Por Deus, tinham se abraçado no meio da rua! E os motoristas agora buzinavam para os dois que quase perdiam o ar em meio aos risos e pedidos de desculpas por parte de Jong.
— Quer uma carona até sua casa?
Key tratou logo de concordar com a cabeça, não tinha mais forças para falar. E seguiu o mais velho até o carro, um modelo luxuoso e preto, passando seu endereço e permanecendo em silêncio por todo caminho.
Quando pararam em frente a sua casa que era de um conceito moderno e sofisticado, Key fez questão de provocar o outro pela última vez no dia.
— Ah, por ser um hétero até que você me pegou de jeito!
— Vá a merda, Key. – Disse bravo.
— Calma “sweet”, só estava brincando.
— Não quero que fique de gracinhas pro meu lado...
— Isso não é motivo de preocupação, eu garanto. – Adiantou-se.
— Amanhã no colégio me procure, ainda temos que acertar algumas coisas. Ah... – Lembrou-se. – Aqui um cartão com o número do meu celular, se precisar.
Key aceitou o cartão e saiu do carro sem dizer mais nada, deixando um Jong sem resposta para trás, mais uma vez. Entrou sendo recebido pelo jardineiro que abriu o portão para ele, seus pais não estavam em casa então subiu direto para seu quarto e se jogou na enorme cama de casal. Quando suas costas tocaram o colchão macio, relaxou. Seus olhos se fecharam a medida que cada lembrança da tarde que passou dava voltas em sua mente. Respirou profundamente, deixando o ar sair e entrar em seus pulmões, mas acabou sentindo um perfume diferente do que usava.
Era o perfume dele.
Estava impregnado em seu corpo.
Pulou da cama no mesmo instante já tirando sua camisa e se encaminhando para o banheiro. E só debaixo do chuveiro com a água morna lhe acariciando as costas foi que percebeu a mudança que ocorreria na sua vida a partir daquele dia. Não sabia se estava preparado para ela.
Notas finais
"JongHyun olhou incrédulo para Key.
- Você já foi abrir essa sua boca? Não consegue manter segredo? Tinha que ser gay mesmo... - Acusou.
- Olha aqui seu heterozinho de merda, se toda hora contestar a minha sexualidade, saiba que nosso acordo termina aqui!... "
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