Promises in the Dark
15 O Estábulo
Notas iniciais
POV Bella
— Pronta para um dia daqueles?
Emm questionou.
— Temos que estar, não é? Segundo suas palavras, hoje somos nós a frente de tudo.
Estamos caminhando até o estábulo, depois de deixar Rose e Edward.
Não é mais possível vê-los, mas ainda estou com o olhar de ambos na mente, a apreensão, o medo, a falta de respostas.
— Vamos dar conta sim. E também não acredito que a polícia demorará muito, eles vão apenas apurar os fatos agora para começar a investigar.
— Sim, mas assim que saírem os Cullen vão começar a pensar nos reparos, isso consumirá o restante do dia.
— Você está certa. Ainda bem que eles contam conosco. – Piscou e sorri.
Entramos no estábulo, paramos para desequipar Storm e levá-lo a sua baia, então seguimos até nossos cavalos.
— Você tem ideia de quem possa estar fazendo isso Emm?
— Não Bella. Gostaria de ter, assim já acabaria com esse infeliz. Mas assim como Edward, minha única suspeita seriam os Black, mas vocês voltaram crentes que eles não tem nada a ver com isso.
— Não os conheço como vocês. Mas pelo pouco que vi não parecem ser do tipo que escondem os feitos e no dia que formos lá, eles pareceram surpresos com o que falamos. E não apresentaram nenhum indicativo de satisfação interna, um brilho por saber que os Cullen estavam com problemas? Sim. Mas nada comparado à soberba que Jacob teve ao vender Hope por aquele preço exorbitante.
— Sim, sei que são desse jeito mesmo. Desde que chegaram sempre rivalizaram com todos em qualquer tipo de evento envolvendo outros fazendeiros, mas especialmente conosco. Porém não acho que sejam totalmente inocentes.
— Também não coloco minha mão no fogo. Eles podem não ter feito nada na situação do milho, não era algo do interesse deles, mas vocês competem no mercado de carne, esse prejuízo pode ser algo bom a eles. Por isso a polícia tem que investigar e descobrir logo o responsável por isso.
— Exatamente. Não aguento mais essa situação.
— Ninguém aguenta Emm e minha maior preocupação é que uma hora, seja lá quem estiver fazendo isso, faça algo contra os animais.
— Não gosto nem de pensar em algo assim Bella.
— Nem eu, mas essa preocupação não me sai da cabeça.
Acariciei a crina de Snow.
— Eles vão pegar o responsável Bella. Temos que ter fé. – Assenti. – Mas o que me preocupa também é o motivo por trás disso.
— Como assim?
— Pense. Se forem os Black, sabemos que querem prejudicar a fazenda, ponto. Mas se for outra pessoa, será que quer apenas isso? Ou essas sabotagens são apenas um jeito de mostrar algo? Dar um recado?
— Não faço ideia Emm.
— Nem eu. – Suspiramos. – Mas vamos deixar essa história de lado ao menos por enquanto. A polícia já está envolvida, eles vão tratar disso. Temos que focar nas questões que podemos tomar conta e continuar levando a fazenda à frente.
— Sim, tem razão.
Pegamos nossos cavalos para equipar.
Storm relinchou como que se perguntando se não sairá também, Emm e eu sorrimos. Então ele seguiu até o cavalo.
— Sinto muito amigão, mas acho que sua jornada por hoje acabou. Talvez Edward passe aqui mais tarde, mas não é certeza.
— Até nisso estão interferindo. No dia da sabotagem na safra você e Edward passaram o dia fora deixando os cavalos aqui. Hoje novamente Storm ficará sem participar da rotina normal da fazenda. Isso não está certo.
— Vai passar Bella, temos que confiar. – Balancei a cabeça resignada. – Agora vamos.
Equipamos os cavalos, então saímos do estábulo montando para seguir nossa rotina, não tão rotineira assim, de trabalho.
Como hoje é sexta-feira, é também o dia de vistoriar tudo que fiz durante a semana, a começar pelas vacas que terminaram de parir, em especial a que ajudei no parto.
Lembrar àquela noite trás um misto de sensações a minha mente.
O risco que corri ao ajudar naquele parto, mas a satisfação ao confirmar que deu tudo certo.
E claro, também o momento que compartilhei com Edward.
— Estão todas bem, não é senhorita Bella? – Liam comentou.
— Sim Liam, isso é ótimo. E já falei para me chamar só de Bella.
— É claro senhorita.
Balancei a cabeça e as outras pessoas ao redor riram da situação.
Continuei minhas tarefas, tratando cada animal com o cuidado necessário e após terminar, segui até os animais de médio porte.
As porcas, cabras e ovelhas não estão na época de parir, então o cuidado se dá com os animais no geral, sem precisar separar os machos das fêmeas. No fim do mês teremos que aplicar algumas vacinas, mas, por enquanto, tudo corre conforme o esperado.
Cavalgando pela Silver Horse vi as pessoas responsáveis pelas plantas e hortifrútis cuidando das mesmas e amo ver como a fazenda funciona como um todo. Dividida em vários nichos, mas todos precisam funcionar bem, pois se entrelaçam formando um ciclo.
Os animais geram alimentos, mas têm que consumir grãos e folhas cultivados na terra, os mesmos servem para consumo e exportação. Têm animais para o trabalho, produção e consumo, se a terra está boa, dando bons frutos, gerando os minerais necessários, todos conseguem desfrutar.
Mas se de repente há um desequilíbrio em algum desses setores, tem o poder de tirar várias partes do eixo. Como a questão do milho, eles conseguiram cumprir os contratos externos, mas a Silver Horse terá que prover outros recursos para suprir a falta interna.
E agora que estragaram as carnes que seguiriam para venda, o que farão? Duvido muito que deixem ficar em falta, então é provável que tenham que desalinhar o consumo dos animais enviando alguns que não estavam prontos para o momento. E isso é péssimo, para todos.
Segui para meu próximo destino e ao cruzar os campos acabei passando em frente ao galpão das carnes, bem no instante que Edward saiu lá de dentro passando a mão no cabelo exasperado.
Trocamos um breve olhar, mas foi o suficiente para saber que as notícias não são boas.
Gostaria de ter parado e ido até lá, saber o que houve e tentar de alguma forma confortá-lo, mas percebi que ao menos no momento é melhor deixá-lo sozinho com seus pensamentos e focar em continuar cuidando das coisas da fazenda. Assim ajudo mais e foi o que fiz.
Segui com meus afazeres até pouco mais o início da tarde, passei na casa dos Cullen apenas para almoçar rapidamente, também para não deixar Esme preocupada, mas de verdade não estava nem com fome.
E ao voltar aos campos encontrei Emm, com isso passei o restante da tarde ajudando-o em suas tarefas, sendo sua segunda no comando como brincou mais cedo.
Conseguimos dar conta do recado, quando o sol começou a se pôr saímos do estábulo, onde encerrei minhas funções com os cavalos, seguindo até a casa dos Cullen atrás de notícias.
Ao entrar encontramos apenas Esme na sala.
— Olá queridos. Encerraram bem o dia?
— Sim Esme. E como estão as coisas por aqui? – Emm questionou.
— Não muito boas. Carlisle, Rose e Edward estão no escritório reunidos com Aro.
— A polícia falou alguma coisa? – Questionei.
— Nada concreto. O perito recolheu várias peças para analisar e prometeu uma resposta na segunda-feira. E o delegado Jenks falou que vai apurar os fatos, realmente investigar suspeitos pelas redondezas, se isso está acontecendo em alguma outra fazenda também ou só aqui.
— Tomara que ele solucione essa questão. – Suspirei.
— Sim querida. É o que desejo também.
— E conseguiram remover toda a carne estragada?
Emm recebeu sua resposta, mas não de Esme, já que no mesmo instante a porta do escritório abriu com Rose e Edward saindo, então ele respondeu.
— Sim. Depois que a polícia foi embora, tratamos disso.
— Não deu para salvar nada?
— Não Emm, não quisemos arriscar, tudo que constatamos estar estragado, jogamos fora.
Rose respondeu caminhando para perto do namorado.
— Sinto muito.
Comentei quando ela se aproximou.
— Eu também.
Então foi à vez de Carlisle e Aro saírem.
— Boa noite.
Cumprimentou Emmett e eu, respondemos.
— Boa noite Aro.
— Boa noite senhor Volturi.
— Chegaram a uma resolução? – Esme perguntou.
— Teremos que dar nosso jeito. Vamos informar o que houve, dessa vez não terá como, haverá atraso nas entregas, avaliaremos quem terá preferência e fazer as entregas conforme der. – Carlisle suspirou.
— Isso é tão injusto, nunca fizemos mal a ninguém. Porque agora estamos passando por isso?
Esme comentou exasperada e Carlisle se aproximou passando os braços pelo ombro da esposa.
— Eu sei querida. Mas vamos confiar que a polícia descobrirá quem está por trás disso, o prenderá então nossa vida voltará ao normal.
— É bom mesmo que a polícia descubra, mas antes desse sujeito ser preso, quero colocar minhas mãos nele e lhe ensinar uma lição ou duas.
Edward resmungou, sendo seguido por Emm.
— Pode contar comigo.
— Podem parar os dois. – Rose protestou. – Enlouqueceram?
— Sim. Não temos ideia de quem está por trás disso. Vocês não estão vendo as coisas que essa pessoa é capaz de fazer? Quando a polícia descobrir quem é, o sujeito será preso e pronto. – Pontuei.
— É fácil fazer essas coisas quando não sabemos o que virá. Quero ver se frente a frente ele age como homem. – Edward retrucou.
— Como você sabe que é um homem? – Rebati.
— E você acha que uma mulher pode estar por trás disso? – Devolveu.
— Poderia, caso fosse a mandante. Mas não me referi à questão de gênero. Questionei como pode saber que é um homem só? Que não há mais pessoas envolvidas? Desde o acontecimento com as sacas de milhos gerou-se a suspeita de essa pessoa ter cúmplices. Que podem ou não estar aqui na fazenda. Então quem garante que é um homem só? Temos que nos atentar a tudo isso. Essa pessoa tem acesso fácil à fazenda, como? Não sabemos. Mas se ela mesma está fazendo tudo isso, consegue entrar e sair sem ser notada, isso sim deve ser apurado. Não alimentar ideias de reagir com violência, a atos já tão violentos.
— Bella está coberta de razão. Não quero mais ouvi-los falar essa besteira de resolver as coisas com as próprias mãos. Vocês relataram essas questões à polícia?
— Sim mamãe. – Rose respondeu. – Informei a eles sobre tudo. Eles garantiram que vão investigar a fundo e a partir de agora deixarão uma viatura sempre rondando a estrada próxima a entrada da fazenda.
— Entrada... A Silver Horse corta quilômetros de terras longe da entrada. A pessoa pode entrar pela divisa dos Black. Mesmo que eles não tenham nada a ver diretamente, o desgraçado que está fazendo isso conosco pode acessar normalmente nossa fazenda por lá. Pode vir até pelo rio, caso for.
— Edward tem razão. É bom que a polícia monitore por onde consegue, mas a partir de agora teremos que ficar atentos a todos esses pontos. Ao menos até pegarem quem está por trás disso. – Carlisle pontuou. – Amanhã vamos comunicar a todos os funcionários sobre o que está acontecendo, informá-los para tomar cuidado e ficar atentos a qualquer movimentação ou aproximação estranha.
— É bom também falar para ninguém ir até o rio sozinho, não proibiremos o acesso de circular pela fazenda, mas comunicar que se quiserem aproveitá-lo, que o façam pelo menos em duas pessoas.
Esme comentou, enquanto Edward e eu trocamos olhares.
— É uma boa mamãe. A pessoa pode ir para o rio sozinha, se distrair e não perceber uma aproximação desconhecida...
Ele disse quase que diretamente a mim.
— Sim. Estar sozinha não é tão seguro, mas é importante que mesmo acompanhada a pessoa esteja atenta, que não se distraia com coisas que podem tirar o foco...
— Perdemos alguma coisa? – Rose questionou.
— Não. — Respondemos juntos.
— Isso também não importa. O foco é manter-nos atentos.
— Sim, todos tomem muito cuidado. Ninguém sabe qual será o próximo passo dessa pessoa. – O senhor Volturi alertou.
— Esperamos que não aconteça mais nada Aro.
— É claro Carlisle, é o que esperamos, mas ninguém pode garantir que não acontecerá e quais são os planos dessa pessoa, ou dessas, como bem enfatizou a senhorita Swan. – Arrepiei e não foi um arrepio bom, ao ouvir o senhor Volturi citar meu nome. – Mas já está na minha hora, qualquer novidade te informo Carlisle e podem me contatar se precisarem de algo mais.
— É claro Aro, obrigado. O acompanhamos até seu carro.
Carlisle respondeu e Esme seguiu com eles.
— Boa noite a todos.
Respondemos com singelas saudações, enquanto eles saíram.
Finalmente nos dispusemos a sentar, Rose e Emmett em um dos sofás, Edward e eu no outro. Deixando o lugar de Carlisle e Esme vago para quando voltem.
— Vou falar uma coisa, mas não me levem a mal.
— Pode falar Bella, o que foi? – Rose incentivou.
— Não gosto do senhor Volturi. Sei lá, não sinto uma boa energia vindo dele.
— Porque Bellinha? Só porque parece que mora no ártico e não em Collierville por conta daquela pele tão branca? – Emm brincou.
— Ou que é a reencarnação do Drácula com aquele visual todo gótico?
Edward completou e rimos.
— E ainda usa as sentenças tão corretamente que parece ter vindo direto do século passado?
Rose também contribuiu com a brincadeira.
— Todos são bons motivos, mas sei lá. Acho só que nossos santos não bateram. – Dei de ombros.
— Em algum momento ele fez algo que te desagradou Bella?
— Não Edward, nunca. Nem cheguei a conversar a sós com ele. Deixem para lá, é besteira minha. Vai que é a junção de tudo que falaram. Como todos aqui parecem tão solícitos e hospitaleiros, talvez apenas tenha estranhado seu jeito.
— Pode ser. Ele é advogado do papai já há alguns anos. O antigo sócio do escritório faleceu e ele começou a nos atender, mas até hoje tem feito tudo certo e sempre nos auxiliou bem. – Rose comentou e assenti.
— O Aro assustou a Bella. Hoje ela terá pesadelos com a imagem dele.
— Para Emm.
Rose e eu protestamos juntas.
— Buuu.
Edward apertou minha cintura me fazendo quase pular do sofá, causando riso em todos.
— Cacete Edward! Vai dar sustos na sua...
— Olha quem você vai falar, hein. – Citou em meio ao riso.
— Na sua fuça! Besta.
Contagiada pelos risos deles, acabei cedendo e rindo também.
Foi assim que Esme e Carlisle nos encontraram ao voltar à sala.
— Que bom vê-los rindo. Mas podemos saber o motivo da alegria? – Carlisle perguntou.
— Edward deu um susto na Bella. – Emm respondeu rindo.
— Edward. Não faça isso outra vez. Você não sabe se Bella tem alguma coisa que a prejudique se sofrer sustos.
— Diante das loucuras em que ela se mete sozinha? Pode ficar tranquila mamãe, não é um sustinho que derrubará a senhorita Swan.
— Mesmo assim, não é engraçado dar sustos nas pessoas.
— Viu só? Da próxima vez pedirei respaldo a Esme contra você.
Informei a Edward.
— Claro. Mamãe é uma puxa saco sua.
— Não sou puxa saco de ninguém Edward, que expressão feia. Eu gosto da Bella e a protegerei sim quando necessário, ainda que de você.
Esme e Carlisle passaram para sentar em seus lugares, nesse momento ela deu um beijo na minha testa e piscou.
— Obrigada Esme. Também gosto muito de você e ter seu apoio aqui é meu maior presente.
— Mamãe daqui a pouco será proclamada a presidente do Team Bella.
— Edward, você tem que entender que todo mundo aqui é Team Bella. – Rose comentou. – Eu sou.
— Foi mau cara, mas você sabe que eu também. – Emm emendou.
— Como acabo de falar, posso ser a presidente numa boa. – Esme disse sorrindo.
Olhamos para Carlisle esperando sua resposta.
— Ainda preciso dizer? Sou fã dessa menina desde que colocou os pés aqui e o desafiou.
Sua resposta causou riso geral.
— Pois é Edward, acho que só você não faz parte do Team Bella, mas tudo bem...
Comecei a falar, mas ele me interrompeu.
— Quem disse que não faço parte do Team Bella? Só porque não ergo meus pompons a cada coisa que faz? Tenho outras formas de demonstrar meu apresso a você...
Insinuou e fiquei com medo de como vá completar a sentença.
— Edward...
— Qual é? Meu método de demonstrar apreço é implicando com você. Isso trás a tona uma das suas melhores versões.
Piscou e suspirei aliviada por hora.
— Igual às crianças da 3° série.
Carlisle falou e rimos.
Nem da para acreditar que depois de um dia como esse, terminamos a noite em meio a risos e contando histórias sobre nossas infâncias...
O dia de sábado teve uma rotina atípica, pois todos se mobilizaram a ajudar a reparar os estragos causados no dia anterior pelo maldito sabotador.
Ontem após a polícia ir embora, Edward e alguns homens retiraram as carnes estragadas para não ficarem mais tempo próximas às outras correndo o risco de estragá-las também.
Porém hoje retiraram o restante das peças saudáveis para desinfetar o galpão como um todo. Foi uma baita operação, eles alugaram um caminhão frigorifico para manter as carnes conservadas durante a limpeza e cuidar de um lugar enorme assim, com tantas divisas, não é fácil, porém contando com ajuda tornou-se um pouco menos desgastante.
Após cuidar da limpeza e manutenção do ambiente foi o momento de analisar a fundo a procedência das carnes e avaliar com certeza que todas ainda estão boas para distribuição e consumo.
No dia anterior também, Edward e Carlisle decidiram como farão para repor o que foi danificado e como distribuirão tudo aos clientes. Não foi uma decisão fácil, disso tenho certeza, mas acredito que fizeram o melhor para a Silver Horse, enquanto todos tiverem bem, podendo continuar o trabalho, qualquer mal premeditado, pode ser reparado.
Por conta do dia desgastante Esme resolveu reunir novamente as famílias Cullen e McCarty para um jantar. Acho que ela só procura um pretexto para estar com todos reunidos ao redor da mesa, mas depois dos últimos acontecimentos concordo que é uma boa ideia espairecer e confraternizar com pessoas queridas.
Até Seth e Alec, que não trabalham de fato na fazenda, mas por morarem na mesma e serem criados em meio a esse mundo, ajudaram no dia.
Então no momento, após todos terem tirado uma pausa para o banho, estamos reunidos ao redor da mesa dos Cullen desfrutando de mais uma maravilhosa refeição.
— Se ajudarmos na fazenda todo sábado, podemos vir jantar aqui tia Esme? – Seth perguntou.
— Não precisa ajudar na fazenda para ter direito a minha comida, sabe que as portas da casa estão sempre abertas a vocês.
— Não dê moleza a eles Esme, incentive-o a dar uma mão de vez em quando, mal não vai fazer. – Emm falou.
— Você fica quieto que agora come mais aqui do que em casa. Quer dizer, isso já era bastante comum, mas desde que começou a namorar só aumentou o fluxo, acho milagre ainda voltar para dormir em casa.
— Isso é o que achamos, né Alec? Vai saber se ele tem voltado para dormir mesmo.
— Cala a boca.
Emm disparou jogando um pãozinho em cima dos irmãos.
Não me contive e ri, assim como Rose.
— Meninos, meninos, se acalmem. – Esme falou.
— Sim, por favor, tenham modos. Os Cullen vão achar que não os dei educação. – Gianna comentou. – Esme já deve achar que não cozinho para estarem tão interessados em vir comer aqui.
— Ah, mamãe. Não fica triste. Nós amamos sua comida. Só me ofereci porque também gosto muito da comida da tia Esme, mas as duas são top três.
Seth falou dando um beijo no rosto da mãe.
— Sim mãe, o Emm pode ter trocado à senhora por outra mulher, mas saiba que para nós a senhora sempre será a número um nos nossos corações. – Alec comentou.
— Hey! Eu não troquei a mamãe.
Emm protestou, fazendo Rose sair em defesa do namorado.
— Vocês dois realmente estão precisando arrumar uma namorada também, para ver se param com esse chororô todo. Nem Edward que é o reclamão oficial das famílias, não está sendo implicante como vocês.
— O que? Porque fui envolvido no assunto se estou aqui quieto?
— Esse é o ponto. Você está à míngua há um bom tempo e não está reclamando como esses dois.
— Quem disse que estou à míngua irmãzinha?
— E você está com alguém que não sabemos? – Rose rebateu. – De toda forma não sei como seria possível se vive enfurnado aqui.
— Bem, isso é o que você acha, sou um homem discreto, sempre fui. Não é porque não sabem, que quer dizer que não aproveito...
Aproveitando eu, nossa proximidade, dei um leve beliscão em sua perna para fazê-lo calar a boca antes que fale de mais, ele me passou um olhar irritado, mas apenas sorri fingindo normalidade.
— Mas vamos mudar de assunto. Minha suposta falta de reclamações não tem a ver com estar ou não sozinho. Apenas não sou um filhinho da mamãe igual aos dois ai – Apontou para os McCarty mais novos.
— Não é filhinho da mamãe? Qual é Edward? Dentre nós você é o mais mimado de longe. – Seth devolveu.
— O que? Mãe, diz a ele que não sou.
O comentário gerou risos dando gancho para Gianna e Esme contarem histórias sobre os filhos deixando para nós avaliarmos quem é menos ou mais mimado nesse ciclo...
O jantar prosseguiu em meio ao clima leve, após o mesmo os casais matriarcas ficaram conversando na sala, enquanto o restante de nós saiu para a varanda, assim que sentamos espalhados pelo local, Gus veio correndo em nossa direção.
— Oi querido, estava com saudades.
Fiz carinho entre suas orelhas assim que ele se aproximou.
— Ontem por conta da presença da polícia o deixei afastado de tudo e hoje com a correria preferi fazê-lo também, mas espero que essa semana as coisas se acalmem e voltem à normalidade.
Edward comentou interagindo com o cachorro também.
Ficamos nos distraindo com Gus, que surpreendentemente está bem solícito interagindo com todos, mas sempre voltando a ficar perto de Edward e eu, gerando risos e provocações.
— Vamos jogar alguma coisa? – Rose sugeriu. – Distrair nossas mentes e espairecer depois da loucura que foi essa semana.
— Eu topo. – Seth respondeu. – Nada como jogos de competição saudáveis para fazer minha alegria.
— Você diz isso agora, espere só até perder o primeiro e ai veremos se a alegria continua. – Emm devolveu.
— Qual o sentido de jogar algo se não for para ganhar no final?
— Tem vários. – Comentei. – Exercitar a mente, distrair, divertir, propagar o espírito esportivo. Para um estudante de educação física, se não pensa assim, está falhando na missão, hein?
— Eu estimulo tudo isso Bella, mas que é gostoso ganhar no final, isso ninguém pode negar.
— Certo, certo, vou buscar os jogos e quem derrotar o Seth ganha um ponto a mais.
Rose comentou ao entrar em casa.
— Cunhadinha o que é isso? Pensei que fossemos amigos.
— Agora sim fiquei animado. – Edward comentou.
— Quer dizer então que a competição será entre vocês e eu?
— Isso ai irmãozinho, prepare-se. – Alec respondeu.
— Pois está ótimo. Vamos ao jogos.
Seth falou esfregando as mãos animado com o espírito de competição.
Rose logo voltou e iniciamos a maratona de distração.
Começamos jogando War, apesar de ser um jogo de estratégia com bom desenvolver de objetivo, pela quantidade de pessoas, as partidas não demoraram tanto.
Jogamos três, com Rose, Edward e Alec ganhando-as, ai passamos para o Monopoly.
Com o tempo da partida, Gianna e Santiago foram embora descansar. Esme deixou suco e algumas coisas para beliscarmos em meio ao jogo, porém logo ela e Carlisle se recolheram também. Gus ficou ao nosso redor interagindo a sua maneira, mas como o bom cachorro que é, sem atrapalhar a partida.
No momento, próximo ao fim, Alec, Rose e Edward já faliram, deixando a competição entre os irmãos McCarty e eu. Quando Seth faliu pensei que fosse chorar, o que só não aconteceu por conta de toda a provocação e seu claro apoio a vitória do irmão.
Segundo ele, para honrar o nome da família, porém quando consegui falir Emm e consequentemente ganhar o jogo, ele ficou de mãos atadas.
— Não é possível. Hoje não é meu dia de sorte.
— A vida é assim querido, aprenda com ela. – Comentei.
— Vamos jogar mais alguma coisa. A morte súbita, quem ganhar leva tudo.
— Meu Deus, alguém pega um porrete e bate na cabeça desse garoto para ver se ele para. – Alec falou.
Nós rimos, porém Seth não deu bola mexendo nos outros jogos, até pegar animado uma caixa na mão.
— Vamos jogar Twister!
— Ficou maluco?
— Qual é Edward? Está com medo do seu corpo velho não aguentar?
— Seth, dessa vez tenho que ficar ao lado do Edward. Já viu o tamanho de vocês? – Rose começou e completei.
— Se caírem em cima de nós morreremos esmagadas.
— Cadê o poder feminino meninas? Acham que esses brutamontes podem ter mais elasticidade que vocês? É uma competição fácil, estou dando praticamente de bandeja.
Querendo mais do que tudo fazer o caçula dos McCarty engolir as provocações, cedemos ao apelo topando a partida.
Sabendo que não conseguiremos brincar sem que Gus queira interagir com os movimentos também, Edward o levou a sua casa e ao voltar começamos o jogo.
Alec foi o primeiro a cair, assumindo a posição de juiz e também girando a setinha. Rose e Emm finalizaram sua participação em seguida. Deixando a competição entre Seth, Edward e eu.
Confiante na possibilidade de derrotar o falador compulsório comecei a sentir um peso a mais no meu bumbum em meio à rodada, quando olhei para trás vi Edward apoiado em mim.
— Edward, isso não vale. Você está com a cabeça apoiada na minha bunda, pode tirar.
— Qual é Bella? Dá um desconto, vê a posição que estou?
— E você acha que estou muito confortável, né? Pode ir tirando.
— Você é uma mulher muito má.
Reclamou, mas mesmo assim não moveu um músculo.
— Bella, você está iludida achando que Edward está apenas descansando a cabeça no seu bumbum. Pelo ângulo que vejo, ele está fazendo bem mais.
Ao ouvir o comentário de Seth imediatamente arrepiei lembrando a última ocasião onde Edward esteve tão perto das minhas partes baixas e o que fez com elas.
Foi inevitável desequilibrar trazendo Edward comigo, já que estava praticamente apoiado por cima de mim.
— Ai.
— Caramba.
Ouvi o pessoal rir na nossa queda.
— Ganhei!
— Isso não vale. – Reclamei. – Você trapaceou.
— Não. Eu fui esperto e usei uma estratégia, não tenho culpa que vocês cederam.
Edward e eu levantamos.
— Pois bem, finalmente você venceu. Agora está na hora de todo mundo ir para suas casas dormir. E quando digo todo mundo, é todo mundo, cada qual para sua cama. Boa noite McCarty’s.
Edward falou dando ênfase a parte final, olhando para Emm.
— Boa noite Edward, pode subir para o seu quarto. – Rose rebateu. – Que sobre a hora que o meu namorado vai embora, decido eu.
— Ui, essa doeu. – Seth zoou.
— Vamos antes que sobre para nós também. – Alec falou.
Eles se despediram e querendo ajudar meus amigos, comecei a puxar Edward para dentro da casa.
— Boa noite aos dois. Vem Edward, vamos deixá-los se despedir.
— Estou de olho em vocês.
— Não está nada, anda logo. – O arrastei em direção as escadas rumo aos quartos. – Você não vai começar a implicar com os dois agora, vai?
— Não, só estava provocando. Se bem que ainda não sei se devo me preocupar ou não com o que estão fazendo. Você sabe de alguma coisa?
Questionou quando paramos em frente aos quartos.
— O que? Não. Mas mesmo que soubesse não diria a você.
— Posso te fazer falar.
Insinuou se aproximando um pouco mais.
— Pode tentar Cowboy, mas sou uma amiga leal. Comigo não vai arrumar nada.
— Tudo bem, posso ficar de vigia aqui no corredor esperando Rose subir para me assegurar que ela virá sozinha para o quarto.
— Ah, não. Nem pensar. Eu te jogo no seu quarto antes de sequer pensar em fazer algo assim.
— Vai ficar no quarto comigo para garantir que não atrapalhe a Rose?
Engoli em seco quando nossas respirações se interligaram.
— Não. Te coloco no quarto e fico aqui do lado de fora prevenindo que não saia. – Falei quase a um fio de voz.
— Porque me vigiar daqui de fora? Não seria melhor lá dentro? Ou tem medo de não resistir a estar no quarto comigo?
Provocou passando a mão na minha cintura e infiltrando por dentro da blusa.
Arrepiei, porém cansada de ser a seduzida, rebati.
— Não Cowboy, desse medo não passo. Sabemos que as coisas entre nós só acontecem em meio ao mundo. Um quarto seguro e fechado não funciona conosco...
— Bella!
Ele meio gemeu, meio rugiu, intensificando o aperto em minha cintura e sorri.
Porém antes de ceder ou provocar mais, ouvimos um barulho nas escadas e nos afastamos vendo Rose aparecer, sozinha, em nosso campo de visão.
— Oi, ainda não foram dormir?
— Não, mas já estamos indo, não é Edward?
— É. Emmett já foi?
— Uhum.
— Tudo bem, então até mais tarde. Boa noite.
Edward saudou entrando em seu quarto.
— Boa noite Rose, durma bem.
— Você também Bella. Até mais tarde.
Nos despedimos e entrei em meu quarto, enquanto Rose fez o mesmo no seu.
Sozinha e segura suspirei.
Faltou um tris para sermos pegos por Rose, precisamos nos prevenir mais, ou melhor, não fazer coisas que não queremos que as pessoas vejam, esse é o ponto.
Me arrumei para dormir, mas deitada na cama não consegui pegar no sono de imediato, lembranças do que fizemos quinta-feira á beira do rio voltaram para assolar minha mente...
Quem é essa Bella, que até então desconhecia, mas que se mostrou capaz de transar á beira de um rio? A céu aberto? De dia? Com a possibilidade de qualquer pessoa aparecer e a pegar em meio ao ato?
O que fizemos no galpão abandonado já foi loucura por si só, mas ali ao menos tínhamos a garantia de que ninguém aparecia, porém no rio foi uma loucura sem medidas...
Além de arriscar sermos pegos, nem tínhamos ideia, porém de certo modo arriscamos nossas vidas como um todo também.
Pensar nessa questão me trás um pouco de receio, mas dos males o menor, graças a Deus não aconteceu nada conosco, quer dizer, nada de mau, porque se for olhar por outro ângulo...
Quando Edward apareceu de surpresa em meio ao meu banho de rio, me tranquilizei por não ser realmente um estranho. E como de fato compartilhar um momento no rio, assim como outros, não é exatamente novidade entre nós, não me preocupei quando ele resolveu apreciar um pouco das maravilhas daquela água também.
Mas devia ter suspeitado que nós dois naquela situação depois de tudo, não ia acabar bem, quer dizer, bem para o meu corpo acabou, só não para a minha sanidade...
Edward pediu respostas e com razão, porém respostas que sinceramente não tenho e ele tão pouco, então em meio a uma enxurrada de dúvidas o que fizemos? Repetimos a ação para acumular ainda mais questões.
Me arrependo do novo momento vivido? Não.
Sei o que estou fazendo? Não.
Gostaria de fazer de novo? Sim...
Essa é a pior parte...
Não ter ideia do que estou fazendo, mas sinceramente não querer parar...
Mas como poderia se quando estamos juntos, conectados da forma mais íntima possível, tudo parece se encaixar tão perfeitamente...
Cada momento que compartilhamos tem uma conotação diferente, mas ainda sim especial.
Nossa primeira vez teve todas às nuances por ser a primeira, descobrir um ao outro, a forma que nos entregamos, o momento que vivemos...
Então veio a segunda vez, já nos conhecendo mais, porém desfrutando de coisas novas e alucinantes...
Porra, já sabia que Edward era um bom amante no quesito sexo, sexo. Mas ele tinha que saber fazer um sexo oral tão bom também?
Esse homem tem que ter algum defeito, porque não é possível...
Não deve ser bom chupá-lo. É isso!
Merda, agora estou pensando em como deve ser a sensação de chupar aquele pau magnífico capaz de fazer loucuras comigo...
— Parabéns Bella. Quero ver conseguir dormir com essa visão na mente agora...
Eu vou conseguir dormir.
Vou!
Edward não tirará meu sono, mais do que já o faz, não por conta disso.
Em que situação estou me metendo Deus?
É a única resposta que queria no momento, a única...
Depois de um bom tempo rolando na cama consegui pegar no sono? Sim.
Sonhei com Edward? Sim.
Fazíamos coisas impróprias, mas muito gostosas no sonho? Sim...
Por conta disso acordei suada e com sede.
Procurei meu celular para verificar a hora e vi que acabou de dar 05h, para um domingo, relativamente meu único dia de folga, não é a algo a se achar muito bom.
Levantei indo ao banheiro, depois decidi descer até a cozinha para pegar um copo de água para sanar minha sede e quem sabe assim me ajudar a voltar a dormir.
Fiz tudo o mais silenciosamente possível, apesar de estar em uma casa de pessoas matinais, não quero arriscar acordar alguém antes do horário.
Quando terminei meu copo de água virei para voltar ao quarto, porém ouvi sussurros e estaquei vendo Emm e Rose descendo as escadas em direção à porta da casa.
Por nossa distância e por estarem falando baixinho, não entendi o que falaram, só atestei a ida de Emm quando trocaram um último beijo e ela fechou a porta sorrindo como boba.
— Rose.
Me fiz presente.
— Ai meu Deus, Bella, que susto. Você quase me mata do coração.
— Sorte ser eu e não Edward, não acha? Ou seus pais?
— Sim, dos males o menor ser você. Mas o que estava fazendo ai?
— Desci para pegar um copo de água e ouvi vocês. Rose, me conta, Emm dormiu aqui?
— Dormir não é bem a palavra, mas ele passou a noite sim.
— Ah.
Me contive em não gritar, porém mesmo assim dei um jeito de expressar minha animação puxando-a para um abraço.
— Sim, sim, sim. Aconteceu nossa primeira vez Bella e foi perfeita.
— Opa? Foi a primeira vez que ele dormiu aqui?
— Sim. Ainda bem que nos encontramos, estou agitada demais para dormir, vamos subir e conversar no quarto.
— No meu quarto. Não vou deitar na mesma cama que você e Emm acabaram de transar. Deixe os lençóis descansarem um pouco de toda agitação. – Provoquei.
— Boba, mas é bom irmos para o seu quarto mesmo, no meu não sei se conseguiria focar em contar algo, ao invés disso só ficaria perdida em lembranças.
— O que o amor não faz com as pessoas...
— Sim.
Chegamos ao meu quarto e entramos.
Fechei a porta e seguimos para minha cama deitando lado a lado.
— Agora pode contar tudo. Aliás, vocês são espertos, você subiu sozinha despistando seu irmão e depois trouxe o Emm direto para sua cama. – Rimos.
— Foi mais ou menos isso. Não combinamos nada previamente. Mas ontem simplesmente não consegui deixá-lo ir embora como nos outros dias. Então sugeri deixarmos vocês dormirem e ele me fazer companhia mais um pouco. Quando subi não esperava encontrá-los, porém para nossa sorte, vocês entraram nos quartos e não saíram mais, então mandei o Emm subir e o resto é história...
— História... Trate de contar tudo tintim por tintim senhorita Cullen.
— Futura senhora McCarty, por favor.
— Huuum, pois bem. – Sorrimos.
— Ai, não tenho nem palavras para expressar como foi Bella. Lá embaixo falei que nossa noite foi perfeita, mas não sei nem se essa palavra engloba como tudo foi realmente. Lembra da nossa conversa sobre encontrar alguém que mexa conosco no sentimental e também nos complete no lado físico? – Assenti. – Emm me faz sentir assim e mais.
— Que bom Rose, fico muito feliz por vocês.
— Sim. Eu estou nas nuvens agora. Ainda bem que sei que Emm é o amor da minha vida, porque seria péssimo encontrar uma conexão tão transcendental com alguém e não poder desfrutar. Tudo encaixou tão bem, sabe? Quer dizer, fizemos encaixar, porque nossa, o homem não é pouca coisa não. – Rimos.
— Ok, esses detalhes não preciso saber. Só que vocês se conectaram e deu tudo certo.
— Certo é uma boa palavra, entre nós dois simplesmente pareceu certo, não imagino ter algo assim com mais ninguém além dele. Nós sentimos quando as coisas são mais, você sabe, né?
— Uhum.
— Pois é. Entre nós foi assim. E mal vejo a hora de fazermos de novo. Acho que estou viciada, provei um pouco e não quero mais largar.
Empolgada por si só praticamente gritou o fim da frase.
— Ei maluca, fala baixo. Quer acordar todos na casa para ouvir suas peripécias sexuais?
— Não. Só quero contar a você mesmo. Que sorte nos encontrarmos, obrigada por ser uma amiga tão boa Bella. Ter alguém para falar sobre esse tipo de coisa é muito importante.
— Eu sei, pode contar comigo sempre.
— Eu sei e você também. Espero que quando encontrar seu amor e compartilhar desse momento com ele, não deixe de me contar. Mesmo que estejamos longe fisicamente, faço questão que pegue o celular para relatar tudo.
Assenti, porém não disse mais nada, já que na verdade tem coisas acontecendo comigo que não lhe contei.
Mas não é a mesma coisa, Edward não é meu homem especial, o homem por quem estou apaixonada.
Além de não saber o que raios estamos fazendo, não posso contar a Rose que transei com seu irmão, duas vezes...
Não, ao menos por enquanto terei que continuar guardando essa informação apenas comigo, mas espero de coração poder compartilhar no futuro quando viver algo assim também...
Depois que Rose terminou de contar da sua noite com Emm, acabou pegando no sono e por sorte consegui dormir mais um pouco também.
Quando despertei a deixei descansando em meu quarto, não tenho dúvida que ela precisa e desci para tomar café, encontrei Esme na cozinha e ela me fez companhia.
Contei a ela sobre como terminamos a noite de jogos e também que Rose está dormindo no meu quarto, omitindo claro o que nos fez ir para lá. Apenas disse que acordamos as duas com sede e nos encontramos pela cozinha, então fomos papear no meu quarto como duas adolescentes. Esme disse que se quiser tomar banho, posso tanto usar o banheiro do quarto da Rose ou o social do corredor.
Aceitando sua ideia, pois o domingo amanheceu mesmo quente, voltei ao quarto e o mais silenciosamente possível separei uma roupa e peguei também meu notebook, optei por tomar banho no banheiro da Rose, assim pude deixar minhas coisas em seu quarto enquanto isso.
Não pude evitar rir ao entrar no quarto e ver o estado da cama. Para evitar perguntas, troquei os lençóis, colocando novos e ao descer deixarei esses pobres amarrotados para lavar.
Tomei meu banho e desci com os lençóis de Rose e meu notebook, por sorte não encontrei Esme no caminho até a lavanderia, coloquei os lençóis na máquina e os deixei batendo enquanto segui para a varanda.
Enviei uma mensagem a Rose, avisando sobre os lençóis, para quando Esme perguntar ela ter como explicar. Enviei também uma aos meus pais desejando bom dia e perguntando como estão as coisas em casa.
Abri o notebook no arquivo em que estou relatando as coisas que tenho feito na fazenda, para narrar os acontecimentos da semana, incluindo o parto que fiz...
Me distrai tanto na escrita que não percebi a aproximação de Edward, até ele se prostrar ao meu lado, sentando em outra cadeira.
— Bom dia Bella.
— Bom dia Edward, não o vi chegar. – Expressei.
— Percebi. Estava bem entretida no seu computador.
— É verdade.
— O que está fazendo? Se puder saber é claro.
— Pode sim. Não sei se já cheguei a comentar. Mas tenho escrito os feitos que prático aqui na fazenda, para me ajudar a montar o relatório que terei que entregar a faculdade e contabilizar meu envolvimento no projeto.
— Que legal. Não tenho dúvidas que seus relatos serão os mais interessantes de toda a universidade.
— Stanford é bem grande.
— Mas não imagino que ninguém esteja vivendo nada como o que está passando aqui.
— Isso é verdade.
Nos encaramos.
— Você sabe da Rose? Quando acordei passei em frente ao quarto dela, mas ela não estava.
— Rose está dormindo no meu quarto.
— Por quê?
— Nos encontramos cedo pela cozinha e decidimos ficar conversando um pouco, fomos até o meu quarto e ela adormeceu na minha cama.
— Sortuda...
Pensei ter ouvido.
— O que disse?
— Nada. E até agora ela não acordou?
— Que eu saiba não, mas como percebeu, estava distraída com minhas anotações.
— Certo. Vou entrar agora. Deixá-la terminar suas coisas em paz, até daqui a pouco.
— Até.
Ele levantou, me deu um beijo na bochecha e entrou na casa, então continuei escrevendo minhas anotações, porém tentando prestar atenção e não colocar sem querer o nome de Edward em meio às notas...
Olhando pela janela em meio à tarde tranquila decidi aproveitar um pouco mais do que só observando do alto da minha torre, como a Rapunzel.
Quando terminei as notas passei a cozinha para ajudar Esme com o almoço e depois da refeição cada pessoa da casa tomou um rumo diferente.
Carlisle e Esme foram até a casa de uns amigos. Rose também saiu para encontrar Emm, enquanto subi para meu quarto e não faço a mínima ideia do paradeiro de Edward.
Conversei com meus pais por ligação, depois acabei tirando um cochilo, efeito dos sonos espaçados que tive, acordei a pouco e comecei a admirar a Silver Horse, coisa que não canso de fazer, mas agora quero aproveitar um pouco mais.
Me troquei, vestindo uma roupa própria para montar e sai rumo ao estábulo, não encontrei ninguém pelo caminho, imagino que todos que moram pela fazenda estejam entretidos curtindo seu dia também.
Mas ao entrar dei de cara com Edward conversando com Storm.
— Chegando ou saindo? – Perguntei.
— Oi Bella. Não a vi.
— Acabei de entrar. Mas e ai? Vão cavalgar agora ou estão voltando de um passeio?
— Voltando. Você vai sair com Snow?
— Sim.
— Certo. Mas tome cuidado.
— Pode deixar Edward. Com Snow estou segura.
Respondi me aproximando da égua.
— Não me refiro apenas à montaria. Lembre-se do que conversamos. Não vá muito longe, especialmente para o lado do rio.
— Pode ficar tranquilo, se Storm não estará lá fora para induzir Snow a um encontro à beira do rio, não temos porque ir àqueles lados.
— Olha só. Sua égua que deve tê-lo aliciado ao encontro.
— O que? Snow é uma égua de família, não faria esse tipo de coisa.
— Agora pronto. É só o que vocês fazem.
— Vocês quem?
— Mulheres. Nos tentam até o ponto de virar nossas cabeças.
— Ah, coitadinhos. Pobres dos inocentes homens. Seduzidos pelas descendentes de Afrodite...
— É isso mesmo, não deboche porque você sabe que é verdade.
— Está bem então. Quer dizer que o que houve entre nós é porque te seduzi e você pobre indefeso Edward não teve como resistir aos meus encantos?
— Isso.
Afirmou começando a se aproximar.
— Não acredito. Você é muito dono de si para se deixar ser levado por, sei lá o que possa ter feito, porque juro, não tentei seduzir ou aliciar ninguém.
— E esse é seu segredo. Você nunca se esforçou, por isso me vi envolvido desde o instante que coloquei os olhos em você.
— Há! Você praticamente me expulsou no instante que me viu.
— É verdade. Mas ainda bem que com seu jeitinho petulante não arredou o pé. Que verão simplório teria sem sua presença.
Parou a milímetros de mim.
— Edward...
— O que?
— O que é isso que há entre nós?
— Sinceramente não faço ideia.
— Será que em algum momento descobriremos o que é?
— Espero que sim.
— E o que faremos enquanto isso?
— Sobre o restante do tempo não sei responder. Mas sei o que podemos fazer agora.
— E o que é?
— Continuar as coisas de onde paramos naquele dia antes de ser interrompidos pela Hope.
Segurou em meu rosto, como no dia citado.
— Edward...
— Você não quer?
— Me beija.
Não precisei dizer mais nada para sentir os lábios de Edward nos meus.
Como naquele dia, envolvi as mãos por dentro da sua camisa. Enquanto as dele não demoraram a mover-se, uma para minha cintura, enquanto a outra se infiltrou no meu cabelo, dando intensidade e mais vigor ao beijo.
Nossas línguas, agora já velhas conhecidas sabem como tocar, envolver-se. Sei como Edward reage quando chupo a sua e ele sabe como me deixa quando as entrelaça, finalizando, por hora, nossa primeira rodada de beijos, mordi seu lábio inferior ao nos separar.
— Bella...
— Huuum?
— Eu quero você.
— Eu também.
— Quero aqui, agora.
— Aqui no estábulo?
— Não foi você que disse que só funcionamos em lugares abertos? Se oferecer ir para o meu quarto você não vai querer.
— Mas Edward. Alguém pode nos pegar aqui.
— Não corremos esse risco nos outros lugares também?
Questionou, mas já me puxando consigo para mais ao fundo do estábulo, em uma parte não tão visível por sorte.
Foi então que reparei em coisa específica.
— Você quer realizar sua fantasia de transar no feno?
— Topa?
— Você realmente nunca fez isso com ninguém?
— Não. Já disse, só fiquei com uma mulher na Silver Horse, faz muitos anos e ela não passou da sala.
— Então se prepara Cowboy.
O empurrei para sentar no monte de feno atrás de si, imediatamente me sentando em seu colo, vi seu sorriso e brilho nos olhos antes de fechar os meus ao voltarmos a nos beijar.
Não demorou para nossas camisas saírem do corpo, ele como usa só essa, ganhou os carinhos no dorso nu primeiro. Desci beijos pelo seu pescoço, sentindo a barba começar a crescer e que sexy as sensações produzidas em meu corpo com o atrito.
Continuei descendo os beijos, lambidas e mordidas por seu peito, barriga até o cós da calça, mas sem fazer menção de abri-la, então voltei refazendo os passos até encontrar novamente sua boca.
Suas mãos se apossaram da minha bunda, apertando e movendo mais de encontro ao seu pau em meio aos nossos beijos. Precisando eu mesma sentir mais, nos afastei um instante para tirar a regata e o sutiã.
— Um mini striptease, gostei.
— Um mini mesmo, pois hoje é o dia de outra fantasia.
— Porra Bella não diz isso. Você faria um striptease completo?
— Quem sabe Cowboy. Se você fizer por merecer... – Pisquei.
Ele me agarrou em um novo beijo, ao mesmo tempo em que suas mãos subiram para os meus seios, tocando do jeito certo e sedutor que só ele sabe.
Mas foi só nossos lábios se separarem que suas mãos em meus seios foram substituídas por sua boca, sua deliciosa boca.
— Isso Edward, chupa meus seios... Assim. — Sua língua enrolou um mamilo, depois sugou todo o seio para a boca, mamando-o. – Um... Dia...
— Sim?
— Não para.
— Não pretendo.
Ele se calou começando a me torturar na outra mama, com isso perdi o raciocínio novamente, foi sacrifício lembrar o que dizer em meio a tanto prazer.
Tive que afastar sua boca do meu corpo para conseguir.
— Um dia você conseguirá me dar um orgasmo só chupando meus seios.
— O farei com prazer.
Fez menção de voltar a me tocar, mas o segurei.
— Falei um dia, não hoje. Para hoje meus planos são outros.
O beijei de forma intensa, mas logo nos separei descendo novamente beijos por seu corpo, mas com um novo objetivo.
Abri seu cinto, desci o zíper da calça e com a ajuda de Edward baixei a mesma e a cueca, liberando seu membro pulsante para apreciação.
— Como sempre animado...
Falei começando a manuseá-lo.
— É como ele fica só de pensar em você.
Praticamente gemeu no fim quando aumentei a intensidade dos toques.
— Ah, é? – Assentiu. – E como ele ficará caso sinta minha boca?
— Feliz. Bem mais animado.
— Mas será que você está merecendo?
Segurei a base começando a mexer também com as bolas.
— Porra Bella. Por favor...
Seus lindos olhos verdes praticamente suplicaram.
Passei o dedo na glande recolhendo um pouco do pré-gozo que já se faz presente levando aos lábios.
— Bom... Não sei se você está merecendo Cowboy, mas eu mereço me fartar com essa delícia de pau.
— Caralho! Bella! Porra! Delícia!
A chuva de palavras soou aos meus ouvidos no instante que comecei a chupá-lo, primeiro enrolando a língua na cabeça e continuando a masturbação, para só depois, pouco a pouco ir chupando-o por completo, quer dizer, até onde dá.
Se quase não sou capaz de acomodá-lo todo com minha boceta, com a boca não acredito que conseguirei fazê-lo completamente também, mas quem sabe nesse verão aprenderei finalmente a técnica da garganta profunda...
Continuei intercalando as carícias. Masturbando a base, subindo e descendo ao chupá-lo, dando atenção também às bolas, lambendo a cabecinha e todo o cumprimento para lubrificar.
— Bella. Bella. Bella. Bella...
— Acho que nunca ouvi meu nome tantas vezes seguidas. – Brinquei.
— E eu acho que nunca recebi um oral tão bom assim.
— Acha? Não sou mulher de achismos, quero ouvir uma confirmação.
Voltei a cair de boca.
— Assim... Assim... Porra. Vai Bella, chupa. Engole meu pau.
Sua mão veio para o meu cabelo, de primeira auxiliando nos movimentos, mas depois afastando-o para ver meu rosto.
— Você é boa, boa não, maravilhosa. Cacete! Aí Bella!
Percebendo que ele não durará muito mais, aumentei a masturbação, focando em chupar a cabecinha estimulando seu gozo, olhando-nos trocamos pelos olhares as manifestações do nosso prazer.
— Vem Edward. Quero que goze na minha boca.
— E você vai engolir tudo?
— Até a última gota.
— Caralho Isabella!
Nunca meu nome foi pronunciado de forma tão sexy.
Aumentei a intensidade dos toques e seu corpo começou a tremer indicando o orgasmo.
— Isso, isso, ah, porra, chupa, engole...
Edward gozou e engoli toda sua porra, não deixando uma gota sequer escapar.
Quando ele relaxou, seu pau não descansou como todo, então continuei a tocá-lo de leve para se aprontar de novo.
Subi beijos por seu corpo, mas logo Edward agarrou meu cabelo puxando minha boca para sua e nesse momento me entreguei.
Edward pode ter os defeitos que quiser, mas só de não ser dos caras hipócritas que não beijam na boca depois que a mulher faz oral e engole, já tem milhares de pontos.
Tenho certeza que nossos lábios ficarão inchados depois, tamanha a intensidade dos beijos, mas quem está ligando para isso, não é mesmo? Eu com certeza não e tenho certeza que essas preocupações tão pouco passam pela cabeça de Edward.
Suas mãos habilidosas logo abriram meu jeans e tivemos que nos separar para poder tirar a calça, porém quando fiz menção de baixar a calcinha, Edward mais uma vez rasgou o tecido.
— Caralho Edward, que porra!
O cretino riu do meu destempero, irritada desci um tapa em seu peito.
— Porra Bella isso dói.
— É para doer mesmo. Porque você rasgou minha calcinha de novo? Se tirei a calça não podia tirar a calcinha também?
— Não pensei nisso. É mais forte do que eu, quando vejo essas peças só tenho vontade de arrancá-las do seu corpo o mais rápido possível.
— Nesse ritmo vou acabar sem calcinhas. Você esquece que não estou em casa? Vim com roupas contadas. Elas vão acabar.
— Quantas você trouxe? Me dê um número e prometo destruir cada uma delas...
— Não vou deixar você acabar com as minhas calcinhas!
— Relaxa Bella, se elas acabarem mesmo, compro uma loja toda nova, só para ter o prazer de rasgar de novo, mas nada vai me impedir de ter acesso a essa bocetinha deliciosa.
Passou os dedos por meus lábios internos, espalhando a excitação e acariciando meu clitóris.
— Você é um idiota. — Tremi.
— Um idiota que vai te foder forte e fundo em instantes...
Continuou a me estimular, distribuindo beijos no pescoço.
Voltei a tocar seu pau e não sei se é por conta da discussão ou por puro tesão mesmo, já está a ponto de bala de novo.
— Vai me foder forte e duro? – Sussurrei em seu ouvido.
— Sim. Do jeito que sei que você gosta.
— Então o que está esperando Cowboy?
— Você montar. Hoje será o teste fatídico para provar se é realmente uma boa amazona. — Sentenciou. – Senta.
Segurou seu pau erguido em minha direção, encarando-nos com olhar de desafio, comecei a sentar...
— Oh, isso.
— Vai Bella. Isso, suga meu pau com essa bocetinha gulosa.
— Edward, porra de...
— Sim, você vai sentir minha porra, mas antes vai cavalgar bem gostoso no meu pau!
— Oh, Deus...
— Não, o Senhor não tem nada haver com o que estamos fazendo. Meu nome Bella, fala o nome de quem está te fodendo.
— Edwa... — Engasguei quando ele meteu mais fundo. – Edward! Edward! Assim. Vai!
— Isso, rebola Bella, rebola gostoso. Porra você recebe tão bem meu pau.
Não sei se as costas de Edward ou até mesmo a bunda estão incomodadas por estar direto no feno, ainda mais com nossos movimentos furtivos, porém apesar de me preocupar com sua integridade física, no momento não vejo como pararmos.
Edward botou as mãos na minha bunda ajudando meu corpo a subir e descer rebolando, impulsionando mais nosso contato e voltou a chupar meus seios.
Enquanto apoiei uma das mãos em seu ombro e desci a outra desenfreada arranhando conforme nosso prazer aumenta.
— Isso Cowboy, continua. Me fode. Forte e duro.
— Não, hoje você é a Calgirl que está me fodendo.
— Quer dizer que só precisava transar com você para ganhar meu título de Cowgirl?
— Não. Esse você ainda terá que porra... Bella. Caralho de mulher gostosa. – Mordeu meu ombro. – Não. Esse. Título. Você. Ainda. Terá. Que. Conquistar!
Falou de forma espaçada quase sem conseguir pronunciar.
— O que estou te dando é de Calgirl. Minha garota da Califórnia e futura Cowgirl atestada pela Silver Horse.
Cacete!
Esse homem não pode falar uma coisa dessas nesse momento.
Não.
Não.
Não.
Não posso me envolver!
— Me beija. Só me beija e não para, por favor.
Edward fez o que pedi e não desgrudamos os lábios até o instante que nossos corpos sucumbiram ao prazer.
Nos entregamos ao mesmo conectados de todas as formas possíveis com os gemidos engolidos por nossas bocas...
Quando nossos corpos começaram a se acalmar paramos os beijos descansando o rosto no pescoço do outro...
— O que está acontecendo aqui?
— Oh, meu Deus!
Ouvimos a voz de Emm e Rose.
Imediatamente travei, mas Edward com uma agilidade imprescindível nos virou cobrindo meu corpo com o seu.
— Vão para lá!
Instruiu aos dois.
Não faço ideia se eles saíram ou a que distância estão, já que no momento só tenho Edward em meu campo de visão.
— Você está bem? – Questionou.
— Sim. E você?
— Sim. Não acredito que fomos pegos.
— Falei que tínhamos que começar a fazer isso em uma cama Cowboy.
Pisquei e ele sorriu me dando um selinho.
— Quem sabe na próxima.
Piscou de volta e sorrimos
Não faço ideia de como as coisas ficarão agora que fomos pegos por Rose e Emm.
Porém nesse instante, vendo o sorriso de Edward e também o brilho em seus olhos, não consigo me arrepender de nossas ações, apenas me alegrar por elas...
CONTINUA.
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