Promise you
6 Até quando vai fugir de mim?
Notas iniciais
O fim de semana passou e eles só se falaram através de mensagens. Na segunda-feira Levy foi para a biblioteca esperançosa, já que Gajeel tinha prometido que eles não deixariam de se ver, entrou então e foi silenciosamente se sentar à mesa, já tendo em mãos o livro que leria naquela tarde.
Depois de encontrar a pagina onde seu marcador estava, passou os dedos pelo pescoço apanhando uma mecha de cabelos que passou a enrolar no indicador, uma mania que tinha adquirido ainda quando criança, fazia isso todas as vezes em que sua mãe se ausentava e acabava se sentia sozinha, mas isso seria interrompido por uma voz grave e rouca atrás de si...
_Okaeri minha baixinha. – Disse Gajeel a abraçando pelas costas.
_Você estava aqui?! – Perguntou ela surpresa.
_Eu fiz uma cópia da chave escondido e pensei em te pegar assim que entrou, mas queria ficar te observando um pouco, pra ver se sentiria minha falta. – Respondeu ele puxando uma cadeira para que pudesse se sentar mais perto dela.
_Típico de um delinquente e ainda ganhou mais um “adjetivo” para a sua lista: Stalker. – Disse ela rindo e depositando um doce beijo nos lábios dele que tinha ficado com uma expressão de cara amarrada depois de ouvir aquilo.
_Eu aqui todo feliz te olhando e resistindo ao seu charme com os cabelos e você me trata assim... Você merece uma punição por isso. – Retrucou ele seriamente.
_Isso não é um charme, faço isso pra me distrair quando me sinto só, mas mudando de assunto... Fale-me mais sobre a punição Senpai... – Disse ela provocando ele.
_Não deixa de ser um charme e agora vou tratar isso como um convite para ir até você e acabar com sua solidão. – Comentou ele com um sorriso sugestivo que sempre atraía os lábios de Levy até os dele. – E quanto à punição... Eu vou pensar em algo muito doloroso. – Completou ele mordiscando os lábios da pequena.
_Não tem nada que eu goste mais do que essas “punições”, a não ser o fato de que um dia poderemos ficar juntos o quanto quisermos. E se você vai estar por perto eu enrolarei os seus cabelos nos dedos então. – Disse ela sentindo bolhas de felicidade os envolvendo, mas depois de uns instantes ele parou olhando-a de forma séria.
_Eu estive pensando... Você não corre o risco de ser levada embora de novo pelo seu pai? Porque o que te mantem aqui é o fato de cuidar de sua avó, mas ela está tão doente e... – Perguntava ele preocupado.
_Se o pior acontecer é claro que ele virá me buscar, mas eu tenho dado o meu melhor para que a vovó fique bem, não por meus próprios interesses, mas porque ela é minha única família aqui e quero passar o maior tempo possível com ela. – Respondeu ela com um singelo sorriso.
_Deve ter sido difícil morar no exterior... – Comentou ele a envolvendo nos braços.
_Meu pai é um grande escritor, foi assim que ele e minha mãe se conheceram, eles eram bons amigos e em uma festa regada a muito álcool... Eu aconteci. – Disse ela sorrindo em um suspiro – Ele imediatamente quis assumir a responsabilidade e disse que se casaria com ela, mas ela estava muito envolvida com sua carreira e ele viajava muito por conta de escrever e apresentar seu trabalho por todo o mundo, mas o fator predominante eram que eles não se amavam dessa forma. – Explicou ela.
_Por isso vocês duas não tinham o mesmo sobrenome... – Calculou ele.
_Sim, ele insistiu em dar seu sobrenome a mim e sempre foi um pai muito atencioso, não em estar perto sempre já que não tem residência fixa aqui, mas nunca esqueceu nenhuma data importante e sempre que podia estar aqui, fazia questão de me levar a todos os lugares por onde ia e me apresentava orgulhosamente como filha. Apesar de sermos uma família complicada, nós sempre fomos muito felizes. – Contava ela com o olhar transbordando de alegria.
_Minha família também é muito complicada, minha mãe faleceu quando eu nasci, então só a conheço por fotos e meu pai era sempre ocupado com o trabalho, eu tive uma madrasta que era muito legal, quase uma mãe mesmo, mas ela não resistiu muito a ausência do meu pai, assim que eu tive idade para me virar ela foi embora. – Disse ele com um sorriso murcho.
_É a primeira vez que te ouço falar de sua família... – Observou ela já enrolando os cabelos dele no indicador.
_Não gosto muito desse assunto e o que mais me deixa a vontade ao seu lado é o fato de você não ficar me interrogando sobre coisas que eu não gosto de falar. – Comentou ele melhorando o sorriso.
_Mas sempre que quiser conversar sobre qualquer coisa, saiba que sou uma boa ouvinte. – Respondeu ela com aquele sorriso estimulante de sempre.
_Por falar nas coisas em que você é boa, eu pensei sobre o fato de você sempre ler muito, e agora descobri que tem um pai escritor, mas nunca me disse se gosta de escrever também. Você tem algum diário, rascunhos ou qualquer coisa do tipo? – Perguntou ele cheio de curiosidade.
_Sou péssima escrevendo, aliás, além de não ter um diário nem nada, nem a escrever e-mails longos ou cartas eu me arrisco. – Respondeu ela rindo.
_Eu quero ver. – Disse ele sério.
_O que?! – Perguntou ela surpresa.
_Quero que me escreva uma carta e assim eu vou dizer se você é tão ruim como diz ou se é só muito crítica por ler tanto. – Intimou ele.
_Sobre o que eu escreveria?! – Perguntou ela ainda assustada.
_Não sei, escreva sobre o que quiser, mas imagino que receber uma dessas cartinhas de confissão seria muito bom... – Respondeu ele com um olhar viajante.
_Você e seus fetiches de pervertido... Não há mais salvação para um lolicon no seu estágio... – Disse ela balançando a cabeça.
_E você não perde a oportunidade pra me zoar. Vou te mostrar o lolicon... – Disse ele a puxando para seu colo.
Os dois mais uma vez estavam entregues a beijos e abraços cheios dessa paixão que crescia mais e mais, fazendo com que eles não perdessem nenhuma oportunidade de ficar juntos, porém eles não conseguiam mais esperar um dia para se ver, então Levy vez por outra matava aulas para se encontrar com Gajeel, que controlava as vezes em que a veria, não somente para que eles não chamassem atenção desnecessária, mas para que ela não ficasse defasada em nenhuma matéria.
Depois de alguns meses se encontrando eles já tinham muito mais intimidade do que quando se reencontraram e já estava bem difícil para os dois conterem seus desejos, sobretudo Gajeel que estava a ponto de fugir com Levy, porém ela ainda tinha muitas responsabilidades e isso ficava foram de cogitação já que eram ainda adolescentes.
Era uma sexta e eles já ficavam desesperados em pensar que não se veriam durante o fim de semana, o que os fazia querer aproveitar bem cada minuto em que estavam unidos, Levy não podia ler já que tudo o que queria era estar nos braços de seu amado. Não demorou para que os dois estivessem abrasados, mas como sempre, Gajeel se controlava e tentava se afastar por alguns minutos...
_Levy... Espera um minuto... – Dizia ele tentando se desvencilhar dos braços dela.
_Senpai fique aqui... – Respondeu ela fitando-o com o rosto corado e o olhar entorpecido, o que causou um despertar dos instintos do moreno.
_É melhor nós darmos uma pausa ou... – Dizia ele quando ela o interrompeu.
_Ou o que? – Perguntava ela com a mesma expressão, mas ele se apressou em se levantar e se afastar até que estivesse a uma distancia segura, encostando-se assim contra a parede.
_Pare de me olhar assim! – Exclamou ele quase que alucinando.
_Até quando vai fugir de mim Senpai? – Disse ela se aproximando e puxando-o pelo casaco para que pudesse beijá-lo.
_Se continuar me provocando, eu posso perder a cabeça e nem me preocupar se você está preparada ou não... – Disse ele pegando-a nos braços e virando-a contra a parede.
_Não tenho dúvidas desde que seja você. – Respondeu ela se deixando ser envolvida pelas carícias dele.
Ao ouvir aquelas palavras, Gajeel perdeu os sentidos naturais e se viu envolto em uma atmosfera aleatória onde não havia nada além dos dois, suas mãos percorriam as pernas da garota em seu colo e avançaram por debaixo da pequena saia de pregas... Levy, que já não tocava o chão por estar nos braços do moreno, sentia cada impulso dele como uma declaração do seu desejo, então também se permitiu correr as mãos por baixo da camisa dele, desabotoando assim parte dela, nessa hora ele caminhou até a mesa onde a deitou, cobrindo-a com seu corpo enquanto as pernas da garota contornavam o mesmo, nem puderam perceber um leve som na porta que se abria...
_Levy?! O que tá acontecendo aqui?! – Perguntou o louro enfurecido enquanto que a garota ainda debaixo de Gajeel respondeu assombrada...
_Nii-chan!
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