Notas iniciais
Minha primeira Long Fic! Estou completamente assustada e ansiosa com isso. Bom, aqui em cima eu evito falar muito, mas não se preocupem, eu compenso isso nas notas finais. Tenham uma boa leitura, amores! Música que me inspirou: https://www.youtube.com/watch?v=2rfjVUT6jfY

PROGENITOR

PRÓLOGO

Eu respirei fundo, o máximo que podia.

Nada fazia sentido.

Nada estava certo.

Tudo doía... Tudo ardia.

Eu estava em chamas, engasgando e sufocando no meio de tanta dor.

Esse abismo entre o cheio e o vazio estava me matando.

E o nada e o tudo em minha cabeça vomitavam monstros.

***

03h17min da manhã, cidade de Vancouver, Canadá.

Ele acordou sobressaltado, atordoado, e completamente aturdido.

Com as escleras vermelhas e as pupilas dilatadas, ele vasculhou a escuridão abruptamente, tateando de maneira sôfrega a cômoda ao lado.

Ele estava todo úmido, de seu torso nu escorriam grossas gotas de suor, seu cabelo loiro se encontrava completamente empapado e grudado em sua face.

E sua face...

Completamente desorientada pela dor e pesadelos.

Ele estava confuso.

Estava tenso.

E completamente sozinho.

Seu peito subia e descia tão rápido, em busca de ar, que chegava a doer e incomodar. E com os dedos finalmente em volta do cilindro de vidro que tanto procurava, ele finalmente procurou se acalmar.

Ele se livrou dos lençóis que pareciam se enroscar em seu corpo, cobras de tecido, e se sentou de maneira brusca na ponta da cama. Ainda no escuro, ele abriu o cilindro de maneira ágil, mesmo que com os dedos como chocalhos, e vazou o conteúdo em sua outra mão aberta. Com o tato, ele contou um, dois, três comprimidos, e os jogou na garganta, de uma vez, e ficou parado por um tempo procurando não se engasgar, enquanto sentia aquelas cápsulas secas escorregarem por sua goela.

E ele ficou lá, uma sombra na penumbra.

Seus olhos, que se fecharam por um instante, abriram-se lentamente, enquanto ele levava os dedos à têmpora.

Ele cerrou os dentes.

Sua cabeça estava explodindo.

Seus olhos ardiam e seu corpo tremia.

E por Deus, as imagens...

Ele esperou em silêncio, aguardando as pílulas serem absorvidas por seu organismo, e de pouco em pouco sentiu todos esses incômodos se esvaírem.

E por fim, respirou fundo.

Há muito tempo aquele belo homem loiro não tinha uma noite inteira de descanso. Na maioria das vezes eram pesadelos, imagens criadas no meio da noite, ou simplesmente lembranças, que geralmente eram muito piores do que qualquer coisa que sua imaginação pudesse inventar.

Minha nossa, ele se sentia tão cansado.

Nem se lembrava direito qual foi a última vez que dormiu bem. Mas assim que acordava, nunca conseguia voltar a descansar de novo.

Afastando o cabelo úmido dos olhos, ele levantou da cama, e com os pés descalços arranhando suavemente o assoalho frio, sem ligar nenhuma luz, ele foi até a geladeira, onde o brilho da lâmpada amarela o cegou por um momento, mas ele apenas cobriu os olhos e bebeu um gigantesco gole de água. Sem querer mais deitar, ele foi até a varanda, onde a brisa da noite corria gélida e suavemente, onde ele poderia se refrescar e respirar melhor.

Entendam, nada nunca foi muito fácil em sua vida, mas recentemente ele sentia que tudo estava ficando pesado demais, tenso demais, e naquele momento, ele sentiu medo.

Medo de que, em algum momento, tudo fosse ruir.

Mas tão logo esse pensamento passou por sua cabeça, ele o afastou. Se apoiou no parapeito metálico da varanda, e fitou o céu escuro, fitou várias avenidas agitadas, mesmo que de madrugada, e fitou aqueles prédios imensos e iluminados e amontoados, se sentindo menor do que nunca.

Uma mecha grossa de cabelo foi aos seus olhos, e ele a afastou novamente, jogando-a para trás, sentindo a mão formigar enquanto a mexia.

Com os olhos não mais vermelhos, ele permaneceu fitando aquele vazio alumiado pelos faróis de carros e postes e janelas de apartamentos.

"É Leon... Você está completamente ferrado..." Ele falou para si mesmo, enquanto percebia que os remédios estavam, de pouco em pouco, perdendo seu efeito paliativo.

E ele apoiou a cabeça nas mãos, sentindo aquele incessante formigamento na mão esquerda.

Ele queria esperar que parasse. Mas não nada iria parar.

Só iria piorar.

A não ser que agisse. Esperar já não era mais uma opção.

Ele precisava fazer alguma coisa.

Urgentemente.

***

Uma folha qualquer em cima da mesa de jantar

Não faz muito tempo desde que tudo ocorreu.

Tinha o espaço de alguns meses, anos, talvez?

Eu não sei. Às vezes, sinto como se fossem décadas.

Era estranho pensar que, um único dia, uma única noite, na verdade, tivesse mudado totalmente todo o rumo da minha vida.

Finalmente eu entendia o Batman, o Coringa e todos esses super-heróis e vilões esquisitões. Realmente, bastava um dia ruim para tudo mudar, e todo aquele acontecimento, de alguns minutos, ou algumas horas, definirem quem você é, ou quem vai ser. É, é uma droga ficar pensando isso, mas essa é a verdade.

Ainda hoje, lembro desse dia premiado, vividamente, uma queimadura dolorosa que não se cansa de arder.

Eu estava apenas indo em direção ao meu primeiro dia de trabalho na cidade de Raccoon. Eu estava indo ser um policial, entende? Não tinha nada de muito extraordinário. Prender delinquentes, investigar alguns casos, coisas assim. Eu estava especialmente interessado nos casos de assassinatos, as estranhas ocorrências que aconteciam pelos arredores. No entanto, nada era exatamente fora do normal. Era para ser um primeiro dia comum, eu esperava isso.

Lembro do quão bobo eu estava, meio animado, meio tenso, atraído para aquela cidade de uma maneira que eu desconhecia, por todo o mistério que ela aparentemente abrigava. E imaginar que perder a hora salvaria a minha vida...

Até hoje, pensar que eu estava no lugar errado, mas na hora certa me deixa desconcertado. Se eu tivesse sido pontual, talvez estivesse morto.

O relógio foi o meu amigo, daquela vez.

No entanto, nesse momento, ele é o meu pior inimigo.

Uma infecção viral não espera que você esteja pronto para tomar conta de seu corpo.

E disso, eu sei muito bem.

***

Quando o relógio marcou sete horas em ponto, Leon terminou de tomar seu café. Ele não dormiu o resto da noite.

Na verdade, nem tentou. Ficou só parado naquela varanda, por muito tempo, pensando no que realmente iria fazer.

Várias coisas passaram por sua cabeça, ele não saberia dizer exatamente o que pensou se você perguntasse. Ele nem percebeu que tinha ficado em pé por tanto tempo, até que o céu começou a clarear, seu tom azul escuro empalidecendo lentamente, até o laranja chegar e misturar tudo.

Era estranho como o tempo passava quando ele se perdia em pensamentos.

O mundo exterior quase deixava de existir.

Quase.

Ele então decidiu tomar um longo banho, enquanto sua cabeça processava todas as ideias que ele condensou naquela madrugada.

Primeiro, ele precisava encontrar Barry.

Precisava ter uma longa conversa com ele.

Quando terminava de enxaguar seu cabelo, ouviu o celular tocar. Rapidamente, ele se enrolou em uma toalha, e pegou o aparelho que tocava em cima da pia.

Era Kathy, a esposa de Barry.

Kathy era uma pessoa interessante. Era uma mulher de espírito forte, altiva, extremamente dedicada à sua família e aqueles com quem se cativava. Ela passou por muita coisa por conta do trabalho seu marido, situações que envolviam sequestro, chantagem, mortos-vivos, casos que não são muito comuns no cotidiano de uma típica esposa americana. No entanto, ela sempre esteve lá para todos aqueles que precisavam de apoio.

Bom, Leon era uma dessas pessoas.

Ele se sentia bem falando com Kathy. Ela lhe remetia um carinho maternal que ele não pode usufruir. Ela fazia os outros se sentirem bem consigo mesmo. Eram nesses momentos que ele entendia porque Barry era tão devotado à sua família.

E era por isso que ele se sentia pior ainda em relação a ele.

Pensar no que aquele monstro fez com Lúcia. Aquele demoníaco parasita, com seu rosto...

Ele atendeu o telefone.

“Alô? Kathy?” Ele perguntou, com sua voz afável quando se dirigia a ela.

“Leon, querido, olá. Desculpe te incomodar tão cedo. Estava dormindo?”

“Nem um pouco. Acabei de sair do banho. Mas, o que houve? Na verdade, está bem cedo mesmo. Algum problema por aí?”

“Oh, não." Ela pensou um pouco. "Bom, na verdade, eu queria falar com você”. Antes que ele pudesse perguntar o assunto, Kathy se apressou “É Laure. Ela me ligou. Disse que não consegue falar com você. Estava preocupada porque você nunca mais a procurou. E quando ela disse isso, bom, eu também me preocupei. Leon, está tudo bem com você? Sabe que pode falar comigo” Kathy soprou, em uma voz antes preocupada, mas notavelmente amável.

Leon suspirou, sentindo o peso daquelas palavras legitimamente ansiosas. Ele não pensou muito na resposta, apenas começou a falar.

“Na verdade, Kathy, eu não estou bem. Estou tudo, menos bem. E era justamente por isso que eu ia aí hoje.”

“Oh, você está no Canadá?” Ela perguntou, surpresa.

“Sim, cheguei aqui há quatro dias” Ele pensou por um instante, um pouco tenso, antes de perguntar “E o Burton? Como ele tá?”

Ele sentiu Kathy sorrir um pouco antes de responder.

“Ele está bem, querido, não se preocupe.”

“Tudo bem” Ele finalmente disse, procurando se deixar levar com as palavras de calma dela “De qualquer modo, Kathy... Ah, eu nem perguntei. Se importa de eu passar aí daqui a pouco? Queria falar com o Barry.”

“Oh, você não precisa nem pedir. Sabe que sempre será bem-vindo, Leon. Na verdade, se está no Canadá, deveria ficar conosco, e não em um apartamento qualquer.”

“Ei, não se preocupe. Eu já tinha esse lugar aqui há um bom tempo, precisava vir tirar a poeira. Além disso, não queria incomodar.”

“Incomodar, que besteira.”

Ele esboçou um sorriso.

“Que maneira feia de falar, Kathy. Não se zangue. Apareço aí mais tarde.”

“Ah, tudo bem então. E ligue para a Laure. Ela deve estar preocupada. Queria mesmo falar com você. E, pelo visto, era importante.”

“Certo. Até mais.” Ele disse, meio desatento. E encerrou a chamada ao ouvir o até mais de Kathy.

Leon mexeu no cabelo, sacudindo os fios dourados e espalhando gotículas de água por todo o canto enquanto fitava seu reflexo no espelho embaçado.

Leon gostava de Kathy. De verdade. Ele se sentia bem falando com ela.

No entanto, ele não a contava tudo. Ela era uma boa amiga, mas não o seu diário.

A verdade, é que ele já havia falado com Laure.

E desde que tinha viajado, há quatro dias, tudo o que ela sabia e havia lhe dito tinha a ver com a decisão que ele tomou.

Ele se sentiu grato por ela não ter contado nada a Kathy. Laure sabia o que Leon estava pretendendo. Ela queria impedi-lo.

Ele estava se barbeando quando sentiu o peito apertar em uma dor abrupta, com um horrível incômodo subindo por sua garganta e explodindo em sua boca. E ele tossia e tossia e tossia, a lâmina cortando seu rosto e escapando de seus dedos, e suas mãos indo de encontro ao rosto, procurando conter toda aquela loucura, até senti-las úmidas e manchadas de vermelho.

E então, do mesmo modo que aquilo havia iniciado, parou.

Ele cuspiu, com raiva, o sangue que tingira sua língua e lábios totalmente, limpando a saliva vermelha que escorrera do canto de sua boca, com a costa da mão. Ele observou, distraído, o fluído carmesim escorrer lentamente pelo ralo da pia, quando abriu a torneira.

Ele ficou fixo naquele redemoinho escarlate, vazando para o abismo.

Impedi-lo já não era uma opção. A essa altura do campeonato, esse era um feito praticamente impossível.

***

Laure

Ninguém sabia muito sobre a vida de Laure. Nada mais que o básico. Se ela tinha um sobrenome ou algo assim? Não faço a menor ideia.

Sinceramente, na maior parte do tempo, eu não tinha a menor vontade de descobrir nada além do necessário.

De vez em quando falava alguma coisa, para quebrar o gelo. Mas não chegava a ser importante. Saber o essencial era a única coisa que me importava, e bastava.

Olhei para aquela mulher de – segundo ela – 44 anos, enquanto ela espetava minha veia com uma agulha maior que meu dedo indicador. Observei ela me encarar por meio segundo com aqueles estranhos e enormes olhos negros.

De vez em quando, sentia que Laure queria sugar minha alma com aquele olhar. Ela tinha a aparência de uma mulher frágil e preocupada.

Há. Totalmente falso.

Tentei tirar minha mente do que ela parecia agora, para o que ela um dia foi, e nunca conseguiu se livrar.

Laure era uma virologista, também formada em bioengenharia, que trabalhou por um bom tempo na Umbrella.

Na verdade, ela era uma das principais envolvidas na pesquisa de uma variante do vírus progenitor. Uma de suas funções – na verdade, sua principal — era procurar uma maneira de atenuar os efeitos nocivos e violentos daquele novo vírus, tão intensamente feroz e descontrolado e modificado.

Eu e Barry a conhecemos quando estávamos procurando informações sobre algumas bases escondidas da Umbrella. Encontramos Laure sob a proteção da organização em que estávamos envolvidos na época. Ela era uma espécie de testemunha chave, uma protegida que a qualquer momento poderia ser morta por saber demais. Ela pulou do barco na hora certa. E mesmo com uma corda amarrada no pescoço, ela era como uma viciada, não conseguia abandonar suas pesquisas ou suas convicções.

Quase que logicamente, ela foi a primeira pessoa a quem eu recorri quando tudo começou a ficar fora de controle. Não conhecíamos mais ninguém que pudesse ajudar. Na verdade, ela meio que veio até mim, como se soubesse de tudo antes de qualquer outro. Mas como ela conseguiu ficar a par da situação e chegar no momento certo, já sabendo como agir? Nunca a questionei.

Laure, mais do que tudo, se sentia culpada por ter corroborado com algo tão danoso quanto aquele vírus. E ela viu em mim uma espécie de purgação. E desde então, eu tenho sido sua cobaia na procura de uma forma de eliminar aquele vírus.

Eu não tinha escolha.

Ela não parecia ligar para isso.

“Está silencioso hoje.” Ela tentou puxar conversa, enquanto o êmbolo ascendia à medida que meu sangue enchia o cilindro.

“Um cara não pode ficar pensativo de vez em quando?” Falei, esticando o canto dos lábios. Laure sorriu, olhando para baixo.

“Com certeza. Mas é estranho, de qualquer forma. Você sempre tinha uma coisa ou outra para falar. A gente se acostuma.”

“Que estranho. Pensei que você não gostasse que eu ficasse fuçando, como um rato, o seu antigo trabalho.” Repeti as últimas palavras que ela havia dito da vez anterior em que nos encontramos.

“Oh, você é um sentimental. Desculpe ter falado aquilo.”

“Ah, não pense que eu fiquei magoado” Falei, com escárnio “Juro que você não quebrou meu coração.”

Ela tirou a agulha do meu braço, ainda sorrindo, erguendo uma sobrancelha.

“Fico feliz em saber disso. Mas, como prova de meu arrependimento, eu respondo uma pergunta que você queira fazer.”

“Só uma?” Falei, apertando e afrouxando a mão.

“É, mas dependendo do que seja, talvez eu mude de ideia” Ela depositou o sangue em uma ampola de vidro, já etiquetada com o meu nome.

“De maneira geral, por que você tem tanto interesse na cura?”

Ela olhou para mim, erguendo novamente as sobrancelhas, como se duvidasse da pergunta.

“Senhor Kennedy, não acredito que desperdiçou sua chance com algo tão... Estúpido.”

Eu ri da sinceridade dela. “Nossa, que suavidade. Mas você não respondeu o que eu queria.”

Ela continuou em silêncio.

“Vamos, é só uma questão de ponto de vista. Eu quero saber o seu. Aproveite que não estou sendo mais silencioso.”

Ela suspirou, pensativamente, enquanto eu a esperava falar.

“Bom” ela começou “Eu tenho certeza que você não precisa de uma aula de geografia política sobre... Sei lá, o comércio de armas biológicas ou... Alguma coisa assim.”

“Ah, com certeza eu não preciso.”

“Sendo assim, eu posso ser direta” Ela mostrou os dentes “Na verdade, o meu interesse na cura é muito simples, apesar de em alguns pontos parecer um pouco... Antiético. É estupidez criar algo que você não possa controlar. Além de que, é uma interessante estratégia de vendas em um conflito. Vender a espada para um e o escudo para o outro. A Umbrella vivia fazendo isso, apesar de ser de maneira extremamente discreta. Acredite, ao contrário do que muitos pensam, não é nada legal ficar em cima do muro. Mas, assim as coisas andavam.” Ela pareceu sonhadora por um instante “Ah, Senhor Kennedy, adorávamos brincar de Deus.” E então ela voltou ao normal. “Mas enfim, o principal é que é inútil e uma completa burrice criar uma arma se você não sabe como mantê-la sob controle. Uma hora ou outra você pode se prejudicar com ela, e não vai existir nada que você possa fazer para reverter a situação.”

“Por que será que eu imagino que a Umbrella não compartilha muito bem dessa sua opinião?”

Ela sorriu para si mesma.

“A Umbrella é um lixo que não soube nem se proteger de suas próprias invencionices. Criaram Frankensteins e, como idiotas, não souberam controlar o que inventaram” Ela falou, com amargura “Todos somos uns tolos”.

Ela me fitou, com um semblante estranho.

“Olhando para você, senhor Kennedy, me sinto triste. Esses seus olhos azuis são bonitos demais para tantos horrores. Saber que fiz parte de toda a porcaria que o deixou como está agora...”

Dessa vez, foi eu que olhei para ela fixamente, enquanto ela fazia o mesmo.

“E, no entanto, isso não muda nada”

“Realmente” ela concordou “Não muda nada. Nunca vai mudar. E isso é o pior de tudo.”

“Isso, Laure, é a vida. A única merda é que, a sua, ajudou a destruir muitas outras” Eu mandei, logo depois suspirando. Que droga de conversa.

Laure olhou para baixo, e eu mudei de assunto, para algo que me importava muito mais, e que deveria ser a única preocupação naquela sala. Eu não havia dito que não me importava com o que ela fazia?

“E como está a pesquisa? Algum progresso?”

Ela me olhou novamente, tentando disfarçar o quanto ficou tensa.

“Nada. No entanto, recentemente, eu entrei em contato com aquele seu amigo, o detetive.”

“O Ark?”

“Sim, esse mesmo. Parece que ele teve avanços na investigação.” Ela se sentou na cadeira giratória, virando-se para a mesa de metal à frente. “Eu o informei sobre uma amiga que estava envolvida nesse projeto tanto quanto eu. Só que, eu odeio admitir, a vadia era muito mais brilhante. Quando eu dei o fora da empresa, nós perdemos o contato. O que eu sei é que ela parecia ter avançado muito mais em relação a uma cura. Sabe, a mulher tinha motivos de sobra para querer aquilo. Ela também foi a principal envolvida na síntese do medicamento paliativo que você toma. Mas eu não sei por onde ela anda, o que faz, se tá viva, ou qualquer porra assim. Mas parece que Ark conseguiu algo novo. Ele parecia estar apenas esperando uma informação realmente concreta para poder falar conosco. O filha da mãe é competente. Fez nesses dias o que não consegui fazer em... Sei lá, esse tempo todo de procura.”

Sorri para mim mesmo. Ark sempre foi alguém com quem pude contar, mesmo depois que nos separamos, logo após nos formarmos. Ele era extremamente confiável. Me senti bem ao ouvir Laure falando dele.

Me levantei, com ela seguindo, com o olhar, meus movimentos. “Ótimo. Eu te vejo depois, então.”

“Certo. Espero te encontrar com boas novas da próxima vez.”

Antes de atravessar o umbral, me voltei para ela e a mirei, por um instante.

“É. Eu também.”

***

Leon saiu do apartamento de maneira ágil.

Ele se dirigiu ao carro que tinha alugado há dois dias, pensando se deveria ligar para Barry avisando que estava chegando, ou algo assim. Mas não fazia muito tempo que havia falado com Kathy, e imaginando que ela já tivesse avisado o marido, ele jogou o celular no banco do passageiro e começou a se movimentar sem preocupação.

No carro, ele aumentou o volume do rádio enquanto um rock qualquer tocava no veículo. Ele não sabia quem cantava e nem reconhecia a música, mas era um barulho suficientemente agradável para distraí-lo pelo percurso. De alguma forma, ficar a sós com seus pensamentos estava se tornando muito, muito irritante.

Excluindo esse último telefonema de Kathy e algumas palavras ditas por necessidade, já fazia uns cinco dias desde que ele não falava com ninguém, nenhuma conversa ou algo assim. Isso se devia bastante ao fato de estar no Canadá em segredo, e colaborava mais ainda o fato de estar estacionado nessas “férias” forçadas a mais tempo do que gostaria. Ele queria voltar à ativa. Lutar pelo que era certo, usar o que sabia para colaborar com algo, por Deus, se sentir útil! No entanto, agora imaginando, não era do jeito que estava pensando que gostaria de voltar.

E naquele momento, ele dava graças por ter saído da mira do governo – hipoteticamente – por aqueles fastidiosos dias.

Desde que seu treinamento na força especial começou, ele não tinha tido descanso. Cuidados com vida pessoal, ou algo assim? Não pense loucuras.

Se ele tivesse um cachorro, o animal já estaria ganindo em uma cova, pelo simples fato de seu suposto dono não parar em casa.

Namoros? De algum modo, pensar nisso parecia ser algo tão impossível quanto... Hmm... Mortos continuarem mortos. Além de que, isso nem era algo que passava por sua cabeça.

Mesmo sexo casual parecia algo que já estava se distanciando do dia a dia dele. Sim, isso era aterrorizante. Mas, de algum modo, ele não conseguia se apegar a ninguém, seus dias loucos, sua vida conturbada, não permitiam isso.

Seu passado não permitia isso.

Ele procurava continuamente negar, mas há muito tempo, algo meio que... Se quebrou dentro dele, e ele não achava modos de consertar.

E ficar noite após noite com alguém desconhecido já não o agradava, não o satisfazia. Flertar era divertido, mas não o suficiente. E ele odiava concordar, mas cada vez mais estava se acostumando à uma vida solitária.

“Que vontade de levar um tiro”.

Ele apertou as mãos em volta do volante até os nós de seus dedos ficarem brancos.

E percebeu que a música não estava alta o suficiente para afastar essas baboseiras de sua cabeça.

Ele suspirou, com seus olhos azuis atentos à paisagem clara que corria pelo para-brisa.

Ir até Barry iria demorar...

Ele morava em outra cidade, bem longe de Vancouver.

Mas como Leon saiu no início do dia, se o trânsito colaborasse, no final da tarde estaria na casa dos Burton.

E ele pisou fundo, o carro preto e brilhante cortando a rodovia deserta rapidamente.

***

Quando ele chegou e bateu a porta do carro, a primeira coisa que viu foi uma garotinha de cabelos negros correndo para ele, pulando em seu pescoço e dando um forte beijo estalado em sua bochecha, seguido de um grande abraço apertado, que ela chamava de “super-abraço”, e se dizia especialista.

Leon sorriu, adorava aquela menina.

“Leon, você voltou!”

“Claro que sim. Como eu poderia ficar muito tempo longe da garota mais linda do mundo, em Moira?”

“Eu não sei. Deve ser muito difícil pra você!” Ela disse divertida, dando uma risada sapeca.

Leon achou graça daquela resposta.

“Mas o que eu tenho aqui, uma garota convencida?” Ele a puxou daquele abraço, sacudindo-a no ar, e então deixando-a em pé.

“Não! Eu só sei que sou incrível.”

“Se isso não for ser convencida, eu não sei o que pode ser.”

Ela riu, olhando depois curiosa para o rosto dele.

"O que foi isso, Leon?" Ela perguntou, tocando com os dedos macios o pequeno corte na bochecha do homem.

Ele sorriu, se agachando e tocando no mesmo lugar "Você acreditaria se eu dissesse que estava apenas tentando ter um visual mais agressivo?"

Ela o olhou com descrença, o rosto risonho na mesma altura que o do homem. "E você acreditaria se eu dissesse que não funcionou nem um pouquinho?"

Ele riu, bagunçando a franja negra da menina "Acho que sim." Ela gargalhou para si mesma. Ele se levantou, olhando ao redor, virando-se novamente para a garota “Ei, Moira, cadê o seu pai?”

“Tá no quarto com os “bebês" dele! Vem, eu vou te levar!” Ela falou, puxando Leon pela mão antes que ele pudesse dizer alguma coisa.

Leon sorriu naquele momento.

A família Burton era totalmente cativante. Ele quase sentia inveja de Barry, condenado a ficar rodeado de belas e alegres mulheres. Leon observou a garota a sua frente. Moira era a mais receptiva para ele.

Ele a adorava.

Sua personalidade expansiva e alegre era cativante, seu sorriso esperto e inocente seduzia todos ao redor. O que ele achava mais bonito era sua relação com Barry. Ele nunca tinha visto pai e filha tão grudados um no outro como aqueles dois, além de que a criança era uma total cópia do pai – Em personalidade, claro. Coitada se ela tivesse a cara do Barry, Leon pensou, com graça. De vez em quando os dois discutiam, mas nunca era algo sério. Eles se adoravam, e o homem esperava que isso durasse pelo maior tempo possível.

Olhando para Moira, ele também lembrava de Sherry. Eles se falavam muito pelo telefone, quando permitiam, mas já fazia um tempo que ele não a via. Ele se preocupava com a menina.

Apesar de ver Claire praticamente... Nunca, ele sabia que ela sempre ia visitar a garota. As duas tinham criado uma ligação que ele não era capaz de descrever. Mas se sentia melhor ao saber que Sherry não estava sozinha. Ela tinha Claire. E mesmo que a distância, tinha ele também.

Todos aqueles envolvidos em Raccoon pareciam formar uma família.

Uma grande e estranha família.

Todos estavam unidos pelo mesmo incidente, fazendo com que, ainda que não quisessem, ficassem assim, conectados, mesmo com o passar dos dias e dos anos.

Um borrão vermelho passou pelos olhos de Leon, e ele se sentiu triste. Realmente, era uma estranha conexão, aquela.

Mas ele se sentia bem.

Fazia-o lembrar que aquilo não foi uma loucura, um delírio de sua cabeça. Era como a delicada mão de Moira em volta de seus dedos, um lembrete afável que o fazia não se afastar totalmente da realidade, não o fazia se perder totalmente em vários pensamentos.

No entanto, ele sabia, cada vez mais esse lembrete estava perdendo seu efeito.

E era por isso que precisava tão urgentemente falar com Barry. Ele era o único que entenderia. O único que o poderia ajudar a sobreviver a toda aquela situação.

Eles estavam juntos naquilo.

E era apenas com ele que Leon conseguiria sair desse pesadelo que já se arrastava há tempo demais.

*

Eles entraram na casa completamente vazia, com seus passos ecoando pelos corredores enquanto Moira ainda tinha entre sua mãozinha de porcelana os dedos gentis de Leon.

“A mamãe saiu com a Polly, elas foram fazer compras, sabe? Por isso não tem ninguém. Mamãe me disse para ficar aqui com o papai, e esperar você. Eu sou a mocinha da casa, então eu tenho que cuidar dos meus convidados, entende? Foi a mamãe quem falou. Eu concordo com ela.” Moira tagarelava, enquanto se aproximavam de uma porta, no final do corredor.

“É mesmo? Sua mãe é uma mulher muito inteligente, Moira. É ótimo que você escute ela.”

“Né? Acho que quando eu crescer, vou ficar igual ela. Vai ser bacana ser inteligente assim.”

Moira abriu a porta e, delicadamente, pôs a cabeça para dentro, com a ponta dos pés para fora.

“Paaai, o Leon chegou.”

“Então deixa ele entrar, docinho.”

“Tá. Leon, entra.”

Leon viu Barry girar os olhos enquanto entrava, seguido de Moira, que ia atrás dele. Barry estava polindo suas armas, os “bebês” que Moira citara. Ele amava aquilo. Leon duvidava que ele tivesse segurado suas filhas com tanto cuidado quanto ele pegava sua *Colt, que fazia seus olhos brilharem. Ele se sentou em uma cadeira, enquanto a garota de vestido azul quadriculado ficava ao seu lado, fitando a foto de casamento de seus pais.

Moira olhou para ele, olhou para a foto, e então abriu novamente a boca.

“Leon, vamos nos casar?” Moira olhou para ele, com o olhar determinado e brilhante.

Barry tossiu e engasgou ao ouvir aquilo, enquanto guardava as armas.

Leon teve vontade de rir daquela pergunta, mas apenas segurou o impulso e respondeu de maneira divertida, porém séria, para ela.

“Desculpe, Moira, acho que não vai dar. Se for agora, o seu pai não iria aguentar ficar longe de você. E quando você estivesse maior, eu já seria muito velho. Você nem iria querer olhar para mim. Acho que eu estaria com barba e barrigudo... Igual o teu pai”

Ele viu Barry olhar pra ele com uma indignação afetada, enquanto Moira balançava furiosamente a cabeça.

“Duvido, Leon! Aposto que daqui a dez anos, você vai continuar lindo, igualzinho é agora!”

Barry soltou uma gargalhada.

“Ui!” Ele riu.

Leon olhou para o rosto brilhante de Moira, e então para o pai da menina, com um semblante preocupado, escondendo sua diversão com aquela resposta.

“Mas Barry, você tem que ficar de olho nessa menina! Ela é perigosa. Desse tamanho e já sabe o que um cara gosta de ouvir.” E ele piscou para ela, que sorriu de orelha a orelha.

“Não é?” Ela se auto elogiou, animada.

Barry suspirou, trancando a gaveta e indo até a menina, colocando as mãos no ombro dela enquanto a guiava para fora do quarto.

“Que não é o que, menina. Abaixa esse fogo e vai esperar a sua mãe na sala, que eu e Leon precisamos conversar.”

“Mas pai!”

“Anda Moira, antes que eu conte pra sua mãe que você anda escalando aquele salgueiro da vizinha.”

Na mesma hora, Moira arregalou os olhos e correu para fora do quarto. Mas não sem antes voltar tropeçando e dar um beijo no rosto de Leon, enquanto Barry revirava os olhos e trancava a porta quando ela finalmente saiu.

E com Moira, todo o bom humor e agitação pareciam ter ido juntos. O rosto de Leon, que tinha um sorriso estampado, lentamente foi se desfazendo até chegar naquela máscara de sentimentos confusos a que ele estava se acostumando.

Barry olhou para ele, preocupado.

Então expirou pesadamente, e abriu a geladeira pequena que se encontrava no canto da sala, embaixo de um amontoado de caixas.

Ele olhou para Leon.

“Cerveja?”

“Sim, por favor.”

Barry apenas pegou uma embalagem de vidro pequena, e a jogou para Leon, que a pegou com destreza, mesmo ela estando molhada. Ele rapidamente se livrou da tampa, e virou a garrafa de uma vez, ingerindo um grande gole longamente.

Ele se voltou para Barry, que fazia a mesma coisa.

Os dois ficaram se encarando, até que Barry foi o primeiro a se pronunciar “Eu soube por Kathy que você não foi mais ver a Laure” Ele esperou a resposta de Leon, que apenas balançou afirmativamente a cabeça, tomando outro gole. “Eu posso saber o porquê? Leon, você tá pensando em desistir de tudo, é isso?”

Leon virou o olhar para ele, um olhar pesado e cansado, mas com uma crescente obstinação permeando-o.

"Pelo contrário, Barry. Eu decidi parar de esperar. Eu vou agir. E foi por isso que vim aqui hoje. Eu gostaria que você pudesse me ajudar."

Agora sim, Barry parecia confuso, e fez sinal para que Leon prosseguisse com alguma explicação.

Leon suspirou, cansado, erguendo a mão esquerda até a altura do rosto, com os olhos a fitando.

Ainda formigava.

Não parava de formigar.

"Não está mais surtindo efeito, Barry. Ou melhor, não vai demorar muito para o remédio não ter mais efeito nenhum. Eu conversei com a Laure, disse que os sintomas duram cada vez mais e os remédios os repelem cada vez menos. O vírus está mutando, Barry, dentro de mim, ele resiste ao medicamento e fica cada vez mais forte. Daqui a pouco, nada do que eu vá tomar vai me ajudar, porque ele vai mutar e mutar e se adaptar continuamente. Eu vou morrer, Barry. Dentro de alguns dias, eu não vou ser nada mais do que um maldito cadáver, infectado e pronto para destruir alguém. Mas eu não vou ficar esperando sentado isso acontecer. Eu já sobrevivi à muita merda pra, no final, acabar assim.”

Ele desabafou, girando a garrafa entre os dedos, olhando fixamente para o rosto barbudo do homem a sua frente. Barry estava com o olhar completamente ilegível. Depois raiva, confusão, tristeza, tudo passou, como canais, por sua face. Ele virou a cabeça para a janela, onde o céu alaranjado e violeta lentamente escurecia, mandando sombra para toda aquela sala cheia de armas. Ele ficou fitando o céu longamente, até que voltou o rosto, o olhar impenetrável, para o homem loiro sentado.

"Você tem certeza disso, Leon?"

Leon sorriu, sem nenhum humor no rosto.

"Absoluta."

Barry suspirou, com um sentimento que se confundia entre frustração e raiva.

“Se é assim, eu não sei como posso te ajudar. Eu sou um soldado, não um cientista, e eu acho que você já sabe disso. Veja Leon, eu não fui capaz de ajudar nem...” Ele virou o rosto, com raiva.

Leon sabia do que Barry estava falando. E abatido, ele mirou os próprios dedos, que brincavam com a garrafa meio cheia.

Tanto ele quanto Barry não se perdoavam. Não conseguiam. Apesar dos dois terem feito de tudo para fugir em segurança, para proteger Lúcia, a esperta garota ruiva que encontraram no cruzeiro Starlight, nada disso adiantou. Leon acabou infectado, e quase morto no mar, e Barry com a menina morta em seus braços, por um ser que usava o rosto de Leon. Os dois foram enganados e deixados para trás. E Lúcia, a pobre garota órfã, quando finalmente havia se livrado de seu fardo, quando finalmente uma luz de esperança, de uma nova vida, se abriu para ela, acabou rasgada, como um animal em um açougue, por aquela B.O.W. asquerosa de sangue verde.

Era pesado lembrar disso.

No entanto, os dois haviam passado tempo demais se lamentando.

Leon não precisava de choramingos agora.

Apenas ser franco, e direto, para Barry.

“Na verdade, você pode me ajudar, sim.”

Barry sentou, a garrafa sempre firme em suas mãos “Explique”

“Existe um laboratório da Umbrella, na Áustria, escondido em um castelo, ou algo assim. Ark entrou em contato recentemente com Laure, ele conseguiu informações confiáveis sobre essa instalação. O laboratório aparentemente foi desativado, mas tudo o que fizeram e sintetizaram ainda está lá. Barry, existe uma cura, e ela está nesse laboratório.”

Barry demorou para assimilar aquilo.

E então encarou Leon, pasmo.

“Leon, você não está-”

“Estou. Estou sim. E apesar de entrar nessa sozinho, eu vou precisar de ajuda no caminho.”

Barry tomou outro gole de cerveja.

“Você está louco.”

“Não. Ainda não. Só estou sem opções. Eu vou de qualquer maneira, Barry. Mas seu apoio facilitaria muito as coisas, sabe."

Barry balançou a cabeça.

“Ei, você precisa pensar. Agir por impulso, se enfiando em uma situação que você mal conhece, é suicídio. Já parou pra pensar que pode não ser verdade, apenas um... Alarme falso?”

“Já. Já pensei sim, até sentir minha cabeça fritar. Mas eu preciso arriscar. Verdade ou mentira, eu preciso saber. Não dá Barry. Eu... Eu não vou conseguir mais viver assim por muito tempo. A pior parte é que não é drama. Tudo seria mais fácil se fosse.”

Barry suspirou, olhou para baixo, e então encarou Leon.

Ele estava com Leon, desde o início daquela merda no cruzeiro. Não seria agora que daria para trás. A verdade é ele não queria impedi-lo. No final, ele não pensou muito.

“Vamos lá. Me diz o que você quer que eu faça.”

CONTINUA

Notas finais
E é isso por hoje, amores. A ideia é postar pelo menos os próximos três capítulos em uma data certa, um a cada semana - Se tudo correr bem, na terça ou sexta da semana que vem eu posto o próximo capítulo - e o resto eu vou ver como me viro - Já que a faculdade vai voltar e a liberdade vai acabar ;-;)/ E agora, algumas notas: ❖ Resident Evil Gaiden foi um jogo lançado para Game Boy Colors, protagonizado por Barry e Leon. No entanto, devido ao final controverso, muitos fãs simplesmente ignoraram tudo o que ocorreu no jogo, até a CAPCOM retirá-lo da cronologia original da história. No game, os dois fazem parte de uma organização clandestina anti-Umbrella. Leon é enviado para um cruzeiro, onde se suspeita que a Umbrella esteja transportando armas biológicas. No entanto, quando o contato com ele é perdido, enviam Barry para encontra-lo. No meio dessa relação de busca e sobrevivência, seus caminhos se cruzam ao da jovem Lucia, que parece ser a única sobrevivente daquele pesadelo. *A medida que a história for se desenvolvendo eu vou explicando mais detalhes, se for necessário. Mas para quem quiser, no Wikipédia mesmo tem tudo bem resumido. Quem tiver curiosidade, passa lá. **O final de RE Gaiden termina com a dúvida se Leon havia sido deixado para trás no cruzeiro, enquanto se entende que quem fugiu com Barry e Lúcia foi a B.O.W do jogo, disfarçada. ❖ Ark Thompson é o protagonista de Resident Evil Survivor. Pra quem não o conhece e nem a história do jogo, mais pra frente vai ter um capítulo narrado por ele. ❖ Colt Phyton é um revolver de calibre .357 Magnum, que o Barry usa em Resident Evil, a estouradora de miolos que infelizmente não tem munição infinita pra mim #xorabaldes ❖ Eu peguei um costume de colocar as músicas que me inspiram e enlouquecem no início de cada capítulo. No entanto, nessa história, foram duas que se tornaram fundamentais para que eu conseguisse criar algumas cenas. A primeira é essa, e a segunda vai ser postada, talvez, lá pelos últimos capítulos. E é isso, pessoal. Se você gostou ou não, comente. Críticas, sugestões, observações, elogios (♥), tudo é sempre bem vindo, principalmente por estar um pouco muito nervosa! XD Espero que tenha sido uma leitura agradável. Até!