Pov Elena

Estávamos no carro dele, ele disse que iria me levar, eu só não sei onde.As ruas começavam a ficar movimentadas, era sempre assim depois de uma chuva.

– eu não sei, mas acho o seu sobrenome tão familiar. — pensei alto.

– deve ser por que meu pai é um médico muito conhecido no país. O nome dele é Alaric Salvatore.

– espera, Alaric? É isso, ele foi um dos médicos que examinou meu pai, e foi o único que me deu o diagnóstico dele, mas depois eu nunca mais o vi. Damon, você pode me levar ate ele? Eu preciso de respostas.

– Tudo bem, amanhã eu te levo para vê-lo, é algo sério?

– muito, mas quando eu tiver as respostas que preciso eu te conto, okay? — ele assentiu.

Passamos por prédios e mais prédios, enquanto eu ficava pensando. Damon entrou em um estacionamento de um prédio luxuoso, acho que já estávamos no Upper East Side. Ele desceu do carro e deu a volta, abrindo a porta pra mim.

– Venha, vamos subir. — ele disse enquanto eu descia do carro.

Eu subi sem dizer nenhuma palavra. Eu sei que a gente não pode sair por aí confiando em estranhos, mas tem alguma coisa nele que me deixa estranhamente segura.

Subimos de elevador até a cobertura, quando o elevador se abriu ele deu direto para uma sala de estar. Nossa! de pobre o cara não tem nada.

Entramos na sala, e enquanto eu olhava seu 'modesto apartamento', ele entrou em um quarto e voltou de lá com algumas roupas.

– Aqui estão algumas roupas. — eu arqueei a sobrancelha. — o que? Não me olha assim, são da minha irmã, acho que vocês são do mesmo número.

– Sei.

– É sério, ás vezes ela briga com nossos pais e vem ficar aqui, geralmente dura algumas horas, e como ela é maníaca por trocar de roupa ela traz e ás vezes esquece de levar. Agora você pode tomar um banho, no banheiro tem toalhas, sabonetes e xampu. Depois conversamos okay?

– Tá, onde fica o banheiro?

– Pode usar o do meu quarto. — assenti e segui para o outro quarto.

Entrei no quarto e fechei a porta, deixei as roupas em cima da enorme cama, que agora me parece tão confortável, e eu estou tão cansada. Despi-me e entrei no banheiro, havia uma banheira enorme e eu aproveitei e preparei um banho relaxante.

Quando saí da banheira e me enxuguei, me enrolei na toalha e saí do banheiro. Havia um imenso guarda-roupas no quarto, procurei a gaveta de cuecas, e peguei uma box para vestir. Eu não ia vestir a minha calcinha, qual é? eu passei dois dias com ela e sem é que eu não iria ficar. Terminei de me vestir e saí do quarto.

– espero que não se importe mas eu peguei um box sua.

– tudo bem, eu acho. — falou segurando um cãozinho.

– aí que coisinha mais linda. — falei estéricamente.

– é o que todas falam quando me veem. — falou convencido.

– acho que você tem não tem se olhado no espelho. eu estou falando do cachorrinho.

– tá vendo Monkey, é assim que a sua futura mamãe trata o papai. — falou dramaticamente.

– Você chama seu cachorro de Monkey? O coitado vai ter é uma crise de identidade. Vamos me dê ele aqui. — O peguei do colo dele.

– Agora vamos conversar, Monkey para o quarto é hora dos adultos conversarem. — o cachorrinho desceu do meu colo e foi para o quarto.

– ele é bem treinado. — falei surpresa

– a gente prática. — disse sorrindo

– Certo, o que iriamos conversar mesmo?

– sobre você ficar aqui em casa, pelo menos enquanto toma sua decisão.

– você espera que eu fique aqui? Eu não posso, é pedir demais.

– mas você não está pedindo, eu estou me oferecendo.

– eu não posso aceitar.

– não só pode como vai. Como nós só temos uma cama, você dorme na minha, só por hoje, amanhã eu compro outra. E não reclama, eu sou muito persistente quando quero Elena.

– Tudo bem, mas só enquanto eu tomo minha decisão, okay?- suspirei vencida. — agora eu quero perguntar sobre alguns pontos do nosso acordo.

– Pergunte o que quiser.

– você precisa desse acordo tanto quanto eu, não é?

– sim. — ele respondeu preocupado em aonde eu queria chegar.

– então okay. Eu quero fazer algumas observações, coisa pequena.

– Como assim?

– Simples, se eu for aceitar vamos ter que fingir para todos que somos o casal feliz e apaixonados não é? — ele assentiu. — eu só quero que você se esforce bastante, pelo menos quando estivermos perto da minha madrasta, okay?

– Claro, tudo bem.

– Eu não acabei. Quando pedirmos o divórcio, e serei eu que irei pedir, eu quero que diga a sua família que você continua me amando muitíssimo. Que você não queria que o nosso casamento acabasse. — ele iria protestar mas suspirou e falou.

– Tudo bem, eu aceito. — abri um sorriso.

– eu também quero que você me peça em casamento do jeito certo.

– O que?

– Ah vai Damon, eu sempre quis ser pedida em casamento, ter uma linda festa, entrar na igreja com vestido branco, com meu pai me levando até o altar...- suspirei. — e como eu não vou poder ter a minha festa dos sonhos, eu quero ao menos que me peça em casamento.

– Tudo bem Elena, eu peço.

– sério? — perguntei animada e ele assentiu.

– Agora eu tenho algumas dúvidas, tipo quando nos casarmo vamos morar aqui?

– Por que? Você prefere casa?

– não, aqui está ótimo.

– então ficaremos aqui.

– eu tenho outra pergunta, é a última prometo. Nós vamos casar e nós... quer dizer eu, a gente vai... essas coisas de dormir no mesmo quarto... — perguntei corando.

– Se você quiser nós podemos, mas se não, respeitarei sua vontade.

– Eu não sei se... — e de repente fui interrompida pelo som de um trovão e a chuva começou novamente. Dei um grito com o susto.

– tem medo de trovão Elena? — ele perguntou sorrindo

– não tenho não, eu só tomei um susto.

– Vem vamos ver alguma coisa para jantar. — Ele andou até a geladeira, abriu e fechou. — o que acha de uma pizza?

– acho uma boa.

Pedimos uma pizza de Calabresa, quando ela chegou ligamos a tv e ficamos assistindo enquanto jantávamos.

Já eram 22:00, eu já estava com sono. Lá fora a chuva só aumentava e os relâmpagos e trovões estavam ficando cada vez mais fortes. Até que o meu maior medo aconteceu. Estávamos vendo tv, quando ouvimos um estrondo e de repente a luz acabou.

– Damon?! — falei desesperada.

– Calma Elena, eu estou aqui. Acho que foi na cidade inteira esse apagão. Vamos, pega minha mão que eu te levo para o quarto. — segurei sua mão e fomos para o quarto, chegando lá ele pegou uma lanterna.

– aqui, pode deitar. — ele disse e deitei na cama. — eu vou estar aqui na sala, qualquer coisa. — ele já ia saindo, quando o chamei.

– Damon, espera. Eu admito, tenho medo de relâmpagos e trovão e também de escuro. Então eu sei que é pedir demais, mas eu como sua futura noiva peço, por favor dorme comigo?

– Claro, Elena você está chorando? — ele perguntou vindo até mim.

– Não, já vai passar é que eu tenho muito medo. Eu tenho medo do escuro por que quando eu era pequena, minha madrasta me colocava em um lugar pequeno e escuro, ela me deixava por horas. Ás vezes só me tirava de lá quando meu pai estava para chegar do trabalho.

– E eu não tenho medo de chuva, ela só me traz lembranças ruins. Foi em uma noite assim que a minha mãe morreu. — eu sentia muita falta da minha mãe, mesmo só tendo convivido com ela por uns cinco anos.

– calma, vai ficar tudo bem. — ele me abraçou.

Eu deitei, e fiquei abraçada nele até finalmente dormir. Mas antes de cair totalmente na inconsciência eu consegui falar.

– Damon?

– Oi

– Eu aceito — bocejei — casar com você.

E assim cai no sono, sem poder ver ou ouvir a reação dele.

Notas finais
O que acharam?