Promise you

4 Porque eu amo você


Notas iniciais
Olá pessoinhas, estou aqui com mais um capítulo fresquinho pra vocês. Já tenho alguns capítulos adiantados, mas ainda tenho que revisar e editar as capas, mas acho que vou conseguir continuar postando diariamente, exceto claro se houver algum problema de última hora, mas chega de bla bla bla e vamos para o que interessa. Espero que curtam...

Gajeel não podia mais esperar pela quarta-feira, e quando finalmente chegou, foi rapidamente pelos corredores até a biblioteca, não via a hora de ver Levy. Chegando lá, começou a abrir as caixas que organizaria naquele dia, queria ganhar tempo para poder ficar o máximo possível com ela. A maioria das caixas era de papelão, mas também tinha algumas de madeira onde foram transportados os melhores livros, foi em uma dessas que Levy acabou se machucando da última vez, então ele estava tirando-as dos corredores.

_Senpai? – Sussurrou Levy ao entrar na biblioteca.

_Okaeri. – Respondeu ele sorrindo ao vê-la entrar.

Na verdade nessa hora ele pôde prestar mais atenção a ela, pois no dia anterior tudo tinha acontecido de uma forma bem atrapalhada, mas agora podia perceber o quanto ela ficava linda com o uniforme do primeiro grau, estilo marinheiro, aquela visão o fez lembrar que na última vez em que se encontraram antes de perder o contato, ela o tinha chamado de lolicon, então decidiu que tentaria ao máximo mudar aquela impressão que ela tinha dele.

_Vejo que está com seu trabalho bem adiantado. Você é mesmo rápido. – Notou ela.

_Não posso pisar na bola de novo com meu pai, ele disse que na próxima vez em que fosse notificado pela escola deixaria de me apoiar no caso de eu querer trabalhar na editora. – Esclareceu ele.

_Você também pretende trabalhar lá? – Perguntou ela cheia de alegria.

_É o nosso sonho não é? – Perguntou ele sorrindo enquanto empilhava alguns livros de uma mesma seção.

_Então você lembra... – Murmurou ela ainda feliz.

_Só vou esquecer se você disser que posso esquecer. Não sou de quebrar minhas promessas, mas se você não se sentir do mesmo jeito de antes, eu não vou poder fazer nada para mudar seus sentimentos por mim. – Respondeu ele sem olhar diretamente para ela, pois achava tudo aquilo muito constrangedor.

_Temos que ficar perto... – Disse ela fazendo com que ele se virasse repentinamente.

_O que disse?! – Perguntou ele entusiasmado.

_Se ficarmos mais perto um do outro eu posso ir te passando os livros dessa seção. – Disse ela puxando uma caixa pra perto da estante que ele preenchia.

_Ah... Era isso... – Disse ele desanimado se virando novamente para segurar alguns livros enquanto colocava outros.

_Eu quero te ajudar para que seu pai nunca receba nenhuma reclamação, pois quero ficar com você agora e quando formos trabalhar também... E pra sempre... Não por causa da promessa, mas porque eu amo você... – Declarou ela enquanto ele estava de costas segurando os livros na estante, mas de repente ouviu um estrondo...

Os livros caíram todos no chão, pois aquilo era mais do que Gajeel precisava ouvir, ele na verdade sempre pensou que ela o tivesse esquecido, ou que fosse cedo demais para dizer tudo o que sentia e até mesmo que pudesse tê-la perdido com sua terrível habilidade de perder tudo, mas naquele momento percebeu que ainda tinha motivos para ter esperança. Virou-se então, pegou os livros que estavam nas mãos dela e colocou sobre as caixas e sua última ação foi beijá-la, não como da primeira vez, mas com todo o desejo que estava guardado dentro de si.

Ele então a pegou nos braços e a sentou sobre as caixas que estavam do outro lado, pois apesar do tempo que passara, ela continuava pequena, com o corpo bem diferente, mas ainda pequena. Depois de alguns minutos a beijando, ele a abraçou como quem abraça tudo o que tem, Levy era o seu mundo e nada tinha mudado, não em seu coração.

_Eu pensei que não ia suportar... Esses dois anos pareciam uma eternidade. Mas agora eu posso dizer que amo você também. – Declarou ele agarrado a ela.

_Eu imaginava isso... Na verdade eu imaginei também que você era só um grande lolicon... – Disse ela rindo enquanto afagava os negros cabelos dele.

_Talvez eu seja mesmo. E já que você não se esqueceu disso, eu posso dizer... Você fica linda nesse uniforme, eu quase não resisti. – Confessou ele.

_Eu sabia, você ainda não se curou disso. – Disse ela ainda rindo do jeito dele.

_A culpa é sua que vive me provocando com essas roupas e aquelas fantasias também! – Apontou ele.

_Minhas roupas? Isso é um uniforme, todas as garotas usam isso e além do mais... Qual é a desse cabelo longo e piercings? Parece que quer chamar a atenção das garotas... – Retrucou ela na mesma medida.

_Eu não quero nada com nenhuma outra garota, aliás, pareceu que tem alguém com ciúmes aqui. – Disse ele em tom de provocação.

_Ciúmes? Eu? Você só pode estar brincando... Porque eu teria ciúmes se eu nem pensava mais em você? – Perguntava ela cheia de ironia.

_Não pensava? – Perguntou ele puxando a manga do casaco da garota mostrando a pulseira que ele tinha dado a ela quando ainda eram crianças.

_Ok... Você me pegou, sempre quis te ver de novo, mas não tenho ciúmes, muito pelo contrário... Eu confio em você. – Respondeu ela acariciando as pontas dos cabelos dele.

_Você não deveria confiar tanto em mim já que nem estive por perto quando você mais precisou. E quanto ao cabelo e piercings, eu posso dar um jeito nisso se você não gostar... – Dizia ele encostando sua testa na dela e a olhando no fundo dos olhos.

_Eu gosto desse novo estilo seu. Não mude nada, afinal nós combinamos melhor assim. – Disse ela sorrindo.

_Combinamos em quê? Você é pequena, linda e delicada e eu sou grande, ignorante e nem vou falar da minha aparência... – Disse ele rindo de si mesmo.

_O que tem a sua aparência? Eu te acho lindo e é perfeito pra mim. – Informou ela se aconchegando nos braços dele.

_Que bom que pensa assim, mas mudando de assunto, você não me disse o porquê de não participar das aulas de educação física. – Comentou ele.

_Eu tive problemas com anemia, tenho baixa resistência, entre outras coisas... Ah! E por falar nisso, essa é uma parte da promessa que não vou poder honrar... Não vou crescer muito mais que isso, então não vou poder me casar com você “quando eu crescer”, pois isso não vai acontecer. – Disse ela rindo.

_Eu logo percebi, pois você continua com quase que a mesma altura de dois anos atrás. Mas isso não é um problema pra mim, já que gosto de você bem assim como é. – Disse ele dando lhe mais um beijo.

_Claro que pensa assim, afinal é um lolicon pervertido, valentão, cabeludo e cheio de piercings... – Disse ela passando os braços por sobre os ombros dele.

_Você sabe que isso nem de longe pareceu um elogio né? – Perguntou ele torcendo o nariz de descontentamento.

_Você não esperou eu completar a frase... Lolicon pervertido... Que eu amo. Melhorou agora? – Perguntou ela rindo da expressão dele.

_Continua parecendo um monte de ofensas, mas eu perdoo pela parte do “que eu amo” e porque não suportaria ficar sem você de novo. – Respondeu ele enquanto a descia das caixas, pois o horário que tinham pra ficar juntos já estava no fim.

_Eu já vou nessa. Nos vemos na sexta-feira... – Disse ela jogando para ele um último beijo e ele fingindo que apanhou o beijo respondeu:

_Vou esperar por você.

Notas finais
Eu tenho um caso de amor com essa música e quem viu Koizora vai concordar... Yasashii kaze ga fuku itsumo no michi de Anata ni aeru to ka sonna koto de ii Chiisa na kodou no yure ga omoi ni kasanari Shizuka ni tokeru no wo tada matte iru Hito wa doushite kotae wo motomeru no? Watashi wa kore de shiawase na no ni shiawase na no ni Tradução~ No mesmo caminho de sempre, onde os ventos sopram Eu posso me encontrar com você. Os pequenos sentimentos se encaixam com os pensamentos, Esperando silenciosamente para que se derretam. Por que as pessoas exigem as respostas? Já que eu sou tão feliz, tão feliz. Ai no Uta Fukui Mai