Notas iniciais
Boa noite. Para quem não me conhece sou a Kah Nanda e trago hoje a realização de um sonho. Que é escrever uma história de fazenda, com um Edward Cowboy e uma Bella que amo demais. Além desse aspecto, essa história terá alguns pontos especiais para a minha jornada como autora. Ela contará com Pov’s da Bella e do Edward, dividindo-se por capítulos. Então hoje vocês conhecerão um pouco da nossa futura veterinária e semana que vem será a vez do Cowboy. Como pontuado nas notas da história, as postagens aqui serão feitas toda quarta-feira. Intercalando com minha outra long em andamento, que é postada toda segunda-feira, chamada Para Te Encontrar, que vocês podem conferir acessando meu perfil. Então é isso, conversamos um pouco mais lá embaixo, agora só posso desejar que aproveitem o capítulo e gostem da jornada que inicio agora com Promises in the Dark... Capítulo Postado Em: 06/11/19

POV Bella

Querida, tome cuidado, cuide-se e proteja bem. E nos dê notícias assim que aterrissar.

Mamãe falou ao me abraçar, ao nos soltarmos virei para o papai.

— Você sempre buscando novos ares, não é minha filha? Porém ainda sim não fica mais fácil te deixarmos ir, mesmo que dessa vez seja por um período mais curto. Mas aproveite bastante e espero que encontre o que procura nessa nova aventura.

Com os olhos marejados abracei meu pai, agradecida não só por seu apoio, mas também da mamãe.

Realmente sou uma pessoa muito felizarda pelos pais que tenho.

— Obrigada, papai, mamãe. Não teria realizado nem um dos meus planos sem o total apoio dos senhores. – Sorrimos e trocamos um abraço triplo.

Então ouvimos o anúncio para embarque do meu voo.

— Chegou a hora. Até o fim do verão.

— Sim, querida. Aproveite. – Mamãe desejou.

Despedimo-nos e segui para a área de embarque do aeroporto de São Francisco, rumo ao estado do Tennessee, mais precisamente ao aeroporto de Memphis, entretanto meu destino final está localizado em uma cidadezinha próxima, chamada Collierville.

Rapidamente embarquei e após os procedimentos de decolagem, já com o avião no ar, voltei a refletir sobre meu lugar de destino.

Antes de precisar pesquisar sobre a cidade, confesso nunca ter ouvido falar da mesma, porém não posso me recriminar, pois ninguém é capaz de saber de cor todas as cidades do país. Já é difícil lembrar todos os estados, imagina as cidades.

Mas enfim, minha ida a Collierville tem um propósito mais do que especial, passarei o verão em um lugar novo, conhecendo pessoas novas, descobrindo e compartilhando conhecimentos, sobre o que mais amo, os animais.

Desde pequena, como a maioria das crianças, era apaixonada por animais. Infelizmente mamãe é alérgica aos domésticos, por isso passei a vida sem ter um gato ou cachorro. Mas no meu íntimo sabia que ao crescer dedicaria a vida em função deles, por conta disso escolhi cursar medicina veterinária.

Nascida e criada em Sacramento, Califórnia. Sempre soube que minhas opções de universidades eram vastas, mas foi com extrema empolgação que aceitei a oportunidade de estudar em uma das melhores não só do estado, mas também do país, assim ingressei em Stanford.

Agora cinco anos depois, faltando apenas um semestre para me graduar, confirmo no dia a dia que fiz a escolha certa. Muitas vezes guiados pela paixão acabamos cometendo erros e nas escolhas de carreira esses podem ser fatais, mas no meu caso tudo deu certo.

Nos anos de graduação decidi me especializar no trato de animais de grande porte, a maioria das pessoas escolhem os domésticos ou silvestres, por serem mais fáceis de lidar, ou ter maior mercado.

Mas ao ter o primeiro contato e a possibilidade de trabalhar com um cavalo, acompanhar o nascer de um novo potro, tratar da saúde de pequenas ovelhas, meu coração encontrou seu destino.

Tudo já corria bem, mas no semestre passado nossa faculdade quis implantar um novo projeto. Em parceria com alguns empreendimentos, propuseram aos alunos a oportunidade de fazer estágios de verão, como forma de incrementar o encerramento do curso, vivenciando no dia a dia, a prática da profissão.

Sendo assim todos os cursos foram avaliados e apenas o aluno que mais se destacasse no mesmo receberia a honra de participar do projeto.

E quando falaram que meu nome, Isabella Marie Swan, foi um dos escolhidos, mal pude conter a animação. É um sonho que nem sabia possuir, mas que já amo, tornando-se realidade.

Terei a oportunidade de passar três meses em uma fazenda, no interior do Tennessee lidando diariamente com a rotina da mesma e especialmente com seus animais. Nada pode ser melhor do que isso.

Quando deixei minha casa e mudei para o campus da universidade não foi uma mudança fácil. Sendo filha única sempre fui muito apegada aos meus pais e mesmo tendo a sorte de permanecer no mesmo estado, a correria do dia a dia e as mais de 2h de distância, impedem que nos vejamos na frequência desejada. Mas em todos os verões fiz questão de voltar para casa, esse será o primeiro que não passarei ao lado deles.

Tê-los me apoiando em mais essa empreitada é realmente acalentador, apesar de já estar com 23 anos, em muitos momentos ainda me considero a garotinha dos meus pais. Então esse último momento juntos, dirigindo de Palo Alto, onde fica a cidade universitária de Stanford, no condado de Santa Clara, até São Francisco, serviu para selar definitivamente o apoio deles para comigo.

Só espero não decepcioná-los...

Durante o voo tentei me distrair de várias formas, para ver se as horas passam mais depressa. No fim, foi com grande acalento que notei que depois de quase 6h de voo, finalmente aterrissaremos.

Antes mesmo de a comissária informar que deveríamos recolocar o cinto e ajeitar nossos assentos, já o fiz tamanha minha ansiedade. Como distração final fiquei admirando a beleza da cidade através da janela.

Sei que não é aqui que ficarei nesses meses, mas só de estar em um lugar novo, com paisagens, clima, costumes e pessoas diferentes, minha empolgação vai a mil.

Quando fui selecionada para o programa, quase não me aguentei de felicidade e animação. Assim que sai da sala do reitor liguei para os meus pais informando sobre a novidade.

Papai ficou meio receoso de início, pela ideia de passar tanto tempo na casa de pessoas desconhecidas, mas com a ajuda da mamãe, o convenci sobre a oportunidade única que estou tendo e também deixei claro que tudo é feito com a maior legalidade e confiança.

Toda parceria instituída nesse projeto primeiro passou por uma análise rigorosa, tanto da parte da universidade, quanto dos afiliados. Visitas foram feitas aos locais em que os alunos farão o estágio, entrevistaram as pessoas responsáveis, avaliaram cada lugar e as condições de servir ao propósito estudantil. Enfim, nada foi aprovado sem ter a garantia máxima de eficácia e segurança.

Também foi dada a oportunidade do inverso, os afiliados foram convidados a conhecer a universidade, acompanhar de perto o desempenho dos alunos escolhidos e até conhecê-los previamente para saber se realmente aceitariam embarcar nessa jornada.

Infelizmente a família a qual fui designada não pôde fazer uma visita, eles estão envolvidos com algum assunto importante na fazenda que são donos e não puderam viajar na época da visitação. O que foi uma pena, pois assim já teríamos nos conhecido pessoalmente.

Mas também não ficamos totalmente sem contato, desde o início troco mensagens com a filha do casal proprietário, Rosalie Cullen.

Ela tem quase a minha idade, sendo apenas um ano mais velha, porém já é formada e não só em uma graduação, mas em duas.

Rosalie contou que cursou administração e contabilidade, para assim poder gerenciar a fazenda da família. Um feito e tanto em minha opinião, realmente algo a se admirar.

Além dela sua família conta também com o pai, o responsável por aceitar investir no projeto, Carlisle Cullen e sua mãe, Esme Cullen. E o filho mais velho, que no momento é quem coordena toda a parte prática da fazenda, ou seja, a pessoa com que terei que manter mais contanto, caso queira me integrar em todos os assuntos do funcionamento da fazenda, em especial é claro dos animais.

Nesse instante meu sorriso está tão largo que estou com receio de assustar o rapaz que está sentado ao meu lado. Afinal não é natural uma pessoa sozinha, sorrir dessa forma sem motivo algum, mas acontece que tenho um grande motivo sim, o mais maravilhoso de todos.

Ao pensar que passarei três meses lidando diariamente com os animais da fazenda Cullen, não tenho certeza se esse é o nome da mesma, mas é a forma que tenho pensado nela desde que fui informada sobre o projeto e a viagem. Por isso não deixo de sorrir em expectativa de tudo que vivenciarei.

Nesses anos de graduação lidamos com animais desde o início, mas como escolhi me especializar em animais de grande porte, não é fácil tê-los a nossa disposição como em outros casos.

Durante muitos estágios frequentei aras, mas além de não poder ficar todo o tempo que gostaria cuidando dos animais, nesses lugares os mesmos não vivem em sua plenitude.

Por mais bem cuidados que sejam ali não é seu habitat natural e nunca pude ter contato com o lado mais selvagem deles, coisa que precisamente terei agora na fazenda.

Além de lidar com os cavalos, que são minha verdadeira paixão, poderei acompanhar também os animais de gado, bois e vacas. Assim como os de criação, que variam desde pequeno porte como galinhas, até os de médio como bodes e ovelhas.

Sendo assim para uma amante desses animais como eu, estou certa que esse verão promete ser como um pequeno pedaço do paraíso.

Quando finalmente aterrissamos e o avião parou de planar, indicando que já podemos sair, fui uma das primeiras a fazê-lo.

Caminhei rapidamente até a sala de bagagens para esperar minhas malas. No dia a dia não me considero uma pessoa supérflua, não sou a garota mais ligada em moda que conheço. Não dispenso o uso de confortáveis tênis, por um salto alto e nem troco a praticidade de um rabo de cavalo, por um penteado mais elaborado.

Entretanto para essa viagem não consegui vir com menos do que três malas. Um exagero, eu sei. Mas tentei ao máximo reduzir esse número nos últimos dias, porém no fim me convenci de que serão três meses fora não só de casa, ou da universidade, mas, sobretudo, do mundo que conheço. Então preciso estar prevenida para qualquer eventualidade.

Agora me encontro em uma batalha intensa para retirá-las da esteira e colocar no carrinho.

— Com licença senhorita, precisa de ajuda?

Virei para o rapaz gentil que ofereceu auxílio e imediatamente me encantei com a beleza do mesmo.

Olá nativo do sul...

— Se não for incômodo, aceito sim.

Ele sorriu e seguindo minhas orientações foi retirando as malas da esteira e colocando no carrinho.

— Obrigada, não sei o que teria feito sem ajuda.

— Não tem de que. Perdão por falar, mas você não é daqui, certo?

— Não, estou vindo passar o verão, sou da Califórnia.

— Bem que desconfiei, então seja muito bem vinda ao Tennessee, garota da Califórnia.

Sorri animada com o apelido, mas antes de dar prosseguimento à conversa, meu celular apitou avisando ter uma nova mensagem.

Ao abrir para ler constatei que é de Rosalie, informando que já me aguarda no saguão de desembarque.

Guardei o aparelho de volta na bolsa e quando ergui a vista para continuar o assunto com o belo exemplar de nativo do sul, vi que o mesmo já está distante auxiliando outra moça e lhe dirigindo o mesmo sorriso que ainda pouco reservou a mim. Entendendo qual é a sua, apenas balancei a cabeça e segui meu caminho.

No fim das contas, ao menos ganhei uma ajuda e agora já posso seguir para onde realmente importa.

Quando sai para o saguão comecei a procurar por Rosalie, por sorte nos últimos dias trocamos telefones então já vi sua foto, o que deixa a missão de procurar por uma moça alta, loira e de olhos azuis, mais fácil. O que a observar pelas outras pessoas ao redor, não é o perfil mais comum da região.

Não demorei muito para encontrá-la, comecei a caminhar em sua direção, mas notei que não está sozinha. Pois um rapaz muito alto, forte e também muito bonito, devo acrescentar, está ao seu lado, porém os dois parecem estar em meio a uma discussão.

Ao me aproximar, fiquei em dúvida de interromper o momento, mas ao ouvir sobre o que estão falando perdi o receio.

— Emmett, abaixe essa folha, por favor. Está me envergonhando.

— Ah, Rose. Não seja chata. Estamos em um aeroporto, esperando uma pessoa desconhecida. Diga em que outra ocasião teremos uma oportunidade assim?

— Meu Deus. Emmett, só ainda não conhecemos Isabella pessoalmente, mas eu já tenho conversado com ela há dias e saberei reconhecer quando a vir.

— Você realmente sabe como tirar a graça da vida...

Escolhi esse momento para me fazer presente.

— Olá.

Os dois viraram ao mesmo tempo em minha direção.

— Isabella. – Rosalie foi a primeira a se manifestar.

— Você é a Srta. Swan?

O rapaz, que pelo que ouvi se chama Emmett, ergueu a plaquinha com meu sobrenome, parecendo animado ao fazê-lo.

Rosalie ao notar seu movimento, apenas balançou a cabeça.

— Não ligue para ele. Que bom que chegou, fez uma boa viagem?

— Sim, tudo correu bem. Só minha ansiedade que me atormentou um pouco, mas agora que estou aqui, creio que já poderei me acalmar.

— Imagino que sim. Não é todo dia que se envolve em uma coisa desse tipo, não é mesmo? – Balancei a cabeça negando. – Pois então Isabella, seja muito bem-vinda ao Tennessee.

Ela estendeu a mão em um cumprimento e aceitei.

— Obrigada, Rosalie. Espero realmente aproveitar seu estado o máximo que conseguir. E pode me chamar de Bella, agora que estamos nos conhecendo pessoalmente não precisamos ser tão formais.

— Ótimo Bella, então pode me tratar por Rose também. – Sorrimos.

— E você é Emmett, não é? – Falei com o rapaz.

— Sim, Srta. Swan, Emmett McCarty, ao seu dispor.

Estendi a mão para cumprimentá-lo também, mas fui pega de surpresa com a retribuição ao sentir um beijo na palma.

— Emmett, o que está fazendo? – Rose indagou.

— Cumprimentando a senhorita. Ela é visita e da Califórnia, temos que tratá-la bem.

— Sim Emmett, Bella veio da Califórnia e não da maldita terra da rainha, tente ser um pouco mais normal, por favor.

Sorri novamente diante da provocação dos dois, mas resolvi intervir.

— Rose tem razão, Emmett. Apesar de ser visita, como você disse e realmente ter nascido na Califórnia, sou como qualquer pessoa. Então não precisa me tratar diferente, aliás, nem gostaria disso. Tanto que pode me chamar de Bella também, nada desse senhorita.

— Tudo bem Bella, se é o que deseja, pode me chamar de Emm. Mas continuo ao seu dispor para o que precisar.

Enfim trocamos um aperto de mão e sorrimos.

— E mesmo que não tenha sido pega de surpresa pela sua plaquinha, saiba que adorei o gesto. – Indiquei o papel que Emm ainda segura. – Realmente nunca passei por uma situação assim e não sei se algum dia passarei de novo, então agradeço a atenção. Posso guardar a plaquinha comigo?

— É claro, é sua. – Ele entregou e guardei o mesmo na bolsa. – Gostei de você Bella, realmente acho que será muito bom tê-la conosco nesse verão.

— Assim espero. E gostaria de agradecer aos dois. Não só pela recepção, mas por terem vindo me buscar. Comentei que não precisava, poderia me virar pegando um uber ou táxi e assim não daria trabalho.

— Ah Bella, você realmente é uma garota da Califórnia, esses serviços não funcionam aqui.

Emm falou e arregalei os olhos surpresa com o fato.

— Emmett, você vai assustá-la desse jeito. Bella, não pense que chegou ao fim do mundo, pode ficar tranquila que temos internet, eletricidade e água quente encanada. Mas em certo ponto Emm tem razão. Aqui em Memphis e até no centro de Collierville você consegue se virar com um táxi ou uber, mas eles não costumam estender suas corridas até a fazenda. Saiba que estou lutando para mudar isso, mas no momento a melhor forma de nos locomovermos é de carro próprio.

— Ou a cavalo.

Emm completou com um sorriso de covinhas que me fez ficar ainda mais encantada e entusiasmada pela ideia de poder cavalgar por extensas terras.

— Você sabe dirigir? – Rose questionou.

— Ou cavalgar? – Emm completou.

— Sim, para as duas perguntas. Mas confesso que estou mais entusiasmada pela ideia de cavalgar. Faz um tempo que não monto e não tenho certeza se depois que o fizer novamente, irei querer me locomover de outra forma.

— Ponto para Bella. Menina você está me saindo melhor do que a encomenda.

Emm falou jogando um de seus enormes braços sobre meus ombros, me puxando para um meio abraço, obviamente provocando Rosalie.

— Pode tirar esse sorrisinho da cara McCarty. Bella é veterinária, é óbvio que ama os animais, senão, nem estaria aqui. E eu também adoro cavalgar, apenas sei aproveitar tanto um carro, quanto um cavalo.

— Se você diz. – Retrucou dando de ombros.

— Mas podemos ir agora, sim? – Rose indicou.

Começamos a caminhar, no que imagino ser o caminho para o estacionamento com Emm empurrando meu carrinho.

— Estou tão ansiosa para conhecer a fazenda.

— Você vai adorar a Silver Horse, Bella. – Emmett respondeu.

— Que?

Silver Horse. — Repetiu descontraído, mas vendo que não entendi do que se trata, completou. – A fazenda, seu nome é Silver Horse.

— Ah, perdão, mas não sabia o nome. Creio que em algum dos e-mails que Rose enviou, tenha o nome, mas na correria dos últimos dias, com as provas, os preparativos, acabei não tendo tempo de ler tão a fundo e descobrir.

— Não tem problema, Bella. O importante é que agora você já sabe. – Rose falou.

— Mas Silver Horse é um nome bonito, imponente, adorei. Confesso que estava pensando nela apenas como Fazenda Cullen. – Sorri sem graça.

— Ah, não. Somos mais criativos que isso. Prepara-se, porque em uma noite, ao redor da fogueira, lhe contaremos como meu bisavô escolheu esse nome.

De forma enigmática Rose comentou.

— Caramba, a fazenda está na família de vocês desde a época do seu bisavô?

— Sim, quando ouvir as histórias não acreditará em todos os feitos que os Cullen já produziram na Silver Horse.

— Você adorará conhecer as histórias Bella. – Emm completou.

Chegamos até um carro, um carro só não, uma caminhonete 4x4, cabine dupla, preta.

Até eu que realmente não sou chegada a carros, fiquei impressionada com o modelo.

— Gostou?

Rose perguntou, provavelmente notando meu deslumbre.

— Sim, é linda.

— É o meu bebê. Comprei assim que consegui meu primeiro emprego remunerado. Era um sonho de menina e fiz questão de realizá-lo na primeira oportunidade que tive.

— Parabéns Rose, tenho certeza que foi merecido.

— Obrigada, quem sabe um dia a deixo dirigir.

— Jura? Apesar do que disse sobre os cavalos, não tenho dúvida que dirigir um carro desses também é uma experiência e tanto.

— Olha só, Rose deve ter gostado mesmo de você Bella, pois não é qualquer um que ela deixa ao menos se encostar ao carro, imagina oferecer para dirigi-lo.

— Você só diz isso porque não deixo meu irmão e você dirigirem. – Retrucou. – E continuarei assim, não darei meu carro que cuido com tanto zelo, na mão de dois malucos, que podem enfiá-lo em qualquer barranco num piscar de olhos.

— Nossa Rose, pensei que tinha mais confiança em mim. Sabe que nunca faria isso com algo seu. Seu irmão, talvez, mas eu nunca.

— Sei. Mas já acabou de guardar as malas da Bella?

— Sim, chefinha. Você reclamou tanto sem querer eu viesse, mas nessas horas sou útil, não é mesmo?

— Perdão Emm, juro que não sou uma maluca obcecada por roupas, mas no fim as malas foram realmente necessárias. – Esclareci.

— Não tem problema Bella, nem estavam tão pesadas assim. Se fossem malas da Rose, além de ter pelo menos mais umas cinco, estariam pesando como chumbo. – Provocou.

— Como você é engraçadinho McCarty. Agora entra logo no carro e vamos que já demoramos demais. Meus pais devem estar achando que não encontramos a Bella ou a perdemos por ai.

Sem mais demoras entramos no carro e Rose saiu.

Deixei os dois irem à frente, por estar gostando do clima de provocação e não querer interferir.

Além do que, pude tirar um tempo para enviar mensagem à mamãe, dizendo que já cheguei, foi tudo bem na viagem e que nesse momento já sigo para a fazenda. E que depois de me instalar ligarei para conversar diretamente.

Quando deixei o celular de lado notei que Emm está mexendo no rádio mudando as estações, mas não sem ser sempre repreendido por Rose, o que só parece instigá-lo a prosseguir com mais afinco.

Sorri com a cena e Emm virou vendo meu sorriso.

— Do que está rindo Bella?

— De vocês dois e sua interação.

— Você quer dizer como Emmett me irrita, não é? – Rose retrucou.

— Para Rose, você sabe que me ama e não vive sem mim.

— Que não vivo sem você é uma coisa, já me acostumei a essa sina. Mas que amo isso? Ai já é outra história.

Respondeu tentando desdenhar, mas percebi um sorriso tomar seus lábios também, indicando que esse tipo de atitude faz parte da relação dos dois.

— Há quanto tempo vocês se conhecem?

— Desde que nascemos. – Rose respondeu primeiro.

— Não, eu te conheço desde que nasceu. – Pontuou. – Pois quando você chegou, eu já abrilhantava esse mundo há muito tempo.

— É claro, o que seria do mundo sem você. – Rose devolveu.

— Felizmente nunca saberemos. Então Bella, sou o melhor amigo do irmão da Rose, esse sim conheço praticamente desde o nascimento. Meu pai trabalha na Silver Horse também, por isso sou nascido e criado lá. Estou ao lado dos Cullens desde pequeno e tem sido assim durante toda minha vida. Sempre soube que quando crescesse trabalharia igual ao meu pai, só não imaginava virar o braço direito do chefe, isso foi um bônus. – Emm concluiu.

— Como disse, sendo o melhor amigo do meu irmão, não tinha como ser diferente. Mas é isso Bella. Emm é como se fosse um integrante da família Cullen também, tipo aquele primo que não conseguimos nos livrar? Ao menos ele ajuda na fazenda, o que já é um grande ganho. – Rose completou.

— Entendi. Então vocês são realmente quase irmãos.

— O que? Irmãos não, nunca.

— É. Eu disse que ele poderia ser como um primo, daqueles bem distantes, mas irmãos nunca.

Não sei quem se prontificou a responder mais rápido, porém imediatamente entendi a negativa e decidi mudar o foco da conversa.

— Eu, no entanto, não tenho primos próximos ou distantes, tão pouco irmãos.

— Você é filha única?

— Sim Rose. E meus pais também, o que deixa minha família reduzida a número bem pequeno de pessoas. – Suspirei.

— Que triste, não me imagino crescendo sem irmãos.

— E você tem irmãos legítimos Emm? Porque entendi que ao menos o irmão da Rose, você considera como um ou estou errada de novo?

— Ah, sim. O irmão da Rose é como meu irmão. Mas também tenho dois irmãos mais novos, Alec e Seth, você os conhecerá em breve.

— Eles também moram lá? – Questionei e ambos assentiram. – Que legal. Toda a família reunida.

— Bem-vinda a Collierville.

Informou e percebi que além de querer dizer que isso é algo típico da região, também notei que estamos entrando nos limites da cidade.

Ficamos em silêncio um tempo e pude admirar a paisagem começar a mudar e os vastos campos irem dominando o caminho.

Emm me inteirou sobre alguns aspectos da cidade, ao passarmos no centro, falou sobre os comércios que a provêm, sobre como todos também se conhecem, que praticamente se perdem e se encontram nas mesmas famílias, pois geralmente não há muitos forasteiros.

Que as pessoas nascem aqui ou vem e ficam, mas que ninguém verdadeiramente se afasta de Collierville.

Por fim fui informada sobre a proximidade com a Silver Horse, só passaremos por mais uma fazenda e depois dessa os terrenos já são da propriedade dos Cullen.

No instante que enxerguei o nome da fazenda vizinha, comentei.

— Ai que legal. Vocês são a Silver Horse e ao lado tem a Black Horse.

— Não tem nada de legal na Black Horse. – Emm falou.

— Não mesmo. – Rose emendou. – Eles são um sem classe, sem criatividade e simplesmente detesto quando alguém faz esse comparativo.

— Perdão, eu não sabia, não falarei mais.

Tratei logo de me retratar, pensando se os ofendi de alguma maneira.

— Não precisa pedir desculpas Bella. Eu que sinto muito se fui grossa com você. É que os Black têm sido uma pedra no nosso sapato há muito tempo e saber que eles estão bem ao lado, só complica tudo.

— Vocês têm algum tipo de rivalidade? – Perguntei.

— Não posso dizer que temos uma rivalidade, afinal todo fazendeiro acaba competindo com o outro, de forma direta ou não. Mas existem tipos e tipos de pessoas, e os Blacks conseguem ser do pior tipo. – Respondeu.

— Pode pensar assim Bella. Nós somos os mocinhos e eles os vilões. Então esteja avisada, não confie em nenhum deles, o melhor seria nem se aproximar, mas como estamos literalmente ao lado, isso é meio difícil, mas quanto menos contato melhor. – Emm pontuou.

— Entendi, tomarei cuidado. Nada de Black Horse.

— Não. Olhe só, eles são tão ridículos, que seguem o exemplo pobre ao qual você se referiu a Silver Horse. O sobrenome da família é Black e tiveram a ideia genial de colocar esse nome na fazenda, mas se não fosse só isso, como pensou, incrementaram o Horse, para tentar nos inibir. O que nunca funcionou é claro, no máximo causa alguma irritação momentânea, mas a Black Horse, jamais chegará aos pés da Silver Horse.

— É isso mesmo Emm. E agora Bella, admire e contemple, a verdadeira e única Silver Horse.

Observei a vastidão a minha frente, hectares e hectares de terra desbravando-se diante dos meus olhos. E quanto mais vejo mais contemplativa me torno ao observar tudo.

Enquanto Rose continuou a dirigir, notei como a propriedade é abastada de árvores e também pude ver alguns animais sendo encaminhados para seus devidos lugares.

Por conta do clima e estação do ano, ao nos aproximar do verão os dias já começam a ficar mais longos, fazendo com que mesmo sendo mais de sete horas, ainda possamos observar o sol.

Mal vejo a hora de aproveitar esses dias por completo, como se deve.

Foi então que o vi...

Montado em um cavalo tão negro quanto à noite, o que contrasta diretamente com tudo ao redor e ofeguei...

Não consigo identificar quem é mais bonito, o animal ou o homem montado no mesmo.

O homem, que está sem camisa, munido apenas de calça, bota e chapéu, deixa o sol agir soberanamente sobre seus músculos.

Mesmo o enxergando apenas de costas, consigo notar sua imponência, domínio sobre o cavalo e também a tarefa que pratica, pois ele está encaminhando o gado provavelmente de volta ao lugar de descanso, para passar a noite.

Conforme nos aproximamos da casa o perdi de vista, mas internamente torci para que ele seja um dos homens a qual terei o prazer de reencontrar durante minha estada aqui na fazenda...

Ao enxergar completamente a casa fiquei deslumbrada com sua beleza e tamanho.

É enorme, magnificamente bela, com várias portas e janelas, bem ao estilo de verdadeiras casas de fazenda, onde ao mesmo tempo transborda um ar rústico, também parece ser muito aconchegante. Quando Rose estacionou, um casal apareceu à porta.

Saímos do carro, Emm indicou que tirará as malas, então Rose subiu os degraus que separam o chão da belíssima varanda, a segui começando a ouvir o casal.

— Rose, minha filha, que bom que chegaram. Estávamos ficando preocupados já.

— Perdão mamãe, mas desde o instante que encontramos Bella, não paramos de conversar e acabamos nos atrasando um pouco.

— Sem problemas, o importante é que agora já estão aqui.

O homem, que acredito ser seu pai, pontuou.

— Sim papai, mas deixe-me apresentá-los. Bella, esses são meus pais, Carlisle e Esme Cullen. Papai, mamãe, está é Isabella Swan, nossa convidada.

Aproximei-me dando a mão para cumprimentá-los, mas fui pega de surpresa quando a senhora Cullen me puxou para um abraço.

— Seja muito bem-vinda, querida. Espero que sua estada aqui seja tão satisfatória quanto almeja.

— Obrigada. É realmente um prazer conhecê-los. Gostaria de agradecer por essa oportunidade, pelos senhores terem aberto suas portas e apoiado o projeto. Não sabem o quão significativo é esse gesto. Espero de alguma forma conseguir retribuí-los e também fazer valer a pena todo o empenho que tiveram.

— Não tem o que agradecer, estamos felizes em recebê-la. Quando pensamos na proposta, Carl e eu conversamos muito sobre a ideia de trazer alguém de fora até nós, mas ao refletir, percebemos que seria sim um grande ganho, não só a fazenda, mas também ao lado pessoal. Espero que realmente aproveite a estadia.

Sorri imensamente grata.

— Exatamente, seja muito bem-vinda. Saiba que as portas da casa e da fazenda estão inteiramente abertas a você. – O senhor Cullen completou. – E que também pode contar conosco para o que precisar. Você já conheceu Rose e Emm, tenho certeza que ambos a recepcionaram bem. Ainda tem nosso filho mais velho, a quem conhecerá mais tarde. Mas todos estavam animados com sua chegada e esperamos que esse verão seja realmente o melhor possível para nós.

— Muito obrigada, senhor e senhora Cullen.

— Retire os senhores, pode nos tratar apenas pelos nomes.

A senhora Cullen, ou melhor, Esme falou e seu marido assentiu.

— Então me chamem de Bella. – Pedi.

— Emmett, você e eu levaremos as coisas de Bella até seu quarto. – Carlisle comentou quando Emm colocou as malas na varanda. – Rose, enquanto isso, você mostra a casa a ela?

— Sim papai, pode deixar.

— Ótimo e eu voltarei à cozinha para terminar o jantar, pois logo seu irmão chega, assim poderemos comer todos juntos. – Esme completou e assim fizemos.

Rose me levou para dentro da casa e pude notar a aconchegante sala que se estende a minha frente, ela mostrou onde fica a cozinha, o escritório, banheiro social inferior, saída para os fundos da casa que dá no restante da propriedade, então subimos.

Fui orientada sobre o banheiro social superior, depois onde fica cada quarto, a quem pertence e ao fim entramos no que será o meu, que fica ao lado do quarto do seu irmão, pelo que Rose comentou.

Ao entrar já vi minhas malas dispostas e o quarto assim como tudo na casa é lindo, como também limpo e organizando.

Agradeci a Rose que indicou onde guardar tudo entre a cômoda e o guarda-roupa, pois ambos estão a minha disposição.

Ela informou que os quartos também têm seus próprios banheiros, sendo assim poderei ficar a vontade sem ter que me preocupar com nada de fora.

Por fim ela me deixou sozinha, dizendo que posso tomar banho, para espairecer da viagem e depois devo descer até a sala onde estarão me esperando.

Assim que ela saiu, não perdi tempo e procurando uma nova muda de roupa, entrei para o banheiro e tomei uma chuveirada, aproveitei para lavar o cabelo e como foi relaxante, ao sair já me senti mais composta de novo.

Vesti-me com a roupa que escolhi, um vestido leve para combinar com o clima e uma sandália baixa, deixei meu cabelo solto para secar, então sai do quarto. E seguindo as indicações de Rose voltei à sala, onde ela, o pai e Emmett, estão sentados conversando.

Eles me convidaram a fazer o mesmo, mas estou tão encantada com tudo que não me contentei em ficar apenas sentada, por isso pedi licença e caminhei de volta a varanda.

Foi então que vi o mesmo cavaleiro de mais cedo, vindo da lateral da casa cavalgando até a entrada.

Que sorte a minha, depois de tê-lo contemplado de longe, agora poderei fazê-lo de perto. Agora ele já está de camisa, o que é uma pena, devo acrescentar.

Ele desceu do cavalo, acariciou o mesmo e caminhou em direção a casa, mas por conta do chapéu ainda não consigo ver seu rosto.

Percebi que esse deve ser o último dos Cullen, o que ainda não tive o prazer de conhecer. Mas na hora que pisou na varanda e tirou o chapéu finalmente pude vê-lo...

Se pensei que sua beleza era algo a se admirar apenas pelo físico que notei mais cedo, estava completamente enganada, pois seu rosto é ainda mais magnifico...

Seus olhos em um tom de verde profundo, maxilar bem marcado e forte, sobrancelhas bem postas e um cabelo que ai meu Deus, ao vê-lo passar a mão sobre o mesmo, se possível fiquei ainda mais encantada.

Como conseguirei resistir?

Finalmente ele pareceu notar minha presença, então parou.

Tomando a iniciativa decidi caminhar até ele e me apresentar.

— Olá, sou Isabella Swan. A universitária que veio para o projeto de verão.

Ele me olhou de cima a baixo.

Meu rosto, corpo e por fim a mão estendida, mas não fez qualquer movimento indicando que aceitará o cumprimento.

Sem graça recolhi o braço e prestes a falar novamente fui contida por sua voz.

— Então quer dizer que você é a garota Californiana que veio passar as férias na fazenda? Bem que eu suspeitava que fossem mandar uma garotinha mesmo. Sendo assim vamos deixar uma coisa bem clara. Diferentemente de todos, nunca estive de acordo com essa história, não a queria aqui e ainda não quero, portanto, para o seu bem fique fora do meu caminho. O que quer dizer que não quero vê-la se intrometendo nos assuntos da fazenda, e, sobretudo, não a quero lidando com os animais. Você poderá até observar, de longe, como as coisas são, mas não permitirei que interfira em absolutamente nada.

Fiquei em choque, realmente impactada com suas palavras.

Ouvi passos e as pessoas de dentro da casa, saindo para varanda, juntando-se a nós.

— Edward, querido. Que bom que chegou. – Então esse é o nome do infeliz. – Você vai querer tomar banho antes de jantar? Ou já posso servir?

— Não mamãe, irei apenas lavar a mãos e já podemos comer.

— Edward, vejo que já conheceu a Bella. Estavam conversando?

— Sim Rose. Estava justamente explicando como as coisas acontecerão durante sua estada. Que não quero qualquer tipo de interferência referente às coisas da fazenda, especialmente sobre os animais. Que ela é apenas uma estudante, portanto, não tem nenhum conhecimento concreto estabelecido, sendo assim sua presença não nos vale de nada.

— Edward!

Ouvi o espanto de seus familiares, mas cansada de ouvir tantas barbaridades e sem esperar por alguma atitude deles, falei.

— Rose, você me informou sobre os animais que a fazenda cuida, mas entre eles não disse que também criam mulas.

— Mas realmente não temos mulas aqui, Bella. – Emm respondeu.

— Como não? Se estou diante de uma agora mesmo.

Apontei para o tal Edward. E ouvi outro sinal de espanto dos presentes.

— Ah, sua garotinha insolente! Quem você pensa que é para falar assim comigo?

Ele tentou iniciar mais um de seus resmungos, mas imediatamente o cortei.

— Escute aqui. Quem você pensa que é para falar assim comigo? A única coisa que fiz desde que nos vimos foi tentar me apresentar, mas imediatamente você arriou as quatro patas em minha direção e começou com suas ofensas, pode ter certeza que isso não é algo que aguentarei. Você pode até ser filho dos Cullen e eles podem me colocar daqui para fora no instante que terminar de falar, mas não deixarei uma atitude como essa passar. Jamais ouvirei calada esse tipo de despautério, ainda mais vindo de um homem grosseiro, ignorante e machista. Sou sim uma estudante, mas pode saber que o conhecimento, dedicação e persistência que tenho, valem muito mais do que qualquer pose que você queira implantar. Então esteja avisado, caso os Cullen não me expulsem, permanecerei aqui por todo o verão e darei o meu máximo não só para ajudar na fazenda, mas em especial no cuidado dos animais, pois é a eles que pretendo servir e não será um arrogante pretensioso como você, que me impedirá de seguir com meu objetivo.

Terminei de falar e continuei a encará-lo nos olhos.

Como disse, posso ser expulsa daqui a pouco, mas jamais baixarei minha cabeça para um homem como Edward Cullen...

CONTINUA.

Notas finais
N/A: Estão prontas para acertar a cabeça do Edward também? Haha. Meninas antes de apedrejarem o homem, peço só que aguardem. Esse é apenas o primeiro capítulo e a primeira impressão. E sabemos que a primeira impressão quase nunca é a que fica, não é? ;). Mas quero muito saber o que acharam do capítulo. Sobre a Bella, o projeto da universidade, os outros personagens, o que esperam da jornada dela na Silver Horse e como o verão prosseguirá. E podem reclamar do Edward também, porque ao menos, por enquanto, ele está merecendo haha. Desejo muito que gostem dessa estória que tenho planejado com muito amor e carinho. Como dito lá em cima, se quiserem podem conferir também minha outra longfic em andamento, Para Te Encontrar. E para quem usa twitter, pode me encontrar sempre por lá: @KNRobsten. Espero ver todas nos comentários e quarta-feira que vem conheceremos um pouco mais do cowboy... Até lá. ~Kiss K Nanda.