Problem or Solution?!
2 Uma solução?!
Pov Elena
Eu só podia estar ficando louca, eu aceitei a ajuda de um estranho e aceitei que ele me desse uma carona e ainda aceitei que ele me pagasse um chocolate quente.
Mas quer saber? Foda-se, eu não estou nem aí. Se ele for um sequestrador, ele se deu mau, ninguém pagaria meu resgate. Se ele for me estuprar, que seja, isso vai acontecer de qualquer modo e se não for ele, vai ser um velho nojento daquele bordel. E se for para escolher, eu prefiro o carinha dos olhos azuis aqui.
Ele me levou até uma starbucks, ele pediu meu chocolate e um café para ele.
– Então, quer conversar? — ele me perguntou.
– Acho que...- ia negar, mas quer saber? eu não ligo, pior que está não fica. — Quer mesmo saber?
– Claro que sim, tem que haver um ótimo motivo para você querer se matar. — revirei os olhos, e ele abriu um sorriso.
– Bom, quando eu era pequena a minha mãe morreu... — eu ia continuar mas ele me interrompeu.
– Não dá para pular essa parte de 'quando eu era pequena'?
– Cala boca Salvatore, você queria saber a história agora não reclama.
– Sim senhora.
– Bobo. Continuando... Ela morreu e restou só eu e meu pai, ele me criou sozinho, sendo minha mãe e meu pai ao mesmo tempo,isso até meus dez anos, quando eu fiz meus dez anos, a minha surpresa era que meu pai iria casar de novo. Ela nunca gostou de mim, mas meu pai inocente nunca percebeu. Ela também tinha uma coisa que escondia dele, ela tem um bordel e ela me fazia...
– Ela não fez você... — ele arregalou os olhos.
– Ela nunca me forçou a ir para cama, como ela faz com as filhas dela. Mas ela me fazia dançar de roupas íntimas.
– Meu Deus Elena, faça algo conte a seu pai.
– Eu tinha medo, e quando eu decidi que iria contar meu pai ficou doente e eu ia esperar ele melhorar para poder falar, mas anteontem ele...ele morreu. E eu estou com medo de voltar para lá. Ela já me deu um aviso, quando eu voltar eu vou... você sabe, trabalhar de...
– prostituta. — Ele completou e eu assenti.
– e eu não posso fazer nada, eu ainda não tenho 21 anos, ela ainda tem minha guarda total e da minha herança também. Então eu estou presa por três anos.
– Isso não é uma coisa boa.
– Não mesmo, mas e você?
– Bom, eu estou vindo da leitura do testamento do meu avô.
– Ai meu Deus!! Eu estou aqui falando dos meus problemas e você acabou de perder o seu avô. Eu sinto muito por ele.
– Ah tudo bem, esse não é meu maior problema. Meu maior problema é que eu estava contando em receber a herança que ele deixou para mim, mas ele escreveu no testamento dele que eu só vou poder receber meu dinheiro de eu me casar em algumas semanas. Por enquanto, eu só vou receber uma pequena quantia de vinte mil reais por mês. — engasguei.
– Vinte mil?
– Eu sei é muito pouco, como ele espera que eu sobreviva?
– Verdade, seu avô era mal viu? Nossa que barra você está passando hein? — falei irônica.
– Não fique fazendo gracinhas, se você vivesse como eu também reclamaria. Eu não tenho tempo para me apaixonar, namorar e casar. Claro que qualquer uma casaria comigo sem nem pensar, mas tem que ser alguém que eu aguente. Não uma vadia esnobe.
– Eu te entendo.
–Sério
– Não?! Quem não quer casar? Quem acha pouco vinte mil?
– Vai me dizer que você ficaria feliz?
– Claro que sim.
Ele ficou calado por um tempo, acho que pensando em algo enquanto eu tomava meu chocolate que acabara de chegar. Então parece que deu um estalo nele e ele começou a sorrir para mim.
– Meu rosto está sujo? Meu cabelo está horrível?
– Não, por que? — perguntou confuso.
– Então por que você está olhando feito um idiota para mim? — ele revirou os olhos.
– Eu tenho a solução de todos os nossos problemas.
– Como assim?
– Bom, se você aceitar e tudo de certo. Você não vai precisar trabalhar no bordel da sua madrasta e eu vou receber minha herança. — Primeiro eu fiquei surpresa e depois abri um sorriso.
– Está esperando o que para me contar? — Dei um gole enorme no meu chocolate.
– Elena casa comigo? — Eu literalmente engasguei com o chocolate quente, eu comecei a tossir e peguei um copo de água e engoli de uma vez.
– É o que? — foi tudo que consegui falar.
– pensa comigo, a única maneira de eu receber minha herança é me casando e você é perfeita, nós estamos virando amigos, nos dando bem. E pensa o único jeito de você se livrar da sua madrasta é fazendo 21 ou se casando, e como para você fazer 21 faltam 3 anos. O que acha? Você só precisa ficar casada comigo por três anos. Se você quiser fazer faculdade, eu pago para você e tudo que você precisar como roupas, joias, qualquer coisa.
– você está falando sério mesmo?
–claro que sim.
–eu não sei, acabamos de nos conhecer e eu não quero também que você fique me bancando. Eu não sei, é ruim ter que voltar para casa, mas pensa, se eu aceitar eu vou morar com você e vamos nos casar, mas na hora que você não me quiser lá eu vou ter que ir embora com uma mão na frente e outra atrás. E se se apaixonar nesses três anos? Claro que você vai querer o divórcio para poder ficar livre para ela e como eu fico?
– Elena, eu nunca vou me apaixonar, olha para mim eu vou ser um eterno garanhão. — revirei os olhos. — segundo, vamos fazer um acordo que só você vai poder acabar com o casamento antes do tempo, eu não vou poder anular ou pedir o divórcio antes disso. Okay?
– você me deixa pensar?
– claro. Vamos, eu te levo em casa. — ele falou enquanto saímos da mesa.
– Damon, eu não quero ir para casa. Pode ir vou a pé.
– Elena você disse que seu pai morreu anteontem — eu assenti. — isso quer dizer que você não vai para casa desde segunda?
– É, mas pode deixar eu dou meu jeito.
– tsc-tsc... Eu não vou deixar minha futura noiva dormir na rua, vem entra no carro.
– eu ainda não dei minha resposta Damon. — disse entrando no carro. E ele entrou logo em seguida.
– querida, nós dois sabemos que é só questão de tempo até você aceitar, fala sério, quem resisti a mim? — e começamos a riri.
Talvez esse acordo seja minha luz no fim do túnel.
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