Promises in the Dark
23 O Conforto
Notas iniciais
POV Bella
Apesar de amar me envolver nos lábios de Edward, tive que interromper nosso beijo...
— Calminho ai Cowboy. – Falei nos afastando um pouco. – Temos muitas coisas para fazer e quero logo liberar o quarto para que sua mãe possa vir arrumá-lo.
— Tudo bem. A terei por toda a noite toda comigo, posso esperar um pouquinho até lá.
Respondeu sorrindo de um jeito fenomenal.
— Eu realmente ainda posso apenas passar ao outro quarto de hóspedes, sabia?
— Mas não vai. Já combinamos e apesar de saber bem o quão teimosa é, sei também que nunca deixa de cumprir sua palavra. – Falou me deixando sem saída. – Agora pare de enrolar, quer ajuda com alguma coisa?
— Na verdade acho que é melhor que vá organizar as coisas no seu quarto, arrumar um espacinho para colocar minhas roupas. Se bem que a partir de agora acho que não teria mal em deixar algumas peças na mala mesmo...
Comecei a ponderar, mas logo Edward interrompeu meus pensamentos.
— Não se preocupe. Você terá todo espaço que precisar. – Afirmou. – Não será por conta disso que não se sentirá a vontade comigo.
— Certo. Nesse caso guardarei tudo aqui e daqui a pouco vou para lá.
— Ótimo, estarei te esperando.
Ele segurou meu rosto, me deu mais um beijo e por fim saiu do quarto fechando a porta atrás de si.
Desse modo, aproveitei o momento sozinha para refletir um pouco sobre os últimos acontecimentos...
Deitei na cama e imediatamente lembrei-me da última noite, é claro que arrisquei muito lhe concedendo controle total sobre tudo, mas de um jeito inexplicável, sinto que posso confiar em Edward com a minha vida, por isso não hesitei em pedir para que realizasse minha fantasia...
E ele foi mais do que perfeito em todos os sentidos, pensando bem foi até bom vivermos essa experiência aqui, já que a partir de agora ficará marcada também como nossa última noite nesse quarto.
De verdade não estou nem um pouco infeliz por saber que passarei meus últimos dias com Edward, compartilhando uma intimidade ainda maior, mas tão pouco posso negar que ele me pegou totalmente desprevenida com sua declaração na sala.
É claro que quando os detetives questionaram sobre a verdade por trás da nossa relação pensei muito sobre o que dizer e ainda mais qual seria essa verdade, mas acreditei que diante de tudo devíamos manter as coisas como estavam sem tornar nada público desnecessariamente.
Talvez tenha sido só a questão do quarto mesmo, Edward provavelmente pensou de modo prático e agiu ou outra coisa tenha lhe tomado à mente, já que ele falou que também se preocupa comigo e acredito nisso, assim como a recíproca é verdadeira.
Mas ainda sim, quando ele disse diante de todos que éramos bem mais do que amigos e que estávamos a nosso modo juntos, quase não soube o que fazer ou onde enfiar a cara.
Minhas maiores preocupações eram sobre o que Carlisle e Esme achariam de tudo, mas fui surpreendida em dois sentidos, com suas confissões que já sabiam sobre nós e que também não se importavam nem um pouco que ficássemos juntos de modo mais público.
Eles são realmente pessoas incríveis e com certeza não merecem ter que lidar com nada mau como as questões que têm assolado a fazenda.
O que nos leva a chegada dos detetives, tenho que informar ao papai que não só entramos em contato com eles, como já vieram até aqui e assumirão o caso. Tenho muito que agradecer e de verdade acredito que eles possam ser a chave para a resolução e descoberta de quem realmente está por trás de tudo.
O jeito compenetrado e seguro nos passou bastante confiança e a exposição da história da fazenda, com os complementos sobre nossas vidas, nos deixaram bastante alertas sobre como é fácil ter a vida acessada por ai.
Ao menos a partir de agora ficarei muito mais atenta sobre tudo que compartilho.
Mas no fundo só espero que eles consigam fazer o trabalho e que logo descubram o culpado. Não tenho ideia se ainda estarei aqui quando isso acontecer, mas pelo bem da fazenda e todos que dependem dela, espero sinceramente que a resolução venha o mais rápido possível e principalmente, que não ocorram mais sabotagens até lá.
Sabendo que não posso continuar enrolando para não atrasar a programação de todos, levantei da cama e comecei a separar minhas coisas para levar ao quarto do Edward.
Tão logo ouvi uma batida na porta.
— Pode entrar. – Indiquei.
— Oi Bella.
— Oi Esme.
— Posso entrar um pouquinho? Não vou te atrapalhar, não é?
— É claro que não. Estou arrumando minhas coisas, mas prometo que não demorarei.
— Não se preocupe querida, leve o tempo que precisar.
— Obrigada.
— Na verdade vim conversar um pouquinho com você, saber como está. – Informou.
— Em que sentido?
— Em todos, mas especialmente sobre o que houve mais cedo.
— Esme, eu...
— Não querida, não se preocupe. Justamente por isso vim conversar. Já falei com Edward há pouco, mas precisava falar com você também para esclarecermos tudo.
— Tudo bem.
— Ouça, já repreendi meu filho sobre a atitude de expô-los daquela maneira. Entendo que ele agiu com boa intenção, mas a decisão de revelar sua relação deveria ter partido em comum acordo e após uma conversa. Pensei já ter ensinado como lidar com situações do tipo, mas pelo visto ainda preciso explicar um pouco mais.
— Obrigada Esme, nós também já conversarmos e estamos bem.
— Ele me disse e fico feliz em saber disso. Mas quero que saiba que realmente está tudo bem, vocês são adultos, donos das suas vidas e se estão felizes, é o que realmente importa.
— Fico realmente feliz em ouvir isso, pois a considero demais e não queria chateá-la ou desrespeitá-la de alguma forma, nem ao Carlisle.
— Quanto a isso pode ficar tranquila que não sentimos qualquer um desses sentimentos, pelo contrário, estamos felizes também por saber que se permitiram viver algo assim.
— Pois é, quando vim para cá a última coisa que tinha em mente era a ideia de me envolver com alguém. Cheguei até a informar isso com todas as letras, mas a vida é realmente engraçada e nos prega peças que na maioria das vezes não estamos esperando.
— Sim, por isso fico ainda mais contente por saber que vocês não ligaram para as possíveis adversidades e simplesmente decidiram viver o que queriam. Não importa o que acontecerá depois, contanto que sigam seus corações.
Baixei a vista incapaz de continuar olhando-a ou de responder, já que essa questão não está nem um pouco clara ainda, ao menos não para mim...
— Sabe, desde o dia que chegou suspeitei que algo mais poderia acontecer entre Edward e você.
— É mesmo?
Ergui o rosto.
— Sim. Só aquele primeiro confronto entre vocês deixou claro que algo mais surgiria, poderia ter sido apenas uma forte amizade, mas quanto mais os dias passavam, mais me dava conta das mudanças que apresentavam e que não demoraria muito para se envolverem de outra forma. – Não contive um sorriso. – E aos poucos Carlisle e eu notamos atitudes em Edward que jamais o vimos ter. E mesmo não a conhecendo tanto, percebemos que certos olhares, gestos cúmplices, situações vividas, não só por você, mas por ele também, queriam dizer que algo mais já estava acontecendo...
— Pelo visto não somos realmente tão bons em guardar segredo assim. – Ponderei.
— É claro que não sabemos tudo que aconteceu e a forma que vem acontecendo, mas somos bons observadores também, por isso não foi difícil constatar esses fatos. – Piscou. – Mas antes de deixá-la terminar de organizar suas coisas, quero fazer apenas uma pergunta.
— Pode fazer.
— Você está bem mesmo com a ideia de dividir o quarto com ele? Pois caso não esteja, é só me dizer. Que se necessário for colocamos o Edward no quarto menor e a deixamos sozinha no quarto dele, mas não a faremos passar por algo que não queira.
Não contive um sorriso diante da proposta.
— Pode ficar tranquila Esme, está tudo bem por mim. E sendo bem franca, não acredito que mesmo que permanecêssemos em quartos separados, dormiríamos de fato distantes, então por que dar mais trabalho? Pode confiar que quanto a esse aspecto estou bem tranquila.
— Pois muito bem, se é assim que se sente a questão está completamente resolvida. Agora já vou para que termine sua arrumação.
— Não está atrapalhando.
— Mas eu realmente preciso descer para terminar de preparar o almoço e quando finalizar a mudança para o quarto do Edward desça para comer, sim?
— Pode deixar Esme. E mais uma vez obrigada por tudo.
— Não há de que querida.
Ela me deu um beijo no rosto e saiu do quarto.
A partir dai não demorei muito para organizar todos meus pertences de volta nas malas para levar ao quarto do Edward.
Sai do cômodo arrastando apenas duas malas e logo parei em frente à porta do quarto vizinho, que a partir de agora será meu também.
Ao bater ouvi a voz de Edward indicando para entrar.
— Oi. – Saudei.
— Oi, entre. Estava te esperando.
Passei com as duas malas parando em meio ao quarto.
— Vou deixar essas aqui e voltar para buscar o restante das minhas bagagens.
— Pode deixar que eu pego. São só as malas mesmo?
— Sim. Reorganizei tudo novamente para facilitar.
— Muito bem. Mas antes quero só explicar umas coisas para que já possa começar a se organizar. – Comentou e assenti. – Você terá um bom espaço no closet, acredito que seja suficiente, mas caso precise de mais é só falar que reorganizamos.
Diferente de como é no quarto que estava Edward, assim como Rose e provavelmente Carlisle e Esme, têm closets em seus quartos ao invés do guarda-roupa, por isso quando apontou o vão ao lado das suas roupas, pude notar vários espaços vazios a minha disposição, sejam nas partes com prateleiras, cabideiros e até algumas gavetas.
Diante do meu silêncio ele continuou.
— Também abri espaço no armário do banheiro e até dentro do Box, você poderá deixar seus produtos de higiene pessoal dispostos sem problema algum.
— É realmente muita gentileza Edward, não precisava.
— Precisava sim. Quando sugeri que compartilhasse o quarto comigo não queria que perdesse nada, então pode se sentir a vontade, pois pelo tempo que permanecer aqui, esse quarto será como seu. Se precisar de privacidade em algum momento é só falar que a deixarei livre e farei todo o possível para que se sinta bem e confortável.
— Obrigada. E saiba que a situação vale para nós dois. Esse ainda é o seu quarto, então se em algum momento quiser ficar sozinho, tratar de questões particulares, basta pedir que o deixarei livre.
— Muito bem, estamos combinados. Agora vou buscar o restante das suas malas, enquanto isso já pode ir organizando tudo. E seja oficialmente bem-vinda.
— Muito obrigada. Tenho certeza que os dias que passar aqui serão tão bons quanto no quarto ao lado.
— Serão melhores, pode apostar.
Piscou maroto saindo do quarto em seguida.
Sorrindo puxei as malas para dentro do closet e comecei a pensar sobre como organizarei tudo e não demorou nem um minuto para Edward voltar com o restante da minha bagagem.
— Obrigada.
Agradeci quando ele as dispôs ao meu lado.
— De nada. E agora vou deixá-la sozinha para que fique a vontade, pode levar o tempo que precisar. Organizar as coisas do jeito que quiser e até mudar algo de lugar se preferir. Também já troquei os lençóis da cama, o quarto está prontinho para sua estada.
— Vou ficar mimada desse jeito. – Brinquei.
— E você já não era? – Devolveu.
O olhei ultrajada, mas ele logo riu se aproximando e enlaçando minha cintura.
— Se você pensa que está sendo mimada agora é por que não tem ideia do que pretendo fazer a noite...
— Edward...
Ele me beijou intensamente como que dando uma pequena prova do que me espera mais tarde e agora simplesmente não conseguirei parar de pensar nisso durante o restante do dia...
— Agora vou descer, preciso conversar uns assuntos com o meu pai. Leve o tempo que precisar e se necessitar de alguma ajuda, basta me chamar.
— Tudo bem, não se preocupe, acho que conseguirei me virar direitinho.
— Ótimo.
Ele saiu do closet, porém encostou novamente no batente antes de sair por definitivo.
— Ah, Bella?
— Sim?
— Ainda estou me decidindo se quero que guarde suas calcinhas ou não. Eu realmente amo arrancá-las do seu corpo, mas com a nossa privacidade recém-adquirida, acho que elas não serão mais necessárias. Estou em dúvida. Mais tarde informo minha decisão. – Piscou e saiu.
— Idiota. — Proferi.
E ele ouviu, pois antes de sair efetivamente do quarto ainda pude ouvir seu riso descarado.
Então finalmente sozinha, comecei a organizar tudo em meu novo quarto na casa dos Cullen, o quarto de Edward...
Quem diria a dois meses quando cheguei que às coisas poderiam mudar tanto a esse modo?
Se dissessem que passaria a dividir o quarto com alguém, automaticamente pensaria na Rose, visto nossa amizade instantânea. Mas ficar com Edward? Ainda mais com todos sabendo e aparentemente aprovando?
Isso nunca poderia imaginar, nem em um milhão de anos, porém aqui estou, literalmente arrumando minhas coisas em seu quarto, porém que ainda só por alguns dias será um pouco meu também.
E pelo restante do mês continuaremos sendo amigos e parceiros nessa louca aventura que iniciamos, mas que não tenho ideia do que resultará ao fim quando tiver que partir para a vida real que deixei para trás...
Balancei a cabeça dispersando desses pensamentos, pois não quero me atentar a isso agora, não quando ainda tenho tantas coisas a resolver e a viver. Deixarei para pensar nisso apenas quando não tiver mais alternativas...
Levei o restante da manhã guardando e organizando tudo, mas quando terminei foi satisfeita com o que fiz.
Edward realmente deixou os espaços certinhos e consegui acomodar minhas coisas sem intervir demais em seus próprios objetos e roupas.
Quando encerrei a arrumação, deixei o quarto com destino ao andar inferior, ao chegar à sala não encontrei ninguém, caminhei até a cozinha logo enxergando Esme terminando de arrumar o almoço.
— Oi querida, terminou?
— Sim, demorei, mas deixei tudo pronto.
— Ótimo. E o quarto está do seu agrado? Não precisa de nada mais? – Neguei com um aceno. – Muito bem, também estou finalizando aqui. Você poderia chamar o Carl e o Edward, por favor? Eles estão no escritório.
— Chamo sim. E seremos apenas nós a almoçar?
— Sim. Alice e Jasper ligaram a pouco informando que voltarão após o almoço.
— Entendi. E a Rose? Ainda não voltou?
— Não. Até falei com a Gianna a pouco e perguntei se o Emm voltou para casa, mas ela disse que desde que veio para cá quando Edward chamou não voltou mais.
— Vamos torcer para que se estiverem juntos, que estejam se resolvendo. Do contrário, que ao menos estejam bem.
Falei já ficando um pouco preocupada.
— É o que estou desejando.
Sem falar mais sobre esse assunto, pedi licença para ir chamar os homens, porém não precisei ir longe, pois os dois já estavam a caminho da cozinha quando os encontrei.
Com todos reunidos o almoço não demorou a sair, foi uma refeição agradável, conversamos um pouco sobre a presença dos detetives e o que esperam que aconteça agora com esse novo respaldo.
Ao fim consegui convencer Esme a me deixar ajudar, porém quando terminamos a arrumação da cozinha ela dispensou a ajuda na organização do quarto para os novos hóspedes.
Com isso decidi caminhar um pouco, mas ao sair para a varanda logo avistei Edward brincando com Gus e imediatamente fui até eles.
— Gus, meu lindo, que saudades.
Aproximei-me sendo brindada não só por seus latidos, mas por sua aproximação afoita cheia de lambidas.
— Também sentiu minha falta, não é garotão?
— A semana foi complicada, nem eu pude dar muita atenção a ele.
— Estamos em falta com você lindão, mas vamos compensar isso agora, que tal?
O cachorro latiu animado abanando o rabo.
— Na verdade estava indo lhe dar banho, quer vir conosco? – Edward perguntou.
— Vou adorar. – Respondi sorrindo.
Caminhamos com Gus até a área destinada ao banho.
Edward apontou para os utensílios que usa e explicou como faz tudo, ouvi atentamente para não atrapalhar e poder ajudar efetivamente, então começamos a função.
— Isso Gus, muito bem.
Comentei ao esfregar atrás de suas orelhas enquanto ele como um bom garoto permanece quieto somente apreciando o gesto.
— Além de bonitão, agora ainda vai ficar todo cheiroso. Essa é a combinação perfeita, sabia?
— Ah, é? – Edward questionou.
— É claro. Beleza é algo subjetivo, depende do gosto de cada um. Agora higiene pessoal é indispensável. Não adianta nada uma pessoa ou cachorro, ser lindo de morrer, se ao aproximar-se o mau cheiro é capaz de espantar até o mais simpáticos dos gambas.
Estremeci com o pensamento, mas foi uma péssima ideia, pois Gus interpretou o gesto de modo errado e resolveu que era uma boa balançar todo o corpo também espalhando espuma para todo lado.
— Ah, Gus...
— Gus caramba!
O cachorro pouco se importou com nossos protestos, pelo contrário, parece ter ficado bem contente em ter nos enchido de espuma também.
Sem saída Edward e eu apenas retiramos um pouco dos fluídos do corpo e continuamos a ensaboar o cachorro para poder finalizar o banho como planejado.
Gus se comportou bem no fim e não fez mais nenhuma gracinha, porém não posso dizer o mesmo de Edward, que sem piedade alguma de repente borrifou água da mangueira em mim.
— Edward!
— O que foi? – Cínico!
— Você me molhou.
— Foi sem querer, estava mirando no Gus, mas escapou.
— Ahã, sei.
— É sim, olha só.
E sem vergonha alguma apontou novamente a mangueira soltando um novo esguicho.
— Edward, seu idiota. Você me paga.
O ridículo começou a rir e Gus o acompanhou com latidos.
— Não ria disso Gus, não tome o partido dele. – Repreendi o animal.
— Não tenho dúvida de que ele está achando bem divertido te ver molhada também, aposto que estava se sentindo injustiçado por ser o único a se molhar aqui.
— Ah, é mesmo? Pois não seja por isso.
Avancei na direção de Edward, porém prevendo meu movimento ergueu o braço deixando a mangueira fora do meu alcance, mas como não sou de desistir fácil comecei a agarrá-lo na tentativa de puxar a mangueira e desse modo passamos a nos molhar.
— Me dá essa mangueira! – Gritei.
— Você está molhando nós dois desse jeito.
— Bom, pois você também merece se molhar.
— Ah, Swan. Toma isso.
Ele virou a ponta molhando completamente minha cabeça.
— Seu Cullen idiota. Chega!
Agarrei seu braço firmemente conseguindo um pouco mais de domínio sobre a ponta da mangueira e direcionei para o seu lado, molhando-o bastante também.
Enquanto isso Gus ao nosso redor não para de latir, pular e se enfiar entre nós no meio da bagunça que estamos fazendo.
Com isso suas pastas acabaram enrolando na mangueira e quando ele correu para puxar acabou nos levando ao chão por conta da força usada.
— Ai...
— Cacete!
Edward realmente levou a pior, pois caiu sobre a grama, enquanto fiquei mais sobre o seu peito.
— Você está bem? – Perguntei.
— Estou. Só fui pego de surpresa. E você?
— Bem também e contente por ter levado a pior. – Pisquei.
— Você é má.
— Não sou não. Mas você é um homem molhado.
Pegando-o desprevenido, puxei a ponta da mangueira molhando-o todo, mas ele não demorou a conseguir recuperar o objeto e terminar de me molhar.
— Ok, ok, chega, trégua. – Encerrei a brincadeira. – Já gastamos água demais. E por mais que tenham um poço de ligação, ainda sim, não devemos ficar desperdiçando.
— Está bem. Desde que admita que eu venci.
Falou como um garoto animado.
— Está bem Cullen, essa você venceu. Mas esteja preparado que a qualquer momento isso terá volta.
— Estarei esperando Swan.
E como que para selar nosso acordo, ele se inclinou me deitando na grama e encostando os lábios nos meus.
Não me fiz de rogada em receber o carinho e logo entrelacei as mãos em sua nuca prendendo-o junto a mim o máximo possível.
Só paramos o beijo ao ouvirmos o barulho de um carro aproximando-se.
Imediatamente sentamos e ao enxergarmos o carro constatamos que são os detetives voltando à fazenda.
— Acha que eles conseguem nos ver aqui? – Perguntei.
— Não. Estamos à cima da visão deles. Por quê?
— Só para saber. Acha que eles conseguirão nos ajudar?
Soltei de repente.
— Espero realmente que sim, pois eles são nossa última esperança. E você?
— Sinto o mesmo. Quero confiar em seu trabalho e competência, mas nossa situação é tão crítica que não podemos lidar apenas com hipóteses, nesse momento precisamos de resultados concretos e de preferência rápidos.
— Sim, mas eles foram recomendados pelo seu pai, que já nos ajudou antes. E a apresentação de hoje foi bem convincente. Agora só nos resta aguardar. – Assenti. – Vamos enxaguar o Gus e encerrar esse banho que já demorou demais.
— Tudo bem.
Levantamos e chamamos Gus que se afastou um pouco para brincar.
Finalmente finalizamos seu banho, guardamos os utensílios e deixamos o cachorro curtir sua tarde livre, enquanto seguimos de volta para a casa em busca do nosso próprio banho.
Ao entrar e não encontrarmos ninguém, subimos diretamente ao quarto de Edward procurando deixar o menor rastro possível, só espero que tenhamos conseguido e que Esme não tenha que lidar com nossa bagunça depois.
Dentro do quarto seguimos diretamente ao banheiro.
— Posso tomar banho primeiro? – Pedi. – É que tenho que lavar o cabelo...
— Hey. Que história é essa de tomar banho primeiro? Vamos tomar banho juntos.
— Mas...
— Não era você que ainda a pouco estava querendo preservar a água do mundo? Pois então, tomando banho juntos economizaremos muito mais.
Explicou piscando os olhos como um menino inocente.
— Está bem. – Suspirei. – Mas só banho, hein?
— E quem falou em outra coisa? Eu só estou pensando em ficar limpo, após nossa aventura com o Gus. Sua mente suja que está indo em outra direção.
— Está bem Edward. Quem não te conhece que te compre.
— Bella, você tem a minha palavra que não tentarei nada durante esse banho. – Afirmou. – Mas talvez você não resista a minha gostosura tão perto e a disposição...
— Não se preocupe meu bem. Pois você também tem a minha palavra que não o atacarei durante nosso banho. – Afirmei.
— Então estamos combinados. – Sentenciou.
Nenhum de nós perdeu a batalha, o que transformou o banho em uma situação bem tentadora, por mais que tenhamos ficado no limite, nenhum dos dois quis dar o braço a torcer, o que só deixou a expectativa para o nosso próximo encontro íntimo ainda maior...
De volta ao quarto, após nos vestirmos, me aproximei da janela para observar a paisagem.
O quarto em que estava tinha uma visão linda, mas essa daqui é ainda melhor, literalmente de tirar o fôlego.
— O que está olhando?
Edward questionou ao se aproximar parando atrás de mim.
— A vista. Seu quarto tem uma das melhores. – Comentei.
— Nesse momento? Realmente estou diante de uma das melhores visões possíveis.
Virei o rosto notando que seu olhar não está para o além da janela, ao invés disso tem os olhos focados em mim e não pude evitar corar com a intensidade presente neles.
— Eu já vou dormir com você essa noite Cowboy, não precisa me adular.
— Você realmente sabe como acabar com a moral de um homem...
— Estou brincando. Fico grata e lisonjeada com o elogio. – Fiquei na ponta dos pés lhe dando um beijo casto. – Mas é verdade que ainda vou dormir com você essa noite. – Sussurrei entre seus lábios.
Quando me afastei o vi puxar o lábio inferior entre os dentes em um claro sinal de busca de controle, sorri internamente voltando à posição anterior observando o vasto campo da Silver Horse através da janela.
— Acha que Rose e Emm já voltaram? – Perguntei.
— Creio que não. Dependendo da direção que viessem, teríamos visto lá de fora. E ao passar em frente ao quarto da Rose o vi vazio.
— Hum. E será que eles estão juntos até agora? Talvez se resolvendo?
— Acho que sim. Não posso afirmar nada, mas não sinto que Rose está mal.
— Como assim? – Virei para olhá-lo. – Você é capaz de sentir sensações por ela? Como os gêmeos fazem?
— Não sei como é uma ligação de irmão gêmeo, pois não tenho um. Mas em suma, Rose e eu sempre conseguimos saber quando o outro não está bem. É por isso que estou tranquilo, pois independente do que ela e Emmett estejam fazendo, se ainda estão juntos até agora ou não, não sinto a angústia característica de quando ela está passando por algo ruim. – Explicou.
— Isso é tão legal. Como filha única jamais passarei por algo do tipo, talvez com meus filhos crie uma conexão assim, mas é interessante saber que os irmãos podem se sentir dessa forma.
— Não sei se todos os irmãos conseguem fazer isso, mas nós dois sempre fomos muito ligados, protetores um com o outro, então acredito que algo possa ter contribuído para criar esse vínculo.
— E você me acusando de ser uma bruxa. – Relembrei. – Quando na verdade o tempo todo o detentor de poderes especiais era você.
— Nunca disse que não seria um também, apenas afirmava que você com certeza tinha que ser, pois jamais fui enfeitiçado de tal modo antes de conhecê-la...
Não resisti às palavras, nem ao olhar, o beijando sem receios, demonstrando através do ato que eu também estou totalmente enfeitiçada por ele...
Passamos o resto da tarde de modo cômodo e confortável, conversando, nos beijando, como dizem por ai, namorando...
Ainda que de fato a palavra não se aplique a nós...
Em meio a esses momentos Edward sugeriu deitarmos na cama para ficar mais confortáveis e foi desse modo que acabamos pegando no sono, despertando apenas quando o crepúsculo começou a aparecer através dos montes da fazenda.
Saímos do quarto juntos e descemos em direção à sala, ao chegar encontramos seus pais conversando com Jasper e Alice.
— Boa tarde.
Edward saudou.
— Boa tarde.
Responderam em coro.
Edward e eu nos acomodamos nos lugares vagos em um dos sofás e ficamos acompanhando a conversa vigente.
— Bella?
Esme me chamou calmamente.
— Sim?
— Vocês gostariam de comer alguma coisa? Lanchamos a pouco, mas se quiserem posso colocar a mesa novamente.
— Por mim não Esme, estou bem. – Olhei para Edward que está atento a nossa troca de palavras e ele apenas negou com a cabeça. – Vamos esperar para comer apenas na hora do jantar.
— Muito bem.
Concordou e assenti, porém aproveitando o ensejo a questionei.
— Esme, Rose e Emmett ainda não voltaram? Ou ao menos ela?
— Não querida, confesso que com a aproximação da noite estou começando a ficar preocupada.
— Não se preocupe mamãe, logo ela estará em casa.
Edward informou para acalmar a mãe.
E no exato momento em que ele acabou de falar ouvimos o barulho de passos na varanda, então Emm e Rose apareceram no batente da porta, de mãos dadas e com sorrisos bobos no rosto.
— Boa tarde.
Falaram juntos.
— Graças a Deus. Já estava ficando preocupada com o sumiço de vocês.
Esme não se conteve em falar.
— Desculpe mamãe, perdemos a noção do tempo, mas estamos bem.
Rose respondeu ainda sem conseguir tirar o sorriso do rosto.
— Desculpe se os deixamos preocupados, apenas quisemos aproveitar o dia. – Emm completou.
— Não tem problema o importante é que estão aqui e bem. – Carlisle pontuou.
— Rose, vou para casa tomar banho e garantir a minha família que estou bem.
Emmett comentou com ela, mas ainda sim sendo possível ouvi-lo.
— Está certo, mas você volta para jantar, não é?
— Volto.
— Pergunte a sua família se eles não querem vir também. – Esme sugeriu.
— Pode deixar Esme, vou ver com eles, obrigado.
Prestes a sair ele puxou Rose para seus braços e esse foi o sinal para deixarmos de olhar o casal e lhe darmos privacidade.
Rose ainda ficou um tempo na porta, provavelmente vendo Emm caminhar em direção a sua casa, só depois entrou definitivamente seguindo rumo à escada, porém antes de subir trocamos um olhar significativo.
Prestes a pedir licença e levantar, esperei ao ouvir o comentário de Alice.
— Vocês têm que decidir a quem vão revelar sobre nós.
— Como assim? – Perguntei.
— Alice e Jasper disseram que será melhor que as pessoas não saibam o real motivo de sua presença aqui. – Esme respondeu.
— Vocês não acham prudente que as pessoas da fazenda saibam que são detetives e que estão aqui para investigar?
— Não Bella. – Alice afirmou. – Ao menos por enquanto queremos fazer uma análise clara, não só da situação, mas também dos possíveis envolvidos.
— E realmente teremos que esconder de todos? – Edward perguntou.
— Acredito que os maiores envolvidos já estejam sabendo, então não vemos por que contar a mais pessoas.
— Temos que contar aos McCarty. – Carlisle afirmou. – Não só por Emmett já estar sabendo, mas por que eles também são da família e merecem saber a verdade.
— A escolha é de vocês. – Jasper pontuou. – Só realmente não recomendamos que contem a muitas pessoas. E que essas sejam de extrema confiança.
— Eles são. Não diremos a mais ninguém, além dos McCarty, mas eles precisam saber. – Esme informou.
— Muito bem. Então está decido. Eles saberão a verdade, mas o restante das pessoas da fazenda e dos arredores não podem fazer a mínima ideia do real motivo que nos trouxe aqui, ao menos não por enquanto.
Alice afirmou e assentimos em concordância.
Com esse assunto encerrado, finalmente pedi licença saindo à procura de Rose.
Ao chegar à frente do seu quarto, bati na porta ouvindo a permissão de passar.
— Oi.
Abri um pouco a porta.
— Bella, entre. Que bom que é você.
— Atrapalho?
— Não, é claro que não. Acabei de tomar banho e vou só me arrumar para descer, mas podemos conversar enquanto isso.
— Está bem.
Entrei definitivamente no quarto fechando a porta atrás de mim.
— Mas então, vocês passaram o dia todo fora...
— Pois é. Realmente nem vimos o tempo passar.
— Imagino que tenha sido por um bom motivo. – Joguei verde.
Enquanto espero pela resposta caminhei pelo quarto até sentar em sua cama.
— Foi por um motivo maravilhoso! – Exclamou entusiasmada.
— Então conte logo o que aconteceu, não faça mais suspense, pois passei o dia todo pensando em vocês.
— Não acredito que tenha pensado em nós o dia todo, não depois da revelação que Edward fez. Que, aliás, também quero saber tudo que houve depois que sai. Como ficaram e como estão.
— Eu conto, mas primeiro você. – Insisti.
— Está bem. – Com a afirmativa sentou ao meu lado na cama. – Quando sai de casa não tinha muita ideia do que fazer ou para onde ir, só queria caminhar, me afastar, espairecer. Pois o que os detetives falaram mexeu muito comigo.
— Eu imagino.
— Quando vi estava em frente ao estábulo, então decidi ir cavalgar com a Diana. Não tinha ideia de que o Emm estava atrás de mim, só notei quando ouvi o barulho de galopes muito próximos ao olhar para ver quem era o enxerguei. Porém não tive a atitude mais madura de todas, ao invés de esperá-lo, para ao menos perguntar o que ele queria, somente incitei a Diana a galopar mais rápido.
— Não acredito Rose.
— Eu sei, foi estupidez. Apesar de termos que conversar, não queria ouvi-lo falar que errei e dizer que estava chateado comigo, ao menos não naquele momento quando já me sentia tão frágil. Porém obviamente ele não deixou por menos e cavalgou ainda mais rápido até me alcançar, eu tinha uma boa dianteira, mas ele tem muito mais habilidade a cavalo do que eu.
— Imagino que sim. Mas vocês pararam para conversar?
— Não exatamente. Por conta de sua atitude não iniciamos o assunto do modo mais brando, eu comecei a gritar, ele também e quando menos percebi, estávamos nos beijando.
— Rosalie Cullen! Não acredito nisso.
— Pois acredite. Não é só Edward e você que sabem protagonizar um bom momento de tensão.
— Pelo visto estive realmente enganada com vocês dois, sempre achei que eram calmos e civilizados. – Brinquei.
— Nessas horas ninguém consegue se conter. Mas enfim, após o beijo abrupto, que foi incrível, pois estava sentindo muita falta dele. Simplesmente comecei a chorar e me desculpar por tudo. Não deixei Emm me interromper, pois caso ele falasse algo ia quebrar e precisava colocar tudo que estava sentindo para fora. E foi o que fiz, falei sobre tudo, porque hesitei no dia em que ele foi preso, como me senti quando ele não quis me ver, desses dias afastados, mas especialmente que meu amor não se abalou um instante sequer com nosso distanciamento. Depois de falar tudo, estava prestes a perguntar se ele poderia me perdoar, quando fui surpreendida por um novo beijo, não recusei é claro e ao nos separar foi à vez dele de falar...
— Não faça pausas mulher. Conte logo o que houve. – Pedi aflita.
— A primeira coisa que ele disse foi que me ama e só isso encheu meus olhos novamente e o meu coração. – Sorriu encantada e a segui no gesto. – Mas depois ele explicou também como foi tudo para si, o que sentiu quando não recebeu meu apoio, falou sobre os dias que passou preso e tudo que pensou que fosse acontecer, o porquê de não querer me receber. Ouvi atentamente cada palavra, querendo que ele desabafasse também. Depois de contar sobre seus sentimentos, falou sobre os meus e tudo que contei, deixando claro por fim que poderíamos nos acertar desde que estivesse disposta a fazê-lo. E é claro que eu aceitei na hora.
— Você seria doida se tivesse qualquer outra atitude. – Afirmei.
— Eu sei. Então continuamos a conversar, esclarecer os pontos necessários, desculpamos um ao outro, abrimos nossos corações sobre as inseguranças que temos e como faremos para lidar com elas daqui para frente, para que uma situação assim nunca mais aconteça. E quando ajeitamos os pontos Emm sugeriu continuarmos a cavalgar, para aproveitar o dia e não recusei.
— E vocês ficaram apenas cavalgando o dia todo?
Perguntei enfatizando a questão.
— É claro que não. – Um sorriso maroto nublou seu rosto. – Não poderíamos ficar apenas cavalgando por ai o dia inteiro, né? Ao menos não somente a cavalo...
— Eu sabia! – Exclamei animada.
— É claro. Bobos seríamos se não aproveitássemos para nos reconciliar totalmente. Em meio à cavalgada fomos parar perto do rio e decidimos nadar, ao arredores têm várias árvores frutíferas, então quando sentimos fome comemos algumas delas e mais tarde voltamos ao rio para namorar. – Piscou.
— Ah, que delícia. Vocês tiveram um dia incrível.
— Sim. E merecíamos, pois era injusto que Emm e eu, que nascemos aqui, ainda não tivemos aproveitado o rio de outra forma, enquanto você e Edward já.
— Rose!
— Só estou falando a verdade. Mas enfim, depois de namorarmos, passamos o restante da tarde conversando mais um pouco, nos reconectando e quando o crepúsculo começou, decidimos que estava na hora de vir embora.
Ao fim do relato não resisti em abraçá-la.
— Ah, Rose. Fico tão feliz em saber que vocês estão bem. Mesmo que não acredite, fiquei o dia todo preocupada e torcendo para que estivessem se acertando.
— Eu sei que sim e agradeço muito. Agora estamos bem e faremos de tudo para manter nosso relacionamento assim. É claro que ainda teremos percalços, mas essa situação serviu para nos deixar mais fortes.
— Com certeza.
— Agora não se faça de boba e conte tudo que rolou por aqui depois que saí.
Com seu pedido, relatei sobre meu dia.
Desde a conversa entre Edward e eu, aos conselhos de Esme. Falei também sobre a tarde divertida dando banho no Gus. E confirmei que agora oficialmente ficarei com Edward em seu quarto.
— Vocês são sortudos demais! Eu quero que o Emm durma comigo todas as noites também.
— Acredito que basta você pedir. – Falei. – Não acho que seus pais vão se opor e muito menos ele.
— Você tem razão, hoje mesmo depois do jantar falarei com ele. E falando em jantar, precisamos descer. Vai que o meu ursão já voltou e estou aqui perdendo tempo...
— Ah, quer dizer agora que minha amizade é perda de tempo?
— É claro que não sua boba. Você sabe que estou brincando. – Ela me puxou para um novo abraço e me deu um beijo no rosto. – Sua amizade foi um dos melhores presentes que ganhei nesse verão.
— Sinto o mesmo em relação a você. – Declarei.
— Ótimo. Agora vamos descer, porque realmente preciso comer, pois infelizmente não da para viver só de amor.
Rindo saímos do quarto a caminho do desfrute do jantar...
***
A semana começou com um clima diferente, tanto pela volta de Emmett à rotina da fazenda, mas também pela presença de Jasper e Alice.
Conforme combinado, eles foram apresentados como pesquisadores. Diante da informação de que vim para cá através da consignação da Silver Horse com a minha universidade, aparentemente ninguém se espantou ao saber que os Cullen decidiram abrir as portas da fazenda também a uma equipe especializada em plantio sustentável, ao menos essa foi à história apresentada.
Então desde segunda-feira o casal começou a rodear os terrenos da fazenda fazendo inspeções, conhecendo o pessoal, coletando dados e firmando suas análises sobre todos que aqui vivem e trabalham.
Durante o dia lidamos com eles como a fachada imposta indica, como se fossem apenas uma dupla de acadêmicos que estão fazendo uma pesquisa, porém à noite os jantares tão familiares se transformaram em verdadeiras reuniões.
É claro que eles devem conversar e confabular a sós, mas ainda sim não se ressentem em nos informar sobre suas impressões gerais.
Inclusive quando conheceram os McCarty fizeram questão de mais uma vez reiterar que são realmente de confiança, não que tivéssemos alguma suspeita, mas os detetives gostaram da família e sentiram-se confortáveis em compartilhar seus conhecimentos na frente deles.
Sobre o restante do corpo de funcionários, ainda não deram um parecer tão concreto. Isso quer dizer que as suspeitas de que existe um traidor dentro das terras da Silver Horse é válida? Eles disseram que não funciona assim, não descartam a hipótese diante de tudo que já ocorreu, mas ainda não encontraram ninguém que possa ser considerado suspeito de fato.
E como ninguém quer que aconteça a outra pessoa o que aconteceu com Emmett, ser acusado injustamente, só nós resta aguardar e confiar realmente que ninguém que trabalha aqui esteja por trás das sabotagens.
Ontem eles perguntaram se temos suspeitas de alguém e foi nesse momento que Edward os informou sobre os Black, relatando sobre a rivalidade de anos e também sobre os últimos acontecimentos do verão.
Alice e Jasper prometeram tentar investigá-los o máximo possível e averiguar se de algum modo eles podem ter algo a ver ou não.
No momento em que questionaram sobre nossa desconfiança de alguém diretamente, quis falar sobre minhas impressões a cerca do senhor Volturi, porém não o fiz. No entanto, à noite ao ficar a sós com Edward o questionei sobre a possibilidade, ele não a descartou imediatamente, mas pediu para aguardar, deixar que os detetives lidem primeiro com os Black.
Então caso fique de alguma maneira provado que eles não estão por trás dos acontecidos, falaremos o nome do advogado da família, para que ele também seja investigado.
Realmente não quero ser a pessoa a culpar um inocente, mas também até que provem o contrário, meus alertas a cerca da figura do senhor Volturi continuarão ligados.
— Bella, seu celular está tocando.
Edward gritou para que ouça aqui do banheiro, já que ele está no quarto, enquanto finalizo meu banho.
— Vê quem é, por favor?
— É a sua mãe.
— Pode deixar tocar, depois eu retorno. – Informei.
Ele deve ter me ouvido, porém não respondeu mais.
Rapidamente terminei o banho e voltei ao quarto, encontrando Edward começando a se despir, já que encerrei o dia de trabalho primeiro e voltei para casa a sua frente, então só agora ele poderá seguir para o seu banho.
— Pensei que sua mãe fosse ligar de novo, mas só tocou uma vez.
— Tudo bem.
Passei por ele a caminho do closet, mas fui impedida por seus braços.
— Você está bem?
— Estou. Porque a pergunta?
— Porque sei que não fala com a sua mãe desde a noite em que discutiram. E te conheço bem para saber que esse tipo de situação entre vocês não é normal.
— Não, não é. Mas não me sentia pronta para falar com ela ainda. E nem sei se agora já estou. – Confessei.
— Bella, tente entendê-la. Ela só está preocupada com você e com razão.
— Como você...
Tentei contestá-lo, porém fui impedida.
— Não. Você sabe que é verdade. Apesar de a última sabotagem ter acontecido há quase duas semanas, a situação que estamos vivendo é crítica. E você tem sua própria bagagem de acontecidos ruins. – Pontuou se referindo ao imbecil do Jacob e estremeci só de lembrar. – Então tente entender um pouco o lado da sua mãe. Ela não está aqui para ver as coisas por si, para lhe ajudar ou proteger. Ela só tem as notícias e sua própria imaginação do que pode ocorrer.
— Você sempre foi tão sábio?
— Tenho aprendido uma coisa ou outra ao longo do verão. – Sorriu.
— Não sei quanto ao aprendizado, mas quanto ao ensinamento, está de parabéns. – Constatei. – E obrigada. Vou retornar a ligação e conversar francamente com ela, sem discussões.
— Ótimo. A deixarei a sós.
Ele fez menção de se afastar, mas foi a minha vez de segurá-lo mais um pouco lhe dando um delicioso beijo recheado de sentimentos.
— Desse jeito não vou conseguir te deixar.
Murmurou entre meus lábios.
— Vá tomar seu banho, enquanto ligo para a minha mãe e depois resolvemos isso aqui.
Apontei em nossa direção.
— Está bem, provocadora.
Afastou-se, mas não sem antes dar um tapa na minha bunda.
— Edward!
— É para que fique ciente do que lhe aguarda.
Sorriu torto e entrou no banheiro.
Maldito Cowboy tentador...
Aproveitando sua ausência me troquei e tomei um tempo extra para me preparar antes de retornar a ligação da minha mãe.
Peguei o celular sobre a cama e caminhei até a janela observando o céu estrelado de Collierville enquanto deixo a chamada iniciar.
— Oi Bella.
Mamãe saudou assim que atendeu.
— Oi mãe.
— Está ocupada?
— Não, estava tomando banho, por isso não atendi antes, mas posso falar.
— Ah, que ótimo.
A linha ficou muda por alguns segundos.
— Como à senhora está mãe?
Resolvi assumir o assunto.
— Estou bem, muito bem. Obrigada por perguntar. E você?
— Bem também. Trabalhando bastante, mas esse era o objetivo, não é? Minha viagem tinha um propósito e estou cumprindo com ele.
Não quis soar grossa, mas acho que acabou sendo inevitável.
— Ah, Bella...
— Mamãe, eu...
— Não querida, deixe que eu fale, sim?
Não respondi com isso ela entendeu que pode prosseguir.
— Eu sinto muito se a magoei àquele dia. Realmente não era minha intenção, só estava preocupada e com você chegando a envolver até o seu pai, fiquei com um medo muito grande de que algo pior viesse a acontecer, especialmente com você.
— Eu sei mamãe. Eu entendo seus motivos e não posso garantir que nada mais acontecerá comigo enquanto estiver aqui, mas que garantias posso dar em qualquer lugar que estiver? Quantas vezes não me machuquei durante os anos que ainda morava em casa? Quantas vezes relatei situações adversas durante meus anos de graduação? Coisas boas e ruins acontecem o tempo todo, assim é a vida.
— Eu sei meu bem, mas dessa vez você está tão longe de nós. Não que se quisesse não poderia tomar um avião e ir até você, é só que agora sinto como se sua distância fosse muito maior do que apenas os quilômetros que nos separam. Desse modo, minhas preocupações ultrapassaram os limites também, mas ainda sim não tinha o direito de falar como falei. Desculpe-me.
— Não precisa se desculpar mamãe, também lamento se fui muito hostil, mas é que realmente esse verão, essa experiência, estão sendo muito mais do que imaginei. E só a menção de voltar para casa antes do tempo, de deixar todos que conheci e me apeguei durante esses meses, antes de realmente ser necessário, me abalou muito. Não que não esteja sentindo sua falta e do papai. E não que vá permanecer aqui ao fim do verão. Mas a situação como todo foi demais para mim.
— Eu entendo querida. Acredito que estávamos com os sentimentos à flor da pele, mas que bom que agora estamos podendo conversar mais calmas e dizer o que sentimos sem hesitações.
— Sim mamãe, é realmente muito bom. Senti sua falta durante esses dias.
— Eu também querida. Quando ligou para o seu pai quis muito pegar o celular e falar com você, mas sabia que ainda não era o momento. Mas agora me conte tudo que aconteceu nesses dias, como realmente está se sentindo.
Ainda não lhe contei ou ao papai sobre meu envolvimento com Edward, apesar de mamãe sempre ter sido minha melhor amiga, se o que tínhamos era algo só nosso, não vi por que falar.
Entretanto, não só por todas as pessoas importantes a nós daqui já estarem sabendo, mas também por que verdadeiramente quero compartilhar com ela, resolvi contar o que estamos vivendo, com certas ressalvas, é claro.
— Mamãe, já contei a senhora que Edward e eu, após nosso confronto inicial, conseguimos desenvolver uma boa amizade...
— Sim querida. E que ele tem te ajudado bastante. Seu pai e eu seremos eternamente gratos por tê-la salvado daquele cretino.
— Sim mamãe, mas não vamos tocar nesse assunto.
— Tudo bem querida. Mas diga. O que tem ele?
— Então, é que já há algum tempo temos compartilhado um pouco mais do que amizade.
— Espera um pouco, você está querendo dizer que...
— Que estamos juntos.
— Ah, meu Deus, Bella! Não acredito que você arrumou um namorado de verão!
— Calma mamãe. Não estamos namorando, continuamos amigos, mas também acabamos nos envolvendo de modo mais íntimo.
— Não acredito que você estava escondendo isso de mim. Há quanto tempo estão se envolvendo?
— Já tem algumas semanas, mas de início decidimos manter tudo apenas entre nós, porém alguns amigos acabaram descobrindo e por fim decidimos revelar ao menos as pessoas mais próximas. Por isso só estou lhe contando agora.
— Tudo bem, eu entendo. Mas não faça suspense, me conte tudo. Como ele é? Tem lhe tratado bem? Você está gostando dessa relação? E como as coisas ficarão quando você vier embora?
Estava até sorrindo diante do destempero da minha mãe, porém sua última pergunta me deixou sem respostas, simplesmente por que não faço a mínima ideia de como respondê-la.
— Mamãe, não somos garotas do colegial, portanto, não lhe contarei todos os detalhes. Só o que precisa saber é que Edward tornou-se alguém muito especial e que temos vivido algo nosso, particular, mas muito significativo.
— Está bem, se você está feliz é o que importa.
— Obrigada.
— Mas agora sei por que surtou com a ideia de voltar mais cedo para casa. É porque não queria deixar de cavalgar no cowboy que arrumou.
— Mamãe!
Não acredito que estou ouvindo minha própria mãe falar uma coisa dessas!
— Ah, Bella, qual é? Você está vivendo uma das fantasias mais importantes do país! A de viajar até um estado sulista e se envolver com um cowboy capaz de lhe bambear as pernas apenas com o olhar. Estou muito orgulhosa de você minha filha.
— Mamãe, por favor, chega. Essa conversa termina aqui.
— Tudo bem, quando você voltar para casa arranco todos os detalhes. Mas agora vá lá aproveitar seu cowboy e divirta-se querida. Enquanto estiver bem, segura e feliz, estarei torcendo por você.
— Obrigada mamãe. E, por favor, não fale nada ao papai. Já tive que lidar com o constrangimento de saber que o pai de Edward tem conhecimento sobre nós. O que menos preciso é lidar com o papai também. Na hora certa, se for necessário, conto a ele.
— Quanto a isso pode ficar tranquila, não falarei nada. Sei pai é muito bom, calmo e até parece ter simpatizado com o Edward, porém tudo isso pode cair por terra se souber que você não anda cavalgando apenas nos cavalos do Edward, mas também no próprio...
— Está bem mamãe, por hoje já deu! Eu vou desligar.
— Tudo bem, tudo bem, já parei. Foi ótimo conversar com você filha.
— Também achei mamãe.
— Eu te amo Bella, fique com Deus e cuide-se.
— A senhora também, mande lembranças ao papai. Eu te amo.
— Beijos filha.
— Beijos mamãe, tchau.
— Tchau.
Quando encerei a chamada virei encontrando Edward parado em meio ao quarto.
— Ah, meu Deus, que susto.
— Desculpe, não era a intenção. – Justificou.
— Você só saiu do banho agora?
— Não, sai tem alguns minutos, mas como você ainda estava falando com a sua mãe preferi não intervir.
— Eu nem reparei.
— Eu percebi, você estava bastante entretida. Eu sai do banho, me troquei, sai do quarto, voltei e ainda sim você não notou.
— Ainda bem que você é alguém de confiança, do contrário estaria ferrada.
— Pois é. Pela forma que estava falando nem preciso perguntar se vocês se entenderam, mas ainda sim, quero saber. Ficou tudo bem?
— Sim, nos acertamos e agora as coisas estão normais de novo.
— Fico feliz em saber disso.
— Obrigada. E Edward?
— Sim?
— Eu falei a ela sobre você, sobre nós e o que estamos vivendo. – Confessei.
— Tudo bem. Se meus pais estão sabendo é normal que queria contar aos seus também.
— Então, decidi contar apenas a mamãe, não vamos arriscar informar ao papai também. Para o bem ou para o mal, ele ainda trabalha na polícia.
— Sua preocupação comigo é acalentadora, pois sou jovem demais para levar um tiro.
— Pois é. Ainda não me aproveitei o suficiente de você para deixá-lo ser alvejado.
Declarei me aproximando.
— Ah, quer dizer que você se aproveita de mim?
— Bastante.
Envolvi os braços ao redor do seu pescoço enquanto os seus rodearam meu quadril.
— E agora estou a fim de aproveitar um pouco mais...
— Ninguém aqui irá te impedir...
E realmente não houve quaisquer impedimentos àquela noite, apenas um aproveitamento mútuo e quase sem fim...
***
— Eu quero deixar claro que estou me sentindo traído.
— Seth querido, por quê? – Esme perguntou.
— Melhor dizendo, por quem? – Alec pontou.
— Pela Bella.
— O que? Por mim? Mas, por quê? – Questionei confusa.
— Porque no dia que nos conhecemos, você falou que não ficaria com ninguém durante o verão e agora está ai com o Edward!
Concluiu apontando para nós, já que estamos sentados lado a lado.
— Como pôde fazer isso comigo Bella? Desde o começo deixei claro que gostava de você, que nos via juntos. E ai você faz isso?
Ninguém aguentou o drama de Seth, não se contendo em rir da interpretação sofrida do menino.
— Ah, Seth. Não se sinta assim, por favor.
Levantei indo até sua cadeira e o abraçando de lado.
— Você me magoou Bella, estou de coração partido.
— Não lindinho, não fique assim.
Aproximei-me como se fosse lhe contar um segredo, mas falei a um nível que todos ouçam.
— Escute... Eu só estou com o Edward por que ele é o herdeiro da fazenda. Mas assim que conseguir que ele passe tudo para o meu nome, é claro que ficarei com você.
Pisquei os olhos de modo inocente como que para enfatizar minhas intenções.
— Você jura?
Perguntou entrando na brincadeira.
— É claro que sim. Ou acha realmente que tendo você a disposição escolheria ficar com o Edward?
— É verdade, sou um partido muito melhor mesmo. – Riu. – Mas sua ideia de seduzi-lo para ficar com a fazenda é genial. Depois que conseguir, ficaremos juntos.
— Exatamente. Você só tem que esperar um pouquinho. – Pisquei.
— Eu vou. Por você espero o tempo que precisar.
Disse carinhoso beijando meu braço que ainda está ao seu redor.
— Combinado.
Beijei sua testa, encerrando a brincadeira e voltando ao meu lugar.
Todos não pararam de rir do nosso showzinho, até mesmo Alice e Jasper, que estão nos acompanhando no almoço. E não me importei em fazer esse tipo de brincadeira na frente deles.
Primeiro por que o tom jocoso por trás, deixou tudo mais do que óbvio e depois ninguém acreditaria verdadeiramente em algo assim.
Sejam os Cullen ou o próprio Edward.
E o clima está tão bom que é até satisfatório poder simplesmente brincar com algo do tipo.
Esme e Gianna decidiram fazer nesse sábado mais um almoço conjunto, depois dos últimos dias, precisávamos de um momento descontraído, apenas na companhia de pessoas queridas, boa comida e conversa.
E apesar dos pesares, temos sim coisas a comemorar.
Como a liberdade do Emm, o restabelecimento da sua relação com a Rose, à perspectiva de que a situação da fazenda melhore.
Até o fato de que há dias nada mais aconteceu e de algum modo até mesmo à situação boa entre Edward e eu, contando com o apoio de todos ao nosso redor.
Tirando as pessoas da casa e os McCarty, não comentei com ninguém sobre minha situação com Edward e acredito que ele tão pouco tenha falado as outras pessoas da fazenda, mas durante a semana foi nítida nossa mudança de convívio.
Nossos olhares, provocações, toques furtivos e escapadas para beijos durante o expediente, tudo isso deve ter contribuído para as pessoas ao menos cogitarem que esteja acontecendo algo mais entre nós.
E apesar de não fazermos questão de deixar a situação pública de fato, também não estamos tentando esconder como antes.
Estamos apenas vivendo, aproveitando nossos dias juntos como prometemos e desse modo sendo felizes, ao menos eu estou...
— Seth, você estava praticamente pedindo a mão da Bella, mas cadê àquela menina que foi contigo ao rio na última vez que fomos lá?
Rose comentou de repente trazendo o assunto de volta.
— É mesmo Seth. Estou aqui preparando tudo para nós, enquanto você fica ai se divertindo com outras.
Interpretei o papel de ofendida.
— Não Bella, não é bem assim. Você é a número um. Sempre.
— Mas falando sério, o que houve com a Sarah?
Questionei recordando o nome da menina que o acompanhou naquele dia.
— Ah, é complicado...
— Essas coisas são sempre complicadas filho, mas você tem que decidir se vale a pena arriscar ou não. – Santigo respondeu.
Carlisle e ele iniciaram um novo tópico de assunto que foi observado pela maioria dos presentes, digo a maioria, pois Edward não foi um deles, já que aproveitou a distração geral para sussurrar no meu ouvido.
— Quer dizer que você só está comigo por que sou o herdeiro da Silver Horse?
— Exatamente. – O olhei fixamente. – Você ainda não tinha se dado conta disso Cowboy?
— Tinha minhas suspeitas...
— Pois bem. Essa é a verdade dos fatos. Só parei de implicar com você, aceitei ser sua amiga, deixei que me beijasse, compartilhei confissões, me abri. Deixei que transasse comigo em um galpão velho, no rio, no feno, entre a parede do seu quarto, na minha antiga cama, na sua cama... – Enumerei cada um dos nossos momentos com um sorriso satisfeito nos lábios. – Porque no fim das contas quero ficar com a Silver Horse.
— E eu não tenho um pingo de mérito?
— Nenhum. Ou achou que tinha me rendido ao seu rostinho bonito? — Toquei sua barba por fazer. – Talvez ao seu sotaque sulista? Seu jeito de homem do campo? — Desci a mão pelo pescoço. – Imaginou que tivesse ficado seduzida pelo seu corpo gostoso? — O toquei no peito. – Ou ainda por sua pegada firme? — Apertei sua coxa. – Sem contar o seu delicioso pa...
Movi um pouco a mão, mas Edward me impediu.
— Isabella!
Praticamente rugiu apertando minha coxa, mudando o foco e me fazendo quase gemer.
— O que foi Cowboy? Sentiu uma pressão?
— Você sentirá uma pressão muito em breve Calgirl.
Informou selando a promessa com uma mordida sútil no meu pescoço, mas rapidamente voltamos a fixar os olhares.
— Nós realmente fizemos tudo isso, não é?
— Fizemos sim Cowboy. E mal vejo a hora de praticar mais algumas aventuras com você. – Confessei.
— Quem sabe mais tarde marcamos um novo lugar Calgirl.
— Esperarei ansiosa.
Professei o beijando em seguida.
Foi um beijo breve, a certo aspecto casto, mas que selou nosso momento de provocação e divertimento...
E agora que Rose e Emm se acertaram.
Que estamos envoltos a esperança de que os assuntos da fazenda se resolvam por conta da presença dos detetives.
E especialmente, por conta do novo status de confiança e intimidade estabelecidos entre Edward e eu.
Começo a pensar que meus últimos dias na Silver Horse poderão ser ainda melhores do que seus antecessores...
E realmente estou torcendo por isso...
CONTINUA.
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