Promise you

3 Eu vou cuidar de você


Notas iniciais
Eu geralmente faço as explicações em forma de narrativa, mas nessa fic preferi deixar por conta dos personagens, em forma de diálogo. Espero que gostem...

Quando chegaram à livraria, um carro já esperava por Levy, sua mãe estava mais uma vez ocupada demais com o trabalho e não pôde busca-la. Ela então devolveu a jaqueta de Gajeel e ele pôde ver que o rosto da garota estava avermelhado.

_Será que a chuva fez com que pegasse uma gripe? Está com febre? – Disse ele tocando a testa da garota para confirmar.

_Eu me sinto bem e a culpa é sua por isso... – Disse ela tocando os lábios.

_A-aquilo... Me desculpe, eu não pensei direito na hora... – Tentava ele em vão explicar.

_Senpai... – Disse ela indicando que queria falar algo no ouvido dele, que se abaixou – O lolicon que você tinha dito que talvez conhecesse, na verdade é você né? – Disse ela e depois correu rindo em direção ao carro.

_Quer saber?! Eu fiz aquilo porque eu quis, se quiser ficar brava eu nem ligo. – Disse ele tentando provoca-la.

_Não tem problema... Porque eu queria também. Até mais Senpai! – Disse ela dando lhe uma última piscadinha antes de entrar no carro e ir embora.

Ele então sorriu de volta para ela e quando se viu sozinho, tirou a carteira do bolso e ficou alguns minutos olhando para a foto dos dois juntos, ele tinha apenas quinze anos quando experimentou pela primeira vez uma alegria como aquela já que sempre que se encontravam, nunca falavam sobre família ou qualquer coisa séria, ao contrário sempre se divertiam despreocupadamente e pouco sabiam um sobre o outro, mas esse sentimento de querer estar juntos para sempre não seria apagado tão facilmente.

O tempo se passava e Gajeel não tinha notícias de Levy, até mesmo tinha comprado um celular para que assim que a encontrasse pudessem trocar contatos e estar sempre falando com ela, mesmo que por mensagens ou e-mails, mas os dois não se viram mais e nem tiveram notícias um do outro.

Dois anos se passaram e Gajeel estava em uma fase difícil, tinha mudado completamente o visual e era o típico “garoto problema”, vivia metido em confusões e tinha pavio curto, sua intolerância fazia sucesso entre as garotas que curtiam um valentão, mas ele parecia não se importar muito com isso preferindo sempre buscar uma briga para se meter.

Fazia um ano que tinha sido transferido para a nova escola que fechara uma parceria com a editora e receberia todos os filhos de funcionários da mesma. Mas ele não tinha melhorado muito e seu pai, que não tinha muito tempo para persegui-lo, já tinha dito que não o indicaria futuramente para a empresa se ele continuasse a criar problema.

Ele mais uma vez passou dos limites em uma briga que acabou envolvendo as mesas da sala, causando muitos danos e por pouco não foi enviada uma notificação para que seu pai comparecesse novamente a uma reunião, então ele disse que aceitaria qualquer punição. Como consequência disso acabou encarregado de cuidar da arrumação da biblioteca da escola que tinha recebido uma nova remessa de livros, ele não pôde recusar.

A escola tinha basicamente duas alas, totalmente separadas com a finalidade de proteger os alunos do primeiro grau dos alunos do segundo grau. A única conexão que restava entre as duas alas era a biblioteca, já que o prédio da escola não comportaria duas bibliotecas. Mas esse corredor que dava acesso à biblioteca era severamente vigiado para que não ocorresse incidentes com alunos de alas diferentes. O responsável por essa vigilância era ninguém menos que o filho do diretor, seu nome era Laxus.

Gajeel passaria quinze dias sem intervalo para poder realizar a tal arrumação, isso o deixava muito irado, mas a única chance que tinha de ver Levy novamente seria trabalhando na empresa já que esse era o sonho dela e sem a indicação de seu pai isso ficaria muito complicado devido a sua situação. Pensava ele nessas coisas enquanto caminhava pelos corredores que o levariam até a biblioteca.

Ao chegar lá percebeu que seria bem tranquilo, já que a biblioteca era fechada durante o horário do intervalo, mas algo muito inesperado aconteceu, enquanto ele verificava os números das caixas pela lista que tinha recebido na sala da direção ouviu uma voz do fundo de um dos corredores...

_Quem está aí? – Perguntou uma voz de garota.

_Eu sou o encarregado de arrumar a remessa nova de livros nas estantes... Prometo não incomodar. – Respondeu ele procurando de onde vinha aquela voz.

_Até que enfim encontraram alguém! Eu já estava começando a arrumar alguns deles no lugar e... – Dizia a garota, mas ficou acabou tropeçando em uma pilha de livros e acabou esbarrando em algumas das caixas.

_Hey... Tá tudo bem aí? – Disse ele tentando encontra-la.

_Sim, foi só um descuido meu. – Disse ela rindo.

_Essa risada... Levy?! – Perguntou ele agora procurando avidamente.

_Quem é vo... – Perguntava ela quando deu de cara com ele paralisado diante de si – Senpai!

_Você se machucou Levy? – Perguntou ele quando percebeu que ela segurava a perna com uma das mãos.

_Foi só um arranhão... – Tentava ela responder quando ele percebeu o sangue e a pegou nos braços levando-a para a escrivaninha da bibliotecária.

_Ficava aqui... Achei! – Exclamou ele, pois vasculhava as gavetas e acabou encontrando um kit de primeiros socorros.

_Como sabia que tinha algo assim aqui? – Perguntou ela curiosa.

_Digamos que não é a primeira vez que eu tenho que prestar serviços forçados nessa escola. Mas não se preocupe... Eu vou cuidar de você. – Explicou ele enquanto limpava com a gaze o local ferido.

_Que prestativo você é Senpai... Aiai! – Dizia ela quando ele colocou um desinfetante no arranhão.

_É bem pequeno, acho que não precisamos ir à enfermaria. E não... Eu não sou prestativo, é que eventualmente sou conduzido a tomar atitudes violentas e acabo sendo induzido a prestar serviços em forma de punição. – Explicou ele tentando fazer não parecer tão ruim.

_Trocando em miúdos: Você é um brigão e sempre é castigado. – Resumiu ela rindo dele.

_Falando assim eu até pareço um marginal... – Balbuciou ele irritado. Mas de repente ela percebeu que continuava com a mão e sua perna mesmo já tendo colado o curativo.

_Acho que não vai cair... – Disse ela indicando sua mão na perna dela com o olhar.

_Ops! Desculpe, acabei não percebendo... – Disse ele sem jeito.

_Mas enfim... Quem diria que nos encontraríamos aqui... – Tentava ela contornar a situação.

_Pois é... Eu não sabia que estudava aqui. Quando isso aconteceu? E por que você sumiu? – Perguntava ele.

_Calma, vamos por partes... Eu fiquei um tempo fora morando com o meu pai... Depois que minha mãe faleceu... Mas agora moro com minha avó, já que ela está doente e precisa de ajuda com as tarefas diárias. E fui transferida para esse colégio pelo meu tutor há pouco tempo. – Explicava ela.

_Eu sinto muito, mas eu nunca soube disso. Sempre que eu perguntava da Senhora McGarden, ninguém tinha nenhuma informação. Eu te procurei tanto... – Dizia ele cabisbaixo.

_Não se preocupe, eu acho que já superei a morte dela. É claro que sinto falta e nunca vou esquecê-la, mas a parte mais difícil eu já passei. – Esclareceu ela levantando o rosto dele com uma das mãos em sua direção.

_Eu queria poder estar com você quando chorasse, te apoiar quando estivesse triste... – Declarou ele com tristeza no olhar.

_Eu sei, não se preocupe... Já passou. E quanto a você não conseguir informações, minha mãe não tinha McGarden no nome, por isso não conseguiu me achar. Esse é o nome do meu pai e eles não eram casados. – Comentou ela.

_Que raios de amigos nós somos se nem sabemos sobre a família um do outro? – Perguntou ele com um sorriso bobo ainda debruçado junto às pernas dela.

_Nós quase não nos víamos, quando isso acontecia só queríamos nos divertir e de minha parte... Bem, eu tinha uma família muito complicada. – Declarou ela balançando os pés, ainda sentada sobre a escrivaninha.

_A minha também é bem estranha, mas deixando isso de lado, você acha melhor ir até a enfermaria? – Perguntou ele preocupado.

_Eu estou bem e tenho que voltar para a aula. Por quanto tempo vai ficar “prestando serviços” aqui? – Perguntou ela enquanto arrumava a meia por sobre o curativo.

_Mas já?! Queria poder ficar mais tempo com você... Quinze dias, por quê? –Resmungou ele.

_Então nos veremos todas as segundas, quartas e sextas-feiras. Nossos intervalos são em horários diferentes, mas eu não posso fazer Educação física então me deram a chave da biblioteca. – Respondeu ela enquanto ele se levantava diante dela.

_Vou esperar por você depois de amanhã então. – Disse ele enquanto a ajudava a descer da pequena mesa.

_Até mais Senpai! – Disse ela com um lindo sorriso no rosto e se foi enquanto que Gajeel quase tinha um surto de felicidade...

_Até mais...

Notas finais
E a música de hoje é por conta desse que eu acho um dos mais lindos cantores de Kpop... Nani ulgo Jichyeo deo isang mothae Saenggakhaedo neoreul bomyeon Gwaenchaneul got gota Jikyuo jugo sipho Neowi jalmotcwin nappeun boreuntdeul kkajido Kimdeun nal utge mandeuneun geoya Jam kimdeulgetman Neol saranghae rago maldo lalgeoya Meonjeo nae phume aneun nal kkaji Tradução~ Mesmo quando estou cansado,chorando. Eu quando penso que não posso mais continuar. Me recupero em um instante. Assim que te vejo. Eu quero te proteger. Pois até seus estranhos hábitos. Me fazem sorrir em momentos tristes. Embora seja difícil. Eu vou te dizer 'te amo'. Até o dia que você vier para os meus braços. I'll Protect You Kim JaeJoong