Projeto Genoma
20 (Ômega) Capitulo 19 - Sem piedade
Notas iniciais
boa leitura
Cheguei a tempo de ver Lyrian se debatendo sendo carregada para dentro de uma caverna por 3 homens, me escondi atrás de umas pedras, tampei a boca da “Isca” e cochichei em seu ouvido.
-Se tentar uma gracinha, qualquer uma, arranco sua cabeça. — Ela apenas me encarou com medo, devagar retirei a mão da sua boca. –Agora quero que me diga o que vou encontrar lá dentro.
-Um grupo de canibais como você mesmo disse. Eles são ao todo 10, tirando os que estavam comigo, 5 homens 2 mulheres e 3 crianças de 10 anos. Mas todos sabem lutar e usar armas, a caverna em si é pequena, é um longo e estreito corredor até chegar em uma câmera onde eles se abrigam. Nos fundos há um decline, lá estão presos 3 bestiais como o Chifrudo que você matou. Existem também mais 3 humanos que eles capturaram alguns dias, eles prendem a caça em jaulas presas ao teto.
Olhei em seus olhos, ela tremia de medo se encolhia, mas parecia haver satisfação no jeito como ela falava tudo que eu queria saber, foi então que percebi havia muito mais ferimentos em seu corpo, pancadas, arranhões, escoriações, muito pequena para terem sido causados por aquele mostrengo, sem falar que alguns pareciam feitos a dias.
-Eles lhe forçaram a fazer isso?
Ela me olhou perplexa, não falava mais irritado com ela, nem em tom ameaçador, estava calmo e amigável (mas acredite foi um esforço tremendo falar desse jeito, por dentro estou queimando de raiva)
-Sim... –Disse ela com algumas lagrimas escorrendo de seus olhos. –Quando nasci e viram que sou um... monstro, mataram a minha mãe. Quando cresci me botaram para fazer os mais perigosos serviços, sempre me ameaçando com a morte caso não obedecesse, sempre me bateram... sempre se aproveitaram de mim...
Conforme ela me contava minha raiva trasbordava mais ainda, levantei a mão, instintivamente ela se encolheu esperando um tapa que nunca chegou. O que ela recebeu foi um leve carinho na cabeça, me encarou confusa.
-Não tenho intenção de te machucar e os monstros de
verdade são eles. Não se preocupe depois de hoje você vai ser livre, mas
preciso de sua ajuda. -Ela não disse nada apenas acenou com a cabeça
confirmando que ia me ajudar. –Tudo que você tem de fazer e entrar na minha frente, não se preocupe estarei logo atrás de você escondido nas sombras, só preciso que você me de visão de todos eles. Assim que eles se aglomerarem para falar com você entrarei tão rápido que eles não terão tempo para fazer nada.
Ela parecia receosa, mas aceitou o plano e se pós de pé, caminhando na minha frente, dei a ela uma dianteira de 5 passos e fui atrás dela em passos leves com a espada em punhos. Como ela disse o corredor era longo e estreito e era extremamente escuro, mas escuridão não era um problema para mim imagino que também não era para ela, afinal caminha tranquilamente na minha frente. Após algumas curvas comecei a ver uma luz, logo estaríamos na clareira, quando a “Isca” virou a ultima curva colei na parede, me esgueirei até a borda.
O corredor terminava a poucos passos dessa curva, e fiz bem e usa-la para atrair atenção dos outros, pois havia dois escondidos nas laterais do lado de dentro, se eu simplesmente entrasse seria pego, bem talvez não...
-O que houve com os outros? –Um homem grandão cheio de cicatrizes só de calça se aproximou da “Isca” perguntando de forma ameaçadora.
-Estão mortos.
-O que? –Dessa vez foi uma mulher um tanto
magrela e vou te contar a chamar de feia era ofensa à feiura, aos poucos todos se aproximavam da Isca, que estava toda amedrontada, mas eu precisava da confirmação visual, ate agora só contei 7, faltavam as 3 crianças. –Explique-se aberração.
-O garoto que caçávamos era muito forte, matou o chifrudo e os outros como se não fossem nada.
Bem os humanos eu daria conta mesmo até de olhos vendados e as pernas e mãos atadas, mas o bestial... tá forçando a barra garota.
-Do que você está falando? –Disse um homem um tanto quanto baixo para a idade. –Você quer que acreditemos que apenas um garoto deu conto de quatro de nós e de um Bestial adulto? O que você fez?
-Hahahahahahahaha. –Reconheci a risada, ainda bem sai um peso de mim, a Lyrian ainda estava viva. –Aí que está ele não é humano, tão pouco garoto e vocês estão encrencados. Ah como estão...
-quieta! –Escutei ela gritar de dor e vários objetos caírem no chão, meu sangue ferveu na hora. –Você acha mesmo que pode dizer tais coisas... Mas sabe vou adorar devorar esse garoto, caso ele seja idiota de vir até aqui, na sua frente. Se bem que já podemos começar comendo algumas de suas partes... Você parece apetitosa.
Pronto foi a gota d’agua, pulei na hora para dentro da clareira, com dois golpes havia decepado os dois homens que estavam na minha frente ao lado da “Isca”. Os outros se viraram para ver espantados, enquanto os encarava furioso, antes que pudessem fazer qualquer coisa.
Todos me olhavam surpresos não entendendo nada do que estava acontecendo, mais a frente logo atrás do restante do grupo um homem moreno com um rabo de cavalo segurava a Lyrian pelo pescoço em cima de uma mesa, com um facão erguido pronto para corta-la. Meu sangue já devia ser fumaça, minha fúria era tanta que não conseguia mais manter minha pose, ela se refletia por completo em meu resto, trincava os dentes enquanto todos começaram a se intimidar, menos Lyrian. Ela chorava, mas estava aliviada a me ver. Porem suas lagrimas só serviram para aumentar mais ainda minha fúria, se isso era possível.
Nem me importei com o resto e com os ataques que tentava fazer em mim, simplesmente corri até o infeliz que ameaçava a Lyrian, só pensava em mata-lo da forma mais brutal e cruel possível. Aproximei-me tão rápido que ninguém acreditou quando já estava colado nele arrancando a mão que empunhava o facão, ele cai de joelhos, gemendo de dor, enquanto segurava o braço decepado, espalhando sangue para todo o lado.
-Você não queria carne? –Perguntei raivoso, peguei sua mão decepada no chão e enfiei em sua boca enquanto ele gritava de dor. –Então bom apetite.
Depois o empurrei para cima dos outros que finalmente resolveram fazer alguma coisa, e em seguida pulei para cima deles os cortando em minha fúria cega, mas sempre evitando seus pontos vitais, eles tinham de aprender uma lição antes de partirem para o outro lado. No fim de tudo eles eram apenas troncos e cabeças. De alguns fiz questão de tirar parte da carne da barriga ou costas deixando os músculos expostos. Os amontei uns próximos dos outros, eles choravam e gemiam de dor, enquanto me aproximava deles com um sorriso cínico no rosto e os olhos faiscando de raiva.
-Monstro... Monstro... –era só o que eles conseguiam
falar enquanto eu os encarava.
-Tô nem aí. –Então um por um, fazendo questão que
os outros assistissem, enfiei minha espada em suas cabeças, mas não em um movimento rápido na testa, em cada um deles eu perfurava o cérebro de forma lenta e pelo caminho onde eu sabia que eles sentiriam muita dor antes de morrerem, em um foi pelo olho esquerdo, em outro foi pela boca, sempre procurando um lugar diferente onde teria muita carne para atravessar antes de chegar ao cérebro, sempre fazendo a inclinação necessária. Deixando o do rabo de cavalo por ultimo propositalmente.
-Então você queria comer minha amiga, queria devorar minha carne na frente dela... –Falei entre risos me aproximando do rosto dele, ele tremia e implorava por piedade. –AAAAA eu tenho algo especial para você.
Então sem falar mais nada o arrastei pelo cabelo enquanto ele gritava de dor, fui em direção às gaiolas dos bestiais, fui até um que parecia um gorila tigre, ele se agitou e ficou correndo de um lado para o outro em sua gaiola, quando me aproximei o encarei no fundo de seus olhos, ele apenas se acalmou e recuou, subi na gaiola, o alimentador era por uma pequena porta no alto, tanto você quanto o canibal chorão que implorava e gritava já entenderam o que eu ia fazer, mas duvido que passou na cabeça de vocês como eu iria fazer.
Já no topo da gaiola fui até a portinhola e abri-a,
era pequena para o bicho passar, mas eu ou um certo cotoco humano poderia passar sem problemas. Foi então que eu fiz, peguei aquele seu rabo de cavalo que ia ate a cintura e amarei na portinhola de modo que ele ficasse pendurado, mas amarrei até sua cabeça encostar na grade, ele gritou e pediu implorou e até me amaldiçoou, mas nem lhe dei ouvidos. Poderia mata-lo agora, poderia joga-lo ali e deixar, mas ainda faltava mais, faltava a cereja do bolo.
Antes de entrega-lo a fera fiz um pequeno buraco em sua barriga e puxei suas tripas, puxei devagar e lentamente depois o posicionei na borda do buraco inclinado com a cabeça encostada na portinhola, então soltei suas tripas para dentro da gaiola, enquanto o canibal chorava esperando o seu fim brutal. Quando sai de cima da gaiola, escutei a portinhola se fechar com um baque e o canibal gritar de dor até que a única coisa que ouvia era o bestial fazendo barulho de mastigar.
Notas finais
podem demostrar seus odios eternos nos comentarios
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