Proibido
15 Capitulo 15
– Eaaaai. Bom dia — Matheus me abraçou, enquanto eu chegava já sem folego de uma bela corrida e de quase um tombo sobre aquela escadaria monstruosa do colégio.
– Bom dia — sorri, retribuindo o abraço e batendo em suas costas, "Chega,né" .- Até já sei porquê esta me bajulando — sorri sem dentes
–Sim, ela vai. ALELUIA! — Matheus exclamou,levando os braços ao alto
Larissa e seus colegas,cantaram em um coral mal ensaiado — Aleluia!!
– Engraçadinhos — dei uma risada falsa, levantando ambas sobrancelhas.
Sentamos, o professor entrou na sala.
– Você vai ir com a gente,digo, com minha familia? — perguntou
–Não — disparei,inconformada — Não mesmo, Matheus!
–Calma, eu hein
– Meu pai vai nos levar, vou falar com ele hoje — sussurrei, em seguida voltei a prestar atenção na aula. Já não basta eu estar sendo gentil em ir, ainda ir com eles? Em hipótese alguma.
–-----------------
Cheguei no camp, estava calor, fui até o bebedouro, nenhum sinal de Paulo, me encaminhei para a quadra e me sentei com um pessoal de minha sala. O professor especifico para a aula, nos chamou, revirei os olhos em busca de um Paulo perdido, encontro o mesmo correndo em direção a quadra.
– Atrasadinho né Paulinho — A Loira lhe lançou um olhar especular, enquanto o media, ele soltou aquela gargalhada gostosa, mostrando todos seus dentes, enquanto ajeitava seu topete, se aproximando.
– Desculpa Professor — ele murmurou
O professor assentiu, estávamos em uma roda, e Paulo ficou bem ao lado da loira, eu não consegui não demonstrar minha insatisfação, revirei os olhos, cruzando os braços, olhando agora para o professor, não estava muito bem atenta ao que o mesmo dizia. Se dividimos em dois grupos, era queima. E quem fez a escolha foi o professor, Paulo e Melissa ficaram na mesma equipe, sorte a minha que Rosângela, ficou no meu.
Fui até ela.
– Tivemos sorte — comentei
– Observa — ela deu um sorriso sapeca e malvado.
Se guiou até o meio da quadra, e fez cara ou coroa pelo lado da quadra, ficamos com o esquerdo e a outra equipe com o direito, a bola era nossa. Rosângela, sem mais delongas em seu primeiro ataque foi certeiro em direção a Melissa, mas a mesma deu um gritinho nojento e se direcionou descoordenada para o lado, conseguiu se safar. Um garoto da outra equipe tomou posse da bola, o jogo foi fluindo, eu me defendendo mas hesitando em atacar, porquê não manjo muito. Estávamos dando boas risadas, eu tinha até me esquecido da criatura da Melissa, estava curtindo a brincadeira, era uma boa descontração, e todos estavam levando na esportiva nada de rivalidade!
Até que ... em meio a uma defesa minha a bola parou em minhas mãos, e eu estava na linha de ataque, me vi diante de um ataque perfeito em Melissa, não estava com rivalidade, eu juro, mas queria marcar ponto, jogo a bola em questão de segundos... MAS QUE MERDA É ESSA ?
Paulo surgiu do além, com as mãos espalmas fazendo uma defesa, que vou confessar, incrível, fiquei de boca aberta, respirei fundo. Tudo bem, Melissa foi até ele e o abraçou dando um beijo em sua bochecha e sussurrando algo em seu ouvido, meu sangue ferveu involuntariamente, a bola começou a quicar no chão, professor apitou, fim de jogo. Vitoria do outro time. Não estava brava com isso, não estava ligando para um jogo, aliás, ninguém se importou,ambas equipes saíram comemorando. Por quê eu ainda estava brava mesmo ?.
Fiz um rabo de cavalo, e retirei a camiseta, fui saindo sem nem olhar pra traz, sinto mãos agarrar meu punho firmemente, me viro, era o Paulo, a gente ficou se encarando em silencio, eu resolvi quebra-lo, me virando a sua frente, e soltando meu braço de suas mãos.
– O que foi ? — Não era pra ter soado tão frio, mas foi.
– Esta bem ? — ele arqueou a sobrancelha
Fiz que sim com a cabeça, umedecendo os labios.
– Não Parece — ele continuou, estava com uma fachada fechada tambem.
– Se você não acredita — dei de ombros, me virando e caminhando em direção a rua, ouvi seus passos, logo ele estava ao meu lado.
– Vai embora sem mim ? — disse indignado
– Vai lá com a sua amiguinha Paulo, grande Herói.
– Ah, para. Sério? — Não sei qual expressão ele fará, pois estava com os olhos lançados a minha trajetória, e não a seu rosto. Fiquei em silencio, me fugiu as palavras.
– Cami, olhe pra mim — ele me puxou pela cintura, e colocou a mãos em meu rosto — Para com isso — sussurrou — Converse comigo.
– Conversar oque ? — respondi, olhando em seus olhos, por que nessa altura não havia escapatória. Suspirei — Esquece tá?
– Olha, a gente estava no mesmo time, é logico que eu iria defende-la — ele deu de ombros, e a gente continuou se entreolhando, ele se aproximou para um beijo, eu virei o rosto.
–Não — pausa- não — Intensifiquei, engolindo a seco, ele suspirou tirando a mão do meu rosto, voltamos a caminhar. — Olha, eu sei, mas como amigo, você poderia ter ficado na sua, e deixado eu ter o gostinho da vitoria. Mas você resolve aparecer justo nessa hora e justo com ela — rugi
– Eu sei que esta com ciumes.
–Não estou — rebati.
–Ah, esta sim — contrariou.
– Você fica provocando, que saco! — exclamei irritada. Ele riu, esmurrei seu braço.
Chegamos no ponto, eu já tinha me acalmado, esvaindo minha ira no ar, estava me estressando por bobagem, tinha que parar com isso. Deixando, esse sentimento pra trás, por enquanto.
– Quais os planos para o fim de semana ? — perguntou, enquanto me dava cócegas.
Eu ri me afastando — Eu vou para uma chácara amanhã e você?
– Sério? Que maravilha! Nesse calor — ele sorriu sincero — Nada — fez uma careta, dando de ombros — Acho que sair com uns moleques a noite.
Eu sorri largo — Ahhh, Vamos comigo! — exclamei — É, vem comigo — disse segurando em seu braço.
– Sério ? — disse com uma careta no rosto
– Por favor — fiz uma cara manhosa, batendo os cílios.
– É da sua família ?
– Não, é da família do meu colega, mas ele disse que eu poderia levar quem eu quiser, e eu quero te levar.
– Certo, te dou a resposta a noite. Meu ônibus chegou — ele disse apontando, me virei me certificando.
– Mas pensa com carinho, eu quero que você vá — sorri sem dentes
– Pode deixar Camila Cardoso — ele deu um beijo no topo de minha cabeça e se retirou.
Chego em casa, na hora do jantar resolvo pedir para meu pai.
– Pai — sorri sem dentes, ele me olhou, enquanto sugava seu macarrão pra dentro — Quero lhe pedir uma coisa, como a Isa já havia dito, a gente vai para uma chácara amanhã, mas acho um baita incomodo ir com o pessoal, o senhor poderia nos levar ?.
– Logico — sorriu
– Ah, verdade. Nada a ver, mas onde é ? — minha mãe, perguntou.
Isa pegou o celular vendo o endereço e anotou para os mesmos.
Apos o jantar, subi para o meu quarto, de bobeira ouvindo umas musica enquanto procurava umas peças de roupas legais para usar no fim de semana.
Recebo uma mensagem do Fernando, ele me perguntando sobre a chácara, ou seja, não havia falado com o Matheus, ou não deve ter perguntado especificamente sobre mim, obvio que não. Por isso a duvida, deixei o mistério no ar, e resolvi não responder.
Ligo pro Paulo.
– Boa noiteee — ele exclamou animado.
– Quanta empolgação, tudo isso por que liguei?
– Não, é que a Mel acabou de sair daqui — disse com zombaria
– Menos mal, que eu não atrapalhei. — disse com ironia — Olha, e ai ? Sobre amanhã.
– Eu vou.
– Mesmo?
– E eu lá sou homem de dar mancada. Se eu estou falando, Cami — disse zangado
–Relaxe brother — Rimos.
–Certo. Amanhã eu quero você aqui antes do sol nascer, porque não é tão perto assim, e meu pai não pode nos levar mais tarde.
– A gente vai chegar pro café — da — manhã ?
Eu ri — Besta, todo mundo combinou em chegar cedo, pro aproveitar bastante. Se você não chegar a tempo, não pense que eu vou te esperar.
– Como se eu acreditasse.
– Não duvide — disse debochado — Então até amanhã, quero ter uma boa noite sono, pra estar linda amanhã. Boa noite!
– Se ta ligada que você é linda sempre né? — eu gelei — Boa noite Cami.
Resolvi esquecer essa ligação também, estava evitando ficar me torturando com meus pensamentos. Ajeitei o restante das minhas coisas na bolsa, e fiz o planejado, dormi.
O despertador tocou, eram seis da manhã, me levanto, e vou em direção ao banheiro, fiz minhas higienes matinais, vesti uma macaquinho jeans e um cropped cinza, vesti minhas havaianas e passei uma maquiagem bem leve. O dia estava lindo, me animei. Vou em direção ao quarto da minha irmã, ela estava aparentemente com o biquini por de baixo de sua regatinha branca cavada, um preto com pedregulhos dourados, e um short jeans escuro não tão justo, com os cabelos soltos e uma sandalinha dourada.
– Que linda — disse a medindo, com um biquinho de " aprovado" no rosto.
Meu Pai aparece.
– Eai, vamos?
Lembrei-me do Paulo.
– Espera Pai — Disse me retirando e ligando para o Paulo.
– Onde você esta ? — pergunto amedrontada.
– Na porta da sua casa.
Sorri — Estamos descendo.
Eu avisei de ultima hora pro meu pai, da ida do Paulo, ele não se importou. Paulo era meu amigo a tempo, e já era chegado com a minha familia.
– Bom dia — Paulo sorrio galanteador.
– Bom dia — Pai, Isa, e eu respondemos em unissono.
Ele estava lindo, com uma camiseta preta, e uma bermuda branca, e uma havaiana da mesma cor, e uma mochila em um ombro só, vermelha.
Entramos no carro, meu pai mandando a gente se comportar, e comentando que essa chácara era muito longe, depois todos nós se rendamos a uma boa cantoria de um sertanejo brega que rolava no som do carro. Entramos em uma estrada de terra, com uma relva por todo lado, arvores enormes e lindas por sinal, algumas se encontravam com flores coloridas, o final da estrada de terra parecia não ter fim, até que enfim encontramos o portão largo de madeira, com os muros em um acabamento de cor laranja, o portão cobria todo o campo de visão do interior da chácara, descemos, meu pai nos acompanhou, já eram dez horas da manhã, o lugar era mesmo no fim do mundo .O segurança abriu os portões, e fomos recepcionados .... Querida Raquel.
– Olá — ela sorriu, cumprimentando cada um de nós com um beijo no rosto.
Raquel e meu pai se afastaram conversando sobre confiança, responsabilidade e cuidados, enquanto a gente ouvia com uma careta no rosto.
– Fique tranquilo, eles vão estar seguros aqui. — ela o assegurou olhando pra nós, sorri falsamente.
– Tchau filhas — ele nos beijou — Tchau mané. Se cuidem — Deu uma pedalada no Paulo. Rimos.
O exterior da chácara começava com um jardim maravilhoso, com diversos tipos de flores, uma trilha acimentada em direção a casa de dois andares, e a piscina logo em frente. Fiquei com vontade de me jogar ali mesmo. Na piscina já havia meia duzia de pessoas, estavam já se animando, um som sertanejo rolando, fiquei procurando vocês sabem quem enquanto seguíamos Raquel, mas nada. Ela nos levou até um quarto, eu e Isa dividiríamos junto com Larissa, que no entanto, não havia chegado. Estava perplexa com o tamanho e perfeição da casa. Acompanhamos Paulo até o quarto do Matheus, ele teria que dormir lá, segundo Raquel, ordens do meu Pai.
– Isaaa — eles se abraçaram como aquelas de reencontro.
Raquel já havia nos deixado. Paulo e eu nos entreolhamos ele franziu a testa.
– Pois é — disse rindo.
– Oi Galera — Matheus nos notou vindo nos cumprimentar, me dando um beijo no rosto e um abraço, e um tapinha nas costas e um meio abraço em Paulo.
– Matheus, esse é o Paulo. Você disse que eu poderia trazer alguem, então — sorri sem dentes.
– De boa, e ae Parça, suave ?
– Joia — sorriu.
– Caralho, esto cheio de fome — Daniel apareceu com a mão na barriga, entrando no quarto.
– Oi né Cabaço
Rimos.
– Eu tambem estou — desabafei.
Matheus nos levou até a cozinha, ficamos todos conversando enquanto comíamos um monte de porcarias, a família de Matheus estava toda lá fora.
– E a Lari ? — perguntei
– O Pai dela se perdeu, ai meu Pai foi encontrar eles — Matheus respondeu, e só em falar do Fernando, meu coração acelera, eu sorri.
– Nossa, tomara que ela chegue logo então — disse.
– Ah, eles já estão chegando — Matheus disse dando de ombros.
– Venca, e aquela piscina como faz ? — Paulo disse risonho
– Eu ia falar isso agora — Isa disse com um sorriso imenso no rosto. Na verdade, ela não havia o tirado do rosto, dês de que chegamos. Oh, paixão.
– Vamos lá! — Matheus disse animado, e todos se levantaram.
– Vou por minha bermuda — Paulo exclamou
– E eu o meu biquini — Inquiri, caminhamos juntos até o corredor, entrei no quarto e Paulo continuou sua caminhada, já que seu quarto era mais a frente. Matheus, Isa e Daniel, já haviam ido para piscina.
Retiro meu macacão, e pego meu biquini, um verde turquesa, de alças finas e uma parte de baixo pequena. Me viro para o lado da janela, me certificando que esta bem fechada e que ninguém me verá, retiro o restante de roupa presente meu corpo, e visto primeiramente a parte de baixo do biquini, quando termino de vestir o mesmo. Ouço o barulho da porta, me viro apavorada, Fernando estava com a mão na maçaneta da porta, com a mesma semiaberta, e seus olhos vidrados em meu corpo, uso meus braços pra cobrir meus seios, mas obviamente que já havia visto os meus amiguinhos, sinto meu rosto corar, e meu corpo se arrepiar.
– Sai! — exclamei.
Ele fechou rapidamente, e eu fiquei imovel por um tempo, agilizei em vestir logo minha parte de cima do biquini, e visto um short jeans boyfriend. Respiro fundo, ainda em choque e abro a porta, ele não esta no corredor, continuo andando, encontro Fernando sentado no sofá, com umas malas na mão.
Não havia mais ninguém além de nós.
– Você não sabe o que é bater antes de entrar? — Perguntei em um sussurro, com medo que alguém me ouvisse.
Ele levantou a cabeça, encontrando seus olhos no meu. Ele se levantou todo sem graça.
– Me desculpa, não sabia que você vinha — ele disse friamente — Como eu ia imaginar que você estava no quarto?. Estava indo levar as bagagens da menina — ele disse direcionando seu olhar para as mãos dele, que seguravam uma mochila rosa . Era de Larissa,certamente.
Fiquei em silencio, observando disfarçadamente ele sem camisa, com uma bermuda azul escura, observei suas pernas lindas, seu adomem incrivel, e seu braço coberto por aquela tatuagem que o deixava ainda mais sexy. Ouvi uns passos, disfarcei olhando pro nada.
– Vamos? — Paulo envolveu sua mão em meu quadril, já sem camisa, e com uma bermuda apropriada. Fernando o fuzilou com o olhar se retirando. — Eu hein — Comentou, dando de ombros.
– É. vamos — sorri, enquanto se retirávamos.
Paulo se jogou na piscina, fiquei de boquiaberta como ele ja estava se sentindo em casa. Dei risada, me sentando na borda da piscina, deixando apenas meus pés pra dentro. Observo Larissa já dentro. Abro a boca incredula.
– Vaca. — exclamei
– Oi Cami — ela veio boiando em minha direção, jogando água em mim
– Você já chega assim. Nem vai no quarto nem nada?
– Logico, quero aproveitar. Olha esse calor, entra logo — ela disse batucando as mãos em minha panturrilha.
– Já,já — a assegurei, enquanto soltávamos piadinhas um com os outros. Vejo Fernando sair, em em direção as bebidas e conversar com Raquel, eles parecem estar se dando muito bem. Os dois sorrindo, senti uma tristeza, e raiva de mim mesma. Camila, larga de ser idiota. Me levantei, indo em direção as bebidas também de pirraça.
Começo a preparar um drink pra mim. Vejo Raquel saindo. Poucos segundos depois, Fernando se aproxima a alguns metros de distancia, levando sua cerveja a boca, e pelo visto me olhando, inspiro, terminando minha bebida, e a bebendo, ficamos nos olhando. Ele sorri.
– Pensei que fosse de menor, e não bebesse.
– Pensei que você e Raquel, não se suportavam mais. Acho que nós dois pensamos errados — eu sorri.
Fale com o autor