Projeto Genoma

19 (Ômega)-Capítulo 18- Caça e Caçador


Notas iniciais
bem galera cap 18 adiantado, eeeeeeeeeeeeee espero que gostem boa leitura.

Passaram-se dois dias desde que o Psi nos encontrou, foram dois dias calmos eu e Lyrian viajando a pé. Devo dizer que de certa forma me divertir enquanto viajava com ela, passávamos o dia conversando enquanto caminhávamos em direção à próxima cidade, sempre alguma historia sobre as proezas de ladra que ela fizera antes de me conhecer. Durante as noites enquanto acampávamos, ela me fazia contar historias da Terra do passado.

-Então naquela época os humanos gostavam de sonhar com... isso? –Disse ela incrédula me fitando depois de ter lhe contado sobre os filmes e livros de ficção cientifica e fantasia.

-Bem não exatamente isso. –disse sorrindo. –Mas sempre gostaram de historias que para vocês hoje é realidade.

-Os humanos da sua época eram
realmente estranhos...

Ficamos em silencio Lyrian se apoiou nas mãos e
ficou olhando para o céu enquanto eu cuidava da fogueira, passado alguns segundos ela soltou um gritinho.

-Que foi? –perguntei olhando preocupado para todos os lados.

-O céu tá brilhando...

Olhei para o alto então vi que o nevoeiro que cobria o céu desse deserto estava se dissipando, estávamos numa região diferente havia um pouco de vegetação o que me fez entender que logo sairíamos desse deserto.

-Lyrian, o céu na cidade Cravo do Deserto sempre foi nublado? –Ela me olhou com curiosidade, bem é provável que lá sempre foi desse jeito, então para ela um céu nublado e um céu normal. –Digo o céu que você sempre viu, sempre foi escuro e cheio dessas nuvens?

Ela acenou com a cabeça. Bem eu já suspeitava
desde que entrei nessa região o tempo nunca abria e o clima sempre era o mesmo, e acredite nem todos tem permissão de sair de suas cidades é perigoso tanto para quem se arrisca quanto para a cidade.

-Lyrian o céu normal é assim aberto e claro, sem nuvens e cheio desses pontinhos brilhantes. Falei encarando-a, enquanto fazia um rosto curioso de uma criança empolgada para aprender mais.
–Esses pontos são chamados estrelas, você as verá bastante a parti de hoje.

Ela sorriu enquanto continuava encarar o céu que se abria um pouco para essa noite tranquila que estávamos tendo...

Bem foi assim que pensei...

Após um tempo conversando Lyrian disse estar com sono, falei para ela dormi que eu vigiava sem problema, afinal meu sono é leve então posso dormir tranquilamente e tomar conta do nosso “acampamento” ao mesmo tempo. Ela tirou o saco de dormi e uma coberta dela foi para o outro lado da fogueira, após alguns passos ela esticou o saco e se acomodou ali mesmo. Fiquei um tempo observando ela cair no sono, depois encarei o céu enquanto eu pensava em tudo que aconteceu desde que sai do laboratório.

Só foi eu adormecer para que toda paz que
tivemos nesses dois dias fosse jogada pela janela. Escutei um grito distante, pelo o tom e timbre pertencia a uma humana, acordei na hora, mas só abri os olhos e girei a cabeça na direção do grito, ainda estava longe para Lyrian poder escutar, a principio resolvi ignorar. Não sou herói, nunca tive intuito de ser um, mas quando ouvi pela terceira vez me peguei observando a Lyrian e imaginado se fosse ela gritando por socorro, cercada por monstros sem poder fazer nada.

Esse pensamento apertou meu coração, então quando ela gritou uma quarta vez, mais próximo, me pus de pé peguei minha espada e dei uma olhada em volta, não havia sinal de nada perigoso a pelo menos há 1 quilometro de distancia, então na direção do grito com o vento as minhas costas corri o mais rápido que podia.

Em poucos minutos cheguei a uma distancia de poucos metros de uma garota provavelmente da mesma idade da Lyrian anos fugindo desesperada de um bestial (bestiais são monstros com base em um animal, é só você imagina por exemplo seu cachorro ficando do seu tamanho andando nas patas traseiras presas alongadas, chifres e espinhos no lugar de pelo. Eles foram os primeiros “monstros” a aparecer na terra depois da catástrofe de 2012.) Esse bestial provavelmente era o descendente dos bovinos, tipo imagina o minotauro, agora imagina ele mais feio, mais peludo, com mais 2 pares de chifres e presas afiadas iguais de grandes felinos, imaginou? Meus parabéns você conseguiu visualizar 1/10 da verdadeira bizarrice que esse bicho feio era.

O bicho corria atrás dela, com ódio no coração e a garota tentava fugir o mais rápido que podia, percebi que estava ferida, ela não ira durar muito. Em uma fração de segundos meu antigo eu estava falando para voltarmos, que aquilo não era problema meu, mas minha escrota imaginação me fez pular sem pensar duas vezes na direção do monstrengo, por um breve instante pode visualizar Lyrian correndo desse bicho, aquela garota ser a Lyrian...

Grande erro, grande mesmo e logo vocês entenderam o porquê.

O meu salto me colocou entre ela o chifrudo no exato momento em que ela caiu e se encolheu no chão esperando a mão gigante do touro agarra-la, coisa que não aconteceu. Por sorte o bicho era burro feito porta, só tive que firmar a base e estender a minha espada de encontro com a palma da mão do bichão. Nem força precisei fazer, ele já estava fazendo, minha espada atravessou sua mão o fazendo recuar de dor.

Ele me encarou, começou a grunhir e dar murros no chão. Partiu para investida com as duas mãos esticadas, desviar seria fácil, mas tinha o problema da “donzela em perigo” que estava tremendo de medo no chão atrás de mim... Então fiz a coisa mais idiota que já fiz, novamente firmei o corpo no chão segurei a espada com as duas mãos tinha que ser mais rápido que ele. Pulei antecipando nosso encontro e com um movimento rápido ataquei com tudo sua testa com minha espada, mas nada adiantou ele tinha a pele muito dura, ele simplesmente me empurrou para o lado, mas meu ataque fez ele se desequilibrar o fazendo cair na outra direção longe da garota.

Ponho-me de pé rápido, ele também. Encaramo-nos, logo
sinto cheiro de sangue, quando olho em sua testa vejo um pequeno filete de sangue, mesmo superficial havia o ferido, mas ainda não era o suficiente. Tento pensar num plano, quando usei a força dele o feri para valer, foi à mesma nesse ataque suicida coisa só que dessa vez não surtiu tanto efeito... Era simples, devia achar um ponto dele que fosse mais macio e usar minha força com a força dele para perfura-lo, mas só tinha um ponto do corpo dele que eu sabia que não seria tão duro e daria para usar a força dele contra ele. O topo da cabeça, ali não tem nada além de pele e osso, a prova foi à testa, mas ali já havia um pouco de carne e cartilagem o que complicou um pouco.

Iria fazer ele me dar uma investida como um touro que ele era só precisava provoca-lo, tentei, mas os primeiros foi em vão, ele vinha correndo como um gorila, mas quando chegava perto era sempre querendo me esmurrar, desviva e atacava as laterais de seu corpo, só uma vez consegui fazer um corte. Em sua quarta investida ele se irritou e fez o que eu queria que ele fizesse, abaixou a cabeça e veio que nem um trem. Não pensei duas vezes inclinei e pulei na direção dele. Quando me aproximei só estiquei a espada com as duas mãos firme com toda minha força e deixei-o fazer todo o serviço, a principio pensei que ia ser empurrado, mas quando meu pé encostou o chão com minha espada ainda em sua cabeça, firmei para frente e empurrei com tudo enquanto ele continuava na investida.

Não deu outra minha espada estava atravessada até o cabo no cérebro idiota de um bicho burro, acabou caindo sobre mim o peso morto do seu corpo, com algum esforço consegui me livrar do bichão me pus de pé e procurei pela garota, a luta acabou se distanciando um pouco dela, mas ela permaneceu no lugar caída no chão me olhando abismada, para não chamar atenção dela arrumei meu capuz até que ele cobrisse bem meus olhos, e com a cabeça baixa me aproximei dela.

Foi quando estava perto dela que percebi que ela não era humana, também não era um monstro, era uma mutante como o filhote de cruz credo, mas não era uma aberração como ele, na verdade só percebi por causa do cheiro, as características físicas dela não se destacavam muito. Mas quando vi o que era entendi o porquê dela ser a isca... Isso mesmo, quando pulei em direção ao touro bombadão, percebi que cai numa armadilha, mas naquela hora já era tarde só me restava continuar com o show.

-Então o que seus amigos estão esperando para se unir a nós? –perguntei nervoso para ela que estava em prantos e tudo que ouvi foi “desculpa” em um sussurro abafado.

— Incrível. –disse o homem de prováveis 40 anos se levantando do chão deixando cair um cobertor que ele usava para se esconder em baixo da areia, mais 3 homens com idades em torno de 20 a 30 anos se levantaram com sorrisinhos, todos extremamente armados. –Ninguém nunca nos percebe, mas também ninguém nunca derrotou o Chifrudo.

-E eu pensava que EU tinha problemas em dar nomes. –disse me virando para ele, provavelmente o líder. –Bem o que temos aqui, um pequeno grupo de homens caçadores, com uma isca atraente no meio do deserto... Canibais.

-Preferimos o termo, adaptáveis. A comida é escassa,
nem todos têm o privilegio de ficar confortáveis dentro dos muros de uma
cidade, então precisamos sobreviver de alguma forma, não?

-concordo, mas só tem um problema. –disse com minha voz mais irônica e meu sorriso mais afetado, tirando meu capuz mostrando meu rosto com a cara mais ameaçadora que podia fazer. Isso já os fez tremer na base, mas o que os fez se borrarem todo foi eu em um piscar de olhos ter desaparecido e reaparecido na frete do quarentão cravando minha espada em seu estomago com uma inclinação para atravessar suas costas passando pelos pulmões. –Foi na presa que vocês escolheram.

O bom dos canibais e que são um bando de covardes, só é necessário matar o líder e todos iram se dispersar como baratas tontas, mas as últimas palavras em meio a uma dor insuportável foi o que acabou comigo.

-Você vive, mas sua amiga não...

Caiu morto nas areias, enquanto meu sangue transbordava de raiva quando ouvi isso e aos poucos entendi o significado, foi tão de repente que a ficha demorou para cair. Nervoso era pouco para como eu estava na hora, me virei e vi a “isca” ainda parada perplexa com a situação, mas quando viu minha cara ela tentou sair correndo para o outro lado, mas ela deu de cara comigo que já havia parado na sua frente, ela me olhou chorando e pedindo misericórdia.

-PARA ONDE VOCÊS A LEVARAM. –Gritei
em seu rosto enquanto a segurava pela borda da camisa. –PARA ONDE?

-Eu te levo lá, mas, por favor, não me machuque...

Em meio a choros e gemidos de medo dela a peguei em meu colo e falei para ela apontar o caminho, seria mais rápido se fossemos na minha velocidade.

Notas finais
bem ja sei q vão falar no meu ouvido, maaaaaaaaaaaaaaas não teve como termina de outra forma, tem histora q se eu termina em um cap ele vai ficar com 4.000 palavras muito facil e vai ficar cansativo...
bem espero q tenham gostado
e não esqueçam de comentar ^^