— Leah!

Jacob cruzou a porta atrás da loba e amiga. — Ei, espera!

Mas ela não parou, quando Jacob conseguiu alcançá-la já passara às três casas que havia entre a casa dos Black e dos Clearwater.

— O que foi que aconteceu? — questiona tentando esconder um sorriso.

— Não se faça de sonso, Jacob! Eu sei muito bem que você entendeu perfeitamente o que acabou de acontecer ali. — acusa.

— Ok, Leah! Eu entendi sim, mas achei que de todos nós... ter um imprinting era o que você queria. — ele questiona confuso.

— Você disse bem... queria! Mas não a custa disso.

— Agora eu fiquei confuso.

— Não se preocupe, ó poderoso alfa! — ela fala fazendo uma reverência — eu vou explicar.

— Voltamos de novo pra isso, Leah?

— Foi mal, é que às vezes você abusa da paciência que eu não tenho.

— Tá! Fala logo.

[...]

Meg olha Alex de modo acusador. — Eu vi!

— Não sei do que você está falando. — ele desconversa acenando para Billy indo em direção a porta.

— Aqueles olhares entre você e a mulher, Leah? Eu percebi! — explica o seguindo pra fora.

Billy solta um suspiro observando pela janela os dois indo em direção a garagem. — Era só o que me faltava agora!

— Não houve nenhuma troca de olhares, Meg! — Ele fala começando a se exaltar com a insistência dela.

— Ei! Não precisa ficar nervoso... Você sabe que se você estiver interessado nela, eu sou a primeira a te apoiar. Não sabe?! Se quiser posso até te ajudar. — sugere animada.

— Não! — ele se apressa em dizer passando a mão no rosto antes de olhar a garota. Ele amava Meg de todo o coração, mas isso não quer dizer que ele se submeteria a pedir conselhos amorosos de uma desmiolada e cabeça oca, como ela. — Meg, não aconteceu nada! Só achei estranho o jeito que ela entrou e saiu. Reparou que ela tem uma tatuagem igual do seu irmão? — explica fazendo a amiga revirar os olhos com a desculpa esfarrapada dele. — Fora que ela me olhou de uma maneira estranha. Como se pudesse ver meus segredos mais profundos?! Não está um pouco frio pra ela estar vestida daquela maneira?

— Eu sabia que tinha se interessado nela! Você mal olha no rosto das mulheres, que dirá analisar o corpo delas. E eu vi você fazer isso! — acusa vitoriosa.

— Eu não... — ele começa a negar e Meg aumenta o sorriso vitorioso. — Eu não quero falar sobre isso. — Alex desconversa de maneira firme encerrando o assunto.

— Tudo bem! Mas... quando você quiser conversar eu vou estar aqui, sempre que você precisar. — Meg pega em sua mão tranquilizando, mas já pensando em uma maneira de ajudá-lo sem ele desconfiar.

O som de uma buzina chama-lhes a atenção, fazendo o coração de Meg se apertar. Era a primeira vez após quase dois anos que ela ficaria sozinha novamente, e ela estava com medo.

[...]

— Você sabe como odiei o imprinting quando soube, mas depois de um tempo eu passei a desejá-lo. — Leah começa a explicar e Jacob apenas concorda. Ele também odiava o imprinting, mas nunca desejou tê-lo como ela. — Ver Sam com Emily, felizes e apaixonados, era horrível e doloroso até pouco tempo atrás. Foi por isso que fui até sua casa... eu queria ir embora de Forks. Não queria estar aqui quando... o bebê nascesse.

— Mas você ainda quer ir embora? Depois do...

— Não. — ela o interrompe negando. — Eu finalmente estou livre de todo o sentimento que tinha por Sam, não deixarei minha família nem a matilha por isso. Graças ao imprinting que tive, eu finalmente posso deixar tudo pra trás e recomeçar.

— Mas... Tem um "mas" não tem? — Jacob questiona e ela apenas afirma.

— Eu não vou me aproximar deles! Acabei de me livrar de um triângulo amoroso de vários anos que a única prejudicada fui eu, não serei responsável de fazer com sua irmã o mesmo que aconteceu comigo. — fala convicta e um carro passa por eles.

— Sabe que não vai conseguir ficar longe dele, não sabe?! — questiona preocupado com a loba.

— Mas isso não quer dizer que eu não possa tentar! E, aliás, eu posso ficar o observando de longe... eu não preciso ser amiga dele ou algo do tipo, posso ser só uma protetora. — Leah desvia o olhar de Jacob e observa Alex e Meg abraçados próximo do táxi. — Eu não vou destruir o que eles têm!

[...]

— Eu não quero ficar aqui sem você! — Meg murmura abraçada ao amigo.

— Eu sei! Eu também não quero ficar longe de você, princesa. Quem é que vai agitar e virar meus dias de pernas pro ar? — questiona fazendo carinho no cabelo dela que começa a chorar.

Ele a afasta e vendo as lágrimas escorrendo pelo rosto da garota, limpa-as e tenta acalmá-la.

— Ei, não chora princesa! Eu prometo que volto logo, sim?! Só preciso resolver as coisas na nossa oficina e ficarei o máximo que conseguir aqui com você. E depois que você fizer dezoito, se não quiser ficar mais aqui... você pode vir morar comigo.

— Sério? — a garota questiona visivelmente mais alegre.

— É claro! Minha casa é sua casa, já te disse isso mil vezes. Agora eu preciso ir...

— Vou sentir sua falta!

— Eu também, princesa!

Alex beija a testa dela em despedida, acena uma última vez a Billy que os observava de longe na varanda, entra no táxi e vai embora deixando uma Meg arrasada pra trás.

Logo que o táxi desaparece de suas vistas, Meg, se prostrou no chão a chorar. Ela já não lembrava mais a sensação que era ficar só, desde Alex entrar na sua vida após a morte de Luísa, que ela tinha apresso como se fosse sua mãe.

Luísa Wilson, era governanta e babá de Meg desde que Charlotte assumiu seu lugar na empresa da família. Quando Meg estava em casa nas férias e feriado, era com Luísa que ela ficava. Quando viajava para La Push, Luísa ia com Meg. Ela nunca entendeu o que aconteceu no último verão da garota em La Push, sempre tentava tirar algo de Meg, mas ela se recusava a dizer uma única palavra que seja sobre o assunto. Por fim, ela só respeitou a vontade dela e esperou que um dia ela resolvesse contar, o que acabou não acontecendo.

Aos treze anos Margaret perdeu o que tinha de mais próximo de uma mãe de verdade. Luísa morreu aos 42 anos, vítima de atropelamento de um motorista bêbado (motivo pelo qual ela nunca dirige quando bebe bebida alcoólica), a menina ficou tão abalada que Charlotte resolveu tirá-la do internato e a matricular em uma escola local.

Os três anos seguintes foram os piores da vida de Meg, ela não tinha amigos.

As meninas não gostavam dela por ela gostar de jogar bola e brincar com carrinhos, e por saber um pouco de mecânica que aprendera com Jacob.

Os meninos também não gostavam dela exatamente por ela se melhor que eles em coisas que eram de "garotos" fazerem.

Por fim, Meg desistiu de se encaixar no meio de garotas tolas e fúteis e garotos bobos e machistas.

As coisas só melhoram após Alex entrar na sua vida. Ele sempre foi um amigo e irmão pra ela. Meg só lamentava não ter o conhecido antes.

Agora ela estava mais uma vez sozinha, mais uma vez se despedindo de quem amava. Ela tinha medo de não o ver novamente, de ele perceber que está melhor sem ela e a abandonar. Afinal já fizeram isso com ela antes.

Logo o medo e a tristeza foi se esvaindo de seu peito e dando lugar a uma raiva crescente e incontrolável. Ódio borbulhando em todo seu ser. Meg levanta do chão, alheia aos que a observava de longe, enxugando o rosto com as costas das mãos, ainda olhando na direção que o táxi sumira gritou:

— EU TE ODEIO CHARLOTTE EVANS!

Billy resolve entrar e deixar ela extravasar sua raiva em paz, e Meg pega umas pedras que achou no chão e começa a jogá-las em todas as direções e sem nem olhar direito, cega de raiva.

— É melhor você ir ajudar a acalmá-la, ou ela vai acabar quebrando a casa, ou a cara de alguém! — Leah aconselha — E... Jake?!

— Sim?!

— Não comenta com ninguém o que aconteceu, eu não quero ninguém no meu pé me dizendo o que fazer.

— Sabe que não vai ser fácil.

— Eu sei! Nos vemos depois, Jake! Vai cuidar da sua pirralha.

Leah vai embora deixando Jacob sorrindo pelas lembranças que o apelido lhe trouxe, e observando aquela garota ali na frente tão parecida com sua irmãzinha, mas, ao mesmo tempo, tão diferente.

— Calma aí garota, ou vai acabar arrancando o olho de alguém!

A voz masculina chama a atenção dos dois. Jacob a reconheceu de imediato e se apressou na direção deles para evitar confusão. Meg não o conheceu, ficando ainda mais irritada por alguém intrometer em algo que só dizia respeito a ela. Porém ao virar-se, se surpreendeu com o lindo moreno à sua frente.

Alto e forte, e com cabelos curtos usava uma camisa cinza cavada deixando seus braços musculosos à vista e a tatuagem no ombro direito igual ao do irmão e da garota ("deve ser costume por aqui", pensou), uma bermuda jeans e all star surrados, porém não tirava a beleza do homem.

— E o bonitão, quem é? — questiona o olhando maliciosamente de cima embaixo.

— Esse é o Paul, noivo da Rachel. — Jacob responde se aproximando dos dois e percebendo o desconforto do cunhado.

Meg ignorando Jacob se aproxima mais de Paul o analisando descaradamente.

— A Rachel tem muito bom gosto! — comenta se aproximando mais, parando próximo ao ouvido dele sussurrando. — Sorte a sua que soube escolher a gêmea certa, caso contrário, eu ficaria imensamente feliz em lhe mostrar sua má escolha.

Paul engole seco e Meg se afasta com um sorriso no rosto.

— Relaxa bonitão! Eu não vou fazer nada. Gosto da Rachel! — Meg fala indo em direção ao seu 'quarto'.

— Sua irmã é estranha! — comenta Paul observando a garota sumir dentro da garagem.

— Você quis dizer estranha e safada... não tem nem dez minutos que o namorado foi embora e ela já estava dando em cima de você! Ele deve ter um belo par de chifres... — Jacob zomba. — Mudando de assunto, vai buscar a Rachel?

— É, cara! Vim ver com seu pai se tem como me emprestar sua camionete? A minha não quer pegar de jeito nenhum! Depois vou buscar ela pra você dá uma olhada, pra ver o que pode ser. — explica indo com Jacob em direção a casa.

— Aqui, toma. — Jacob joga a chave para Paul que a pega no ar. — Só toma cuidado com minha irmã.

— Eu sempre tomo.

[...]

Meg não havia saído do quarto desde que Alex se fora, ela ficou revendo todas as fotos que os dois tiravam juntos e até mesmo de as antigas fotos de Luísa que já havia um tempo que ela não olhava, não porque não queria, mas porque era doloroso lembrar que ela nunca mais poderia vê-la ou abraça-la.

Um barulho do lado de fora chama a atenção de Meg, a fazendo ir até lá. Havia um grupo de pessoas se reunidos na frente da velha casa vermelha. Meg notou seu pai do lado com um sorriso no rosto, Jacob, o bonitão (noivo da Rachel), dois garotos bonitos sem camisa e cabelos curtos e a mulher Leah que estava acabando de chegar e parecia feliz.

Meg deu um passo para ver o que acontecia ali, e com se todos pudessem ter ouvi-la se afastaram virando na direção da garota para observa-la e Meg viu o motivo daquele grupo reunido e de todos parecerem felizes, Rachel, sua irmã mais velha estava no centro, do que antes era um círculo.

— Rachel?! — murmura chamando a atenção da mais velha.

— Oh meu Deus! Meg! — Rachel entrega a caixa para Paul e sai correndo em direção a caçula, que suspira aliviada porque agora ela não ficaria sozinha. E os outros ficam tensos e preocupados com a reação da mais nova com ela.

— Meg! É você mesmo?! — questiona checando a garota. — Como cresceu! Você está tão linda! — Rachel fala emocionada e a puxa para um abraço.

As duas se abraçam, chocando a todos que esperavam qualquer grosseria da mais nova.

— Quando foi que chegou? Senti tanto a sua falta pequena! — sussurra carinhosamente e Meg a empurra.

— Não parece! — Meg diz brava e, Paul e Jacob, aproxima das duas para evitar qualquer explosão de Meg.

Rachel a encara confusa.

— Como se atreve a ficar noiva e não me contar? — Meg questiona.

— Ah! Isso... — Rachel compreende na hora a raiva dela e questiona o noivo e o irmão com o olhar afim de descobrir quem contou antes dela e os dois apenas negam.

— É isso!

— Eu ia contar, mas... — Rachel começa a explicar mexendo na caixa que Paul segurava e assim que encontrou o que queria, se virou para Meg animada. — Nossa! Estou tão feliz que esteja aqui! Estava esperando só os convites ficarem pronto para te mandar, eu nunca me casaria sem minha irmãzinha!

Rachel entrega o envelope, que estava escondendo atrás de si, à Meg.

Ela pega e começa a ler, logo fica animada. — Isso é sério?

— Claro que sim! — Rachel afirma deixando os outros curiosos.

— Madrinha? Tem certeza?! — Meg pergunta relendo o convite.

— Se você aceitar, sim. — Rachel afirma e Paul a questiona com o olhar e ela o repreende.

— E a bruxa?

— Por favor, Meg, não chame nossa irmã assim. — ela reprende a mais nova que revira os olhos quando escuta "nossa irmã". — Ela vai ser uma das damas de honra.

— Boa sorte pra você, maninha! Quando a bruxa descobrir que você me escolheu como madrinha, ela vai querer te matar.

— Não exagere, Meg! A Rebecca não é assim.

— Você que pensa... — murmura pra si. — Mas sobre o noivo, eu tenho que te falar.

Meg a abraça de lado e começa a encarar Paul. — Ele não serve pra você. Hoje mais cedo quando Jacob nos apresentou, ele nem se importou que eu fosse sua irmã e deu em cima de mim n...

— Qual é o seu problema, garota? — Jacob puxa Meg pelo braço a afastando de Rachel, enquanto os dois garotos seguravam Paul que tinha o punho fechado, tentando conter a raiva.

— Qual é, Jacob? Você tava lá, vai ficar do lado do seu amigo ao invés das suas irmãs? — Meg o desafia.

— Você é louca garota! — Jacob grita com Meg.

— Jacob! Solta ela! — Rachel grita chamando a atenção de todos.

— Rachel, amor... — Paul se solta dos garotos e se aproxima da noiva. O medo e a dor transparecia em seu olhar. — Rachel, por favor... você precisa acreditar em mim... por favor.

Rachel não dá atenção a Paul, preocupada se Jacob machucaria Meg.

— Me solta, Jacob.

— Não enquanto você não disser a verdade.

— É melhor soltar ou você irá se arrepender.

— Jacob, solta ela! — Rachel pede e ao ver que o irmão se recusa procura Billy com o olhar.

— Rachel, amor...

— Agora não, Paul! Pai, por favor... o Jacob vai machucá-la. — Rachel implora e Billy começa a se aproximar com Leah empurrando a cadeira.

— Jacob. — Billy o chama sendo ignorado.

— Eu avisei. — Meg murmura o encarando antes de, girar e soltar a mão dele do seu braço ela agarra o braço de Jacob o puxando e girando para as costas dele, deixando todos surpresos e um Jacob ainda mais nervoso.

— Nunca mais encosta em mim, escutou? — Meg avisa, antes de empurrar e soltá-lo.

Jacob bufa de raiva tentando ir atrás de Meg, quando os outros dois garotos o seguram e Leah aparece em sua frente. — Se acalma, Jake! Ela ainda é sua irmã.

Meg se aproxima de Rachel e Paul, parando entre os dois encarando a irmã. — Rachel apenas observe.

Ela faz um sinal pra Rachel e aproxima da irmã a abraçando de lado novamente e as duas começam a analisar as feições de Paul, enquanto os outros observam os três e monitoram o comportamento de Paul, para caso precisem intervir.

— Você consegue ver? — questiona Meg, ainda analisando o rosto do cunhado, bastante animada deixando todos confusos.

— O que? — Rachel questiona desconfiada da irmã e Meg bufa se questionando como a irmã podia ser tão lerda.

— Fala sério, Rachel! — Meg a solta e se aproxima de Paul, que recua na mesma hora. — Calma bonitão!

— Não me chame assim! — Paul resmunga bravo, mas logo desvia o olhar de Meg para a noiva fazendo Meg aumentar ainda mais o sorriso.

— Tudo bem, cunhadinho! — Meg levanta as mãos em rendição se aproximando da irmã novamente. — Sabe maninha... tirando o temperamento de cão que ele tem, você tem sorte! Ele realmente te ama. Eu aprovo!

— Como se sua opinião contasse pr...

Paul começa, mas é interrompido pela noiva. — Shihh, quieto! — Rachel dá um tapa no braço de Paul, fazendo Meg rir e achando os dois ainda mais fofos. — Mas como você sabe?

— Desde quando precisa da opinião dessa daí, Rachel?! — Jacob zomba.

— Fica quieto Jake! — Leah dá um tapa na cabeça dele — Todos queremos ouvir.

Meg desafia Jacob com o olhar antes de voltar a atenção nos dois pombinhos.

— Primeiro que ele ficou bastante tenso quando fui testá-lo e agora, mesmo eu tentando "destruir" o relacionamento de vocês, apesar da raiva por mim que parecia que ele queria me matar, ele deu prioridade em fazer você escutá-lo. Se ele não te amasse de verdade, ele não se importaria em fazer o que fosse preciso comigo pra tentar fazer eu dizer que estava mentindo. Ele só importou em fazer você acreditar nele e quando ele olhava pra você dava pra ver o quanto a possibilidade de você não acreditar, o destruía. Como se o que fosse necessário para ele sobreviver fosse você e não o oxigênio. Intenso demais, se quer saber minha opinião, mas quem sou eu para discutir... desde que ele não a faça sofrer, porque se o fizer — Meg desvia o olhar da irmã para o cunhado e o ameaça — você vai implorar ao diabo que o carregue para o inferno para se livrar de mim.

Ela aproxima devagar ameaçadoramente encostando o dedo no peito dele. — Eu prometo te destruir. Se você fugir, eu vou te encontrar e torturar. Não a faça sofrer, se fizer isso terei que cortar alguns membros que você não irá precisar mais.

Ela dá um sorriso sádico e abaixa o olhar até a cintura dele que quando entende ao que ela se refere se afasta da garota imediatamente indo para o lado de Rachel.

— Sua irmã é uma psicopata! — exclama horrorizado.

— Que isso, bonitão! É só nunca a fizer sofrer que você não vai precisar conhecer esse meu outro lado. — Meg sorri inocente.

— Ela não falou sério, né Meg?! Ela só está brincando! — Rachel encara a mais nova que desvia o olhar encarando o cunhado.

— Tomara que você nunca precise descobrir se estou mesmo falando sério. — Meg o alerta.

— Meg?! — Rachel a repreende.

— Que foi? Eu prometi proteger sua inocência, querida irmã! — Meg sorri inocente para a irmã.

— Não acredito! Você que pediu pra ela fazer isso, Rachel? — Paul a questiona.

— Não eu...

— Como se eu precisasse de alguma autorização pra fazer o que eu quero. Logo, bonitão você verá que Meg Evans só faz o que quer e quando quer. — Meg comenta quando alguns risos chamam sua atenção. — Não vai me apresentar seus amigos não, Jacob? — o irmão bufa contrariado e a ignora. — E você bonitão?

— Já disse pra nã...

Meg levanta a mão interrompendo Paul ainda encarando os dois garotos sem camisa ao lado do irmão e da mulher "Leah" que ela teria que conversar depois. Ela caminha na direção deles quando Jacob se coloca na frente.

— Não se preocupe "irmãozinho" eu me apresento. — sorri sarcástica.

— Cai fora, Meg!

— Jacob! Vem aqui, deixa sua irmã em paz. — Billy o chama.

— Escutou o velho... cai fora, Jacob.

Meg faz sinal com a cabeça para que ele saia, e Jacob, desvia o olhar da irmã para o pai (que o escarava com um olhar firme e autoritário) contrariado e segurando sua raiva ele cede indo para ao lado do pai. Meg caminha na direção deles os observando descaradamente.

— Por que ninguém me disse que os deuses gregos andaram visitando as mulheres da tribo? Porque só isso para explicar tanta perfeição junto assim. — Meg fala maliciosamente e, a mulher "Leah" e o garoto de cabelos cacheados ficaram tensos e sem graça, já o outro garoto de cabelos lisos ficou vermelho de vergonha.

— Você não deveria respeitar o Alex? Vocês não estão... juntos? — Leah a questiona.

— Leah. — Jacob a repreende.

— Não é da sua conta o tipo de relação que o Alex e eu temos. — Meg rebate e na hora se arrepende.

"Droga! Vou ter que concertar isso depois, senão o Alex não desencalha nunca." Pensou.

— Tem razão me desculpe.

O clima ficou um pouco tenso entre eles e para descontrair o de cabelos cacheados se apresenta.

— Eu sou o Quil, esse é o Embry e pelo jeito a Leah você já conhece. Lembra-se de nós?

Meg nega e ele continua.

— Enquanto o Jacob e Embry concertava as motos ou a camionete velha do seu pai, nós costumávamos bagunçar e atrapalhar os dois até você me trair e se bandear pro lado deles pra aprender a mexer nos carros.

— Agora eu sei porque não me lembro, eu sou ótima para bloquear memórias ruins. — Meg comenta e o sorriso de Quil some na hora. — E eu também sou péssima com nomes.

[...]

— Talvez nem tudo esteja perdido, filho. Você viu o jeito que ela tratou a Rachel? — Billy questiona Jacob baixo, observando a filha de longe.

— Você quer dizer como ela quase acabou com o casamento da irmã? — Jacob corrige sarcástico.

— Jake! — repreende. — Ela não sabe de nada da nossa história, não sabe sobre vocês. Ela só agiu da maneira que sabe para ter certeza de que Paul a ama e não irá a fazer sofrer. Ela se preocupa com a Rachel, então... talvez ainda dê para resgatar nossa garotinha.

— Acredita mesmo nisso?

— Eu preciso ter fé que ainda tenha jeito para ela. Então, por favor, Jacob... tenha paciência com ela. E a proteja, promete? — Billy desvia o olhar da filha para Jacob.

— Eu prometo que vou tentar, pai.

[...]

— Sabe em que eu sou boa, cachinhos? Posso te chamar assim, né? Não importa, eu sempre chamo as pessoas como eu quero mesmo. Eu sou muito boa em guardar um rosto, e corpo. E você e seu amigo, são impossíveis de esquecer. — Meg comenta e Embry fica vermelho de vergonha. — Ai que fofo! Você ficou vermelho igual uma pimenta.

Ela aproxima de Embry e fica bem próxima ao ouvido dele. — Ei pimentinha?! Será que você é tão quente e picante como a pimenta?

Meg se afasta um pouco e encara Embry que engole em seco por causa da proximidade dela.

— Ei, Jake! Ainda bem que te encontrei, cara. A Nessie tá te procurando! — o garoto cumprimenta Jacob, tomando fôlego.

[música do início do capítulo]

Meg ao ouvir a voz, algo estranhamente familiar. Ela vira no mesmo instante para ver quem era o garoto. Ele estava de costas pra ela conversando com seu irmão, mas diferente dos outros ele tinha os cabelos na altura dos ombros.

Ela se aproxima, curiosa sobre o garoto.

Ele escutou alguém se aproximando e apurou seus sentidos.

O garoto sentiu um perfume com uma aura misteriosa, notas de jasmim e cacau. O cheiro não era nada familiar, mas no mesmo instante se viu ansioso para descobrir quem era a dona de tal perfume. Ao passo que ele começa a se virar pra ver quem era aquela que estava ali (mesmo já tendo alguma ideia de quem seria), seu coração começa a acelerar à medida que seu olhar vai subindo de encontro ao da garota.

Meg admirava a beleza do garoto a sua frente, os cabelos negros e lisos caindo retos até os ombros lhe dava um certo charme a mais do que os outros garotos dali.

Ele notou a sandália trançada preta, calça jeans de cintura alta e um cropped vinho. O garoto engoliu em seco quando seu olhar cruzou o da garota, aqueles olhos castanhos-esverdeados. Seu coração acelerado pareceu errar uma batida, as vozes de todos a sua volta sumiu e ele só podia escutar só os movimentos que a garota fazia.

Ela encarava aqueles olhos levemente puxado e negros, como a noite. Eles eram intensos e incrivelmente familiares.

O garoto tinha total convicção do que havia acabado de acontecer com ele, mas não era isso que o deixou surpreso. Era quem estava ali na sua frente. Era por quem ele havia sofrido o imprinting.

— Meg!

Ela se aproxima dele o observando lentamente.

— Oi, gatinho! Me conhece?

Notas finais
Olá amores! voltei... Sentiram saudades? porque eu senti demais de escrever. Voltando a atualizar todas as histórias aos poucos. Espero que tenham gostado e comentem bastante ... beijos e até o próximo capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.