Notas iniciais
Oi meus queridos! Olha, esse capítulo não é lá essas coisas todas, mas eu ainda o achei legal e acho que vocês vão gostar! Começaram um movimento por causa do cap. passado: #Mateojasonedeixeleitorasfelizes kkkkkkk Boa leitura.

Presenciava um dos jantares mais estranhos da minha vida.

Pouco tocava na macarronada à minha frente, só tinha olhos para Annabeth. Ela estava sentada ao lado do Nico. Ele, de vez em quando, escorava a cabeça no ombro dela ou segurava a mão da mesma. E o mais estranho: Eles só conversavam entre si e em alemão. Como já havia morada na Alemanha há algumas décadas, conseguia entender tudo o que eles falavam. Ele ficava só perguntando como estava os pais dela e vice-versa. Também falavam sobre ele ter separado uma parte do guarda-roupa para ela e sobre filmes de terror.

Eu não queria estar encarando a! Ela não era a Melanie e nem me conhecia direito. Talvez, tivesse até uma impressão errada de mim, pela maneira patética que eu agi quando a vi.

– PERCY! – gritou Thalia. Olhei a imediatamente – Você ainda não comeu nada! – resmungou – Não cozinho para você estar desperdiçando minha comida.

– Só não estou com muita fome...

– Não me interessa. Ou você come direito, ou eu enfio tudo isso na sua goela.

Você será uma mãe exemplar, pensei.

– Então, Annabeth... – começou Luke – Você cursa o que mesmo?

– Arquitetura. – ela foi bem simples e direta.

É claro! Aquela garota antissocial! Como não percebi?

– Meus pêsames, Annabeth. – disse Jason – Você terá de aguentar a presença irritante do Percy.

Ela apenas deu de ombros.

– Vai se lascar, Jason! – falei pondo uma garfada de macarronada na boca.

– Vocês dois namoram há muito tempo? – perguntou Piper.

– Três meses. – respondeu Nico – Nós estudávamos juntos num internato na Alemanha.

Enfiei o que ainda tinha no prato na minha boca. Mandei para Thalia meu olhar de “Satisfeita?”. Ela só sorriu.

– Wer ist das? (Quem é esse?) – cochichou Annabeth para Nico.

– Ist Percy Jackson. (É Percy Jackson.) – respondeu no mesmo tom de voz — Er ist mein Freund. (É meu amigo.) – explicou.

– Warum ist er starrte uns? (Por que ele está nos encarando?) – perguntou.

– Vocês estão falando em alemão? – perguntou Luke e eles assentiram – Então temos mais pessoas aqui falando essa língua. – muitos olharam para mim.

Annabeth corou e saiu da mesa rapidamente.

– Ah... – foi o que o Nico conseguiu dizer – Agradecemos o ótimo jantar, agora vamos dormir. Boa noite a todos. – ele também saiu.

Sentia-me um bobão. Eu não devia estar olhando para ela! Primeiro: Ela é namorada do meu amigo; Segundo: Ela não é a minha Melanie; Terceiro: Ela é namorada do meu amigo!

Não podia continuar daquele jeito.

– Tenho que sair. – falei levantando às pressas.

– Mas, hoje é o seu dia de lavar a louça. – alertou Thalia e eu a ignorei.

Peguei um casaco e o endereço daquela minha colega de sala. Assim que entrei no carro só faltei gritar pé na tábua para mim mesmo. Pisei fundo no acelerador. Desrespeitei vários sinais vermelhos, quase atropelei um cachorro e um caminhoneiro ficou me xingando porque eu o ultrapassei.

Localizei o endereço, estacionei e desce do carro. A casa era grande, toda detalhada de maneira moderna. Toquei a campainha freneticamente. A enorme porta foi aberta pela Chloe Campbell.

– VOCÊ? Vá embora! – ela tentou fechar a porta.

– Por quê?

– Já é mais de dez horas, seu vagabundo. Estou te esperando faz muito tempo...

– Espera. – interrompi a – Eu tive problemas em casa e por isso atrasei. Desculpa. – começou a fechar a porta de novo – Calma. Nós ainda podemos aproveitar a noite.

– Nem pensar! Recuse-me a...

Calei sua boca com um beijo. Ela foi recusando no início, mas logo estávamos no mesmo ritmo. Senti ela me puxar para dentro. Ela quase arrancava o meu cabelo e me estrangulava! Movi minhas mãos para as suas pernas e fiz com que essas ficassem em volta do meu quadril. Fechei a porta. Subi as escadas e ela me indicou o quarto dela. Era o último num corredor largo. Entrei naquele cômodo e joguei-a na cama.

O quarto parecia pertencer a uma menina de dez anos. Tinha um papel de parede de flores e ursinhos, a maioria das coisas era rosa e ela tinha muitas bonecas. Quase me senti um pedófilo. Mas não foi por muito tempo.

Aquela garota era realmente muito atirada! Ela mesma tirou o vestido de paetês prateado. Acho que aquele vestido devia ser o que ela usaria no nosso encontro. Ah, que se foda. Seu corpo esbelto agora estava coberto com uma pequena lingerie vermelha estilo prostituta.

Foi aí que eu me toquei: Nico e Annabeth iriam dormir no mesmo quarto, ou seja, eles iriam transar! Para mim, não era a Annabeth que estaria nos braços do Nico, era a Melanie. Aquele pensamento me angustiou. Comecei a respirar de um jeito nervoso, tentando não pensar no meu amigo beijando o amor da minha vida, tocando a pele dela, abraçando a e dizendo coisas de namorados.

– EI! – exclamou Chloe – Quero mais atenção!

Deitei sobre a patricinha. Beijei seu pescoço e fui descendo para o busto. Tirei o sutiã dela e ela fez o mesmo com a minha camisa.

[...]

Acordei com um senhor nervoso gritando no pé do meu ouvido. Quase pulei de susto. O homem a minha frente era loiro, mas com alguns fios grisalhos. Tinha uma barriga saliente, usava roupa de empresário e me fitava como se fosse me esmurrar. Percebi que estava nu. Apenas um fino lençol me cobria da cintura para baixo. Chloe estava do meu lado, também nua. Seu cabelo todo desgrenhado parecia feno, tentava se cobrir ao máximo com o mesmo lençol e estava corada. Seus olhos pareciam um pouco marejados.

– Eu passo uma noite fora e você, senhorita Chloe Campbell, traz um rapaz, que eu nem conheço, para nossa casa, para passar a noite aqui? – retrucou – Quanta vergonha! Sua mãe e eu não te educamos desse jeito. – voltou a atenção para mim – Quem é você?

– Sou Percy Jackson. – falei – Estudo na mesma turma que a sua filha. – cadê minhas roupas?

– Sr. Jackson, você tem noção de que desvirginou uma moça respeitada e de família?

Fiz força para não rir, mas foi em vão. Eles me olharam confusos.

– Moça respeitada e de família? Ah, me poupem! – vi minhas roupas atrás do velho. Levantei-me do jeito que estava e fui até minhas vestimentas, sem me incomodar com os olhares que recebia – Sr. Campbell, se sua filha fosse realmente uma moça educada e respeitada, ela teria mesmo me levado até o quarto dela para fazer sexo, sendo que nem namoramos? Não, a resposta é não! – vesti minha cueca e minha calça – Eu e ela não temos nada um com o outro, certo? Se eu tirei a pureza dela, foi porque ela quis. – vesti minha camisa polo vermelha e segurei meu casaco – Agora, eu devo estar atrasado para faculdade, então, tenham um ótimo dia e adeus!

Saí de lá correndo. Ainda consegui escutar o velhote ficar gritando com a filha coisas do tipo: “Você ainda arranja um brutamonte rude para ficar?”.

Assim que entrei no carro, fui direto para casa.

[...]

Nem fui para faculdade. Fiquei sozinho em casa e foi bom. Tomei sorvete, tive que lavar a louça do jantar de ontem, escutei minhas músicas preferidas em volume alto, coloquei peixe (que tinha na geladeira) nas cuecas do Jason...

Passei em frente ao quarto do Nico. Pus a mão na maçaneta e fiquei me perguntando se deveria entrar. Como não tinha ninguém em casa...

O chão do quarto era coberto com um carpete azul-petróleo. As paredes cor de salmão eram repletas de pôsteres de banda de rock. A cama de casal tinha um edredom verde escuro entre dois cômodos pequenos, cada um com seu abajur e porta retrato. Eles não tinham televisão, só uma mesa redonda com um notebook. O guarda-roupa era acoplado na parede. Abri as portas deslizantes de fibra.

Tanto o Nico como a Annabeth tinham preferências por roupas escuras. Só que o Nico ainda usava branco, azul ou cinza. Já a Mel... Annabeth usava MUITO preto. Algumas de suas roupas podiam ter detalhes em outras cores, mas essas eram escuras e muito pequenas.

Vi um vestido, que se destacou entre as outras roupas, e puxei o cabide que segurava o. O vestido era azul marinho, a saia era soltinha e não era tão curta, tinha alças finas e era liso. Ela devia ficar linda usando o. Imaginei a com ele: O seus cabelos ficariam soltos, ela usaria salto alto, a maquiagem seria marcada e todos os rapazes olhariam para ela.

Percebi que eu estava abraçado com o vestido. CHEGA! Eu nem devia estar no quarto dela, muito menos vendo suas roupas. Botei o vestido de volta no canto dele e fechei o guarda-roupa.

Fui até a cama deles. De novo, a imagem deles dois dormindo juntos invadiu a minha mente. Bufei e peguei um porta retrato de madeira ao lado de um abajur em formato de esqueleto. A foto era “fofa”. Nico beijava a testa da Annabeth. Ela tinha os lábios franzidos como se estivesse tentando não gargalhar. Fui para o outro lado da cama e lá tinha outro porta retrato. Só que diferente. Uma família estava toda reunida. O pai era o mais alto. Assim como todos os outros, ele era loiro. A mãe era muito parecida com a Annabeth. Essa tinha dois irmãos mais novos que pareciam gêmeos.

– Bela família. – falei. Deixei a imagem perto de um relógio analógico. Acho que era o despertador do casal. Fitei a hora: Meio dia e meia – Ah, não!

Estava para sair do quarto quando vi a maçaneta da porta balançar.

Notas finais
Vou comentar algo: Eu ia postar esse capítulo ontem. Tinha acabado de começar o jogo Brasil X Alemanha. Assim que eu estava dando uma última revisada, na hora que eu li as falas em alemão, a Alemanha fez o primeiro gol, e eu: Valha!!! kkkkk Own, o Percy abraçado com o vestido foi tão ooowwwwnnnnnn Tomara que o pai da Chloe arranque o couro dela numa pisa só u.u BITCH! Comentem, please!!!