Projeto Genoma
2 (Ômega) Capítulo 1- Uma noite no deserto
Notas iniciais
Espero que gostei, acho que ele ficou um pouco comico, mas prometo não perder o foco da historia!
bem espero que gostem, boa leitura ^^
Com o vento frio e cortante, eu cruzava com esforço as areias do deserto numa noite sem estrelas, Um manto cobria meu corpo todo e um capuz protegia meu rosto e com ajuda de varias faixas que iam do meu pescoço até meu nariz, tudo isso ajudava ocultar meu rosto, não que minhas feições fossem estranhas e diferentes dos humanos, mas já havia um ano que eu despertara da minha animação suspensa e desde então fiz certa fama com... Digamos que não com
as pessoas certas e nem a fama certa.
Estava cansado já caminhava por esse deserto por 3 dias e 3 noites, ainda estava com esperança de encontrar uma das colônias humanas onde eu pudesse descansar e arranjar novos suprimentos, mas desde que tive que despistar... Certo tipo de pessoas eu acabei me perdendo no meio do processo.
Como eu queria que houvesse estrelas, mas nesse maldito deserto seja dia ou noite só ficava nublado (e mesmo assim o calor insuportável dos dias continuavam), entenda o computador nos ensinou tudo das civilizações humana, quando digo tudo e TUDO mesmo, ou seja, eu tinha conhecimento suficiente para me orientar pelas estrelas, mas com o céu assim ficava impossível.
Já perdia esperança de encontrar uma colônia essa noite e já me preparava para passar outra noite no relento quando escuto barulhos de tiros vindos de traz de uma duna a minha frente.
Bem, normalmente eu ignoraria, mas eram armas de fogo, ou seja, quem as estava usando eram dessedentes dos humanos originais ( Os humanos que não escaparam, mantiveram suas armas, alguns tinham conhecimento suficiente para recriar, de forma rudimentar, essas armas e munição, com o tempo seus descendentes aprenderam as técnicas e as aprimoraram até que ficassem num nível aceitável.) e para estar usando elas de forma tão indiscriminada só podia ser um grupo de busca que acabara de se meter em encrenca, pena eles não terem as mesmas habilidades que eu, assim poderia evitar os “problemas” a
quilômetros de distancia, isso quer dizer que havia uma colônia por perto e se
eu os ajudasse poderia ganhar não só uma entrada para colônia como também uma carona.
Bingo, após escalar a duna, dessa vez não economizando força e energia subindo extremamente rápido, pode visualizar o massacre, um grupo de humanos uns 5 no máximo estavam sobre seu veiculo cercados por um bando de “Mortos”. Estavam em uma situação critica logo estariam cercados e não poderiam fazer nada a não ser reza enquanto viravam janta de defuntos.
Não pensei duas vezes, em dois pulos do topo da duna estaria participando da “brincadeira”. No meio do caminho saquei uma espada de ferro, já estava bastante gasta, mas ainda não perdera seu fio, ao atérrissar no meio deles os humanos não acreditaram no que viam, tudo que tive que fazer depois era simplesmente corre entre os “Mortos” enquanto com precisão e agilidade cortava a cabeças deles ao meio.
Em 2 minutos já havia finalizado o serviço, veja os mortos são ameaçadores em bando e possuem certa força e não são lentos, mas no meio da areia do deserto eu tinha vantagem e sem fala que minha velocidade e força superavam a de qualquer coisa num raio de 300 quilômetros. Claro que apesar da força e velocidade os “Mortos” não possuem reflexos muito bom, o que me ajudava a entrar no meio deles em alta velocidade.
Ao cortar o ultimo guardei a minha espada em uma bainha presa ao meu cinto e me viro para encarar os humanos, após analisa-los de cima a baixo consigo me certificar de que são realmente dessedentes dos humanos originais, estavam todos espantados, quando o mais parrudo deles com um bigode ridículo aponta a sua arma a mim, com certeza ele era o líder daquele grupo, o resto o imita reagindo a menor dos meus movimentos. Normal, não os julgo por serem cautelosos, não tem como saber quem é confiável ou não nos dias de hoje, mesmo que esse cara em questão tenha pulado no meio dos “Mortos” e salvado suas bundas, na verdade isso e mais motivo ainda para desconfiar... Por que!? Bem primeiro esse mundo foi parar tão no fundo do poço que não existe mais essa de alma caridosa, você só faz alguma coisa com segundas intenções. E segundo, bem mesmo que os humanos de agora sejam mais fortes e mais rápidos que os antigos, não existe um que consiga correr entre os “Mortos” matar um bando com no mínimo 50 em 2 min e ainda sai sem um arranhão.
–Quem é você estranho? –Falou o parrudão. – O que faz sozinho por aqui?
–Só um andarilho perdido. –Respondo de forma mais calma e submissa possível, não seria inteligente querer batér de frente, não agora. — Estava fugindo de uns “Caçadores” e acabei me perdendo da minha rota, só procuro um lugar para descansar e repor meus mantimentos.
–Não estou gostando disso. –Fala um magrelo com um boné esquisito segurando uma arma que parecia relativamente maior que ele. — Acho que deveríamos matar ele, antes que ele nos maté.
Típico pensamento humano (tá eu sei que eu era humano, mas isso faz o que? Mais de 200 mil anos.) vamos matar e destruir o que desconhecemos, não importa se esse cara ou poder nos salvou, devemos destruir porque e do mal... Serio por que todos você rotulam o que desconhece como do mal? Por que não pode ser do bem?
–Eu os lhe asseguro que não tenho intenção de fazer mal a nenhum de vocês.
–Ele não tinha motivos para nos ajudar. –Fala uma mulher, acho que deveria ter uns 30 anos. – Devemos lhe dar uma chance.
Sabe no momento ela ganhou minha simpatia, mas ela não seria alguém que eu iria querer no meu grupo, com certeza ela arrastaria todo mundo para a morte só por que quis salvar um bichinho fofinho que na verdade era um mutante devorador de homens (eu sei lá se isso existe).
Bem foi então que o grupo se dividiu, um grandão, mulato careca concordava com a mulher( ele tinha até abaixado à arma, grande erro) e enquanto outra mulher, que eu só consegui identificar que era uma mulher pela voz, ficara do lado do magrelo. ( Na verdade essa não parava de apontar a arma para mim(,) eu via em seus olhos que ela estava doida para puxar o gatilho.). Ficavam discutindo sem parar em volta do líder deles que me encarava o tempo todo, nem piscava, parecia nem escutar a briga dos seus subordinados, então com um assobio alto fez todos se calarem, me encarou por mais 1 ou 2 segundos e disse.
–Você nos ajudou e somos gratos, mas não podemos lhe ajudar sem saber o que você é e quais são suas intenções. Respirei fundo e falei calmamente.
–Já disse, não represento ameaça, só quero um lugar para passar a noite, e comercializar o que tenho por alguns mantimentos, não devo me demorar por mais do que dois dias e uma noite...
–Isso não é o suficiente para ajuda-lo, como posso saber se você no
mínimo é humano, seu rosto está tampado e nunca vi um humano normal (pfff
normal, humano normal!? Isso esta extinto já faz 200 mil anos tio) fazer o que você fez.
Levanto a mão calmamente, nisso todos os cinco já apontam as suas armas para mim engatilhadas.
–Calma vou abaixar meu capuz e tirar as faixas
Eles não relaxam, mas eles me deixam continuar com a minha ação, devagar abaixo o capuz, e com calma desenrolo a faixa toda. Quando eles vêm meu rosto todos eles ficam de boca aberta, claro não esperavam ver um humano perfeito (bem falando em nível de aparência) cabelos negros, pele clara, uma boca com dentes normais dois olhos, um nariz e duas orelhas perfeitamente normais.
–Viu sou humano como vocês.
–Que humano que nada. –grita o magrelo. –Já é bem difícil acreditar que um humano faria tudo isso que tu fez, mas um humano tão jovem!? Com certeza e um disfarce.
Merda havia me esquecido disso, a falha da minha aparência, eu era jovem quando foi posto em hibernação eu tinha 17 anos, e com o tempo nas
experiências feitas pela A.I ela conseguiu retarda nosso envelhecimento, tipo
digamos que vou ficar com cara de 17 anos por pelo menos mais uns 50 anos. Bem agora você deve esta pensando “Cara você e mais forte que eles, pode resolver isso na força...” bem claro que eu posso, porem me causaria muita dor de
cabeça, tipo depois teria problemas de achar a colônia e depois quando eu chegasse na colônia eu teria problema para entrar, minha melhor chance era convence-los.
Estava preparando mais algum argumento, mas algo me deteve, todos ficaram agitados e me encaravam com medo prontos para descarregar suas armas em mim, menos o parrudão. Ele estava me encarando como se tivesse descoberto algo, como se ele tivesse me reconhecido...? Como, nunca mostrei muito das minhas habilidades e meu rosto ao mesmo tempo para os humanos, isso tinha que ser apenas impressão minha, mas depois algo que eu não esperava algo que realmente me pegou de surpresa aconteceu.
–O garoto vem com a gente. –Diz o parrudão abaixando a arma e saindo de cima do veiculo, bem não me senti idiota, pois não foi o único que o queixo caiu no chão. –Vocês pretendem ficar parados como uns retardados, ou podemos ir embora.
Todos nos recuperamos do choque, podia ver a desaprovação no rosto deles, até mesmo os que haviam me protegido não ficaram muito satisfeitos. (devem ter mudado de opinião quando mostrei meu rosto), mas não reclamaram, saíram de cima do veiculo e abaixaram suas armas, até o momento permaneci parado, observando eles se movimentarem, até que o parrudo me fez um sinal com a cabeça para me aproximar.
De forma lenta caminhei até ele enquanto cobria meu rosto com o capuz novamente, quando me aproximei da porta traseira, a mulher que não aparece mulher bota a mão na porta e encosta o cano da arma no meu peito.
–Se fizer alguma gracinha, tentar qualquer coisa suspeita. –Cara a voz dela não tinha nada haver com ela, parecia que uma garotinha a estava dublando. – Te encho de bala.
Não respondi, apenas sustentei o olhar dela, ela parecia querer ler minhas emoções para ver se conseguia dizer o que eu estava tramando, perda de tempo. Bem eu não planejava nada suspeito, eu realmente só queria um lugar para passar a noite repor meus mantimentos e depois consigo manter meu rosto inexpressível, como de um morto, não dou um deslize (bem alguns) então poderia me encarar o quanto quisesse.
Ela me deixa entrar e se dirigiu para a porta do meio... Sim amigos esse veiculo possuía seis portas, até para mim aquilo era estranho, mas não reclamei e nem falei nada só entrei no carro. O parrudo foi no carona enquanto a mulher que me defendeu era a motorista o magrelo e a carequinha foram nos bancos do meio, enquanto o altão foi comigo no fundo, atrás dos últimos bancos havia bastante espaço para guardar qualquer coisa, pelo jeito a noite deles fora boa, uma lona cobria uma pilha de qualquer coisa que eles tivessem pegado.
–Então estranho. –Falou o altão, ele parecia ser um cara legal. Tentava puxar conversa comigo, mas ainda parecia receoso. – De que colônia você veio?
A principio não respondi, continuei fitando o lado de fora pela janela, acho que ele pensou ter tocado num assunto que me incomodava, podia perceber o receio nele ao continuar a conversa. Após abrir e fechar a boca varias vezes por fim falou.
–Sou Zehaou. –Sim isso mesmo que vocês leram, sabe depois da merda toda te estourado os humanos começaram e se nomear de uma forma ridícula com apenas silabas encaixadas ou onomatopeias, decerta forma eu achava tudo cômico. – A careca ali e Axerila, do lado dela e Bronfs, a nossa motorista se chama Kaililha e o nosso capitão é Koh...
–Zehao você não deveria estar se envolvendo com ele. –Fala irritada Axerila que olha para traz o encarando com desaprovação.
–Que mal há em ele saber nossos nomes. –disse Zehao, como você ficaria surpreso ao saber que alguém mal intencionado pode fazer com você apenas com o nome. Ele se volta para mim e pergunta. –Qual é o seu? você não deve gostar de ser chamado de “estranho”.
Bem eu aprendi a não dar meu nome verdadeiro por vários motivos, os dois mais importantes eu já expliquei(de certa forma), o primeiro motivo acabei de falar e o segundo é por causa de como as pessoas estavam se nomeando, está bem que Ômega não é nome, mas nos tempos de hoje era o que mais se aproximava de um nome de verdade.
–Sou Om. –Nossa santa criatividade experimento genético, bem pelo menos era um nome simples e fácil de ser lembrado e que se encaixava perfeitamente nas características de nomes atuais. Bem, Zehao pareceu preocupado em memorizar, mas Axerilla e Bronfs nem se importaram, não sei enquanto a Kailiha, mas pode ver pelo retrovisor que Koh parecia mais ainda interessado em mim.
Isso está me irritando, porque esse cara está toda hora me encarando como se tivesse achado algo extremamente importante.
Notas finais
então e isso ate o 2/ ou 3 capitulo ^^
deixei qualquer sujestão ou critica que preferirem, sou todo ouvidos... digo olhos... a sei lá.
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