Notas iniciais
Demorei muito né? Desculpa gente, é que eu estou muito atarefada! Esse capítulo não é grande coisa, mas não deixa de ser importante! AVISO: Vai aparecer um personagem muito fofo e muito especial. Tomara que vocês gostem do jeito que eu o coloquei na história. =3 Boa leitura!

Atirei-me para debaixo da cama. Puxei um pouco a cocha da cama para cima, já que ela encostava no chão, e vi a porta sendo aberta. Annabeth entrou. Sua mochila estava apoiada num ombro só e ela conversava pelo celular.

– Sim, mãe. Eu estou bem. – disse ela – O Nico também está bem. – fiquei bem escondido e só escutando a conversa – Mãe! Isso é pergunta que se faça? Não precisa ficar preocupada. Nico e eu usamos proteção. – não gostei daquela parte da conversa – Sim, eu estou gostando daqui. As pessoas são legais. – escutei a suspirar de maneira irritada – Tomo todos os remédios que o médico passou, sempre no horário certo. – remédios? – Agora, eu vou tomar banho. Dê um beijo no papai, no Louis e no Mairon por mim. Tchau mamãe, eu te amo.

Escutei seus passos. Quase não dava para escutá-los por causa do carpete. Saí de onde estava quando ouvi o som do chuveiro. Não vou mentir dizendo que não pensei em vê-la tomando banho. Eu pensei, mas desisti. Ela é do Nico e eu tenho que sair logo. Abri e fechei a porta com tanta cautela que nenhum som foi emitido. Fiquei aliviado. Virei-me e quase esbarrei com Jason.

– O que você estava fazendo no quarto do Ângelo? – perguntou cruzando os braços.

– Nada. – péssima resposta – Quer dizer, eu entrei por entrar e, agora, saí.

– Eu sei que a Annabeth está lá dentro. – falou – Estava paquerando ela, Jackson? – abriu um sorriso malvado – Será que o Nico vai gostar de saber que você estava bisbilhotando as coisas dele ou, quem sabe, tentando algo com a namorada dele?

– Vamos conversar lá fora. – propus. Caminhamos até a piscina. A cada passo, eu fazia um esforço maior para não arrancar os olhos dele. Paramos de frente um para o outro. Ele não tirava aquela cara de espertalhão – Escute bem, Grace. Não devo satisfação da minha vida a alguém tão chato como você, mas vou responder: Eu entrei naquele quarto só para ver como era e nada mais. A Annabeth apareceu e eu me escondi com medo de ela se assustar. Saí quando ela não estava perto e foi só isso.

– Acha mesmo que eu vou acreditar nisso? – rebateu – Vou contar para o Nico...

Puxei o pela gola da cima polo e o joguei contra o muro. Continuei pressionando contra a parede, levantei o dedo e fiz cara séria.

– Não me importa o que você acha. – afirmei – Vai contar para o Nico? Tudo bem. Eu me resolvo com ele. Agora, o que a Piper diria se soubesse que você a traiu? – ele arregalou os olhos e arqueou as sobrancelhas – Você me dá nojo.

– Foi a Thalia que te contou?

– Não interessa. Ande por aí falando alguma besteira ao meu respeito e a Piper saberá com quem realmente ela está namorando.

Afastei-me dele antes que esmurrasse algo. Voltei para dentro de casa. Eu queria me acalmar. Sentei no sofá e coloquei no canal de esportes. Estava passando um jogo de basquete.

Piper apareceu. Ela acompanhava uma criança que parecia ter dez anos. Um garoto moreno, de jeito latino, cabelo castanho encaracolado e com cara de gaiato. Estava de mochila nas costas e usava roupas simples: camisa vermelha e calça jeans desbotada.

– Quem é você? – perguntei.

– Percy, esse é nosso vizinho Leandro Valdez. – disse Piper.

– Sou o Leo. – o menino a corrigiu – Já falei, Leandro é o meu irmão mais velho.

– Desculpa... De novo. – falou Piper – Enfim, como todo mundo aqui em casa tem que ajudar a pagar as contas, eu arranjei um emprego como babá do Leandro.

– LEO! – gritou.

– Foi mal. Então, o que você quer fazer primeiro? Quer fazer o dever de casa? Quer brincar? Quer comer alguma coisa? – perguntou ela.

Leo olhou para mim e depois olhou para a TV.

– Legal! Basquete. – ele se sentou no sofá comigo.

Piper gostou da ideia: ela estaria sendo paga só para trazer o garoto para cá e para ele passar a maior parte do tempo vendo TV. Tecnicamente, ela não teria trabalho nenhum!

– Oi querido. – Piper foi até Jason e o abraçou.

Ele olhou de relance para mim. Depois, beijou a namorada dele. Quase vomitei.

– Você tem namorada? – falou Leo.

– O que? – pronunciei.

– Você tem namorada? – repetiu.

– Não. – respondi – Por que quer saber?

– Porque eu pensava que todos aqui moravam em casais.

– Bom, eu sou uma exceção.

– Por quê?

– Porque eu não tenho namorada. – afirmei o obvio.

– Por quê?

– Porque não quero ter compromisso com ninguém.

– Por quê?

– Você sempre faz muitas perguntas?

Ele pensou por um breve momento.

– Por que a pergunta?

– PIPER! – chamei. Ela devia estar se agarrando com o Jason por aí, pois me ignorou.

Continuamos assistindo ao jogo. Graças a Deus aquele pivete ficou de boca fechada. Annabeth desceu as escadas. Tentei não olhá-la, mas, de novo, foi em vão. O lance era o seguinte: Não tinha como não olhar para Annabeth! Além de ser a imagem perfeita da Melanie, ela era absurdamente linda.

– UAU! – cochichou Leo – Quem é ela?

– Annabeth – respondi.

– Sua namorada?

Olhei o mortalmente.

– Já falei que não namoro. – segurei-me para não mata-lo.

– E por que você a olha com uma cara de Tão linda? – fez uma cara boba e apaixonada ao pronunciar as duas últimas palavras.

– Não a olho desse jeito.

– Olha sim. – insistiu.

– Quer saber, vou beber água.

– Está com sede? – perguntou.

Levantei-me “calmamente” e fui até a cozinha. Annabeth segurava um pote branco. Tirou de lá uma capsula vermelha e a engoliu. Bebeu um pouco de água. Fez careta como se aquilo fosse ruim ou grande demais para passar pela garganta. Colocou a mão na boca e respirou fundo.

– Oi. – falei.

Ela se virou para mim. Automaticamente, as minhas pernas começaram a tremer.

– Oi. – pronunciou.

– Camisa legal. – comentei apontando para sua camisa da banda Kiss. Ela só balançou a cabeça fracamente – Como foi a aula hoje? Eu cheguei atrasado e...

– Foi interessante. – ela disse saindo.

O que ela tinha? Por que falava... Pouco? Por que é tão na dela? E qual é a dos remédios? Eu queria saber mais ao seu respeito, mas, como conseguiria arrancar alguma informação dela se ela me ignorava? Uma lâmpada se acendeu na minha cabeça.

– Nico. – falei para mim.

[...]

Além de me oferecer para buscar Nico no trabalho, aproveitei para comprar sanduíche aonde ele trabalha: McDonald’s.

– Gostando do emprego? – perguntei.

– É legal.

Chegamos em um sinal fechado.

– Então... – comecei – como você e a Annabeth se conheceram?

– Já falei. Estudávamos juntos num internato alemão: Abelard Siegfried.

– Certo. E você se apaixonou por ela logo de cara ou não? Como foi?

Ele ficou calado por um tempinho, como se estivesse preocupado em não dizer nada “comprometedor”. Parecia procurar as melhores palavras.

– Annabeth era a aluna mais inteligente da sala. – falou – Todos queriam ter, pelo menos, 10% da inteligência dela. – sorriu de lado – Ela ficava linda usando o uniforme. Camisa branca de botão, gravata preta, colete de lã vermelho e saia cinza. Um dia, sortearam duplas para um trabalho de história. Graças ao destino, eu a tirei. Foi aí que nos conhecemos melhor. Eu já a conhecia a anos, mas nunca havia falado com ela. Nosso tema era Segunda Guerra Mundial. Teve um momento que... Na biblioteca... Eu fiquei muito próximo a ela e não tinha ninguém perto. Então, eu a beijei. Alguns dias depois já estávamos namorando as escondidas, pois se os diretores soubessem não deixariam. Quando as aulas terminaram, oficializamos o compromisso.

– E ela sempre foi tão... Calada? – perguntei. Pensei e perguntar sobre os remédios também, mas, talvez, ele estranhasse e não quisesse falar.

– Sempre, é o jeito dela. E... Percy, por que você fica só encarando a?

– Porque... – desviei o olhar – Ela parece muito com minha ex-namorada.

– Melanie? – balancei a cabeça positivamente – Nossa... Olha, ela não gosta que fiquem olhando para ela. E pediu para que eu falasse isso para você.

– Não se preocupe. Vou parar.

Por que eu não tinha muita confiança naquilo?

[...]

Já eram duas da manhã e eu não havia dormido nada! Que droga de insônia era aquela?

Levantei-me da minha cama. Liguei meu computador. Meus olhos se irritaram com a iluminação forte. Comecei a fuçar na internet à procura do tal internato que o Nico falou. Achei o inesperado!

INTERNATO ALEMÃO, ABELARD SIEGFRIED, É FECHADO APÓS DESCOBRIREM QUE ALUNAS ESTAVAM SENDO ABUSADAS SEXUALMENTE PELO DIRETOR.

Abelard Siegfried sempre foi conhecida mundialmente como um dos melhores internatos. Todos os alunos de lá sempre receberam um ensino de altíssima qualidade, fora que, para entrarem lá, tiveram que disputar com jovens do mundo todo, que sempre sonharam em vestir a farda da Abelard Siegried.

Porém, algo inescrupuloso ocorreu. O diretor, Albert Becker, foi acusado de ter estuprado doze alunas. Essas eram mal tratadas e ameaçadas, constantemente, a manterem silêncio. Nenhuma das doze quis dar depoimento ou gravar entrevista, porém, todas afirmaram que foram abusadas.

Albert Becker foi condenado a quarenta anos de prisão e afastamento permanente de qualquer instituição educacional. O internato foi fechado e não será aberto novamente.

Suspirei surpreso. Será que a Annabeth estava entre as alunas estupradas?

Notas finais
Esperavam por isso? Acho que não!!! MORRA ALBERT BECKER!!!! Só eu amei o Leo? kkkkk Bem feito Jason! Quem mandou desfiar o Percy U.U Por favor, comentem. Amo os comentários de vocês. Eles me incentivam a continuar logo a história e me inspiram! Posto assim que puder! Até a próxima! :*