Problem or Solution?!
4 Um problema?!
Pov Elena Gilbert
Acordei meio desorientada, sem nem saber onde estava. Ainda deitada e de olhos fechados, senti algo se mexer embaixo de mim, abri os olhos e me dei conta de que não estava em cima da cama, estava em cima de alguém e esse alguém era Damon. Ele me abraçava e eu fiquei na dúvida, eu acordo ou não?
Achei melhor acorda-lo, hoje seria um dia longo. Notei que a energia já havia voltado, o ar condicionado estava me congelando. Comecei a chama-lo, primeiro normalmente, mas depois dei um grito. Ele tomou um susto tão grande que levantou desesperado e acabou caindo no chão e eu que ainda estava encima dele caí junto.
— aí sua louca, por que tá gritando? — ele perguntou se levantando.
— por que faz meia hora que te chamo e você não levanta. — disse enquanto ficava de pé.
— e para quê você está me acordando em plena — ele olhou para o despertador e depois para mim. — oito horas da manhã?! sério Elena? Já que vamos viver juntos por três anos acho bom você saber de uma coisa, eu não sou ninguém antes das dez, ¹capiche?
— ta bom senhor estressadinho, desculpa interromper seu sono de beleza. — disse revirando os olhos. — mas temos que nos apressar, a essa hora minha madrasta já colocou Deus e o mundo para me encontrar.
— ela deve precisar mesmo de você, viu? — ele disse se sentando novamente na cama.
— você é lerdo ou o quê? Ela não faz tanta questão da minha companhia se é isso que você quer saber, o motivo de ela me querer morando com ela é que só assim ela vai poder receber a herança que meu pai me deixou. Entendeu? — disse me sentando.
— então, quer dizer que... ela precisa de você pra continuar com aquele estilo de vida.
— isso, pelo testamento do meu pai até a mansão que ela mora hoje, é minha.
— desculpa perguntar mas, o que o seu pai fazia? Quer dizer, para ele ter tanto dinheiro assim.
— ele era dono da Gilbert's Enterprise. — respondo com descaso e ele me olha surpreso. — O quê?
— seu pai era dono da nossa maior concorrente? — Fiz sinal para ele me explicar. — lembra que eu te falei da herança do meu avô? — assenti. — então, a herança dele não é só dinheiro em si, é também uma empresa. A Salvatore's Publisher, ela é o principal motivo de eu estar me casando Elena.
— esse é um mundo muito pequeno mesmo. — comecei a rir e ele logo me acompanhou.
— Elena, se nos casarmos você sabe o que pode acontecer?
— o que?
— Elena, podemos fazer uma fusão! A Salvatore's com a Gilbert's, pensa comigo as duas empresas mais concorridas no mercado, juntas. Seremos mais fortes, e imagine você e eu no topo disso tudo. — revirei os olhos.
— depois pensamos nisso, okay? Agora eu quero falar sobre datas.
— datas?
— você é lento, viu? vou te contar! — ele faz cara de tédio. — Eu quero falar da data do nosso casamento.
— tem que ser o mais rápido possível, o testamento tem data de vencimento.
— Damon, para casarmos eu vou precisar da autorização da minha madrasta? Lembra que minha guarda está com ela.
— droga! — ele parou um pouco e pensou. — e... se nós tivéssemos um documento assinado pelo seu pai? Você não tem nada assinado por ele?
— eu tenho uns papéis, mas você acha que pode dar certo?
— se não der, já vamos ter um plano reserva
.
— que seria? — disse incentivando-o a continuar.
— vamos ter um bebê dentro de alguns meses.
— eu não estou e nem pretendo engravidar tão cedo Damon.
— eu sei mas ela pode pensar que você está, e dentro de alguns meses você pode ''sofrer um acidente'' e perder o nosso filho.
— você só pensa besteira, eu não quero perder meu filho Damon.
— mas Elena, é só de mentira nem grávida você está!
— nem assim! Acho que isso pode ser um problema.
— vamos fazer assim, vai tomar um banho, se arruma e eu vou fazer o mesmo. Nós vamos sair.
— para onde? — perguntei curiosa.
— vamos consultar um advogado.
Ele saiu do quarto e eu fui para dentro do banheiro. Tomei um banho rápido, e me enrolei na toalha. Saí do banheiro e encima da cama, Damon havia colocado mais roupas, tinha até uma boxer para mim junto com a roupa. Me arrumei rápido e saí do quarto.
O encontrei na cozinha, só com a sua calça de moletom. Ele estava fazendo o nosso café.
— hoje nós vamos ao shopping comprar roupas para você.
— não é preciso, eu tenho roupas em casa.
— é claro que é preciso, mesmo se formos pegar suas roupas hoje.
— é sério, você já está me ajudando muito.
— eu insisto, você é minha futura esposa Elena tem que se vestir como tal. — revirei os olhos. — sabe que eu odeio quando faz isso? — dei de ombros.
— okay! O que temos para o café?
— temos suco e torradas, a também temos torradas e suco. Você escolhe. Não me olhe assim, não sou acostumado a cozinhar. A srta Jones não veio hoje. — fiz cara de interrogação. — é quem faz meu café, arruma a casa e faz meu jantar. E então o que vai ser?
— acho que suco e torradas são uma boa.
— boa pedida.
Tomamos café e em seguida ele foi tomar banho e se arrumar. E eu fui procurar pelo monkey.
— monkey. — chamei pelos cômodos do apartamento. E lá veio ele, ele estava deitado bem no tapete da sala de estar.
O peguei e ficamos brincando, até Damon terminar de se arrumar. Quando ele saiu do quarto, estava falando no celular.
— então daqui á quinze minutos eu chego aí. Até. — e desligou. — era o advogado. — ele disse me olhando. — vamos?
— vamos.
Descemos de elevador até a garagem, onde pegamos o carro e seguimos até o centro de NY. O caminho foi silencioso, e extremamente rápido.
— chegamos, pronta?
— pronta.
Entramos em um prédio e logo depois de nos identificarmos na recepção pegamos um elevador e subimos até o 13° andar. Entramos em uma sala, e Damon falou com a secretária do tal advogado. Logo ela pediu que entrássemos, e foi o que fizemos. A sala era enorme, e tinha uma vista para NY. O advogado... Puta merda, eu não creio!
— Stefan!? — ele me encarou assustado e Damon ficou sem entender mais nada.
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