Matheus foi quem deu inicio a caminhada, Isa e eu os acompanhamos, Matheus abriu a porta de trás para que entrássemos com um sorrisinho nos lábios. Eu fui a primeira entrar, fiquei no meio , e minha irmã se posicionou ao meu lado logo em seguida. Matheus fechou a porta e se encaminhou para o banco da frente.

– Então Vamos ? — Fernando olhou pra traz e abriu um sorrisinho sem dentes, se virou quando Matheus o chamou.

– Minha mãe e suas frescuras — bufou — Não acredito que ela não vai ao casamento.

Meu coração disparou, eu comecei a prestar mais atenção no assunto, sem demonstrar interesse, mas Fernando girou seu olhar aos meu pelo retrovisor, ele me encarou por mais alguns segundos, e se virou para Matheus.

– Você sabe que ela odeia o Ricardo. Por isso, eu nem insisti, alem dela dizer que estava com uma dor de cabeça forte — ele disse sério, parecia bravo com sua ... mulher. Grrh

Pai e filho, começaram a conversar de assuntos aleatórios, fiquei olhando através da janela qualquer outra coisa, para não observar Fernando, porque inevitavelmente quando eu o fitava, ficando observando cada detalhe, seu cabelo, sua barba e até a forma como ele dirigia parecia ser encantador.

Depois do silencio predominar no carro, Fernando resolveu quebra-lo

– Então. Vocês conhecem o Matheus de onde ? — engoli a seco, olhando para ele, que deu uma breve olhada para trás.

– A gente estuda juntos — respondi

– E eu estou o conhecendo hoje — minha irmã respondeu, dando uma leve risada

– Vocês são irmãs ? — perguntou

– Exatamente — respondi.

– Se parecem mesmo — Matheus sorriu, olhando pra trás.

– Então você tem, 17 ... 16 anos né ? — ele estava olhando pra mim, pelo retrovisor. Nessa hora, que fiquei me perguntando, quantos anos sera que Fernando tinha ?

– Tenho 16 — disse sem emoções nas palavras.

– Tenho a impressão que já ti vi em algum lugar — ele murmurou, sem olhar pra mim dessa vez. Quis soca-lo desse momento, fiquei alguns segundos processando sua capacidade de ser cara de pau.

– Deve ser no ônibus — Argumentou Matheus, eu continuei em silencio.

– Ah, simmm — ele cantarolou — Deve ser isso mesmo.

Eu não precisava perguntar, eu já sabia que ele era motorista, e sim a gente já havia se visto. Poupei cinismo.

– Chegamossss — Matheus cantarolou, dando um tapinha nas costas do Pai. Esses comprimentos de Homens

– Tchau meninas. Divirtam- se e Juízo. Principalmente você Matheus — franziu a testa pro filho, que gargalhou

– Tenho de sobra — piscou

– Tchau Fernando — encontrei minha voz

– Tchau Cami — Ele se virou, me fitando de cima a baixo — Você esta linda — sussurrou baixinho, mas eu ouvi, e bem .... Fiquei com a feição paralisada. Matheus já estava fora do carro, abrindo a porta para saímos, olhei minha irmã que me encarava de forma estranha. Do jeito que ela bem me conhece, já devia ter notado, que algo estava rolando. Revirei os olhos. Eu sempre fui a certinha, se eu contasse isso pra minha irmã, ela ia fica incrédula.

Não deu tempo de responder, Matheus já estava puxando nossos braços pra fora. Se inclinou na janela e trocou mais algumas palavras com o Pai, e Fernando se foi.

– Vamos meninas — Matheus disse sorrindo galanteador. Eu fiquei o observando, ainda processando que Putz, ele era filho do Fernando, e bem que eles se pareciam mesmo, mas por algum motivo, eu queria ter continuado naquele carro.... Camila, calhe a boca! Sossega !

Caminhamos até a entrada do Pub, vi Larissa com o ... Daniel ? Vejo que Larissa despertou, não ia precisar fazer muito por hoje.

– Oiii pessoas — os interrompi de uma troca de olhares hipnótica

– Cami — ela saltou, um pouco assustada, devia estar em transe ainda. Devo admitir, que Daniel era bem sedutor. — Como você esta gata — ela abriu a boca me medindo.

– Você tambem está, alias, todos nós estamos — risos

Apresentei Isa para minha irmã, e fomos todos para dentro do local, era a iluminação era escura, tocava um som eletrônico, era um local sofisticado e espontâneo ao mesmo. Tinha alguns pufs espalhados no canto das paredes, e casais se pegando. Seguimos o Matheus, e ele foi lá cumprimentar todos seus amigos, tinha bastante gente ali, exclusivamente por ele. Matheus, era uma pessoa muito adorável, então era de se imaginar. Ela ordenou, que ninguém desse os Parabéns até a 00:00,pois só no próximo dia, era seu aniversario de fato. Eu já estava sabendo, pela mensagem que ele havia mandado no celular.

Eu não entendo a organização do local, afinal, eramos de menores. Mas os garçons iam constantemente em nossa mesa servir coquetéis, e os barmans, preparam as bebidas sem hesitações pra qualquer um. Fui até lá, e pedi pra ele fazer algo de bom. Ele me preparou uma bebida, que eu não sei o nome especifico, sei que havia uma tonalidade azul, e um sabor Delicioso. Depois dessa, ia lá pedir a mesma bebida toda hora.

Algumas amigas de Matheus, estavam dançando nada sóbrias, subindo o vestido, e sensualizando para uma roda de garotos sentados sobre a mesa. Eu já estava tontinha, fiquei caçando minha irmã, percebo que ela esta aos beijos com Matheus. Fiquei de boquiaberta, olheis aos redores, e vejo Larissa e Daniel sentados em um puf, e obviamente se atacando tambem. Viva Camila! Você sobrou.

Me dirigi para o bar mais uma vez, dessa vez, pedi uma tequila! Ele me serviu e me lançou uma piscadela. Pelo visto, acho que vou ter que dar uns beijos no barman. Ok! Se controle Camila.

Na verdade, sexo masculino era o que não faltava naquele pub, eu dei fora em vários, porque da beijinho e sai fora. Não é comigo!

Deu 00:00 todos se reuniram em volta da mesa, e contaram para Matheus, trouxeram um bolo de baunilha recheado de doce de leite. Me acabei. Dei os Parabéns para Matheus, ele já estava bebinho, até chorou ao abraçar Daniel.

Por Deus, começou A MUSICA! Era Blame — Calvin Harris, eu amo essa musica, ainda tropeçando no meu salto, fui até o meio da pista, sozinha mesmo, não estava ligando pra nada. Comecei a me mexer conforme a melodia da musica, e comecei a cantarolar


So blame it on the night
Don't blame it on me
Don't blame it on me

Notei minha irmã ao meu lado, ela dançava comigo, já sabendo que eu amava essa musica. E ela também, começamos a dançar juntas e cantarolar alto. Daqui a pouco, todos os amigos de Matheus estavam em nossa volta, dançando enlouquecidamente. Pulando e cantando. Matheus virou minha irmã para um selinho e fiz uma careta

– Vocês estão muuuuito gays — gritei por conta da musica alta

Matheus me deu o dedo, e eu me virei rebolando conforme a musica. Vi um cara alto e cabelo mel olhando pra mim enquanto eu dançava, sabia, que ele não era nenhum dos colegas de Matheus, se fosse, eu já teria notado, além dele aparentar ser mais velho. Ele dirigiu seu copo até a boca, com uma bebida que eu não sei reconhecer qual é, veio andando em minha direção. Eu não desviei nossos olhares, continuei dançando olhando fixamente para aqueles olhos castanhos claros. Me certifiquei disso, quando seu rosto ficou a mililitros do meu. Tudo bem, que eu disse que eu odeio ficar por ficar, mas aquele cara era uma tentação. Ele veio atras de mim, e começou a dançar no ritmo da musica, eu conseguia sentir seu perfume, a gente dançava na mesma sincronia, parecia até coreografado.

Ele colocou suas mãos em minha cintura, e eu gelei um pouco, ele esboçou um sorriso meigo, e continuamos dançando, assim, uma proximidade constante, seus labios foram até os meus, e nos beijamos, permiti que sua lingua encontrasse a minha boca, ele a estocou em cada cantou da minha boca,um beijo suave, e tranquilo, podia sentir o gosto de sua bebida, e do cheiro de creme de barbear. O beijo foi esquentando, e eu comecei a arranhar suas costas, como um pedido, para que ele não parecesse com aqueles toques que sua mão fazia por meu corpo. Camila, onde você esta com a cabeça ? A musica parou, ele mordeu meu labio. E minha lucidez voltou, eu nem sabia o nome do cara.

– Sera que a gente pode dançar mais uma ? — ele sussurrou em meu ouvido. Me virei com um barulho, era a Isa, caida no chão e Matheus a erguendo, eu tinha perdido o limite. Nem da minha irmã, eu estava cuidando direito.

– Agora não dá. Desculpa — sorri sem dentes, me virando, e ajudando Matheus a levanta-la já que nem ele se segurava em pé.

– Desculpa Cami — ela fez um bico — Eu acho, que exagerei na dose — ela gargalhou, e depois fez uma careta — Estou passando mal

A abracei a levando a uma das cadeiras em frente a mesa.

– É melhor você ficar quietinha agora — rugi, pegando meu celular, o tempo tinha voado, eu sabia que tinha dançado a noite inteira, porque minhas batatas encontravam-se doloridas. Eram 4:50 da manhã. Observei em volta, e vi Larissa falando ao celular e se despedindo de Daniel. Seu pai devia ter vindo busca-la. Algumas das meninas ainda dançavam, e outras estavam agarradas com os amigos de Matheus, que aproposito, estava deitado sobre um puf com os olhos fechados.

Me levantei, não sei como, por que eu também estava tonta, e caminhei até a ele.

– Matheus — comecei a mexer em seu ombro, observei Daniel se sentar ao lado do amigo

– Estou com uma baita dor de cabeça!

– Acho que a gente bebeu demais por hoje — soltei uma breve risada- Ao menos você aproveitou bastante — dei um sorriso malicioso, e ele devolveu o sorriso.

– Acho que o Matheus capotou, só acho!

– Seu Fraco — resmunguei, o sacudindo, ele apenas murmurou alguma coisa, mexendo a cabeça.

Peguei meu celular, e optei ligar pelo Fernando, só nessa hora eu percebi que havia chamadas perdidas do mesmo. Me levantei, e fui para o ambiente de fumantes do pub, onde estava mais tranquilo.

Liguei para minha mãe, que estava toda preocupada. A tranquilizei, mandei ela voltar a dormir, que já estaríamos em casa logo.

Agora era a vez de ligar pra ele ....

– Alo ? — Uma chamada foi o suficiente e ele atendeu. Eu estava receosa, de como Fernando atenderia, bravo, preocupado, mas longe disso. Ele parecia calmo.

– Oi Fernando — respirei fundo .

– Liguei pro Matheus, umas mil vezes, e ele não atendeu nenhuma. Por isso te liguei, aproposito, pensei que não fosse retornar também. E o Matheus, esta por onde ?

– Desculpe-me Fernando. Então, ele capotou

– Não se desculpe — pude ouvir ele rir do outro lado do telefone — Filha da puta ... — Xingou o filho.

– Esta no casamento ? — perguntei hesitante, porque era estranho estar conversando com ele.

– Não. Estou em casa, estou indo buscar vocês. Cuida dele ai Cami — ele riu.

– É, vou virar babar, dele e de Isabela — bufei

– Ela também deu PT ?

– Exato — suspirei

– Meu Deus — lamentou, indignado — Então, relaxe. Estou chegando.

– Okay, tchau! — Meu coração bateu forte.

Ele se despediu, e eu entrei novamente vendo Matheus no mesmo lugar e minha irmã também. Parecia estar cochilando na cadeira.

– Isa ! — a sacudi, e a informei que devíamos sair pra fora, ela ficou hesitando, resmungando coisas sem coerências, mas topou.

Na hora de chamar o Matheus, foi ainda mais difícil, Daniel havia sumido do mapa. Praticamente, arrastei os dois, e me arrastei também até a saida. Não demorou muito, até eu avistar o carro branco se aproximando. Fernando abaixou o vidro, e nos olhou parecendo preocupado. Saiu do carro, ainda tava usando seu traje social, apesar dos seus olhos estarem um pouco cansados, não demonstrava, de tão charmoso que é. Observei algumas menininhas os admiraram e soltarem comentários, no cio, com a chegada de Fernando.

– Demorei ? — me perguntou, acho que por que eu era unica demonstrando um pouco de lucidez.

– Não. Foi rápido!

Ele ficou sério, do nada, olhando pro Matheus, que estava sentado no chão.

– Anda Matheus — rugiu, erguendo o filho e o abraçando, introduzindo para o carro, eu segurei na mão de Isa, que andava desconcertada, mas conseguimos chegar até o carro.

Fernando colocou o filho no banco de trás, em seguida me ajudou a colocar Isa ao lado de Matheus. Ele me olhou seriamente e me mediu, em seguida abriu um sorriso de lado.

– E você, precisa de ajuda ? — arqueou a sobrancelha

Neguei com a cabeça rindo, enquanto o observei abrir a porta da frente pra mim. Meu coração voltou a acelerar, e quando eu o vi se sentar ao meu lado. O frio na barriga aumentou.

– Se divertiram bastante ao menos ? — ele perguntou, enquanto colocava o cinto. Eu fiz o mesmo.

– Sim, foi ótimo. — assenti com a cabeça — E sua noite, foi boa ?

– Ah, foi legal — ele deu de ombros, ligando o som.

Ele deixou na radio, tocava Ariana Grande — Love me Harder. Foi engraçado, por que a musica combinava com a noite iluminada da cidade, combinava com o Fernando, por que era tranquila e gostosa de se ouvir. Assim como Fernando, gostoso e tranquilo. Não me aguentei, comecei a cantar, eu estava bancando a durona. Mas depois de tomar tanto aquela bebida azul, eu tambem não estava cem por cento.

– Uuuh, love me, love me, love me, Harder, Harder, Harder — comecei a cantarolar balançando a cabeça.

Ele olhou pra mim e riu.

– Você canta mal Cami.

Eu continuei cantando mais alto, em seguida olhei pra trás, vi que Matheus e Isa dormia. Me silenciei, mesmo sabendo que não fazia diferença, eles estavam capotados. Fernando riu da minha cara, e eu soquei seu ombro, que pareceu nem dor nada nele. Babaca.

– Pode me deixar aqui, Fernando — indaguei, quando estávamos na avenida próximo de casa.

– Onde eu entro ? Vou te deixar em casa — murmurou

Gloria, porque eu realmente estava com medo de andar sozinha a essa hora da madrugada, piorou, com a Isa do jeito que estava.

Expliquei o caminho, e não demorou muito para que estivéssemos em frente minha casa.

Ficamos em silencio, e milagrosamente EU, resolvi quebra-lo.

– Você é um Cafajeste né Fernando — pigarreei a mais pura sinceridade, olhando em seus olhos, ele abriu um leve sorriso, e continuou me olhando.

– Não sou um Cafajeste Camila, não me ofenda — franziu a testa.

– Maginaaaa — bufei — Você é sim, um super cafajeste — Quantos anos você tem ? — disse cruzando as pernas, e seu olhar direcionou a elas.

– Por que quer saber ? — perguntou, dando de ombros e tirando seu olhas de minhas pernas para os meus olhos — Eu tenho 30 anos. — respondeu, E eu fiquei em silencio — Não sou tão velho assim — disse com frustração — A mãe de Matheus engravidou muito nova.

– Você começou as coisas BEM cedo.

Ele riu, assentindo.

– Tem outros filhos além do Matheus ? — perguntei hesitante.

– Ele é o único. Por que, quer que eu te adote ?

– Esta chapado, Fernando ? A gente que enche a cara, e você que fica retardado.

Ele gargalhou, em seguida, voltamos a ficar em silencio, encarando um a outro. O que restava, era o som médio que vinha da radio.

– Eu vou indo. Obrigada Fernando. — me desfiz do cinto.

E quando me virei, para olhar novamente em seu rosto, suas mãos vinheram até minhas coxas, aproximou seu rosto do meu, e eu não fiz nada para evitar isso. Me odiei, e odiei ele na mesma intensidade. Não podia negar a vontade que eu estava sentindo por ele. Sabia que ia me odiar ainda mais no dia seguinte, mas me deixei levar por seu par de olhos castanhos esverdeados, ele subiu uma e suas mãos pelo interior do meu corpo, até chegar em meu rosto, acariciou minha face, e eu fechei os olhos o sentindo, até seus labios encontrarem o meu. Meu corpo todo se arrepiou, e uma corrente eletrica se alastrou sobre mim. Isso era TÃO ERRADO, ele era era errado, estava tudo errado, seu filho e minha irmã estavam atras de nós. Mas nossos labios pareciam estar ligados por imãs magnéticos, a lingua de Fernando sugou a minha, e eu gemi entre seus labios. Não conseguia acreditar, que estava ali beijando ele.

– Isso ta errado Fernando — disse afastando nossos labios. Embora nossas testas estivessem coladas

Ele sorrio, passando sua bochecha sobre a minha, eu me arrepiei ao sentir aquela sua barba roçar em minha pele. Segurei em sua nuca com força, e nos beijamos mais uma vez, com tanta intensidade, como se o mundo fosse acabar. Ele era todo ERRADO, mas seu beijo, caraca! Que beijo era aquele, nossos labios se distanciavam entristecidos, se movendo suavemente, dando final a um selinho meigo. Ambos sorrimos.

– Boa noite Mila

– Boa noite Fernando- Me levantei, e sacudi minha irmã, que Graças a Deus parecia não ter notado nada.

– Quer ajuda ai ? — Fernando perguntou me olhando.

Neguei com a cabeça, puxando minha irmã, que pareceu despertar. Fechei a porta, e vasculhei a chave em minha bolsa. Sabia que Fernando, estava ainda parado em frente ao meu portão me olhando. Achei as chaves, e o encarei com um sorriso timido. Ele me olhava, tão ... sem culpa, como conseguia ? Parecia que ele não havia feito nada de errado. esse é o problema dos Cafajestes, completos babacas, e caras errados, eles fingem que nada aconteceu. Fazendo eu parecer a louca da historia.

Acenei com a mão, e ele acenou de volta, entrei e fechei o portão. Observei Isa, com a mão sobre a cabeça.

– Vem, vamos — a abracei para dentro de casa. A encaminhei até seu quarto, a ajudei a tomar um banho, para que ela (despertasse) , a auxiliei vestir seu pijama, e a pus pra dormir.

Sabia que dormir ia ser uma coisa difícil pra mim, não conseguia tirar a cena de Fernando e eu nos beijando na cabeça. O Flashback se repetiu constantemente em minha mente. Tomei meu banho, me deitei sobre a cama, e fiquei com inúmeros pensamentos na cabeça. Mas todos eles, ligados a nada mais nada menos que Fernando