Promises in the Dark
28 A Declaração
Notas iniciais
POV Edward
E nesse segundo senti o mundo girar, ao mesmo tempo em que perdi a respiração.
Não.
Não.
Não.
Isso não pode estar acontecendo...
— Não podemos nos desesperar agora.
Ouvi a voz do meu pai de fundo e imediatamente respondi.
— Como não vamos nos desesperar papai? O senhor acha que é apenas coincidência o fato de sabermos da notícia que o desgraçado do Charles fugiu e não conseguirmos contato com a mamãe e a Bella?
— Edward...
Rose parou a frase no meio quando ouvimos o barulho de um carro se aproximando e sem precisar falar nada corremos para a entrada da casa na esperança de ver a caminhonete do meu pai aparecendo com mamãe e Bella seguras dentro do veículo.
Mas essa expectativa não durou mais do que meros segundos, pois rapidamente constatamos que o carro terminando de aproximar-se traz a dupla de detetives e não as pessoas que realmente queríamos ver.
Jasper estacionou o carro e prontamente os dois caminharam sem hesitação em nossa direção.
— Todo mundo está bem?
Alice questionou de pronto.
— Nós que estamos aqui na fazenda sim...
— O que quer dizer com isso?
Jasper questionou interrompendo Rose.
— Mamãe e Bella saíram há algum tempo e ainda não voltaram. – Informei. – Estamos tentando contato com elas, mas nenhuma das duas atende o celular.
Imediatamente o casal trocou olhares consternados e senti os pelos do meu corpo arrepiarem diante da situação.
— O que houve?
Papai foi o transmissor da pergunta.
— No caminho para cá passamos por um carro largado no meio da estrada, por alto identificamos que um dos pneus está furado, mas como não tinha ninguém por perto, concluímos que o possível motorista deveria ter se afastado para procurar ajuda no intuito de efetuar a troca. – Jasper explicou.
— Mas apesar dessa observação ficamos intrigados, pois o carro é um modelo igual à caminhonete do Carlisle. O que não deve ser tão incomum aqui pelas redondezas, porém com o que estão falando agora...
— Não...
Rose ofegou levando as mãos ao rosto ao fim do relato de Alice.
— De todo modo anotamos a placa.
Jasper completou e assim que pronunciou a sequência de letras e números foi inevitável não proferir vários impropérios.
— Aquele desgraçado!
— Eu vou matá-lo com as minhas próprias mãos!
— Carlisle, Edward, tenham calma.
— Não nos peça para ter calma Jasper! Não tenho como ficar calmo sabendo que aquele filho da puta conseguiu escapar e ainda deu um jeito de sequestrar minha mãe e Bella.
— Nós ainda não temos certeza sobre isso.
— E vocês têm alguma dúvida?
Rose rebateu a Alice, que pela primeira vez desde que a conhecemos, não conseguiu informar uma resposta clara.
Antes que os detetives pudessem tentar contestar novamente, vimos carros da polícia se aproximando da casa.
Ao estacionarem, de pronto Jenks, James e Laurent deixaram os veículos vindo em nossa direção, enquanto outros policiais apenas começaram a se posicionar em volta das viaturas.
— Bom dia. – Jenks cumprimentou.
— Bom dia.
Alguns presentes responderam, eu não fui um deles, já que não estou com tempo e paciência para formalidades inúteis.
— Jenks, como isso pôde acontecer? Como deixaram um bandido desses escapar?
Proferi manifestando minha indignação.
— Edward, realmente sentimos muito, mas foi uma fatalidade.
— Fatalidade é o que estamos vivendo com aquele desgraçado tendo escapado e agora ainda com a possibilidade de ter sequestrado minha mãe e Bella.
— Como assim? – James contestou. – Aconteceu algo mais que não estamos sabendo?
— Vamos entrar e conversar na sala. – Papai propôs. – Precisamos esclarecer todos os pontos para conseguirmos chegar ao cerne da questão.
Ninguém contrariou a sugestão e assim caminhamos para o cômodo mais confortável para continuar a conversa.
Imediatamente Jasper questionou a Jenks como foi efetuada a fuga e ele explicou como o desgraçado, após conseguir ficar um instante sozinho com um dos policiais que o estava escoltando, o rendeu conseguindo desarmá-lo e assim o fez também com os outros dois agentes prendendo todos e roubando o carro para efetuar a fuga.
Como relatado pelos policiais, após serem encontrados por alguns cidadãos que passavam em meio à estrada na cidade vizinha, toda a ação ocorreu pelo início da madrugada, com eles sendo encontrados apenas em meio à manhã, só ai podendo noticiar a fuga e ativar a polícia para prosseguir com a procura.
— Agora por que citaram a senhora Cullen e a senhorita Swan em meio à situação?
Jenks questionou ao terminar o relato formal da fuga.
— Porque mamãe e Bella foram ao centro de Collierville e desde que soubemos da fuga do Charles temos tentado entrar em contato com elas, mas está sendo em vão.
— Elas podem estar entretidas em afazeres e não ouviram o celular, continue tentando senhorita Cullen.
— Receio que as coisas sejam mais complicadas do que parecem delegado. – Jasper informou atraindo a atenção. – Provavelmente vocês também devem ter visto um carro parado em meio à estrada.
— Uma caminhonete com o pneu furado? – Laurent perguntou.
— Exatamente. Acontece que aquela caminhonete é do Carlisle e as mulheres estavam nela, mas nenhum de nós viu nenhuma pista de seu paradeiro próximo ao veículo ou sim?
— Não. Nem demos muita atenção ao carro, apenas concluímos que o motorista devia ter se afastado um instante para pedir ajuda ou seguir a procura de um pneu estepe. – James informou. – Mas não tínhamos ideia de que o carro pertencia a vocês e que exclusivamente estava abandonado após uso pela senhora Cullen e a senhorita Swan.
— Vocês têm uma chave reserva? – Jenks perguntou e papai assentiu. – Podem emprestá-la? Pedirei para alguns homens irem até lá investigar ao redor do carro para ver se encontram alguma pista do possível paradeiro das duas.
— Você pode pegar a chave no escritório Rose?
— É claro papai.
Enquanto minha irmã deixou a sala, questionei.
— E o que faremos? Quais serão as providências a serem tomadas? Não podemos ficar aqui de braços cruzados.
Rapidamente Rose voltou entregando a chave ao delegado.
— Obrigado senhorita Cullen. – Imediatamente ele aos policiais. – Laurent, vá lá fora e informe a situação aos homens e explique o que deve ser feito.
Ele apenas assentiu deixando a sala.
— Respondendo sua dúvida Edward, não ficaremos de braços cruzados. Começaremos a agir imediatamente, ainda que não seja certeza que o Charles tenha feito algo com as mulheres, o sumiço e o abandono do carro já são pontos que precisam ser investigados.
— E como faremos isso?
— Então Carlisle, acredito que temos que trabalhar com três variáveis. – Jenks começou. – A primeira a procura de Charles, ter ideia de onde ele possa estar.
— Delegado, o senhor disse que após render os policiais, ele pegou o carro, não foi?
— Sim detetive Brandon.
— Então a polícia tem como rastrear o veículo, não é?
— Sim. No momento nossa central já está trabalhando nisso. Em breve receberei o informativo de onde o carro está.
— Ótimo, assim poderemos trabalhar com ao menos uma medida menor de localização.
— Exatamente detetive Whitlock. Porém em contraponto precisamos focar também na procura da senhora Cullen e a senhorita Swan. Talvez entender se de algum modo elas poderiam ter saído do veículo sozinhas, possivelmente a procura de ajuda para efetuar a troca do pneu.
— Não. — Professei. – Bella sabe trocar pneu. Ela me contou que o pai a ensinou a lidar com o máximo possível de situações para saber se virar sozinha diante de qualquer problema que um carro der, justamente para estar sempre pronta.
— Ainda sim é uma hipótese. – James contrapôs. – Mas a questão maior é que o carro estava perto da fazenda, mesmo a pé, elas já deveriam ter chegado aqui. Ou um de nós deveria ter encontrado com elas pela estrada.
— O que nos leva a terceira via investigativa.
— A possibilidade de que Charles as tenha encontrado e agora esteja com as duas a sua mercê.
Jasper esclareceu e um silêncio sepulcral se instalou na sala, o qual só foi quebrado pela entrada esbaforida de Emmett.
— Gente, digam que o que Laurent acabou de contar não é verdade.
O policial seguiu atrás dele indo até Jenks, provavelmente para lhe passar informações sobre a conversa com os outros colegas.
— Emm...
— Não Rose. – Ele se aproximou da minha irmã a puxando para um abraço. – Como aquele desgraçado pôde escapar?
— Eu falei ao papai. Vermes sempre dão um jeito de rastejar de volta. — Soltei. – Mas quando o encontrarmos dessa vez, eu mesmo farei questão de mandá-lo direto a um lugar que nunca poderá mais escapar!
— Recebemos o informativo sobre a localização do carro.
Jenks informou recuperando nossa atenção.
— E o que disseram? – Jasper perguntou.
— Ele não rodou muito no veículo. Provavelmente apenas quis se afastar de onde os policiais estavam, mas o deixou bem na divisa da cidade.
— Então ele está aqui em Collierville? – Questionei.
— É uma possibilidade.
— Não podemos mais perder tempo. – Alice se manifestou. – As hipóteses que o delegado pontuou ainda são válidas, porém acredito que devemos focar na ideia de que ele pode sim estar com Esme e Bella. Sendo assim, temos que agir com cautela, mas também ser rápidos.
— Diante dos encaixes das horas, tanto a que Bella e Esme deixaram a casa, quanto sobre a fuga dele, não acredito que possam ter ido tão longe, ainda mais a pé.
— Sim detetive Whitlock, também penso assim. – Jenks ponderou. – Nesse caso temos que começar a procurar pelas redondezas, em meio às fazendas vizinhas e talvez até entre as terras da Silver Horse.
— Ele seria tão descarado de entrar aqui? – Emm soltou.
— Vamos checar as câmeras de segurança. Ver se encontramos algo.
Rose pronunciou e todos concordaram começando a se dirigir ao escritório do papai para verificar o sistema de vigilância.
— Você não vem?
Emmett questionou a me ver parado em meio ao cômodo.
— Já tem gente demais lá. E eu preciso pegar uma coisa no meu quarto, já volto.
— Está bem.
Imediatamente rumei para as escadas subindo os degraus quase de três em três até chegar ao segundo andar e seguir para o meu quarto.
Mas ao passar pela porta tive que me segurar no batente ao notar o cômodo cheio das coisas de Bella, já que até agora ela não começou a arrumar as malas.
Lidar com o fato de que em breve nada disso estará mais aqui é uma coisa. Pois tal fato acontecerá por conta de sua volta para casa, para perto dos seus pais, para a conclusão do seu sonho em formação veterinária.
Porém pensar que ela pode não retornar para cuidar de seus pertences é simplesmente inimaginável.
Não!
Ela está bem.
Ela e minha mãe estão bem.
Nós daremos um jeito de encontrá-las e faremos isso para trazê-las sãs e salvas de volta a essa casa.
E a partir dai não teremos que lidar com mais problema algum, pois de uma vez por todas terei sentenciado o fim daquele desgraçado...
Sem deixar com que os pensamentos infundados dominem minha mente, avancei até o criado mudo pegando meu celular sobre o móvel e ainda que provavelmente em vão, disquei o número de Bella, esbravejando quando a chamada encerrou ao cair na caixa postal.
Já deixando o quarto tentei também no número da minha mãe, obtendo o mesmo resultado.
Ao chegar à sala, guardei o celular no bolso da calça ao ver o pessoal deixando o escritório.
— Então...? – Questionei.
— Se ele entrou aqui, não foi captado pelas câmeras. – Papai respondeu.
— Mas a fazenda é grande, desde o início da instalação tínhamos ciência de que não seria possível cobrir todo o espaço. – Jasper esclareceu. – Porém isso também reduz a área de procura e é a isso que iremos nos atentar.
— Como também efetuaremos a procura por todos os arredores possíveis. – Jenks completou. – Vamos nos dividir em equipes. Já temos alguns policiais investigando o carro e se descobrirem algo ou se por algum motivo, as mulheres voltarem até lá, seremos prontamente avisados. Do mesmo modo que alguns agentes ficarão ao redor da casa apostos a qualquer informativo.
— Eu irei com Jenks até a Black Horse para conversar com Billy e pedir permissão para procuramos em meio as suas terras. – Papai informou.
— O senhor acha que os Black podem estar ligados ao Charles?
— Não necessariamente Edward, mas se estiverem, iremos descobrir. Porém o primeiro intuito é pensando que talvez ele tenha entrado escondido lá, por conta da proximidade das fazendas.
— Acompanharei Carlisle com Laurent e mais alguns policiais, pois ao recebermos a permissão, começaremos as buscas pelas terras da Black Horse. – Jenks falou.
— Enquanto isso Alice e eu iremos até o centro de Collierville, para tentar captar alguma coisa pelo caminho e também investigar se alguém na cidade sabe informar algo sobre o tempo que mamãe e Bella passaram lá.
Rose comunicou e assenti.
— Enquanto faremos parte das equipes que se dividirão entre a fazenda e os arredores próximos.
Jasper informou apontando para Emmett e eu.
— Muito bem. – Concordei. – Emmett, Thor está por aqui ou no estábulo?
— Eu estava cavalgando quando vi a movimentação perto da casa e vim com ele até aqui, o deixei ao lado do Storm.
— Perfeito. Emmett e eu faremos as buscas a cavalo.
— Certo. Junto aos outros policiais dividiremos a procura a carro e a pé.
— Eu fecho a parceria com você detetive Whitlock.
— Pois vamos policial James, temos que passar as instruções aos seus companheiros que não seguirão com o delegado e Carlisle.
— Todos estão com celulares? – Jenks questionou e assentimos. – Pois muito bem, as informações devem correr rápidas, porém como nem todos estarão com agentes da polícia, faremos o contato através deles.
— E caso encontrem algo suspeito, contatem o restante da equipe imediatamente. – Jasper sentenciou. – Não tomem qualquer atitude ou providência sem o devido respaldo, estamos entendidos?
Todos concordaram e apesar de ter balançado a cabeça também, em meio a uma troca de olhares com Jasper, ficou compreendido entre nós que ambos sabemos como as coisas acontecerão de fato...
Com a última indicativa saímos às buscas.
Enquanto Alice e Rose prontamente seguiram para o caminho da garagem em busca do carro da minha irmã. Vi meu pai, com Jasper e o policiais começarem a conversar para efetuar as divisões de equipes, mas os deixei de lado assim que montei em Storm e senti Emmett em meu enlaço já também montado em Thor.
— Para onde vamos? – Perguntou.
— Cavalgar ao redor das cercas que levam ao portão para ver se encontramos alguma pista.
— Está bem.
Incitamos os cavalos a aumentar o galope e ambos responderam bem correndo com empenho.
Emm e eu permanecemos calados, apenas sentindo o vento bater em nossos rostos, mas com certeza compenetrados em nossos próprios pensamentos.
Ao chegarmos ao portão, apenas trocamos olhares e seguimos o caminho sul da cerca, procurando alguma brecha, um trecho que possa indicar a passagem de alguém.
Em meio à cavalgada fomos parar próximos ao rio, não ao ponto de vê-lo, mas a uma distância de conseguir ouvir o barulho da água corrente.
— Ele não teria como ter vindo por lá.
Emmett comentou.
— Mas pode ter entrado e escolhido seguir até o rio, por ser um lugar isolado.
— Então vamos olhar.
Guiamos os cavalos até começarmos a enxergar o rio e ainda percorremos um pouco ao redor da margem, para nos certificar de que ele não poderia estar imerso entre as águas, mas após não notarmos nada de diferente entre as proximidades, continuamos seguindo entre as terras.
Sentindo o sol sobre nossas cabeças, tirei o chapéu um instante passando a mão entre o pescoço e a testa, secando o suor e por um segundo olhei para o céu pedindo auxílio para Deus.
Que nos guie rumo ao caminho certo e especialmente que proteja minha mãe e Bella até que possamos encontrá-las...
Em meio à cavalgada os cavalos começaram a querer trotar para um determinado lado e prestando atenção em Storm me lembrei da noite que saímos atrás de Bella e Snow em meio à tempestade, como não tínhamos ideia de onde poderiam estar, mas ainda sim conseguimos encontrá-las mesmo debaixo do céu desabando.
E com esse pensamento veio também à memória de nós quatro indo atrás da vaca fujona e a encontrando no antigo galpão, que é distante o suficiente para não ser captado pelas câmeras, mas bastante seguro para diversas situações.
— Emmett, vem comigo.
Assim que o avisei, incitei Storm a galopar ainda mais rápido e quando começamos a nos aproximar do lugar onde o galpão está, entendemos o porquê dos cavalos terem de repente começado a querer mudar o passo.
— Porra! — Emm exclamou.
— Temos que avisar aos outros. – Afirmei. – Agora!
— Vou avisar o seu pai.
— E eu o Jasper.
Rapidamente sacamos os celulares dos bolsos e iniciamos as chamadas.
— Whitlock.
— Jasper, vocês precisam vir para o antigo galpão de serragens da Silver Horse.
— Certo, o antigo galpão. É o lugar que você e Bella fizeram o parto da vaca?
— Sim. Emmett e eu ainda não estamos tão próximos, mas já é possível ver sinais de fogo.
— Cacete! Vou avisar os policiais para acionar o corpo de bombeiros e também uma equipe de resgate.
— Está bem. Emmett está avisando meu pai, com isso o Jenks também já está por dentro.
— Logo estaremos ai Edward. Mas, agora me escute. Não faça nada até chegarmos.
— Sabe que não posso prometer isso. Espero vê-lo em breve Jasper.
— Edward, porra. Edward!
Desliguei o aparelho o guardando de volta no bolso e pronto para ignorar os novos toques.
Vi Emmett fazer o mesmo com o seu e por um milésimo de segundo trocamos um olhar compenetrado.
— Nós vamos até lá, não é?
Apesar de soar como uma pergunta, no fundo ele já sabe a resposta.
— Você sabe que não posso ficar aqui parado. Não sabendo que minha mãe e Bella possivelmente estão lá correndo risco de vida.
— Eu também não. Vamos logo e que Deus nos proteja.
— A nós e a elas.
Sem mais palavras voltamos a cavalgar e quanto mais perto chegamos, mais o gelo começa a tomar nossos corpos, contrastando com a fumaça e o mormaço que começa a tomar conta do lugar.
Ao nos aproximar ao ponto de enxergar o galpão tive um leve alívio ao ver que parece que tudo acabou de começar, pois apesar da fumaça já presente, a estrutura continua inteira e a vermelhidão proveniente do fogo ainda não está predominando.
Descemos dos cavalos deixando-os distantes o máximo possível para sua segurança e começamos a correr em direção ao galpão.
Quando paramos em frente à entrada encontramos a porta aberta, em um código mudo erguemos as camisas para proteger boca e nariz, e entramos sutilmente no galpão, tomando cuidado por onde pisamos e atentos não só à procura das mulheres, mas também do desgraçado causador de tudo isso.
Focando no ambiente, virei quando Emmett me cutucou e enxerguei minha mãe e Bella amarradas no canto da parede.
Com ambas de olhos fechados temi termos chegado tarde demais, mas voltei a respirar quando Bella de repente abriu os seus focando os orbes chocolates em nós.
Imediatamente fiz menção de avançar até elas, mas parecendo entender minhas pretensões, Bella balançou a cabeça e murmurando levemente um não.
Segurando-me a pulso, virei para Emmett e sussurrei.
— Temos que encontrar o infeliz. Não podemos agir sem saber o quanto arriscaremos suas vidas.
— Vamos nos separar.
Consegui apenas assentir, então tudo mudou.
— Edward!
Encarei Bella ao ouvir seu grito, o que fez minha mãe abrir os olhos e ofegar ao nos ver aqui, mas não pude agir, já que o infeliz apareceu em nossa frente apontando uma arma para Emmett e eu.
— Ora, ora, o que temos aqui?
— Seu desgraçado!
Fiz menção de me mover, porém Emmett me segurou.
— Alto lá rapazinho. Não quer perder a vida tão cedo, não é? Ainda mais na frente da sua mãe e mulher. Imagina como elas não ficariam em ver uma cena dessas...
— Seu filho da puta!
— Segundo aviso Cullen. Eu não darei o terceiro.
O vi engatilhar a arma e em seguida os gritos de Bella e mamãe.
— Edward, não!
— Por favor, filho!
— Dará ouvidos a elas ou...
Rangendo os dentes contive mais um xingamento.
— Muito melhor. E que surpresa maravilhosa é tê-los aqui. Esse dia só melhora. Agora tudo está completo. – O sorriso de escárnio em seu rosto me amedrontou mais do que a arma em suas mãos. – Andem, caminhem até perto delas, mas sem gracinhas e parem exatamente quando falar.
Lutando muito contra meus instintos, fiz o que ele mandou seguido de Emmett e paramos próximos a mamãe e Bella, mas não ao ponto de tocá-las.
Pensei que ele nos faria sentar também, mas gesticulou para ficarmos em pé.
— Maravilha. Se já estava satisfeito apenas com duas recompensas, quatro será tão melhor.
— Charles, por favor. – Olhei para mamãe. – Deixe-os ir. Seu assunto é apenas comigo.
Ao terminar de falar ela começou a tossir e imediatamente virei o rosto vendo que o fogo está ficando cada vez mais próximo, correndo pelo outro lado do galpão.
Realmente só temos chance de escapar por onde entramos, ou seja, teremos que passar por ele.
— Esme precisa ser tirada daqui.
As olhei novamente ao ouvir o pedido de Bella, enquanto mamãe iniciou uma nova tosse.
— Mas ela não irá a lugar nenhum. – Direcionei o olhar ao desgraçado. – Muito pelo contrário, ela será a última a deixar esse lugar, pois primeiro me verá acabando com a vida de todos sabendo que é a única responsável por tudo. Agora só preciso decidir por quem começar...
A arma passou mirando entre nós, mas bem nesse instante ouvimos barulhos indicando a aproximação de carros.
— Vocês acham que vão me conter por que acionaram os policiais imbecis dessa cidade? – Esbravejou. – Isso só significa que não desfrutarei do prazer completo de vê-los serem engolidos pelo fogo, mas não que não conseguirei concluir meu objetivo e acabar com todos.
— Não tem como você sair vivo daqui. – Emm afirmou.
— E eu nem pretendo. Vocês podem ser os primeiros, mas me unirei tão logo despachá-los.
Esse homem é louco!
Não posso esperar mais.
Vi minha mãe abaixar a cabeça, provavelmente para evitar continuar inalando tanta fumaça.
Enquanto Bella prendeu o olhar no meu e por mais que queira manter nossa conexão, tenho outros planos.
Planos que se tornaram ações quando vi Charles apontar a arma em direção a ela.
Por um milésimo de segundo olhei para Emmett firmemente e murmurei sabendo que ele compreenderá.
— Salve-as...
E sem pensar demais, agi.
Lancei-me contra Charles, pegando-o a certo aspecto desprevenido, mas tal impacto deve tê-lo feito disparar a arma e desviei um instante para ver se atingiu alguém, mas quando vi Emm em frente a minha mãe e Bella e os três aparentemente bem, voltei ao foco.
Mas não tão rápido quanto necessário, já que Charles aproveitou meu momento de distração para me acertar com um soco e tentar escapar, mas não o deixei ir longe, segurando-o pelo braço e revidando o soco.
Achei que o impacto o faria soltar a arma, mas ele a segurou firmemente e ainda a usou para me dar uma coronhada nas costas, ofeguei e tossi, muito por conta da nossa aproximação com as partes mais em chamas, mas não desisti.
Pois enquanto vida eu tiver, nada me fará desistir de acabar com ele!
Continuando a segurar o braço livre, avancei com o intuito de derrubá-lo e consequentemente desarmá-lo, mas nossa luta não para, com isso apenas consegui fazer-nos ajoelhar, porém ele não solta a arma de jeito nenhum.
— Você não conseguirá me derrotar Cullen. Eu esperei a vida inteira por isso e não será um franguinho como você que acabará com tudo.
— Podemos ir juntos Charles, mas você não levará minha família consigo.
— Isso é o que veremos.
Ele bateu a cabeça na minha deixando-me tonto e usou o instante que pisquei para girar o braço com a arma e colocá-la bem no meu estômago.
— Adeus Cullen.
Ouvi o disparo antes mesmo de senti-lo.
— Edward!
O grito de Bella ressoou em meus ouvidos.
E com ele esperei sentir o impacto, a ardência e também a dor.
Como compreender talvez até a vida deixando meu corpo, mas ao não passar por nada disso, foquei os olhos em Charles e não vi o sorriso satisfeito pela ação cumprida.
Pelo contrário, notei seu olhar perdendo foco e quando fez menção de falar, sangue começou a escorrer por sua boca.
Instintivamente me afastei um pouco e só então notei sua camisa manchada de sangue no peito, próximo ao coração e talvez entre as costelas.
Procurando entender como aquilo pode ter acontecido, finalmente enxerguei a figura de Jasper caminhando por trás de nós.
— Você está bem?
Perguntou assim que chegou a uma distância em que pude ouvi-lo.
— Sim, mas como você...?
— Lá fora conversamos, agora precisamos sair daqui, rápido!
— Mamãe e Be...
Virei à procura das duas e Emmett, mas Jasper indicou a lateral por onde os três já estão correndo.
Levantei pronto para fazer o mesmo, mas paralisei quando vi Jasper abaixar para pegar o corpo do infeliz.
— O que?
— Temos que levá-lo para fora também.
Revirando os olhos ajudei Jasper a arrastar o corpo praticamente incapacitado para fora, mas assim que deixamos o galpão, ficando a uma distância razoavelmente segura, o larguei no chão sem importar-me em como ficará. Ainda mais que pude notar carros e equipes de emergência circulando o local.
E logo após dar alguns passos para longe daquele moribundo, tive que me firmar bem no chão para não cair diante da forma que Bella se atirou em meus braços.
— Nunca mais faça isso.
Murmurou ao meu ouvido.
— O que? Te salvar?
— Arriscar levar um tiro.
— Não posso prometer isso.
— Pois você tem. – Afastou o rosto para nos olharmos. – Eu nunca mais quero passar por algo assim. A sensação de que poderia te perder.
— Então somos dois. Porque eu jamais a deixaria a mercê de uma situação dessas. Não enquanto tivesse chances de fazer algo.
— Você tem que prometer que se cuidará Cowboy.
— Eu prometo se você prometer Calgirl.
— Você é impossível.
Nosso abraço, assim como o momento, foi interrompido pela aproximação das pessoas.
Vi Alice guiar Bella até uma ambulância, enquanto papai parou a minha frente.
— Filho.
— Oi pai.
— Obrigado filho. Queria poder dizer que você se arriscou demais, porém eu teria feito à mesma coisa. Você e Emmett salvaram Bella e sua mãe.
— Realmente fizemos o que deveríamos papai.
— E graças a Deus todos vocês estão bem.
Nos abraçamos aliviados, mas deixamos o momento de lado ao ouvir a voz de um dos paramédicos.
— Pode marcar o horário de óbito.
Olhamos para Jasper que ficou acompanhando de perto a ação dos socorristas ao corpo de Charles e ele apenas falou.
— Acabou. Está tudo bem.
Olhando a situação ao redor.
Com os bombeiros tentando controlar o fogo do galpão, mamãe e Bella sendo atendidas, Emm tendo Rose consigo o amparando e os policiais começando a verificação do local, ainda não consigo sentir plenamente que tudo está bem.
Mas consigo pensar que ficará...
O restante do dia passou como um borrão...
Os bombeiros conseguiram conter o incêndio de modo a não se alastrar para fora do galpão, mas obviamente o mesmo teve perca total.
Há muito tempo já pensávamos em desativá-lo, por um lado foi bom que não o fizemos, pois foi lá que a vaca encontrou refúgio, então Bella e eu pudemos ajudá-la no parto e tivemos também uma das melhores noites de nossas vidas, ao menos da minha com certeza é.
Porém infelizmente também acabou marcado por toda essa situação horrível, assim a dúvida sobre ter ou não sido melhor desativá-lo antes prevalecerá...
Fomos atendidos pelos paramédicos que foram chamados ao local, mas sendo rapidamente liberados, apenas minha mãe, após muito Bella insistir, aceitou fazer um pouco de inalação para assegurar que não lidaria com nenhum problema diante do tempo que ficaram inalando fumaça.
Com isso, após ser liberados das questões médicas, passamos à parte judicial da história. Seguimos à delegacia e tivemos que prestar depoimentos sobre tudo mais uma vez, porém de modo formal, para registro no inquérito que foi aberto a prisão de Charles.
Fiquei preocupado de que algo acontecesse a Jasper, já que de fato ele foi o responsável pela morte do infeliz, porém como o detetive e ex-soldado tem permissão e confederações para uso de armas e obviamente agiu diante de um cenário completamente a legítima defesa, não precisou passar por acusações.
Desse modo, só voltamos à fazenda e nossa casa quase no fim do dia. Os policiais trouxeram a caminhonete do meu pai e com ela os pertences de Bella e minha mãe que ficaram largados no carro quando o infeliz as abordou.
E apesar de finalmente em paz e sentindo uma segurança há muito não desfrutada, a quinta-feira ainda sim, não terminou de forma típica.
Muito por conta do fato de Bella ter dormido no quarto de Rose...
Não tenho ideia do porquê de sua escolha, já que foi minha irmã quem comunicou sobre a escolha da amiga de passar a noite consigo.
E além de ter que questionar a Bella e não a Rose, fui pego tão de surpresa pela notícia que não tive reação para contestar ou ao menos lhe perguntar sobre sua percepção das coisas.
E com a correria de hoje, ainda não tive tempo de conversar a sós com ela. Apenas sei que já arrumou as malas, pois pela manhã minha mãe comentou que ela e Rose estavam no quarto providenciando a organização.
Apesar de não trabalhar efetivamente como todos os dias, não pude deixar de ao menos cuidar de alguns assuntos pela manhã, visto o dia anterior tão conturbado.
Porém por conta da partida de Alice e Jasper ao fim do dia, como também a de Bella amanhã, ficou decidido que tiraríamos o restante do dia para desfrutar dos últimos momentos dos convidados em nossas terras, por isso também o almoço em comemoração aos bons ventos, como também em função das despedidas, será servido em um horário um pouco mais tarde do que o costume.
Fui o último a entrar em casa, ao fazê-lo encontrei não só minha família, como também os McCarty interagindo uns com os outros, para não protelar ainda mais o almoço fui rapidamente tomar banho e ao voltar mamãe declarou o início da refeição.
No fim da semana passada, quando Jasper e Alice apenas haviam auxiliado na prisão de Charles, a verdadeira identidade deles se manteve secreta das pessoas gerais, tal revelação foi feita apenas a polícia.
Porém agora, depois do desfecho final, tornou-se impossível conter a verdade, mas ambos falaram que não tem mais problema, já que cumpriram a missão que os trouxe até a fazenda, como também por conta da partida, não terão que lidar com nenhum comentário ou curiosos questionando-os.
Realmente nós que arcaremos com qualquer burburinho posterior, ainda mais quando essa aura de encerramento se concretizar e apenas voltarmos a lidar com as questões rotineiras da fazenda, com o encerramento do verão sendo também o encerramento completo de um ciclo.
A última confraternização com todos foi como esperado, animada, envolta a muitas conversas, com palavras de agradecimento sendo dirigidas entre pessoas distintas, mas com os sentimentos claros por trás das mesmas.
Em contraponto as palavras dirigidas aos detetives, não pude deixar de notar também as movimentações de Bella, nos instantes em que tirou um tempo particular para tratar com os presentes, começando pelos McCarty.
Ela conversou com Santiago e Gianna, então falou por um tempo com Alec, encerrando, ao menos por hora, o ciclo com Seth, de onde voltou com a expressão bem abatida, mas interrompeu, segundo minha análise, suas próprias despedidas quando chegou o momento de todos dizerem adeus aos detetives.
Insistimos muito para que deixassem que os levássemos ao aeroporto, mas eles argumentaram que além de terem que devolver o carro alugado e que por isso não embarcarão no aeroporto de Memphis, também querem efetuar a despedida aqui, para levarem as lembranças de nós em meio à fazenda, onde é nosso lugar, com a confirmação de que enfim estamos seguros e bem.
— Não tenho palavras para agradecê-los por tudo que fizeram por nós.
Declarei quando fiquei diante do casal em meio à despedida.
— Não se preocupe com isso. – Alice respondeu sorrindo.
— Sei que esse era seu trabalho e sou muito grato por serem extremamente bons nisso, do contrário, nossa situação poderia ser muito diferente, mas, ainda sim, sempre teremos essa divida de gratidão com vocês.
— Sempre nos dedicamos bastante aos nossos casos, nosso empenho em realizá-los com excelência provém de muito tempo, mas ajudá-los tornou-se algo mais do que estamos acostumados. – Jasper informou. – Sua família merecia ter a paz e segurança devolvidas e estamos muito felizes em fazer parte disso.
— Nós que estamos felizes por terem vindo para cá, não só por tudo que fizeram, mas pelas pessoas que são e agora só posso desejar que se cuidem. E que quem sabe no futuro voltemos a nos reencontrar.
— Quanto a isso não se preocupe, não está em nossos planos de repente tornar-nos descuidados. – Alice afirmou. – Como também será um prazer revê-los no futuro, especialmente em ocasiões mais tranquilas.
— As portas da Silver Horse sempre estarão abertas a vocês. – Declarei enfático.
— Assim como foi nossa chegada, podem aguardar que em uma madrugada qualquer, podemos bater novamente por aqui.
Sorri em meio à lembrança e os cumprimentei com um abraço não só de despedida, mas demonstrando também toda minha gratidão.
Não fui o último a me despedir, com isso me afastei um pouco apenas observando o ambiente, não só em meio às pessoas ao meu redor, mas focando também na imensidão da fazenda, sabendo que agora ela está finalmente segura novamente...
Quando papai e mamãe terminaram de agradecer e se despedir dos detetives, eles deixaram a varanda onde nos reunimos e caminharam até o carro, logo dando partida no veículo e deixando não só nossas vistas, como também as terras da Silver Horse para trás...
Imediatamente meu olhar cruzou com o de Bella e acredito que nossos pensamentos se conectaram, conosco pensando que em poucas horas será ela que estará fazendo esse mesmo caminho, enfim deixando não só a fazenda, como também nossas vidas...
O fim do dia chegou com o crepúsculo apontando no horizonte pontuando tal circunstância.
Por conta do almoço tardio e satisfatório, ninguém fez questão de jantar, com isso, os McCarty deixaram nossa casa pouco tempo depois de escurecer.
No entanto, Emmett ficou não que isso seja incomum, mas dessa vez com um intuito a mais, já que ele e Rose serão os responsáveis por levarem Bella ao aeroporto pela manhã, encerrando o ciclo completamente, já que foram também os responsáveis por buscá-la quando chegou.
Aproveitei o gancho da saída dos nossos amigos para dar uma caminhada e última espairecida, acabei indo parar no estábulo, mas decidi não montar, apenas passei um tempo com Storm me readaptando a rotina de sempre, porém foi inevitável não olhar para a baia de Snow pensando que agora ela ficará sem sua companheira.
Será que Bella teve tempo de se despedir dos cavalos? Depois do momento com o Gus, se tiver conseguido, imagino que não tenha sido tarefa fácil, talvez despedir-se de nós seja até mais simples do que dizer adeus a eles.
Com a cabeça mais vazia a certos aspectos, porém ainda cheia a outros, deixei o estábulo voltando a casa, ao entrar não encontrei ninguém a vista, assim segui direto para o meu quarto e ao entrar tão pouco avistei qualquer sinal de presença, bati o olho sutilmente nas malas de Bella, já bem posicionadas no canto do quarto, mas não me atentei a elas seguindo para o banheiro a procura de um novo banho.
Porém ao deixar o espaço voltando ao quarto, encontrei um cenário bem diferente.
Agora não estou mais sozinho, já que Bella está sentada lindamente aos pés da cama.
— Oi.
— Oi.
— Atrapalho?
Indicou meu corpo coberto apenas com a toalha de banho.
— Não, é claro que não.
— Não tivemos muito tempo para conversar hoje, não é?
— Não. Mas foi realmente um dia cheio, para todos, então imagino como não foi para você.
— É verdade. A semana inteira tentei me programar para não deixar de fazer nada que quisesse, acho que consegui, mas por conta dos últimos acontecimentos, acabei ficando com os afazeres um pouco apertados.
— O importante é você ter conseguido.
Ela assentiu.
Caminhei pelo quarto sem saber bem o que fazer a seguir, então de costas para ela, perguntei.
— Ansiosa para amanhã?
— Não sei se ansiosa é a palavra certa, mas estou feliz por finalmente rever meus pais.
— Está sentindo muita falta deles, não é?
Virei para olhá-la.
— Sim. Nunca passamos tanto tempo sem nos ver. E com tudo que aconteceu nesse verão, será mais do que satisfatório revê-los. Receber um longo abraço do meu pai e ouvir minha mãe falar sem parar enquanto apenas sorrio e balanço a cabeça.
Seu sorriso, junto à imagem mental que projetou, me fizeram sorrir também.
Passando a mão no cabelo, tomei fôlego para falar.
— Bella.
— Edward.
— Desculpe, fale.
— Não. Você que começou.
— Bella...
— Por favor, Edward. Pode falar primeiro.
— Realmente não tivemos muito tempo para conversar desde ontem, mas não posso deixá-la ir embora sem falar uma coisa.
— O que?
Notei sua postura mudando, mas não me refreei.
— Eu quero agradecer por ter protegido a minha mãe.
— Ah, eu. Não. Não precisa.
— Preciso sim. Talvez ela não tivesse aguentado esperar que chegássemos se você não estivesse com ela.
— Sua mãe não pensou duas vezes em me acompanhar, mesmo tendo a certo aspecto a escolha de tentar fugir. Então realmente não fiz nada demais.
— Primeiro que tenho certeza que você teria feito à mesma coisa se a situação fosse à contrária, mas diante do que passaram, você esteve por ela em todos os momentos. Protegendo-a dos rompantes daquele desgraçado, como também a auxiliando após o fogo começar.
Se já não tivéssemos passado por coisas demais, ao ouvir os relatos de Bella e mamãe sobre como foi o tempo que passaram nas mãos daquele infeliz, me fez deliberadamente querer revivê-lo, apenas para garantir que morreria de novo.
Não só pela confissão de tudo de ruim que fez durante o verão, mas também pelo modo como agiu com as duas enquanto as teve a sua mercê.
— Tudo bem, aceito a gratidão. Já que também preciso que aceite a minha. – Fiz menção de interrompê-la, mas ela não deixou. – Você já tinha salvado minha vida uma vez, porém agora tenho duas dividas de vida contigo.
— Não tem.
— Tenho sim. Você foi meu protetor na situação com Jacob e praticamente um herói ao arriscar a vida para tentar nos salvar em meio àquela situação. E por isso serei eternamente grata Edward.
— Eu fiz o que qualquer um faria. E em ambos os casos, gostaria de ter chegado antes, para que não tivesse sequer passado por nenhuma das situações que a acometeram.
Ela levantou caminhando até parar a minha frente.
— Você é o responsável por eu estar bem e viva.
— Eu sou o responsável por você ter tido qualquer contato com aqueles dois ordinários.
— Ah, é mesmo? E por que acha isso?
— É o óbvio. Jacob a atacou muito por conta das desavenças que nós dois possuímos.
— Não. Ele fez o que fez e tentou fazer mais, por conta da forma que eu agi com ele, desde a primeira vez que nos vimos. Foi seu ódio contra mim que o motivou, não por você.
— Também. Mas a questão com o Charles está intrínseca a minha família, a sua estada na fazenda. Ele nem sequer a conheceria se você não estivesse aqui.
— Pois isso tão pouco pode ser atribuído a você. Se bem me lembro, por você, não teria nem ficado na fazenda, com isso não estaria envolvida nas questões que ocorreram aqui nesse verão. Portanto, senhor Cullen, está isento disso também.
Sorriu faceira e foi impossível não acompanhá-la.
— Aro tinha razão. – Seu olhar ficou confuso. – Se já não fosse uma excelente veterinária. Teria dado uma fabulosa advogada. Você argumenta como ninguém senhorita Swan.
— Obrigada, aceito e agradeço o elogio. Isso quer dizer que você compreende a situação e aceita meus agradecimentos?
— Eu seria um tolo em tentar refutá-la agora. Ainda mais diante da citação já clássica do nosso primeiro encontro.
— Esse verão teria sido muito diferente se eu tivesse cedido ao seu pedido, quer dizer, pedido não. A sua ordem, assim que nos conhecemos.
— Ainda bem que não o fez. Pois apesar dos pesares, foi um verão realmente incrível.
— Inesquecível. O melhor da minha vida...
— Bella...
Eu pretendia continuar, porém mais do que um homem de palavras, sempre fui um homem de ações.
Por isso mudei os planos e a puxei para um beijo que foi prontamente correspondido e assim começamos a entrega, nossa última entrega...
Rodeei firmemente sua cintura, enquanto Bella enlaçou meu pescoço começando um carinho gostoso em minha nuca.
Nossos lábios conhecedores do outro não se fizeram de rogados em desfrutar do toque especial, ainda mais quando nossas línguas entraram em ação, envolvendo-se, com a dela enrolando a minha, com a mesma maestria que sua personalidade sempre faz.
Ao mesmo tempo em que a fiz estremecer entre meus braços ao sugar seus lábios em diferentes momentos, mordiscando o inferior da maneira que a satisfação percorre nós dois.
Intercalamos os beijos com momentos de maior euforia, para então apreciar o contato calmamente, mas saboreando tudo sem qualquer receio, pois apesar de sabermos que sensações ainda melhores estão por vir, esse toque também sempre foi mais do que satisfatório.
E em meio ao aumento da intensidade, puxei Bella mais de encontro a mim o que a fez escanchar no meu colo e a segurei pela bunda praticamente gemendo entre seus lábios quando nossas intimidades se roçaram de modo mais direto, com ela apenas de short e eu com a toalha, o contato se fez muito bem.
— Eu sempre gostei desse seu jeito de homem do campo.
Bella murmurou quando descolamos os lábios e ela passou os seus do meu maxilar a caminho do pescoço.
— Isso é um elogio?
— É claro que é. Apesar de estar cheiroso pelo pós-banho, ainda sim, não perde a essência de homem viril.
— Calgirl...
— Exatamente. Eu simplesmente adoro que seja desse jeito. – Ela trouxe o rosto para frente do meu. – O meu Cowboy...
A puxei para um novo beijo e sabendo que está segura com as pernas em volta do meu quadril, deixei minhas mãos brincarem pelo seu corpo, tão logo adentrando a camiseta e com sua ajuda, tirando o tecido do caminho.
Não sei se Bella estava o dia inteiro sem sutiã ou tirou a peça após chegar ao quarto, mas fato é que ao retirar a camiseta fui brindado com seu dorso nu. A barriga lisa e os seios suculentos aguardando por meu toque.
E não sei se pela ação ou expectativa, mas assim que focalizei meus olhos neles vi os mamilos arrepiarem e não me fiz de rogado em tratá-los com a máxima atenção.
— Edward...
Seu primeiro gemido atingiu não só meus ouvidos, mas meu corpo inteiro.
Não me refreei em abaixar a cabeça e começar os carinhos com pequenas lambidas, intercalando os seios, mas explorando os mamilos sem pressa.
— Porra! Ah, isso...
O ofego veio envolto ao contato dos meus dentes com seus montes saborosos, delicado em certos pontos, mas puxando-os levemente ao deixarem minha boca.
Enquanto isso, além dos suspiros, Bella demonstra sua apreciação continuando a passar as mãos por mim também, alisando desde minha nuca às costas livres e dispostas a ela, como também com um rebolado, ainda tímido e concentrado, mas que pouco a pouco começa a nos guiar para um caminho espetacular.
Querendo prová-la ainda mais e sem medidas, dei alguns passos até alcançar o pé da cama, mas quando fiz menção de deitá-la sobre a superfície macia, Bella protestou e apenas ajoelhou no colchão.
— Vamos voltar a ignorar a cama?
Perguntei sorridente entrelaçando a mão em seu cabelo e erguendo seu rosto.
— Não. Nós a apreciaremos. Acontece que quero começar com a diversão.
— Ah, é mesmo? E como fará isso?
— Você verá Cowboy. Não só verá como também sentirá tudo que estou prestes a fazer...
Sua promessa começou a ser cumprida com um novo beijo que migrou para os seus lábios envolvendo novamente meu pescoço, então comecei a sentir as carícias descendo pelo meu peito.
Bella também brincou com meus mamilos, enrolando-os em sua língua travessa e sentindo a provocação dos seus dentes, que não me marcaram só nessa região, já que ela desceu distribuindo mordidinhas pelo meu tórax, barriga, até alcançar o cós da toalha.
— Será que tem um presente esperando por mim aqui embaixo?
Provocou ao deixar apenas as pontas dos dedos rodeando o tecido e mirando-me com o olhar descarado.
— Abra e descubra.
Instiguei em retorno.
Não que ela precisasse desse comando, mas ainda assim o fez logo após meu incentivo e quando a toalha caiu aos meus pés, Bella baixou os olhos focando em meu membro semiereto a busca de seu pleno vigor.
— Então? – Instiguei.
— Eu sempre tenho um presente.
Respondeu envolvendo meu pau com as mãos começando uma masturbação cadenciada.
— Sim. Ele sempre está esperando por você.
— Por mim?
— Exclusivamente por você.
— Ah, Cowboy...
— Porra!
Ela envolveu a cabeça com uma mão espalhando o líquido pré-gozo, enquanto envolveu a base tocando minhas bolas no processo, mostrando a maestria que só ela possui.
Conforme continua a me masturbar, prosseguiu também com os beijos pelo pé da minha barriga, até finalmente sua boca alcançar as partes mais desejadas e o fez somente quando meu pau apontou a riste diante do seu rosto.
— Já abri meu presente, brinquei com ele, mas agora é o momento de desfrutar de verdade.
— Bella. Ah, caralho! Tão bom.
Senti a maciez e a temperatura gostosa da sua boca rodeando a cabeça, começando a me sorver para ela e não tenho dúvida que esse é apenas o início de uma deliciosa jornada.
A boca fugaz ficou brincando em uma troca gostosa entre chupar a glande e lamber todo o cumprimento, deixando meu pau ainda mais molhado e duro.
Com a intensa lubrificação, voltou a me masturbar enquanto começa a chupar minhas bolas, sugando-as calmamente para dentro da sua boca levando-me ao delírio.
— Porra! Delícia! Continua. Uh.
Agarrei seu cabelo, não só para ajudá-la, mas também para garantir que não perderei nenhum instante de sua ação, não só sentindo tudo, mas também visualizando seu empenho em me dar prazer.
— Está gostando?
Questionou ao voltar a rodear a língua na cabeça.
— Ainda tem dúvida?
— Mas eu acho que da para deixar ainda melhor.
O olhar provocador me instigou, mas o que veio a seguir me deixou totalmente desnorteado.
Bella simplesmente virou na cama, deitando de barriga para cima e posicionou a cabeça quase no caimento do colchão, então voltou a envolver meu pau e tenho certeza que dessa vez não aguentarei...
— Caralho Bella! Você... Porra mulher! Chupa. Isso. Engole tudo!
Inclinei o corpo um pouco para frente para ajudar e meu controle realmente deve estar perto de se esvair já que ela está conseguindo me engolir por inteiro de um modo como nunca fez antes.
Apoiei uma das mãos no colchão, mas a outra comecei a passar por seus seios, apertando-os em meio às carícias enquanto ela me chupa completamente.
— Bella. Bella. Bella. Isso. Ah, porra!
Espero que esteja sendo tão bom para ela quanto está sendo para mim.
Que seu corpo não esteja cansado ou sua cabeça doendo, porque realmente espero terminar isso somente ao gozar.
Sentindo minha glande tocar sua garganta enquanto a boca continua a me sugar com vigor, desci a mão por seu corpo chegando ao cós do short e ao abrir o botão infiltrei os dedos por sua intimidade sentindo o quão molhada está.
Então controlando os espasmos do meu corpo, comecei a masturbá-la unificando nossos prazeres.
— Calgirl, engole! Caralho! Mais. Isso. Não para. Bella...
Acabei abrindo mão de tudo quando senti o gozo se aproximando. Assim inclinei o corpo um pouco para trás e foquei meu olhar no seu a procura da nossa conexão.
— Eu vou gozar...
Professei e em resposta ela apenas agarrou minha bunda indicando para continuar e desse modo liberei todo meu gozo em sua boca, sabendo que devo estar batendo direto em sua garganta e se possível, isso me excitou ainda mais.
Levei algum tempo para conseguir parar de tremer e acalmar um pouco meus nervos para voltar a mim por completo.
Por fim Bella liberou meu pau da sua boca, mostrando que o deixou limpinho, mas apesar do imenso prazer, o membro continua animado e ela não perdeu tempo em voltar a tocá-lo.
Mas não a deixei ir mais longe, peguei-a desprevenida girando seu corpo na cama, mantendo-a deitada, mas agora com as pernas na direção do pés da cama.
— Edward!
Seu gritinho foi logo engolido por minha boca ao beijá-la intensamente e nesse ritmo desci as mãos por seu corpo voltando a infiltrar pelo short e rapidamente retirando a peça deixando-a apenas de calcinha.
— Você é maluca?
— Por quê?
— Como pôde fazer algo assim?
— Achei que fosse gostar.
— O problema não é esse. – Afastei o cabelo que estava cobrindo sua testa. – Eu poderia não me controlar.
— Eu confio em você.
Porra!
Sua mão desceu pelo meu rosto e quando os dedos alcançaram minha boca a abri passando a chupar dois deles.
— Edward...
— Você é um imã para perigo mulher. Talvez por isso não tenha conseguido me manter longe.
— Então você é viciado em adrenalina?
— Eu devo ser viciado em você.
Não a deixei responder, pois a calei com um beijo e quando voltei a ouvi-la já foi com seus gemidos gostosos e delirantes.
— Ah, Cowboy. Mama em mim. Assim. Gostoso.
Envolvendo um seio inteiro na boca e alisando o outro com a mão, mantive os gracejos.
— Eu? Ou que estou fazendo?
— O pacote completo. Você, por saber fazer isso tão bem. E, ah...
A continuação das suas conjunções foi interrompida quando alcancei sua intimidade e toquei o músculo, tencionando-o, mesmo que ainda por cima da calcinha.
Assim infiltrei os dedos pelo tecido, tomando o cuidado de não rompê-lo ainda, e comecei a masturbá-la, enquanto continuo a mamar como um bebê esfomeado em seus seios suculentos.
Bella está se esfregando no colchão em busca de alívio, mas no momento estou no controle de suas vontades e decidirei quando seu prazer chegará.
E apesar de querer continuar e talvez lhe dar um novo orgasmo só chupando seus peitos, deixei seu colo de lado movendo não só meu corpo, mas também minha boca para outras partes suas.
— Edward...
Meu nome ressoou como uma carícia singela quando assoprei sobre seu umbigo e continuei a jornada de desbravamento até chegar ao baixo frente diante do último tecido existente entre nós.
— Você não precisou comprar novas calcinhas, não é? – Provoquei.
— Não. Mas voltarei com um número bem menor do vim.
Sorriu ao apoiar os braços na cama para inclinar o tronco e observar melhor meus próximos passos.
— Então uma a mais ou a menos não fará tanta diferença assim...
— Edward!
O tom de protesto não me abalou, ainda mais que no fundo seus olhos denunciaram que ela está louca para que avance.
Mas resolvi provocar um pouco, passei a beijar a lateral de suas coxas, o interior das pernas, subi para mordiscar o osso do quadril e a cada pequeno toque, Bella geme e se entrega mais.
O cheiro da sua excitação já está me enlouquecendo e querendo efetivamente prová-la direcionei a boca a intimidade, mas comecei a lambê-la primeiro por cima do tecido.
— Edward, não. Não faz assim.
— Por quê?
— Eu preciso de mais.
— Mais o que?
Ergui a calcinha com um dedo e dei uma lambida marota em sua boceta abrindo os lábios e sugando seu mel.
— Porra! Isso. Mais!
Repeti o gesto, mas agora erguendo o tecido pela outra lateral e novamente Bella me brindou com um delicioso gemido, atrelado a movimentação do corpo na busca por mais.
— Cowboy...
Voltei a lambê-la e quando sua calcinha tornou-se um pobre marco úmido pela junção da sua excitação com a minha saliva, só então rompi o tecido justamente na parte mais frágil.
— Ah, Edward.
— Hora de me saciar de você.
— Por favor...
Finalmente realizei nossas vontades.
Comecei a chupá-la sem receios, sorvendo todo seu mel e me esbaldando nele.
— Tão gostosa.
Apertei suas coxas as erguendo em direção ao seu quadril para que fique ainda mais aberta e continuei a saboreá-la como se não houvesse amanhã.
E a certo aspecto realmente não haverá...
Mandei essa linha de pensamento embora e me concentrei no aqui e agora, no que realmente importa como foi combinado por nós desde o início.
— Ah, Edward. Porra. Tão bom. Continua.
Comecei a fodê-la com dois dedos enquanto deixo minha língua brincar livre com seu clitóris inchado.
— Isso, isso. Aí, por favor.
Não me importando com a hipótese de marcá-la, continuei segurando suas coxas, enquanto a levo ao precipício integralmente.
— Oh, meu. Oh. Ah. Ah. Uh.
— Diga Calgirl.
Deixei meus dedos trabalhando sozinhos um instante enquanto salpico beijos por sua virilha e aguardo a resposta.
— Eu quero.
— Sim?
— Preciso...
— De um alívio? — Negou com um balançar firme quando introduzi mais um dedo. – Gozar? — Surpreendendo-me negou novamente. – Então do que precisa?
— De você...
Ela não só me pegou desprevenido, como também me quebrou.
Sem raciocinar direito, avancei até seu rosto e a tomei em um beijo voraz enquanto meus dedos trabalham efusivamente, engoli seus gemidos em minha boca e só a soltei quando senti os sinais do seu corpo.
Com isso, voltei a chupá-la e só parei após seu orgasmo chegar e ela calmamente voltar a se situar com seu corpo.
— Você não pode fazer isso Cowboy.
— O que?
— Quase me matar de tanto prazer...
Sorrindo, subi com beijos por seu corpo até parar diante de seu rosto novamente.
— Eu não deixaria isso acontecer Calgirl. Antes que deixasse esse mundo, a traria de volta.
— De algum modo consigo acreditar que conseguiria fazer isso. Já que me salvou de variadas formas e mais de uma vez.
— Bella...
Voltamos a nos beijar e por um tempo os beijos foram os únicos protagonistas dos nossos toques, agimos sem pressa, correria ou vontade de parar.
Mas quando ela começou a roçar ainda mais fortemente a boceta molhada no meu pau, não tive alternativa a não ser ceder e prosseguir.
Beijando seu pescoço agarrei sua bunda e ergui a perna ao redor do meu quadril, deixando nossas intimidades apostas para a conexão, mas novamente Bella não deixou o encaixe acontecer como esperava.
Ao invés disso se afastou um pouco, virando na cama mantendo o pescoço baixo, mas elevando o quadril.
— Vem Cowboy, preciso de você.
E eu fui...
Ajeitando sua bunda ao nível certo, encaixei nossos corpos e a penetrei.
— Caralho de boceta apertada!
— Porra! Me fode!
Apesar do pedido, aguardei alguns segundos antes de começar as ações de fato, porém ao fazê-lo foi como alcançar o céu.
Não tenho ideia de como é possível, mas mesmo depois de tantas vezes que nossos corpos se encontraram, Bella continua extremamente apertada de um jeito sensacional.
E provando mais uma vez que é uma mulher provocante que nunca nega seus desejos, passou a aumentar nosso contato conforme sua vontade, rebolando a bunda de um jeito muito gostoso contra o meu quadril e contraindo seu interior para me receber de modo ainda mais certeiro.
— Bella, porra. Não faz assim.
— Ah, Cowboy. Você aguenta. Eu sei...
Mesmo com a cabeça sobre o colchão Bella virou o rosto e mais do que me brindar com o brilho de seus olhos chocolates, também os usou para enfatizar a provocação cadenciada com a movimentação dos seus quadris.
Segurei-me pelo tempo que deu, agarrando sua bunda e metendo de modo constante e voraz, mas diante do deslumbre de mulher abaixo de mim, fui compelido a inclinar o corpo e tocá-la o máximo possível.
— Sua provocadora dos infernos.
— Ah, Edward.
Mordi seu ombro e corri os dentes até sua nuca, afastando o cabelo e estabelecendo predominância ali.
— É assim que você gosta?
— Sim.
— E quer mais?
— Sim.
— Mais do meu pau?
— Ah...
— Quer a minha porra?
— Edward, cacete. Mete!
Ela ergueu a cabeça e aproveitei para segurá-la pelo pescoço, apenas apoiando-a na inclinação, mas continuei a me aproveitar da sua nuca e ombros enquanto nossos corpos procedem com o encontro fatal de modo desenfreado.
— Isso, isso, mais fundo. Aí.
Conforme continuamos a foder, aos poucos Bella foi inclinando o corpo para trás e em determinado momento ficou praticamente sentada no meu colo, com a bunda completamente apoiada no meu pau.
— Assim Calgirl, cavalga em mim.
— Edward, eu...
Ela pegou uma das minhas mãos levando a boca e chupando cada um dos dedos lentamente.
— Caralho Bella.
— Me toca.
Acatei seu pedido como um servo fiel.
Passei a mão pelos seios, agarrando os mamilos e puxando-os conforme nossa dança continua, então desci os dedos afoitos pelo corpo até alcançar a intimidade em meio ao nosso encaixe e passar a tocar seu clitóris.
— Porra! Porra! Tão bom.
— Gostosa do caralho. Rebola. Assim. Isso Bella. Suga meu pau!
Ela encaixou a cabeça no meu ombro e voltei a chupar seu pescoço, sentindo nossos suores se misturarem, mas quando nossos lábios se reencontraram, quis desfrutar um pouco mais de modo completo.
Rompi nossa ligação só por um instante para deitá-la novamente e com agilidade ergui suas pernas rumo ao tronco então voltamos a nos encaixar.
— Caralho...
Sua boceta se contraiu durante todo o instante em que iniciei a nova penetração.
— Não. Não. Não. Não. Não. Não para.
— Não me assusta mulher. – Ela abriu os olhos me olhando confusa. – Pensei que tivesse machucado você.
— Fica tranquilo Cowboy. Contigo só sinto prazer. Assim...
Balancei a cabeça sorrindo, mas logo meu sorriso se transformou em um gemido quando ela passou as unhas pelo meu peito em seguida levando as mãos as minhas costas puxando-me mais para si.
Nossas bocas não precisaram de incentivos para se reencontrarem e em meio à sequência de beijos continuamos a nos entregar sem limites.
Quando respirar se tornou estritamente necessário, Bella atacou de pronto meu pescoço, com certeza procurando meios de me marcar também.
Como se fosse meramente necessário, como se ela já não estivesse marcada em mim de modo muito mais profundo do que os pontos físicos...
Porém envolto ao mesmo ponto, quando me afastei voltando a erguer o quadril tratei das suas pernas com o mesmo esmero, deixando não só minhas mãos percorrerem sua pele, como também meus lábios.
— Edward, eu...
— Eu também Bella.
Quando nossos olhares se encaixaram, novas palavras tornaram-se desnecessárias.
Abaixei uma de suas pernas, mudando o ângulo da penetração e voltei a cobri-la integralmente com meu corpo.
Gozar envoltos as nossas palavras é sensacional.
Gozar em meio aos beijos é incrível.
Gozar com os olhares conectados é sublime.
E dessa vez fizemos o combo...
Sussurramos nossas vontades antes de voltarmos a nos beijar, mas bem no instante que o novo orgasmo nos atingiu, expressamos o prazer com a conexão do verde e chocolate, fazendo a transmissão chegar além...
Não me ressenti em deixar meu corpo desabar sobre o seu, ainda mais quando suas mãos macias me recepcionaram tão bem acariciando minhas costas.
Ficamos segundos, minutos, talvez horas, em um silêncio confortável pós-prazer.
E antes de falarmos alguma coisa fui obrigado a desgrudar nossos corpos, mas apenas cai de lado olhando para o teto do quarto que em poucos instantes voltará a ser somente meu e que talvez se mantenha desse modo inalterado para sempre...
— Precisamos de um banho.
Sua voz me despertou.
— Eu tomei banho agora pouco. – Resmunguei.
— Mas acabou de fazer trabalhos excessivos.
— Não é como se tivesse trabalhado na fazenda.
— Mas está cheirando a sexo. – Aproximou o nariz do meu pescoço. – Com gosto e suor de sexo.
Mordiscou o lóbulo da minha orelha, mas antes de tomar qualquer ação, a vi levantar da cama passando ao banheiro.
E sem alternativa, ou melhor, sem vontade de ficar longe de sua presença, a segui.
— Eu gosto do seu cheiro de sexo.
Manifestei assim que entrei no cômodo a encontrando já dentro do Box abrindo o chuveiro.
— Eu também gosto do seu. – Piscou. – Só queria tomar uma ducha para descansar melhor.
Assenti me aproximando já sentindo os jatos da água respingarem em mim enquanto fecho a porta do Box.
A princípio ficamos apenas parados nos olhando, sem fazer menção de pegar os utensílios para o banho ou tão pouco de tocar-nos.
Mas Bella quebrou essa distância ao me puxar para um beijo que foi seguido de vários outros, só então começamos o banho de fato.
Como ela já guardou suas coisas pessoais, não me ressenti em emprestar o shampoo e condicionador e apesar de amar o cheiro dos seus produtos, com a fragrância suave de morangos, senti-me bem em saber que ela irá embora com minha essência empregada a si.
A ajudei a lavar o cabelo, tomando cuidado ao passar a mão pelos fios, mas também fui recompensado por seus cuidados.
Tive que abaixar o tronco para Bella poder cuidar do meu couro cabeludo, mas não me importei, ainda mais quando além da massagem capilar comecei a ser brindado também por carinhos e beijos na testa.
Retribuindo o momento só pude encostar os lábios no vão dos seus seios e não demorou a estar chupando-a de modo carnal.
Ao ouvir seus suspiros ergui o rosto encontrando novamente o brilho intenso em seus olhos e entendendo claramente o que queremos.
Desde modo, sem palavras, apenas cedendo aos nossos desejos, a tomei mais uma vez no colo a encostando na parede e colando nossas bocas outra vez.
Apenas para confirmar, mas de fato nem precisávamos, tocamos a intimidade do outro em carícias manuais e ao constatar a vontade clara de mais, não nos fizemos de rogados em religar nossos corpos.
Não tenho ideia do que foi isso, se uma rapidinha, um pós-créditos depois do que fizemos a pouco ou apenas a clara vontade de transpassar desse modo nossas emoções.
Mas tomamos o tempo, não nos desgrudamos um instante, deixamos a água, o vapor e o ambiente como todo nos cercar.
Bella não deixou de me beijar, assim como fiz com ela, quando não com os lábios unidos, passando pelos pescoços e ombros sem receios e quando o novo orgasmo veio, ainda sim, não deixamos o clima se dissipar.
Com o fim do sexo em si, Bella voltou ao chão, mas tratou de me ensaboar e quando acabou sua missão, tomei a minha com o mesmo gosto e esmero, só então desligamos o chuveiro deixando o Box e após nos secar previamente, também o banheiro.
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Vi Bella secar um pouco o cabelo com a toalha, depois vestir uma nova calcinha e por cima apenas uma camisola. Eu em contraponto, me dei ao trabalho de apenas colocar outra cueca.
Quando ela fez menção de ir guardar a toalha, indiquei que levarei as duas de volta ao banheiro e ao retornar ao quarto a vi ajeitando a cama. Tirando a colcha amassada de nossos momentos de outrora, passando os travesseiros que caíram pelo chão de volta ao lençol limpo.
A ajudei na última parte e quando tudo ficou pronto para deitarmos, apaguei a luz, mas não ficamos completamente na penumbra, já que a claridade proveniente da lua está entrando pela janela, fazendo com que mesmo deitados de frente para o outro, nossos rostos ainda estejam visíveis.
Não tenho ideia de que horas são e também não me interessa, mas apesar de saber que Bella tem que descansar para sua viagem, não quero que essa noite termine...
— Você não quer realmente que te leve até o aeroporto?
Soltei de repente incapaz de manter o silêncio.
— Não, obrigada. Emm e Rose já vão me levar, está tudo bem.
— E tão pouco quer que acompanhe vocês...
Não foi uma pergunta e ela percebeu isso, pois sorriu e trouxe uma mão para acariciar meu rosto.
— O conheci aqui na fazenda e é aqui que quero ter minha última lembrança de você...
— Tudo bem.
Sua mão acariciando meu rosto me trouxe conforto, por isso não prossegui o assunto, então foi sua vez de levantar uma questão.
— Você se arrepende de alguma coisa que aconteceu nesse verão? Quero dizer, você mudaria algo nos acontecimentos que passamos?
— Eu não deixaria que sua vida tivesse sido colocada em risco, isso com certeza.
— Imaginei que diria algo assim.
— Porque é a verdade. Mas e você?
— Eu não sei, penso que se tivesse o poder de mudar algo, talvez perdesse esse momento e eu não abriria mão dele por nada. – Senti um dedo tocando um vinco em minha testa. – Por isso acho que tudo que passamos durante esse tempo nos trouxe até aqui.
— Pensando por esse lado você tem razão. Mas, ainda sim, gostaria que certos momentos dessa jornada tivessem sido mais fáceis.
— Pois é. Mas acho que ao menos uma coisa conseguimos fazer muito bem.
— Acho que conseguimos mais de uma, hein? – Sorri e ela me acompanhou. – Mas está se referindo a que?
— Ao nosso acordo sobre viver o hoje intensamente, sem pensar no amanhã...
Não consegui responder de pronto, já que não tenho mais tanta certeza se ainda estou cumprindo todos os pontos desse acordo.
— Foi um enorme prazer te conhecer Edward. – Continuou a falar diante do meu silêncio. – Eu jamais imaginaria que viveríamos tudo o que vivemos depois do nosso primeiro encontro.
— Mais uma vez me desculpe por aquilo.
— Já passou...
— E foi um enorme prazer te conhecer também. Você é uma veterinária excelente que só trouxe coisas boas à fazenda.
— Ainda não sou veterinária de fato.
Mesmo acompanhando seu sorriso, não a deixei interromper.
— Uma amiga leal e fiel. Uma pessoa incrível de se conviver. Não é atoa que todos se encantaram com você, era impossível ser diferente.
— Obrigada.
— E, sobretudo, você é uma mulher espetacular, única. Realmente o prazer é meu em ter compartilhado esse verão contigo.
— Edward...
Ela inclinou a cabeça e tocamos os lábios levemente, sem encostar as línguas, somente trocando um carinho singelo.
Ao nos afastarmos, vi seus olhos rodeados de lágrimas, porém antes de conseguir perguntar o motivo ou oferecer algum tipo de conforto, fui envolvido por suas próximas palavras.
— Eu pensei muito sobre isso, tenho pensado já há algum tempo e estive com a cabeça rodando nessa direção até agora. E sendo bem sincera, não tenho nem certeza se estou tomando a decisão certa, mas por fim decidi que é o que farei.
— Bella, o que...
— Shhh, por favor, não me interrompa.
Assenti mesmo um pouco a contragosto.
— Edward. Eu tenho algo a dizer, mas quero que prometa que não responderá nada. Porque ainda partirei em algumas horas, eu tenho a universidade para finalizar, minha vida na Califórnia, meus pais. Eu vim para cá com o intuito de passar o verão e só. Então independente de qualquer coisa, esse fato não mudará.
Apesar das palavras firmes, com o avanço de suas lágrimas, está sendo praticamente impossível me manter quieto.
— Eu posso estar sendo egoísta em não só te falar isso, como também em pedir que não responda nada. Mas é que se sua resposta for o oposto do que direi, terei que partir com o coração doendo. Porém se disser algo positivo e semelhante, ainda sim, irei embora com coração apertado. Porque eu preciso ir...
— Bella...
— Me promete. – Fungou. – Promete de verdade. Por tudo que mais preza. – Piscou os olhos deixando as lágrimas escorrerem. – Pela sua família. Pela fazenda. Pelo...
— Storm. — Completei sem precisar ouvi-la. – Eu prometo Bella. Independente do que disser e de qual seja meu parecer sobre, não direi nada.
Apesar de confuso e até certo ponto apreensivo, não me contive em prometer conforme pediu, ainda que acabe me arrependendo amargamente dessa decisão, porém Bella sabe que não sou homem de quebrar minhas promessas.
— Obrigada.
Já que não posso consolá-la com palavras, ergui a mão para ao menos limpar as lágrimas do seu rosto.
— Eu te amo Edward...
Minha mão paralisou a centímetros da sua boca, de onde ela acabou de proferir tais palavras...
— Eu te amo. — Repetiu. – Não como amo meus pais. Muito diferente de como amei determinadas pessoas que já passaram pela minha vida. Nem mesmo da forma que aprendi a amar todos aqui na fazenda. Eu descobri um amor diferente por cada um, pelos animais, os amigos que fiz, mas justamente com você desenvolvi esse sentimento diferente e muito maior do que todos. E eu não consigo entender a razão. – Sorriu. – Quer dizer, é claro que consigo. Como alguém pode conviver com você e não se apaixonar? Logo que cheguei, Rose comentou sobre sua lista de corações partidos e com certeza consigo compreender o que levou tantas mulheres a caírem de amores por você.
Novamente fiz menção de falar, mas fui parado por um único olhar.
— Mas independente do que tenha acontecido no seu passado ou no meu, esse amor se alojou no meu coração por tudo que vivemos juntos, pelo que fez por mim e pela pessoa que me transformo quando estou contigo. Você me fez ir além, me desafiou, apoiou, incentivou, admirou. Você me salvou e ainda sim esse amor não provém de gratidão. Ele existe porque era assim que deveria ser. Nunca me entreguei a alguém ao menos um terço do que fiz com você. E por isso sei que nunca amei e possivelmente nunca amarei alguém como te amo. E vou embora completa por saber que levarei esse sentimento comigo, no meu coração. Por tudo que vivi aqui ter gerado algo tão especial, marcante, único.
Novamente ela me beijou, mas dessa vez não me fiz de rogado e a puxei com gosto, entrelaçando nossas bocas e línguas de modo firme, fazendo-a compreender a compatibilidade do algo a mais que há entre nós...
— Eu te amo Edward Cullen. — Pincelou um último toque em meus lábios. – Realmente amo você Cowboy...
Quis muito romper minha promessa, mas por uma última vez, cedi a essa mulher e ao poder que tem sobre mim e cumpri seu pedido.
Ainda que minha cabeça e meu corpo tenham ficado ardendo de vontade de despejar minha versão de tudo sobre ela, tal qual acabou de fazer comigo.
A partir disso não falamos mais e esse acabou se tornando nosso adeus...
Resisti muito a fechar os olhos, pois sabia que ao fazê-lo colocaria um fim na conexão com os orbes chocolates, porém o peso de tudo acabou se sobressaindo e adormeci sentindo sua mão afagar minha nuca...
Meu primeiro instinto ao recobrar a consciência foi tatear o colchão a procura do corpo macio que ficava junto ao meu, mas tudo que encontrei foi o vazio da sua ausência física e pessoal.
Com isso, relutei muito em abrir os olhos e confirmar o que minha mente já estava projetando diante das lembranças, mas quando o fiz percebi que ainda deve ser muito cedo, provavelmente ela deixou a fazenda e minha vida há muito pouco tempo.
Tal pensamento foi o que me fez levantar e caminhar até a janela e ao fazê-lo contemplei apenas a imensidão da Silver Horse recebendo a chegada do novo dia, apesar de ser sábado, sei que tenho muitos afazeres a cumprir e diante deles, seguir com a rotina de sempre.
Seguir com a minha vida...
Mas como poderei simplesmente continuar vivendo?
Como seguirei adiante?
O que devo fazer com esse amor que assola meu peito?
Como prosseguirei com a vida, se a única dona já existente do meu coração, acabou de partir levando-o consigo?
CONTINUA.
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