Proibido

14 Capitulo 14


Notas iniciais
Oi genteee, me mandem comentarios, nem que sejam p dizer que estão odiando, criticas são sem bem vindas. Por favor opinem ai haha fico grata. bjus

– Eai — sorriu

– Eai, o que ? — não evitei um sorriso entre meus labios -

Ele deu de ombros, rindo bobo alegre e ligando o carro

– Não vai me levar, pra um deserto, um matagal, ou algo do tipo né ?

Ele me lançou um olhar sugestivo com seriedade

– Vai ? — perguntei espantada

– Até que não parece má ideia — Eu abri a boca incredula, ele riu de minha cara, direcionando seu olhar pra mim — Relaxe, esta bem ?

Eu assenti, o silencio predominou no carro, até ele estacionar em uma rua com bares, e movimentada.

– O que é isso ?

– Vou te levar em um barzinho

– Eu sou de menor sabia ?

– Achei que seria legal pra gente conversar

– A gente pode conversar aqui, e aqui tem som tambem — disse ligando a radio.

– Porque você é tão irritante ?

– Vai que alguem vê a gente Fernando — disse indignada, vamos ficar por aqui mesmo — suspirei

Ele ligou o carro mais uma vez, e estacionou o carro em uma rua qualquer

– Aqui esta bom dona Camila ?

– Essa rua é meia sombria né ? — disse com os olhos atentos aos redores da rua — Mas fazer o que — dei de ombros — O que quer conversar ? — perguntei, mudando a estação de radio, deixei passando Ink do Coldplay
– Sei lá, queria te ver — ele ficou olhando pra rua, pelo vidro do carro, em seguida girou seus olhos pra mim e deu um sorriso timido — Como foi seu dia ?

Eu não consegui escapar um sorriso feliz em meu rosto — Até que foi bom, foi tranquilo, sem coisas demais. Fui pra escola, teve prova — fiz careta, ele riu — Fui pro curso,- Lembrei-me do Paulo me agarrando- foi tranquilo, depois cheguei em casa ... — fiquei pensando se falava da chácara, decidi que não, a não ser que ele perguntasse — Ai eu tinha acabado de sair do banho e você me mandou a mensagem. E o seu ?

– Fui pro trabalho, depois passei a tarde na casa da minha mãe. Eu e a Raquel não conseguimos mais nos manter no mesmo teto. Parece que eu vou explodir a qualquer hora — ele indagava frustado — Estou um pouco limitado com tudo, sei lá.


– Mas se vocês estão juntos, é porque se amam. Todo casal briga

–Não tanto quanto a gente — bufou — A verdade é que a gente nunca se amou. Se unimos por conta do Matheus, ai eu curti essa idéia, eu gostei da ideia de ter um filho sabe ? A familia dela apoiou demais, nos deu aquela casa — Ai eu entendi — E me colocaram como um Deus grego da familia, acho que pra mim não abandonar a Raquel, mas eu não faria isso. Mas ai depois de um tempo, ambos já estávamos cansados um do outro sabe ? Ai ... — ele se silenciou

– Você começou a trair ela ? — inquiri
– Eu tive que me unir a ela, eu era uma criança. Mas, eu precisava conhecer outras pessoas, outros corpos — ele deu de ombros — E ela fez o mesmo.
– Você é estranho — murmurei, olhando para a rua
– Você é chata
Eu sorri — E porque ainda estão juntos ?
– Eu realmente acho que ela gosta de mim sabe ? A gente tem companheirismo um com outro, não quero ve-la sofrer. JÁ somos uma familia, e eu me sinto meio no dever, pela família dela , que sempre me tratou como uma dadiva divina
Eu ri — E aquela mulher loira ? — Já que ele estava desabafando comigo, eu resolvi questionar
– É irmã de Raquel. — ele respondeu, colocando a mão no bolso e pegando um cigarro, ele retirou e o acendeu, abrindo as janelas do carro.
– Você se importa?
Eu fiquei em silencio, é eu me importo, eu odeio cheiro de cigarro, e isso faz tão mal. Ele tragou, olhando pra mim esperado minha resposta.
– Não acho legal que você fume — indaguei
Ele expirou o ar de seus pulmões, deixando aquela fumaça cinzenta sair de sua boca pela janela.

– Porque ? — franziu o cenho

–Isso pode te matar muito rápido. Não gosto de cigarros

– E eu não gosto que você seja assim.

– Como?

– Tão linda como é.

Eu sorri- Qual o problema?

– É que você pode me matar de encanto muito rápido

– Quem vê pensa. — Revirei os olhos, minha barriga estava doendo

– Sério. — ele apagou o cigarro, e jogou do lado de fora

– Conseguiu me deixar sem graça

– Era essa a ideia

– Por?

– Fica mais linda ainda assim.
Resolvi mudar o assunto, antes que caísse dura, eu estava mesmo com medo disso acontecer

– E então não vou fazer você mudar de idéia ? — me referi aos cigarros

– Nem tente.

– É Fernando, até que você é interessante — joguei o cabelo, o encarando, ele ficou me olhando fixamente, enquanto um sorriso se fez em seu rosto

– E você é tão menina/mulher.
Eu ri sem uma resposta, revirando os olhos para noite através do vidro do carro
– Me dá tesão. — ele continuou, num murmuro calmo.
Eu respirei fundo, não acreditando no que ele acabará de falar, embora sentisse o mesmo, eu acho.

– Sabe me deixar sem palavras.

– Para que palavras?

– Para conversar. — Fiz uma cara de dãr, levantando a sobrancelha

– Eu conheço algo melhor.

– O que?

– Beijo.

– E qual probabilidade que não vou me arrepender desse beijo?

– Só provando para saber, se caso não goste, eu deixo me bater.

– Nossa que coisa conquistadora.

– Sei do que estou falando. — Ele olhava profundo em meus olhos, tinha até medo de ele me desvendar e acabar percebendo o quanto eu estava nervosa,ele aproximou os lábios dele dos meus

– Se importa?
Apenas sorri e senti os lábios dele me beijando lentamente enquanto suas mãos apertavam minha cintura e eu arranhava sua nuca e meus dedos entrelaçavam no seus cabelos.Ele entrelaçava nossas linguas numa calmaria deleitosa, eu podia sentir seu gosto, e era melhor gosto de tudo que eu já senti. Desta vez sobria, era tudo tão ... tão maravilho, tão intenso, tão tranquilo, ainda errado, e gostoso.
Parei o beijo lentamente e abri meus olhos e olhei aquela boca maravilhosa

– Qual a probabilidade agora?

– Não sei, preciso fazer mais um teste — beijei ele de novo, normalizando minha respiração. Nossos labios voltaram a se tocar, entreabri os lábios, deixando que sua linguá encontrasse a minha primeiramente, ele a sugou e brincamos entre elas, parecia até que já havíamos nos beijados mil vezes, pois estávamos em uma sincronia perfeita. Eu já estava afim de montar em seu colo, sei lá porque, eu mordi seu lábio deixando o mesmo voltar sozinho, ficamos nos entreolhando, ouvindo a respiração um do outro. Ele sorriu, e como sempre, eu respectivamente fiz o mesmo.

– Você me irrita. Sempre me irritou — eu sussurrei

– Sério? — ele deu uma risada irônica

– Não entendi a piada — falei de uma forma fria.

– É que você é engraçada mentindo — ele sorriu.

– Que mentira contei até agora?

– Que eu sempre te irritei.

– Mas, é verdade… Dês daquele dia do onibus, já te detestei — eu sorri

– Até depois do dia que eu te beijei?

– Depois disso fiquei mais irritada ainda…

–É? por quê?

– Desde aquele dia não consigo deixar de querer seu jeito irritante.


Meu Deus, porque raios eu falei isso? Antes tivesse entrado naquele barzinho, ao menos seria uma desculpa, pra essa minha linguá solta.
Ele sorrio, passando a mão no meu cabelo, começou a me analisar
– Mila, Mila — ele sussurrou, acariciando o meu rosto, eu amava isso, essa atuação dele de carinha fofo, quando no fundo eu sei que ele é um cafajeste. Quando ele ia abrir a boca pra falar meu celular tocou, eu desviei o olhar o pegando do meu bolso, era minha mãe. Droga, Droga mil vezes, o que eu ia falar, fiquei extasiada sem reação, segurando o aparelho em mãos, com os olhos arregalados.

– Sua mãe ? — perguntou

– Eu meio que sai escondido

– Meio que ? — ele riu

– Não ria — bufei — Não tem graça, o que eu vou falar ?

– Tudo isso pra me ver, que fofa.
Eu bufei irritada, batendo em seu ombro, queria quebrar seus dentes. Mentira, seus dentes são lindos demais.

– Fala que foi na padaria — ele argumentou

– Padaria ? — arquei a sobrancelha, vendo a segunda chamada perdida de minha mãe.

– Ou então fala que ...

–Alo ? — atendi sem mais delongas

– Filha? Onde você esta ? — ela perguntou, calma de mais pro meu gosto, imaginei que tivesse acordado a pouco tempo, e não via dado conta da minha demora

– Oi mãe — Tentei soar um timbre tranquilo em minha voz — Estou na padaria — mordi o labio me virando pra Fernando, que vez um sinal de joinha, assentindo, revirei o olhar, sentindo minhas mãos suarem. Eu não gosto de mentir pra minha mãe. Isso que dá andar com o Fernando.

– Pra que ? — perguntou desconfiada — A essa hora ?

– É que eu vi uma receita legal, e precisava de ... — comecei a gaguejar

– Leite! — Fernando sussurrou

– Leite — respondi, batendo a mão na cabeça pela tamanha idiotice

– Filha, aqui tem leite. Onde você esta?

Fernando era tão infantil quando queria.

–Eu sai com alguem mãe.

– Alguem, alguem... Quem ? — ela parecia já estar se estressando.

– Com um amigo — dei de ombros, enquanto batucava as pernas

– Que amigo ?

– Depois eu te conto mãe. Estou indo pra casa.

Desliguei

– Antes não tivesse mentido — ele disse

– É tudo culpa sua. Retardado, padaria? leite?

– Desculpa Mila — ele pareceu se sentir culpado

– Me leva pra casa tá ? — suspirei

Ele assentiu, e em poucos minutos seu carro ja estava estacionado na minha rua.

– Não quer que eu te deixe na porta de casa ?

– Não, vai que minha mãe vê — me virei para ele

– Eu gostei da nossa noite, apesar do conflito, e de não termos aproveitado muito — ele sorriu de lado, me fitando.

– Você só me mete em problemas — eu sorri — Obrigada, tchau — pisquei, me desfazendo do cinto.

– Ei — ele tocou em minha cintura — Você vai ir pra chacara?

Eu comecei a refletir em tudo, o quanto eu NÃO estava animada para ir, e depois acabei aceitando por conta da minha irmã, o quanto eu estava chateada por ele não ter me procurado essa semana, o quanto fui idiota aceitando sair com ele, e mais idiota ainda por ter gostado e por querer ir na chacará, me fazendo o odiar mais um pouquinho.

– Eu não sei — dei de ombros, engolindo a seco

– Só mais um dia, tic tac tic tac — começou a pronunciar esse barulho, que estava me irritando, logo mostrei insatisfação com meu rosto, e ele continuou acho que exatamente por isso.- Pensa com cuidado

– Você é muito irritante, Fernando

– Boa Noite, Mila — Quando percebi seu rosto estava a milimitros do meu.

– Mila não, Cami — eu sussurrei

– Linda — ele beijou meu queixo, em seguida minha boca, apalpou com força minha coxa, e eu me inclinei repulsiva com medo de acabar tocando em algo do carro, mas ainda assim, Fui! Subi em seu colo, suas mãos passearam por minhas costas, enquanto nossas bocas se desgrudaram e ele começou a beijar meu pescoço, apertou minha bunda, enquanto eu sentia seu perfume, era malbec, tão bom, eu bagunçava seu cabelo, e apertava seus braços torneados, voltei faminta para seus labios, enquanto sentia algo animadinho em meio as minhas pernas, ele prensava inda mais nossos corpos, tão colados, que parecíamos entrar um dentro do outro, eu afastei meu rosto, e ficamos nos encarando, me aproximei lhe dando um selinho calmo, enquanto ele acariciava meus braços.

– Boa noite — eu sorri sem graça, abrindo sua porta e saindo.

A gente vai se ver de novo, eu vou te ver de novo, nós vamos dar certo em outro momento ― eu falava baixinho enquanto o via dobrar a esquina. Fechei os olhos e desejei intensamente acreditar em destino, caminhos cruzados, alma gêmea e essas coisas. Só pra acreditar um pouquinho que a gente iria ser pra sempre. Só pra me enganar mais um pouquinho enquanto o via indo embora.

Fui descendo a rua estasiada com tudo, com o meu amasso com Fernando, do fato dele ser bem mais velho que eu, dele ter uma familia, dele beijar extremamente bem, e do quanto eu o desejava, de como isso era errado, e entre meus pensamentos confusos, fui interrompida com um olhar de ira, da minha mãe, com os braços cruzados na altura do peito, com a cara bem fechada.

– Oi mãe

– Pode me explicando

Entramos.

– Porque saiu sem me avisar? Você sempre me conta as suas coisas — Minha mãe começou um sermão melodramático. É mãe, mas se eu contasse você não entenderia, ninguém entenderia, nem eu entendo.

– Mãe, é um garoto que eu conheci pelo bairro. Um dia ai, que eu sai pra comprar doce, ele estava lá, ai ele pediu meu numero, e a gente marcou de se encontrar agora, nada demais. Eu nem gosto dele

– Como é o nome dele ?

– Augusto — Que nome é esse? . Enfim, foi o primeiro que me veio em mente, estava tão angustiada comigo mesma, queria escapar logo desse dialogo mentiroso.

– Ele beija mal ?

– Mãeee — grunhi, em seguida me lembrei dos beijos de Fernando. Com certeza, ele não beija mal

– Eu vou dormir está bem ? — disse, a abraçando.

– Boa noite — ela disse com uma careta no rosto.

– Augusto? Quem é esse ? — Minha irmã estava na quina da escada

– Esta dando pra ouvir a conversa dos outros agora, Isabela? — rugi

– Quem é? — arqueou a sobrancelha

– Eu estou com dor de cabeça. Vou dormir — a atravessei, andando rapidamente até o meu quarto, fechei a porta e me escorei sobre a mesma, me arrastando, e me sentando no chão.Meu celular vibra, pego o mesmo, era o Fernando, respirei fundo

" Vou ai fazer uma serenata pra você"

"Eu jogo uma pedra em você"

" Nossa, tão delicada. E sua mãe, no que deu ?"

" Eu falei que sai com o ( Augusto )

" Belo nome hahaha"

"Tchau Fernando, eu devia ter passado a noite estudando, porquê amanha tenho prova, mas não ... Sai com você, menti pra minha mãe!" Coloquei uma carinha brava

" Sua marra me deixa com mais vontade de você, sabia? . Boa Noite Camila, e boa prova amanhã" Ele mandou uma carinha sorrindo

Idiota.