Promiscuous

2 Capítulo 1 - Dançando Conforme a Música


Promiscuous

Capítulo 1

Dançando Conforme A Música

Inicialmente, tudo que sentia era confuso. Talvez fosse devido à euforia causada pela droga. Talvez, fosse por estar sentindo tanto prazer pela primeira vez.

O primeiro orgasmo veio quando Ino se prontificou a sugar seu membro, enquanto Sakura e Sasuke transavam em outro ponto da sala. Mas ouvir Sakura gemendo de prazer com o namorado, pareceu mais estimulante que todo esforço que Ino empregava na sucção do seu órgão.

Mesmo sendo virgem, não era tão inocente ao ponto de não saber nada sobre sexo. Havia visto muitas revistas, vídeos pornôs, sabia como tudo funcionava. Mas jamais imaginou uma garota “real” fazendo aquelas coisas. Achava que era um enredo muito distante do real.

Tudo se tornou ainda mais surreal quando ocorreu aquela troca: após fazê-lo gozar, Ino não pensou duas vezes em “atacar” Sasuke.

Sakura e ele ainda se recuperavam do primeiro orgasmo que tiveram quando Ino apanhou uma camisinha nova na cartela caída no chão, engatinhou nua pela sala, expondo as nádegas redondas e depois de massagear o sexo de Sasuke, suficiente para colocá-lo em riste novamente, ela pôs a camisinha nele e sentou sobre o membro. Desceu com um pouco de dificuldade, enquanto resmungava coisas como: "ai, que delícia”. Não demorou e ela estava cavalgando em desespero enquanto gritava de forma totalmente despudorada: “Ai, Sasuke. Ai, Sasuke. Ai, ai. Que delícia! Você tá muito duro. Eu vou morrer!”.

Sakura se afastou dos dois, olhando-os com uma feição de repúdio. Ela ainda vestia a roupa íntima. Apanhou uma lata de cerveja do engradado da mesinha, abriu e virou quase todo líquido em um único gole. Aproximou-se de Naruto, sentou do lado dele e ofereceu a lata, após resmungar um “vagabunda” baixinho.

Naruto apanhou a lata e bebeu. O líquido não parecia tão amargo depois das três latinhas que tomou. Os dois ficaram assistindo a outra dupla. Estranhamente, não pareciam nada estimulados.

Sakura passou a mão pelos cabelos úmidos de suor e suspirou fundo.

— E aí? — perguntou com a fala um pouco grogue, estava visivelmente bêbada. — Quer tentar fazer como eles?

Ainda havia um pouco de consciência em Naruto e ele relutou.

— Somos amigos; quase irmãos. E você tem namorado — enumerou mecanicamente.

Sakura riu debochada.

— Ah, sim. O vagabundo transando com a vagabunda no centro da sala. Aham. Claro. Tudo certo. Vamos, Naruto. Pare de ser careta. Estamos bêbados, drogados, temos onde jogar a culpa.

— Sakura...

— Eu quero — afirmou ela, antes que Naruto formasse seus argumentos.

Em seguida ela se pôs de pé. Apanhou a latinha de cerveja que havia dado a ele e tomou o restante da bebida.

Arremessou a lata vazia para trás, não fez barulho como queria, pois a queda dela foi amortecida pelo tapete felpudo. Sorriu divertida ao notar que Naruto engoliu em seco, surpreso diante de suas ações. Decidiu ousar um pouco mais e enfiou o dedo no cós da lingerie, movendo-o de um lado a outro, com a intenção clara de desfazer-se daquela única peça que a impedia de estar completamente nua.

Antes que Naruto conseguisse se recuperar do assombro daquela atitude, em um movimento lento ela abaixou a peça íntima até os calcanhares, a desenganchou dos pés e a ergueu na ponta do dedo.

Era engraçado ver a reação de Naruto. Os olhos arregalaram, o puxão de ar brusco. Parecia que ela era a mulher mais atraente do mundo. Muito diferente das reações que conseguia tirar do namorado. Girou a calcinha no dedo indicador e deixou-a escapar; voar para um ponto qualquer da sala. Repousou a mão sobre o volume formado na samba-canção que Naruto vestia e o apertou levemente.

— Vejo que está disposto. Que tal? Faremos melhor que eles — sugeriu ela, referindo-se a outra dupla que agora arfava em algum lugar atrás deles. Procurando se recuperar do ápice que haviam alcançado há pouco.

Naruto sentiu vergonha em ter que recordar a amiga sobre sua virgindade. Pois recusava-se considerar o sexo oral que recebera de Ino como sua primeira vez. E, pelo que entendera, Sakura estava propondo fazerem sexo convencional.

A boca de Sakura sobrepôs a sua mais uma vez e seu fio de raciocínio se esvaiu com todos os seus medos.

“Dane-se, Sasuke. Foi você quem causou isso”, eximiu-se da culpa e abraçou as costas dela, juntando seus corpos e intensificando o beijo.

Os olhos negros de Sasuke se fixaram no casal no sofá quando eles começaram a se beijar. Sakura estava se saindo muito melhor do que esperava, pensou.

Sakura ajudou Naruto a se livrar da camisa regata preta que vestia e em seguida da cueca. Quando ela terminou de tirar aquela última peça e viu o membro de Naruto despontar ereto, envolto de uma penugem loira, foi que se deu conta que precisava de uma camisinha.

— Ei, garota — chamou Sasuke.

Ao erguer os olhos teve que agir rápido e apanhar o objeto que foi lançado em sua direção. O próprio namorado havia arremessado para ela o preservativo, e ainda pôde ler os lábios de Sasuke gesticulando: “bom proveito, vadia”. Respondeu da mesma forma: “tenha certeza que vou, vagabundo” e ambos sorriram maliciosos.

Após colocar delicadamente a camisinha em Naruto, ela segurou o falo enrijecido dele entre seus dedos e cuidadosamente direcionou-o sobre sua entrada. Diferente de Ino, ela aproveitou cada centímetro daquela ereção ao descer por ela vagarosamente. Repetiu o movimento, subindo e descendo mais lentamente que a primeira vez. O suficiente para fazer Naruto se jogar para trás no sofá ao tentar controlar algo que ele não sabia ser capaz de sentir.

— Respire fundo — sussurrou ela, apanhando as mãos dele e colocando-a sobre seus seios. — E mova suas mãos, me estimule, ou irá gozar primeiro e eu odeio quando a coisa termina antes que eu goze.

Naruto obedeceu meio desajeitado, apertando os seios dela com uma força desmedida. Ela abafou o resmungo de dor, tentou não focar muito naquilo. A ereção firme dentro dela seria capaz de fazê-la alcança r o êxtase, bastava descer se contraindo algumas vezes. Mas primeiro, precisava deixar Sasuke arrependido daquele joguinho, por isso, passou a gemer, de forma não tão eufórica quanto Ino, mas o suficiente para ser ouvida.

Sasuke estava feliz por ter aceitado aquele compromisso que de início achou que seria uma perda de tempo. Sentiu a saliva se acumulando em sua boca com o que via e seu membro se reergueu rapidamente. Começou a massageá-lo discretamente, por cima da boxer preta, enquanto bebia a sexta ou a sétima latinha de cerveja. Não queria que Ino o visse e o atacasse novamente.

Iria assistir de camarote a perda da virgindade de Naruto. Melhor que aquilo, seria se estivesse participando.

Pensar naquela possibilidade aumentou seu tesão.

“Porra, Sakura. Faz ele gozar, faz”.

E como se ela ouvisse os pensamentos depravados do namorado, Sakura intensificou os movimentos, contraindo o membro dentro dela. Ela não conseguiu segurar por muito tempo, e o orgasmo veio intenso. Tão bom quanto as primeiras vezes com Sasuke.

Os espasmos de Sakura fizeram Naruto revirar os olhos, tentou, mas não conseguiu controlar o urro que deu quando foi atingido pelo ápice. Jogou o corpo para trás mais uma vez, se deliciando com aquela sensação tão intensa e quente. Seu coração parecia que iria atravessar o peito tão forte que batia. Quando tudo passou, foi dominado por um cansaço tão grande que deitou e apagou pelo que pensou ser alguns minutos.

Quando acordou viu Ino com um copo de bebida e mais um comprimido, justificando: “Bebe isso para se recuperar. Eu sou a próxima. Tô doida pra sentir o que a Sakura sentiu”.

Empurrou a mão dela, afastando o que era oferecido. Aquilo estava fugindo do controle. Não queria transar com mais ninguém. Estava satisfeito com sua primeira vez. Mesmo não aceitando a bebida, foi puxado por Ino para dançarem no centro da sala. Ela se pendurou em seu pescoço, parecendo bastante fora de si. A música com uma batida alta reproduzia os graves dentro da sua cabeça. Não encontrou Sakura, perguntou e ouviu que ela tinha ido tomar banho.

Estavam somente os três na sala, mas parecia dentro de um clube lotado.

Sasuke estava se movendo no ritmo da música, os olhos fechados, jogando rajadas de fumaça para o alto; o cigarro entre seus dedos.

— E aí? Está pronto para mim? — gritou a loira em seu ouvido.

— Eu...

Não teve tempo para negar, Ino o empurrou de volta para o sofá e logo estava em cima dele, inspirando seu cheiro como se fosse um felino no cio. Tocou seu tórax, deslizou as unhas sobre sua pele, foi quando um arrepio gelado percorreu sua coluna ao sentir a língua molhada da loira invadir sua orelha. Mesmo sem uma resposta sua, Ino decidiu agir sozinha. Era completamente diferente do que sentiu com Sakura. Pensou no que estava fazendo ali e porquê havia aceitado participar daquilo.

Enquanto isso, Ino continuava empenhada em “despertá-lo”, ela havia enfiado uma das mãos por dentro da sua samba-canção e passou a massagear seu pênis. Lembrou-se do prazer que sentiu com Sakura, do cheiro dela, do gosto da sua boca, acabou ficando duro novamente, para alegria de Ino.

— Vejam só quem está de pé e pronto para brincar com a Ino.

“Se ela soubesse...”, pensou Naruto. “Mas eu aceitei participar de tudo isso. E é como dizem: temos que dançar conforme a música. Vamos terminar logo com isso”, concluiu e ergueu o rosto de Ino ao segurá-lo pelo queixo e a beijou.

Ino, que não era muito de perder tempo com beijos, achou estranha aquela sensação. Mas os lábios de Naruto eram macios e quentes e deixou-se envolver pelo ritmo dele. Abriu os lábios permitindo a língua do loiro entrar na sua boca e ao tê-la dentro dela, prendeu-a e a sugou com o intento de deixar aquele momento mais sexual.

A loira poderia dizer que gostava tanto de sexo, que havia esquecido como era boa a sensação do beijo.

Sasuke parou de dançar e sentou para assistir a pegação entre o casal de loiros. Sentia-se tonto, mas lúcido. Como era acostumado a beber, havia se tornado resistente a bebida e precisava de muita para derrubá-lo.

Começou a enumerar o resultado daquela noite. Para iniciar: participou de uma masturbação em trio com a namorada e a amiga. Depois transou com cada uma delas individualmente. Faltava somente uma única transa para finalizar a noite. E era para essa transa que estava guardando todo o tesão que estava sentindo desde que viu Sakura tirando a virgindade de Naruto. Apagou a bituca de cigarro na latinha que tinha em mãos e a deixou do lado do seu sofá, no chão.

Voltou a prestar atenção nos dois em sua frente. Ino havia acabado de deitar no chão e Naruto se encaixava entre as pernas dela. Sasuke decidiu trocar de sofá. Escolheu o que o deixava com a visão das costas de Naruto e dos movimentos que ele fazia. Passou a língua nos lábios ao ver a bunda dele se contraindo com os movimentos intuitivos e meio desajeitados que fazia para se mover para dentro e para fora de Ino.

Não queria ficar de espectador desta vez. Levantou-se, pegou a carteira na estante da sala, apanhou um preservativo e um tipo de sachê que continha lubrificante. Abriu o pacotinho com os dentes, colocou a camisinha e derramou o conteúdo sobre o preservativo, deixando-o bem úmido.

Aproximou-se da dupla com cuidado. Ino gemia de forma escandalosa. Tocou as costas de Naruto que ao sentir aquele toque inusitado sobressaltou. Logo sentiu o rosto de Sasuke encaixar-se na curva do seu pescoço.

— Que merda você está fazendo, Sasuke?

— Não aguento mais ficar olhando. Não seja egoísta.

— Sasuke, seu gostoso! — gritou Ino ao vê-lo. Interrompendo a conversa entre eles. — Vem, me beija. Me beija. Rápido! Estou quase gozando.

— Puta merda, Sasuke. Espere eu terminar.

Sasuke sorriu e encostou nas costas de Naruto, para alcançar a boca de Ino, ao mesmo tempo que impunha mais peso nos movimentos com Ino.

Naruto sentiu um ouriçado estranho no pescoço ao ter Sasuke respirando em sua nuca. Sentiu o pênis dele roçando suas nádegas. Era certo que havia aceitado fazer parte de um jogo pervertido. Mas de forma alguma imaginou que aquilo tomaria aquela proporção.

Seu raciocínio foi interrompido pelos gritos de orgasmo de Ino. Provavelmente o resultado do peso e do movimento dos dois juntos sobre ela. Naruto sentiu as paredes dela se contraindo, assim como as pernas que se ergueram em riste ao lado dele, mas acabou rápido e antes que Naruto tivesse tempo de gozar, ela reclamou que estava sendo esmagada e pediu para sair daquela posição.

Viu quando Ino piscou para Sasuke e em seguida, o rapaz moreno segurou Naruto e o puxou para trás, quase o sentando em seu colo, então ela saiu de cena, deixando para Sasuke cuidar da ereção do loiro.

Quando Naruto sentiu o toque de Sasuke em seu pênis sobressaltou e tentou sair, mas foi preso pelos braços do amigo que sussurrou em seu ouvido.

— Só relaxa, Naruto.

— Uma porra que vou relaxar. Para com isso, Sasuke. Me solta.

— Tá parecendo uma putinha pior com a Ino gritando desse jeito — continuou Sasuke o masturbando, usando a outra mão para acariciar os mamilos dele.

— Olha para ela — pediu Sasuke. Naruto encarou Ino que estava mordendo o lábio inferior. — Assim como nós caras, garotas amam ver dois caras se pegando. Vamos satisfazer o desejo dela.

— Não.

— Ah, Naruto. Larga de ser a mocinha virgem da história. Você já fodeu duas gostosas hoje. Essa brincadeira vai ficar só entre a gente.

— De jeito nenhum vou deixar você me enrrabar, Sasuke. Saia!

Sasuke revirou os olhos e o soltou. Naruto tentou, mas não conseguiu se levantar e tudo girou, estava muito tonto, sentiu sede, o corpo quente. Deitou de bruços.

— Que bom que mudou de ideia.

— Mas... eu não...

Não conseguiu responder, seu corpo estava pesado e tudo a sua volta girava desconexo. Sua boca estava mole. Só queria dormir. Sentiu quando Sasuke o posicionou e derramou algo viscoso e gelado entre suas nádegas e quando ele passou a roçar sua entrada com o que parecia ser os dedos. Suas pernas pareciam pesar uma tonelada. Mas ouviu quando ele sussurrou em seu ouvido que iria “pôr só a cabecinha”. Não conseguiu sentir dor, apenas um grande incômodo quando teve certeza que estava sendo penetrado. Sentiu então as estocadas, a respiração pesada de Sasuke. Fechou seus dedos nos pelos do carpete quando os movimentos se tornaram rápidos. Estava sendo atingido em algum ponto que estava provocando uma sensação estranha de prazer. Quis gritar para que aquilo não viesse, mas foi ficando cada vez mais forte e mais intenso. Quando se deu conta aquela louca sensação explodiu, fazendo seu interior todo entrar em espasmos. Contradizendo todas suas negativas.

Abafou o grito de prazer ao morder o punho e em seguida sentiu que Sasuke também gozava, ofegante, quase asmático, em suas costas.

— Porra! — gritou ele extasiado. — Que foda!

Mas tudo se enuviou com a pergunta que surgiu no ar em seguida.

— O que está acontecendo aqui?

— Ah, amiga. Você acabou de perder a performance desses...

Mas Ino não teve tempo de terminar. Naruto levantou, colocou a samba-canção, apanhou a camisa e a bermuda no sofá e seguiu em direção da saída.

— Naruto? — chamou Sakura ao ver que ele parecia esconder o rosto. — Espera, Naruto. Onde...

— Não, Sakura-chan. Eu só quero sair daqui — gritou ele esfregando o braço no rosto. — Não venha atrás de mim.

— Mas...

Ele saiu batendo a porta, com as sandálias nas mãos. Todos os três ficaram sem reação, principalmente Sasuke.

— Merda! — o moreno esturrou, levando as mãos na cabeça.

— “Merda” digo eu, Sasuke! Eu não sei o que aconteceu aqui, mas com certeza passou de todos os limites! — gritou ela dando um tapa no ombro dele.

— Cale a boca — sussurrou ele.

— O quê?!

— Cale a boca! — gritou e saiu em busca das suas roupas. Ao encontrá-las, vestiu-se desajeitado, e seguiu para a porta. — Eu vou atrás dele.

— Eu vou junto! — Sakura se propôs.

— De jeito nenhum. Eu cuido disso.

…

Eram quase cinco da manhã. Sasuke havia passado na casa de Naruto para apanhá-lo de carro. Sakura e Naruto não tinham permissão para dirigir, então sabia que o amigo estava indo para casa a pé e por isso seria fácil de alcançá-lo de carro. Moravam em um bairro de luxo chamado Denenchofu, localizado a poucos quilômetros do centro de Tóquio. Nele moravam pessoas de alto poder aquisitivo e influentes, como políticos, artistas e grandes empresários.

Entrou na frente da casa de Naruto a tempo de vê-lo chegando na porta, saiu correndo do carro e o alcançou a tempo de entrar. Na verdade, Naruto batia as mãos nos bolsos da bermuda atrás de seus pertences. Certamente ele havia esquecido tudo na casa de Ino, inclusive as chaves da casa.

— Saia, Sasuke — pediu, sem olhar para ele.

— Não vou a lugar nenhum antes de conversarmos.

— Não temos o que conversar. Eu só quero dormir. Então, vai embora.

— Me perdoa, Naruto? Não era assim que eu queria que acontecesse.

— Não era assim?! Quer dizer que você estava planejando fazer essa merda comigo há mais tempo?

— Não, Naruto.

— Você acabou de dizer. Olha, faz o seguinte: esquece que existo.

— Nunca! Naruto eu...

— Cale a boca! Eu não quero ouvir mais nada.

— Naruto, eu amo você!

Naruto arregalou os olhos e encarou o outro com espanto. Sasuke estava sério. As mãos trêmulas. Toda a adrenalina daquele instante pareceu evaporar o efeito do álcool e das drogas que ingeriu.

Entretanto, a luz da frente da casa se acendeu e um tranco destravou a porta. O mordomo da casa de Naruto surgiu com o mesmo ar aterrorizante que ele tinha no normal.

Os dois jovens tentaram disfarçar o constrangimento.

— Naruto-sama, o que está havendo? O senhor não iria passar a noite estudando na casa do seu amigo? Seu pai está no banho, essa movimentação atípica a essa hora da manhã irá chamar atenção dele.

Naruto se direcionou para a porta com a intenção de entrar.

— E o senhor Uchiha? — o mordomo quis saber.

— Ele está indo embora — resmungou Naruto ao entrar

— Naruto? — Sasuke ainda tentou chamá-lo, mas o mordomo o encarou com um ar feroz.

— O senhor quer mesmo chamar atenção do Minato-sama?

Sasuke engoliu em seco. O mordomo sabia da resposta. Era óbvio que não queria chamar atenção do pai de Naruto, ainda mais depois de tudo que tinha acontecido.

— Nos vemos na faculdade — despediu-se.

Naruto não teve resposta do amigo.

— Passar bem, Uchiha-sama.

— Você também, Yamato.

O mordomo manteve seu semblante impassível e retornou para dentro da mansão.

Continua...