Notas iniciais
Boa noite, tiveram uma boa semana? Espero que sim. Prontas para descobrir quem apareceu no rio e acompanhar algumas coisinhas mais? Antes de deixá-las com o capítulo quero convidar todas para conhecer minha mais recente one que postei semana passada no Valentines Day e para quem ainda não conferiu a one que postei em janeiro deixarei o link também. Interlúdio: https://fanfiction.com.br/historia/787102/Interludio/ Way To You: https://fanfiction.com.br/historia/786581/Way_To_You/ Apreciem Sem Moderação. Capítulo Postado Em: 19/02/20

POV Edward

Tudo foi real ou apenas um delírio da minha mente?

Nunca fui uma pessoa fantasiosa, esse é um ponto que me faz crer que não posso ter criado toda a noite que passei com Bella...

Foi viva demais.

Intensa.

Real.

Marcante.

Nem o delírio mais fantasioso seria capaz de projetar algo do tipo.

Então só me resta entender e acreditar que realmente transei com Bella.

E não qualquer transa, mas um dos sexos mais sensacionais que já pratiquei.

Será efeito do tempo que estava sem transar? Por isso senti as coisas com tanta intensidade? Ou o que acredito mais, derivado por conta da parceira com quem me relacionei...

Bella é realmente um furacão.

Se tinha alguma dúvida disso, deixei de ter no momento que ela disse que queria entregar-se como eu.

E realmente o fez.

Qualquer mulher em seu lugar teria não só rejeitado a ideia por completo ou ao menos reclamado do lugar e as condições que estávamos.

Mas não Isabella Swan.

Ela em momento algum se importou de estarmos em um galpão antigo, no chão duro, após realizarmos um parto juntos e nos recuperando da intensa chuva.

Porra!

Ela não hesitou em continuar as coisas mesmo após atestarmos a falta do preservativo!

Realmente nunca transei sem camisinha. Sempre fui tremendamente sensato nesse aspecto. Não creio que houveram muitas situações também que tive que abrir mão da relação por falta do preservativo.

E também cuido da minha saúde regularmente, por conta de todo trabalho na fazenda, mamãe faz questão que todos estejam sempre saudáveis, por isso as consultas para todos os funcionários são regulares e em meio à bateria de exames sempre aproveito para atestar minha saúde sexual também.

Porém o momento foi de total confiança, assim como atestei estar limpo e Bella confiou, confiei na sua palavra também, surpreendentemente sem receio algum.

Mas nossa situação foi diferente em muitos aspectos.

Ali, em meio à aura que estávamos se tivéssemos parado, realmente teria sentido muito.

Claro que poderíamos ter continuando a curtir de outras formas, como sugeri a Bella e também ficaria muito satisfeito se tivesse feito às outras coisas, mas quando nos conectamos por inteiro, sem qualquer barreira foi, não há palavras...

Nunca senti nada igual.

Essa noite ficará marcada para sempre.

Não sei dizer como ou porque, mas realmente fizemos algo diferente, ao menos eu nunca fiz uma loucura tão grande assim. E também nunca senti tamanha conexão com uma mulher antes.

No entanto, mais que tudo, não faço ideia do que faremos a partir de agora. Bella prometeu que conversaremos sobre tudo. Porque não é normal compartilhar esse tipo de momento sem uma explicação lógica.

Dar beijos furtivos é uma coisa, atribuo os mesmos totalmente a nossa atração incontestável. Mas nossa transa também pode se encaixar nesse aspecto?

É o que preciso entender e acredito que só o farei com a ajuda de Bella, mas para isso temos que conversar. Coisa que desde segunda não fazemos.

O único com quem conversei ao menos um pouco sobre tudo foi Emmett, mas pela primeira vez na nossa amizade, não contei a ele toda a história.

Bella e eu não combinamos de manter segredo, mas se até hoje não falei ao menos dos beijos, achei que devia continuar guardando, ao menos, por enquanto, a questão também da transa...

— Cara que loucura a de vocês, hein? – Emm comentou.

Ao acordar depois de um merecido descanso diante de tudo que vivi. Decidi dar uma olhada nas coisas da fazenda, apesar de confiar plenamente não só em meus funcionários, mas em Emmett para administrar tudo sempre que preciso me ausentar, o instinto de controle não me deixa por muito tempo.

Então ao me sentir recuperado e com disposição para fazer uma ronda sai de casa a caminho do estábulo para pegar Storm e seguir com o propósito, mas em meio ao mesmo Emmett me encontrou e decidiu cavalgar comigo.

— Bota loucura nisso. – Respondi.

Ele não sabe, mas minha resposta abrange questões muito mais complexas.

— Você se mete em cada enrascada.

— Eu? Bella que saiu como uma doida em meio a uma tempestade para ir atrás da vaca.

— E você foi atrás dela, mesmo sabendo dos riscos.

— É claro. Você queria que a deixasse sozinha e desprotegida em meio a uma situação dessas?

— Não. Mas você também não hesitou em se lançar para ajudá-la.

— Na verdade meu objetivo era trazê-la de volta para casa. Coisa que consegui fazer apenas na manhã seguinte, pois você sabe como Bella é.

Determinada até doer nos ossos.

— Mais teimosa que qualquer mula que tenhamos esbarrado pela vida. – Completei.

— Ela realmente é. Mas também quase sempre tem as melhores intenções. E consegue alcançar os objetivos que almeja.

— Posso considerar que ela tem muita sorte?

— Não. Se tem algo que não podemos atribuir a Bella, é sorte. Sabemos que ela tem um talento natural. Assim como sua obstinação.

— Eu sei. E esse é quase sempre o problema. Ela faz loucuras sim. Mas como quase sempre tem razão, somos obrigados a embarcar na dela. Ou eu sou no caso, já que na maioria das vezes eu que me envolvo mais diretamente com as coisas que ela faz.

— É verdade. E o que realmente fizeram a noite toda? Porque não acredito que conseguiram dormir depois de fazer o parto.

— Nós conversamos. Bella teimou quando sugeri tirarmos as roupas.

— Ah, dá um desconto, ela realmente nunca passou por algo assim, é normal estranhar. Mas o importante é que entendeu que você não estava arrumando desculpas para vê-la quase nua e só queria garantir a segurança dela.

— Obviamente. Capaz de querer alguma coisa com ela...

Onde aprendi a mentir com essa naturalidade? Ainda mais para Emmett?

— Menos. Já confirmamos que Bella é uma mulher maravilhosa. Não teria problema se sentir atraído por ela.

— Certo, certo, tanto faz.

Dispersei logo o assunto.

— E o que fizeram depois?

— Ela sugeriu jogar um jogo de 20 perguntas.

— E você topou?

— Não tínhamos nada melhor para fazer, ao menos deu para passar o tempo e foi divertido. Conheci um pouco mais da Bella, descobri coisas que não imaginava.

— Tipo o que?

— Ah, o que se conta no jogo das 20 perguntas, fica no jogo das 20 perguntas. – Provoquei.

Ele revirou os olhos enquanto dei risada.

— E depois dessas perguntas vocês dormiram?

— Isso.

— E como mesmo?

— Não confortavelmente. Mas estendi minha camisa e a camiseta no chão, Bella e eu deitamos do jeito que deu. Mas cansados do jeito que estávamos, acabou servindo.

— Pois é. Depois de tudo que passaram, qualquer lugar serviria para tirar um sono.

— Foi o que aconteceu.

Apesar da parte do desconforto quanto ao chão duro, dormir com Bella não foi nem um pouco ruim, ainda mais depois de tudo.

E ao acordar, antes de despertá-la, fiquei por um tempo admirando seu rosto sereno e tranquilo.

Embasbacado com sua beleza, mas também com a sua forma máxima de mulher...

De repente Emmett começou a rir do nada.

— O que foi?

— Estou pensando. Na verdade penso nisso em boa parte do tempo.

— No que?

— Em quando Bella for embora. Como as coisas ficarão aqui na fazenda. Ela veio passar apenas três meses, mas quando for, deixará muitas mudanças por aqui, algumas acredito que marcadas para sempre.

Assenti, mas não disse nada. Já que essa é uma questão a qual também me pego pensando constantemente.

Por mais que pareça que Bella já é de casa, que pertence não só a Silver Horse, mas ao seio da minha família. Por nenhum momento esqueço que seus dias aqui são contados.

Que a cada nascer do sol somos brindados com um novo dia em sua presença, mas com a chegada do crepúsculo, ele leva não só o dia vivido, mas também deixa claro que os dias de Bella aqui estão acabando.

— Será que depois que for embora voltará algum dia para nos visitar?

— Não sei Emmett. Isso você tem que perguntar a ela, eu não leio mentes para saber. E mesmo se lesse, não tenho dúvidas que a de Bella seria uma das que não conseguiria. Aquela mulher é um completo mistério para mim.

— Eita. Que bicho te mordeu?

— Nenhum. Mas agora chega de papo, já perdi tempo demais com assuntos sem sentido, tenho que me concentrar no que realmente importa.

Dei o assunto por encerrado...

Desde então Emmett não voltou a tocar em qualquer assunto relacionado à Bella e a própria também parece estar fugindo de mim.

É certo que as coisas na fazenda estão tumultuadas, o tempo livre está sendo escasso, mas quantas não foram às vezes que mesmo em meio à correria, jornada de trabalho e até problemas, conseguimos conversar normalmente?

O que me faz acreditar que talvez minha vizinha de quarto esteja realmente fugindo de um confronto comigo.

Não confronto no sentido de discussão, mas só a conversa pendente que temos. Não quero nada mais do que tentar entender o que aconteceu, na verdade mais o porquê. Saber se ela tem alguma resposta válida, já que eu mesmo não consigo encontrar ainda uma que me satisfaça.

Em meio à cavalgada do fim do dia encontrei com Santiago.

— Boa tarde Edward.

— Boa tarde Santiago.

— Apreciando a cavalgada?

— Sim, mas estou mais em modo vistoria do que só aproveitando.

— Você realmente não para, hein?

— Não posso.

— Sei. Você está bem? Não o vi desde os acontecimentos de segunda.

— Tudo ótimo. A preocupação era com os animais, estando tudo bem com eles, ficou tudo certo.

— Vocês são malucos. Mas jovens, não é? O que esperar de vocês?

— Não sou mais tão jovem Santiago e você sabe.

— É para se meter nesse tipo de coisa. Mas pelo que ouvi só o fez por conta da Bella, ela também está bem?

— Sim. Bella está ótima. Tenho certeza que teria ficado bem até sem a minha presença.

— Mas que bom que estava com ela para ajudar. Bella é uma moça competente, mas tem certas coisas que só alguém que já passou pela experiência sabe como lidar.

— Pois é.

— E você sabe onde Emmett está?

— No momento não, porém o ouvi dizer mais cedo que irá lá para casa mais tarde ver a Rose.

— Ótimo, ele pode aproveitar. Agora não tomarei mais seu tempo. Boa cavalgada.

— Obrigado Santiago. Bom descanso.

— Obrigado.

Ele continuou caminhando em direção a sua casa, enquanto dei rumo em Storm.

Ao terminar os afazeres decidi dar uma olhada pelos campos da fazenda, sempre tenho o costume de fazê-lo e em meio a tudo que tem acontecido, nunca é demais estar atento a tudo.

Já tendo olhando bons campos de terra, ia guiar Storm rumo a minha casa quando o mesmo decidiu seguir por outro caminho.

— Onde está querendo ir amigão? Não quer voltar para casa ainda?

Ele continuou cavalgando.

— Tudo bem, podemos dar uma volta, quero só ver aonde nos levará.

Deixei-o livre para galopar no ritmo desejado intrigado com seu destino. Porém não demorei a descobrir sua direção.

— Quer tomar um banho de rio?

Storm relinchou.

— Mas você não toma banho no rio, então seu interesse é só pastar um pouco pela ribeira?

O cavalo não se manifestou, apenas continuou seguindo em frente.

— Pois bem, você pode não apreciar a água em sua totalidade. Mas eu posso, um banho de rio até que cairá bem agora. Muito bem Storm.

Empolgado com a perspectiva de tomar um relaxante banho, me surpreendi ao enxergar próximo ao mesmo uma familiar égua branca.

— Você sabia que Snow estaria aqui? Storm... – Paramos o galope e desci.

Ficando frente a frente com meu cavalo.

— Storm? De alguma forma você sabia que Snow estaria aqui?

Ele relinchou.

— Você está se engraçado com a égua da Bella?

Dois relinchos.

— Você entendeu o que quis dizer, não tente me enganar, pois te conheço desde que era só um potro.

Bufou.

— Espera um pouco, se Snow está aqui, significa que Bella também está. E se não a estou vendo, deve ser porque está no rio. De repente a ideia de tomar banho ficou muito mais interessante... Muito bem Storm, ainda vamos esclarecer essa história de estar correndo atrás da Snow, mas agora pode aproveitar e fazer o que veio fazer. Conversamos depois.

Deixei o cavalo livre para ir de encontro à égua, que ao sentir a aproximação do meu garanhão, não mudou a pose, continuando a comer sua grama tranquilamente.

Tão igual à dona, só espero que ela não deixe Storm doido como eu.

Engraçado como não consigo associar Snow a uma égua da fazenda, mesmo sabendo que ela é nossa, sua conexão com Bella é tão clara que faz com que acredite que ambas sempre estiveram na vida de outra, assim como é a relação entre Storm e eu.

Deixei os pensamentos sobre os cavalos de lado ao me aproximar do rio vendo Bella nadar despreocupada no mesmo.

Para meu azar ela não está totalmente nua, mas para a sorte, seu conjunto íntimo é de um tom claro de azul que dentro da água fica quase transparente. Me dando uma visão privilegiada de seu corpo e ativando memórias de quando a tive em meus braços...

Terminando de me aproximar comecei a abrir a camisa, foi nesse instante que ela notou minha presença.

— O que você está fazendo aqui?

— Vou tomar um banho de rio. O que mais teria vindo fazer?

Respondi tirando a camisa e começando a puxar as botas e meias para fora do corpo.

— Você me seguiu?

— É claro que não Bella. Não seja absurda. Estava cavalgando com Storm e decidimos espairecer um pouco, só isso.

Omiti por hora o aparente interesse entre nossos cavalos.

— Certo.

— E você? Posso saber o que veio fazer no meu rio?

Seu rio?

— Sim, meu. A Fazenda é minha, o rio pertence à fazenda, portanto é meu também.

Ó vossa senhoria. Perdão por desfrutar da sua propriedade sem sua permissão prévia. Se quiser posso sair.

— Não, você pode ficar, desde que saiba que o rio é meu.

— É claro, não esquecerei isso. – Revirou os olhos e ri.

— Mas ainda não respondeu o motivo do banho vespertino.

— Acho que o mesmo que você. Estava cavalgando com Snow quando ela rumou para esses lados. De primeira pensei só em molhar os pés, mas essas águas são irresistíveis demais para não aproveitar por completo.

— Eu que o diga.

Terminei de tirar a calça com Bella concentrada em meus movimentos.

Fiz menção de baixar a cueca, mas ela protestou.

— Você não vai tirar tudo, vai?

— O que teria demais? Não seria a primeira vez que nadaria pelado.

— Mas você não está sozinho. Ou costuma nadar pelado quando está acompanhado?

Notei uma pontada de ciúme em sua voz?

Balancei a cabeça e mantive a cueca para entrar no rio.

— Não. Não costumo nadar nu quando acompanhado. Na verdade não costumo nadar acompanhado. Nu já é mais comum. Porém não preciso de tanta restrição com você.

— Por quê?

— Porque temos intimidade, você já me viu nu.

— Em uma ocasião bem diferente.

— Já que tocou no assunto...

— Não toquei em assunto algum.

Me aproximei parando a centímetros de distância.

— É verdade. Você tem fugido de mim e da nossa conversa pendente.

— Não tenho nada.

— Então porque prometeu que conversaríamos e até agora nada?

— Esses dias foram atribulados, muitas coisas a fazer. Imagino que também teve muitos afazeres.

— Alguns. Mas tivemos outras oportunidades de conversar, após o jantar, no corredor em frente aos nossos quartos, como costumamos fazer. – Ela ficou em silêncio, mas continuamos a nos encarar. – Não tem nada a dizer?

— Na verdade não sei o que dizer. O que você quer ouvir?

— Não quero ouvir nada além da verdade. Quero tentar entender o que há entre nós. Você não quer?

— Sim. É claro que quero. Mas parece algo realmente difícil de entender. Um ponto que acho que não há dúvidas é que nos sentimos atraídos, caso contrário não teríamos feito tudo que já fizemos.

— E você acha que tudo se resume a isso? Atração?

— Não sei. Esse é o ponto. Mas diga você o que acha? Se tem uma perspectiva diferente, por favor, compartilhe. Não sou a única que pode dar respostas aqui.

— É verdade, você tem razão. Mas confesso que também não sei o que pensar. – Respondi frustrado.

Bella saiu de perto de mim nadando para longe. Aproveitei para mergulhar e tentar esfriar a cabeça também.

— Nunca fiz algo assim. – Soltou de repente.

— Assim como?

Sexo casual. Somente transei com parceiros com quem tive um relacionamento e cumplicidade. Talvez seja essa a questão, não estou sabendo lidar com algo que não passei antes.

— Isso não conta, ao menos comigo. Diferente de você, nunca transei com alguém estando em um relacionamento, minha vida é regrada a sexo casual, porém as coisas entre nós não se enquadram em nada do que vivi antes.

— Será que temos algum problema? É porque nos detestamos quando nos conhecemos?

— Mas isso já passou. Ao menos da minha parte. – Enfatizei.

— Da minha também Edward, a impressão que tenho de você hoje é completamente diferente da que tive quando nos conhecemos.

Voltamos a nadar ao redor do outro, próximos de certa forma, mas ainda sim distantes, parecendo reprisar nossa confusão mental.

— Acho que devemos parar com isso.

— Com o que?

— Com os momentos furtivos que compartilhamos. Os beijos e o sexo.

— Acha que conseguiremos? Até hoje não foi tão simples de evitar.

— Porque nunca paramos para conversar sobre e entender as questões. Coisa que estamos fazendo agora. Tudo é possível com força de vontade.

Me aproximei novamente.

E é o que você quer? — Questionei.

Você quer algo diferente? — Rebateu.

— Não sei exatamente o que quero. – Pensei em me afastar, mas mudei de ideia – Na verdade sei sim.

Ela fez menção de falar algo, mas a calei com um beijo.

Que para minha surpresa foi retribuído com muito entusiasmo...

Porra!

Faz só dois dias desde a última vez que nos beijamos, mas posso jurar que meus lábios já sentiram falta dos dela, terei que voltar a pensar na teoria que essa mulher jogou um feitiço em mim, porque não é possível estar tão envolvido desse jeito.

Minhas mãos rapidamente desceram para tocar seu corpo, assim como as dela passaram para meu pescoço e ombros.

Aproveitei o beijo como se fosse o último, o que espero realmente que não seja, mas quando o assunto é essa mulher, tudo pode acontecer.

Quando separamos os lábios por um instante, questionei.

— Você quer isso?

— Sim.

— E vamos conseguir entender o que é essa coisa que rola entre nós?

— Espero que em algum momento sim, mas agora meus pensamento só conseguem focar em uma coisa.

— No que?

— Em sentir você...

Não esperei mais nada para beijá-la de novo.

Dessa vez já sem tantos receios, apenas determinado a aproveitar o momento, depois veremos o restante das questões...

Nossas mãos continuaram sem se conter pelo corpo do outro. Bella desceu as suas pelas minhas costas, arranhando a pele, fazendo minhas pernas quase perderem equilíbrio, mas não deixei por menos ao tocar em sua bunda pressionando sua intimidade na minha, arrancando um gemido seu que foi abafado por nossos beijos.

Quando nos separamos em busca de ar ela desceu os lábios pelo meu pescoço, lambendo a região, roçando os dentes em meu queixo até voltar a minha boca.

Querendo ter mais contato ergui seu corpo, fazendo-a imediatamente entrelaçar suas pernas no meu quadril.

— Você já está tão animado. – Sussurrou.

— Impossível não ficar perto de você.

— Edward...

Achei que ela diria algo mais, porém apenas voltou a me beijar.

Aproveitando a proximidade dos nossos corpos subi as mãos para seus seios, tocando-os de início por cima do sutiã, até retirar a peça que no momento só está atrapalhando. Quando a deixei desnuda da cintura para cima pude finalmente começar a tocar seus seios do jeito que gosto.

Interrompemos o beijo, passando os lábios pelo pescoço e ombro do outro, comecei a puxar os mamilos de Bella delicadamente de início, mas com um pouco mais de pressão no fim, arrancando gemidos sôfregos dela.

— Edward...

— Oi? – Continuei o afago.

— Você... Suas mãos...

— Será que suas palavras voltarão se usar minha boca? – Inclinei a cabeça lambendo um mamilo, passei ao outro a sentindo estremecer. – Huuum, não teve o efeito esperado, você ficou muda de repente, acho que tenho que me esforçar mais.

Subi mais seu corpo, para que seus seios fiquem na altura do meu rosto e comecei a tratá-los com o devido cuidado.

Lambi novamente um mamilo, depois o suguei com a boca, enquanto continuei a massagear o outro com a mão.

Intercalei os carinhos entre os dois, até começar a sugá-los como um bebê faminto, trazendo prazer a Bella e eu quase na mesma medida, já que suas mãos demonstram o mesmo passando por meu cabelo e guiando de certa forma os movimentos.

— Edward. Cacete. Isso. Continua. Você chupa tão bem, como pode?

— Anos de prática? – Provoquei.

Ela puxou meu cabelo, mas não do jeito outrora, dessa vez com força.

Porra Bella.

— Cala a boca e continua que é melhor.

— Isso é ciúmes?

— Não seja idiota. Mas você gostaria de ouvir nesse instante que sou boa em algo por ter praticado muito com outros? – Rebateu e entendi o ponto.

Imediatamente uma raiva súbita me assolou em pensar em Bella com outros, o que é totalmente ridículo, mas incontrolável.

A beijei para tirar essa imagem da mente e trazer o foco de volta a nós.

— Chupo seus seios tão bem, porque eles são maravilhosos, doces, suculentos e cabem perfeitamente na minha boca.

Enfatizei o ponto sugando um seio quase que completamente e saboreando como um verdadeiro doce. Seus gemidos foram à confirmação que estamos no mesmo ponto novamente.

A fricção dos nossos corpos durante todo esse tempo foi me deixando cada vez mais duro e quando Bella começou a me masturbar, mesmo dentro da água, não me contive em gemer alto também.

— Bella...

— Você já está tão duro.

— Culpa sua.

— Então devo fazer algo para reparar, não é?

— Com certeza. O que pretende?

— Acomodá-lo bem aqui.

Pegou minha mão levando a sua boceta quente e molhada.

Porra.

Comecei a passar os dedos, enquanto ela continua a me masturbar também.

— Chega! Preciso sentir você agora.

— Que bom que concordamos nisso.

Acredito que Bella não entendeu bem a que me refiro, mas logo descobrirá.

Comecei a caminhar em direção a grama.

— Não vamos transar dentro do rio?

— Não é possível fazer o que quero aqui dentro.

Ela me olhou com uma expressão confusa.

Quando pisamos o pé na grama nos soltamos, mas antes que deitasse a virei inclinando seu quadril.

Ela voltou o rosto a minha direção me brindando com suas lindas orbes chocolates completamente capazes de me tirar do eixo.

— Vamos fazer sua posição favorita hoje?

— Ah vamos, mas antes farei algo que não tive oportunidade na outra noite e fiquei morrendo de vontade de fazer.

— O que? Edward! — O grito após o questionamento veio porque rasguei sua calcinha. – Você tem que parar de fazer isso!

— Se parar de usar calcinha, facilitará as coisas para nós dois.

— Seu...

O restante da frase foi interrompida quando toquei sua boceta melada.

— O que estava dizendo?

— Não importa...

— Foi o que pensei.

Introduzi dois dedos, enquanto com um terceiro acariciei seu clitóris.

— Edward! Você não disse que... – Movi os dedos. – O que está esperando?

— Você tem razão. Não vou esperar mais.

— O que... Oh, porra!

Bella exclamou quando cai de boca em sua boceta.

Desde a nossa primeira vez fiquei morrendo de vontade de chupá-la, mas a necessidade de unir nossos corpos foi maior, porém hoje não perderei a oportunidade de fazê-lo.

Comecei a lambê-la sorvendo seu doce mel, devagar a princípio. Mas pouco a pouco quando Bella começou a gemer com meus toques comecei a aumentar a intensidade.

— Edward, cacete! Ai, não para.

— Não pretendo.

Continuei a chupá-la, dando atenção ao clitóris, fazendo seu corpo tremer, mas depois voltando a toda sua entrada suculenta.

Introduzi novamente dois dedos que trabalham em sintonia com a minha língua.

— Eu... Mais... Oh... Vai...

Cada palavra espaçada de Bella soa como música em meus ouvidos. Prossegui com as carícias empenhado não só no seu prazer, mas também no meu.

Muitos caras não fazem ou apenas se dispõem a chupar uma mulher, com o pensamento de obrigação e retribuição.

Eu, no entanto, sempre gostei de fazê-lo e fico triste de saber que algumas mulheres também dizem não gostar, para não ter que passar pela frustração de não receber o carinho.

O que não é meu caso e aparentemente também não é o da Bella, já que ela está totalmente entregue e desfrutando para valer.

Comprovei o fato quando se esticou para alcançar minha cabeça e com a mão no meu cabelo foi guiando os movimentos.

— Alguém parece estar gostando.

— Sim. Então não pare.

— Não pretendo. Não até você gozar na minha boca.

Calei minha voz ao colocar a boca de volta na sua boceta.

— Edward, porra. Eu vou...

Voltei a chupá-la com movimentos suaves e precisos, sorvendo seu líquido, depois lambendo o clitóris, pressionando-o para levá-la ao ápice.

Vi e senti o mesmo se aproximar quando suas pernas quase cederam, a segurei antes que caísse com tudo na grama, enquanto seu corpo estremeceu mediante ao orgasmo, o qual sorvi contente.

Depois de deixá-la limpinha, mas também pronta para mais, subi beijos por sua deliciosa bunda, as costas, até chegar ao pescoço.

Sussurrei em seu ouvido.

— Está tudo bem?

— Sim...

— Ainda aguenta mais?

— Se acha que só isso é capaz de me derrubar Cowboy, você realmente não me conhece...

Provocadora de uma figa, vamos ver se realmente aguenta mesmo.

Vi seu sorriso aparecer enquanto tirei a cueca posicionando meu pau, mais do que necessitado, em sua entrada, provocando-a antes de penetrar.

Porém Isabella Swan não deixa nada por menos.

Ela pegou meu pau com a mão posicionando em sua entrada.

— Está com pressa?

— Com vontade. Você não? – Rebolou.

— Muita. – Estoquei. – Merda!

— Isso!

Não penetrei totalmente. Apesar de excitada, Bella é apertada demais para ir com tudo, ainda mais nessa posição que seu corpo me prende em demasiado.

Começamos a mexer os corpos aumentando o ritmo e pouco a pouco fui entrando mais até nos conectarmos completamente.

— Você é muito, muito gostosa.

— Você até que da para o gasto, Cowboy. — Dei um tapa em sua bunda. – Edward!

Rebola Isabella!

Aumentei o ritmo intercalando tapas em sua bunda gostosa.

Porra Edward, vai!

Apesar de estarmos com os joelhos na grama, isso não nos impediu de manter o ritmo e como estamos dentro do mesmo.

Quanto mais meto, mais Bella suga meu pau movendo o corpo.

Nunca foi tão bom, não só por novamente estarmos corpo a corpo, sem qualquer barreira, mas especialmente por ser Bella que é literalmente uma amante foda para caralho.

Desde a primeira vez sua entrega foi total e hoje não deixa por menos.

Estamos à beira do rio, na grama, a céu aberto, com a possibilidade de qualquer pessoa chegar e nos ver e mesmo assim Bella não dá menos do que tudo.

Diminui a intensidade das estocadas, segurando seu cabelo afastando dos ombros abrindo caminho para beijar seu pescoço.

— Assim está muito bom... — Sussurrou.

— Sim. Muito.

— Tão dentro. Tão fundo. Edward...

— Ainda não. Não terminei de me fartar de você.

Trouxe seu rosto para o meu e nos beijamos.

Com isso voltamos a aumentar o ritmo, levantei o tronco continuando a meter firmemente enquanto acompanho o corpo de Bella prensando o meu.

Apertei sua bunda e nesse instante ela levou uma das mãos ao clitóris, estimulando o músculo ao aproximar-se do ápice.

— Agora. Vai. Vai. Vai.

— Vem Bella. Comigo. Quero sentir sua boceta esmagando meu pau.

— Me fode Edward! Estou quase lá, mais...

Vamos. Porra. Caralho!

Dei mais umas estocadas até que ela se perdeu apertando meu pau e arrancando meu orgasmo também.

Dessa vez não consegui nos segurar e caímos desfalecidos sobre a grama. Porém tive o cuidado de puxar Bella para cima do meu corpo.

Demorou um tempo para nossas respirações voltarem ao normal e sentir meu corpo parar de tremer.

Voltei a esse plano quando senti beijos em meu peito.

Baixei o rosto encontrando o olhar de Bella.

— Cansou Cowboy?

— Me dê alguns segundos que já fico pronto para outra.

— Há! Vai sonhando. Temos que voltar. Já devem estar estranhando nossa demora. Além do mais, preciso de um banho.

— O rio está bem ai.

— Preciso de um banho quente. O que tomei na intenção de me refrescar nos trouxe a essa situação.

— Que foi um ótimo momento. – Pontuei.

— Sim. Mas realmente precisamos voltar.

— Tudo bem, vamos.

Ela levantou e a segui.

Quando procurei minha cueca para vestir a vi fazendo cara feia ao colocar o sutiã.

— O que foi?

— Mais um dia que terei que voltar sem calcinha. – Sorri. – Não ri Edward, não é engraçado. Eu vou acabar ficando sem peças íntimas.

— Já falei o que pode fazer.

— Você poderia agir como uma pessoa normal e não rasgá-las.

— Quer usar minha cueca? Não me importo em voltar só com a calça.

— Não. Eu passo. Ainda não estamos tão íntimos assim.

— Não? – Ergui a sobrancelha.

— Não.

— Se você diz.

Continuei a me vestir, enquanto ela fez o mesmo com as peças restantes.

Então fomos procurar nossos cavalos.

— Ainda estou me perguntando o que te trouxe aqui.

Comentou quando encontramos Snow e Storm.

— Já disse. Estava cavalgando e Storm quis vir para cá, qual o espanto? Não foi exatamente o que aconteceu com você e Snow?

— Sim. Só achei muita coincidência.

— Se quer ouvir a verdade, acho que Storm e Snow combinaram de se encontrar aqui.

— O que?

— É. Conheço meu cavalo. Sei das suas andadas e hoje quando mudou o curso direto para cá também estranhei, mas quando cheguei e vi Snow, entendi mais ou menos que ele veio atrás dela.

— Será? – Dei de ombros. – O que está acontecendo conosco?

Sussurrou baixo ao se aproximar de Snow começando um diálogo com a mesma, o que também fiz com Storm.

— Teve uma boa tarde? – Fiz carinho em sua crina e ele balançou o rabo. – Que bom, eu também. – Pisquei.

Bella e eu montamos seguindo em direção a minha casa, de início em silêncio até que reparei sua expressão estranha.

— O que houve Bella?

— É que estou com um pouco de desconforto.

— Eu te machuquei? – Perguntei preocupado.

— Não, de maneira alguma. Fica tranquilo. É que quando estamos no meio da ação não percebemos. Mas a grama, não é necessariamente o lugar mais confortável do mundo. – Sorri. – Deveríamos procurar uma cama na próxima...

— Haverá uma próxima?

— É... Eu... Você entendeu o que quis dizer.

— Uhum, pode deixar. Providenciarei...

Ela rolou os olhos e voltamos a ficar em silêncio.

No entanto, uma questão mais séria assolou pela minha mente.

— Bella?

— Sim?

— Apesar das brincadeiras sobre continuarmos ou não, tem uma coisa que devemos nos atentar. – Ela indicou que continue. – Novamente não usamos camisinha.

— Ah, sim. Cheguei a lembrar na hora, mas tinha certeza que você não teria uma consigo, estava errada?

— Não.

— Pois então, continuamos na mesma de segunda. – Assenti. – Ou você esteve com outra pessoa entre esses dias?

O que? É claro que não.

— Como poderia saber? Você mesmo disse que não nos vimos. Você poderia muito bem ter estado com outra mulher.

— Você esteve com outro homem? – Rebati.

— Não.

— Pois então.

— Ok, se a última relação que tivemos foi entre nós, às coisas continuam na mesma, não é?

— Sim. – Cavalgamos mais um pouco. – Você disse que toma remédio, certo?

— Sim. Mesmo nunca tendo feito sexo sem proteção antes, não dispensava também o anticoncepcional.

— Bom. E quando disse que podia confiar em mim, era verdade. Você é a primeira mulher com quem transo sem camisinha na vida. E fazia um tempo desde que estive com outra pessoa. Nesse período fiz meus exames de rotina comprovando que está tudo bem.

— Quanto a isso também pode ficar tranquilo. Você é o primeiro com quem me relaciono assim e antes de viajar passei no médico, conferi meus exames e está tudo bem. Apesar das nossas imprudências, ainda somos conscientes de certa forma.

— Sim.

— Só me prometa uma coisa.

— Diga.

— Como não estabelecemos nada e não temos como afirmar que algo assim não acontecerá de novo, caso se envolva com outra mulher, por favor, me avise, mesmo que com preservativo. Estabelecemos uma rede de confiança entre nós e não quero que a mesma seja quebrada.

— É claro Bella. Não se preocupe, jamais seria capaz de fazer algo que possa vir a prejudicá-la. Isso tem funcionado na base da confiança e espero que continue assim.

— Ótimo e prometo conceder a mesma cortesia, caso algo aconteça. – Assenti.

A partir disso cavalgamos em silêncio até entrar no estábulo.

— Bella, pode ir para casa, deixa que cuido dos cavalos.

— Tem certeza? Não me importo em ajudá-lo.

— Não, pode ir tranquila. Você quer tomar banho e descansar.

— E você não?

— Sim, mas posso cuidar das coisas primeiro e também não é bom chegarmos juntos, pode levantar suspeitas que não queremos.

— Tudo bem. Então já vou.

Ela se despediu de Snow, ao passar por mim trocamos olhares, mas não mais que isso, então saiu.

Cuidei dos cavalos tirando seus equipamentos, escovando o pelo e guardando cada qual em sua baía, primeiro Snow, depois Storm.

— Viu só a situação que me colocou?

Ele relinchou.

— Sim, é culpa sua. Se não tivesse ido se engraçar com a Snow, nada disso teria acontecido.

Balançou o rabo.

— Claro que o momento que compartilhamos foi incrível, mas sei lá, é como ela falou. Na hora não percebemos muitas coisas, o problema é o depois. Devíamos mesmo parar de fazer esse tipo de coisa.

Ouvi um relincho, que mais pareceu um riso.

— É claro que consigo. Eu sou o dono das minhas vontades, não ela. Se quiser parar, o faço sem problema algum, sou capaz de dizer não caso ela peça.

Storm bateu as patas no chão e bufei.

— Tchau Storm, boa noite. Esse assunto está encerrado!

Sai do estábulo puto com Isabella, Storm e eu!

Com os dois primeiros por me tirarem do eixo e eu por ceder...

Tive uma noite de sono péssima, nos instantes que consegui dormir foi só para ter pesadelos, cenários estranhos de interação entre Bella e Storm, ambos interagiam como se fossem melhores amigos de infância e quando me aproximava pareciam tirar sarro de mim.

Quando acordei, mais cedo do que o normal e puto pela noite mal dormida, decidi levantar e cavalgar um pouco para espairecer, ainda que para isso tenha que interagir com um dos causadores dos meus problemas.

Storm teve a audácia de reclamar quando apareci mais cedo no estábulo para buscá-lo, esse cavalo está ficando realmente mal acostumado, porém não dei atenção aos seus relinchos de reclamação e saímos para cavalgar nos campos da Silver Horse.

Pelo menos alcancei o objetivo esperado, cavalgando sem rumo, apenas sentindo a brisa fria da manhã, acompanhei o nascer do sol deixando minha mente livre de qualquer pensamento, não fui procurando encontrar respostas, mas sim abster minha cabeça dos assuntos que não tenho controle.

Ao retornar em direção a minha casa, na intenção de tomar café e iniciar a jornada diária, bem mais tranquilo do que quando levantei, estranhei a movimentação atípica próxima ao galpão onde tratamos das criações destinadas ao consumo final.

Imediatamente tive um mau presságio, incitei Storm a cavalgar mais rápido para chegar logo e saber o que está acontecendo.

De longe ainda avistei meus pais, Rose, Emm, Santiago, Bella e mais funcionários da fazenda com expressões consternadas, não demorei a saltar de Storm indo em direção a eles em busca de respostas.

— O que houve agora?

Perguntei sem rodeios ao me aproximar.

— Onde você estava querido? – Mamãe perguntou.

— Levantei mais cedo para cavalgar. Mas falem logo, o que aconteceu?

— As carnes Edward, estão estragadas. – Papai respondeu.

— O que?!

— Não todas, mas grande parte. – Rose falou.

— Mas como? Quais?

— Não sabemos, mas já chamamos a polícia, não da mais para lidar com a situação apenas internamente esperando reparar as coisas sem maiores envolvimentos. Alguém está deliberadamente tentando nos sabotar, temos que tomar providências. – Papai informou.

— Sim. Chega. Essa situação já foi longe demais. Quem os avisou?

— Fui até a casa de vocês contar sobre o fato. – Santiago falou. – Chegamos como sempre para dar andamento no trabalho e encontramos as coisas desse jeito. Imediatamente fui informá-los, mas sinceramente não acredito que tenhamos muito que fazer.

— Vou lá dentro dar uma olhada.

— Vou com você, mas já aviso, não é uma situação bonita.

Emm falou enquanto entramos.

O galpão onde tratamos as carnes para distribuição em consumo é dividido pelos tipos de tratamento e animais.

Aves ficam em um lugar, assim como as carnes dos animais de criação e as bovinas, cada qual precisa de um tipo de conservação diferente.

Em suma, após o abate, elas não ficam muito tempo por aqui, tratados a base de refrigeração e sal para conservar o produto, o processo não leva mais do que três dias.

Sendo assim, como ocorreu com a questão das sacas, quem quer que esteja fazendo isso conosco está agindo muito de perto, com conhecimento sobre nossa rotina e os métodos que utilizamos para tratar as coisas.

O que me deixa extremamente apavorado com a perspectiva de pensar que essa pessoa, ou essas, já que não descarto a possibilidade de ser mais de uma e ainda com cúmplices, estar tão próximo a nós a ponto de ter tanto o livre acesso a fazenda, como também um panorama claro da nossa rotina e planos de ação.

Ao entrar no galpão imediatamente tive que levar a mão ao rosto, o cheiro das carnes que estragaram está extremamente forte.

Observei tudo ao redor mensurando o estrago físico e financeiro que teremos.

— É horrível, não é?

Emmett comentou ao meu lado.

— Tentaram separar as carnes estragadas das ainda saudáveis?

— Quem fez isso parece ter escolhido a dedo e planejado muito bem. Não tocou nas carnes viárias, todas estão intactas nos freezers e o estrago que fez nas de criação e bovina aparentemente não é do tipo que se espalha, da para notar a olho nu o que foi estragado.

Assenti confirmando suas palavras ao me aproximar para olhar mais de perto.

— Há quanto tempo estão aqui? – Questionei.

— Menos de meia hora, quando cheguei a sua casa meu pai já estava lá informando a situação, imediatamente viemos conferir as coisas, então Rose ligou para a polícia. Eles instruíram a não mexer em nada, para não interferir em possíveis impressões digitais ou rastros deixados por quem fez tudo.

— É fácil para eles falar isso, quando não têm ideia de como isso aqui está.

— Sim, mas só acatamos porque o que está estragado não tem salvação, mas aparentemente não está interferindo no que não foi atingido, caso contrário já teríamos começado a separar as peças para não correr o risco de mais coisas se perderem. – Assenti.

Continuei a andar ao redor de tudo, mesmo sem encostar em nada, me aproximei tentando entender o que pode ter acontecido, que tipo de produto, porque é obvio que não é natural, foi usado para deteriorar os mantimentos assim, de forma tão rápida e precisa.

Perdido em conjecturas, dispersei apenas quando ouvi o barulho de carros se aproximando, Emmett e eu trocamos olhares, então saímos para encontrar a polícia.

Ao passar pela porta do galpão vi duas viaturas paradas e saindo das mesmas, alguns cabos, um homem que desconheço e o delegado Jenks.

— Bom dia a todos. Como vão? – Saudou ao se aproximar.

— Bom dia delegado Jenks. Gostaria de dizer que bem, mas sabemos que o que o trouxe aqui não foi uma visita de cortesia. – Papai cumprimentou.

— Sim, é verdade. Sinto muito que tenhamos que nos encontrar por conta de uma situação como essa, mas ossos do ofício. Agora me informem direito sobre o que houve, James e Laurent, atentem-se a tudo que ouvirem e comecem a se informar sobre a situação.

— Sim senhor delegado.

Afirmaram os dois.

Ao passar próximos a Emm e eu, trocamos cumprimentos.

Costumamos nos reunir pelos bares da cidade para jogar conversa fora, beber uma cerveja e fazê-los perder na sinuca.

Ambos são bons homens, com família e sempre serviram bem a cidade, no entanto, hoje o clima não está para descontração.

Conforme instrução do delegado Jenks, Santiago começou a falar sobre como ele e outros homem encontram as coisas ao chegar, o comunicado que deu em casa, então foi até Laurent e James para ajudá-los a falar com as pessoas envolvidas na questão.

Por fim relatamos sobre as outras coisas que aconteceram e como estamos certos de que existe alguém querendo nos sabotar.

— E vocês foram confrontar os Black na situação das safras, mas não pensaram em nos comunicar?

— Você sabe que não é de hoje que temos questões com os Black, mas fique tranquilo delegado, não foi um confronto propriamente dito, mas uma conversa. Queríamos esclarecer umas coisas, mas também informá-los da situação, pode ser algo isolado, mas também pode atingir outras fazendas da região, não sabemos de nada concreto ainda. – Papai respondeu.

— Certo. E tirando eles, não têm ideia de alguém que possa querer fazer algo contra vocês?

— Honestamente não. Somos pessoas pacificas, nem no meio dos fazendeiros da região temos inimizades.

— Só com os Black.

O delegado retrucou a fala de papai.

— Os Black são a única coisa ruim de Collierville. Não somos nós que procuramos atrito, sempre foram eles. A única questão é que não somos de levar desaforo para casa. – Respondi.

— Pois bem, começaremos uma investigação procurando apurar fatos e tentar descobrir quem está por trás disso. – Assentimos. – Agora deixe-me apresentá-los, esse é Riley Biers, ele é perito de investigação de trato animal. E está aqui para verificar a situação da produção a procura de pistas e também atestar que tipo de produto foi usado para estragar tudo dessa forma.

Jenks apontou para o rapaz ao seu lado, que até então me era desconhecido, mas agora entendo sua presença, espero só que consiga descobrir realmente o que houve.

— Bom dia senhor Biers, espero que possa descobrir não só o que causou esse estrago, mas se possível também alguma pista concreta de quem está por trás disso. – Mamãe comentou.

— Darei o meu melhor senhora Cullen.

— Perdão me intrometer, mas não é comum as delegacias terem alguém que faça o seu trabalho, é?

Bella, que até então não tinha se pronunciado, ao menos não na minha presença, perguntou.

— Perdão senhorita...

— Swan. Isabella Swan. – Se apresentou ao tal Riley.

— Não nos conhecemos ainda. – Jenks comentou.

— Bella é veterinária. Ela veio passar o verão conosco estagiando para sua universidade.

— Ah, ouvi falar sobre sua chegada. Só ainda não tínhamos nos visto. – Jenks cumprimentou Bella também. – Mas respondendo sua dúvida, não, não é comum as delegacias terem pessoas com a especialidade do Riley, porém Collierville é uma cidade aonde a renda principal vem de fazendas, sendo assim, um homem com sua especialização se faz necessária, como agora.

— Entendo. Perguntei por que meu pai é policial também e nunca tinha ouvido falar em alguém com essa especialização que trabalhasse com ele. Mas estou feliz que Collierville conte com uma equipe abastada de profissionais competentes.

— Obrigado senhorita Swan. – Riley agradeceu. – Agora entrarei para começar minha análise.

— Sim Riley, vamos. Também quero ver de perto a situação. – Jenks falou.

— Venham, os acompanho.

Papai indicou e o seguiram.

— Agora a questão está nas mãos da polícia. O melhor que temos a fazer é dar espaço a eles e torcer para que consigam fazer seu trabalho bem e descubram quem está por trás de tudo.

— Sim mamãe, vamos torcer para que consigam. – Rose comentou.

— Vou voltar para casa, dar andamento nas coisas. Nenhum de vocês tomou café ainda, sei que não adianta falar para virem comigo, no entanto, por favor, não passem o dia todo sem comer. Assim que tiverem um tempo, passem lá em casa para se alimentar e mantenham-me informada.

Assentimos e ela seguiu em direção a nossa casa.

— Vou ficar por aqui acompanhando as coisas, depois papai e eu trataremos das questões com os frigoríficos e os consumidores, ver o que faremos dessa vez. Vocês vão trabalhar? – Rose questionou.

— Eu vou, acredito que minha presença aqui não ajudará em muita coisa. – Bella falou. – Mas gostaria que me mantivessem informada sobre tudo e se precisarem de algo é só chamar.

— Você também pode ir Emmett, leve Storm com vocês, por favor, pois ficarei aqui com Rose e meu pai acompanhando tudo, mas não quero que mais um dia a fazenda fique desfalcada.

— Tudo bem Edward, pode ficar tranquilo. Bella e eu cuidaremos de tudo.

Respondeu passando um braço pelos ombros dela.

— Eu? – Questionou.

— Sim. Ao ficar no comando, designo você como minha sub. Seremos nós dois no controle da Silver Horse. Agora vamos que temos muito trabalho a fazer. Mantenham-nos informados.

Ele e Rose trocaram um selinho, então saiu com Bella ao seu lado, antes de os perdermos de vista, Rose comentou.

— Acho tão bonita a amizade deles. Eles se tratam quase como irmãos, não acha?

— Sim. Emm já falou algumas vezes que considera Bella como uma irmã mais nova. Acredito que o carinho seja recíproco.

— Não tenho dúvidas, Bella é especial demais. É impossível não se apegar a ela.

Fiquei em silêncio, incapaz de responder algo referente a essa questão.

— Você acha que a polícia conseguirá descobrir quem está por trás disso Edward?

— Não sei Rose, sinceramente espero que sim. Mas não tenho ideia.

— Espero que consigam e que esse pesadelo acabe. Estou cansada de acordar com a notícia de que algo ruim aconteceu na fazenda. Quem pode querer nos prejudicar dessa forma?

Abracei minha irmã para confortá-la.

— Também não sei Rose. Mas prometo a você que vou descobrir e acabar com a raça dessa pessoa, pode confiar. Ninguém conseguirá tirar a Silver Horse de nós, eu prometo.

Dei um beijo em sua testa, prometendo não só a ela, mas a mim também, descobrir o responsável por tudo isso e dar um fim nele.

Só espero poder cumprir essa promessa antes que seja tarde demais...

CONTINUA.

Notas finais
N/A: E ai meninas, quem apostou que a pessoa aparecendo no rio seria o Edward, acertou. Diante dos comentários as possibilidades para outras pessoas foram muitas, mas nossa menina apenas não esperava encontrar ninguém ali. Porém o importante foi que eles aproveitaram à tarde sem pensar em mais nada, literalmente haha. Esses dois quando se juntam, só faíscas rolam. E num dia a vaquinha os uniu, hoje os cavalos, os animais da Silver Horse parecem ser team Beward, hein? Porém não só de coisas boas à vida dos nossos personagens está regrada, tivemos mais um episódio de sabotagem e dessa vez as perspectivas de recuperação não são muito boas, mas ao menos eles já acionaram a polícia, então vamos torcer para que consigam descobrir quem está por trás disso antes que seja tarde demais. E por hoje é só, espero que tenham gostado, comentem bastante deixando suas impressões, recomendem. Não deixem de ler as ones e me seguir no twitter: @KNRobsten para estarem sempre por dentro da novidades. Espero vê-las nos comentários e até quarta que vem. ~Kiss K Nanda.