Pov Elena Gilbert

Acordei meio desorientada, sem nem saber onde estava. Ainda deitada e de olhos fechados, senti algo se mexer embaixo de mim, abri os olhos e me dei conta de que não estava em cima da cama, estava em cima de alguém e esse alguém era Damon. Ele me abraçava e eu fiquei na dúvida, eu acordo ou não?

Achei melhor acorda-lo, hoje seria um dia longo. Notei que a energia já havia voltado, o ar condicionado estava me congelando. Comecei a chama-lo, primeiro normalmente, mas depois dei um grito. Ele tomou um susto tão grande que levantou desesperado e acabou caindo no chão e eu que ainda estava encima dele caí junto.

— aí sua louca, por que tá gritando? — ele perguntou se levantando.

— por que faz meia hora que te chamo e você não levanta. — disse enquanto ficava de pé.

— e para quê você está me acordando em plena — ele olhou para o despertador e depois para mim. — oito horas da manhã?! sério Elena? Já que vamos viver juntos por três anos acho bom você saber de uma coisa, eu não sou ninguém antes das dez, ¹capiche?

— ta bom senhor estressadinho, desculpa interromper seu sono de beleza. — disse revirando os olhos. — mas temos que nos apressar, a essa hora minha madrasta já colocou Deus e o mundo para me encontrar.

— ela deve precisar mesmo de você, viu? — ele disse se sentando novamente na cama.

— você é lerdo ou o quê? Ela não faz tanta questão da minha companhia se é isso que você quer saber, o motivo de ela me querer morando com ela é que só assim ela vai poder receber a herança que meu pai me deixou. Entendeu? — disse me sentando.

— então, quer dizer que... ela precisa de você pra continuar com aquele estilo de vida.

— isso, pelo testamento do meu pai até a mansão que ela mora hoje, é minha.

— desculpa perguntar mas, o que o seu pai fazia? Quer dizer, para ele ter tanto dinheiro assim.

— ele era dono da Gilbert's Enterprise. — respondo com descaso e ele me olha surpreso. — O quê?

— seu pai era dono da nossa maior concorrente? — Fiz sinal para ele me explicar. — lembra que eu te falei da herança do meu avô? — assenti. — então, a herança dele não é só dinheiro em si, é também uma empresa. A Salvatore's Publisher, ela é o principal motivo de eu estar me casando Elena.

— esse é um mundo muito pequeno mesmo. — comecei a rir e ele logo me acompanhou.

— Elena, se nos casarmos você sabe o que pode acontecer?

— o que?

— Elena, podemos fazer uma fusão! A Salvatore's com a Gilbert's, pensa comigo as duas empresas mais concorridas no mercado, juntas. Seremos mais fortes, e imagine você e eu no topo disso tudo. — revirei os olhos.

— depois pensamos nisso, okay? Agora eu quero falar sobre datas.

— datas?

— você é lento, viu? vou te contar! — ele faz cara de tédio. — Eu quero falar da data do nosso casamento.

— tem que ser o mais rápido possível, o testamento tem data de vencimento.

— Damon, para casarmos eu vou precisar da autorização da minha madrasta? Lembra que minha guarda está com ela.

— droga! — ele parou um pouco e pensou. — e... se nós tivéssemos um documento assinado pelo seu pai? Você não tem nada assinado por ele?

— eu tenho uns papéis, mas você acha que pode dar certo?

— se não der, já vamos ter um plano reserva.

— que seria? — disse incentivando-o a continuar.

— vamos ter um bebê dentro de alguns meses.

— eu não estou e nem pretendo engravidar tão cedo Damon.

— eu sei mas ela pode pensar que você está, e dentro de alguns meses você pode ''sofrer um acidente'' e perder o nosso filho.

— você só pensa besteira, eu não quero perder meu filho Damon.

— mas Elena, é só de mentira nem grávida você está!

— nem assim! Acho que isso pode ser um problema.

— vamos fazer assim, vai tomar um banho, se arruma e eu vou fazer o mesmo. Nós vamos sair.

— para onde? — perguntei curiosa.

— vamos consultar um advogado.

Ele saiu do quarto e eu fui para dentro do banheiro. Tomei um banho rápido, e me enrolei na toalha. Saí do banheiro e encima da cama, Damon havia colocado mais roupas, tinha até uma boxer para mim junto com a roupa. Me arrumei rápido e saí do quarto.

O encontrei na cozinha, só com a sua calça de moletom. Ele estava fazendo o nosso café.

— hoje nós vamos ao shopping comprar roupas para você.

— não é preciso, eu tenho roupas em casa.

— é claro que é preciso, mesmo se formos pegar suas roupas hoje.

— é sério, você já está me ajudando muito.

— eu insisto, você é minha futura esposa Elena tem que se vestir como tal. — revirei os olhos. — sabe que eu odeio quando faz isso? — dei de ombros.

— okay! O que temos para o café?

— temos suco e torradas, a também temos torradas e suco. Você escolhe. Não me olhe assim, não sou acostumado a cozinhar. A srta Jones não veio hoje. — fiz cara de interrogação. — é quem faz meu café, arruma a casa e faz meu jantar. E então o que vai ser?

— acho que suco e torradas são uma boa.

— boa pedida.

Tomamos café e em seguida ele foi tomar banho e se arrumar. E eu fui procurar pelo monkey.

— monkey. — chamei pelos cômodos do apartamento. E lá veio ele, ele estava deitado bem no tapete da sala de estar.

O peguei e ficamos brincando, até Damon terminar de se arrumar. Quando ele saiu do quarto, estava falando no celular.

— então daqui á quinze minutos eu chego aí. Até. — e desligou. — era o advogado. — ele disse me olhando. — vamos?

— vamos.

Descemos de elevador até a garagem, onde pegamos o carro e seguimos até o centro de NY. O caminho foi silencioso, e extremamente rápido.

— chegamos, pronta?

— pronta.

Entramos em um prédio e logo depois de nos identificarmos na recepção pegamos um elevador e subimos até o 13° andar. Entramos em uma sala, e Damon falou com a secretária do tal advogado. Logo ela pediu que entrássemos, e foi o que fizemos. A sala era enorme, e tinha uma vista para NY. O advogado... Puta merda, eu não creio!

— Stefan!? — ele me encarou assustado e Damon ficou sem entender mais nada.

Notas finais
Eai o que vocês acharam? Comentem, seu comentário é importantíssimo para mim! ¹ Capiche _ Palavra italiana. Na língua portuguesa significa 'entendeu'.