Proposal

19 Beautiful Goodbye.


Notas iniciais
Oi gente. ♥
Proposal ganhou leitores novos e :333
Boa leitura. *-*
(Me desculpem pelos erros etc)

Analisava com cuidado aquilo que mais tinha de precioso, seus olhos atentos corriam por seu tesouro, contando cada item, separando por categoria ou até mesmo por marca. Aliás, amava os importados, era ainda mais cuidadoso com eles, claro, sabia apreciar as coisas boas oferecidas pelo mundo.

- Até quando vai ficar contando esses doces? – Um MinHo carente de atenção reclamava evidentemente chateado.

TaeMin ignorou a pergunta do outro, voltando sua atenção novamente para seus doces, estava na difícil missão de separá-los de acordo com o tipo, sabor e marca. As trufas guardaria para comer mais tarde, os bombons iriam todos para uma caixinha, as balas e pirulitos gostava de espalhar pelo quarto, era emocionante ir procurando um por um. Olhou de soslaio para o embrulho que MinHo trouxe em mais uma visita a seu apartamento, o que havia se tornado constante, sem perceber tinha deixado o mais velho entrar em sua vida.

E pior, estava se acostumando com isso.

- Você nem ligou para os chocolates que eu trouxe! – MinHo mais uma vez interrompia o mais novo.

- Enjoei desses chocolates. – Bufou terminando seu trabalho.

- Você nem abriu para conferir se são os mesmos de sempre. – Fez bico, indicando a caixinha que estava em cima da cama do menor.

- Ok, vou olhar. – TaeMin suspirou cansado, se levantando e indo até a cama pegar o embrulho.

Sem muita vontade puxou a fita azul que fora delicadamente colocada, e ao verificar o conteúdo da embalagem se surpreendeu.

Eram chocolates caseiros, e sabia que MinHo era o cozinheiro, pois alguns estavam tortos, bom, estavam deformados, mas o mais velho não precisava saber disso.

- Obrigado. – Agradeceu em um sussurro, pois apesar de implicar só com o fato de MinHo respirar, tinha que reconhecer que ele se esforçava para agradá-lo.

- Ficaram bons né? – Riu. – Nunca imaginei que cozinhar fosse mais difícil que participar de competições esportivas.

- Ah, mais ficaram ótimos. – Mentiu mastigando um dos bombons, estavam horríveis.

- Não admitiria perder para a cozinha. – Se aproximou. – Agora me deixe experimentar um.

- Não! – Quase gritou. – São todos meus.

- Para de ser egoísta, é só um, para eu ver se ficou bom mesmo. – Tentou roubar a caixinha do mais novo.

- Já disse que não. – Afastou-se, guardando os chocolates em uma gaveta e se colocando na frente dela.

- Isso vai além do seu ciúmes com doces... – MinHo analisou, se aproximando e prendendo o menor entre a escrivaninha e seu corpo. – Anda, me deixe provar.

- Ah, não vamos perder tempo com isso, hm? – Notando como ele e MinHo estavam próximos, resolveu desviar a atenção do mais velho, envolvendo seus braços no pescoço dele. – Os chocolates são meus e ponto final. – Ditou colando seus lábios. – E você pode ter coisa melhor.

E tentando acabar de vez com aquele assunto, o beijou.

Eram raras as vezes que TaeMin o beijava, ou melhor, se não estava enganado aquela era a segunda vez, não sabia explicar, mas o beijo era diferente quando era iniciado pelo outro. Mais urgente, até mesmo com um toque de desespero, como se tivessem uma única oportunidade de se beijarem.

E a forma como seus lábios eram puxados e como os braços do menor envolviam seu pescoço só confirmavam o pensamento que TaeMin tinha medo de perdê-lo. Não era algo que precisava ser admitido por aquele que roubava pouco a pouco de suas forças durante o beijo, mas sim algo que ele próprio sentia.

TaeMin tinha medo.

- Eu nunca vou te abandonar. – Sussurrou assim que seus lábios se separaram, minimamente, só estavam em busca de um pouco de ar.

- Por que diz isso? – TaeMin perguntou, mantendo os olhos fechados.

- Porque é uma das poucas coisas que você precisa saber. – Sentenciou retomando o beijo, não dando tempo algum para o menor responder.

Tentou demonstrar todo carinho, e passar toda segurança que o mais novo precisava, pois finalmente tinha entendido que possuía em seus cuidados um coração inseguro.

x-x-x

Gostava de como o vento bagunçava seus cabelos, gostava da estranha sensação de paz daquele lugar. O que qualquer um estranharia, porque o barulho dos carros na rodovia chegava a ser insuportável, a sorte era que justo naquele dia o trânsito parecia menor.

E ele nem ao menos tinha percebido.

Estava acostumado, sempre que seu coração ficava inquieto era na ponte que dividia a cidade que ele afogava todos os seus medos, apenas estacionava seu carro no acostamento, e por horas pensava olhando o rio abaixo de si.

“Mas seria uma bela forma de morrer.”

Lembrou-se das palavras do mais novo, ao observar o curso do rio, era óbvio que se alguém se jogasse de lá morreria no mesmo instante.

E por que tinha que se lembrar justo dessas palavras?

Ah, claro... Key.

Afinal não era este o motivo dele estar inquieto? Do seu coração estar inquieto?

Desde o dia da festa não dormia direito, as lágrimas do mais novo e sua confissão dolorosa tiravam seu sono e sua racionalidade. Era um completo imbecil! Se perguntava como tinha conseguido ser tão estúpido, tão cruel a ponto de duvidar de Key. Nunca devia ter se questionado da honestidade do menor... Ele era virgem! E mesmo assim tinha passado a noite consigo.

Mas por que? Não poderia deixar de pensar nisso. Por que o menor havia se entregado justo a ele? Era como montar um quebra-cabeça de olhos vendados! Será que, que... Não era impossível... Eles eram apenas amigos.

Pelo menos queria se apegar a essa ideia com todas as suas forças, se o mais novo não o perdoasse nem ao menos poderia ser chamado de amigo.

- Amigos não machucam uns aos outros. – Sussurrou melancólico. – Só espero que ele possa me perdoar.

Deu um passo para trás disposto a pedir perdão para Key, quando seu celular começou a tocar, e ao verificar o número no display, sem pensar duas vezes atirou o celular contra o rio.

- Não estou disposto a aturar suas futilidades, Shin. – Falou sozinho já se encaminhando para o carro.

Uma fera havia sido despertada em JongHyun.

x-x-x

Voltavam lado a lado do cinema, já que era relativamente perto do prédio do menor resolveram ir andando depois da sessão pipoca. TaeMin tagarelava sem parar, em partes falando do filme e em outras reclamando que o maior era um mão de vaca, porque queria ter levado para casa pelo menos metade dos doces que se vendia no cinema.

- TaeMin o seu quarto é feito de açúcar, já não basta? – Murmurou.

- Não! – Respondeu óbvio. – Meu estoque um dia acaba, ok?

- Hoje de manhã já te dei muitos chocolates, você realmente gostou?

O mais novo olhou para baixo, fitando os próprios pés, não gostaria nem de lembrar do gosto horrível daqueles doces.

- Claro que gostei! – Afirmou rapidamente. – É que eles são tão gostosos que não vão durar nada.

- Então você gostou mesmo. – Puxou o menor entrelaçando seus dedos em um firme aperto de mão. – Não se preocupe, irei fazer mais alguns.

- Er, não precisa se incomodar, sabe? – Riu disfarçando, não queria comer aqueles chocolates nunca mais em sua vida, ou pegaria um trauma de alimentos doces.

- Não é incomodo. – Alertou já chegando no prédio do mais novo.

Cumprimentaram o porteiro e encerraram o assunto “o-viciado-do-TaeMin-só-pensa-em-glicose”, porque ou eles conversavam sobre isso ou discutiam a relação estranha que levavam.

Ok, o primeiro tópico do dia já foi.

Falta o segundo.

- Quando vamos oficializar o namoro? – MinHo perguntou assim que entraram no elevador.

- Er, nunca?

- Olha, eu não sei se você sabe... – Começou se aproximando do menor e o encurralando em um canto do elevador vazio. — ...Mas eu sou um garoto de família, com princípios e só vamos poder partir para o próximo nível se oficializarmos nossa relação, como mandam as regras.

TaeMin riu diante das baboseiras do outro.

- Que regras? – Fingiu um semblante entediado.

- Vou pedir sua mão em namoro para os seus pais. – Sorriu.

- Não envolva meus pais nisso. – Respondeu sério empurrando o mais velho assim que a porta se abriu.

- Eu disse alguma coisa errada?

- Não, ah, é que... – Não terminou sua frase, porque ao entrar em seu apartamento se deparou com uma cena que jurava nunca mais presenciar.

Era ele.

Estava ali, bem na sua frente, sentado em seu sofá.

Era real.

Piscou várias vezes, como se o ato fizesse a imagem dele se dissipar... Porém foi em vão, a pessoa que mais o machucou continuava em sua sala, sorrindo para ele como se o tempo que passaram separados não fosse nada, como se ainda fossem os mesmos de sempre, o mais novo no papel do garotinho apaixonado, vivendo o seu primeiro amor e o outro que se aproximava pausadamente o mocinho e ao mesmo tempo o vilão de um romance adolescente. Eram tantas coisas que passavam em sua mente, tantas lembranças que o tempo e o espaço não faziam mais sentido, olhou o relógio na parede da sala para confirmar se ele estava parado, mas para sua surpresa os ponteiros nunca pareceram tão rápidos, os segundos contados no relógio eram eras em sua mente e em seu corpo, que simplesmente não reagia com a situação.

Até finalmente sentir o baque de um abraço.

O abraço dele.

Nem ao menos a presença de um MinHo surpreso e perdido no ambiente era notada. Os braços do seu ex guardião, o prendia, o sufocava e trazia consigo as memórias que jurou esquecer, os braços agora mais fortes moldavam seu corpo, a respiração lenta e conhecida do mais velho batia contra a sua bochecha, e naquele instante trouxe o que ele jamais imaginou sentir.

Conforto.

- Você não sabe como senti sua falta, você não imagina o quanto sofri por estar longe de você. – A voz do maior soou baixa em seu ouvido.

- Eu... – Não sabia por onde começar e como reagir.

- Você cumpriu a promessa, esperou por mim, não é mesmo? – Ele sorriu, já o encarando.

- Junsu... – Começou mais foi interrompido.

Por um beijo.

A princípio não se mexeu, deixou ser levado pelo beijo do maior, seus lábios eram prensados de forma apaixonada e seu corpo rodeado por um abraço caloroso. Acabou fechando os olhos e abrindo espaço para a língua conhecida tomar sua boca, aprofundando o beijo e o dominando.

Agora estavam sozinhos naquele cômodo que pareceu diminuir com o encontro dos dois, MinHo ao observa-los saiu sem destino pela porta do apartamento, não contendo pequenas lágrimas que insistiam em se formar em seus olhos.

Então era aquele homem o motivo de TaeMin ser tão frio consigo as vezes, tão distante e relutante. Ficou claro para MinHo que não era amado pelo mais novo, e agora só queria poder esquecer do beijo presenciado.

Era uma guerra perdida, afinal.

Já de volta ao apartamento, TaeMin logo depois de MinHo sair pareceu tomar consciência da situação e empurrou o mais velho com força, surpreendendo até ele mesmo por conseguir separar o beijo sufocante.

- Não! – Gritou. – Como, como você entrou aqui? Como você me aparece depois de dois anos, dois malditos anos e me beija como se nada tivesse acontecido? – Limpou sua boca, sentindo nojo de si mesmo por ter permitido ser beijado.

- Mimi, calma! – Alertou. – Há uma explicação para tudo que aconteceu, não me separei de você por que quis! – Pausa. – Eu te amava! – Tentou se aproximar novamente. – Eu ainda te amo...

- É mentira. – Riu. – Não acredito em nada, entendeu? Nada que você tenha a dizer.

- Você não respondeu nenhuma carta minha, eu cheguei a pensar que você não me amava, mas eu sei que ama, não ama? – Perguntou aflito.

- Cartas? Não recebi nada ao longo dos meses, a cada dia algo em mim morria por estar longe de você. – Confessou. – Eu era tão idiota, tão idiota...

- Eu te mandei cartas, muitas delas, não deixei de pensar em você por um minuto se quer... – Abraçou o menor que já chorava. – Mas você nunca me respondeu, nelas eu te explicava tudo.

- Então é melhor se explicar agora. – Enxugou suas lágrimas de modo grosseiro, e encarou aquele que fechou seu coração para o amor.

x-x-x

Tentava se distrair ouvindo suas músicas favoritas no ipod, estava literalmente jogado no sofá de um dos sofisticados aposentos de sua casa, fechou os olhos mais uma vez na tentativa de esquecer um certo moreno.

“O colégio todo sabe da boa bicha que você é.”

Então era isso que o mais velho achava de si? Tudo que passaram juntos foi mesmo uma mentira?

- Pensei que fossemos amigos apesar de tudo. – Murmurou, sentindo a tristeza lhe dominar novamente.

Acabou rindo da própria falta de sorte, realmente chegou a pensar que pudessem se tornar grandes amigos, que quem sabe aquele imbecil não percebesse que SeKyung não era a santinha que ele imaginava, claro só o tonto do JongHyun para acreditar no sorriso falso da garota. Sentia tanta raiva de si mesmo, por ter aceitado a proposta, por ter participado dessa loucura sem tamanho, e principalmente por ter se apaixonado.

Não fazia parte do combinado apaixonar-se por Jong.

Mas ele se apaixonou.

- Filho, tudo bem? – Foi desperto de seus devaneios com sua mãe lhe chamando, sempre calma e com um sorriso doce.

- Sim omma. – Sorriu tranquilizando sua mãe. – E a viagem, como foi? Afinal não é todo dia que se visita New York.

- Bom, é sobre a viagem que eu vim falar com você. – Sentou-se ao lado do filho que já não se encontrava mais deitado. – Seu pai está tomando banho, a volta foi cansativa, e ah, trouxe presentes para você.

- Sério? Não vi sacolas quando você chegou... – Fingiu estar magoado. – Mas aconteceu alguma coisa?

- Eu e seu pai não fomos a passeio, e você sabe. – Key assentiu. – E não me olha com essa cara Kim Kibum, logo eu lhe dou os presentes.

- Certo, certo... Mas não pode me dar nem uma dica? – Olhou meigo tentando dobrar sua mãe.

- Não, o assunto é um pouco sério filho... – Suspirou. – A construtora americana simplesmente amou nosso trabalho, meu e do seu pai.

- Que bom, omma. – Realmente ficou feliz por seus pais, eles eram realmente arquitetos incríveis. – A senhora merece.

- Sim, foram tantas reuniões e o projeto que fizemos para eles ficou lindo, recebemos ótimos elogios. – Disse orgulhosa. – Elogios até demais...

- Como assim? – Indagou curioso.

- Fomos convidados a trabalhar para eles. Sermos os responsáveis por todos os projetos, a empresa é mundial, envolve muito dinheiro e sucesso profissional, ou seja, um sonho.

- Que ótimo! – Vibrou, abraçando sua mãe. – Parabéns mãe... E vocês serão responsáveis pela empresa aqui?

- Não, e é nisso que queria chegar. – Ponderou suas palavras. – Fomos convidados para trabalhar para eles lá, e nos mudarmos para os Estados Unidos.

E a bomba foi lançada.

É Jong, parecia que suas palavras foram um belo adeus nos ouvidos daquele que mais te amava.

Notas finais
Junsu do 2PM, ok? Não que seja aleatório, coloquei ele porque lembrei do Idol Army. OTL. Como o capítulo já estava escrito não mudei, porque se fosse hoje colocaria o Kai. :9
.
Prévia: "Levaria de bagagem a coragem e a vontade de sorrir de novo, ele era Kim Kibum, não poderia ficar chorando para sempre. Iria se reerguer, nem que para isso precisasse ficar longe dos seus amigos.
Pelo menos ficaria longe dele."