Promises in the Dark
13 O Enlace
Notas iniciais
POV Bella
— Sim. Eu quero te beijar, quero que me beije e que façamos exatamente o que desejamos nesse momento...
Ele cobriu minha boca com a sua e me entreguei.
Não estou ligando para quem somos, onde estamos ou o que acontecerá ao amanhecer. Simplesmente me deixarei levar por tudo que estou sentindo e querendo.
Já estávamos tremendamente próximos antes de iniciar o beijo, porém ao fazê-lo Edward tratou logo de me puxar para seu colo, acabando assim com qualquer espaço entre nós.
Ao encostar em seu corpo de forma tão próxima imediatamente tremi e meu corpo arrepiou, por nossa proximidade Edward também sentiu os efeitos.
— Está com frio?
Separou nossos lábios para questionar.
— Você sabe que isso não é frio. – Ele abriu um de seus sorrisos tortos. – Não precisa ficar se achando, foi uma reação involuntária.
— Reação involuntária ou tesão? Porque me sinto exatamente da mesma forma e você pode sentir também.
Além de literalmente sentir seu pau crescendo embaixo de mim, também pude notar os batimentos acelerados de seu coração, além de um brilho especial em seus olhos.
Não quis discutir mais, ao invés disso o beijei novamente procurando aproveitar a melhor parte do nosso momento.
Efetivamente pode ser apenas a terceira vez que trocamos beijos, mas nosso encaixe é tão perfeito que parece que já fazemos isso há tempos, no momento minha dúvida é sobre descobrir se essa química toda se estenderá também aos outros âmbitos que estou disposta a percorrer com Edward nessa noite...
Em meio ao beijo ele sugou minha língua e logo após meus lábios em um toque completamente envolvente, não tive outra reação que não gemer e puxar seu cabelo grudando nossas bocas ainda mais sem intenção alguma de quebrar o contato.
Enquanto uma mão permanece em sua região capilar a outra deixei correr por suas costas nuas, constatando toda gostosura e força que Edward tem.
Nem acredito que depois de tanto tempo apenas apreciando-o de longe, finalmente o sentirei por completo!
Mesmo amando nossos beijos a vontade de explorar mais me assolou e desgrudei nossas bocas passando meus lábios por seu queixo, mandíbula, até parar em seu pescoço onde desfrutei com vigor, sentindo um gosto único que atribuí a uma mistura de resquícios de água da chuva, calor da pele e o cheiro másculo e próprio de Edward.
Suas mãos também estão me tocando de forma desenfreada, passando por minhas costas, tocando entre meus seios, descendo pela minha barriga até chegar a minha bunda, onde apertou fortemente quando em meio aos beijos dei uma leve mordida em seu pescoço.
— Porra!
Ao ouvir seu xingo não resisti dando outra mordida, dessa vez entre o pescoço e o ombro.
Nesse instante Edward agarrou meu cabelo erguendo meu rosto.
—Você gosta de provocar, não é?
— Talvez...
Ao responder passei minhas unhas levemente por suas costas causando arranhões superficiais que aumentaram o fogo nos olhos de Edward.
— Dois podem jogar esse jogo Srta. Swan.
— Então mostre seus movimentos Sr. Cullen.
Mal conclui o raciocínio quando fui calada por sua boca. O beijo durou pouco, mas foi extremamente voraz, batalhamos com nossos lábios, como fizemos tantas vezes antes com nossas palavras.
Porém essa briga em particular durou pouco, pois foi à vez de Edward quebrar o contato para passar os lábios por outras partes do meu corpo, fazendo o mesmo que fiz ainda a pouco, tocou-me até parar em meu pescoço.
Mas Edward Cullen não faz nada pela metade, ele se dedicou a me enlouquecer não apenas com os lábios, mas também com uma mão firme em meu cabelo, afastando-o da região tocada e com a outra apertando minha bunda instigando nossos corpos a um contato ainda maior.
Quando chupou minha clavícula não contive um gemido.
— Ah, meu...
— Você gosta?
Baixei o rosto para encontrar o seu.
— O que acha?
— Que está louca para que faça de novo.
Apenas ergui uma sobrancelha desafiando-o, mas perdi minha pose no instante em que repetiu a ação, dessa vez com um pouco mais de intensidade e também mais próximo aos meus seios.
Parecendo ter encontrado um novo objetivo Edward trouxe as mãos até meus seios tocando-os delicadamente ainda por cima do sutiã, aos poucos começou a passar os lábios em volta dos mesmos, na pele aparente sobre o tecido.
Quando lambeu o vão entre eles não me contive.
— Isso! Bom...
— Posso?
Indicou a retirada da peça que no momento realmente só está atrapalhando e assenti.
Ele voltou a beijar meus ombros e lentamente desceu as alças com a boca, mas sempre me provocando no processo, quando elas caíram, só então passou as mãos por minhas costas abrindo o fecho e retirando a peça por completo.
Apesar de bem resolvida comigo mesma e meu corpo, despir-me diante de um homem pela primeira vez sempre gera certo desconforto por conta da novidade, mas com Edward não senti nada disso.
As chamas da fogueira iluminam bem o local, o que nos privilegia no quesito visão e que bom. Pois não gostaria de ter perdido por nada o olhar de Edward a me ver sem a peça...
— Desde que te vi pela primeira vez atestei que é uma mulher linda, com o passar dos dias só comprovei o fato, mas agora, vendo-a assim, posso comprovar também o quanto é gostosa... – Tocou meus seios sem o tecido pela primeira vez e involuntariamente os mesmos arrepiaram em suas mãos. – Muito linda, gostosa, delícia...
Continuou com os carinhos, tocando-os de forma delicada, porém sabendo exatamente como fazê-lo.
Pensei que aguentaria bem os toques, mas vi o caminho da perdição quando ele abaixou o rosto e envolveu um deles com a boca.
— Oh, Edward...
Sua língua rodeou meu mamilo, lambeu a área e depois repetiu o ato no outro, sem nunca deixar de estimular com a mão, o ausente do contato de seus lábios.
Ele ficou nessa brincadeira por um tempo até parecer satisfeito, então literalmente caiu de boca, sugando, lambendo, chupando, levando-me a loucura total e também enviando ondas de excitação diretamente para minha região intima já tão necessitada.
— Isso, aí, chupa, assim, isso, oh...
Minhas palavras estão saindo de forma desnorteada, não faço ideia se estou sendo coerente ou não. Só sei que preciso externar de alguma forma as sensações que ele está me proporcionando.
— Como disse, sabia que era uma delícia, mas comprovar dessa maneira é muito melhor.
Não o deixei continuar a me desnortear também com palavras e o calei com um beijo, porém diante de tudo ainda sim nossos gemidos e lamúrias preencheram o mesmo.
Quando nos separamos ele voltou com os lábios aos meus seios, que aparentemente já lhe pertencem tamanha familiaridade e sensações provocadas.
Porém dessa vez não aguentei apenas desfrutar de tudo passivamente, desci as mãos até a junção dos nossos corpos, que têm se mantido em movimentos de fricção constantes e comecei a estimular seu membro também com as mãos, mesmo por cima do tecido já consigo sentir o quão necessitado Edward está e o quão bem servido é...
A cada novo toque de seus lábios em meus seios aumentei o ritmo das reboladas, porém testando-o ao máximo, já que não liberei seu pau do sufoco em que se encontra.
No entanto, não demorei a ceder, joguei o pescoço para trás quando Edward sugou um mamilo e deu uma leve mordida no mesmo, seguida de um assopro, então meti a mão dentro de sua cueca finalmente liberando seu membro sedento de alívio e pude senti-lo rígido, quente e pulsante esperando por mim.
— Caralho...
Edward desgrudou a boca do meu seio e pronunciou quando o toquei começando a estimulá-lo agora livre de qualquer barreira.
— Você também é muito gostoso.
Declarei ao continuar os movimentos, espalhando o pré-gozo já liberado na cabeça rosada e descendo a mão por seu cumprimento extenso e quente.
Puxei todo o tecido da cueca liberando não só seu pau, mas também as bolas e passei a estimulá-las juntamente com o comprimento, confesso que diante da excelência anatômica de Edward a missão não é tão fácil, mas estou me empenhando.
Ele continuou os toques em seus seios, mas intercalando o contato também com outras partes do meu corpo, enquanto continuei a masturbá-lo, aumentando e diminuindo a pressão, dedicando tempos espaçados entre as várias regiões de seu membro, mas aparentemente o tirei do sério quando passei da estimulação na cabeça para um toque mais pressionado pelo membro.
— Porra Bella. Você vai me matar!
Ele jogou a cabeça para trás apoiando os braços no chão.
— Não, não é essa minha intenção. Caso contrário com quem vou me divertir?
— Tenho certeza que você consegue se divertir muito bem sozinha...
— Isso é verdade.
Continuei os toques, mas voltei a aproximar nossos corpos, deixando minha intimidade ainda coberta, roçar em seu pau.
— Mas hoje quero me divertir com você!
O beijei para enfatizar o ponto, o senti sorrir entre o beijo e retribui o gesto, mas logo voltamos ao clima quente.
Ele me prendeu ao seu corpo com um braço passando pela minha cintura e com o outro habilmente procurou caminho por minha calcinha, a única peça que ainda nos impede do contato direto.
Também para me provocar começou seus toques por cima do tecido, mas sendo bem menos resistente do que eu, não demorou a afastar a peça e me tocar diretamente.
— Ahhh...
— Tão quente... Sua bocetinha realmente está pronta e desejosa, não está?
— Uhum...
Fui incapaz de pronunciar outra palavra diante de seus toques tão precisos.
Seus dedos trabalham de forma intensa, tocando minha intimidade de modo a espalhar minha excitação até chegar ao clitóris, onde estimulou de forma precisa, estremecendo todo meu corpo.
Por um instante perdi as forças e apenas desfrutei dos seus toques, mas logo me recuperei e passamos a nos masturbar juntos.
O tempo já é algo abstrato, tudo que consigo contabilizar são as sensações dos nossos corpos, o suor e os gemidos misturando-se diante dos toques, porém despertei do transe ao ouvir a voz de Edward em meu ouvido.
— Você tem algum apego especial a essa calcinha?
— O que? Não... – Mal terminei de falar e o senti puxar o tecido da calcinha rasgando-a. – Edward!
— Eu perguntei antes, agora não adianta reclamar.
— Não, não é isso. Essa calcinha não era nem de renda, como você...
— Não duvide da força e empenho de um homem, mas especificamente, não duvide de mim.
— Presunçoso até nesse momento.
— Presunçoso não, interessado. Interessado em senti-la por completo. Se a calcinha era o impedimento, agora não é mais. – Para provar o ponto introduziu um dedo, seguido de outro e continuou a estimulação com um terceiro em meu clitóris. – Viu só? Não estava dando para fazer isso antes. Bem melhor, não acha? – Não o respondi.
Ao invés disso continuei a masturbá-lo, passei o dedo na glande colhendo um pouco do líquido presente e o trouxe a boca provando seu sabor.
Nesse momento Edward engoliu em seco e parou com os movimentos em meu centro.
— Como você disse antes? Ah sim, delícia... — Provoquei.
— Provocadorazinha do caralho!
Sorri, mas meu sorriso se perdeu em sua boca quando me beijou.
Um beijo tremendamente feroz, não tenho dúvida que nossos lábios sentirão os efeitos amanhã, mas agora isso verdadeiramente não importa.
Trocamos beijos na boca e entre os corpos por mais um tempo, enquanto continuamos a nos masturbar, mas sabendo que não há mais o que esperar trocamos um olhar que sentenciou tudo.
— Preciso te sentir dentro de mim.
— E eu quero gozar com você.
Ele trouxe a mão que me estimulava e assim como fiz, chupou seus dedos sentindo meu gosto.
— Mal posso esperar para sentir direto da fonte, mas agora não aguento mais esperar.
— Nem eu. – Afirmei.
Em um movimento rápido ele tirou a cueca que estava presa entre as pernas e puxou sua camiseta forrando o chão para que ao menos a bunda não roce diretamente no concreto puro, sorri.
Olhando-nos firmemente voltamos a nos beijar e deixar nossos corpos se tocarem livremente, mas ao atestar a veracidade da palavra imediatamente nos separei.
— É uma pergunta retórica, porque sei a resposta. Mas você não tem camisinha aí, tem?
Notei a compreensão e frustração imediata em seus olhos.
— Porra, não. Mesmo que por ventura andasse com uma no bolso ou algo assim, teria se perdido totalmente com a chuva.
— Pois é.
Suspirei incapaz de saber o que dizer.
Não quero parar, esse desejo precisa ser saciado, porém a falta do preservativo realmente é uma grande questão.
Edward encostou a testa na minha e falou.
— Podemos parar se quiser. Ou continuar nos masturbando, posso realizar minha vontade de te chupar. A escolha é sua Bella, não farei nada que não queira.
Ergui o rosto para olhá-lo direto nos olhos.
— Eu nunca fiz sem camisinha. Apesar de tomar remédio e só ter me relacionado com parceiros fixos, nunca dispensei o preservativo.
— Eu também não, nem uma única vez. E estou completamente limpo. – Enfatizou.
— Eu também.
— Você confia em mim? Porque para prosseguirmos precisamos confiar um no outro ao máximo. Não só pelo que estamos prestes a fazer, mas pela forma que escolhermos prosseguir.
Refleti por um momento.
Pode ser loucura e imprudência total!
Apesar de conhecer Edward há algum tempo e confiar no homem que é, isso vai muito além da confiança padrão.
É algo que jamais fiz com nenhum dos meus ex-namorados, apesar de todos os sentimentos envolvidos.
E agora estou disposta a prosseguir com algo dessa magnitude com um homem que não sei nem o que verdadeiramente desperta em mim, mas com quem quero compartilhar esse momento mais do que tudo no mundo...
— Sim. Eu confio em você. — Afirmei sem qualquer hesitação.
— Também confio em você Bella.
Sorrimos e em meio à aura cúmplice, ajeitei meu corpo, segurei seu membro e aos poucos comecei a penetração.
— Porra, tão quente.
— Tão grande.
Gememos em uníssono.
Não me sentei de uma vez, por conta da novidade de estarmos naturalmente sem qualquer barreira e pelo encaixe inicial dos nossos corpos, fomos nos movimentando aos poucos.
Apesar de bem lubrificada, não foi fácil receber todo o pau de Edward, mas ele foi paciente e continuou a me tocar, deixando as coisas melhores a cada momento.
— Ah, porra. Tão bom.
Soltou quando nos encaixamos de vez.
— Sim, só espere um pouco. – Sussurrei.
— O tempo que precisar.
Me beijou delicadamente.
Continuamos a nos beijar e quando me senti pronta, testei meu corpo para subir e descer, ao fazê-lo passei as unhas em suas costas e ele gemeu profundamente em meus lábios.
Aos poucos iniciamos os movimentos de fato e porra como é bom!
O som da chuva lá fora, o calor aqui dentro, a conexão entre nossos corpos, nada nunca foi assim...
Comecei a rebolar no colo de Edward, enquanto ele bomba com avidez, meus seios pressionados ao seu peitoral e nossos lábios preenchidos deixando tudo melhor.
— Isso Bella, rebola no meu pau.
— Assim Edward, isso, ai.
— Cavalga gostosa, bem assim, delícia.
Quando já não senti qualquer tipo de incômodo, apenas prazer, segurei em seu cabelo suado, lambi seus lábios, então sussurrei de forma provocante em seu ouvido.
— Me fode! Quero que me foda com força!
— Caralho! Porra Bella! Vou foder essa bocetinha gostosa até você gozar.
Ele aumentou as investidas e passou a apertar minha bunda ajudando nos movimentos, suas mãos obviamente não se mantiveram apenas nisso, já que passaram a dar uma leve sequência de tapas espaçados que só aumentam meu tesão.
Voltei a trabalhar em seu pescoço, dessa vez determinada a deixar uma marca, não só interna, mas externa também, diante da nossa conexão não foi algo que pude evitar.
Em meio à transa Edward inclinou o corpo para trás deixando com que assuma maior ação e não me fiz de rogada continuando a rebolar sem pudor algum. Subindo e descendo, estimulando seu pau, prendendo-o e depois deixando com que preencha todo meu corpo.
Edward seguiu uma gota de suor até parar em meus seios, então voltou a chupar e lamber cada um de forma magistral, causando tremores sensacionais em meu corpo.
— Porra Edward. Mais, mais, isso, cacete, me fode!
— Esfola meu pau! Isso Bella, rebola, vamos, você é tão gostosa.
— Você também é muito gostoso e está acabando comigo, assim!
Nossos corpos começaram a denunciar a aproximação do orgasmo.
Ao perceber a mão de Edward prestes a me tocar, puxei e apesar de não precisar, mediante minha intensa lubrificação, chupei seu dedo indicador só então liberando-o para tocar meu clitóris, que era o agente que faltava para me levar à beira do abismo...
— Vem Bella, comigo. Quero gozar com você.
— Sim, sim. Edward...
Nossos movimentos, seu pau me fodendo de forma magistral e seu dedo pressionando meu clitóris no ritmo certo ocasionaram meu orgasmo...
Meu corpo estremeceu, minhas pernas contraíram e não contive um ofego mudo.
Ainda um inerte pelo meu clímax, senti Edward também alcançar seu próprio orgasmo preenchendo-me com seu gozo forte e intenso.
Ficamos em silêncio por alguns segundos, cada qual perdido em seu próprio mundo...
Nosso primeiro contato pós-sexo não foi através de palavras, mas sim com um beijo que encerrou de forma sublime a loucura que fizemos.
Quando nos separamos imediatamente senti falta do contato entre nossos corpos, Edward resgatou o que sobrou do tecido da minha calcinha e com delicadeza passou entre minhas pernas limpando da forma que deu nossos fluídos, após a ação jogou o restante do tecido sujo na fogueira.
Sem entender o porquê ri do ato.
— O que foi? – Questionou.
— Não sei.
— Não está arrependida, está?
— Não, de forma alguma. Já falei que só faço as coisas que tenho vontade. E apreciei cada momento que compartilhamos.
— Que bom, odiaria ver qualquer sinal de arrependimento em seus olhos, quando gostei tanto.
— Não se preocupe. Isso não vai acontecer. – Lhe dei um selinho. – E o que faremos agora? A chuva ainda não parou...
— Vamos tentar descansar um pouco, ver se a chuva para, pois pelo andar da hora logo amanhecerá, então tentaremos voltar para casa.
— Tudo bem.
Edward puxou a camisa estendendo próxima a camiseta já estirada no chão, tentou encaixar o corpo sobre elas, deixando um espaço para deitar ao seu lado. O fiz e ele me puxou para seus braços, deitei a cabeça em seu peito e suspirei.
— Desse jeito você não terá roupas para voltar. – Comentei.
— Minha calça ainda está intacta, é tudo que preciso para andar.
— Pois é. Bem sei que gosta de andar por aí sem camisa mesmo...
— E você tem reparado nas minhas andadas sem camisa? – Provocou.
— Só se fosse cega para não ver. – Rebati.
— Mas hoje foi muito melhor, não é? Desfrutar ao invés de só olhar...
— Vá dormir Edward, boa noite.
Bati em seu peito, dando o assunto por encerrado, mas o idiota ainda riu.
— Não tenho problema em admitir que preferi muito mais tocar a só ficar admirando sua bunda por ai. – Apesar de sorrir internamente, não dei o braço a torcer respondendo-o. – Certo. Boa noite Bella.
Deu um beijo no meu cabelo, então pouco a pouco cedemos ao cansaço e a loucura do dia, entregando-nos ao sono...
— Hey bela adormecida, hora de acordar.
Ouvi a voz de Edward de longe.
— Que piada péssima. – Rebati.
— Acho muito plausível. Mas temos que acordar mesmo, já amanheceu e parou de chover.
Espreguicei-me abrindo os olhos, encontrando os orbes verdes de Edward sobre mim.
— Bom dia.
— Bom dia.
Olhamo-nos por um tempo.
— Tenho que olhar a vaca e o bezerro, espero que estejam bem. – Informei.
— Tenho certeza que estão. Você cuidou deles muito bem.
— Fiz o que pude, mas ao voltarmos, gostaria de chamar Harry. Quero que ele examine ambos.
— O chamaremos sim, mas você precisa confiar mais em si Bella. Sabe que fez um trabalho incrível, se não fosse pelo seu esforço, eles provavelmente não teriam sobrevivido.
— Sei que tenho conhecimentos e capacidade, mas também sei que ainda preciso aprender muito mais e foi a primeira vez que fiz algo assim, ainda mais sem supervisão. É normal me preocupar.
— Certo, resolveremos isso ao voltar. Além do que, é capaz de já ter pessoas a nossa procura agora que o tempo melhorou e meus pais também devem estar preocupados, precisamos ir.
— Sim, tem razão.
Levantamos com a ajuda do outro e começamos a caçar as peças de roupa que servirão para vestirmos, novamente me espantei com a familiaridade do momento.
— Você olha a vaca e o bezerro, enquanto pego Storm e Snow, então saímos.
Olhei ao redor a procura dos animais citados, então tive uma epifania.
— Meu Deus! – Exclamei.
— O que foi?
— Não acredito que transamos no chão de um galpão abandonado, cercados por nossos cavalos, como também por uma vaca e seu bezerro recém-nascido. Quão louco somos?
— Não sei que resposta quer ouvir. Mas sei que no momento em que nos envolvemos não pensei em nenhum desses fatores, só em estar com você. – Estremeci. – Temos muitas coisas na cabeça agora, assuntos a resolver e providências a tomar. Mas quero saber se depois podemos conversar sobre o que houve? Não acredito que poderemos continuar lidando com omissões como vínhamos fazendo.
— É claro, conversaremos sim.
— Certo.
Afastamo-nos e como ele comentou foi até os cavalos enquanto me aproximei dos meus pacientes.
Ainda é difícil acreditar que realmente fiz um parto e sozinha, claro que contei com a ajuda de Edward, mas no cerne a única responsável por tudo fui eu.
Ao me aproximar atestei que aparentemente as coisas estão bem, o bezerro encontra-se nesse momento mamando e os fluídos derivados do parto já saíram quase que completamente.
Porém como disse a Edward, ainda quero uma avaliação mais profunda de Harry para atestar com confiança que tudo está bem.
Após fazer as inspeções prévias voltei para perto da nossa fogueira, juntei meus utensílios, indo ao encontro de Edward e os cavalos. Ao me aproximar fiz carinho em ambos e surpreendentemente Storm não me rejeitou, não mostrou a amabilidade de Snow, mas ao menos não foi hostil, tomei isso como um bom sinal.
— Eles estão bem? Não pegaram friagem ou chuva?
Perguntei a Edward, enquanto faço uma análise por mim mesma da situação.
— Não, ficaram seguros e bem, provavelmente tiveram uma noite ótima, só não melhor do que a nossa. – Piscou e só balancei a cabeça. – Mas você é a veterinária, acha que está tudo bem?
— Sim, apesar da chuva que tomaram não apresentam sinais de fadiga ou qualquer mucosa no focinho, isso é bom. Podemos ir.
Ele assentiu e puxamos os cavalos até fora do galpão, logo em seguida posicionando-os para montarmos.
Fizemos o trajeto até a casa sem muita conversa, focados em cavalgar rápido para chegar e também notando os efeitos da chuva no restante da fazenda.
Ao avistar a casa do Cullen um súbito alívio, misturado com medo me assolou.
O alívio por voltar sã e salva, com o sentimento de missão cumprida apesar de tudo. Mas ao ver a casa e entender que estamos finalmente de volta à realidade, a imprecisão das coisas da noite passada tomaram minha mente.
Já diante da casa, prestes a parar os cavalos percebi uma movimentação vinda de dentro da residência, acredito que por ouvir o barulho dos cavalos alguém virá conferir quem é e confirmei a teoria ao ver a silhueta de Emmett aparecer.
— Até que enfim. Rose, Esme, Carlisle, venham aqui, eles apareceram.
Emm gritou e logo as pessoas chamadas surgiram também.
Edward e eu trocamos um olhar, então paramos os cavalos, descendo.
— Graças a Deus estão aqui, sãos e salvos. Mas como? Onde? O que houve?
Esme nos encheu com as perguntas, enquanto correu para abraçar o filho e eu em seguida.
— Calma mãe, contaremos tudo. Mas o importante é que está tudo bem.
— Ainda bem, porque se algo sério tivesse acontecido estariam encrencados. Que ideia louca foi essa de sair em meio a uma tempestade daquelas?
Rose falou ao terminar de me abraçar e sorri.
— Tenho que assumir a culpa, mas em minha defesa estava atrás de uma vaca prestes a parir, que sem ajuda poderia ter morrido. – Esclareci, enquanto a vi abraçar o irmão.
— E vocês a encontram?
— Sim Emm, ela fugiu, mas foi se refugiar no antigo armazém, aquele que já pensamos em desativar algumas vezes, mas não o fizemos e que bom que não, pois foi onde a vaca se escondeu e também onde passamos a noite. – Edward contou.
— Você é realmente fogo, hein Bella? Não consegue deixar passar nada.
Emm falou ao me pegar em um abraço.
— Sinto muito por qualquer transtorno que tenha causado, mas não poderia deixar um animal sem auxílio.
— Está tudo bem, o importante é que você e Edward estão bem e que pelo visto conseguiram cuidar da vaca fujona. – Carlisle comentou e assentimos.
Ele me deu um beijo na testa e em seguida passou para o lado do filho tocando-lhe o ombro e trocando um olhar.
— Mas ainda queremos saber com mais detalhes como tudo aconteceu, porém vamos entrar vocês já foram expostos demais ao tempo.
Seguimos para dentro da casa, Esme nos ofereceu café da manhã que aceitamos de pronto, pois se tem algo que não conseguimos saciar foi à fome de comida. Então começamos a relatar os fatos da noite.
Contei sobre como soube do sumiço da vaca e do impulso em encontrá-la. Edward relatou seu lado da história de como foi avisado sobre minha ação e do nosso encontro, com a breve discussão antes de aceitar ajudar-me. Por fim relatamos como foi encontrar a vaca e como realizei seu parto.
— Já acompanhei muitos partos aqui na fazenda, mas nunca participei efetivamente de um como noite passada, foi surpreendente. – Edward comentou.
— Se você se surpreendeu, imagine eu que nunca tinha feito um? Ainda mais sem qualquer auxílio de pessoas mais especializadas.
— Mas não temos dúvidas que fez tudo certo querida e que realmente sem sua ajuda a pobre mãe e o bezerro não teriam sobrevivido, temos muito que agradecer. Ainda mais por tudo ter terminado bem, não só a eles, mas a vocês também, então que bom que teve esse impulso. – Esme pontuou.
— Pois é, o importante é que tudo ficou bem a todos. Mas após a loucura toda do parto o que fizeram? – Rose questionou.
Engoli em seco sem ter ideia do que dizer, então esperei por uma resposta de Edward.
— Após encerrar as coisas do parto resolvemos voltar à chuva para nos limpar o máximo possível, o que foi útil por um lado e ruim por outro, já que de volta ao galpão, o frio que já havia passado voltou com tudo e mesmo com a fogueira que preparei não conseguíamos nos aquecer novamente, então sugeri tirarmos as roupas molhadas.
— Muito bem filho, fez exatamente o certo. Se não estavam se aquecendo com as roupas a situação só pioraria, o melhor foi retirá-las e deixar o corpo esquentar naturalmente. – Carlisle comentou e assenti.
— Viu só Bella? Falei que era a melhor ideia. – Edward retrucou.
— Sim, comprovei isso noite passada. Mas não possuía esse tipo de conhecimento anteriormente, mas caso algo do tipo aconteça novamente, já saberei o que fazer.
— É compreensível querida, a maioria das pessoas não sabem dessas estratégias, pois geralmente não precisam. Aposto que em toda sua vida nunca tinha passado por algo assim. Mas que bom que teve o auxílio de Edward e que ambos se cuidaram.
— Sim Esme, a ajuda dele foi fundamental, não teria conseguido lidar com tudo sozinha.
— E como dormiram? Pelo que sei o antigo armazém não tem mais nada que possa ser confortável ou ao menos que sirva de apoio.
— Tenho que confessar que quase não dormimos Emm. De primeira fiquei vigiando a vaca e o bezerro, depois conversamos para passar o tempo e quando percebemos que a chuva não pararia, cedemos um pouco ao cansaço. Então Edward fez a gentileza de estender suas peças de roupa ao menos para não deitarmos no chão puro e foi isso.
— Ah, estava tentando entender até agora porque Edward voltou só de calças, no meio dos relatos estava pensando que suas camisas tinham sido usadas em algo do parto, mas agora está explicado. – Rose comentou.
— Sim, foi isso. Até falei que seu irmão ficaria sem peças para voltar, mas sabemos que ele não liga muito em andar sem camisa por ai, então tudo ficou bem. – Brinquei e eles riram.
— É claro, muito mais lógico eu ficar sem algumas peças do que Bella, não é? – Refutou. – Mas é essa a história. Agora temos que pedir para resgatarem a vaca no armazém e mais tarde chamar Harry para dar uma olhada em ambos.
— Pode deixar filho, vocês vão tomar um banho e descansar. Cuidaremos de tudo por aqui. – Carlisle falou.
— Obrigada pelo café e a compreensão, novamente peço desculpas pela preocupação.
— Fique tranquila Bella. Agora vão descansar, vocês com certeza merecem e estão precisando. – Esme pontuou e não hesitei em seguir seu conselho.
Emmett e Carlisle saíram para tomar as providências necessárias na fazenda, Esme pediu para falar com Edward um instante, então Rose e eu subimos em direção aos quartos.
— Sei que realmente deve estar cansada, desejando apenas um banho e cama, mas podemos conversar um pouco antes?
Rose questionou quando paramos em frente ao meu quarto.
— É claro Rose, entre.
Abri a porta e passamos.
— Para uma primeira experiência desse tipo até que se saiu muito bem Bella.
Sentei em frente à cômoda, enquanto Rose ficou na minha cama.
— Pois é. Voltar viva já foi um grande ganho.
— Você contará aos seus pais sobre essa noite?
— Não sei, gostaria de contar sobre a emoção de fazer o parto, mas não os imagino lidando tão bem quanto seus pais com o restante da história. – Rose riu.
— É. As pessoas não estão acostumadas a algo assim até vivenciar.
— Eu que o diga.
— Falando em dizer. Essa noite mudou as coisas entre você e meu irmão, não é?
— O que? Como assim? O que quer dizer?
Será que Rose capitou algo?
Será que está nítido as outras pessoas também o que fizemos e deixamos de falar?
— Ah, passar por algo assim com alguém muda sua percepção, no geral e com a pessoa. Além de Edward ter te ajudado com o parto, vocês contaram que passaram boa parte da noite conversando, imagino que isso os tenha feito se conhecer mais.
— Ah sim, isso, claro. Para passar o tempo o fiz jogar 20 perguntas, acredita?
— Daria tudo para ver essa cena. Acredito que Edward nunca tenha feito algo assim.
— Ele falou que não, mas foi legal, deu para nos conhecer bem, descobrimos coisas sobre o outro que acredito que nem imaginávamos.
— Então agora vocês são oficialmente amigos?
— Acredito que vínhamos desenvolvendo algo assim há um tempo. Temos nos dado bem, sem tantas discussões como antes, acho que esse momento foi o estopim da nossa trégua. E também tenho tanto a agradecê-lo...
— A atitude dele com a Hope contribuiu para isso?
— Sim, o apoio que deu com a Hope realmente foi imprescindível e agora com essa nova situação. Quem viu como começamos não diria que hoje teria tanto a agradecê-lo.
— Mas você também fez muito por ele, não só por ele, mas por todos nós da fazenda. Não só nas questões que lhe cabem como veterinária, mas também ajudou quando tivemos o problema com as sacas, apoiou Emm e eu.
— Vocês são meus amigos, só quero vê-los felizes.
— Você sabe que não é só isso. Noite passada, preocupados com vocês, Emm e eu conversamos muito. Ele falou sobre os pensamentos que tinha, que o impediam de se abrir verdadeiramente. E como Edward e você foram fundamentais para fazê-lo enxergar o caminho certo.
— Que bom ouvir isso Rose, não tinha ideia se ele tinha lhe contato a verdade, mas é bom saber que já esclareceram tudo. Vocês são muito especiais e merecem construir uma relação firme e sólida, sem qualquer receio ou medo do futuro.
— É só o que quero. Lembra-se da nossa conversa de dias atrás sobre encontrar o homem ideal? – Assenti. – Acredito de coração que o meu seja o Emm.
Comentou sorrindo e só pude acompanhá-la.
— Mas é claro que sim, não tenho dúvida alguma disso. Desde o início soube que são perfeitos um para o outro. Vejo o futuro de vocês como os dos nossos pais, com um amor sólido e duradouro.
— Tomara, pois o amo e só quero viver esse amor plenamente.
— Vocês viverão e será algo incrível. – Pisquei.
— Espero que também encontre sua pessoa especial logo, pois não conheço alguém que mereça encontrar esse tipo de felicidade mais do que você. Talvez Edward, mas não sei se ele já está preparado para algo assim ou ao menos tem interesse em encontrar alguém agora, então minha torcida é toda para você no momento.
Suas palavras me fizeram refletir sobre o assunto...
Será que estou preparada para encontrar a pessoa? É isso que quero nessa fase da minha vida? Quando tudo caminha tão bem nos outros âmbitos...
— Bella? Bella?
— Oi? Perdão, disse algo?
— Que já é hora de deixá-la descansar, você já está praticamente dormindo acordada, se mamãe souber que ainda te aluguei por esse tempo brigará comigo. Vá tomar um banho e descansar, mais tarde conversamos.
Sem condições de contrariá-la apenas assenti.
Ela levantou, me deu um beijo na bochecha e saiu do quarto. Ainda fiquei um tempo parada sem ação, até por fim levantar também e começar a me despir caminhando até o banheiro.
Quando senti a água quente cair em meu corpo imediatamente relaxei. Realmente constatando que é só disso que preciso agora.
Então meus pensamentos voltaram à noite passada...
A intensidade das coisas que vivemos.
Como parecemos entregues durante aqueles momentos.
O que tudo significou afinal?
Uma coisa é atribuir beijos a ocasiões isoladas. Nosso primeiro beijo aconteceu pelo calor do momento, envolto a uma atração não negada. O segundo acredito que já teve mais sentimento envolvido, além do claro desejo desenfreado.
Mas noite passada foi totalmente diferente.
Não só pelo fato de termos transado, o que por si só acarreta um novo nível sem precedência, mas também pela forma que fizemos.
Primeiro com o flerte intenso durante as perguntas, até nas mais simples e sem qualquer cunho sexual, então por Edward ter praticamente pedido para me beijar, não deixando que fosse como das outras vezes, um ato gerado pelo impulso.
Não, dessa vez o controle esteve em nossas mãos por todo o tempo e isso mudou tudo.
Não sei se foi apenas o estopim do nosso desejo ou significou algo mais, porém no fundo sei que sim.
Afinal de contas, Edward é o primeiro homem com quem transei que não era ao menos meu namorado, alguém com quem tinha um envolvimento emocional elevado, muito mais do que só regida pelo desejo do meu corpo.
E porra! Nós transamos sem camisinha! Isso com certeza não é pouco!
Em nenhuma vez nos meus relacionamentos ao menos cogitei essa hipótese e com ele não pensei em momento algum em negar.
Apesar de suas ofertas de pararmos ou terminarmos a diversão de outra maneira, senti em meu íntimo que não havia problema em compartilhar o momento de maneira louca e desprotegida, não ali, não com ele...
O que raios está acontecendo comigo? Não posso estar me apaixona...
Não, nem me atreverei a terminar esse raciocínio!
Foi uma coisa de momento, algo intenso, mas que acabou ali, no ato!
É algo normal e banal, as pessoas transam apenas por atração o tempo todo, o mundo inteiro lida com isso normalmente, não posso achar que justo comigo será diferente.
Posso nunca ter feito antes, mas como diz a história, para tudo sempre tem uma primeira vez e essa foi a minha.
A primeira vez que transei com um homem sem compromisso ou envolvimento especial.
Uma transa casual, sem mais significados por trás.
É isso...
A única diferença é que tive mais sorte do que a maioria, já que minha transa casual foi magnífica...
Cacete!
Edward tem que ser realmente bom em tudo?! Não podia ter um único defeito que me fizesse reclamar?
Nem colocarei em pauta sua personalidade, mas seu físico e o jeito de fazer as coisas, ele é a definição perfeita do bom amante...
Bonito, gostoso, beija bem, tem pegada, sabe como fazer as coisas e ainda tem um pau de tirar o chapéu.
Fala sério.
É possível entender por que segundo Rose, as moças da cidade praticamente se jogam em seu colo quando o veem, elas não têm do que reclamar e agora nem eu...
Mas acabou, foi uma vez só, experimentei, foi bom...
Bom só não, ótimo, maravilhoso...
— Chega Bella! Já deu. Acaba logo esse banho, esses pensamentos e vá dormir. Quando acordar tudo será só como a impressão de um sonho.
Exasperei cansada e frustrada comigo mesma pelo rumo dos meus pensamentos.
Quem sabe essa bronca interna não resolva alguma coisa, ao menos é o que espero.
Finalizei o banho, voltei ao quarto enrolada na toalha e me joguei na cama sem cerimônia.
Só preciso de um descanso e um tempo bom de sono para colocar as ideias de volta no lugar.
É isso, ao acordar tudo voltará aos eixos como deve ser...
***
Dizer que a tentativa de esquecer a noite que passei com Edward se mostrou algo impossível, é chover no molhado.
É claro que jamais esquecerei àquele momento, no entanto, ao menos consegui êxito na missão de manter-me sã, sem ceder a mais um momento de loucura.
O que também não tem sido algo tão difícil de fazer, já que desde que acordei na tarde de segunda renovada em corpo e mente, foquei minhas atenções totalmente a assuntos que realmente valem a pena ser explorados, como a recuperação e cuidado da vaca e bezerro que tratei.
Quando despertei imediatamente procurei notícia dos mesmos e fui informada da presença de Harry na propriedade, rapidamente fui a seu encontro para saber a procedência benéfica dos meus pacientes.
E foi com alívio que ouvi que fiz todos os procedimentos corretamente, que a vaca e o bezerro passam bem e terão uma vida saudável como a natureza manda.
Assim após dar uma leve inspecionada também nos cavalos que nos acompanharam pela noite, voltei à casa dos Cullen e fiz de tudo para não passar um momento a sós com Edward, sei que precisamos conversar, mas até saber exatamente o que dizer, a melhor estratégia é manter-me distante.
Encerrei a noite ligando para os meus pais e contanto tudo que houve, optei por falar a verdade, ocultando apenas a parte que não diz respeito a terceiros, mas contando da aventura por completo.
Surpreendentemente nem mamãe ou papai surtaram tanto com meu relato, apesar de criados a vida toda na cidade e nunca terem passado por nada semelhante, entenderam que algo assim é normal de acontecer estando em uma fazenda e que se consegui salvar os animais e não fiquei sozinha, tendo o respaldo da companhia de Edward, então tudo bem.
A quarta-feira foi cheia de serviço, já que passei a terça-feira praticamente de molho. Então foquei nas questões mais importantes a serem resolvidas, mas não precisei de artimanhas para evitar Edward, já que ele também teve um dia atarefado, tendo que resolver assuntos até no centro de Collierville.
Fato que também se repetiu hoje, não faço ideia do que ele tem tratado, já que além de não ter contato pessoalmente, também procurei não perguntar dele para ninguém.
Sei que é paranoia da minha cabeça, mas quanto menos cogitarem qualquer aproximação ou interesse entre nós, menor a possibilidade de suspeitarem do que realmente aconteceu naquele armazém...
Terminei minha vistoria com os animais de criação e durante o trajeto de volta aos estábulos Snow começou a dar indícios de interesse em cavalgar mais.
— Não quer voltar ainda menina? – Questionei e ela relinchou em reposta. – Tudo bem, podemos cavalgar mais um pouco, deixarei que me guie, está disposta a cavalgar por ai?
Ela deu um novo relincho, sorri e deixei que seguisse o caminho de sua escolha.
Preparei-me para qualquer possível embate, já que a melhor terra para cavalgar é próxima à fronteira com os Black, mas Snow parece ter uma ideia diferente em mente, então quando reparei nos aproximamos dos arredores do rio.
— Ficou com saudade do rio? Confesso que eu também, aqui é incrível. Sorte a sua que mora nesse lugar e poderá aproveitá-lo sempre que quiser. Eu, no entanto, sei que tenho os dias contatos para desfrutar de tudo, não só do rio, mas da fazenda e seus moradores como um todo.
Comecei a divagar nos pensamentos e aparentemente isso não agradou Snow, pois ela deu um tranco quando paramos.
— Tudo bem menina, não vamos falar de coisas chatas, já que viemos até aqui, vamos aproveitar que é melhor.
Desmontei, soltei sua rédea e a deixei aproveitar um pouco a margem do rio, como não vim disposta só a olhar, tirei a camisa, as botas e meias, ergui um pouco a calça e resolvi ao menos molhar os pés na beira do rio, porém como é impossível admirar essa natureza e não querer desfrutar mais decidi por dar um mergulho completo.
Tirei a calça e a regata, ficando só de lingerie, não dei a sorte de segunda-feira de estar com peças escuras, mas também não me importei muito, só estamos Snow e eu aqui e pelo que sei as pessoas não costumam vir até essas bandas em dias esporádicos como decidi fazer, sendo assim, apenas me entreguei novamente à imensidão do rio, aproveitando para espairecer a mente, sem qualquer preocupação.
Imersa em minha bolha de alegria e descontração, fui surpreendia com a presença de alguém que chegou de forma totalmente inesperada.
— O que você está fazendo aqui...?
CONTINUA.
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