Promiscuous
10 "Verdade ou Consequência"
Notas iniciais
~ Capítulo não betado :v
– Agora me explica, por que você é que você estava se contorcendo sem parar nessa banheira e gritando “Oh Dean”, o tempo todo?
A olhei perplexa, sem realmente ouvi-la. Aquilo tudo foi só um sonho, não é possível. Se ele já causa isso em mim em um sonho, imagina... Eu estou loucamente ferrada por esse homem.
– Eu estava...quero dizer, aquilo foi um... – comecei dizer sem conseguir formar uma única frase. – Ai, droga.
– Da pra falar logo Lisa? Não tenho o dia todo.
Tudo bem que Anne era minha melhor amiga mas ter que admitir que eu estava loucamente ferrada de desejo por Dean — e nas horas vagas meu chefe – era vergonhoso demais. Contar que eu tive um orgasmo dormindo então... já me sentia um pimentão só de pensar.
– Você teve algum sonho erótico? – perguntou com uma voz de tédio o que me fez a olhar incrédula. – Não adianta me olhar assim. Lá do corredor eu estava ouvindo seus gemidos e quando eu cheguei aqui você estava se contorcendo que nem uma... É melhor deixar pra lá. E agora, você esta toda boba olhando pro nada e corando. De longe eu chutaria que você teve um orgasmo.
– Anne, por acaso você ler mentes? – falei, escorregando pela banheira tampando mais o meu corpo nas espumas que já estavam se desfazendo.
– Então você teve mesmo um orgasmo? Me conta. Foi com o lindo gato dos olhos misteriosos e do sorriso sexy que mais lembra o vampiro mal daquela série de vampiros e que você conhece pelo o nome de Matt ou foi pelo o Sr. Delícia?
– Sr. Delícia. – senti-me corar de novo e Anne sorriu.
– Eu já sabia, você não parava de gritar pelo Dean. Vai ser muita sorte ele não ter escutado do andar de cima. Esse cara deve ser bom mesmo.
– Anne!
– Tudo bem, já parei. Agora sai logo dessa água que os meninos já devem estar chegando.
– Meninos? – perguntei confusa.
– Encontrei com Matt e Collin no supermercado e eles viram as cervejas... Estavam comprando algumas também... Por que não juntar todo mundo e beber juntos?
– MATT ESTA VINDO PRA CÁ? – exasperei, levantando da banheira e me enrolando na toalha.
– Não...Matt e Collin estão vindo pra cá. É hoje que eu agarro aquele pedaço de mal caminho e você vai me ajudar.
– Ainda nessa Anne? Pensei que já tinha conseguido...
– E eu teria se não tivesse perdido minha última oportunidade com ele, te salvando de uma rapidinha enquanto estava bêbada. — falou com um certo arrependimento e senti meu rosto corado.
– Tudo bem, eu te ajudo com ele. Isso só por que eu me sinto um tanto culpada. — suspirei e vi os olhos de Anne brilharem.
– Obrigada Lisa, e não reclama. De quebra você ainda consegue pegar o Matt. — falou Anne enquanto me observava ligar o secador e começar a secar os cabelos em frente ao espelho do banheiro.
– Matt? Acho que não seria uma boa. — suspirei.
– E por que não? Você é doida pelo o cara desde que se entende por gente. Não que vaca seja o melhor exemplo de pessoa mas... Por que não o Matt? – revirei os olhos ignorando sua tentativa de fazer piada.
– Por que não foi ele que me encheu de expectativas da melhor foda da minha vida quando me tocou e minutos depois dormiu em cima de mim. Não foi com ele que eu tive um dos melhores orgasmos da minha vida, dormindo. Anne, não é "Matt" que eu quero gritar de prazer a noite inteira e sim o nome do viado do meu chefe. — desatei.
– O seu chefe tem um viado? — perguntou Anne, franzindo o cenho.
– ANNE!
– Tudo bem, relaxa. De certa forma você já gritou o nome do seu "chefe" loucamente hoje.
– Dormindo não vale, você não entende? Eu acho que estou...
– Apaixonada pelo o Dean? — completou a frase, fazendo-me dar um pulo.
– NÃO! POR DEUS, NÃO. Eu não estou apaixonada. Só ia falar que estava com...
– Tesão pelo Dean?
– Anne, seja mais discreta.
– Não tem como ser discreta nessas coisas Lisa. Ou você quer ser fodida pelo cara, ou não.
– É eu quero dormir com ele. — fiz careta.
– Confessar já é um bom começo. Agora termina de se arrumar e desse, os meninos não vão demorar.
– Tudo bem, Srta. Experiente em tudo que se relaciona a sexo.
– Lisa querida, eu te ensinei a beijar. Fazer você confessar que quer dormir com um cara é o mínimo que posso fazer.
– Você não me ensinou...
– Ensinei sim, não adianta mentir. Até sua mãe sabe disso.
– Isso por que ela abriu a porta do meu quarto quando você me agarrou.
– Eu te agarrei por que você estava toda fresca: "Não Anne, isso é nojento". — disse, fazendo uma voz mais fina.
– Anne, a gente tinha 13 anos.
– E ai? Hoje tem meninas de 13 anos por ai que fazem coisas piores uma com a outra. Piores só no modo de falar.
– Eu já te falei pra me avisar com antecedência quando for ligar seu modo lésbico.
– A questão é que poderíamos ter aproveitado mais nossa adolescência fazendo experiência uma com a outra.
– A questão é que é melhor você descer por que não quero ser agarrada por você de novo.
– Não tem perigo, não com esse cabelo. — riu e saiu do banheiro, passando pelo o meu quarto e indo pro corredor.
Olhei-me no espelho, me empolguei tanto conversando que mal percebi o que estava fazendo com meu cabelo, que agora estava todo seco e... armado. Muito armado. Suspirei fundo, passei um reparador de pontas neles e o prendi em um rabo de cavalo alto. Terminei de me secar e fui pro closet. Acabei me vestindo com uma calça skinny preta, uma blusa branca e um all star da mesma cor.
Encarei-me no espelho, faltava algo... voltei para o closet mais uma vez e encontrei uma jaqueta de couro vermelha. Perfeito. Passei um rímel e um gloss. Estava pronta. Como diria Anne, eu estava "Sexy sem ser vulgar".
Desci e encontrei Anne esparramada no meu sofá, com os pés na mesinha de centro, uma Heineken em das mãos e na outra uma travessinha com alguns petiscos. Não deu tempo nem de abrir a boca pra reclamar e a campainha tocou.
– LISAA! — gritou Anne sem nem mexer, provavelmente pensando que eu ainda estava lá em cima.
– Não precisa gritar, eu atendo. — Falei e ela inclinou a cabeça pra trás do encosto do sofá me encarando.
– Nossa, que gata.
– Obrigada, agora tira os pés da minha mesinha. — reclamei.
– Sim senhora. — colocou a mão na testa como se fosse uma ordem de algum general. Revirei os olhos e fui em direção à porta.
Suspirei fundo antes de abri-la e dar de cara com um par de olhos azuis, ou seriam verdes? Examinou-me de cima em baixo e sorriu de lado, aquele sorriso de lado.
– Hey, Lisa. – cumprimentou-me Matt.
– Érr... Oi. — não gagueja Lisa, não agora. — Por favor, entre.
Dei passagem pela porta, ele assentiu e entrou. Logo atrás dele avistei Collin com uma sacola — provavelmente as cervejas, — me deu um beijo na bochecha e entrou. Collin era o tipo de cara que conseguiria ser meu melhor amigo fácil e se quisesse, faria minha amiga feliz.
– Fiquem a vontade... — falei.
– Esta linda, Lisa. — Matt disse, pegando minha mão e me rodando. Como sempre fazia... E pra não quebrar o costume, corei.
– Obrigada. — consegui falar quando ele me soltou e eu me apoiei em seu ombro, evitando cair devido à tontura.
– Nem começamos é já esta tonta? — escutei a voz de Anne.
Logo em seguida ela me afastou de Matt para cumprimenta-lo e depois foi ao Collin, demorando mais que o necessário.
– Bem, o que estão pensando em fazer? — perguntou Collin.
– Que tal um joguinho básico? Só pra começar a noite. — sugeriu Anne.
– Jogo? — perguntei
– Verdade ou Consequência... — começou Matt.
– ISSO! — Anne se entusiasmou.
– Isso não é infantil demais? — perguntei.
– Só se você quiser. — debochou Matt.
– Regras? — perguntou Collin.
– Hmm... — começou Anne — Tem sempre que alternar entre escolher verdade ou consequência.
– E se a pessoa que você propôs o desafio não o fizer você tem que fazer, caso o contrário... Acontecera algo com o desafiado.
– Estou confusa. — falei.
– Quanto tempo você não brinca disso Lisa? — perguntou Anne.
– Muito tempo.
– É simples Lisa. — começou Matt — Por exemplo, se eu te desafiar a fazer algo e você não fizer, eu tenho que fazer. Se eu conseguir, você terá que fazer alguma coisa pra pagar por isso.
– Fazer o que, por exemplo? — perguntou Collin.
– Raspar o cabelo no zero? — perguntou Anne.
– Isso é maldade demais. — reclamei.
– Você reclama demais Lisa. — disse Matt.
– Tudo bem então, e se fosse pra você depilar as partes íntimas então?
– Fácil... — começou Matt.
– Com cera quente. — completou Anne.
– Cera quente já é sacanagem. — Matt.
– E melhor, o perdedor será depilado pelo vencedor do desafio. — continuou Anne.
– Mas e se o vencedor for uma de vocês duas? — começou Collin um tanto envergonhado. — Quero dizer... Vocês vão ver... sabe...
– Collin querido, ai que a brincadeira vai ficar boa. — Anne deu uma piscadela, o fazendo corar.
– Tudo bem, vocês podem depilar com quem quiser, ou aonde quiser se... — comecei — A gente não precisar rapar todo o cabelo, só uma parte. Uma das laterais ou sei lá.
– Mas ainda vai ter que ser com cera quente. — confirmou Anne, Matt revirou os olhos mas finalmente cedeu.
– Fechado, vamos logo começar com isso. — confirmou ele.
[...]
Estávamos todos sentados no chão da sala, com uma garrafa de Heineken recém esvaziada por Anne, em volta da minha mesinha de centro.
– Quem começa? — perguntou Collin.
– Você. — sorriu Anne.
Ele assentiu e girou a garrafa. Rodou, rodou e começou a parar... A boca da garrafa parou em Matt, mostrando que ele perguntaria e o fundo dela... Droga!
– Matt e Lisa, um ótimo começo. — debochou Anne.
– Verdade ou Consequência? — Matt me perguntou.
Tudo bem, eu estava me borrando de medo de pedir consequência mas se pedisse verdade eu iria escutar os deboches dele e...
– Consequência. — respondi em um impulso que saiu não sei de onde. Me arrependi assim que vi os olhos maliciosos de Matt.
– Muito bem. — sorriu — Sua consequência será... Dar uma volta inteira no prédio pelo elevador...
– Sério isso? — debochei e o sorriso em seus lábios aumentou ainda mais.
- Dar uma volta inteira no prédio pelo elevador... só de calcinha e sutiã. — completou ele.
– COMO É?
Só esperto que ninguém testemunhe isso. Melhor dizendo, eu realmente espero que Dean não veja isso. Mas se intuição feminina realmente existe... Eu estou perdida.
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