Promise you
5 Ciúmes
Notas iniciais
Gajeel e Levy continuaram se encontrando escondido na biblioteca durante as duas semanas de sua punição, mas tudo tinha que ter um fim e eles não poderiam mais se ver na escola, já que estudavam em alas diferentes. Levy estava pensativa na última sexta-feira em que eles ficariam juntos, todo o trabalho que tinha sido imposto a ele já estava completo, mas a vontade de se ver era mais forte do que as barreiras impostas pelo monitor, ela pensava em uma forma de poder estar com ele, já que sua avó estava muito debilitada e precisava muito que ela estivesse presente no horário em que não tinha aulas.
_O que vamos fazer a partir da semana que vem? Vai ser muito difícil de nos vermos. – Perguntava ela de costas sentada entre as pernas dele.
_Eu tenho pensado em algo, não precisa ficar preocupada. – Respondeu ele a aconchegando entre seus fortes braços.
_Nem imagino em como isso poderia acontecer, você estuda e faz cursos preparatórios e eu tenho um monte de tarefas quando estou em casa. Esse lugar era um bom refúgio. – Suspirou ela.
_Vamos nos preocupar com o amanhã quando ele chegar, por enquanto eu só quero aproveitar os minutos que ainda temos. – Disse ele a virando de frente para si.
Levy se ajeitava daqui e dali, mas não conseguia ficar confortável, então decidiu passar as pernas por sobre as dele e acabou encaixada no colo do moreno que corou na mesma hora e já ia pronunciar algumas palavras quando ela evitou sua fala com um longo e molhado beijo, os corpos estavam totalmente unidos e um sentimento quente lhes subia na mesma medida em que se arrepiavam com certos movimentos...
_O que pensa que está fazendo? – Perguntou ele tentando afastá-la de si.
_Namorando ué! – Respondeu ela com um sorriso no rosto.
_Você tá é me provocando... Se continuar assim... – Dizia ele quando fez uma pausa brusca.
_O que poderia acontecer? – Perguntou ela mordiscando o lábio inferior dele que por um instante quase se deixou levar novamente.
_O que um lolicon pervertido faria com uma garotinha que senta em seu colo de um jeito tão convidativo assim? – Perguntou ele revirando os olhos enquanto ela passeava em seu pescoço com os lábios.
_No meu caso, você poderia fazer o que quisesse, já que não é um qualquer, mas sim o “meu lolicon pervertido”. – Respondeu ela ainda com os olhos entreabertos.
_Mas é certo apressar as coisas assim? – Perguntou ele receoso.
_Não estou apressando nada e não quero que pense que sou só uma “atirada”, mas eu confio em você. Eu não sei quando nos veremos de novo e isso tá acabando comigo... Não quero ter que esperar mais dois anos pra estar com você outra vez e eu não sei como agir... Acho que estou meio perdida. – Desabafou ela com os olhos rasos d’água.
_Não fique assim. – Disse ele enxugando os olhos dela – Você diz que confia em mim, mas ainda não entendeu quando eu disse que daria um jeito? Não precisa se forçar a nada, as coisas vão acontecer na hora certa. – Completou ele.
_É que tem horas em que sinto como se você estivesse me evitando, então penso que talvez eu não seja atraente o suficiente... – Explicou ela com o olhar triste.
_Será que eu vou ter que colocar isso em um outdoor... Que eu amo tudo em você e que quase enlouqueço só com um olhar seu? Se às vezes eu me afasto um pouco é por isso Levy... Tenho medo de perder a cabeça uma hora dessas e acabar te forçando a fazer coisas que você não quer ou talvez ainda não estejamos preparados pra fazer. – Esclareceu ele olhando no fundo dos olhos dela.
_Isso foi bem profundo, tem horas que você fala de um modo que nem parece que tem só dezessete anos. – Observou ela.
_É porque sou obrigado a ler muito, acabo falando como nos livros sem perceber. Mas você também é assim, sua traça de livros. – Brincou ele sorrindo.
_Mas voltando ao assunto... O que você quer tanto assim fazer comigo? – Provocou ela com um sorriso sugestivo no rosto.
_Eu tenho vontade de devorar você. – Respondeu ele tampando o rosto com o braço direito.
_Mas isso o tornaria um canibal e não um lolicon. – Retrucou ela sarcasticamente.
_Você entendeu muito bem o que eu quis dizer. – Rebateu ele com um sorriso sem graça.
_Então você me morderia e judiaria de mim senpai? – Perguntou ela com uma carinha angelical.
_Tudo isso e muito mais... – Respondeu ele com um sorriso que falava por todo o resto de seu corpo, já se movendo por cima dela.
No mesmo instante os dois já estavam quase em chamas, com as mãos investigando os corpos um do outro e beijos provocantes que aumentavam ainda mais a tensão existente...
_Mas se começasse a doer eu gritaria e logo o Onii-chan apareceria para me socorrer. – Dizia ela quando ele freou toda a ação e a encarou.
_Onii-chan? Você tem um irmão? – Perguntou ele ainda sobre ela, mas com o corpo todo afastado.
_Na verdade ele é meu tutor... O monitor Laxus. – Respondeu ela estranhando o afastamento repentino dele.
_Então por que o chama de “Onii-chan”? – Perguntou ele se sentando encostado à parede novamente.
_Meu pai e o pai dele se conhecem há muito tempo e sempre que ele vinha me ver acabávamos indo visita-los e ele me dizia pra chama-lo assim... Quando meu pai teve que me deixar aqui para cuidar de minha avó, se viu obrigado a voltar a viajar e ela não poderia ser minha guardiã por estar muito debilitada, então ele pediu que o diretor o fizesse, mas ele se casou com uma moça muito mais jovem e ela foi contra, então o Onii-chan assumiu a responsabilidade por mim. – Esclareceu ela sentando-se ao lado dele.
_Que tipo de pervertido pede para uma garotinha o chamar por algo que não seja o seu nome? – Perguntava Gajeel cheio de ira.
_Pois é... “Senpai”. – Denunciou ela.
_Você tá me comparando a ele? – Indagou ele ainda com fúria no olhar.
_Eu não estou te comparando ao Onii-chan, é que aquilo pareceu muito cômico vindo de você. – Respondeu ela.
_Pare de falar isso! Cada vez que ouço um “Onii-chan” tenho vontade de mata-lo. – Esbravejou ele.
_Tudo bem, eu não vou falar mais nada, alias, já esta na hora de eu ir. Essa conversa já desandou mesmo... – Dizia ela já se levantando, quando sentiu a mão dele a segurar.
_Não vá embora assim, ainda temos alguns minutos e se você se for agora que discutimos, nenhum de nós vai se sentir bem... – Disse ele enquanto a puxava para seu colo – Me desculpe, eu perdi a cabeça só em pensar que outro cara poderia ter qualquer tipo de intimidade com você.
_Tá desculpado, eu também errei, nós estávamos num momento tão gostoso e eu te cortei de um jeito bem idiota. Desculpe-me. E obrigada por sempre dizer o que sente sem mentir, é uma das qualidades que mais amo em você. – Respondeu ela encostando-se ao peito dele.
_Tudo bem, vamos esquecer isso e curtir o pouco tempo que nos resta. – Disse ele já com uma expressão mais alegre.
_Sim. – Concordou ela com um largo sorriso – E espero que você já tenha em mente algo para que possamos continuar a nos ver... Eu não suportaria ficar sem o meu brigão. – Completou ela selando os lábios dele com um beijo.
_Pode deixar comigo... – Afirmou ele a abraçando ternamente e de igual forma completou: – Eu também não posso mais ficar sem a minha baixinha...
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