Promise you

16 Namorada de mentirinha


Notas iniciais
Sei que algumas de vocês estão curiosas para saber o que vai dar nesse encontro duplo. Tive um pouco de trabalho, mas consegui fazer uma capa de Natsu e Levy (rsrs) só pra vocês terem uma ideia. (No Spirit) Estou ansiosa para ler os comentários e saber a opinião de vocês sobre o "clima" entre os personagens. Boa leitura!

Levy ficou paralisada e teve que se controlar muito para não deixar visível sua terrível condição interior, já que o sorriso que tinha nos lábios quando entrou no restaurante, acabou se perdendo de repente. Voltou rapidamente a si e tentava não trocar olhares com Gajeel, que pegou em sua mão para cumprimentá-la tentando observar bem o seu rosto, parecia um tanto curioso em relação a ela também, mas Lucy interferiu dando-lhe um abraço bem apertado...

_Natsu ela é linda! Tão fofa que parece uma boneca... — Dizia a loira encantada com a beleza da pequena.

_De onde mesmo você disse que a conhece? — Perguntou Gajeel fitando-a desde que a viu entrar.

_Do trabalho. Nos conhecemos lá e aconteceu tudo tão rápido... E agora estamos aqui, né amor? — Dizia ele embaralhado nas palavras, quase que pedindo por socorro.

_Foi bem assim... — Dizia Levy ainda de cabeça baixa.

_Não vamos falar de trabalho! Essa noite nós viemos aqui para nos distrair. — Interrompeu Lucy enchendo as taças de todos.

_Há quanto tempo se conhecem? — Interrogava Gajeel confuso com a situação.

_Tem mais ou menos um ano e meio que nos conhecemos. — Respondeu Natsu incomodado com as perguntas insistentes de Gajeel.

_Então foi amor à primeira vista... Que lindo! Vou tirar uma foto de vocês dois... — Disse Lucy tirando o celular da bolsa e fazendo uso de sua câmera rapidamente, enquanto Natsu abraçava Levy em pose para a foto.

Quando ela conferiu a foto, Gajeel olhou para a tela do celular e o tomou da mão de Lucy para que pudesse analisar de perto, parecia bem familiar e estranhamente irritante, mas logo Lucy tomou o aparelho de volta e o guardou. A noite transcorria e o clima era totalmente incômodo para Levy, se sentia observada e pior, Gajeel tinha levado a sério o lance de fingir que não a conhecia.

Passaram a noite conversando sobre uma infinidade de coisas, mas é claro que os portadores de quase que todas as palavras eram Lucy e Natsu, que se empolgavam em falar sobre jogos e coisas divertidas, depois de um tempo Levy também começou a falar sobre seu hobby de colecionar livros, já ensaiando alguns sorrisos, pois sentiu que deveria agir da mesma forma que Gajeel, já que não poderia ficar em um estado lamentável diante de seus anfitriões.

Enquanto a noite passava, Levy percebeu que Natsu já tinha se habituado a pegar em sua mão e até mesmo arriscava passar o braço por sobre seus ombros, também percebeu que a cada vez que ele fazia isso, o olhar penetrante de Gajeel parecia se inflamar contra o rapaz. Ela então imaginou que ele poderia estar igualmente incomodado com aquela situação.

Pensava também que não deveria se sentir culpada, já que em primeiro lugar, ele sabia que Natsu não tinha uma namorada de verdade, e em segundo lugar, quem estava realmente acompanhado de alguém era ele. Isso causava certa revolta em sua mente, mas já tinha ouvido Lucy se lamentar de que ele não dava muita bola para ela e que estava a um tempo tentando ganhar o coração do moreno sem sucesso, mas nada disso podia abrandar a ira que tomava conta de seus pensamentos.

Ao sair do restaurante, os dois casais caminhavam pelo estacionamento calmamente, banhados pela luz do luar, falavam sobre alguns passeios que tinham dado para que Lucy conhecesse melhor a cidade, já que tinha morado fora por muito tempo. Natsu puxou Levy para mais perto e a abraçou, no mesmo instante parecia como que se raios saíssem dos olhos de Gajeel na direção do amigo.

_Vocês são tão perfeitos juntos, pena que Levy seja tão quietinha, já Natsu é tão animado quanto eu, na verdade começo a imaginar que vocês não estão tão apaixonados, não os vi trocar nenhum beijo sequer... — Disse Lucy na intenção de provocar o "casal".

_B-beijar? — Perguntou Natsu sem jeito.

_Isso mesmo, é a primeira vez que vejo você acompanhado e ainda não acredito que seja real... — Insistia Lucy.

_Não precisamos provar nada, já que nossa relação é adulta. — Retrucou Levy ignorando as infantilidades da loira.

_Pare com isso Lucy, deixe os dois em paz, antes que Natsu resolva deixar a baixinha. — Respondeu Gajeel tentando não dar importância para aquele sentimento de inveja que o tomava.

As palavras de Gajeel acertaram em cheio o peito de Levy que perdeu as expressões de imediato, Natsu ao notar que ela engolia em seco aquela frase, tomou a frente da situação e não pôde deixar que ela se sentisse menosprezada...

_Por que eu a deixaria? Levy é uma boa garota, sempre está cuidando de mim e me livrando de confusões. Ela é muito especial. Se o problema começou por causa de um beijo... — Disse Natsu se voltando para o rosto de Levy e selando os lábios dela com um terno beijo, deixando-a de olhos arregalados.

No instante que viu aquilo, Gajeel rapidamente elevou a mão direita no pescoço de Natsu arrastando-o para trás. Continuou apertando e levando-o para mais longe, parecia cego, mas ao ouvir a voz do amigo, já rouca, acabou soltando e logo percebeu que estavam afastados das garotas.

_Me desculpe por isso... Não sei o que deu em mim. — Disse Gajeel assustado com o sentimento de ira que quase o levou a estrangular seu amigo.

_T-tá tudo bem... Só preciso recuperar o fôlego. — Disse Natsu ainda tossindo um pouco.

_Vamos dizer a elas que tinha esse carro que eu precisava te mostrar, pois isso foi meio esquisito. — Sugeriu o moreno ajudando o amigo a arrumar a camisa.

_Tudo bem, mas quando resolver me matar avise antes, eu até engoli meu chiclete. — Disse Natsu com a mão na garganta.

Eles voltaram para perto das meninas e fizeram como o combinado, disfarçando assim a crise de ciúmes de Gajeel. Mas Lucy ficou bem animada e revelou que tinha uma queda por brigões e que ia se esforçar ainda mais para conquistar o coração de Gajeel.

Gajeel continuava a olhar de canto de olho cada movimento de Levy, seu coração acelerava a cada vez que ela olhava para as estrelas ou mexia nos cabelos e quase ofereceu o casaco a ela quando notou que se encolhia de frio, mas Natsu como bom "namorado", o fez primeiro.

Ficaram ainda um tempo conversando no estacionamento, mas o frio noturno se intensificou e eles acabaram se despedindo, mas não sem antes prometerem que iriam todos juntos ao festival de ano novo, onde Lucy pediu que Levy fosse de yukata, já que ela não fazia isso ha um bom tempo.

Já no carro em direção a casa de Levy o silêncio reinava, o olhar de decepção estampado no pequeno rosto da garota torturava a mente de Natsu, que se imaginou voltando para casa envolvido em um pé de guerra, mas aquilo parecia bem pior do que ser espancado.

_Me desculpe. – Disse o rosado igualmente chateado.

_Foi só um beijo, eu não vou morrer por isso. – Respondeu ela olhando para a vizinhança pelo vidro do carro.

_Na verdade eu quero me desculpar por tudo, por te envolver nessas coisas sem sentido. Você nem mesmo discordou de sair no ano novo, eu imagino que não ia querer passar essa data ao lado de um idiota como eu. Se quiser, quando chegar mais perto eu posso cancelar. – Disse ele tentando consertar as coisas.

_Não se preocupe com isso, eu nunca vou a essas festas e vai ser pertinho de casa, também pode ser uma boa oportunidade pra nós “terminarmos”. – Disse ela sem nenhum interesse pelo assunto.

_Pode ser que dê certo mesmo... – Disse ele sentindo uma estranha tristeza em relação aquele assunto.

_De qualquer forma, obrigada pelo jantar. – Agradeceu ela ao perceber que eles tinham chegado a sua casa.

_Eu é que tenho que agradecer, você foi muito gentil e nem me espancou depois. – Disse ele com um sorriso frouxo.

_Não me tente, ainda está em tempo de eu te dar uns tapas. – Retrucou ela sorrindo e se despediu com um leve beijo na bochecha dele.

Natsu ficou espantado com aquela atitude de Levy, nunca tinha visto ela baixar a guarda daquela forma, mas ficou feliz que a amiga já podia sorrir antes de sair do carro. Ficou observando ela entrar pela porta e acenou quando pôde ver que ela estava dentro de casa, depois disso se foi.

Assim que pisou na sala, Levy sentiu seu estômago dar voltas, eram as tintas de Juvia, então correu até seu quarto antes que colocasse o jantar delicioso para fora. Se sentiu grata por não ter esbarrado na amiga que parecia já estar dormindo, já que a porta de seu quarto estava fechada, pois seria uma eternidade de perguntas sobre o “encontro” e ela não estava animada para falar sobre aquela noite terrível.

A pequena foi se deitar e já na cama ficou a imaginar como aquele reencontro tinha sido tão diferente do que ela sonhava, afinal passar a primeira noite na companhia de Gajeel depois de tanto tempo sem se ver e não poder nem sequer tocá-lo ou ver seu sorriso, não tinha passado de uma interminável tortura, mas tinha que descansar a mente, pois tinha recebido um memorando que no dia seguinte teriam uma reunião importante logo no início do expediente.

Não sabia mais o que fazer, já começava a pensar se não seria melhor tentar esquecer Gajeel, que parecia estar muito bem sem ela e acabar de uma vez com aquele sofrimento que se arrastava por tantos anos, mesmo estando com seu coração despedaçado, não derramou uma lágrima sequer, se sentia cansada dessa coisa de amar...

Notas finais
Vamos de música? Porque amar tá difícil... Nunmul naji anha ijen Naneun niga eobsido Honja jal sal su isseo Dasin na ttaeme himdeulji antorok Neo mam pyeonhi salge Ni gieogeseo tteona julge Namgyeojin chueokdeuri butjabado Naneun geumanhallae Geumandullae neol Tradução~ Lágrimas não vem agora Eu posso fazer o bem por mim sem você Para que você nunca Brigar por minha causa Para que você possa viver confortavelmente Vou deixar suas memórias Mesmo se as memórias restantes me agarrarem Eu quero parar Eu quero desistir de você I Won't Cry Ladies Code