Problem Girl - Seth Clearwater
6 4| La Push
La Push
Após almoçarem, eles seguiram para a loja de piercings. Alex acabou encontrando uma, no centro e entraram.
— Boa Tarde! Em que posso ajuda-los? — a mulher cumprimentou sem tirar os olhos da revista que estava folheando.
— Eu gostaria de colocar um piercing. — Meg responde alegre.
A mulher levanta o olhar para responder, mas abre a boca surpresa olhando o lindo moreno que a acompanhava. Ela desce e sobe o olhar em Alex que mal repara, observando a alegria da amiga. Meg, por sua vez, dá uma gargalhada e vira para o amigo fazendo sinal com a sobrancelha, como se fosse pra alertá-lo da mulher o secando, mas ele não entende e ela volta o olhar para a mulher, se aproximando.
— Então... quero furar o nariz e o umbigo.
— Ei — ele puxa amiga pelo braço para perto dele e fala baixo só pra ela escutar. — Combinamos que furaria o nariz, somente.
— Por favor, coração! Eu sempre quis furar o umbigo. Ela nem vai ver! Ela quer que eu termine os estudos aqui e quando terminar eu já serei maior de idade. Prometo que não te peço mais nada, por favor!
Meg o olha de modo pidão, juntando as mãos próximos aos lábios e piscando várias vezes fazendo uma cara de inocente.
— Tudo bem! Mas para de fazer essa carinha de anjo que caiu do céu, porque de anjo você só tem esse rostinho.
— Bom saber que você não resiste a essa cara de anjinho aqui! — ela fala fazendo o amigo rolar os olhos.
— Vamos logo, antes que eu desisto.
— Ok! — ela murmura — O que é preciso pra colocar os piercings?
— Documento de identificação e se for menor autorização do responsável. — a mulher responde olhando os dois. Ela sabia que a garota era menor, pelo jeito que o homem a chamou, mas o que será que ele era? Namorado? Irmão? Pai ela tinha certeza que não era. Ele não tinha idade para ter uma filha daquele tamanho.
Ela sai dos seus devaneios com a voz masculina e meio rouca. — Aqui, esse é meu documento e de Meg. E aqui está a procuração que a mãe dela me deu, se for precisar ficar com ela tira uma cópia porque eu ainda preciso dela.
— Claro, senhor! Eu já tiro as cópias e trago de volta.
A mulher tirou as cópias de tudo e voltou com um termo onde Alex assinou autorizando a colocação dos dois piercings. Ela devolveu os documentos e levou Meg na sala onde realizaria os procedimentos.
Logo às duas voltaram para a recepção onde Alex aguardava, a mulher entregava dois papéis a Meg antes de explicar.
— Aqui, esse explica como cuidar para não infeccionar e esse outro é tudo que você não pode comer enquanto não cicatrizar.
— O quê? — ela questiona surpresa e horrorizada. — Eu morrerei de fome! Como eu vou sobreviver sem batatinha frita, chocolate e refrigerante.
Os outros dois riem da reação da garota e a mulher continua para tranquilizá-la. — É só por pouco tempo! Só o prazo de sarar e não correr o risco de infecção.
— Ok. Quanto eu te devo? — Ela questiona e a mulher entrega a notinha, ela já ia abrir a bolsa quando Alex a interrompe.
— Pode deixar que eu pago! — ele fala pegando a carteira.
— Não precisa! Peguei tudo de ouro branco, pode deixar que eu pago. — ela insiste.
— Eu sei que você gosta de pagar suas próprias coisas, mas... — ele solta um suspiro e Meg levanta a sobrancelha o incentivando a continuar. — É um presente.
Os olhos de Alex brilharam de uma forma, na qual ela entendeu no mesmo instante. Aquele era o presente de despedida que ele a daria. Ela sussurra um “obrigado” enquanto ele paga.
— Aqui esse é meu cartão. Se acontecer qualquer coisa que ela precisar pode me ligar. — ela hesitou um instante antes de continuar, entregando um pedaço de papel. — E esse é hm... o meu número pessoal, se você quiser sair para beber ou algo assim.
Ele devolve o papel e se aproxima de Meg colocando a mão na cintura dela. — Desculpe se entendeu algo errado, mas nós estamos juntos.
Meg rola os olhos e dá um sorriso de descrença. Não era a primeira vez que ele a usava como desculpa para se livrar de cantadas das mulheres. A mulher, por outro lado, entendeu o gesto de Meg como se ela estivesse sendo muito abusada por dar em cima do namorado alheio.
— Oh! Me desculpe, eu não achei que... eu pensei que era algum parente, primo, talvez. Você é mais velho que ela oito...
Ela começou a tagarelar nervosa e sem graça, antes de Alex a interromper.
— Nós não temos problemas com idade. Se for só isso nós já vamos, e obrigado.
— Ah, claro! E me desculpem. — Ela fala envergonhada.
— Vamos, princesa?! — ele fala olhando Meg que apenas concorda segurando a vontade de rir, ela acena para a mulher antes de saírem. Assim que entram no carro ela começa a gargalhar.
— Coitada da mulher, ela tava quase te chamando pro quartinho dos fundos pra vocês transarem! Sabe, eu estava aqui pensando... Eu nunca te vejo com mulher nenhuma, digo interessado. Não me diga que desde... você nunca?
Ela deixa pergunta no ar e ele a ignora olhando os retrovisores como desculpa e solta um suspiro antes de ligar o carro. — Sério? Você nunca mais ficou com mulher nenhuma? Isso já faz mais de dois anos! Como consegue? — Ela questiona chocada e surpresa. — Eu tô só dois dias na seca e tô quase subindo nas paredes. — Ela o olha como se ele fosse algum tipo de alienígena.
— Dá pra parar? — ele bufa irritado.
— O quê?
— Isso é estranho!
— Sempre falamos da minha vida sexual.
— Porque eu tento enfiar algum juízo nessa sua cabeça. — ele responde enquanto ela revira os olhos.
— Não sei o que tem demais, aliás... tem de menos né?! Dois anos! — ela murmura ainda surpresa.
— Mas é estranho pra mim, então vamos mudar de assunto. — ele diz sem a olhar concentrado na estrada.
— Ok! Mas você vai precisar arrumar uma desculpa nova para dispensar as mulheres, que caem aos seus pés, agora que você está me levando pro meu inferno pessoal. Já pensou em virar padre?
Ele faz uma careta pra ela, e dramatiza. — Eu não sei o que será de mim sem você!
Meg começa a rir de novo, logo ela para e o encara murmurando. — Dois anos!
— Meg. — a repreende.
— Tudo bem, já parei. — ela fala levantando a mão em rendição.
Após uns minutos em silêncio ele a olha soltando a dúvida que tinha em mente.
— Eu não te entendo, princesa.
— O quê?
— Você disse que apesar de tudo, gosta de La Push. — ele começa e ela afirma. — Então como lá pode ser seu inferno pessoal?
— Primeiro porque eu só me dou bem com a Rachel da minha família, e faz quase nove anos que eu não a vejo. Segundo eu só estou indo porque sei que a bruxa da Rebecca não está morando mais lá. De acordo com Rachel, ela se casou uns quatro ou cinco meses depois que fui embora.
— E qual o problema com essa tal de Rebecca?
Ela faz careta antes de responder. — Digamos que nenhuma vai com a cara da outra.
— Se você sabia que ela não morava mais lá, então... Por que nunca mais voltou?
Ela ficou em silêncio observando a paisagem passar. E quando Alex achou que ela não mais o responderia, ela falou. — É complicado.
— E você vai me contar algum dia?
Ela olha o amigo por um tempo pensando. — Talvez, mas não hoje.
Ele apenas afirma e fica se questionando mentalmente o havia acontecido entre as duas, afinal.
— Sabe o que poderíamos fazer agora? — ela questiona com a cara de quem vai aprontar.
Ele pergunta receoso da resposta dela. — O quê?
Ela sorri. — Apostar corrida!
— Estamos no mesmo carro.
— Não desse jeito. Olha o GPS está marcando que daqui até Portland são nove horas de viagem. Eu aposto que não consegue chegar com cinco horas apenas.
— Você está brincando, né? E os radares?
Ela apenas olha no retrovisor antes de apertar o botão pra troca da placa.
— Prontinho! Agora se você conseguir eu farei algo por você, mas se você não conseguir é você que vai me dever algo. Se eu fosse você eu apertava o pé, o cronômetro já está rodando.
— Eu não disse que aceitei.
Ela vira o celular mostrando a ele. — Você quatro horas cinquenta e nove minutos e 55, 54, 53...
Ele bufa a olhando e aperta o pé no acelerador.
[...]
Logo que cruzaram a placa de “Bem-Vindos a Portland” Meg pausa o cronômetro e vira para o amigo.
— Você perdeu! Por exato dois minutos e dez segundos. — Ela diz sorrindo e ele bufa batendo a mão no volante. — Ei! Ninguém gosta de um mau perdedor.
— Tá! O que você quer, então? — murmura derrotado.
— Por enquanto nada! Mas não se preocupe quando for a hora, eu cobrarei.
— Como? — questiona desacreditado que mais uma vez caiu nas armadilhas dela.
Ela dá um sorriso malicioso. — Eu nunca disse que teria que ser agora. Guardarei até que seja mais oportuno pra mim.
— Já disse que você é diabólica?
— Todos os dias. Agora vamos aproveitar meu último dia antes do tornado Meg chegar a Forks.
[...]
Eles fizeram check in em um hotel, Alex pegou um quarto só, com duas camas de solteiro, ele disse que era pra ele aproveitarem juntos e não pra Meg trazer um desconhecido pra apagar o fogo dela. Disse pra guardar a energia pra usar com os pobres cidadãos de Forks e La Push, quando ele fosse embora.
E eles aproveitaram a noite, boliche, restaurante e cinema. Eles acabaram vendo “Velozes e Furiosos 7”. Eles comentavam onde o pessoal cinematográfico exagerou nos efeitos especiais e Meg procurava em cada cena pra ver onde eles tinham colocado o irmão do Paul Walker nas filmagens já que o mesmo havia morrido em um acidente na época que havia iniciado as filmagens. O pessoal que estava em volta deles murmurava e gritavam pra eles calarem a boca.
No final eles voltaram ao hotel e ao ver que já estava na hora que eles teriam acabado de chegar, Alex manda uma mensagem a Charlotte.
“Chegamos em Portland, resolvemos dormir aqui e seguir viagem amanhã cedo.”
Logo o som do bip de mensagem apareceu com a resposta.
“Obrigada pela informação. Aguardo notícias.”
Meg toma o celular do amigo lendo a mensagem. — Não foi ela quem respondeu. Foi a Laura. Ela que responde desse jeito formal.
— Talvez seja porque ela esteja em uma reunião. — Ele tenta persuadi-la.
— Não. Ela simplesmente está aproveitando que se livrou do peso morto.
— Não acredito que seja isso, pequena. Sua mãe te ama! Do jeito dela, mas ama.
— Por favor, né Alex?! Minha mãe nem me conhece direito, não sabe de nada que acontece na minha vida. Não me admira que ela nunca saiba quando estou mentindo.
Alex ficou sem resposta, pois ele sabia que no fundo ela sentia a falta da mãe. Mas era teimosa e orgulhosa demais pra admitir. Eles deitaram cada um na sua cama e dormiram.
[...]
Após quatro horas na estrada, finalmente eles cruzaram pela placa “Bem-Vindos a Forks”. Como em toda cidade pequena por onde eles passavam, olhos curiosos os acompanhavam.
— Esse lugar não mudou nada! — ela murmura olhando através do vidro.
— Você quer parar em algum lugar?
— Não. Já que eu tenho que encarar o velho, vamos acabar logo com isso!
Um barulho de motor potente é ouvido por Jacob, ele começa a prestar atenção. Não era comum aquele tipo de carro ali, ele troca um olhar curioso com o pai ao perceber que o carro parrou em frente sua casa.
Com um pulo ele sai pra fora sendo seguido por Billy. Ele fica surpreso ao ver o carro. Era uma Lamborghini preta. Ele tenta ver quem era, mas o vidro escuro o impediu. Ele não reconhecia o cheiro, então focou na sua audição pra ver se escutava alguma coisa.
Nada.
Somente o barulho de dois corações batendo. E um que por sinal, batia bem rápido.
“Ei, princesa.” Uma voz masculina falava baixo e calma. “Fique calma! Eu estou bem aqui com você. Não vou sair um só minuto do seu lado. Tudo bem?!”
Jacob não ouviu resposta. A porta do motorista abre e um homem alto e de cabelos negros sai. Ele faz um pequeno sinal com a cabeça pra eles enquanto dá a volta no carro abrindo a porta do passageiro.
“Pronta?!” o homem até então desconhecido por Jacob, sussurrou.
Ele escutou um suspiro, e a seguir uma garota surgiu com um sorriso sarcástico no rosto.
— Olá família! — a garota fala e Jacob pode sentir o desgosto quando ela disse a palavra “família”.
— Meg?! — Jacob questiona feliz analisando da cabeça aos pés, ao se dar conta de que aquela garota ali era sua irmãzinha. Ela estava diferente, não era mais uma menininha e sim uma garota. Uma linda garota! Mas ele estava com saudades da pirralha, como ele a chamava. Ele avança na direção dela com a intenção de abraça-la e no mesmo instante, Meg, dá um passo pra traz o parando.
Meg e o homem trocavam olhares. Jacob alterna o olhar entre Meg e o pai.
— Por que não disse que ela vinha? — ele questiona o pai.
— Porque eu não sabia! Charlotte ficou de me avisar se conseguisse convence-la a vir. — uma risada e um murmuro de “inacreditável” sai da boca de Meg o interrompendo e ele a olha com saudade. — Isso não importa agora! Eu estava morrendo de saudades! Vem aqui filha dar um abraço no seu velho pai.
Alex levanta a sobrancelha e a olha de maneira questionadora e Meg simplesmente o ignora. Meg observa o pai, que continua o mesmo. Com algumas linhas de expressões marcada com a idade, mas mesmo assim continua igual. Já Jacob, mudou drasticamente... pra melhor, é claro! No lugar do garoto baixo, magrela e com um esfregão na cabeça estava um garoto alto, cheio de músculos e cabelos cortado bem curtos. Como se fosse pra dizer; “ó, eu ainda tenho cabelo”, porque era quase possível ver o couro cabeludo dele. Ela termina de analisa-los e volta o olhar ao pai.
— Primeiro: eu não queria estar aqui! — começa tirando o sorriso do rosto dos dois homens a sua frente. — Segundo: não tenho a intenção de ficar aqui por muito tempo.
Só ficarei até resolver esse problema da chantagem. Acrescentou mentalmente.
Ela tinha um plano. Faria da vida do velho um inferno, encenaria para a mãe que estava muito feliz ali e que queria morar lá. Então pediria para ela passar o carro pro nome dela alegando ser mais fácil para ela fazer a manutenção do carro, ela inventaria qualquer baboseira e falaria nomes de peças que ela sabia muito bem que a mãe não entendia nada e nunca perceberia. Depois com o documento no nome dela, ela iria embora dali.
— Filha...
— Vou tentar facilitar um pouco as coisas, você fica quieto no seu canto e eu no meu. Assim todo mundo fica feliz. — ele apenas concordou sério. — Tudo bem agora aonde eu vou ficar?
Billy e Jacob se entreolham antes de Billy se pronunciar. — Hm... eu aguardava o telefonema da sua mãe pra organizar as coisas...
— Inacreditável! — ela diz incrédula. — Ela praticamente me expulsou ontem e não podia simplesmente dado a droga de um telefonema.
— Você pode ficar no quarto que você dormia quando vinha pra cá, até arrumamos o seu espaço. Rachel voltou a morar aqui, mas você pode ficar com a cama da Rebec...
— Não! — interrompe e acrescenta num sussurro “prefiro dormir no chão do que no ninho da cobra!”
Jacob franze a sobrancelha com a fala dela e oferece. — Se quiser, pode ficar no meu quarto. Eu durmo no sofá, não tem problema nenhum.
— Ainda tem aquele quarto, na garagem? — questiona fingindo não ouvir o que Jacob havia falado.
— Tem sim, filha! Mas está cheio de tralhas.
— Nada que uma faxina não resolva. — ela vira em direção a garagem.
— Vá em frente, conhece o caminho. — Jacob fala segurando a raiva da garota desaforada que estava ali. Aquela não era sua irmãzinha. Definitivamente aquela não era a pirralha que vivia atrás dele e adorava ajudar mexer na moto velha do Embry ou na camionete velha que Billy vendeu a Charlie como presente de boas-vindas a Bella. Ele encarou o homem que estava parado no mesmo lugar.
— Alejandro Gonzalez, mas podem me chamar de Alex. Eu sou...
Antes de apertar a mão de Billy, Meg interrompe.
— Vem, coração. — fala o puxando em direção a garagem.
— Por quê fez isso, Meg? O que seu pai vai achar? Deveria ter me apresentado a ele. — a repreende.
— O velho não tem que achar nada. Só porque eu tenho o mesmo sangue que ele, não significa que ele pode mandar em mim. Vamos logo, quero ver o quanto de “tralha” que teremos que tirar.
Os dois entram na garagem sob o olhar dos dois homens, enquanto Jacob fecha a mão em punho tentando controlar a raiva crescendo dentro dele e agradece mentalmente por seu pai não ter consigo ouvir nada.
— Ela está diferente! — Billy comenta com o olhar pensativo.
— Você quis dizer, mal-educada! — contradiz — Aquela ali, não é a nossa Meg.
Jacob começa a ir em direção a floresta em frente e é interrompido pelo pai.
— Onde vai, filho?
— Preciso esfriar a cabeça, pra não dizer umas poucas e boas pra essa garota “mimada”.
Ele não espera uma resposta e sai correndo pra floresta. Seguro entre as árvores ele tira a roupa e em seguida, transforma no grande lobo castanho-avermelhado.
[...]
Meg e Alex passou boa parte do tempo organizando e limpando o quarto, saiu apenas para ir na cidade compra uma cama e uns móveis para o quarto. Onde Meg subornou a vendedora para ter suas coisas entregues no mesmo dia. Após organizar as últimas malas, ela resolver leva-lo a praia.
— Aquela reação do seu pai e seu irmão, faz parte do complicado?
— Sim. — concorda.
— Tudo bem! Não vou te pressionar, mas eu achava que não tínhamos segredos entre nós e aí descubro como você parecer odiar sua família paterna e não me diz o que aconteceu.
— Eu vou te contar, mas é que tudo isso faz parte de um passado doloroso pra mim. Ainda não estou pronta para remexer nele. — ela finaliza e ele apenas concorda.
Eles caminharam com os pés descalços na areia olhando o pôr-do-sol, logo encontraram um tronco caído e sentaram em silêncio.
O pôr-do-sol era de tirar o fôlego. As cores alaranjadas tocando o mar no horizonte era realmente belo.
— Eu costumava achar esse lugar mágico! — ela comenta com o olhar distante como se estivesse se lembrando de algo. — Mas era apenas baboseira de criança.
— Eu não sei. Eu achei esse lugar meio mágico também.
— Fala sério! — debocha.
— Estou falando. Olha esse pôr-do-sol, Meg. As cores refletidas na água. As ilhas dando contraste com o fundo deixa a paisagem ainda mais bela.
— Tudo bem. — concorda. — Mas não parece o mesmo.
— Talvez seja porque você esteja tão relutante em estar aqui.
— É, talvez.
Eles ficaram até começar a escurecer e voltaram para a casa. Após cada um tomar banho, seguiam em direção do quarto de Meg quando Billy os interrompe.
— Rapaz, se você quiser tem a cama da Rebec...
— Não, ele não quer. Ele vai dormir comigo. — ela fala empurrando ele porta a fora.
— Meg...
— Não ele não tem direito de opinar em nada.
Billy acabou escutando e concordou, ele não poderia opinar no relacionamento deles. Afinal, ele não via sua filha a quase nove anos. Ele tinha que ter ido atrás dela, mas acabava deixando Charlotte o convencer que quando ela estivesse pronta ela voltaria a vê-lo. E bom... agora parecia que sua filha não o suportava. Ele suspirou triste.
Os dias que se seguiram eles faziam a mesma coisa, tomavam café da manhã com Billy, antes saírem. Alex e Billy as vezes conversavam sobre coisas aleatórias, Meg na maioria do tempo o ignorava e quando ele insistia muito ela dava uma má resposta e saía. Jacob sempre nesse horário estava dormindo e Rachel ainda estava em Seattle, resolvendo alguma coisa do casamento, que Meg não gostou de saber que ela não havia contado.
Eles saíam, La Push, Forks e até em Port Angeles, faziam qualquer coisa pra passar o tempo e só voltavam pra dormir. Hoje era o último de Alex ali e ele havia prometido que voltaria, mas Meg já estava triste por ele ter que ir.
Todos os quatros estavam reunidos na pequena cozinha e Billy aproveitou que eles não estavam com pressa pra sair para tentar tirar alguma coisa de Alex.
— Então... vocês se conhecem a muito tempo?
— A quase dois anos. Nos conhecemos em uma boate quando Meg estava comemorando seu aniversário de dezesseis anos. — ele olha a amiga sorrindo e algo no olhar dela ele soube que ela não queria que ele contasse que ela estava sozinha ali. — Bom... ela deu em cima de mim e eu a dispensei. Ela ficou um tempo lá insistindo depois foi embora. Só que ela esqueceu a bolsa e eu fui procurar ela pra devolver. Eu a encontrei discutindo com o segurança e quando ela socou a cara dele eu interferi na hora e disse que ela estava comigo e a levei pra casa. Após esse dia, começamos a sair...
— E nunca mais nos desgrudamos. — completa Meg sorrindo agradecida ao amigo.
— Ela te tem na coleira, amigo! — Jacob fala sarcástico e Meg o chuta por baixo da mesa. — Ai.
— Não. Eu estou com ela porque gosto e me importo com ela. Você não sabe de nada que ela já passou ou teve que enfrentar sozinha. Não fale de algo que você não saiba. — ele fala deixando Jacob sem graça. — Eu vou busca minha mala, meu táxi deve estar chegando.
Ele olha para Billy e agradece. — Obrigado por tudo, Billy. Nos vemos em breve.
Eles apertam as mãos e, ele e Meg, levantam quando uma mulher morena de cabelos pretos na altura do ombro entra.
— Jacob, eu preciso conversar com vo... — ela para olhando o homem a sua frente. Alex a olha de cima abaixo. Ela estava com uma bermuda jeans curta e uma blusa azul sem manga deixando a mostra uma tatuagem no ombro. Ela volta a si, olhando em volta percebe a garota ao lado, Meg, a irmã que Jacob havia dito que tinha voltado. — Ah! Esqueci que você estava com visitas, eu volto outra hora.
Ela sai na mesma velocidade que entrou e Jacob corre atrás dela a chamando.
— Leah!
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