Private Party
19 You And I
Notas iniciais
Um zumbido abafado em algum lugar do quarto foi o que o fez despertar parcialmente do sono profundo. Ainda em estado de sonolência, seus olhos verdes preguiçosamente e relutantemente se abriram, encontrando um emaranhado de fios de mogno espalhados sobre o travesseiro, sua nuca a poucos centímetros dos lábios dele.
Os olhos do residente de Medicina se arrastaram lentamente da nuca para o ombro desnudo, descendo através da pele suave até encontrar o próprio braço circundando a cintura daquele corpo feminino com firmeza, cujas costas estavam pressionadas contra seu peito. Sua perna esquerda também se enroscava entre as pernas dela e o seu pênis descansava no espaço entre suas coxas.
Naquele momento, algo brandiu em seu peito. Uma sensação de contentamento e regozijo que Edward nunca sentira antes. Sentia-se absolutamente incrível por acordar apenas assim, seu corpo nu abraçado ao corpo dela igualmente nu, após uma intensa noite de prazer e entrega.
E pensar que eles haviam brigado um pouco antes disso.
Edward pensou na festa, na discussão que tiveram, refletindo que aquela havia sido a primeira briga deles. Bem, a primeira desde que se tornaram um casal. Ele não havia se esquecido da noite em que brigaram em seu apartamento, quando Bella o havia procurado para se desculpar pelo que acontecera na casa de Rosalie. Na época, ele ainda não tinha consciência sobre seus sentimentos por Bella, e sentia muita raiva por ela bagunçar tanto sua cabeça, deixando-o dividido entre amar e odiar tê-la por perto, e principalmente odiá-la por fazê-lo sentir algo completamente novo para ele: ciúmes. Um dos motivos da briga naquela ocasião, de sua briga no bar, assim como fora a causa da discussão na noite passada.
Edward meio que desconfiava que Sean tinha uma queda por sua namorada desde que a viu no aniversário de Rosalie meses atrás, mas ele não se importava muito antes, considerava-o inofensivo. Ele sabia que o rapaz nutria uma antipatia inexplicável por sua pessoa, talvez por sua popularidade entre os amigos e entre as mulheres no passado. Emmett dissera-lhe uma vez que Sean admitira não gostar do residente de Medicina, mas que não havia um real motivo, apenas não gostava.
Qual motivo justificaria então tamanho despeito?
Inveja?
Edward não sabia e tampouco se importava sobre isso. No entanto, na festa de casamento dos seus amigos, ele não gostara nem um pouco de ver o primo da noiva olhando para Bellla, a comendo com os olhos, admirando-a, falando com ela. Bella, por sua vez, não havia notado que o namorado percebera as tentativas do rapaz em chamar sua atenção. E Edward não tinha certeza se ele realmente estava a fim de sua namorada ou se era apenas para provocá-lo, mas independente disso, ele não o queria perto dela.
Assim como James.
Desde a adolescência, Edward era o típico garoto popular. De boa aparência, família rica, jogava no time de football da escola, tirava excelentes notas, estava sempre cercado de amigos e as garotas sonhavam em namorá-lo. Ele sempre foi legal com todo mundo, e mesmo que alguns caras o invejasse, ele não era de ter desafetos.
Bem, não até agora.
Mas ele não queria pensar sobre isso naquele momento.
Não enquanto possuía uma linda mulher nua em sua cama.
Ele não podia ajudar, tomou-a três vezes na noite passada, parando apenas quando ambos estavam completamente esgotados e o sol já brilhava ao cruzar o oceano. Fazia algum tempo desde a última vez em que seus corpos se uniram em um único, e havia sido de forma apressada, contra a porta de seu apartamento. Mas esta noite havia sido diferente. Edward adorou lentamente cada centímetro do corpo dela, seus lábios e suas mãos a memorizaram, a acariciaram, a beijaram. Através da neblina do sono, sua mente girava com as memórias da noite com Bella, perguntando-se como ele pôde ficar tanto tempo sem isso, sem sentir o corpo dela, sem possuí-la desta maneira.
A noite passada havia sido mais que sexo. Havia sido além de apenas dois corpos se unindo e trabalhando para chegarem ao orgasmo, e Edward havia deixado claro para ela quando a mirou no fundo dos olhos antes de penetrá-la. Ele não conseguia compreender ou explicar o sentimento. A única certeza que ele tinha é que a cada dia mais o seu coração estava nela. Os seus sentimentos por ela cresciam ainda mais fortes e mais intensos. Ele nunca se sentira antes emocional assim durante o sexo. Havia sido diferente de qualquer outra coisa de natureza sexual que ele já compartilhara com outra mulher, quando seu objetivo era apenas alcançar o próprio prazer e satisfazer aquela com quem estivesse. Diferente mesmo das outras vezes que ele transara com Bella.
Relembrar a noite passada e tê-la completamente nua diante de si foi suficiente para tornar sua ereção novamente ereta.
Tudo que ele queria agora era estar dentro dela.
Edward a apertou ainda mais contra seu peito, inalando o aroma de baunilha que emanava dos fios de cabelo castanho, fechando o espaço entre eles no instante em que seus lábios depositaram um beijo em sua nuca, espalhando em seguida beijos lentos pelo pescoço da mulher que ele estava completamente apaixonado.
O corpo feminino, segundos após sentir lábios em sua pele e dedos acariciando seu ventre, lentamente foi despertando de seu estado de inércia, remexendo-se na cama. Quando ela sentiu os dedos masculinos alcançarem um dos seus mamilos, fechando a mão ao redor do seu seio, apertando-o, seus olhos finalmente se abriram, tentando ajustar-se à claridade do quarto.
Bella soltou um gemido suave, fechando os olhos novamente, desta vez de prazer, mas logo perdia o contato do calor em seu seio quando Edward deslizou os dedos para a sua clavícula, até chegar a seu queixo, e então virou delicadamente o rosto dela para ele. Ele olhou-a bem nos olhos e se perdeu neles por um tempo imensurável. Ele sentia uma necessidade absurda de estar dentro dela, mas, naquele momento, Edward poderia passar a vida inteira assim, apenas olhando para ela, apreciando-a, contemplando-a. Ela era tão linda e era toda sua, que ele se perguntou por que lutara contra isso no passado. Ele nunca se sentiu assim antes, tão feliz.
Edward desviou seus olhos para os lábios dela quando estes se entreabriram, e sem mais prorrogas, empurra sua boca de encontro à dela. Ambos gemeram quando suas línguas se entrelaçam, intensificando fortemente e apaixonadamente o beijo a cada segundo. Seu pênis estava tão duro que se tornava doloroso. Ele precisava tão mal estar dentro dela.
Enquanto a beijava, Edward lentamente se arrasta para cima dela, cobrindo-a com o próprio corpo, lançando no segundo seguinte as mãos dela para o alto, prendendo-as acima de sua cabeça. Os lábios do residente vagam para o pescoço macio, beijando, sugando, sua língua resvalando por sua orelha, fazendo-a gemer. Ele se acomoda entre as pernas dela, sentindo-a completamente molhada ao deslizar a cabeça larga do pênis para cima e para baixo de suas dobras lisa e inchada. Em seguida a penetra.
Os olhos de Edward queimam em luxúria ao vê-la espalhada e excitada, recebendo-o, inclinando a pélvis de encontro a dele, fazendo-o entrar tão profundamente dentro dela. Ele puxa o pau lentamente para fora, mantendo apenas a ponta no interior do corpo de sua namorada, em seguia preenchendo-a novamente.
As mãos de Bella encontram o caminho para o cabelo de Edward quando seus lábios se unem novamente em um frenesi de beijos vorazes, os dedos dela se perdem entre os sedosos fios de bronze, puxando-os a cada investida que ele dava contra seu centro. Seus corpos se movimentavam em um ritmo lento, porém suas bocas se apalpavam famintas, tornando difícil saber onde a língua dele terminava e onde a dela começava.
– Mais rápido. – Bella sussurra quando afasta momentaneamente os lábios dos dele.
Edward desce a mão até o joelho esquerdo de Bella e levanta sua perna, enrolando-a sobre seus quadris, acelerando os movimentos.
– Assim? – ele pergunta com a voz rouca, abrindo-a ainda mais.
– Sim. – ela ofega, apertando os braços ao redor do seu pescoço.
– Mais rápido? – ele inquire, entrando e saindo de dentro dela com mais vigor, impulsionando cada vez mais fundo, sentindo as paredes do sexo dela o apertarem.
– Edward... – ela fecha os olhos, puxando o rosto dele para que seus lábios colidissem novamente.
Ele se retira e volta a penetrá-la, repetindo o movimento para frente e para trás frenéticas vezes. Suas respirações se aceleram no mesmo ritmo de seus corpos, ambos gemendo e ofegando, sentindo o orgasmo se construindo cada vez mais perto. Mas antes que ambos atingissem o clímax, Edward desacelera as investidas e sai de dentro dela, mudando-os de posição e deixando Bella agora por cima. Eles encaravam um ao outro com os olhos dilatados de desejo no momento em que Edward a segura pela cintura, enquanto ela segura os ombros dele e desce sobre seu pênis, conectando-os novamente.
Bella começou a mexer seus quadris, subindo quase que o retirando completamente de dentro dela, em seguida descendo até tê-lo profundamente, reiterando o movimento de novo e de novo, acelerando o movimento, até estar cavalgando-o com fervor. Edward muda as mãos de sua cintura para suas nádegas, impulsionando o quadril para penetrá-la mais fundo, totalmente embriagado com a imagem da mulher à sua frente. Ele não sabia para onde olhar, se para os seios intumescidos de Bella, que balançavam à medida que ela o cavalgava, ou para o seu pau entrando e saindo deliciosamente do sexo dela.
Edward aperta o traseiro de Bella com as mãos, inclinando-se para frente para tomar um dos mamilos em seus lábios, sugando-o fortemente. Bella enfia as mãos nos cabelos dele, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos, ofegando alto de prazer ao sentir a língua dele fazer maravilhas com cada um de seus seios.
– Oh Deus. – ela murmura, junto ao som dos corpos de ambos se chocando.
Após os mamilos, fora a vez de Edward dar atenção aos lábios da namorada, tornando a beijá-la longo e apaixonadamente. Ao perceber após algum tempo que Bella diminuíra os movimentos dos quadris enquanto eles se beijavam, Edward os muda mais uma vez de posição sem sair de dentro dela, voltando a ficar por cima dela. Suas cabeças estão agora no pé da cama, quase saindo para fora desta.
Edward registra os lábios inchados e os olhos caramelados carregados de luxúria de Bella antes de sentir os braços dela agarrarem a parte de trás do seu pescoço, puxando-o para ela. Eles se beijam e ele volta a investir a pélvis contra a dela, bombeando dentro dela incansavelmente.
Bella começa a respirar fundo e a ofegar cada vez mais alto. Edward sabia que ela estava bem perto, assim como ele estava. Ele podia sentir o seu corpo trêmulo e os músculos se comprimindo em torno dele, suas paredes o apertando com o orgasmo se aproximando. Ele afunda o rosto em seu pescoço, atacando o local com beijos e mordidas, sentindo as unhas dela arranharem suas costas.
– Goza pra mim, Bella. – ele sussurra em seu ouvido, deslizando a língua por sua orelha.
E assim ela veio.
Seu orgasmo o incita a encontrar a própria liberação. E então, três investidas mais tarde, Edward explode dentro dela.
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POV BELLA
Arrasto os dedos preguiçosamente para cima e para baixo de suas costas suada, deslizando por sua coluna, desfrutando a relaxada sensação de pós-coito. Ainda estou um pouco ofegante e o meu corpo está quente e banhado de suor. Ambos estamos vertendo suor, devido ao calor no quarto e todo o sexo. E embora sentisse como se meus membros estivessem dormentes, eu nunca me senti tão bem.
Perfeitamente bem na verdade.
Melhor maneira de acordar, sem dúvida.
Edward permanecia sobre mim, respirando agora mais brandamente contra meu pescoço, enquanto continuávamos entrelaçados na cama. Seu cheiro era inebriante, uma mistura viril de perfume, suor e sexo. Eu me sentia incrível com o calor de sua pele em volta do meu corpo.
A noite havia sido surpreendente, e ser acordada desta maneira depois do que compartilhamos era simplesmente maravilhoso e indescritível. Eu tinha sentido tanta falta do nosso contato físico.
E após o que pareceram horas que estávamos naquela posição, eu o sinto se mexer, lentamente afastando o peso do seu corpo sobre o meu. Ele levanta a cabeça e os nossos olhos se encontram, e então um sorriso torto e caloroso atravessa seus lábios. Edward inclina o rosto pra frente e me beija doce e lentamente.
– Bom dia. – ele sussurra quando os nossos lábios se separam após o beijo, nossos rostos a poucos centímetros de distância. Sua voz era suave e rouca, como a de quem acabara de acordar.
– Bom dia. – eu digo de volta com um enorme sorriso, incapaz de me conter.
Edward pressiona os lábios quentes e macios nos meus uma última vez, antes de mover-se para fora do meu interior e cair ao meu lado totalmente exausto, sua cabeça quase saindo para fora do colchão enquanto ele esfrega o rosto com as mãos. Em seguida ele me puxa para aninhar-me em seu peito e fecha os olhos.
Nós ficamos apenas assim por um momento, abraçados em silêncio, minha perna esquerda enroscada entre as dele, meu braço esquerdo contra seu estômago, e a minha cabeça descansando sobre o seu peito, enquanto sua mão acariciava muito lentamente o meu braço, ouvindo o som das nossas respirações e o barulho do mar do lado de fora.
Quando os dedos de Edward param os movimentos em meu braço, eu o espio sob minhas pálpebras, vendo-o de olhos fechados. Ele havia dormido. Não é para menos. Fomos dormir já de manhã, e provavelmente passaremos o dia sonolentos.
– Não estou dormindo. – ele murmura de repente, sorrindo, mas não abre os olhos.
– Oh. Eu vejo. – eu brinco, correndo lentamente meus dedos por seu peito.
– Só estou tentando recuperar minhas forças. Você acabou com elas. – ele me provoca com diversão.
– Sim. Isso é porque fui a única que não pôde esperar você acordar. – eu o provoco de volta, rindo. Então ele abre os olhos e me olha.
– Não me lembro de ter visto você reclamar. – ele me diz, fechando os olhos novamente enquanto ri.
– Eu não contaria com isso. Fique à vontade nas próximas vezes. – eu esclareço em tom divertido.
– Próximas vezes é? Não vou me esquecer disso.
– É uma pena, no entanto, que você – eu olho para baixo, prestes a provocá-lo sobre ele não estar pronto para uma próxima rodada, mas a visão de seu pênis agora amolecido pendendo para o lado, em sua coxa, me atrai.
Entreabro meus lábios, impossibilitada de desviar os olhos do seu corpo nu e glorioso.
Nós acabamos de transar e eu já o quero de novo. Como isso é possível?
– O que é uma pena? – ele pergunta após alguns segundos. Desvio os olhos de seu membro e volto-me para seu rosto, cujos olhos continuavam fechados. Ele era tão bonito. Eu não me cansava de olhar para ele. Seu cabelo bronze estava uma bagunça, a real definição de cabelo pós-sexo, e uma camada de suor se formara em sua testa.
– Humm... – eu limpo a garganta. – É uma pena que você não esteja pronto para uma próxima rodada.
Suas pálpebras se descerram e seus olhos estão agora totalmente abertos.
– Dê-me alguns minutos e então você me fala quem não está pronto aqui. – ele me diz, sorrindo maliciosamente enquanto me envolve com os dois braços e se inclina para mordiscar o meu ombro.
– Minutos? Se você diz... – eu rio, sentindo um arrepio quando seus lábios entram em contato com o meu ombro. Minha pele estava tão suada e pegajosa. – Preciso de um banho. – eu digo, esticando minhas pernas.
– Nós precisamos. – ele diz, acariciando minhas costas. – Você quer tomar um banho agora?
– Com você?
– Sim.
Olho para ele e sorrio quando nossos olhos se conectam.
– Claro.
Nós nos levantamos meio lentos, então noto os lençóis totalmente desalinhados e suados, e as nossas roupas formando uma trilha sobre o chão do quarto. Começo a movê-las do chão para a cama, quando sinto braços ao redor da minha cintura e um beijo em meu pescoço.
– Vamos lá. O quarto pode esperar. – ele sussurra roucamente em meu ouvido, fazendo com que um tremor atravessasse o meu corpo. Eu podia sentir que determinada área do seu corpo já estava meio desperta.
Apenas assinto, o desejo percorrendo como brasas por minha pele em antecipação. Era a primeira vez que tomaríamos banho juntos.
Edward segura a minha mão e me guia em direção ao banheiro quando o som de um celular vibrando começa a ecoar no quarto.
– É o seu? – pergunto a Edward.
– Não. O meu ficou no carro. – ele diz.
Vou até o criado-mudo, onde havia deixado minha bolsa na noite passada, e a abro, sentindo o meu celular vibrar.
– É a minha mãe. – franzo a testa ao olhar para a tela. – Alô?
– Filha, me desculpe por estar ligando. Só não queria deixar você preocupada com as mensagens que enviei mais cedo.
– Mensagens?
– Sim. É sobre a Sue. Mas ela está bem agora, foi apenas um susto.
– Sue? O que aconteceu? – meu coração acelera. Edward deve ter notado que fiquei meio tensa e se aproxima.
– Ontem à noite, ela... se envolveu em um pequeno acidente de carro. Mas ela está bem agora, sem arranhões ou machucados. Seu pai me ligou tarde da noite, dizendo que ela passaria a noite no hospital em observação, mas era só por causa do bebê.
– Meu Deus. – eu respiro fundo, sentando-me na cama. – Ela perdeu o bebê?
– Não. Graças a Deus não. Está tudo bem com os dois. Eu só estou te ligando porque não queria que você se preocupasse ao ler minhas mensagens. Eu ainda não tinha notícias sobre o bebê até uma hora atrás.
– Não, tudo bem. Eu vou ligar para o papai.
Nós nos despedimos e encerramos a ligação.
– O que aconteceu? – pergunta Edward com sua voz de veludo, preocupado, sentando-se ao meu lado.
– A esposa do meu pai se envolveu em um pequeno acidente. Mas parece que está tudo bem agora. – eu respondo, procurando o número do meu pai na lista de favoritos.
Edward segura a minha mão livre, enquanto eu aguardo com expectativa Charlie atender minha chamada. Mas a ligação cai na caixa postal após chamar algumas vezes.
– Ele não atendeu. – balanço a cabeça, então tento ligar para o número de Sue, mesmo sabendo que ela não poderia atender, mas talvez seu telefone estivesse com o meu pai, ou com a Leah, sua irmã mais nova. Mas seu celular está desligado.
Suspiro frustrada, jogando o celular na cama.
– O meu pai não atende, o celular da Sue está desligado e eu não tenho o número da Leah, sua irmã.
– Não há mais ninguém que você possa ligar?
– Não. – balanço a cabeça, tentando lembrar de algum membro da família da esposa do meu pai que eu pudesse entrar em contato, mas não havia mais ninguém que eu tivesse o número além da Leah.
– Você quer voltar? – ele pergunta após meio minuto, correndo gentilmente o polegar em minha palma.
– Voltar? Voltar pra casa? – inquiro, olhando para ele.
– Sim?
– Não. Quero dizer, não foi nada grave segundo a minha mãe. Eu só... fiquei um pouco preocupada e queria falar com o meu pai. – eu lhe respondo, olhando para as nossas mãos, pensando sobre sua sugestão.
Ele voltaria por minha causa?
Meus olhos voltam-se novamente para seu rosto.
– Obrigada. – agradeço com um sorriso, entrelaçando meus dedos aos dele.
– Por nada. Tudo que você precisar. – ele diz, olhando para mim e me dando aquele sorriso torto e caloroso que fazia meu coração se derreter.
Então me lembro que estávamos prestes a tomar um banho juntos.
– Bem, – levanto-me da cama, puxando-o pela mão. – por agora eu só preciso de um banho e de sua companhia.
– Tudo que você precisar. – ele diz novamente, sorrindo enquanto se levanta e me segue até o banheiro.
No início, nós apenas conversamos sobre a notícia que eu recebera minutos atrás através da minha mãe enquanto nos ensaboávamos e lavávamos o cabelo. Apesar do que Renée havia dito, eu ainda estava um pouco preocupada com a possibilidade da Sue perder o bebê, por causa da sua idade. Não que ela fosse velha, Sue faria 35 anos em poucos meses, mas de acordo com o que lembro ter lido por aí, 35 anos já era considerada idade de risco para uma gestação, cuja possibilidade de aborto aumentava em 20%, e talvez uma batida de carro como a de ontem, por mais que não tivesse sido grave, afetasse o bebê.
Edward disse que embora a obstetrícia não fosse sua especialidade e ele soubesse pouco sobre a área, uma das coisas que ele sabia era que o risco nessa idade é maior quando se é a primeira gestação, o que não é o caso da Sue. Ele explicou que o risco está associado ao fato de que a idade avançada deixa a mulher propensa à hipertensão ou diabete gestacional, parto prematuro, dificuldade durante o trabalho de parto, ou ainda anormalidades fetais. Mas, segundo ele, muitas mulheres nessa idade conseguem ter uma gestação normal e dar a luz a filhos saudáveis quando é acompanhada por um médico especialista desde o início, possui uma boa alimentação e pratica exercícios.
Ele pediu-me o nome do hospital que ela deu entrada para tentar entrar em contato e obter notícias, mas eu acabei não perguntando a minha mãe quando esta me ligara minutos atrás, ficando de chamá-la quando saíssemos do banho.
– Eu não tinha realmente reparado o quanto seu pé é enorme comparado ao meu. – comentei rindo enquanto olhava para o pé de Edward ao lado do meu, no momento em que ele tirava o shampoo do cabelo.
Ele riu, e depois que a água havia tirado todo o shampoo, ele abriu os olhos e virou-se para mim.
– Eu acho que você não deveria se espantar. Você sabe, não é a única coisa grande que eu tenho.
– Convencido. – eu rio, jogando água em seu rosto. Rindo, ele segurou a minha mão e me puxou para debaixo do chuveiro com ele. – Você pode passar o sabonete em minhas costas? – peço em seguida.
– Claro. – ele responde, virando-me para lavar minhas costas.
E quando os dedos maravilhosos de Edward haviam terminado de me ensaboar e eu me virei para ficar novamente de frente para ele, suas mãos envolveram a minha cintura e em seguida ele inclinou o rosto para frente, me beijando devastadoramente. O banho foi perdendo o status de inocente à medida que o beijo foi se intensificando, as nossas mãos começaram a explorar variadas áreas do corpo um do outro, e então as coisas começaram a ficar realmente quentes.
Incrível como num minuto estávamos conversando, e no outro, minhas costas estavam contra a parede do banheiro enquanto Edward pressionava o corpo contra o meu no mesmo instante em que nos beijávamos avidamente. Ele sugava os meus lábios com força e os meus dedos deslizavam por seu cabelo molhado.
– aaah... – gemi quando ele moveu os lábios para o meu pescoço, segurando os meus quadris. Sua ereção cutucava o meu baixo ventre.
Meu Deus. Eu precisava tocá-lo.
Minha mão direita encontra o seu pênis. Eu o agarro, acariciando-o para cima e para baixo, pressionando o meu polegar pela glande e massageando, tornando em seguida a bombeá-lo.
Edward recuou, olhando para as minhas mãos o tocando.
– Bella... – ele gemeu, o desejo ardendo em seus olhos verdes quando ele ergueu os olhos para encontrar os meus.
Uma de suas mãos deslizou por meu abdômen, até alcançar um dos meus seios. E então ele inclina a cabeça para baixo e toma o meu mamilo em sua boca.
Ouvi minha respiração escapar violentamente dos meus pulmões, e antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa, eu envolvo uma de minhas pernas em sua cintura e guio o seu membro até a minha entrada.
– Merda, Bella. – ele sussurra quando afasta os lábios dos meus seios. Eu seguro os seus quadris e o puxo, fazendo-o entrar inteiramente dentro de mim.
– Oh Deus, Edward. – ofego, com o peito arfando.
Edward começa a se movimentar, empurrando para frente e para trás com poderosos impulsos. Ele agarra a minha perna com uma das mãos, tirando o pênis quase todo e penetra-me novamente.
Envolvo os meus braços ao redor do seu pescoço, com receio de escorregar pelo piso molhado. A posição que estávamos não era uma das mais favoráveis. Percebendo o risco que corríamos em desabarmos no chão, Edward rapidamente me vira e agora eu estou com as duas mãos apoiadas na parede enquanto ele me penetra deliciosamente por trás.
O que se seguiu foram peles molhadas se chocando, gemidos, sussurros e respirações pesadas. Não havia muito tempo em que havíamos começado quando meus músculos se contraíram e então eu era atingida pelo clímax e segundos depois sentia o líquido quente ser derramado em meu interior.
– Jesus. – ele murmura, abraçando-me pelas costas.
Eu ainda me apoiava na parede, incapaz de dominar o tremor que dilacerara minhas pernas.
– Bella? – Edward me chama, ainda sem fôlego.
– Hmm?
– Tudo bem? – pergunta.
– Sim. – respondo ofegante. – Só... acho que não consigo mover minhas pernas.
Edward sorri em minhas costas, em seguida ele me vira de frente para ele novamente, me abraçando quando voltamos para debaixo do chuveiro e continuamos o banho de onde paramos.
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Após o banho, nos enrolamos em toalhas e voltamos para o quarto. Edward passou o desodorante e vestiu apenas uma boxer cinza enquanto eu me enfio num conjunto de calcinha e sutiã pretos, ainda decidindo o que pôr por cima quando meu celular começa a tocar.
Era Charlie.
Respiro em alívio quando meu pai diz que está tudo bem e que Sue já está em casa. Ele explica que não atendeu antes porque deixara o celular no carro e só o pegou naquele instante, quando viu então a minha chamada perdida. O acidente não foi nada sério, o carro de Sue havia colidido com o de uma senhora de idade que não enxergava direito e não vira que o sinal para ela estava vermelho. Charlie pede para eu não me preocupar, para aproveitar o feriado, que até mesmo Leah já havia partido com as amigas para passar o Quatro de Julho em State Island.
– Eu volto a ligar outra hora. Quando ela acordar, diga que mandei um beijo. – peço a Charlie.
– Pode deixar. – ele diz, limpando a garganta em seguida. – E então, como foi o casamento?
– Foi lindo, pai. Rose estava linda de noiva. Foi tão emocionante.
– Hmm. Sei. – ele faz uma pausa e, provavelmente por pura intuição, eu já imagino a próxima coisa que ele vai dizer. – E... hmm... o seu namorado? Edward, não é?
– Sim. – eu sorrio, movendo meus olhos para Edward, que está deitado na cama só de boxer cinza, com as mãos atrás da cabeça sobre o travesseiro, olhando de volta para mim.
– Quando você vai apresentá-lo?
– Hmm. Eu não sei.
– Você poderia trazê-lo aqui no próximo fim de semana.
– Eu vou combinar com ele quando voltarmos. Edward tem plantões, às vezes ele passa dois dias no hospital, então, não sei... – meu namorado franze a testa e me olha inquisitivamente, fazendo-me rir.
– Tudo bem. Não estou pressionando.
– Eu sei, pai.
– Bem, vou aproveitar que Seth está na casa da avó e vou tirar um cochilo enquanto Sue descansa. Não consegui dormir essa noite.
– Eu posso imaginar. Você precisa descansar também.
– Se cuide, Bella.
Eu lhe digo mais uma vez que ligarei outra hora para falar com Sue e então encerramos a chamada.
Olho por um instante a tela do celular em minha mão, e então noto que há chamadas não atendidas e mensagens de textos não lidas de ontem e de hoje cedo, pertencentes a Rose, Alice e minha mãe.
– Bella, qual é. Você vai mesmo me deixar aqui curioso?
– O que? – sorrio para Edward. – Ah, sobre o meu pai? Ele só queria saber quando iria conhecer você. – eu respondo, lendo as mensagens de Rosalie.
– E o que você disse? – ele indaga, se sentando na cama.
– O que você ouviu. Que você tem o seu trabalho no hospital e que combinava com você quando voltássemos. – eu digo, rindo em seguida com a mensagem de Rosalie de ontem à noite. – Meu Deus. Rose está tão furiosa porque saímos da festa sem nos despedir.
– Será que eles já saíram para a lua de mel?
– O voo deles estava marcado para o meio dia. Por falar nisso, que horas são? – pergunto, jogando o meu celular na cama e começo a recolher as nossas roupas espalhadas pelo chão.
– Quase uma da tarde. – ele responde, ficando de joelhos e rasteja até o pé da cama.
– Tudo isso?
– Sim. E Bella, vem cá, nós realmente precisamos conversar sobre seu pai. – ele diz, agarrando com as mãos os meus quadris e então me puxa, jogando-me na cama.
– Edward! – eu grito rindo enquanto ele se lança para cima de mim.
– Você pode levar isso a sério? – ele inquire tentando não rir, prendendo meu corpo debaixo do dele e segurando as minhas mãos em cada lado da minha cabeça quando tento me desvencilhar.
Eu rio, desistindo de tentar me soltar.
Edward ainda não tinha conhecido Charlie. Quero dizer, não oficialmente, apenas o viu no dia da minha formatura, quando as coisas entre nós não estavam muito bem. Dias atrás ele brincou que o meu pai estaria usando uma arma em cada lado da cintura quando eu o levasse para conhecê-lo, mas eu lhe assegurei que apesar do que Charlie havia testemunhado no dia da minha graduação, ele não faria nenhum comentário ou ameaças, que ele não se envolvia nesse aspecto da minha vida.
– Edward, eu já lhe disse que o meu pai não vai atirar em você ou algo assim por causa do que ele viu no dia da minha formatura. Relaxe.
Ele bufa.
– Você pode estar certa sobre ele não atirar, mas não negue que ele vai me receber vestido com o seu uniforme policial e com uma arma na cintura. – ele ri, roçando a minha clavícula com a ponta do nariz.
– E você está morrendo de medo. – eu rio.
– Não estou com medo.
– Sim, você está. – eu não conseguia mais parar de rir.
– Bella, isso não é engraçado. – ele faz uma careta adorável, soltando as minhas mãos.
– Edward, para de ser bobo. Espere até conhecê-lo.
– Você tem que me dar um desconto. Eu não tenho nenhuma experiência com pais de namorada. Nunca fui apresentado a um antes. – ele diz, correndo uma das mãos pelo cabelo úmido.
– Eu também não tinha nenhuma experiência até conhecer os seus pais. E deu tudo certo, não deu?
– Bem, não eram os meus pais que estavam na sua formatura quando você estava chateada comigo. Bella, seu pai viu sua reação e deve ter entendido que eu havia feito algo para deixar você daquele jeito.
– Isso é passado. Vem cá. – eu digo, abraçando-o e o puxo para beijar levemente seus lábios. – O que você acha de visitarmos meu pai e Sue no próximo fim de semana?
– Eu não tenho certeza sobre o meu plantão desse fim de semana. Quando voltarmos vejo minha escala no hospital, mas de antemão por mim tudo bem.
– Ótimo. – sorrio, e torno a beijá-lo.
Quando nos afastamos, Edward diz que está morrendo de fome e sugere que saíssemos para almoçar, uma vez que já havia passado da hora do café da manhã, o que achei perfeito. Assim como ele, eu também estava faminta.
Ele me ajudou a tirar os lençóis de cama e em seguida pedi para que se vestisse enquanto eu juntava as roupas que usamos no casamento para levar para a área de serviço quando descêssemos. Ele vestiu uma bermuda bege e uma camisa branca de gola em V, cujo tecido marcava o seu peito, e nos pés um Nike biscuit branco.
Quando eu estava prestes a pegar meu creme hidratante, me dei conta que havia deixado minha bolsa com vários dos meus produtos de higiene, cabelo, pele e maquiagem no hotel.
– Droga. – sussurrei.
– O que foi? – Edward pergunta, se aproximando de mim.
– Posso usar o seu desodorante? Deixei o meu no hotel.
– Você sabe que não precisa me pedir isso, certo?
– Eu sei, obrigada. – sorri, pegando seu desodorante. – De qualquer forma eu preciso voltar ao hotel. Algumas das minhas coisas ficaram lá.
– Eu também deixei algumas coisas. Podemos ir depois de almoçarmos, tudo bem?
– Ok. – sorrio, beijando-o.
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Edward e eu saímos vinte minutos depois. Optei por uma sandália rasteira, short jeans e uma blusa fina bege, com as mangas dobradas e botões. Fomos em seu carro até o Boathouse, restaurante que Edward não parou de falar durante todo o caminho que a comida era maravilhosa.
Devo dizer que ele tinha toda razão quanto a isso. A comida era nada menos que incrível. Além disso o restaurante era aconchegante e sofisticado, com móveis de madeira inspirados no tema marítimo, incluindo barcos de brinquedo e remos antigos.
Edward pediu uma mesa para dois no terraço ao ar livre, com vista para o Three Mile Harbor, que, segundo ele, era uma das mais belas paisagens de East Hampton para acompanhar o pôr do sol. Bastante animado em me levar até lá, ele me fez provar todo tipo de frutos do mar, desde ostras até lagosta e camarão. Não sei dizer se era a fome ou simplesmente o sabor incrível dos pratos, mas não lembrava a última vez que havia comido tanto.
– Edward, eu não aguento mais nada. – eu lhe digo rindo quando ele me pergunta pela terceira vez o que vou querer para sobremesa.
– Você tem certeza? – ele insiste, dando um gole em sua coca-cola.
– Tenho, eu estou muito satisfeita. Obrigada. – agradeço, também bebericando minha coca diet.
Edward estava me contando sobre a alergia de sua irmã a frutos do mar, quando ouvimos o barulho de uma música se aproximar e ficar cada vez mais alta. Nós nos viramos na direção do som, vendo que se tratava de um iate passando por ali. A música alta e a quantidade de pessoas indicavam que rolava uma festa na embarcação.
– Legal né? – comentei enquanto observava as mulheres em seus biquínis dançando e bebendo, sendo alvo dos cobiçosos olhares masculinos presentes.
Edward não diz nada, apenas continua olhando para o iate despreocupadamente.
– Você já participou de uma festa assim? Num iate ou coisa parecida? – pergunto por curiosidade.
Ele voltou seu olhar para mim, dando mais um gole em sua coca.
– Sim. Há alguns anos. – responde.
– E como foi?
– Hum... o de sempre. Música, bebidas, homens, mulheres. – ele deu de ombros.
Eu sabia que ele estava sendo evasivo, então não insisti. Eu não queria me importar com seu passado.
– Podemos ir embora? – pedi.
– Claro. Vou pedir a conta. – ele sorri, colocando novamente os óculos escuros sobre os olhos.
Do restaurante fomos direto ao Sunset Hotel. Ao sairmos do carro, Edward segurou a minha mão e sorriu, me conduzindo para a o hall de entrada enquanto tentávamos adivinhar onde e o que estava fazendo todo mundo.
– Paul provavelmente ainda está desmaiado na cama. – Edward riu.
– Eu aposto que sim. Ele não parou de beber por um minuto. – concordo, rindo. – E então? Você vai ao quarto dos rapazes enquanto eu pego minhas coisas?
– Não. Eu vou com você, tudo bem?
– Certo. – sorri.
Como Edward suspeitara, Paul estava dormindo pesadamente na cama enquanto Demetri assistia TV jogado no sofá com uma aparência de quem acabara de acordar. Ele me cumprimentou e apertou a mão de Edward, murmurando algo próximo ao seu ouvido, tão baixo que eu não consegui escutar, mas que fez Edward rir e dar um tapa em sua cabeça. Enquanto pegava suas coisas, ele perguntou onde estavam os outros caras e Demetri respondeu que alguns já haviam ido embora, mas os outros estavam na piscina ou em algum lugar do balneário.
Nós nos despedimos de Demetri e então seguimos para o quarto onde minhas coisas e as das outras garotas foram deixadas depois de retiradas da suíte nupcial, desde que Rosalie e Emmett passariam a noite lá antes de saírem em lua de mel. Heidi me aguardava, uma vez que eu havia telefonado para ela quando estávamos a caminho. Ela fez um breve balanço do final da festa e disse que Rosalie havia ficado enfurecida porque eu saí sem me despedir dela.
Edward riu, dizendo com sua voz de seda que depois se desculpava com Rosalie por mim. Heidi sorriu, e posso dizer pela expressão em seu rosto que ela entendeu o que havia por trás do comentário dele, mas nada disse. Ela me abraçou antes de sairmos, intimando-me para um encontro de garotas quando Rosalie voltasse.
Para meu alívio não topamos com Sean durante o tempo que passamos no hotel. Era tudo que eu não precisava no momento. Edward colocou nossas coisas no banco de trás do carro e então voltamos para a casa dos seus pais.
Seguimos para o seu quarto e tiramos nossas roupas. Edward manteve-se apenas de cueca boxer e eu em meu conjunto de calcinha e sutiã. Nós passamos o restante do dia deitados em sua cama, conversando e rindo vez em quando sobre alguma coisa engraçada, pegando no sono em algum momento após isso. Acordamos quando o céu estava praticamente escuro, e após uma sessão de beijos e carícias, tiramos nossas últimas peças de roupas e transamos mais uma vez.
Quando termina, Edward me puxa para descansar minha cabeça em seu peito, acariciando minhas costas enquanto relaxávamos. Eu poderia muito bem me acostumar com isso.
– Bella, posso te fazer uma pergunta? – Edward pergunta após um tempo.
– Claro. – respondo, fazendo círculos com meus dedos em seu peito.
– É uma pergunta pessoal.
Inclino minha cabeça e olho para ele. – Pode perguntar. – sorrio, baixando-a novamente.
– Com quantos anos você perdeu a virgindade?
– 19 anos. – respondo, um pouco surpresa com sua pergunta. Não esperava que fosse sobre isso. Não que me incomodasse responder, pelo contrário.
– Qual era o nome dele?
– Riley. Ele estudou comigo no primeiro ano de faculdade.
– Humm. – murmurou, continuando a correr a mão por meu corpo.
Ergo a cabeça novamente, encontrando-o pensativo.
– Que foi? – eu rio.
– Nada. Eu só estou pensando que é realmente bom eu não conhecer nenhum cara com esse nome. – ele ri, movendo os olhos para baixo e olha para mim.
– E você? – perguntei.
– 17 anos.
– Eu esperava que tivesse sido mais cedo.
Ele riu.
– Foi bom pra você? – perguntou.
– Hum? – questionei confusa.
– Sua primeira vez? Será que esse Riley foi legal com você?
– Ah... – pensei por um momento. – Não foi bem uma experiência agradável. Nem na primeira vez e nas tentativas seguintes. Nós não duramos muito tempo juntos depois disso. E pra você?
– Eu estava preocupado em não ter um bom desempenho, mas... não foi tão ruim pra ela.
– Era a primeira vez dela também? – perguntei, curiosa.
– Não. Ela era cinco anos mais velha que eu.
– Oh. – murmurei, surpresa com a informação. – E como ela se chamava?
– Natalie.
– Bem, posso dizer que também me sinto aliviada por não conhecer nenhuma Natalie.
Nós rimos e ficamos em um silêncio confortável por um momento.
Até Edward voltar a falar.
– Posso fazer outra pergunta?
– Outra pergunta pessoal? – eu rio.
– Sim, acho que sim. – ele diz, rindo, e não sei se foi apenas impressão, mas senti como se ele parecesse um pouco tenso de repente, enquanto enrolava as pontas do meu cabelo nos dedos.
Virei-me e olhei para ele, apoiando meu queixo em seu peito.
– Certo. O que você quer saber? – pergunto suavemente.
Ele estudou a minha expressão, parecendo estar escolhendo suas palavras.
– Sobre o cara que você namorou, o que você comentou no dia que nos conhecemos no clube, – ele diz cuidadosamente. – você parecia tão chateada com ele. Eu só queria saber o que ele realmente fez com você.
Suspirei, pensando sobre o dia fatídico. O quão patética e desesperada eu havia sido àquela noite. Agora vejo. Eu estava com tanta raiva de Jacob que não conseguia pensar, mas porque me sentia enganada e usada na época, não porque nutria sentimentos fortes por ele.
– Eu fico envergonhada só de lembrar aquele dia. Por ter passado a impressão errada. – eu lhe digo.
– Impressão errada?
– Sim. Como se eu estivesse sofrendo por amor ou algo assim.
– E não estava? – inquiriu, encarando-me.
Por um segundo olhando nos olhos de Edward, percebi o que se passava por sua cabeça. Percebi a motivação de sua pergunta. Ele precisava saber o que este homem que ele nunca conheceu representou em minha vida. Ele precisava saber se fui apaixonada por Jacob da mesma forma que eu havia me apaixonado por ele.
Era ridículo e não havia a mínima possibilidade de comparação. Porque o que senti por Jacob nada tinha a ver com amor. Nada tinha a ver com o que eu sentia por Edward.
E ele precisava saber disso.
Suspirei, deslizando-me para o lado esquerdo de Edward e me virei de lado ao mesmo tempo em que ele se virava, e então nós ficamos de lado, um de frente para o outro.
– Jacob era um típico cara fácil de gostar. – eu comecei. – Ele era divertido, contava piadas, sorria na maior parte do tempo, embora em alguns momentos eu o pegasse bastante pensativo, como se algo o atormentasse em silêncio. Ele foi um doce quando nos conhecemos, e eu rapidamente me envolvi com ele. Durante um tempo eu acreditava que estava apaixonada, mas entre nós não havia romance, faíscas, coração acelerado. Era apenas...
– Sexo?
– Sim – concordei com a cabeça enquanto ele continuava me olhando, ouvindo atentamente. – Eu sei que estava péssima àquela noite. Não vou negar. Mas eu não estava sofrendo por amor. Era mais orgulho ferido que qualquer outra coisa. – continuei. – Eu fiquei realmente chateada quando ele deixou de me procurar, de me ligar, de atender minhas ligações, sem nenhuma justificativa. Mas quem era eu? Nós não tínhamos nada um com outro, nenhum compromisso. Nós não éramos namorados para eu ter direito de cobrar alguma coisa. Jacob era apaixonado por outra mulher e eu apenas fui sua distração por um tempo, apenas mais uma que ele usou para tentar esquecê-la. E a sensação de ser usada, isso foi o que acabou comigo. Eu me senti como um objeto. Eu estava com muita raiva por ele não ter sido honesto comigo, por ter me enganado e me feito de idiota, me procurando apenas quando queria sexo. – eu não ia dizer a Edward que estava chateada por ter sido trocada, como na época, porque depois de saber de toda a história, eu realmente não me sentia mais assim. Eu não fui trocada porque eu nunca fui realmente dele.
Edward assentiu com a cabeça, mantendo os olhos em mim enquanto digeria minhas palavras.
Eu estava prestes a continuar quando sua voz irrompeu.
– Eu nem o conheço, mas não gosto de imaginar você com ele. – ele suspirou, envolvendo a minha cintura com um dos braços e me puxando para o seu peito.
– Eu também não gosto de pensar em você com outras mulheres. Mas ele não foi importante, Edward. Foi apenas alguém que me envolvi, que agiu de forma errada comigo, e que agora faz parte do passado. – eu expresso com toda sinceridade, encarando-o nos olhos.
Ele assente de novo, me apertando em seus braços.
– Eu me odeio por ter feito as pessoas pensarem que ele teve alguma importância em minha vida. Porque ele não teve. Eu só...
– Tudo bem, Bella. – ele me interrompeu. – Eu entendo. – ele beija o topo da minha cabeça. – Eu só estava curioso.
Nós ficamos naquela posição por alguns instantes, até Edward ser novamente o responsável por quebrar o silêncio.
– Bella. Quando você... me acusou algumas vezes de te usar, foi por causa do que ele fez com você? – ele me pergunta.
– Sim, eu pensei nisso algumas vezes. Sinto muito. – lancei-lhe um olhar apologético.
– Não se desculpe. Eu entendo. Eu não estava ajudando você a pensar diferente com as minhas atitudes. Foi totalmente minha culpa você pensar que era apenas mais um corpo para mim. – ele disse honestamente.
De repente, senti como um filminho em minha cabeça, relembrando os momentos em que eu o acusei de me usar apenas para sexo. Lembrando um dia em específico.
Sim, eu havia comparado as suas atitudes com as de Jacob muitas vezes, mas minhas acusações não foram baseadas apenas nisso. Eu não queria estragar o momento trazendo essa pessoa para a conversa, mas era algo do passado de Edward que me incomodou por um tempo e que eu precisava saber mais.
Parece que eu finalmente encontrara o momento oportuno.
– Eu te acusei também por causa... da Jane. – eu digo lentamente.
Edward enruga a testa por um instante, fazendo uma careta. Então ele olha para o teto, balançando a cabeça.
– Eu tinha certeza que esse assunto viria à tona algum dia. – ele diz, com a voz baixa, enquanto balança a cabeça.
Penso por um momento, então faço a pergunta que há muito tempo queria lhe fazer.
– Hum... como era a sua relação com ela?
– Não havia uma relação. – ele me interpela, falando firme, tornando a olhar para mim parecendo um pouco ofendido com a minha pergunta.
– Certo. Mas vocês...
– Era só sexo, Bella. Não era um relacionamento.
Assenti, e em seguida segurei a sua mão para tentar fazê-lo relaxar. Na verdade, para fazer-me relaxar também. Eu estava um pouco tensa desde que iniciamos essa conversa.
– O que exatamente você sabe sobre ela? – ele pergunta calmamente após alguns segundos que passamos em silêncio, olhando para as nossas mãos unidas.
– Hum.... a primeira vez que ouvi sobre ela foi por Alice e Rose. Elas viram vocês numa festa um tempo atrás.
– Eu imaginava.
– Mas... bem, eu a conheci.
Os olhos de Edward subitamente se erguem para os meus.
– Como?
– Eu a conheci na noite em que Rosalie esteve no hospital. Eu fui até o seu apartamento naquela noite, para me desculpar. Mas você não estava.
Edward franze a testa, como se estivesse fazendo esforço para se lembrar.
– Ela estava na frente do seu prédio, mas o porteiro não a deixou entrar. Na verdade, ele informou a ela que você não morava lá.
– Eu estou me lembrando. Você estava lá? – ele inquire, incrédulo.
– Sim. Eu... nós nos falamos. – fiz uma pausa, estudando sua expressão. – Ela parecia estar precisando de dinheiro.
Edward bufa por um instante muito longo. Em seguida seus braços se afastam delicadamente do meu corpo e ele esfrega o rosto com as mãos.
– Por que você nunca me disse isso antes? – ele perguntou, se sentando na cama. E posso dizer que ele parecia aborrecido.
– Eu não sei. – também me sento na cama. – Acho que... não houve oportunidade. – tento me justificar.
– Bella, eu realmente não queria estragar essa noite falando dela, mas eu entendo que precisamos ser honestos um com outro. Eu quero ser honesto com você, e o que vou dizer eu não sei se você vai gostar, mas eu não quero esconder nada.
– Certo. – eu disse, balançando lentamente a cabeça, voltando a sentir aquela pontada de tensão.
– Porque eu não quero que você pense que eu nutria algum tipo de sentimento por ela. Ela não significou nada para mim e dormir com ela é uma das coisas que mais me arrependo em primeiro lugar.
Assenti com a cabeça.
– Eu fui um idiota. Eu só... – ele fecha os olhos por dois segundos, trincando rapidamente o maxilar. – Ela estava sempre ali, se oferecendo, flertando, arrumando um jeito de tocar em mim. Eu nunca quis me envolver com alguém do hospital, mas ela me perseguia, não me deixava em paz, até que numa noite que eu estava sob uma pressão muito grande, e eu não tinha... sexo há dias, acabei cedendo.
– E... vocês começaram a sair a partir daí. – pressupus. Na verdade era uma pergunta que mais saíra como uma suposição.
– Não foi bem assim. – seus olhos se estreitaram, e ele parecia bem incomodado. – Olha Bella, o que vou dizer é horrível e você vai me odiar depois disso. Eu me envergonho de admitir, mas eu via nela uma forma de aliviar a tensão vez em quando, de usá-la para transar quando eu bem quisesse.
Eu o olho atentamente, ouvindo.
– Você acabou de me dizer como se sentia depois do que esse cara fez, e aqui estou, dizendo a você que fiz o mesmo com outra pessoa. Mas Bella, eu juro, nunca foi assim com você. Eu nunca te usei. Eu nunca coloquei você na mesma categoria que ela. – não havia nada em seus olhos e na sua expressão além de sinceridade. Seu olhar intensificava suas palavras.
– Certo. Eu acredito em você. – eu lhe asseguro.
– Jane era uma vadia, uma interesseira e dissimulada que só serviu para me tirar do tédio por alguns minutos, e se eu pudesse voltar no tempo, transar com ela seria a primeira coisa que eu jamais faria.
Eu entendia o que ele queria dizer, mas ao mesmo tempo eu não compreendia por que se envolvera com ela se ele achava que ela era tudo isso.
– Se você não gostava dela, se a considerava tudo isso, então por que você cedeu? – questionei.
– Primeiro de tudo porque eu sou homem. Sim, isso soa idiota, mas os homens fazem coisas estúpidas às vezes. – ele parecia envergonhado em admitir. – E também porque na época eu não sabia que ela era assim. Apesar de suas tentativas de chamar minha atenção, ela era educada, era competente no seu trabalho e... sim, eu a achava atraente. Mas depois que transamos, ela começou a espalhar boatos por todo o hospital sobre nós, que estávamos namorando, que eu pensava em pedir sua mão em casamento, e os absurdos vão apenas aumentando. E então descobri que ela havia se insinuado para meu mentor antes de mim, que ela inclusive escreveu uma carta para a mulher dele, dizendo que ele estava se envolvendo com uma enfermeira loira no hospital. E isso era tudo mentira, ela inventou para prejudicá-lo, porque ele não quis nada com ela. E então mais episódios foram surgindo, outros envolvimentos com médicos foram surgindo, onde ela tentou prejudicar todos eles. E a essa altura eu só queria distância dela. Mas Jane não aceitou que eu não queria mais nada com ela, continuando insistindo, me ligando, não me deixando em paz no hospital, e continuou espalhando inverdades sobre nós.
– E você não pediu ajuda? Não avisou a alguém que pudesse detê-la? – perguntei.
– Não. – ele balançou a cabeça. – Porque isso me prejudicaria. Não é permitido esse tipo de envolvimento no hospital. Apenas três médicos de confiança sabiam que eu havia realmente transado com ela, mas para as outras pessoas eram apenas boatos. Eu neguei até a morte.
Anuí com a cabeça.
– E para me atingir, ela tentou se vingar fazendo com que eu quase recebesse uma suspensão por uma marca de batom no meu jaleco. Marca que ela havia feito de propósito durante a minha pausa. Por sorte Demetri viu antes que qualquer pessoa visse e me avisou.
– Como é que é? – inquiri.
– Eu estava dormindo. Eu não sei como ela fez isso, só sei que a marca não estava lá antes. Juro, Bella. Eu nunca encostei um dedo em uma mulher, mas naquele dia eu quis matá-la.
– Meu Deus. – sussurrei, perplexa com o que a mulher era capaz de fazer. – Foi por isso que ela foi demitida?
– Não. – ele negou com a cabeça. – Ela foi demitida porque foi pega com um dos diretores do Hospital fazendo... sexo oral nele.
– Oh!
– Sim. Demetri descobriu pelas outras enfermeiras que ela estava desesperada com o aluguel do apartamento que estava três meses em atraso, depois que ela se afundou em dívidas por causa de uma implantação de silicone nos seios. Ela estava dormindo com todos os homens do Hospital dispostos a ajudá-la.
– Por isso ela foi atrás de você. Eu me lembro. Ela disse que tinha dívidas e um aluguel para pagar.
– Como se isso fosse da minha conta. – ele diz com azedume.
– Bem, eu tenho certeza que ela estaria disposta a recompensá-lo. – eu lhe digo, relembrando a breve conversa que eu tivera com Jane um tempo atrás.
Edward estende a mão.
– Vem cá. – ele me chama suavemente.
Quando seguro sua mão, ele me puxa, e me coloca em seu colo.
– Você entende que ela não significou nada em minha vida, apenas um grande arrependimento? – ele pergunta, me olhando nos olhos.
– Sim. Eu entendo. – eu sussurro.
– Nunca. Nunca, Bella, se coloque na mesma categoria que ela. Jane foi um grande erro. E você... – ele leva as mãos ao meu rosto, como se segurasse a coisa mais preciosa, e escova os lábios nos meus delicadamente. – Você é a melhor coisa que aconteceu em minha vida. – e então ele me beija.
Uma sensação de euforia correu através de mim enquanto nos beijamos. O beijo fora tão longo que nossos lábios já se sentiam inchados. Senti suas mãos deslizarem pelas laterais do meu corpo, parando em minhas nádegas e apertando-as com as duas mãos com força.
– Bella? – Edward sussurra contra os meus lábios.
– Sim?
– Posso te fazer outra pergunta?
– Mais perguntas? – eu rio.
– Sim. Essa é realmente muito importante. – ele diz quase inaudível, descendo os lábios para o meu queixo e depositando pequenos beijos.
– Tudo bem. Vá em frente.
– Posso entrar mais uma vez em você? – ele pergunta com uma voz sensual, que fez todo o meu corpo se arrepiar. Dos pés à cabeça.
– Você não tem que me pedir isso. – eu sussurro, fechando os olhos enquanto deleitava-me com seus lábios em meu pescoço.
E então ele arqueou o meu quadril para cima, para em seguida descer-me em seu pênis. Dando um fim à conversa.
Pelo menos por enquanto.
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