Promises in the Dark
24 A Entrega
Notas iniciais
POV Edward
Quem diria que eu me acostumaria tão fácil a compartilhar a cama com alguém...?
Mas foi o que aconteceu desde passei a dormir com Bella...
Ao longo dos anos muitas mulheres me convidaram para permanecer em suas camas e compartilhar o sono com elas, após nossos encontros furtivos, mas nunca ao menos cogitei a ideia.
Não importava a hora da noite, madrugada ou dia, ao fim do acordo mútuo seguia para casa, mesmo que estivesse cansado e até com sono, não me rendia à hipótese de compartilhar tal intimidade com uma mulher.
E como tão pouco trouxe alguém à casa dos meus pais, minha cama, assim como meu quarto como todo, sempre foi meu refúgio sagrado. Meu lugar de paz, tranquilidade, um ambiente onde podia ser eu mesmo em todos os aspectos, sem qualquer interferência externa.
Mas tudo mudou quando Bella chegou...
O fato de ela estar morando aqui na fazenda, dormindo no quarto ao lado, nos proporcionou uma intimidade diferente. Tudo era mais fácil, em certo aspecto, tínhamos a localização como maior ponto a favor, porém essa mesma também poderia nos colocar em sérios problemas, mas por sorte não foi nosso caso.
É claro que ainda sim, não começamos a nos aventurar dentro das paredes da casa, como era esperado. Não, nós simplesmente resolvemos começar explorando várias áreas ao longo da fazenda antes de definitivamente chegar a um dos quartos.
Sorri lembrando as provocações de Bella ontem no almoço, como pontuou cada um dos lugares em que nos envolvemos e essas memórias são simplesmente incríveis...
Nossa primeira vez no velho galpão, após passarmos por uma das experiências mais loucas de nossas vidas, trazer ao mundo um ser vivo.
Então preencher o tempo com aquelas perguntas até não aguentarmos mais o clima e ceder ao desejo que já nos consumia massivamente.
Aquela primeira noite não foi planejada, assim como as que vieram depois...
Como quando a encontrei no rio, não me aproximei já com a mente focada em me envolver novamente, mas foi o que acabou acontecendo.
E apesar das provocações e declarações sobre transar no feno, ainda sim, fui felizmente surpreendido por sua iniciativa em transformar tudo em algo real.
Todas essas memórias estão guardadas em lugares bem especiais e pensando em nossa dinâmica única e peculiar, me pergunto onde e quando ocorrerá o próximo ensejo desse modo...
Pois apesar das insinuações da véspera, ontem nos mantivemos comedidos e acertamos as contas apenas entre quatro paredes. O que em momento nenhum significa monotonia ou que deixamos de fazer tudo com muito prazer.
Visto nossa primeira vez em meu quarto, onde mesmo diante de uma cama, não conseguimos ao menos chegar até ela, tamanho nosso empenho em nos entregar sem limites.
E chegamos ao ponto mais importante de todos, à decisão de compartilhar não só meu corpo, mas meu momento de sono com uma mulher.
Após meu convite, Bella chegou a questionar a decisão, mas eu mesmo não hesitei por um momento ao fazê-lo e a experiência acabou se mostrando uma das melhores decisões já tomadas...
No entanto, a dinâmica de dividir a cama acabou transformando-se em algo ainda maior, após o acontecido com Bella.
Situação que só de lembrar me ferve o sangue e chego a espumar de tanta raiva daquele filho da puta, desgraçado, por só ter ousado pensar em machucá-la, quanto mais pelo fato de ainda ter conseguido!
As imagens daquele dia nunca deixarão minha mente, apesar de ter chegado a tempo e evitado que algo pior acontecesse, a mera citação da situação como todo me tira dos eixos.
Mas tudo também foi o catalisador final para que atingíssemos uma intimidade até então desconhecida por mim.
Realmente pensei que Bella não iria querer qualquer contato por um bom tempo, ainda mais com um homem, ainda que fosse eu, porém surpreendendo-me como apenas ela é capaz, suas palavras e o pedido de conforto me pegaram desprevenido, mas cedi ao seu apelo com o máximo de satisfação.
Desse modo passamos a dormir juntos sem qualquer receio e não apenas adormecendo enroscados, após a exaustão do prazer, mas sim descansando sobre a cama em um clima natural e descontraído.
E posso dizer que ainda sim, por momento algum vacilei ou pensei em recuar diante do que estávamos fazendo, pois tudo sempre pareceu natural, certo, fácil como respirar...
Muito por conta disso não tive qualquer hesitação em propor que ela passasse a ficar definitivamente comigo, em meu quarto, diante da ideia de mudança.
É claro que devia ter conversado com ela previamente, muito mais por nos expor diante de todos, do que de fato pelo convite, mas na hora simplesmente não pensei e apenas agi.
Para minha sorte no fim tudo acabou dando certo e agora não me vejo abrindo mão de nada que conquistamos, inclusive dessa dinâmica tão gostosa...
Ainda que saiba que tudo tem um prazo de validade e que a cada dia ronda um pouco mais nossas cabeças, especialmente a minha...
Não querendo seguir por essa linha e começar o dia com sentimentos confusos, apenas deixei a ideia de lado e voltei a observar Bella dormir.
Plena, calma e quieta em seu sono.
Tão diferente de quando está desperta, mas de algum modo aprendi a conviver e especialmente a gostar de todas suas nuances.
Impossibilitado de permanecer na cama, levantei com cuidado para não acordá-la e quando vi que continua tranquila em seu sono, caminhei até o banheiro para esvaziar a bexiga aproveitando para fazer minha higiene matinal completa.
De volta ao quarto me vesti e sai do cômodo. Percebi silêncio no andar superior, assim como no inferior quando cheguei à sala, admiravelmente notei que todos ainda devem estar dormindo, com isso conclui que deve ser muito cedo ou apenas que os residentes da casa devem estar aproveitando o domingo de manhã para descansar.
Cheguei à cozinha e decidi preparar um café, mesmo sabendo que não ficará tão gostoso quanto o da minha mãe ou até mesmo o de Bella, mas ainda sim resolvi fazê-lo.
E enquanto preparo tudo comecei a ouvir passos, acreditei que seriam meus pais, mas me surpreendi quando vi Rose entrar na cozinha.
— Caiu da cama? — Soltei.
— Bom dia para você também.
— Bom dia. – Saudei, mas logo em seguida questionei novamente. – Caiu da cama?
— Não, apenas acordei esse horário e não consegui mais dormir.
— Está preocupada com alguma coisa?
— Sinceramente não. Também não entendi o porquê da perca de sono, mas decidi sair do quarto para não incomodar o Emm. – Explicou.
— Você não perdeu tempo em trazê-lo para dormir aqui também, né? – Provoquei.
— É claro que não. Por quê? Por acaso só você e a Bella podem?
— Sim.
Respondi sorrindo.
— Engraçadinho.
— Mas e ai loira. Estou fazendo café, vai querer?
— Vou me arriscar, né. Fazer o que?
Terminei o preparo logo servindo em duas xícaras.
— Vamos sentar aqui na varanda da cozinha.
Rose propôs e concordei.
A varanda lateral não é de longe tão grande quanto a que cobre a frente da casa, mas tem boa estrutura e separa o cômodo do início do gramado.
Dispensamos as cadeiras e sentamos lado a lado na estrutura de madeira.
— O café até que está bom.
Rose falou após tomar o primeiro gole.
— E você ai reclamando sem provar. – Provoquei.
— Sou sua irmã, o que queria que fizesse?
Deu-me um empurrão de ombro e apenas revirei os olhos.
Ficamos uns segundos em silêncio, apenas sorvendo o líquido quente e apreciando a vista da fazenda em seu despertar.
— Como você está de verdade Rose? Você e Emm se resolveram mesmo?
Perguntei de repente quebrando o silêncio.
— Pode ficar tranquilo, estamos bem sim. Nós conversamos, falamos sobre tudo que ficou entre nós, as mágoas, incertezas, os medos e decidimos não deixar que nada disso interfira no nosso amor.
— É bom saber disso. Ninguém estava bem com o afastamento de vocês. Mas nem consigo imaginar como você e ele estavam se sentindo de fato. Então fico realmente feliz que tenham conseguido resolver as coisas.
— Obrigada maninho. Ter o apoio de vocês durante esses dias foi fundamental, mas agora todos podem ficar tranquilos que estamos bem. – Afirmou.
— Olha Rose, quero pedir desculpas de novo pelo modo que agi no dia em que o Emm foi preso...
— Edward, não precisa...
— Preciso sim. Eu amo o Emmett como um irmão e isso nunca vai mudar. Mas você é minha verdadeira irmã e eu te amo muito mais por isso. Sei que em uma situação como essa o melhor era não tomar nenhum partido, porém naquele instante não consegui pensar direito e acabei te magoando, desculpe.
— Está tudo bem Edward, eu já tinha te desculpado, não precisamos mais falar sobre isso. E quantas vezes não tomamos partidos diversos ao longo da vida? Entre nossos pais, conosco. Até em situações que envolviam você e o Emm, já me posicionei a favor de cada um em determinado momento, isso é normal. E aquele dia foi difícil demais para todos, mas já passou.
— Obrigado. E quero que saiba que apesar de brincar, você sempre será minha prioridade. Então se em algum momento Emmett fizer algo que lhe magoe, não hesitarei um instante em quebrar a cara dele para lhe defender. Você é minha irmãzinha e sempre contará com a minha proteção.
Aproximei lhe dando um beijo na testa.
— Você vai me fazer chorar desse jeito. – Brincou. – Mas agradeço muito por tudo, pelas palavras e o apoio. Espero que não precise cumprir sua promessa e que tão pouco necessite novamente defender seu irmão de alguma imbecilidade que eu fizer, mas sei que independente da situação você sempre estará ao nosso lado e será o mais justo possível.
— Exatamente. Eu te amo Rose.
— Eu também te amo Edward.
Ela me deu um beijo no rosto e depois encostou a cabeça em meu ombro.
— E já que estamos falando de amores... Como estão as coisas entre você e Bella?
— O que quer dizer com isso?
Travei confuso com sua escolha de palavras.
— É que eu também digo bastante o quanto amo a Bella e que sempre escolherei seu lado, mas você sabe que isso não é de todo verdade. Eu realmente a amo e a considero minha melhor amiga, porém tão pouco esqueço que você é meu irmão e que também não quero vê-lo magoado. Por isso quero saber de você, como estão as coisas?
Respirando mais tranquilamente, respondi.
— Estão bem Rose, pode ficar despreocupada.
— Edward, vocês já conversaram sobre como tudo ficará quando ela for embora?
— Rose...
— Edward, não podemos negar que seus dias aqui estão acabando, falta muito pouco para que o verão termine e ela tenha que partir.
— Eu sei disso Rose. Não preciso que me lembre. – Respondi sério.
— Então? Vocês não pensam em conversar sobre como será o depois? Se existe a possibilidade de manter a relação?
— Rose, não temos um nome concreto nem sobre o que está acontecendo agora, como quer que façamos planos para o futuro? – Ela fez menção de falar, mas a contive. – Ouça, nós combinamos de apenas viver, aproveitar cada dia e o que ele trouxer, sem pensar no amanhã. Chegará o momento em que teremos que efetivamente falar sobre sua partida e o que isso acarretará? Sim, é claro. Mas optamos por não pensar nisso agora e tudo está indo tão bem, porque estragar?
— Eu só não quero vê-los sofrer. Quando Bella partir realmente não conseguirei ver como ela lidará com tudo, mas você continuará aqui e tão pouco quero acompanhar o seu sofrimento.
— Não se preocupe loira, isso não vai acontecer. Nós somos adultos, responsáveis por nossos atos e escolhas. E no momento escolhemos curtir o presente e é o que estamos fazendo. – Pontuei.
— Tudo bem, não vou mais insistir nessa questão. – Se afastou e nos olhamos diretamente. – Só quero que saiba que pode contar comigo para o que precisar. Hoje e sempre.
— A recíproca é verdadeira. – Assegurei.
— E quais são os planos para o dia?
Perguntou mudando de assunto, o que agradeci internamente.
— Bella e eu combinamos com Jasper e Alice de levá-los para andar a cavalo. Eles já estão aqui há uma semana e até agora não saíram para cavalgar, o que é um total absurdo.
— Realmente.
— Você e Emm querem vir conosco?
— Agradeço o convite, mas não. Já cavalgamos bastante ontem. – Não contive a careta. – Deixa de ser mente poluída! Estava me referindo a andar a cavalo. Passamos boa parte do dia cavalgando pela fazenda. Além de ter passado o dia todo fora, não sei quanto ao Emm, mas estou realmente cansada e quero ter um dia mais tranquilo.
— Tudo bem. E pelo visto ele deve estar cansado também, já que não levantou até agora.
— Pois é, mas Bella também ainda não desceu. – Pontuou. – Como duas pessoas ativas como nós acabaram com dois dorminhocos? – Brincou.
— Não faço a mínima ideia, mas não dizem por ai que os opostos se atraem?
— É verdade. E acho que nunca vi duas pessoas tão opostas quanto você e Bella, ao menos no início. E veja só onde estão agora? – Sorri. – Você realmente gosta dela, não é?
— Eu gosto sim. — Respondi sincero. – Aquela mulher é tão teimosa que me fez até passar a gostar dela.
— Ah, claro. Foi apenas a teimosia da Bella que lhe chamou a atenção...
Estava pronto para emendar outra brincadeira, quando fomos surpreendidos pelas vozes dos nossos pais.
— Olha isso Carl, os dois sentadinhos juntos como quando eram crianças.
— Olhando assim até parecem apenas duas crianças mesmo. Quando o trabalho que davam era mínimo comparado ao que dão hoje.
— Hey, nós somos ótimos. – Rose protestou.
— E que trabalho damos? Só se for o trabalho que fazemos na fazenda. – Retruquei.
— É a esse que me referia, claro.
Papai respondeu claramente desdenhando de nós.
Rose e eu levantamos e os saudados com abraços e beijos de bom dia.
E enquanto mamãe começou a preparar o café da manhã para todos, finalmente vimos Emmett e Bella entrarem na cozinha, próximos e aos cochichos.
— Ora, ora, vejam só quem resolveu dar o ar da graça. – Falei.
— Pois é, dormiram mais do que a cama, foi? – Rose emendou.
— Está ouvindo Emm? A ousadia desses dois?
— E não é que estou? Sabe Bella, acho que os deixamos muito mal acostumados.
— Olha só Edward. Os forasteiros achando que podem falar assim com os donos da casa.
— Realmente Rose. Deveríamos lhes dar uma lição para que entendam quem é que manda.
— Crianças, por favor, sem brigas. Sentem-se bem comportados para tomar o café.
— É bom que façam logo o que Esme disse, pois se ainda não se deram conta. Ela quem verdadeiramente manda aqui.
Papai falou nos causando risos e assim dispersamos as brincadeiras.
Emm e Rose sentaram em seus lugares de sempre, assim como Bella e eu.
Quando ela se acomodou ao meu lado, lhe dei um beijo na testa.
— Bom dia. – Saudei.
— Bom dia. Senti sua falta quando acordei.
— Não quis te incomodar e você dormia tão bem.
— Tudo bem, o sono estava bom mesmo.
— Devia estar sonhando comigo então. – Pisquei.
— Convencido.
Apertou minhas bochechas ao mesmo tempo em que me deu um selinho.
— Bom dia a todos.
Jasper falou ao aparecer ao lado de Alice na entrada da cozinha.
— Espero não estarmos atrapalhando o clima familiar. – Ela completou.
— Imagina, vocês são sempre bem-vindos. – Mamãe respondeu. – Venham, sentem-se. O café já será servido.
Após o casal se acomodar, iniciamos o café da manhã.
A conversa se manteve constante, englobando todos os presentes e contando com a excelente comida da minha mãe, não poderia ter um início de dia melhor...
Quando o encerramos, Bella, Alice, Jasper e eu seguimos para os quartos com o intuito de nos trocar, optando por roupas próprias para montaria.
Como informado por Rose, Emmett também recusou o convite em nos acompanhar, preferindo curtir a manhã com minha irmã. E não estendi o convite aos meus pais, pois sei que eles têm compromissos na cidade.
Desse modo ao nos reencontrar seguimos até o estábulo.
— Vocês sabem montar, não é?
Bella perguntou ao casal quando nos aproximamos das cocheiras.
— Sim. – Jasper respondeu. – Durante meu tempo no exército, especialmente após atingir a patente de major, fiz muitos trabalhos de campo e reconhecimento a cavalo.
— E após nos conhecermos, Jasper me ensinou a montar. – Alice informou. – Não sou tão excelente quanto ele, mas não darei trabalho, prometo.
— Não se preocupe, ficaremos por perto. E também lhe emprestaremos uma ótima montaria.
Falei quando paramos em frente à baia da Hope.
— Essa é a Hope. – Bella apresentou a égua. – Ela está há consideravelmente pouco tempo na Silver Horse, pois a resgatamos dos maus tratos que vinha sofrendo na fazenda vizinha. Mas hoje está plenamente recuperada e pronta para se divertir. Não é menina?
Encerrou a explicação afagando a crina da égua e interagindo com ela.
— Posso me aproximar?
— É claro Alice. Hope é bem mansinha e um amor de animal.
Jasper e eu ficamos observando a interação das duas.
— Bella citou que o resgaste aconteceu através da fazenda vizinha. Ela está se referindo aos Black ou outros vizinhos? – Jasper questionou ao meu lado.
— Obviamente aos Black. Nenhum outro fazendeiro dessa região é tão inescrupuloso quanto eles. Se vissem a situação que Hope estava quando a encontramos. Se não fosse pela competência de Bella e Harry, provavelmente não teríamos conseguido salvá-la. – Informei categoricamente.
— Mesmo trabalhando no ramo que exercemos, às vezes ainda é difícil acreditar que existam pessoas más a esse ponto. Prejudicar um ser inocente e indefeso. Para que? Por dinheiro? Ganancia?
— Por esses e tantos outros motivos Alice. – Bella respondeu. – Edward falou que resgatamos Hope da Black Horse, mas isso é apenas modo de dizer. Pois ele teve que pagar um valor exorbitante para que conseguíssemos adquirir a Hope e tratá-la devidamente. Não que o dinheiro seja o fator mais importante em uma situação dessas, mas ainda sim, o infeliz do Jacob não deixou de se aproveitar e tirar vantagem.
— Quanto mais ouço falar sobre esse homem, mais penso que ele realmente não parece ser uma pessoa descente. – Alice falou.
— E não é. Justamente por isso minhas maiores suspeitas sobre quem pode estar por trás de tudo se dirigem a ele.
— Vamos apurar e descobrir a verdade sobre tudo Edward, pode confiar em nós. – Jasper garantiu.
— Sabemos disso e confiamos em vocês. – Bella afirmou. – Mas não vamos estragar o passeio antes mesmo de começar falando sobre assuntos ruins. Alice já conheceu sua montaria e agora está na vez de Jasper ser apresentado ao cavalo que o acompanhará.
— Exatamente. Jasper esse é o Hércules e será seu companheiro de montaria durante a estada na fazenda.
Apontei para o cavalo na baia oposta a de Hope.
— Caramba Cullen. Vocês realmente têm belos animais aqui. Ele é um Paint Horse, estou certo?
— Está sim. Ele tem dois anos e meio. O adquirimos a pouco mais de um ano.
— É um animal realmente muito bonito.
Comentou ao se aproximar e começar a acariciar a crina do mesmo.
Por Jasper possuir habilidades com esse tipo de animal, Bella e eu não nos preocupamos com sua proximidade e tão logo o fez, o cavalo correspondeu afavelmente.
Após mais alguns instantes de interação entre o casal e os cavalos, Bella sugeriu prepararmos os animais para a montaria e o fizemos.
Bella auxiliou Alice com Hope, enquanto apenas precisei supervisionar e relembrar alguns pontos a Jasper.
Quando os quatro cavalos ficaram prontos para o passeio, montamos e seguimos pelas terras da Silver Horse com o intuito de apresentá-las aos novos visitantes.
— Apesar de sabermos que a fazenda era enorme, por conta da análise que fizemos de todos os arquivos com os demonstrativos de extensão de terra que pertencem a vocês. É diferente ver ao vivo e comprovar o quanto esse lugar é grande e também muito bonito.
Jasper falou logo após passarmos pelos arredores do rio.
Não planejamos entrar nele hoje, mas prometi que se possível antes de sua partida os trarei para desfrutar de todas as maravilhas do lugar.
— Eu sei como é. – Bella comentou. – Não tinha ideia de como a fazenda seria antes de chegar aqui, mas me surpreendi positivamente com tudo que encontrei.
— Eu sou suspeito para falar, pois para mim não existe lugar melhor no mundo do que a Silver Horse. – Declarei com o peito cheio de orgulho. – E é justamente por isso que sou capaz de tudo para preservar esse lugar e salvá-lo de quem quer que esteja tentando destrui-lo!
— Não se preocupe Edward, estamos aqui justamente para ajudá-lo nisso. – Alice falou. – Não costumamos nos envolver emocionalmente em nossos casos, não é nem recomendável que algo assim aconteça. – Pontuou. – Mas diante de tudo que vimos durante essa semana. Da devoção que você e sua família têm por esse lugar, que todos que vivem e trabalham aqui parecem ter também. Tudo isso acabou transformando nosso trabalho em algo mais. Nós faremos até o impossível para encontrar o responsável e fazê-lo pagar por tudo.
Prometeu por fim com Jasper assentindo a fala da parceira e esposa.
Enquanto isso Bella e eu trocamos um significativo olhar.
— Já que tocamos no assunto, não posso deixar de perguntar. – Comecei. – Vocês já têm alguma ideia mais clara de tudo? De quem pode estar por trás dos acontecidos?
— Não temos nada definido ainda. – Alice respondeu. – Essa primeira semana serviu para conhecimento de campo e causa. Precisávamos nos interligar com as questões da fazenda e analisar o máximo possível todas as possibilidades para nos guiar ao caminho mais claro da investigação.
— Mas vocês já têm algumas teorias mais claras, não é? – Bella os instigou. – Eu sei como essas coisas funcionam. Não esqueçam que cresci vendo meu pai trabalhar e ele não os teria recomendado se não soubesse que trabalham tão bem quanto...
O casal trocou olhares e após um tipo de acordo e comunicação secreta, Jasper falou.
— Nós temos sim alguns caminhos mais claros do que outros. Suspeitas começando a ser embasadas em fatos, mas algumas também apenas em teorias.
— Por isso não falamos nada ainda, não queremos dar pistas falsas ou pior, esperanças infundadas de uma solução prévia.
— Entendo suas escolhas, porém podem ter certeza que qualquer coisa que disserem será levada somente como informação inicial. – Afirmei.
— Muito bem. Uma conclusão sólida que temos é que existem três vias de execução para esse caso. – Jasper pontuou.
— Como assim?
Bella expressou meus próprios pensamentos com a pergunta.
— O que está acontecendo aqui só pode ter sido feito de três maneiras. Diante de tudo que houve. Que foi avaliado pela polícia local e também por nós. Não há dúvida de que as circunstâncias só podem ser uma dessas. – Alice respondeu.
— E quais são? – Questionei.
— A primeira suspeita se dá na hipótese da pessoa ter fácil acesso a fazenda. – Jasper explicou. – O que colocaria seu vizinho na lista de principais suspeitos, visto todo o histórico entre vocês.
— Eu sabia!
Exclamei com tanta raiva que cheguei a assustar Storm, o fazendo relinchar em resposta, atraindo também a atenção de Snow, que imediatamente aproximou o focinho do meu animal.
Vi Bella passar as mãos na crina de Snow tranquilizando-a, enquanto também tratei de acalmar Storm e garantir que está tudo bem.
Alice e Jasper ficaram parados olhando-nos sem dizer nada, um pouco mais calmo, continuei.
— Eu não tenho dúvida nenhuma que os Black são os responsáveis por tudo que está acontecendo na Silver Horse! Billy tem tentado há anos nos atingir e não consegue, mas talvez com a influência do infeliz do Jacob, eles tenham conseguido armar todo esse plano ardiloso!
— Edward, não podemos nos precipitar. Essa é apenas uma das hipóteses. – Jasper interrompeu meu rompante. – Eles são suspeitos? Sim. Já apresentaram motivos e intenções? Também. Mas ainda não estamos afirmando que são eles.
— Exatamente. – Alice emendou. – Essa é a hipótese número um, mas não podemos comprovar ainda com certeza absoluta nenhuma das três, pois infelizmente vocês não contam com um sistema de vigilância sofisticado.
— Como assim? Com sistema de segurança vocês querem dizer, tipo câmeras?
— Exatamente Bella. Se a Silver Horse tivesse câmeras instaladas por toda a propriedade solucionar esse caso seria muito mais fácil.
— Mas a Silver Horse é enorme. Tem milhares de hectares. Como seria possível vigiar tudo?
— Poderia ser que não houvessem câmeras nas redondezas do rio. Mas próximo a casa? Aos galpões de produção? Nos currais dos animais? Daria perfeitamente para ter câmeras de vigilância. E foi justamente próximo a esses lugares que alguns dos ataques aconteceram, não é?
Alice respondeu aos questionamentos de Bella enquanto permaneci quieto ouvindo e pensando em tudo.
— Nunca pensamos em fazer isso. – Expressei os pensamentos. – Ninguém na região lida com esse tipo de equipamento. E antes desses acontecimentos, jamais cogitamos assegurar a fazenda a esse nível.
— Vocês são produtores grandes Edward, sua fazenda pode ainda ser um negócio familiar passado através de gerações, porém é também um negócio sólido e muito rentável. Desse modo, nosso conselho seria de que avaliassem a possibilidade.
— Você tem razão Jasper. Conversarei com minha família sobre isso. Independente do desfecho dessa situação, talvez esteja mesmo na hora de levarmos certos aspectos da Silver Horse a outro nível.
O casal assentiu, assim como Bella.
Então o detetive voltou a falar.
— A primeira e a segunda hipótese têm grandes conexões. Assim como existe a possibilidade de alguém próximo ser o autor de tudo. Também é possível que alguém aqui de dentro seja o verdadeiro responsável. Com isso, lidamos com a ideia de alguém de fora ter solicitado a ajuda de um interno ou simplesmente alguém que more ou trabalhe aqui tenha suas próprias intenções nefastas contra a fazenda.
— Nisso não posso acreditar. – Afirmei.
— Não é nossa maior aposta, mas ainda não a descartamos totalmente. Durante a semana tentamos captar o máximo de informações possíveis, sem levantar qualquer suspeita, é claro. Mas apesar de não termos em vista um suspeito concreto, não nos precipitaremos em descartar completamente a hipótese.
Bufei ao fim da fala de Alice e conduzimos os cavalos mais um pouco.
— E qual o último viés de suspeita? – Bella retomou.
— Que o responsável ou responsáveis, tenham tudo planejado há muito tempo. Muito mais do que qualquer um possa imaginar.
Mal Alice terminou de responder, Jasper já complementou.
— Isso significa que alguém está verdadeiramente tentando prejudicá-los de modo visceral. Não apenas por picuinha de terras ou atrás de dinheiro. Mas com o intuito real de acabar com a fazenda e sua família.
— Vocês acham mesmo que isso é possível? Que alguém de fato está tentando acabar com os Cullen?
— Infelizmente sim Bella. Tudo que aconteceu aqui não é obra de amador. Nada, simplesmente nada que foi planejado deu errado. A única coisa que conseguiu ser revertida foi à prisão do Emmett, mas para isso vocês tiveram que abrir mão do respaldo da polícia. E não temos dúvidas que o responsável já sabe disso. Estamos fazendo de tudo para que ninguém saiba sobre nós, sobre o verdadeiro motivo de estarmos aqui, assim teremos esse elemento surpresa como trunfo. Porém não somos tolos de subestimar a inteligência de quem está por trás dessas ações.
Não fui capaz de expressar qualquer reação após Alice encerrar, pois essa hipótese é realmente a pior de todas.
No entanto, meu silêncio não intimidou Jasper, por isso ele não hesitou em perguntar.
— E a dúvida que resta é, vocês têm alguma inimizade tão forte que possa ter gerado esse tipo de situação?
— Não. Quer dizer, minha única suspeita continua sendo o Jacob, por uma série de motivos. – Informei. – Mas do jeito que vocês falam, a coisa parece muito pior. Muito pior do que uma rixa de vizinhos. E inimizade mútua.
— Porque se a última hipótese for à verdadeira, as coisas realmente são muito piores Edward. Pode ser que o objetivo final seja acabar com todos ou apenas um dos Cullen. Mas que as intenções seriam altamente destrutivas, isso não há como negar.
— Você não consegue pensar em mais ninguém Edward? Ou em algo que tenha acontecido com a sua família que possa ter gerado essa situação?
— Não Bella. Nós somos pessoas boas. Jamais fizemos mal a ninguém. Somos honestos e trabalhadores. Tudo que conquistamos foi com muito esforço e suor. Pode ser que hoje sejamos considerados bem de vida, até ricos, com um negócio próspero. Mas nunca passamos por cima de ninguém para chegar até aqui.
— Eu sei disso. Não perguntei por que desconfio de vocês, mas para tentar entender, tentar encontrar uma brecha. Algo que nos leve a direção certa.
— De todo modo Edward, essa é apenas uma das hipóteses, não nosso palpite final. Ainda temos que investigar mais para chegar a uma conclusão.
— Eu sei Jasper, conto e confio em vocês para solucionarem esse assunto, mas é que só de pensar nisso minha cabeça ferve.
— Podemos imaginar como se sente. Mas você e sua família têm nossa palavra que solucionaremos tudo.
Alice afirmou e apenas assenti.
Conhecendo as terras por si só Storm e Snow cavalgaram para as melhores partes da fazenda, que infelizmente ficam na fronteira com a Black Horse.
E como um presságio de coisas ruins, logo avistamos Jacob galopando por suas próprias terras.
Assim que o enxerguei imediatamente me aproximei mais de Bella.
Não tivemos o desprazer de vê-lo depois do acontecido inominável, portanto, não sei como será sua reação ao estar novamente diante dele, porém mais uma vez surpreendendo-me positivamente, parece estar calma e tranquila. Com um semblante sério e desgostoso, é claro, mas não transparecendo qualquer fragilidade ou temor.
Essa mulher é realmente uma força da natureza...
A primeira reação que o desgraçado teve foi escarrar e cuspir, falando em seguida.
— Que prazer de merda ver vocês dois.
Rangi os dentes.
— Edward...
Bella tocou no meu braço, desviei o olhar do estúpido a nossa frente para encontrar o seu e o sinal que recebi das doces orbes chocolates instantaneamente me acalmaram.
— Que ridículo! Você deitou mesmo para essa daí, não foi Cullen? Não pensava que pudesse ser mais patético, mas com essa se superou. Se ela estalar os dedos, você abana o rabo também?
— Cala a boca Black. Antes que eu vá aí calar.
— Edward.
Bella tentou me conter novamente, mas dessa vez não cedi.
— E você? Pensei que já tivesse ido embora. Ou resolveu ficar e ser oficialmente a putinha do Cullen?
Vi tudo vermelho!
Saltei tão rápido de cima do Storm que por um segundo temi derrubá-lo, mas ao atingir o chão e ver que está tudo bem, minha atenção voltou totalmente a Jacob.
Mas antes de conseguir dar um passo, senti o corpo de Bella colado ao meu, com seus braços me segurando firmemente.
É claro que se quisesse me desvencilhar, sua força não seria suficiente para me impedir, porém novamente por hora nosso contato me conteve.
— Jacob, eu não sou homem de avisos e esse já é o meu segundo! Cala essa maldita boca e vá embora antes que eu estoure a sua cara outra vez.
— Daquela vez você me pegou desprevenido Cullen. Minha cabeça estava em outro lugar. Mas vamos lá. Eu e você. Aqui e agora. Homem a homem...
— Não dê ouvidos a ele Edward, não vale a pena.
— Ou você pode dar ouvidos a essa mulherzinha e ir embora, como um maricas covarde.
— Como você consegue ser tão estúpido? — Bella explodiu, surpreendendo-nos. – É o que? Medo de encarar a realidade? E admitir para si mesmo que não é o homem de verdade que tanto julga? É por isso que age assim?
— Olha como fala comigo sua vaga...
— Sr. Black, é melhor calar-se agora ou sua situação pode se complicar.
Jasper o interrompeu.
— E quem merda é você para mandar eu me calar?
— Quem eu sou não importa. Você só precisa saber que servirei de testemunha dos seus atos contra a senhorita Swan. – Informou. – Você pode ter sido solto depois de tudo que fez, mas ainda tem uma medida de restrição que o impede de tentar de alguma forma prejudicar a Bella.
— Eu não fiz porcaria nenhuma. E estou dentro das minhas terras.
— A lei estipulou um limite ao qual você não pode contrapor independente de onde estiverem. Além do que, não acredito que saiba, mas insultos, injúrias e ofensas também são tipos de violência. Desse modo, muito cuidado com suas palavras, pois podemos denunciá-lo por isso e ai voltaria à cadeia sem direito a fiança dessa vez, por ser a segunda acusação proveniente da mesma vítima.
Por essa com certeza ele não esperava, mas parece que as palavras de Alice causaram algum impacto no imbecil.
— Essa fazenda está mesmo indo de mal a pior. Primeiro veio essa veterináriazinha e agora esses dois esquisitos se achando os donos do mundo. É por isso que vocês vão cair Cullen.
— Isso é uma ameaça, senhor Black?
— Não esquisito. Não sou homem de ameaças, sou homem de ações.
Respondeu a Jasper e provando mais uma vez quão porco imundo é, deu uma nova escarrada cuspindo na direção das terras da Silver Horse.
— Todos sabem que essa fazendinha está com os dias contados, afinal de contas, vocês deixaram um sabotador livre, não é Edward? Cadê seu precioso cão de guarda? Ele gostou dos dias que passou na cadeia?
— Black! Se descobrir que você tem algo a ver com isso, eu juro que...
— Além de tudo, agora também está ficando surdo Cullen? Já falei, não sou homem de ameaças. Não tenho culpa se o declínio de vocês finalmente chegou. E também de serem tão burros de trazer o lobo para dentro de casa. Aliás, um só não, pois quem lhe garante que essa daí não é a responsável por tudo? Seus problemas não começaram depois que ela chegou?
— É sério isso? – Bella retrucou. – Você está querendo me acusar?
— Mulherzinhas do seu tipo são capazes de tudo. Criaturas ardilosos e traiçoeiras. Você quase me fodeu querida, mas eu não sou burro como o Cullen. Seus amigos esquisitões podem ficar tranquilos que não estragarei minha vida por uma qualquer.
— Então faça um favor a todos nós e suma daqui!
— Eu vou gracinha, não se preocupe. Realmente não me agrada ficar na companhia de gentinha como vocês. – Ele virou o cavalo, mas não se moveu. – Tchau senhorita Swan. Ou devo dizer adeus?
— Por mim com certeza é um adeus. Espero nunca mais ter o desprazer de vê-lo.
— Sim, sim. Porque você vai embora ao fim do verão, não é? Ou será que não?
— O que quer dizer com isso?
— Você sabe. Com o que tem acontecido nessa fazenda. Se fosse eu, ficaria de olhos bem abertos. O idiota do McCarty foi preso, então quem sabe o que pode acontecer com você...
— Seu desgraçado! Filho da puta. Eu vou acabar com você!
Bella não foi capaz de me segurar, com isso corri em direção a cerca entre a divisa das fazendas, mas antes de alcançá-la, fui barrado por Jasper.
Apesar de ser mais alto e aparentemente ter mais músculos, seus anos trabalhando no exército se sobrepuseram e ele conseguiu me imobilizar sem esforço.
— Edward, não. Não caia no joguinho dele.
— Você está surdo Jasper? Ele acabou de ameaçar a Bella!
— Parece que quem está surdo é você Cullen. Já disse que não sou homem de ameaças. Sou homem de ações. Se estiver em dúvida, pergunte a sua mulherzinha...
Tentei avançar novamente, mas foi em vão, pois Jasper continua me segurando firmemente.
E já estou começando a ficar com raiva dele por isso!
— Vá embora logo Jacob! Você já deu seu showzinho. Ninguém aqui tem medo de você ou das suas palavras imbecis. Agora vá embora! – Bella professou.
Finalmente ele pareceu se dar por vencido e tocou o cavalo a frente iniciando o galope saindo das nossas vistas.
Imediatamente Jasper me soltou, enquanto Bella tomou seu lugar próxima a mim.
— Fica calmo. Ele já foi embora.
— Eu o odeio tanto. — Exasperei. – Sério, não tem ninguém no mundo que eu odeie mais.
Vi Alice se aproximar de Jasper e eles trocarem olhares muito significativos.
— O que foi? – Perguntei.
— Edward, entendemos sua raiva e frustração. O Black é realmente odioso. Mas não achamos que ele seja o responsável pelas sabotagens...
— O que?!
Gritei a interrompendo.
O confronto com Jacob deve ter me deixado mais desorientado do que imaginei, pois agora estou ouvindo sandices maiores ainda.
— Edward, não é uma opinião concreta. Já o estávamos investigando antes e agora continuaremos com ainda mais empenho. Nós vamos descobrir tudo, eu garanto. Mas se quer uma opinião prévia. Ele não figura nossa principal lista de suspeitos, não depois do que presenciamos hoje.
— Vocês só podem estar loucos! Realmente viram tudo que aconteceu aqui? As ameaças à fazenda e especialmente a Bella?!
— Sim Edward, vimos tudo isso. Inclusive Bella, se quiser reabrir a denúncia, serviremos como testemunhas com muito prazer. Homens desse tipo não podem ficar livres e impunes. Pode até ser que ele não acabe preso novamente, porém a nova intimação acabará com sua pose.
— Eu agradeço Alice. Pensarei nisso depois quando estiver um pouco mais calma, mas fico grata pelo apoio.
— Não há de que.
— Mas nos digam. – Bella retomou. – Porque acham que o Jacob não é o responsável pelos ataques a fazenda?
— Escutem, já falamos isso a vocês, mas um dos maiores parâmetros do nosso trabalho é saber ler as pessoas. É muito importante que saibamos reconhecer nuances que possam incriminar ou inocentar alguém. Como avaliamos previamente que Emmett era inocente.
— Sim, Alice. Eu entendo isso. Meu pai também é um ótimo julgador de caráter. – Bella comentou. – Mas vocês realmente acham que o Jacob é inocente?
— Não inocente como pessoa. Ele é um crápula medíocre, isso é possível de notar a metros de distância. Mas é justamente por sua personalidade narcisista que não acreditamos que seja o responsável por tudo. – Jasper pontuou. – Ele não é do tipo que se contém, pelo contrário, gosta de se gabar de tudo que faz. É só reparar como fala sobre o episódio com a Bella. Foi algo que ele premeditou, executou e apesar de tudo, ainda consegue se vangloriar...
Bella e eu não o contestamos, ficando alguns segundos presos em nossos próprios pensamentos.
— Porém por outro lado não vimos nenhum vislumbre de júbilo pessoal quando tocaram no assunto da fazenda. É claro que ele ficará feliz caso algo aconteça a Silver Horse? Sim. Mas ao menos hoje não transmitiu nenhum indício da satisfação pessoal de ser o executor de tudo. Conseguem entender? Pode ser que o pai dele seja o responsável. Ou que ambos sejam apenas os mandantes. Mas se os Black têm algo a ver com isso, não acreditamos que Jacob esteja na linha de frente. – Finalizou. – Nós vamos investigá-los a fundo e descobrir a verdade. Porém queremos deixá-los em alerta que não acreditamos que seja o culpado...
— Mas que merda! — Praguejei. – Se não for o Jacob, quem será o infeliz que está fazendo isso conosco?
Minha pergunta atormentada permaneceu sem resposta...
***
Depois do péssimo encontro com o Black, acabamos dando o passeio por encerrado.
Com isso o restante do domingo acabou sendo afetado pela situação desconfortável.
Conversei com meus pais e Rose sobre o alerta que Jasper e Alice deram em relação a instalarmos câmeras de segurança pela fazenda, todos se espantaram com a sugestão, mas depois também começaram a pensar melhor no assunto.
Quem também acabou pensando mais na situação vivida, foi Bella. Já que ela decidiu não deixar a questão barata e decidiu atrelar o acontecimento a denúncia feita a Jacob, então segunda-feira fomos à delegacia prestar uma nova queixa.
Jasper e Alice foram conosco, assim como Aro. Nosso advogado ainda não foi informado sobre a verdadeira origem dos nossos convidados, então apenas soube que eles presenciaram tudo e estavam ali como testemunhas.
Mais tarde no mesmo dia, ficamos sabendo que Jacob foi intimado a comparecer a delegacia e teve as acusações proclamadas. No entanto, o advogado dos Black parece ser muito ardiloso, com isso conseguiu que ele não ficasse preso novamente, mas teve que aceitar a nova medida restritiva entre o desgraçado e Bella, aumentando o distanciamento e intimando-o a não ter mais qualquer contato com ela. Seja aqui em Collierville ou em qualquer parte do estado.
Então na terça-feira ficamos sabendo que Billy despachou Jacob para algum lugar, ao menos por uns dias. Todos acreditam que assim que o verão acabar e Bella partir, ele voltará, mas, por enquanto, ao menos por alguns dias, poderemos nos manter mais tranquilos sabendo que sua presença odiosa não estará rondando nossas terras ou vidas.
Porém sua partida não dificultou a investigação de Jasper e Alice, eles têm se mantido bem focados em provar de uma vez por todas se os Black têm algum envolvimento com nossos assuntos ou não.
Após contarmos o que houve a minha família, todos meio que concordaram com os detetives, então em suma, estamos apenas aguardando a confirmação final para tirá-los de vez da lista de suspeitos.
Situação que me deixa puto da vida!
Se eles que teriam os maiores motivos para tentar nos prejudicar não são os responsáveis, então quem será? E porque decidiu nos prejudicar desse modo? Será realmente que a intenção é prejudicar a fazenda e todos os Cullen ou apenas um de nós?
Alguém teria algo contra o meu pai? O homem mais íntegro que conheço? Ou pior, contra a minha mãe? Não, é impossível que alguém esteja tentando prejudicá-la diretamente. Minha mãe não é só a melhor mulher dentre todas, mas a melhor pessoa do mundo...
Seríamos Rose ou eu os possíveis agentes do conflito?
Mas quem poderia ter algo contra nós? Tirando Jacob, não consigo pensar em ninguém disposto a me atingir assim. E contra Rosalie tão pouco. Não posso alegar nem ciúmes de sua relação com Emm, já que eles só começaram a namorar bem depois dos ataques iniciarem.
Então a dúvida continua no ar...
Quem?
E por quê?
— Em que tanto pensa?
Balancei a cabeça por fim notando Bella ao meu lado.
— Em nada que valha a pena...
— Não acredito em você. – Falou categórica. – Mas estava ai tão lindo distraído que não resisti em me aproximar.
Sai a pouco do galpão dos frutos e encostei a parede lateral, com isso Bella pôde me notar.
— Quer dizer que eu sou lindo?
Passei um braço por sua cintura nos aproximando.
— Não. Eu disse que você estava lindo enquanto distraído. Agora já não está mais...
— É? – Dei um tranco em seu corpo vendo-a ofegar. – Que pena.
— Por quê?
— Porque você é linda sempre.
Olhei fixamente em seus olhos chocolates sentindo que podia me perder neles.
— Vamos sair hoje à noite? — Soltei de repente.
— Sair? Só nós dois?
— É. Você e eu...
— Outro não encontro...? – Brincou.
— Não. Um encontro. Um encontro de verdade.
O sorriso deixou seus lábios enquanto assumiu uma expressão séria.
— Está falando sério?
— Estou. – Encostei o rosto no seu para falar próximo ao seu ouvido. – Você quer ir a um encontro comigo?
— Sim. Sim, eu quero.
Nos afastei um pouco para voltarmos a nos olhar.
— Então está combinado. Hoje à noite vamos sair.
— Ok, combinado.
Quis muito beijá-la, porém notei a aproximação de pessoas, com isso apenas piscamos e nos afastamos seguindo caminhos distintos, mas com certeza ansiosos pela noite...
O restante da tarde não passou tão rápido quanto gostaria, mas quando terminei o trabalho não demorei a seguir para casa e subir ao meu quarto para me arrumar.
Recebi uma mensagem de Bella dizendo que se arrumará no quarto de Rose e nos encontraremos na sala.
Assim não demorei a cuidar de tudo, fiz a barba, tomei um bom banho, de volta ao quarto tentei escolher uma roupa legal para ficar a altura de Bella e quando pronto passei perfume, ajeitei o cabelo como deu, peguei minhas coisas e sai.
Vi a porta do quarto de Rose fechada e conclui que Bella ainda não terminou de se arrumar, desci um pouco mais devagar em direção à sala.
No cômodo não encontrei ninguém a vista, sei que Alice e Jasper saíram desde cedo e pelo visto até agora não voltaram, Rose deve estar com Bella e meus pais também devem estar cuidando de suas vidas por algum lugar da casa ou da fazenda.
Minhas conjunções não demoraram muito mais, pois logo ouvi o barulho característico de saltos batendo nos degraus da escada.
Virei dando de cara com Bella terminando de pisar no último degrau e chegando por fim a sala.
Porra...
Não sei o que me derrubou primeiro sua imagem ou perfume.
O doce odor de morangos, não forte ou enjoativo, mas seu e por conta disso tão bom.
E não sei como, mas ela sempre consegue ficar mais linda a cada vez que a vejo.
Seus cabelos estão presos em um coque bem feito com apenas alguns fios caindo na lateral do rosto, a maquiagem apenas está realçando seus traços delicados.
O colo está desnudo já que seu vestido é tomara que caia e vai até pouco a cima das coxas, porém ela colocou uma jaqueta sobreposta que combinou perfeitamente.
E nos pés está usando uma espécie de sandália ou sapato? Não sei bem, o que sei é que só a deixou ainda mais linda marcando suas pernas longas e torneadas.
— Oi.
Saudou diante do meu silêncio.
— Oi. – Respondi. – Você está tão linda...
— Obrigada. Você também.
Dei de ombros.
No fim das contas optei por colocar camisa e calça jeans, de lavagens diferentes, mas que achei que combinavam.
— Sabia que eu tenho um fraco por homens usando camisa jeans?
Sussurrou ao se aproximar.
— É mesmo?
— Sim. E por cowboys usando camisa jeans então...
Falou ao parar a milímetros de mim.
— Você tem o que?
— Mais tarde eu te conto...
Me deu um selinho e se afastou.
— Vamos?
— Bella, Bella...
Balancei a cabeça ao ouvi-la rir caminhando em direção da porta e apenas suspirei seguindo-a.
Essa com certeza será uma noite longa, mas mal vejo a hora de aproveitá-la por completo...
Já do lado de fora, a alcancei a tempo de abrir a porta do carona da caminhonete do papai, após ajudá-la a se acomodar segui para o lado do motorista, ao entrar liguei o carro e comecei a guiar para fora da fazenda.
— Então, aonde vamos?
— Queria dizer que planejei algo diferente, mas apenas pensei em irmos ao restaurante da Sue. – Contei procurando avaliar sua reação. – Mas se não quiser voltar lá, podemos ir a Memphis...
— Edward, está tudo bem. Eu vou adorar voltar ao restaurante da Sue. Infelizmente não conseguimos aproveitar da outra vez, mas essa noite será diferente.
— Você tem certeza? Não quero que se sinta desconfortável...
— Eu não vou. Jacob pode ter estragado àquela noite. Mas não estragará minha oportunidade de desfrutar do restaurante hoje ou em qualquer outro dia.
— Certo.
O caminho não é longo, mas ainda sim Bella ligou o rádio do carro e ficamos ouvindo as músicas que passaram até chegarmos.
Novamente a ajudei a sair e caminhamos de mãos dadas até a entrada do restaurante logo sendo recepcionados por Sue.
— Mas que surpresa maravilhosa tê-los aqui.
Imediatamente ela puxou Bella para um abraço.
— Estou muito feliz em vê-la novamente no meu restaurante querida.
— E eu feliz em voltar Sue. Não poderia deixar Collierville sem experimentar sua comida. E aproveitar seu restaurante como se deve.
— Muito bem menina. Harry já tinha me dito que você estava ótima. Mas vendo-a agora, penso que está melhor do que ótima.
— Obrigada. Eu me sinto realmente muito bem e com motivos.
— Maravilha... – Afagou o ombro de Bella, só então parecendo me notar. – E você rapaz? Nem preciso perguntar como está...
— Não?
Indaguei confuso.
— É claro que não. Você está na companhia dessa jovem maravilhosa, como poderia não estar bem?
— Sue...
— Não, não. Venham comigo, os colocarei na melhor mesa. Por sorte as quartas o restaurante não costuma encher muito, desse modo ela ainda está vaga.
— Obrigada Sue.
Bella agradeceu e assenti seguindo-as.
A amorosa mulher nos guiou até uma mesa próxima a janela, com uma luminária bem posicionada, mas fora do fluxo de passagem.
Um lugar ótimo realmente.
Puxei a cadeira para Bella, me acomodando também em seguida.
— Prontinho. Vocês podem escolher com calma, enquanto isso pedirei que tragam água e pãezinhos.
— Sue?
— Sim?
— Você poderia nos recomendar o jantar? – Bella pediu. – Tudo bem por você? – Direcionou a segunda pergunta a mim.
— É claro. Tenho certeza que Sue irá sugerir algo delicioso.
— Vocês são muito amáveis. – Ela sorriu. – Mas muito bem. Nesse caso apenas desfrutem que providenciarei um maravilhoso jantar.
— Obrigado.
Bella e eu agradecemos enquanto ela pediu licença se afastando.
— Você não se importa, não é mesmo? Que tenha feito essa sugestão?
— É claro que não Bella. Foi uma ótima ideia.
— Obrigada. Desse modo até nosso jantar será envolto a surpresas.
— E a noite terá outras surpresas? – Questionei.
— Vamos ver...
Respondeu enigmática.
Nesse instante um dos garçons se aproximou trazendo a água e os pães, então deixamos o enigma no ar e passamos a conversar sobre outros assuntos.
Apesar de nos conhecermos a dois meses e meio, estarmos de certo modo compartilhando uma moradia conjunta, após Bella passar ao meu quarto. E com certeza termos passado por várias coisas juntos, ainda sim, existem aspectos que não conhecemos da vida do outro, então usamos essa noite para conversar e nos conhecer mais, como em um verdadeiro encontro...
Bella foi a primeira a questionar perguntando aspectos da minha infância e todas as travessuras que cometi com Emmett.
Poderia passar a noite inteira falando apenas sobre isso, mas em determinado momento lhe devolvi a pergunta querendo saber mais sobre a menina que ela foi.
Só paramos de falar quando o garçom retornou a mesa para perguntar que bebidas tomaremos, como sugestão, Sue falou que os pratos que servirá combinam com limonada ou cerveja.
De cara Bella escolheu tomar limonada e a acompanhei. O garçom saiu, mas logo retornou não só com as novas bebidas, como também com nossas entradas.
O prato escolhido não poderia ser mais típico da região, picles e batata doce fritos, os quais simplesmente adoro.
Bella comentou que a batata já comeu assim, mas o picles nunca, porém foi só dar a primeira mordida para se deliciar com a iguaria.
Comemos em meio a mais conversas, dessa vez a questionei primeiro querendo saber mais sobre a sua vida na Califórnia e como é a faculdade. Por nunca ter feito uma, nesse instante mais ouvi do que falei, mas não me importei nem um pouco, pois podia ficar ouvindo-a por horas a fio.
Após terminarmos as entradas, entramos no assunto sobre o fato de nenhum de nós nunca ter morado sozinho.
Já que ainda moro na fazenda com meus pais, enquanto ela, apesar de não morar mais integralmente com os seus, passa todas as folgas possíveis com eles e durante os anos de graduação sempre dividiu moradia com alguém.
Em meio ao tópico, Sue apareceu com o prato principal, elogiamos muito a entrada e mostramos empolgação por sua próxima escolha.
E não nos decepcionamos, pois ela trouxe um maravilhoso peixe-gato frito acompanhado de salada de repolho refogada.
Chega salivei quando vi a travessa a minha frente.
O prato também é típico do Tennessee e esse Bella nunca tinha experimentado, mas também adorou. E como não? Se o tempero de Sue é simplesmente magnífico.
Ela trouxe o prato em uma travessa para que possamos nos servir à vontade. Bella comeu bem, mas é claro que ao fim comi bem mais do que ela, ficando realmente satisfeito.
— Sua mãe e Sue estão disputando frente a frente como as melhores cozinheiras que já vi.
Bella comentou enquanto terminamos de comer.
— Que minha mãe não me ouça, mas acho que em questão de peixe-gato frito, Sue talvez esteja na frente. – Respondi e sorrimos.
— Pode ficar tranquilo, seu segredo está seguro comigo. – Piscou.
— Obrigado.
— Mas voltando ao nosso assunto anterior. – Falou e assenti. – Você acha que nunca morará sozinho?
— Acredito que não. Não preciso dizer que sou um homem tradicionalista. – Ela sorriu. – Então devo seguir o mesmo caminho que meu pai, avô e afins. Só sair de casa para uma minha após me casar.
— Entendo.
— E você?
— Não sei bem ainda, mas acho que sim. Quando voltar a Califórnia saberei melhor, pois tudo dependerá das oportunidades de emprego que aparecerem. Se retornar a Sacramento, talvez permaneça por mais tempo com os meus pais, mas se ficar em qualquer outra cidade é provável que finalmente passe a morar sozinha.
— E esse é um desejo seu?
— Não posso afirmar, pois não é uma experiência que tenho conhecimento. Então só terei certeza se vou gostar, depois que experimentar.
Assenti e fiquei um instante em silêncio pensando que em poucos dias ela voltará à Califórnia e daqui a alguns meses dependendo do rumo das coisas, poderá de fato passar por essa experiência...
Mas não querendo estragar o clima tão bom, reverti à situação.
— Como fez comigo.
— O que?
— Você disse que só saberá se gosta de morar sozinha quando experimentar a sensação. Foi o que fez comigo, só notou que gostava de mim, depois que me experimentou.
— Edward!
Sorri com vontade, ainda mais após ver o rubor tingir seu rosto. Por conta da nossa intimidade, tem sido raro conseguir fazê-la corar, assim aproveito bem esses exclusivos momentos.
Um garçom retirou os pratos vazios, enquanto Sue voltou com a sobremesa.
— Então, estão gostando?
— Estou amando Sue, você é uma excelente cozinheira.
— Obrigada Bella. E para fechar a noite preparei uma sobremesa especial a vocês. Ela não está no cardápio de hoje, mas fiz questão de preparar para brindar sua noite.
— Nossa Sue, não precisava, mas obrigado.
— Não tem de que. E espero que gostem.
A sobremesa escolhida foi um delicioso pudim de banana, feito com creme branco e bolachas.
— Aproveitem.
Desejou após depositar apenas uma taça a nossa frente e estender duas colheres.
Pegamos os talheres, enquanto ela se afastou da mesa.
— Parece que teremos que dividir. – Comentei o óbvio.
— Sim e para isso acho que uma pequena mudança é necessária.
Antes de raciocinar diante do seu comentário, a vi levantar da cadeira em frente e sentar em outra ao meu lado.
— Muito melhor agora, não acha?
— Com certeza.
Saboreamos a sobremesa, que está realmente muito gostosa e tomamos o tempo apenas apreciando o momento, sem mais conversas paralelas.
Quando terminamos de comer, Bella falou que iria ao banheiro antes de partimos, confesso que fiquei receoso por um momento, mas ela me tranquilizou afirmando que tudo ficará bem e a deixei seguir.
Enquanto isso pedi a conta e deixei tudo pronto para a sua volta, irmos embora.
E assim foi feito, quando Bella retornou, foi tão bem quanto antes. Sugeri a partida e ela aceitou, mas não saímos sem nos despedir de Sue e agradecer imensamente por tudo.
No caminho até o carro, lembrei-me de comentar um assunto.
— Bella, o dia foi tão corrido que acabei esquecendo de falar.
— O que foi?
— Meus pais decidiram seguir o conselho dos detetives, com isso vamos instalar câmeras na Silver Horse.
— É mesmo? – Assenti. – Isso é bom. Não só pela situação de agora, mas pensando no futuro também. Isso com certeza lhes dará uma segurança maior. E ajudará em coisas básicas, como controlar o fluxo de pessoas e animais.
— Exatamente. Ainda analisaremos onde exatamente faremos as instalações, mas acredito que tudo ocorrerá até o fim de semana, pois a mamãe quer tudo pronto antes da festa de aniversário do papai.
— Quer dizer que esses são os últimos dias da fazenda sem vigilância?
— Sim.
Respondi tranquilamente e mal coloquei o carro na rua, Bella encostou a cabeça em meu ombro.
— Cansada?
Perguntei esperando encontrá-la de olhos fechados, porém comprovando que não.
— Não. Só gosto de ficar perto de você. – Respondeu. – Você é tão cheiroso.
Declarou ao mesmo tempo em que passa o nariz pelo meu pescoço.
— Obrigado. Você também é muito cheirosa.
Aproveitei a parada em frente ao farol principal da rua para erguer seu rosto e encostar nossos lábios levemente.
Ela sorriu e voltou a colocar a cabeça sobre meu ombro enquanto continuo a dirigir.
— Foi uma ótima noite.
— Foi sim. – Concordei.
Assim que saímos dos limites da cidade entrando na estrada rumo à fazenda, senti as mãos de Bella brincando com os botões da minha camisa até começarem a tocar meu peito.
Já tinha os três primeiros botões abertos, mas logo Bella começou a abrir os outros...
— Bella...
— O encontro foi muito bom, o que acha de deixar a noite ainda melhor?
Sussurrou no meu ouvido, mordendo o lóbulo da orelha em seguida.
— E como...?
Nem tive tempo de concluir o raciocínio, pois senti sua mão começar a brincar com o cós da minha calça e depois tocar meu membro ainda coberto pelo jeans...
— Bella...
— Você já fez isso Cowboy?
Perguntou ao começar a abrir o fecho do meu cinto.
— Não. E você?
— Nunca. E acho que será maravilhoso fazer isso com você. O que acha?
No momento não sei exatamente em que me concentrar, na boca de Bella beijando meu pescoço, em suas mãos trabalhando em abrir minha calça e tocar meu pau ou pior ainda, na estrada a minha frente.
Porém apesar de saber que a prioridade deveria ser a última opção, infelizmente ela está em último lugar na minha lista de pensamentos...
— Porra Calgirl.
Gemi quando finalmente senti suas mãos me tocarem diretamente.
— Alguém já topou a ideia...
— É claro que sim. Só de sentir seu cheiro ele já fica todo animado. Imagina com você ao meu lado e ainda o tocando assim!
— Eu adoro saber disso e por esse motivo irei me divertir um pouco...
Suas mãos puxaram meu pau para fora da calça e cueca sem muita dificuldade, então ela começou a me masturbar do jeito que simplesmente me deixa doido...
Enquanto isso continuou a beijar meu pescoço, ocasionalmente descendo os lábios até meu peito.
A distância da cidade à fazenda não é grande, muitas vezes já fiz o percurso todo em poucos minutos, mas hoje por algum motivo a estrada de terra parece não ter fim...
Talvez o motivo seja minha dispersão quase completa da direção, mas como poderia ser diferente?
Sentindo os lábios de Bella descerem pela minha barriga finalmente enxerguei a placa da Silver Horse.
— Estamos chegando à fazenda.
— Então mantenha os olhos na estrada Cowboy.
Bella falou com malícia no olhar, então apertou um pouco meu pau fazendo com que o líquido pré-gozo saia e o rodeou com a língua em volta da cabeça...
— Porra! Caralho Bella!
Coloquei uma mão na sua nuca massageando o local.
— Olhos na estrada Cowboy. E quando chegar a fazenda encontre um lugar especial para nós, pois a diversão está apenas começando...
Com essa promessa tive maior ideia das suas intenções ao sentir sua boca ao meu redor começando a me chupar como só ela é capaz...
Nunca fiz a curva para entrar na fazenda com tanta calma, mas além de estar tentando manter a atenção redobrada, não queria que o solavanco do carro viesse a machucar ou interromper Bella em suas ações.
Quando finalmente entrei nas terras da fazenda, respirei mais aliviado e deixei um gemido gostoso sair do fundo da garganta quando Bella me chupou mais profundamente...
Nesse instante praticamente parei o carro, segurando-o ligado apenas por um último resquício, então disposto a aproveitar como se deve, guiei para uma parte da fazenda onde ficaremos seguros e em privacidade para continuar os eventos da noite.
Atravessei algumas partes do campo em que geralmente não deixamos o carro passar? Sim, mas quem liga? Eu com certeza não.
Não quando estou sentindo a boca de Bella lamber minhas bolas enquanto suas mãos tratam do meu pau.
— Pa... Parei o carro.
Sussurrei, mas ainda sim Bella me ouviu, logo erguendo um pouco a cabeça.
— Ótimo Cowboy. Alguém aqui passou com honras no teste de direção...
— Está falando de mim ou do meu pau?
Perguntei visto que apesar de seus olhos estarem focados nos meus, suas mãos continuam ativas trabalhando.
— Dos dois. — Piscou. – Ambos são muito bons e merecem recompensas.
Ela ergueu o tronco e com a aproximação encontrei sua boca no meio do caminho, nosso beijo foi furtivo e só me deixou mais acesso.
Sua língua travessa me incendiou ao rodear a minha, tanto quanto o faz quando está ao redor do meu pau.
Quando encerrou o beijo, puxou meu lábio inferior entre os seus e sussurrou frente a minha boca.
— Joga o banco para trás Cowboy...
Nem questionei, somente desci o braço achando a alavanca que move o banco e deslocando-o para trás.
Vi Bella tirar a jaqueta e assim que um espaço maior se fez presente, voltou a sua missão de ataque.
Descendo os lábios novamente por todo meu corpo até chegar ao meu caminho da felicidade...
Sua segunda investida já começou com tudo, pois ela tratou de lamber meu cumprimento todo, tomando e preparando para si. E somente quando se deu por satisfeita, voltou a me cobrir com a boca por completo.
— Porra Calgirl! Você chupa bem demais.
Declarei sem receios.
— Isso, assim, engole. Delícia de boca gostosa! Bella! Caralho!
Sempre que estamos juntos, tento ao máximo conter meus impulsos de simplesmente meter tudo na boquinha safada de Bella.
E essa noite, dentre tantas, está sendo praticamente impossível me segurar.
Com Bella me sugando tão fundo, como se também queira que chegue a um lugar além.
Uma das minhas mãos está firmemente posta ainda sobre o volante, enquanto a outra massageia suavemente seu couro cabeludo ajudando-a nos movimentos.
Como se ela precisasse de qualquer ajuda, mas ainda sim, amo essa parte da conexão.
— Está gostando Cowboy?
— Como se não soubesse que estou quase morrendo aqui...
— Tadinho do meu Cowboy, tão necessitado...
— Mulher, você ainda vai...
Engoli as palavras no mesmo instante em que Bella engoliu uma das minhas bolas.
Seus cuidados foram levando meus resquícios finais de sanidade e quando voltou a cuidar diretamente do meu pau, nós dois sabemos que será meu fim.
— Isso, vai, vai! Cacete, assim, continua.
Incentivei eufórico.
— Bella, porra! Eu vou gozar...
Minha doce e atrevida companheira apenas continuou me conduzindo ao ápice de toda essa loucura e assim deixei meu corpo se libertar e relaxar sendo completamente recebido por ela.
Minha cabeça caiu no encosto do banco enquanto os últimos espasmos do gozo deixam meu corpo.
Bella finalizou essa parte do seu trabalho, mas aparentemente ainda cheia de energia logo voltou a salpicar beijos pelo meu corpo até chegar a minha boca.
A recebi de bom grado a puxando para sentar no meu colo, infiltrei uma das mãos em seus cabelos soltando seu coque, enquanto a outra direcionei a um dos seus seios tocando-o por cima do vestido.
Nossas línguas se envolveram de modo fugaz, explorando a boca do outro provocando sensações de prazer itinerantes ao momento.
Rapidamente baixei o vestido de Bella deixando seus seios nus ao toque das minhas mãos, já que por conta do modelo, não está usando sutiã.
Enquanto isso, a parte debaixo já se encontra erguida frente aos seus movimentos de circular sobre meu colo, desse modo, o único tecido que nos separa do toque frenético é a pequena peça de calcinha que ela está usando.
Não vi ainda como é o modelo, mas só pelo tecido que sinto esfregar sobre meu pau, não tenho dúvida de que se trata de uma peça tão enlouquecedora quanto sua dona e um sorriso malicioso dominou meus lábios, mesmo entre o beijo, ao pensar em rasgá-la e ouvir o gemidinho ofego de Bella...
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Assim fui passando a língua por seu pescoço, ombro, colo, até chegar ao vão dos seus seios, lambi a região degustando do seu sabor maravilhoso entre meus lábios.
— Edward...
Seu gemido veio acompanhando das mãos perdidas entre meu cabelo.
— O que?
Afastei um pouco a boca e assoprei seus mamilos, deixando-os arrepiados.
— Eu que... Quero...
— O que você quer Calgirl? É só pedir.
— Eu quero você... Sua boca... Meus seios...
Suas frases saíram entrecortadas, pois continuei assoprando os mamilos e deixando os lábios bem próximos a eles, mas sem de fato tocá-los.
— Diz o que você quer Bella. Pede que eu te dou. – Provoquei.
Como a mulher selvagem que é, não apenas respondeu como também puxou meu couro cabeludo me fazendo olhar dentro dos seus maravilhosos olhos chocolates.
— Eu quero sua boca nos meus peitos, agora! Quero que me chupe! Quero você mamando em mim!
Nessa hora meu corpo todo estremeceu e meu pau avançou em riste contra seu centro protegido, mas já muito molhado...
Não a respondi, apenas acatei seu pedido com o máximo de empenho e prazer.
Passei os lábios por um mamilo chupando-o para dentro da minha boca e iniciando as carícias orais, ao mesmo tempo em que mantenho o outro seio sob uma massagem constate da minha mão direita, enquanto levo a esquerda a um passeio por suas coxas macias até acessar sua intimidade por cima do tecido fino e quase inútil nesse momento.
— Cowboy... Aí, aí, aí...
— O que foi linda?
— Nada, continua. Está muito bom...
Sorrindo voltei às carícias, mas invertendo as sensações nos seios.
Também avancei os dedos em sua intimidade passando a tocá-la diretamente.
— Tão gostosinha de mamar. Tão gostosinha de tocar. — Provoquei.
— Ah, merda... Edward!
Enquanto continuo a me deliciar com seus seios perfeitos, também prossigo com a masturbação tocando seu clitóris inchado e infiltrando dois dedos no seu canal quente e melado.
— Já está tão prontinha para mim...
— Uhum.
— Quente, apertada, doce...
— Doce? — Perguntou.
Puxei a mão trazendo até minha boca e chupando os dedos melados.
— Com certeza doce.
Ela me beijou inclinou nossos corpos sobre o banco friccionando-os, mas não me deixou aproveitar muito, pois logo se afastou fazendo menção de sair do meu colo.
— Onde você pensa que vai?
— Você já descobrirá.
Respondeu apenas.
Confuso e intrigado a vi atravessar entre os bancos dianteiros passando para a parte de trás, como peguei o carro de Rose, estamos contando com a cabine dupla, aparentemente o modelo ideal para as ideias de Bella.
Porém no instante que vi sua bunda deliciosa bem a vista dos meus olhos, não resisti em dar uma bela mordida.
— Ai... — Não me fiz de rogado e mordi também a outra banda. – Edward...
— Nem precisa dizer que gostou, estou sentindo o cheiro da sua excitação aumentar...
Virando o rosto e aumentando a provocação com o olhar, respondeu.
— Então por que não experimenta para ter certeza?
— Porra mulher.
Não precisei de outro incentivo, me virei no banco agarrando seus quadris puxando em direção ao meu rosto e apenas afastei o tecido frágil para o lado abrindo espaço para o paraíso localizado entre suas pernas.
Não me fiz de rogado em colocar a boca em sua boceta e me deliciar...
Segurando a calcinha de um lado e aproveitando para apertar sua bunda gostosa no processo comecei a lamber sua entrada molhada a caminho de levá-la ao abismo.
— Edward, porra, aí!
Vi seus braços fraquejarem no apoio do banco, então a ajudei a se segurar.
— Calma Calgirl. Eu ainda nem comecei...
Beijei suas costas e desci os lábios salpicando beijos por seu quadril até marcar novamente seu bumbum arrebitado com meus dentes para só então voltar a chupá-la.
— Ah, merda, isso, uh, Edward, continua. — Ela tremeu entre meus lábios. – Ah, meu Deus.
— Oh, não delícia. Apenas eu...
Lambi seu clitóris e o chupei delicadamente entre os lábios sentindo as pernas de Bella contraírem tentando fugir, mas a segurei firme e continuei lambendo sua bocetinha melada.
Passei a língua na entrada brincando com certo tipo de penetração, enquanto meus dedos também entram em ação preenchendo-a aos poucos.
Espero realmente que não quebremos nada nesse carro ou Rose com certeza nos matará, porém deixei essas preocupações de lado quando apoiei os joelhos nos bancos e empurrei Bella um pouco mais para a parte traseira, conseguindo abrir seu corpo ainda mais e encaixar meu rosto para desfrutar completamente.
— Cacete Cowboy! Não, não, não para.
— Não vou delícia. Não até você gozar para mim. — Prometi.
— Eu já estou tão perto...
— É? Sua bocetinha vai sugar meus dedos e inundar minha língua com seu mel?
— Sim! Porra! Sim!
Sorrindo voltei a lambê-la me inebriando com as reações do seu corpo diante das minhas carícias.
A provoquei até deixá-la a um passo de sucumbir e prestes a se libertar, tirei os dedos do seu centro pulsante deixando apenas minha boca apreciar seu ápice do prazer...
Bella gozou gemendo profundamente, tombando a cabeça no banco do carro e apertando as pernas ao redor do meu rosto.
E eu desfrutei das suas reações como um animal satisfeito com a caça abatida.
Afastei-me apenas após sorver todo seu mel e carinhosamente me coloquei sobre ela, sem deixar o peso sobrepor, arrastei as mãos por suas carnes até parar sobre seus seios massageando-os, porém Bella puxou minha mão direita levando até os lábios e me fez praticamente urrar ao chupar meus dedos que estavam a pouco no seu centro.
— Comprovando o quão doce e gostosa é?
Sussurrei no seu ouvido, vendo-a delicadamente virar o rosto.
— Você me deixa louca.
— Você também, completamente. — Afirmei.
A beijei finalmente encostando nossos corpos e roçando meu pau na sua entrada.
No entanto, não fui muito adiante já que Bella abriu a porta traseira e de algum modo conseguiu escapar dos meus braços.
— Mas será possível mulher! — Praticamente esbravejei. – Aonde você vai agora?
— Me siga e verá Cowboy...
Por estar mais posicionada no banco de trás, não teve dificuldade em sair, no meu caso tive que retornar ao banco dianteiro e sair por essa porta.
Assim que coloquei os pés fora do carro vi Bella deslumbrante sobre a caçamba da caminhonete com a imensidão da Silver Horse ao fundo e o luar iluminando seu corpo que aos poucos está sendo desnudado diante dos meus olhos...
Nem esperei vê-la retirar o vestido completamente, para me juntar na caçamba da caminhonete.
— Olá.
Falou assim que rodeei meus braços por sua cintura delgada.
— Oi provocadorazinha. Você não para, não é?
— Eu nunca transei sob o luar e como vão instalar câmeras pela fazenda, acho que talvez essa seja minha última oportunidade. – Comentou. – Mas e você? Topa passar por mais essa experiência louca comigo?
— Por essa e por mais quantas você quiser.
Respondi sem rodeios.
Seu sorriso só não foi mais brilhante do que a lua acima de nós, porém ele foi à última coisa que vi antes de fechar os olhos e puxá-la para um beijo.
Passei as mãos de forma desenfreada por seu corpo, enquanto Bella impulsionou para subir no meu colo, onde a recebi de bom grado.
Porém antes de fazermos uma arte maior e transformar a noite perfeita em um acidente, baixei as pernas com cuidado sentando sobre os joelhos para em seguida deitá-la sobre a superfície aberta do carro.
Esse veículo parece ter sido feito para esse tipo de situação, já que o material da caçamba não é áspero, frio ou incomodo. E como o carro está limpo poderemos nos deitar sem problemas.
Em meio aos beijos, Bella desceu as mãos pelas minhas costas, por baixo da camisa, até parar na calça começando a puxá-la para fora do meu corpo. Compreendendo seu desejo levantei um pouco para me livrar dos sapatos, em seguida da calça e a cueca, porém quando fui puxar a camisa, suas mãos me pararam.
— Não, fica com ela.
— Como desejar.
Suas mãos passaram pelos braços cobertos pelo tecido, mas voltaram a tocar meu peito desnudo até chegar ao pescoço puxando-me de volta para si.
Em meio aos novos beijos, desci as mãos a sua calcinha e não me fiz de rogado em forçar o frágil tecido até arrebentá-lo...
— Não sei se você sente mais prazer em rasgar minhas calcinhas ou no que faz após rasgá-las.
— Eu realmente amo rasgar esses paninhos que só servem para atrapalhar meu caminho. – Confessei. – Mas nada supera o prazer de estar completamente dentro de você.
Enrosquei suas pernas ao redor do meu quadril e tornei nossa ligação real...
— Oh, meu...
— Edward... Quero te ouvir gemer meu nome Bella.
— Cowboy... — Senti em seu olhar o desafio. – Isso é tão...
— Tão quente...
— Grande...
— Apertada...
— Fundo...
Declaramos as intenções diante da entrega dos nossos corpos sem receios.
Permaneci parado por alguns segundos, mas apenas por alguns segundos, pois logo comecei a me movimentar apreciando o corpo de Bella recebendo o meu ao seu máximo.
Com suas pernas ao redor da minha cintura e eu ainda de joelhos, atingimos sensações incríveis.
Apreciei a mulher espetacular a minha frente, com os cabelos espalhados, o corpo brilhando de suor e com os reflexos da lua, totalmente entregue a mim e só pude me sentir sortudo.
Sortudo por estar vivendo isso e mais ainda por estar com ela...
Aumentei a potência das estocadas aos poucos sentindo Bella corresponder às investidas a altura com o rebolar gostoso dos seus quadris.
— Continua, mais, mais forte, eu preciso...
Calei sua súplica com um beijo, após inclinar o corpo apoiando os braços ao redor da sua cabeça, não quis arriscar deitar totalmente sobre ela, mas preciso senti-la, deixar nossos corpos se tocarem ao máximo.
— Você é tão boa. Me recebe tão bem...
— Me sinto tão preenchida, quase completa...
— É como se...
Ergui o rosto e nossos olhares se encontraram, permanecemos em silêncio por milésimos de segundos, mas esses milésimos serviram para refrear qualquer palavra.
Ao invés disso deixamos nossos corpos falarem por si...
Colei a boca em seu pescoço, enquanto sinto suas unhas passarem desgarradas por minhas costas, investi ainda mais dentro de seu núcleo quente, enquanto ela continua a me receber com intensidade e tensão, prendendo meu pau em sua bocetinha apertada soltando apenas em meio a suspiros audíveis.
Enlouquecido de prazer, agarrei sua bunda e nos separei por um instante, apenas para virar seu corpo apoiando as mãos no capô do carro enquanto a deixei ajoelhada a minha frente para então investir novamente.
— Porra Cowboy. Porra, porra, porra!
— Geme Calgirl! Geme bem alto. Grita, pois apenas a lua e as estrelas podem te ouvir essa noite.
— Comigo, assim, eu, não, vai, vai, mete, mete, mete...
— Caralho Calgirl! Você está me apertando tanto.
Passei os braços para frente do seu corpo apertando um seio com uma mão, enquanto deixei a outra rodear seu clitóris inchado.
— Rebola gostoso, esfrega essa bunda redonda no meu pau.
— Não para, vem, comigo...
Seu braço esquerdo rodeou o meu sobre seu seio, enquanto o direito subiu pela minha nuca e fixou os carinhos no meu cabelo.
— Não vou parar. Não até você gozar.
Beijei seu pescoço, mas a soltei quando a ouvi sussurrar.
— E quem disse que vou gozar primeiro?
— Eu vou te fazer chegar lá Calgirl. Te darei outro orgasmo e a ouvirei gemer meu nome.
— Ah, ah, ah, ah...
Suas imprecisões vieram após investir com ainda mais vigor.
Vi suas mãos segurarem firmemente o capô do carro, então ela me prendeu com seu corpo e professou.
— Eu vou te ouvir gemer meu nome primeiro. Você vai gemer bem alto quando estiver gozando dentro de mim!
— Porra mulher! Caralho...
Não resisti e arrastei a mão na sua bunda.
— De novo, não para...
Seu pedido foi como música para os meus ouvidos, suas palavras entraram no meu sistema e tiveram impacto direto na minha mão que passou a estapear sua bunda conforme continuo a penetrar seu corpo.
— Cowboy, cowboy, cowboy!
— Você é mesmo uma Calgirl. — Sussurrei. – Nasceu para montar num pau...
— Oh, sim...
Bella nos afastou um pouco e virou o corpo passando a apoiar as mãos sobre meu peito me fazendo deitar sobre a caçamba e voltando a nos conectar ao sentar sobre mim.
— E é cavalgando nele que te farei gozar...
Prometeu quando desceu totalmente me recebendo em seu centro quente mais uma vez.
Nosso ensejo em busca do prazer do outro nos levou ao máximo da entrega.
Ela permaneceu com os braços sobre meu peito rebolando intensamente, enquanto agarrei sua bunda apertando a carne macia mantendo o ritmo constante das investidas.
Estou quase lá e posso sentir que Bella também, mas sua imagem deslumbrante e enluarada pode acabar me levando ao estopim primeiro.
Envolvi uma mão ao redor do seu pescoço e trouxe seu corpo para mais perto do meu, prendemos os olhares e simplesmente me entreguei.
— Você nunca esteve mais linda... — Notei um brilho diferente em seus olhos, mas não me refreei. – Vem comigo, Bella...
— Edward! Edward! Edward! Edward! Edward...
Ouvir meu nome sendo pronunciado com tanto afinco por seus doces lábios foi o ponto final que precisava...
Gozamos juntos.
Gozamos com os corpos, os olhos, a mente e talvez com algo a mais...
Quando parou de tremer, Bella deixou o corpo descansar sobre o meu e a recebi de bom grado em um abraço gostoso.
— Você ouviu seu nome Cowboy?
Ri da provocação.
— Ouvi...
— Acho que realmente até as estrelas nos ouviram essa noite.
Comentou ao erguer um pouco o tronco e com isso seu cabelo escorreu entre nós.
— Elas não só ouviram como também presenciaram tudo que aconteceu aqui. – Pisquei.
— É verdade. – Sorriu. – Obrigada por topar mais essa loucura comigo.
— Não tem de que. – Fiz um carinho no seu rosto. – Afinal de contas, o que é a vida sem a adrenalina de transar em um galpão abandonado?
— Na beira de um rio.
— Sobre um monte de feno.
— E sob a luz do luar...
Trocamos um beijo calmo, mas cheio de significados.
E ainda entre os meus lábios, sussurrou.
— Eu vou sentir falta disso...
Não precisei ouvir ou questionar nada, pois a resposta estava na ponta da língua.
— Eu também...
CONTINUA.
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