Promise you
15 Ainda espero por você
Notas iniciais
Alguns meses se passaram além do prazo que Gajeel e Levy tinham combinado de se reencontrar e nada de ele voltar, Levy já começava a se arrepender de não ter trocado os números de contato. Na época em que se separaram ela pensava que começar do zero seria a melhor opção para aquele relacionamento conturbado dos dois, mas depois de quase dois anos sem vê-lo, já estava passando por momentos de desespero e preocupação sempre que pensava nele.
As noites eram as horas mais difíceis para ela e nas piores, ela vestia a camisa de Gajeel, que depois de tanto tempo já tinha perdido o cheiro dele, sentada a olhar as estrelas esperava ver pela janela aquele sorriso mais uma vez. Não conseguia entender como as outras pessoas trocavam de amor a toda hora já que ela ainda sonhava com o momento de vê-lo novamente.
Os dias eram sempre corridos para todos os novos membros da diretoria, mas sempre se pegavam em meio a brincadeiras e coisas do tipo. Sempre que Levy esbarrava em Gray e Natsu atarracados, brincava dizendo... "Cuidado com o tópico de relação entre membros da diretoria", em outras vezes cortava a gracinha dos dois na base de puxões de orelhas, afastando um do outro, já começava a ser temida por eles.
Uma tarde estava reunida com Natsu para a aprovação de verbas para uma nova parceria entre a editora e um jovem escritor que tinha ótimos trabalhos já publicados, ainda faltavam algumas assinaturas para terminarem de fechar o expediente quando o celular do rapaz tocou...
_E aí cara?! Como está? Fiquei sabendo que logo vai voltar à rotina... — Dizia ele empolgado com o amigo, mas sua empolgação foi se desfazendo até que seu rosto, antes alegre, se fechou em completo desespero — M-mas eu não conheço ninguém... Espera... Hey! Ah, ele desligou. O que eu faço agora?!
_O que houve? Temos que assinar essa papelada... — Dizia ela quando ele tomou sua mão e com olhar de cachorrinho que caiu da mudança, perguntou:
_Levy, você quer sair comigo?
_Ficou louco?! — Retrucou ela assombrada pela surpreendente pergunta.
_Tem esse amigo meu... Ele tem que conseguir um casal para sair com ele e uma garota... — Dizia ele quando ela o interrompeu:
_Leve o Gray! Vocês não se desgrudam mesmo.
_Mas ele disse que tem que ser uma garota... Por favor... — Dizia ele com os olhos brilhantes.
_Não acredito nisso... Ok... Eu vou com você. Mas você paga o jantar. — Disse ela se rendendo ao vê-lo implorar. E antes de sair da sala ele ainda completou:
_Ah, tem um pequeno detalhe que quase esqueci de comentar... Temos que fingir ser um casal. — Disse ele e tratou de fugir imediatamente da sala.
_Seu cretino... Volte aqui! — Disse ela tentando correr atrás dele, mas foi impedida por Juvia que entrava na sala com um semblante de pura insatisfação.
_O que houve com o Natsu? Você não bateu nele de novo né? — Perguntou a mais alta ao entrar.
_Ele é um idiota que só me arruma problemas, às vezes tenho vontade de esmagar a cabeça dele. — Respondeu Levy quase tendo uma crise de nervos.
_Esqueça ele e me ajude... Faz tanto tempo que não tenho um namorado que já estou pensando em conseguir um filhote de gato. — Confessou Juvia desconsolada.
_Nisso eu não posso te ajudar, ainda mais hoje, já que o panaca do Natsu vai me levar pra jantar, mas sabe... Ter um gatinho é o fim de carreira de uma solteirona. — Disse a pequena com o olhar de estranhamento.
_Vai sair com ele?! — Perguntou Juvia perplexa.
_Um amigo dele disse que tem que conseguir um casal de amigos para distrair uma garota em um encontro e bla bla bla... — Explicou Levy.
_Ah sim... Um namoro falso... Espere, mas ele não é gay? — Perguntou Juvia desapontada já que sempre admirava ver Gray e Natsu engajados em suas confusões.
_Não sei, mas o tal amigo deixou claro que tem que ser uma garota, o que excluiu o pobre Gray. — Relatou Levy guardando alguns documentos em suas respectivas pastas.
_Pelo menos você tem um encontro. E eu que tenho reunião com o pessoal do departamento de magazine? Que tragédia, você vai se divertir, enquanto eu vou ficar aqui me matando de trabalhar. — Lamentou Juvia.
_Acho que você não entendeu: Eu vou fingir ser a namorada de um amigo que tem uma "amizade bem incomum" com outro amigo meu e tem mais... Se eu sobreviver ao cheiro insuportável das suas novas tintas, ainda corro o risco de vomitar em todo mundo no jantar. Será um passeio bem interessante. — Dizia Levy ironicamente, pegando sua bolsa e colocando nos ombros.
_Ah eu já ia me esquecendo, eu vim até aqui pedir para me emprestar a sua sala para a reunião dessa noite, já que o presidente estará de posse da sala principal e a minha está cheia de material promocional para a próxima noite de autógrafos. – Disse Juvia também com aquela expressão de caridade.
_Hoje deve ser o dia internacional de pedir a ajuda da Levy... Pode usar, mas não tire nada do lugar. – Disse a pequena já se despedindo de Juvia.
_Bom jantar amiga! — Disse Juvia provocando a menor que nem se deu ao trabalho de responder.
Ao chegar a sua casa, Levy tapou o rosto com o casaco para evitar de se intoxicar com o cheiro forte das pinturas de Juvia, não via a hora da amiga conseguir o tal ateliê e levar toda aquela bagunça embora, já que além de ocupar muito espaço, ainda fazia com que sua pressão baixasse e seu estômago vivesse revirado.
Levy se arrumou toda, mesmo sendo para um encontro de mentira, tinha muitas roupas caras e lindas que seu pai sempre dava a ela de presente, mas como vivia em uma rotina apertada de trabalho e estudo, quase nunca tinha oportunidade de usar, mas aquela era um ocasião em que ela finalmente poderia estrear seu vestido novo.
No horário combinado, Natsu foi buscá-la na porta de sua casa, ao vê-la toda produzida quase não a reconheceu, não porque estava tão diferente, mas porque ela geralmente sempre se vestia de forma simples, mas naquela noite estava deslumbrante.
_Você tá linda Levy. — Disse ele espantado.
_O Gray sabe que vamos sair? — Perguntou ela ignorando o comentário dele, que dava a volta para abrir a porta do carro para ela.
_Ele tem reunião hoje, mas não se preocupe com ele, vamos nos divertir juntos essa noite. — Dizia ele já dentro do carro, se aproximando para colocar o cinto de segurança nela na intenção de conferir seu perfume, quando teve seu rosto parado pela bolsa da pequena para que não pudesse se aproximar demais.
_Eu sei como se coloca o cinto e deixe as gentilezas para quando estivermos perto de seu amigo. — Disse ela em um tom seco.
_Se acalme Levy, eu não posso chegar com o olho roxo no restaurante. — Disse ele temendo que ela se descontrolasse como quando estavam no trabalho e acabasse lhe dando uma surra.
_Eu estou controlada "querido", agora você pode dirigir? — Perguntou ela com um sorriso que mais parecia uma sentença de morte.
_C-claro... — Respondeu ele temendo por sua vida.
Depois de alguns minutos rodando pela cidade eles chegaram ao endereço que o amigo de Natsu tinha mandado a ele por mensagem. Entraram de mãos dadas e Natsu fazia questão de se exibir, já que todos ficavam boquiabertos em ver Levy passar, afinal não era todo dia que ele tinha uma companhia tão bela.
Ainda na recepção do restaurante, os dois comentavam sobre a beleza do local quando Natsu disse a Levy que não poderiam comentar nenhum assunto relacionado a trabalho, já que a convidada de seu amigo tinha aversão a esse tipo de assunto, o que fez Levy pensar que ela deveria ser uma dessas patricinhas frescas.
Estavam tão preocupados em inventar uma história de amor que parecesse verdadeira que quase nem notaram o funcionário do restaurante que os aguardava para levá-los até a mesa onde o outro casal esperava por eles. Caminharam então novamente de mãos dadas e antes que chegassem à mesa, Natsu a abraçou enquanto a apresentava a seus amigos...
_Olá pessoal, essa é minha namorada Levy — Disse ele sorridente e depois prosseguiu — Levy, essa é Lucy e esse é meu amigo Gajeel.
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