Notas iniciais
Ah desculpem pela demora, prometo postar com mais freqüência!!

Meu primeiro dia de trabalho na Queen Consoladated, e achei um milagre chegar apenas 45 minutos atrasado, mas para o homem de cara achatada do recursos humanos não concordou muito comigo.

–Veja bem – ele começou. – Recebi ordens do dr. Merlyn para lhe tratar como qualquer outro funcionário, aqui você será apenas o assistente do setor de finanças,. Não será privilegiado por ser filho do senhor Robert Queen, espero que esse atraso não se repita.

Eu ouvi mesmo a palavra assistente? Esse dia só esta ficando cada vez melhor!

– Como assim assistente? Eu não entendo direito. Apoiei-me sobre a mesa dele tentando um ar mais intimidador. –Eu vou fazer o que, cara?

– Meu nome é James, e não cara. E você será assistente do setor de finanças, o que eles precisarem você será responsável de conseguir.

– Eu vou ligar pro Malcolm isso só pode estar errado. Enquanto o celular chamava, ouvi James dizer com uma voz meio que dando risada, por favor, ligue vossa alteza.

Tive aquele discurso que tenho que começar por baixo para que quando assumir a companhia a conheça por inteiro. Quando fui para o sétimo andar conhecer meu “novo chefe”, que também não parecia feliz em me ver ali, Jonas.

–Certo garoto. Estou aqui nesse escritório a anos e não vou deixar um menininho mimado como você estragar minha careira, então não fique no meu caminho!.

Por mim tudo bem só queria sentar e ficar quieto no meu canto, e vendo-o trabalhar.

–Você acha que vai ficar sentado ai o dia inteiro? Seu pai deveria mesmo saber o que estava fazendo ao deixar aquele testamento. Meu sangue começou a subir minha cabeça tive que me controlar ao Maximo pra não socar a cara dele. Mas, no entanto trabalhar parecia menos aterrorizante do que casar, mas mesmo assim...

–Vá ate a sala da copiadora, fica no andar de baixo. Tire dezoito copias de cada um desses documentos, acha que é capaz de fazer isso? Peguei as pastas e sai de la o mais rápido possível pra não fazer algo que me arrependesse depois.

Ofendido demais com tudo aquilo e não agüentando os olhos de todo mundo em mim, eu não tive coragem de perguntar onde ficava a sala da copiadora, de modo que vaguei pelos corredores ate achar, uma sala branca claustrofóbica, sem janelas e aparentemente sem ar- condicionado, já que o calor ali era insuportável, tinha apenas uma copiadora e uma mesinha no canto com folhas sulfite.

Comecei a tirar a copia do contrato que tinha umas trinta paginas, mas na metade do processo a maquina emperrou com um papel que tive que tirar a força e ainda ta uns pontapés para voltar a funcionar, ainda tomei a liberdade de dar um presentinho para o senhor Jonas, me deixe em paz, uma bela parte do meu corpo xerocada, até que tinha ficado jeitosa minha bunda na folha.

Quando terminei tudo, empilhei de qualquer jeito os contratos, eu precisava sair daquela sala que mais parecia um forno que qualquer coisa, andando pelos corredores tentara olhar tudo em volta para me acostumar com aquele lugar, ate que sentir algo bater no meu peito, olhando pra baixo vejo uma loira caída no chão aos meus pés. Ao observá-la melhor percebi que era realmente bonita, tinha um cabelo loiro dourado em um rabo de cavalo, e em um vestido melhor que ressaltava melhor seus seios, não era muito alta e usava salto alto preto fino, minha preferência.

Com um sorriso torto no rosto tento ajudá-la, até que não seria nada mal trabalhar aqui tendo ela como uma vista privilegiada. Mas então ela abriu a boca.

–Que merda, olha só o que você fez! Eu levei horas pra colocar esses projetos em ordem. Ela falou tudo isso como se fosse uma única frase, depois olhou pra cima. – Você vai ficar ai, me olhando com essa cara? Vê se pelo menos separa o que é seu!

Ah, claro. Ela não estava recolhendo as minhas folhas, apenas tentava encontrar as suas. Fiquei um pouco irritado. Não era assim que acontecia com as mulheres, cadê a parte que ela fica vermelha e me olha com olhos apaixonados, pelos menos com aqueles olhos que me diziam que me queriam e desejavam e depois eu piscaria falando que não era nada, e ver se ela precisava de ajuda. Pensando bem, não queria não.

– Você trombou em mim, então não tem o direito de reclamar, queridinha!

Ela apenas parou de reclamar e bufou, me ignorando, me agachei para ajudá-la separando o que era meu juntando tudo o que pude pegar, não me dei nem o trabalho de olhar. Ela apenas pegou o maço de papéis da minha mão e começou a ordená-las.

–Essas são suas. Ela esticou a mão rudemente, me oferecendo uma pequena pilha. – Parece que esta tudo aqui... e examinou a parte dela ate que parou abruptamente e franziu a testa e ficou com as bochechas vermelhas enquanto ela olhava uma folha. – Isso certamente não é meu!

Olhei o papel e quando percebi do que se tratava não sabia onde enfiar minha cabeça. Ela tinha achado uma copia da minha bunda. Tomei a copia dela e estava preste a sair.

– Presta mais atenção onde você anda, aqui não é um parque de diversão. Tenta pelo menos olhar pra frente. Ela disse mal-humorada.

–Parece que cordialidade é contagioso por aqui. Falei em uma voz um pouco mais grossa que o normal. – E eu não tenho culpa se você não estava no meu radar, não posso ficar sempre olhando pra baixo.

Ela me olhou da cabeça aos pés, de modo nada lisonjeiro. – Você é cara novo, não é? O filho do senhor Queen, eu já ouvi falar de você! Ela disse de um modo que quase era uma ofensa isso.

–É mesmo? Endireitei-me um pouco. –Então é melhor ficar longe de mim. Sabe, nem tudo que dizem a meu respeito é invenção – sorri, e me afastei.

Notas finais
Amanha sem falta tem outro, ver a reação deles vai ser engraçada!!