Promiscuous
3 "Conversas"
Notas iniciais
Um cheiro bom invadiu o ambiente, me fazendo acordar. Abri os olhos lentamente sentindo uma dor aguda na cabeça, a claridade atingiu meus olhos me fazendo fecha-los. Os abri de novo e encarei uma boca sorridente, bem a minha frente. Anne.
– Oi — cantarolou ela — Vamos acordar? Já está atrasada. — olhei o despertador e revirei os olhos.
– Anne, agora que são seis e meia da manhã.
– Já está atrasada para me contar o que aconteceu ontem a noite.
– Pelo menos, me deixa beber um remédio, minha cabeça vai explodir.
– Já pensei nisso, tem tudo o que você precisa aqui. — apontou para a bandeja, da onde vinha o cheiro bom — Torradas, remédio para os diversos sintomas que a ressaca causa, café bem forte, geleia...
– Entendi, tem chuveiro aí também? A única coisa que eu preciso depois do remédio é isso.
– Hm, infelizmente chuveiro está em falta. — fingiu procurar na bandeja me fazendo rir. Peguei um copo de água e o remédio e o tomei. Levantei-me e caminhei até o banheiro.
– Daqui a pouco eu desço e te conto tudo.
– Mas...
– Daqui a pouco, Anne. — repeti, ela bufou e saiu do quarto com a bandeja.
Tomei um banho relaxante. Penteei meus cabelos ainda molhados e fui ate o closet. Escolhi uma regata branca simples, uma calça jeans e uma jaqueta de couro preta, por ultimo um all star branco. Peguei minha bolsa, joguei alguns materiais nela e desci para cozinha, onde Anne estava sentada na mesa comendo ansiosa. Juntei-me a ela.
– Tudo bem bonitona. — começou, largou a torrada que estava comendo e me encarou, apoiando seu queixo em sua mão cruzada. — Agora me conta tudo, desde aonde eu tirei você chapada da festa ate você indo ao apartamento de cima fazer sei lá o que.
– Como assim você me tirou da festa chapada?
– Ih, o que você lembra?
– Me lembro de que acordei com alguns gemidos para variar e então eu fui lá em cima. E adivinha quem abriu a porta?
– Um cara muito sexy.
– Pelo contrário, quem abriu foi a vadia da Cece.
– Cece? Cece Moroe?
– Ela mesma. Lembro também que ela tentou tirar satisfação comigo mas eu vomitei no pé dela… lembrando bem da cena é ate engraçado.
– VOCÊ O QUE? — gritou antes de cair em gargalhadas. — Lisa, definitivamente eu sou sua fã.
– Ah, tinha um cara também... — ela se endireitou na hora e se virou curiosa para mim.
– Como ele era? Alto, magro...
– Gostoso! E ainda apareceu só de cueca.
– Caramba, mas e aí?
– Nada de mais. — dei de ombros — Ele falou que gostou de mim, e disse outra coisa quando eu falei que era um prazer conhece-lo. — tentei me lembrar enquanto Anne ficava inquieta na cadeira. — Ah, nas palavras dele: “O prazer ainda vai ser nosso." — fiz aspas.
– AI MEU DEUS! Como você consegue? Me ensina.
– Qualquer dia desses. — mandei uma piscadela pra ela, brincando — Agora, que história é essa de você me tirar bêbada da festa?
– Você e o Matt estavam na maior pegação. Ele já estava te levando para algum lugar reservado quando eu cheguei e te "tomei" dele.
– Caramba, se bem que deitar com o Matt não deve ser nada mal...
– Lisa, — estalou os dedos na minha cara — acorda. Você estava bêbada. Não é por que você não é mais virgem que tem que sair por aí, dando pra quem quiser.
– Tem razão...
– Eu sempre tenho. — sorriu convencida.
– Até por que, seria um desperdiço se deitar com ele bêbada. Eu não ia nem me lembrar de nada.
– Lisa. — me deu um tapa de leve no ombro. — E o seu trabalho, terminou ele? — falou e eu quase cuspi o café que estava prestes a beber.
– AI MEU DEUS O TRABALHO, me esqueci disso. Anne, eu tenho que ir. Te encontro lá. — sai da mesa correndo deixando-a de boca aberta.
– Mas e o aparta…
– Tranque ele quando for sair. — mandei um beijo no ar e sai do apartamento.
– Bom dia Lisa, — falou Billy quando passei por ele com pressa.
– Bom dia. — respondi na pressa.
Corri pelas ruas de NY, peguei o primeiro táxi que vi ate a escola. Paguei o motorista antes de sair, e corri faculdade à dentro. Pedi desculpas para as pessoas que eu esbarrava e quando finalmente cheguei à porta que me interessava alguém a abriu primeiro me fazendo ir ao chão.
– Me desculpe, eu não te vi. — falou um homem, esticou sua mão e eu a peguei, me levantando.
– Sem problemas, se puder me dar licença. Estou com um pouco de pressa.
– Ou, ou. Eu te conheço, Lisa, certo? — falou e eu levantei o rosto para encara-lo.
– Sim, você é?
– Dean. — meu queixo caiu.
– Éh, putz. — senti que estava corada. — Eu lamento por ontem, eu estava bêbada e…
– Deu pra perceber.
– A gente pode conversar depois? Estou meio atrasada agora. Tudo bem então, ate mais. — disparei e entrei para a sala sem esperar por uma resposta. — Com licença, aonde eu encontro a Sra. Beatrice Mcclain? — perguntei para um dos professores que estavam ali. Ele apontou o dedo para o canto da sala e eu logo a avistei, indo ate lá.
Beatrice Mcclain era a professora responsável pelo santo trabalho capaz de conseguir um estágio, ou seja, nosso futuro.
– Pois não Srta. Cooper? — perguntou ela assim que me viu.
– Eu queria conversar sobre o trabalho... — seus olhos se levantaram do que estava lendo, ela ajeitou os óculos e me encarou.
– O trabalho que suponho que a senhorita fez.
– É mais ou menos, aconteceram alguns imprevistos e eu estou justamente aqui para isso. Será que não tem jeito da senhora aumentar um pouquinho o prazo de entrega?
– Sinto muito Lisa, mas data é data e eu sou muito rígida com isso. Se me da licença, tenho outras coisas para fazer. — apontou para o papel em sua mão.
– Toda. — falei calma, ou pelo menos tentei. Virei-me e andei até a porta, que foi aberta por mim com uma força desnecessária. — Sou muito rígida com datas. — a remendei.
– Falando sozinha? — disse o dono da voz de alguns minutos anteriores. Pensando bem, o mesmo dono da voz que gemeu a noite inteira me impedindo de fazer o trabalho, que tirou a oportunidade de um estágio e… ARG! Virei-me com raiva para ele.
– Satisfeito agora? — andei em sua direção. — Perdi a chance de um estágio por culpa dos seus gemidos. E o que você vai fazer com isso? Nada pelo visto. O que você tá fazendo ainda aqui? A vadia da Cece deve está por aí, quer dizer, uma das suas vadias não é? — disparei, atraindo um monte de olhares pra mim. Principalmente da Cece, e da Anne que pelo visto, tinha acabado de chegar.
– O que você disse Cooper? — disse Cece, andando em minha direção.
– Além de vadia é surda? Poupe-me Cece. Vai dar pra ele que você ganha mais. — me virei para ir embora, mas o puxão que ela deu em meu cabelo me fez voltar e me virar pra ela de novo. Fechei os olhos e respirei fundo, mordendo os lábios tentando me acalmar.
Nessa altura os alunos da faculdade já gritavam, parecia mais um cenário de brigas de escolas. Na verdade, estava idêntico.
– Você vai ou não vai repetir o que acabou de dizer? — perguntou.
Com a minha mão direita eu apertei seu braço que estava estendido puxando meus cabelos. Depois de feito, abri minha mão lentamente e a fechei novo, socando seu nariz. Todos gritaram a favor, Cece colocou a mão em seu nariz por reflexo e gemeu de dor. Ela se levantou de repente e me acertou um tapa na cara, voei pra cima dela, mas antes de eu tentar fazer algo, me seguraram por trás. Debati-me, mas juntou outros garotos e me seguraram, enquanto outros seguravam Cece de lá.
– Lisa, vai para casa. Eu te dou uma carona. — falou Dean.
– Não, me larga. — consegui me soltar. — A única coisa que eu quero de você é silêncio. — virei para ele, o encarando. — Se você fizer isso o resto eu dou um jeito. — soltei meu braço que ainda estava sendo segurado por ele e me virei para ir embora. — Você teve muita sorte. — falei pra Cece antes de sair e deixar gritos ao meu favor para trás.
Caminhei com força ate o meu apartamento. Assim que cheguei me joguei no sofá e fechei os olhos tentando me acalmar. O que eu estava fazendo? Eu bati na menina por um cara que eu nem conheço, um estágio estúpido.
– Se bem que a cena do nariz dela sangrando foi demais. - pensei e balancei a cabeça.
Só me dei conta que estava dormindo, quando ouvi um barulho chato ao fundo, chato e constante. Abri os olhos, eu ainda estava no sofá e o som era a campainha tocando. Levantei ainda sonolenta e caminhei ate a porta, abrindo-a.
– O que faz aqui? — perguntei ao ver Dean, do outro lado.
– Vim te fazer uma proposta. Posso entrar? — perguntou malicioso.
Notas finais
Mas então gatas, o que estão achando? Eu espero que vocês estejam gostando, por que eu me diverto muito escrevendo cada capítulo dessa fanfic *--* E enquanto a demora, eu estava com um bloqueio criativo bem feio, pra quem segue minhas outras fics percebeu minha demora para att elas. Enfim, nesse feriado eu fui pra fazenda e a inspiração voltou O/ UHU! Tô super animada, então, vamos COMENTAR, RECOMENDAR E CRITICAR PRA MIM POSTAR LOGO, OOK? Beeijos da Ceci e ate mais :*
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N/B: MDS Essa briga, fico tipo muito Cara, você devia ter colocado pelo menos mais uns dois socos U.U E COMO PODE ACABAR UM CAPÍTULO ASSIM? ISSO NÃO SE FAZ.
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