Private Party

20 Just the Beginning


Notas iniciais
Noiteeeeeeeee Estava há meses numa luta para conseguir terminar esse capítulo que nem acredito que finalmente saiu!!!! *pula* *sai do chão* E antes que vocês corram para ler, gostaria de divulgar minha nova fic ‘No Regrets’: http://fanfiction.com.br/historia/474708/No_Regrets/ Agora sim, BOA LEITURA!

POV BELLA

– O que você quer comer? – pergunto, olhando para o interior da geladeira.

– Hum... algo que não leve muito tempo pra ficar pronto? – Edward diz atrás de mim soando mais como uma pergunta, colocando uma mão no final das minhas costas enquanto pega uma Coors Light na geladeira.

– Deixe-me ver. Spaguetti? Bife com batatas? Pizza?

– Pizza. É mais rápido. – ele responde, abrindo a garrafa, para em seguida dar um gole da cerveja.

– Quantos dias você está sem comer mesmo? – inquiro em tom divertido, tirando da geladeira a caixa de pizza de pepperoni semipronta para colocar no forno. Em seguida caminho até a mesa.

– Bella, você tem noção de que o dia inteiro nós apenas almoçamos? – ele tenta argumentar, olhando para mim enquanto encosta-se ao balcão.

Edward estava sem camisa, descalço, apenas em um calção azul marinho Adidas, exibindo aquele peitoral firme, os músculos na medida certa de seus braços, que até alguns minutos atrás eu corria com minhas mãos quando estávamos na cama.

– Bem, nós praticamente comemos por duas refeições no Boathouse. – dou de ombros despreocupadamente só para provocá-lo. Eu também estava morrendo de fome, mas não ia admitir para ele agora.

– Você sabe que essa comida toda foi embora nessas últimas horas que passamos no quarto, certo? – inquiriu, erguendo uma sobrancelha.

– É impressão minha ou por acaso você está reclamando? – eu o provoco mais uma vez, lançando-lhe um olhar inquisitivo.

– Oh, eu estou muito longe de reclamar. – ele diz com aquele maldito sorriso sexy nos lábios enquanto corre com os olhos por minhas pernas desnudas, dando mais um gole em sua cerveja em seguida. Eu estava apenas em minha calcinha e usava uma camisa branca estampada com o rosto da Audrey Hepburn em forma de gato, sem sutiã, que eu gostava de usar para dormir, cujo comprimento ia até metade das minhas coxas, chegando a cobrir a peça íntima. Assim como Edward, também estava de pés descalços, e os meus cabelos estavam presos em um coque frouxo.

– Acho bom. – Digo, ainda olhando para ele, incapaz de esconder o meu sorriso.

Eu estava carregando a pizza até o forno quando Edward voltou a falar.

– Nós poderíamos assistir algum filme. O que você acha?

– Pode ser. O que você sugere? – pergunto enquanto me inclino para baixo, de costas para ele.

– Vou dar uma olhada no que ainda temos.

– Ok. É o tempo que a pizza fica pronta. – eu me levanto depois de fechar o forno. – Quer que eu pegue outra cerveja pra você? – pergunto ao me virar, pegando o instante em que Edward olhava para a minha bunda antes de desviar os olhos para o meu rosto.

– Sim, por favor. – a sugestão de um sorriso surge em seus lábios, e então ele desencosta do balcão para ir à sala.

Sorrio enquanto o assisto deixar a cozinha, sentindo-me aquecida por dentro apenas pelo seu olhar de segundos atrás. E quando fico sozinha, deixo escapar um longo suspiro.

Isso, passar esses dias com Edward nessa casa totalmente sozinhos, está sendo tão maravilhoso e tão além das minhas expectativas que eu já não quero que acabe.

Balanço a cabeça em seguida, determinada a não pensar nisso agora.

– Bella. – Edward chama da sala. – Você gosta dos filmes do Hitchcock?

– Você não está pretendendo me fazer assistir Psicose agora, está? – eu pergunto, rindo, pegando um refrigerante para mim e uma cerveja para ele na geladeira.

Espero Edward responder, mas de repente ele está de volta à cozinha, segurando alguns DVDs.

– Por quê? Você tem medo? – pergunta, exibindo um sorriso divertido.

– De jeito nenhum. – eu rio, fechando a geladeira. – Bem, sim, senti medo uma época, quando era criança. Os efeitos sonoros eram suficientes para me deixarem assustada. Mas agora o filme realmente me faz rir. Sangue de calda de chocolate, sério?

Edward ri, olhando os títulos em suas mãos.

– Eu estava pensando em Um Corpo Que Cai. Embora acho que você já viu. – ele diz.

– Sim, mas se você quiser podemos ver de novo. – eu lhe entrego a Coors Light.

– Obrigado. – ele sorri, pegando a garrafa. – Que tal se você escolher?

– Vamos ver então o que você tem. – caminho em sua direção para olhar os DVDs em suas mãos. – Humm... Scarface, Gilbert Grape... adoro esse filme, acho que o Leo merecia o Oscar pela atuação. – comento, em seguida dou um gole em minha coca-cola.

– Leo? – Edward ergue uma sobrancelha.

– Sim, isso é como eu o chamo. – eu rio.

– Devo me sentir ameaçado? – Edward pergunta em tom de diversão, abrindo sua segunda cerveja.

– Eu já lhe disse que ele é o meu ator preferido no mundo e a minha paixão platônica por ele aconteceu quando eu tinha sete anos. – eu brinco, continuando a olhar os DVDs.

– Você foi bem precoce. – ele ri.

– Os Sete Suspeitos... – leio um dos títulos. – Esse não é aquele inspirado no jogo de tabuleiro?

– Sim. Você já assistiu?

– Eu nunca vi até o final. – eu lhe digo, lendo a sinopse para reconhecer a história.

– Você está falando sério? – Edward questiona em descrença ao meu lado.

– Sim. – eu rio. – Sempre acontecia alguma interrupção ou eu simplesmente dormia na metade do filme. Depois eu apenas desisti.

– Como você pode não ter visto os três finais? – ele ri, dando um gole na cerveja.

– Você vai ficar aí me zombando ou vai colocar esse maldito filme para eu assistir? – questiono, rindo.

Edward ri, inclinando a cabeça na minha direção e beija o lado esquerdo do meu pescoço.

– Vamos lá. – ele diz.

Eu o sigo até a sala, e enquanto Edward colocava o filme no aparelho, fico percorrendo os outros títulos nas prateleiras sob a TV.

– Vocês têm tantos filmes antigos aqui. – observo.

– Sim, meu pai é um amante do cinema antigo. Vez em quando ele ainda assiste filme mudo ou preto e branco.

– E você? Também gosta? – pergunto, sentando-me no sofá.

– Eu meio que fui influenciado pelo gosto do meu pai, mas isso não fez com que eu tivesse preferência pelos filmes antigos como ele. – Edward sorri, colocando o controle remoto sobre a mesa de centro, em seguida senta-se ao meu lado. – Não sei, há algo de deslumbrante e atraente no cinema antigo que eu não sei explicar. Acho que, como não havia tantos recursos e tecnologia naquela época, os diretores tinham que ser realmente muito bons no que faziam. – ele dá de ombros.

– Eu sei o que você quer dizer. – dou um gole em minha coca-cola. – Acho que muita coisa mudou pra melhor na indústria, mas o cinema perdeu um pouco aquela expressão artística de antigamente. Existem tantos filmes ruins por aí fazendo sucesso.

– É verdade. – Edward estica os pés, colocando-os sobre a mesa de centro e me puxa, aconchegando-me em seu peito. – Bom, eu tenho fascínio por filmes de alta tecnologia, com muitos efeitos e computação gráfica, mas também sei apreciar quando um filme de baixo orçamento ou com quase nada de efeitos é realmente bom. Às vezes não é preciso ter mais que um bom roteiro, bons atores, e um diretor que saiba usar esses dois.

– Sim. – eu concordo, olhando para o filme apenas começando. – Não ria. Mas eu realmente amo os filmes da década de 80.

– Tipo quais? A Garota de Rosa-Shocking? Gatinhas e Gatões? – ele ri.

– Eu disse para não rir. – eu rio, cutucando-o na barriga. – E a Molly Ringwald era a melhor daquela geração.

– Eu estava apenas brincando com você. – ele diz, ainda sorrindo. – Eu também gosto de alguns filmes daquela época.

– Bem, vamos ver. Você quer dizer Footloose, Dirty Dance, A Lagoa Azul...

– Sério que você mencionou A Lagoa Azul? – ele ri. – Nada contra, mas eu realmente prefiro um bom filme de ação ou suspense.

– Homens. – reviro os olhos.

– Qual é. Vai dizer que nunca viu O Exterminador do Futuro, Os Intocáveis, RoboCop, Duro de Matar?

– Sim, mas...

– Viu só? Eu sabia. – ele me corta, rindo em seguida.

– É impossível nunca ter visto quando se tem um pai policial que adora esses filmes. – eu o informo, justificando-me, enquanto na tela as primeiras cenas do filme se desenrolavam.

– Então você está dizendo que não gostou de nenhum deles? Que foi obrigada a vê-los por causa do seu pai? – ele pergunta, passeando a mão pelo meu braço direito.

– Não fui obrigada. Só não eram meu tipo de filme preferido e estavam lá na TV sempre que meu pai se sentava em sua poltrona.

– Mas você gostou deles mesmo assim. – concluiu em tom divertido, sem se preocupar em perguntar.

– Não são tão ruins. – eu rio, não querendo dar o prazer a ele, em seguida continuo. – Assim como você não deve ter achado ruim A Lagoa Azul. – eu o provoco, rindo. Eu não sei se era o seu caso, mas eu sabia que o filme era odiado por muita gente.

Edward bufa.

– Ta, não é tão ruim. Mas, sério. Como duas crianças passam anos numa ilha e os nativos que sacrificam humanos nunca sequer notaram a presença deles?

– Mas não é sobre canibalismo que se trata o filme, mas a descoberta do amor da forma mais inocente e pura.

– Certo. Mas, e sobre a tribo nativa? Você não acha que em algum momento eles descobririam que a ilha tinha novos habitantes?

Eu rio e olho para Edward.

– Edward, é apenas um filme. E isso é só um pequeno detalhe como outros que não precisam entrar em foco. – eu digo, ainda rindo.

– Não, Bella. Não é um pequeno detalhe. Isso seria o lógico. – ele discorda, rindo, inclinando a cabeça para baixo para plantar um breve beijo em meus lábios.

– Qual seria então o propósito do filme se eles tivessem sido mortos pelos nativos logo no início? – ergo uma sobrancelha para ele.

– Não estou dizendo que eles deveriam ter sido mortos. Sei lá, talvez teria sido melhor se tivessem simplesmente tirado os nativos do roteiro.

– Talvez. Mas ainda acho esse detalhe irrelevante. – digo a ele, e então nós começamos a rir.

– Tudo bem. Já percebi que nenhum de nós vai conseguir fazer o outro mudar de ponto de vista. – ele diz, sorrindo, dando um longo gole na cerveja, passando em seguida a língua pelos lábios.

– Provavelmente não. – eu rio, observando seus lábios enquanto sinto o cheiro da pizza vindo da cozinha. – Acho que a pizza está pronta. – digo, começando a me levantar do sofá.

– Você quer ajuda? – ele pergunta.

– Não é necessário. Volto em um minuto. – eu sorrio e o beijo rapidamente nos lábios antes de ir à cozinha.

Tiro a pizza do forno com a ajuda de uma luva de cozinha, em seguida a divido em oito fatias, e então caminho de volta à sala, colocando-a sobre a mesa de centro. Pergunto a Edward se ele deseja mais cerveja, que diz não querer nenhuma por enquanto, pois a sua ainda estava pela metade, pedindo-me para voltar a sentar ao seu lado.

Ele entrega para mim uma fatia enquanto me sento no sofá, de pernas cruzadas, em seguida pega uma para si. Nós comíamos a pizza, conversando mais do que estávamos assistindo.

– Tenho que concordar com você. Esta pizza é bem melhor que aquela que comemos na Luzzo’s. – digo após um tempo, dando uma mordida na minha segunda fatia.

– Claro, não é uma John’s ou uma Grimaldi’s, mas até a pizza caseira queimada da Charlotte é melhor que aquela.

– Como é? – eu rio, enquanto mastigo.

– É. Eu tinha dezesseis ou dezessete anos, não lembro. A Charlotte sabe fazer uma pizza caseira deliciosa, mas nesse dia ela ficou conversando com a minha mãe e esqueceu de tirar do forno. No fim das contas, eu, Jasper e um amigo nosso da escola acabamos comendo pizza queimada. – Edward responde, rindo, dando em seguida uma última mordida na sua fatia.

– E vocês comeram mesmo assim?

Ele mastiga, antes de responder.

– Nós estávamos morrendo de fome e éramos loucos pela pizza da Charlotte. Mas não estava tão ruim. – ele ri.

Sorrio, virando rapidamente a cabeça em direção à TV.

– Qual o tempo de duração desse filme? – eu pergunto, terminando minha segunda fatia.

– Acho que uma hora e meia. – ele diz, pegando mais uma fatia de pizza para ele e então volta-se para mim. – Por quê? Você já está com sono? – pergunta em seguida com sua voz gentil, aveludada.

– Não, não é isso. Na verdade, é justamente por não querer dormir agora que estou perguntando. – faço uma pausa, continuando no segundo seguinte. – Eu só queria saber quanto tempo vamos ficar aqui antes de nos deitarmos. É que, geralmente quando me alimento assim um pouco tarde, eu costumo esperar pelo menos duas horas para ir pra cama. Às vezes, quando não faço isso, me sinto muito mal durante o sono e acordo me sentindo péssima.

– O que você sente? – ele pergunta.

– Um mal estar, um desconforto abdominal, inchaço. – explico.

– O nosso metabolismo trabalha mais lento à noite, e pelo que você falou, seu sistema digestivo parece funcionar ainda mais devagar. Você já procurou um especialista? – inquire Edward.

– Não. – faço um careta. – Eu sempre fico adiando.

– Tenho um amigo especialista em gastroenterologia muito competente. Quando voltarmos pra casa posso levar você a uma consulta com ele.

– Sim, por favor. Obrigada, Edward. – sorrio para ele.

Ele sorri gentilmente, afagando um lado da minha bochecha com seu polegar direito.

Eu havia parado na segunda fatia de pizza e Edward não aguentou comer o restante sozinho. Quando ele estava satisfeito, deslizou o braço por cima dos meus ombros e nós nos aconchegamos no sofá, relaxados, e então o filme chegara na parte que eu ainda não havia visto. Nós ríamos com as cenas, fazendo sempre algum comentário.

– Eu sabia que o mordomo estava envolvido de alguma maneira! – exclamo, com os olhos na última cena do filme.

– Isso é o que mais gosto nesses filmes. A previsibilidade. – Edward ri.

– E então. Qual o próximo filme? – pergunto quando os créditos começam a ser exibidos.

– Você quer ver outro? – ele pergunta.

– Não sei. Você quer?

– Eu estava pensando que nós poderíamos nadar um pouco. Já que você não deve deitar agora e nós não estamos com sono. – ele sugere.

– Na piscina? – inquiro.

– Sim. A água é maravilhosa essa hora.

– Claro. Vou vestir meu biquini. – digo animada, saindo dos braços de Edward para me levantar quando ele segura o meu braço.

– Não precisa colocar um. Só estamos nós dois aqui.

– E vamos nadar assim de roupas?

– Sim, mas se você preferir podemos nadar pelados. – ele diz sério, mas eu podia ver o brilho malicioso em seus olhos enquanto ele tentava fortemente não rir.

– Ok. Vou pensar nisso. – eu rio balançando a cabeça, beijando-o nos lábios. – Vou pegar algumas toalhas. – digo, levantando-me do sofá.

– Eu estou apenas brincando, mas, você sabe, não vou me importar se quiser levar a sério. – eu o ouço rir atrás de mim, dizendo em seguida que iria até a cozinha pegar mais uma cerveja. Eu rio, balançando a cabeça, mas já não estou na sala.

Poucos minutos mais tarde, saio da casa com as toalhas na mão e caminho descalça pela grama até a piscina. Assim como ontem, a noite estava linda. Coloquei-as sobre uma das espreguiçadeiras, e estava prestes a chamar por Edward quando ouço o barulho dentro da água. Eu me viro e sorrio quando o vejo nadando.

– Vejo que já começou a se divertir sem mim. – eu rio, aproximando-me da borda.

– Desculpe. Não resisti. – ele ri, nadando em minha direção.

Sento-me na beira da piscina, ao lado de onde a cerveja de Edward descansava, e coloco os meus pés na água.

– Hmm... parece ótima. – eu digo, balançando os pés.

– Eu disse. – ele agarra uma das minhas pernas com a mão, e com a outra pega a cerveja, dando um gole. Em seguida me oferece a garrafa. Pego-a de sua mão e dou um longo gole, enquanto Edward se encaixa no meio das minhas pernas e passa os braços em volta da minha cintura.

Deixo a Coors Light no lugar de antes, ao meu lado na borda da piscina, e passo os meus braços ao redor do pescoço de Edward, depositando meu queixo em sua cabeça. Ele ergue o meu corpo e me puxa para dentro da água. Abraçados, nós sorrimos quando nossos rostos se alinham, depois inclino a cabeça para frente, reivindicando os lábios dele para mim. Fecho os olhos, enquanto o beijo lentamente.

Nós ficamos apenas assim por um tempo. Nos beijando, acariciando a língua do outro, brincando com nossos lábios. Edward mordisca algumas vezes a ponta do meu queixo, em seguida desce os lábios por meu pescoço, depositando pequenos beijos. Faço um afago em sua nuca, deslizando vagarosamente os meus dedos por seu cabelo.

– Eu quero tentar uma coisa. – digo a ele.

– O que? – ele franze ligeiramente a testa, sorrindo quando olha para mim.

– Isso. – sussurro e encosto novamente meus lábios aos dele, puxando-o em seguida para baixo e nos afundando enquanto eu o beijo.

Nós nos beijamos debaixo d’água até não conseguirmos mais ficar sem respirar, tornando à superfície.

Rimos enquanto ofegamos, e eu desfaço o coque frouxo que havia feito em meu cabelo mais cedo, antes de tomarmos banho e descermos, fazendo com que uma cascata de molhados fios castanhos caíssem pesadamente por meus ombros.

– Sempre quis fazer isso. – eu rio, nadando um pouco, sentindo minha respiração se normalizando.

– Me avise da próxima vez que for tentar algo assim. Não sei se tive um bom desempenho. – ele ri, aproximando-se da borda para pegar a cerveja.

– Oh, não. Você foi ótimo. Não fique convencido, mas seu beijo é maravilhoso até debaixo d’água. – eu lhe asseguro, rindo.

– E você ainda me pede para não ficar convencido? – ele ri torto, bebendo sua cerveja, enquanto eu nadava para a parte mais funda da piscina.

– Você tinha razão. A água é incrível. – digo a ele, nadando lentamente de costas.

– E você não me disse que sabia nadar tão bem. – ele coloca a garrafa de volta no lugar, e depois nada na minha direção.

– Aprendi há muitos anos, na escola. – eu lhe informo, observando-o se aproximar. – Você também não é nada mal.

– Digamos que essa foi a minha prática uma época. – ele sorri, colocando as duas mãos na minha cintura.

– Você também fez natação?

– Participei de um programa aquático durante um ano, quando eu tinha doze anos. Depois desisti. Não era a minha praia. – ele dá de ombros.

– Deixa eu adivinhar. Você preferia perturbar a professora de espanhol com pó de mico no lugar disso?

– Você se lembra disso? – ele ri, franzindo a sobrancelha, surpreso.

– Como poderia esquecer sua confissão de uma transgressão tão grave como essa do seu tempo de pequeno infrator? – eu brinco com ele.

– Não foi tão grave. Sabe, eu fiz coisas bem piores. – ele fala lentamente com uma voz baixa e sedutora, olhando diretamente nos meus olhos enquanto cruza os braços em minhas costas e me prende junto a seu corpo.

– É? Como o que? – pergunto em um sussurro, embriagada por sua voz e pela proximidade dos nossos corpos.

– Como afogar garotas na piscina! – Edward sorri diabolicamente e então me puxa com ele para o fundo da piscina.

– Edw.... – foi o que eu consegui dizer antes que a água invadisse minha boca.

Agito minhas pernas, tentando me afastar dos seus braços e subir, mas Edward me segurava firme, e mesmo dentro da água, pude ver que ele estava rindo. Segundos depois ele nos lança de volta a superfície, me soltando em seguida, enquanto ri.

– Isso... vai ter troco! – eu digo, rindo e tentando respirar, assim como o meu namorado, que não parava de rir.

A blusa que eu vestia tinha subido completamente.

Edward nadou de volta em minha direção, e quando eu percebi isso nadei para longe dele.

– Não se aproxime! – eu grito, rindo, nadando para longe, mas Edward continuou nadando atrás de mim mesmo assim.

E nós ficamos assim por um momento, nos divertindo enquanto eu fugia e Edward tentava me pegar. Até que eu desisti de propósito e me encostei na parede de azulejos.

– Você estragou a brincadeira. Eu ia te pegar. – diz ele quando para em minha frente.

– Não ia não. – rio, me afastando de novo.

– Você sabe, essa sua camisa branca não está escondendo muita coisa. Acho que você deveria tirar. – ele diz com um sorriso brincalhão.

– Você não acha que viu meus seios demais por um dia? – ergo uma sobrancelha para ele provocando.

– Não. – diz com um sorriso perverso.

– Sabe o que acabei de lembrar? Do aniversário de Rosalie, quando fomos para a piscina da suíte.

– E meio que interrompemos Jasper e Alice. – ele sorri.

– Sim. – eu rio. – Nós nunca falamos sobre aquela noite. Parece que foi há tanto tempo.

– É... – ele concorda com a cabeça, com o olhar vago.

– Onde tudo começou. – o sorriso alcança os meus lábios com as lembranças daquele dia, em seguida olho para Edward, esperando que ele dissesse alguma coisa. Mas ele não diz nada. – Edward? – eu o chamo. – O que foi? – pergunto após longos segundos, estranhando o seu silêncio.

– Eu não tenho muito orgulho, de algumas coisas sobre essa noite. – ele diz, desconcertante.

– Como assim? De que coisas você está falando? – questiono, confusa.

– A forma como tratei você. Eu não acho que fui tão respeitoso. – ele declara, fazendo uma careta.

Sua confissão me surpreende.

É isso que ele acha?

– Por que você acha isso? – franzo a testa.

– Bella, eu não tinha noção disso na época, nós tínhamos bebido, mas depois da noite passada, eu não consigo parar de pensar na forma como tratei você aquele dia.

– De que forma?

– Eu transei com você sem me preocupar que havia pessoas por perto, que podíamos se pegos. E as coisas sujas que eu falava pra você, eu não sei se você... – ele se interrompe, sem olhar para mim, encostando-se no mármore da borda da piscina.

– Edward, eu não me senti desrespeitada. – eu nado na direção dele. – Sim, você pode ter falado um pouco sujo comigo, mas não foi desrespeitoso, foi no calor do momento. Eu não achei ruim. Eu juro. – eu lhe digo quando paro diante dele.

– Você não merece ser tratada assim. – ele então olha para mim. – Como um pedaço de carne. Como uma qualquer que eu uso para foder sem sentido por uma noite.

– Eu não me senti assim aquela noite, Edward. Eu quis que aquilo acontecesse. Foi mútuo. – passo meus braços ao redor da cintura dele.

– Mas você se sentiu assim dias depois.

– Porque você não me procurou. Nós já conversamos sobre isso.

Ele continua em silêncio, apenas olhando para mim.

– Você quer mesmo saber? Eu tinha minha cota de preocupações sobre aquela noite. Eu não tenho o costume de fazer aquilo e cheguei a pensar que você me achava uma vagabunda. – eu lhe confesso.

– Isso nunca me passou pela cabeça. Eu sabia desde o início que você era diferente das outras.

– Viu? – seguro o seu rosto com as duas mãos. – São momentos, Edward. Nossas ações nem sempre definem quem realmente somos. Mas eu não me arrependo de nada sobre aquela noite, porque ela nos trouxe até aqui.

– Eu também não me arrependo nenhum segundo do que fizemos. Nunca duvide disso. Mas continuo achando que você merecia ter sido tratada de outra maneira.

– Você me deu cinco orgasmos e ainda acha que não me tratou da maneira que eu merecia? – ergo uma sobrancelha e sorrio perversamente ao mesmo tempo em que coloco meus braços ao redor do seu pescoço, tentando melhorar o seu ânimo.

O que funciona, porque ele ri. Largamente. E quando ele ri, juro, não há nada mais perfeito nesse mundo que seus lábios moldados em um sorriso.

– Você nunca deixa de me surpreender. – ele fala, olhando fixamente nos meus olhos enquanto coloca algumas mexas de cabelo atrás da minha orelha.

– Eu só estou sendo sincera. Você foi maravilhoso, Edward. Confie em mim. – murmuro.

Edward apenas continua me fitando por um momento. Em seguida inclina a cabeça para baixo e pressiona a testa na minha, segurando o meu quadril. E então ele suavemente me beija.

Quando o beijo termina e ficamos apenas abraçados, penso em todas as coisas que passamos antes de ficarmos juntos. As brigas, as discussões, as incertezas. O medo de Edward em se relacionar e o meu medo de quebrar a cara novamente. Mas nós passamos por cima dos nossos receios e por isso estamos hoje aqui, juntos e cada dia mais fortalecidos em nossos sentimentos. Contudo, ainda temos um longo caminho a percorrer pela frente em nosso relacionamento. Ainda há coisas que devemos lidar, que devemos falar. Nós precisávamos compartilhar o que estávamos sentindo, nossas dúvidas e incômodos. Para que não houvesse nenhum segredo entre nós, ou situações como a da noite passada. Sei que nem sempre o sol estará brilhando, mas precisamos estar prontos para os dias em que fortes chuvas cairão também.

– Edward. – digo o seu nome em um tom suave. – Eu não quero que haja segredos e incertezas entre nós. Eu gostaria que fôssemos capazes de conversar sobre tudo.

– Eu também não quero, Bella.

Ainda com os braços em volta da sua nuca, olho para ele e sorrio, que igualmente olha de volta para mim. Então eu me afasto e saio da piscina, sentando-me na borda novamente.

– Frio. – eu rio e me abraço enquanto agito meus pés dentro d’água, sentindo o meu corpo tremer quando a brisa choca-se contra mim, ciente da minha blusa branca agora molhada e transparente.

Edward sorri, e desliza as mãos por minhas coxas, me aquecendo, mas logo ele também sai da piscina. Caminha até a espreguiçadeira, onde eu deixara as toalhas, e pega uma para mim, colocando-a ao meu redor. Então ele se senta atrás de mim, envolvendo-me com seus braços e pernas, me abraçando.

Descanso minha cabeça em seu peito, sentindo-me tão confortável em seus braços como jamais senti com ninguém. Nós estávamos tão relaxados, e não havia outro som além das nossas respirações e dos nossos pés balançando dentro d’água.

– Aqui é tão calmo. – rompo o silêncio após um tempo.

– Sim. – ele me comprime ainda mais em seus braços. – Meus pais queriam uma casa de veraneio exatamente assim. Em um canto mais afastado, longe da agitação, com poucas casas por perto.

– Você vem muito aqui?

– Nos últimos anos não muito.

Eu inclino um pouco a cabeça e olho para Edward.

– Tem algo a ver com seus pais proibindo você de trazer amigos?

– Como você sabe disso? – ele franze a testa.

– Jasper pode ter mencionado algo do tipo. – eu rio.

– Eles não proibiram. Eu só não podia mais fazer festas na ausência deles. – ele dá de ombros.

– Posso perguntar por que? – pergunto, incerta.

– Claro. Bella, eu realmente quero que a gente fale sobre tudo. Você não tem que ficar com receio de perguntar o que quiser saber.

– E nem você. – eu lhe digo.

Ele concorda com a cabeça, antes de começar a explicar.

– Eu costumava trazer muitos amigos aqui. Quero dizer, nem todos eram realmente amigos. Havia alguns caras da faculdade que apenas saíam com a gente, frequentavam os mesmos lugares. Nós fizemos algumas festas aqui. Você sabe, bebidas, algumas garotas das nossas classes. Eu sempre tentei me manter sóbrio, afinal essa era a casa dos meus pais, e eu queria me certificar de que terminaria tudo em ordem. Então eu nunca permiti que as festas acontecessem dentro da casa. Eram sempre aqui fora. – explana. – Mas um dia, dois anos atrás, eu exagerei um pouco na bebida, e isso fez com que eu deixasse tudo muito à vontade. Eu estava jogando cartas, apostando, e estava tão bêbado que não me importei com a movimentação dentro de casa. Eu não ligava quando os caras queriam transar. Os limites eram alguns dos cômodos que ficavam no andar de baixo, os banheiros sociais, a área de serviço, e só a quem eu realmente considerava amigo eu permitia que usasse um dos quartos de hóspedes. Mas nesse dia, as coisas fugiram do meu controle, e eu apenas me lembro de acordar de manhã no sofá da sala de estar e...

– Sozinho? – eu o interrompo. Não pude evitar.

– Como?

– Você acordou sozinho, ou...? – pergunto hesitante.

– Não, eu estava sozinho. – elucida.

– Mas... você também transava?

– Às vezes sim. – ele desvia os olhos para nossos pés dentro d’água. – Você sabe, eu era solteiro, tinha algumas necessidades e na maioria das vezes eu estava bêbado.

– Ei. Eu não estou te julgando, ok? Eu só queria saber. – eu o faço olhar de volta para mim, me inclino e o beijo nos lábios. – Eu também tive minha cota de festas e bebedeira nos primeiros semestres de faculdade. Eu sei exatamente como terminam essas festas.

– Eu sei. Eu só não quero te deixar desconfortável.

– Não se preocupe. Eu estou bem. – puxo os meus pés para fora da água e me viro totalmente de lado, ficando sentada em seu colo.

– Não era como se eu passasse a noite transando. Não duravam mais que alguns minutos. Eu sequer dormia com elas. – ele continua.

– Você as levava para seu quarto?

– Não. – ele responde rapidamente. – Os limites também se aplicavam a mim.

– Certo. – me sinto melhor em saber disso, mas não digo isso a ele. – Você estava dizendo que nesse dia acordou sozinho. E depois disso?

– A casa estava um caos, sujeira pra todo lado, tapete sujo de bebida e comida, copos e garrafas pelo chão. Eu fiquei tão puto, mas mais comigo mesmo por ter perdido o controle da situação. Então comecei a acordar todo mundo e coloquei todos para fora.

– Jasper e Emmett estavam nesse dia? – perguntei.

– Apenas Emmett, mas ele estava ainda mais bêbado que eu, e apagou em uma dessas espreguiçadeiras em algum momento da noite.

– E o que aconteceu depois?

– A equipe de limpeza que nós sempre contratávamos chegou algum tempo depois. E enquanto eles organizavam a casa, decidi ir para o meu quarto dormir um pouco e fui surpreendido por um casal que eu nem fazia ideia quem eram, dormindo nus na minha cama. Eu gritei puto de raiva para que saíssem do quarto, e então fui para o do meus pais, não fazendo ideia que me depararia com a mesma cena.

– No quarto dos seus pais? – inquiro perplexa. – Mas eles não sabiam que haviam regras?

– Bem, eu não conhecia os que estavam no meu quarto, então não sei sobre eles.

– E quem você encontrou no quarto dos seus pais, sabia disso?

– Sabia. – ele confirma com a cabeça.

– Você conhecia? – pergunto.

– Sim. James. – ele pronuncia o nome com acidez.

Eu abro a boca, na tentativa de falar alguma coisa, mas fecho-a novamente, sem saber o que dizer.

James ainda era um assunto delicado.

– Mas isso não foi o pior. Além de ele ter transado com alguém no quarto dos meus pais, ele cheirou cocaína. No quarto dos meus pais, Bella! – sua voz se eleva.

– Oh! – exclamo.

– E os meus pais descobriram. E pensaram que era meu!

– Mas... como... o que? Por quê? – pergunto, aturdida.

Edward parecia tão exaltado, por reviver tudo novamente enquanto me contava.

– Meus pais chegaram dois dias depois. A casa estava em ordem, tudo de volta no lugar, e eu estava realmente despreocupado. Eu pensei que não tinha como eles descobrirem o que havia acontecido duas noites atrás. Quando Charlotte chegou, a casa já estava arrumada, então ela não tinha como saber também.

– Então... como...? – demando, confusa.

– James deixou um pequeno saco de cocaína na gaveta do criado mudo, e a minha mãe encontrou o pacote.

– Oh meu deus! Edward! – coloco uma mão sobre minha boca, completamente sem palavras.

Ele suspira.

– Você não imagina como me senti quando ela entrou no meu quarto com os olhos cheios de lágrimas perguntando o que aquilo estava fazendo em sua gaveta. Eu não sabia o que dizer, Bella. E a minha falta de reação fez com que ela pensasse que aquilo realmente era meu. Ela disse que estava decepcionada, e o meu pai entrou em seguida, e então eu comecei a explicar o que tinha realmente acontecido, que aquilo não era meu, que nunca cheguei perto e nem sabia da existência daquilo. Depois de muita conversa eles finalmente acreditaram em mim, mas você não sabe o quanto foi difícil. E eu não posso culpa-los. Como eles não pensariam?

– Nossa. Eu nem sei o que dizer. – sussurro, balançando a cabeça, tentando assimilar toda a história.

– Depois desse dia, mesmo que meus pais não tivessem dado restrições às próximas festas que acontecessem aqui, eu não quis mais fazer nada disso. Às vezes me pergunto se James fez aquilo de propósito, mas ele disse na época que não, que estava bêbado, chapado, que apenas guardou para pegar depois e esqueceu.

– E como você conseguiu continuar sendo amigo dele depois disso? – não pude deixar de perguntar.

– Bella, em primeiro lugar, nós nunca fomos amigos. – ele carranca.

– Não? – questiono.

– Talvez em algum momento fomos mais próximos, mas nunca amigos. Tínhamos o mesmo círculo de amigos, frequentávamos a mesma faculdade, mesmas festas, mas era apenas isso. James nunca me inspirou confiança, mas ele nunca fez realmente algo pra me prejudicar. Até que uma vez, ele ficou chateado com algo que aconteceu, e então as coisas ficaram bem ruins.

– O que aconteceu?

– Bella, eu não quero parecer arrogante, presunçoso ou algo assim. Mas estou sendo totalmente honesto e aberto aqui com você, então por isso vou te falar isso. Mas havia algumas mulheres que... bem, que tinham certo interesse em mim, e James, ele meio que não gostava de dividir o centro da atenção. Ele não gostava de concorrência.

– Certo. – eu o acompanho.

– E alguns meses depois do que aconteceu nesta casa, havia chegado de Boston uma aluna nova na turma de Paul, e ela... bem, ela dormiu com vários caras.

– Incluindo você?

– Não. Nós, apenas brincamos um pouco numa festa, quero dizer, ela... ela fez, você sabe, em mim.

– Ela fez oral em você, é isso?

Ele assentiu.

– Você pode me dizer.

– Eu sei, é que... – ele aperta os braços em minha volta, com uma expressão totalmente desconfortável. – não parece certo eu estar te falando essas coisas, você sabe, sobre essas mulheres do meu passado.

– Edward, você acabou de dizer. Do seu passado. Faz-me incomodada? Sim, faz. Eu fico doente de ciúmes, mas é seu passado. Não importa isso agora. – eu lhe asseguro e ele sorri brevemente antes de continuar.

– Bem, a verdade é que essa garota e James foram namorados no passado, e as coisas entre eles parecem que não terminaram muito bem, mas ninguém sabia nada disso, ele nunca nos contou. Depois fez muito sentido, pois ele tentava dormir com cada mulher diferente que conhecia, mas nunca havia sequer feito algum comentário sobre ela. E quando ele tomou conhecimento do que ela havia feito em mim, ele não quis acreditar que não tínhamos feito sexo, e isso só tornou as coisas mais complicadas. Ele passou a ficar de indiretas, a espalhar coisas a meu respeito, mas eu realmente não me importava. Então você apareceu.

– E ele quis me usar pra atingir você. Como uma vingança?

– De certa forma sim.

– Não entendi.

– Bella, olhe pra você. Você é linda, sexy, e James não é cego. Ele estava comendo você com os olhos naquele maldito clube na noite em que nos conhecemos. Assim como o resto dos meus amigos, tenho que admitir. Eu sei disso. Como sei que eles ainda olham para você quando não estou vendo. – franzo a testa para ele, mas Edward continua. – Ele quis você e quando soube que eu também queria, ficou obcecado nisso. Pediu seu telefone a Emmett, a Jasper, mas claro eles não deram. E sempre que eu estava por perto, ele não parava de falar no quanto você era quente e que ele tinha planos incríveis com você em cima de uma cama.

Eu apenas continuo lá respirando e ouvindo, sem saber como reagir ao que ele estava me contando.

– Eu e os caras tínhamos uma espécie de acordo, de não nos envolvermos com o interesse do outro, nem com irmã, prima, alguém da família. James quase nunca respeitou isso, especialmente quando se tratava de mim. E eu não teria deixado Victoria me tocar se eu soubesse que eles tinham uma história. Embora, todos tivessem certeza que ele sinceramente não se importava com ela, pois sabia que ela já havia dormido com quase toda Columbia, mas como tinha sido eu, era como se tivesse lhe ferido o ego.

– Na festa de noivado, você sabe que eu só... hum... flertei com ele porque estava chateada com você, certo? Eu não estava interessada nele. Nunca estive. – quis esclarecer.

– E sei. Eu fiquei tão puto quando o vi dando em cima de você. – ele fica em silêncio alguns segundos, então torna a falar. – E você parecia estar gostando. – ele diz cauteloso.

– Edward, eu... eu sinto muito.

– Eu sei, você fez de propósito. Eu mereci. Eu não entrei em contato com você naquela semana.

– Eu me arrependo tanto. – admito honestamente. – Mas você não me ligou por tantos dias de novo, então eu...

– Eu estava viajando. – ele me interrompe.

– Você o que?

– Naquela semana que antecedeu a festa de noivado, depois do dia em que você passou a noite no meu apartamento. Eu estava em um congresso de Medicina em Massachusetts.

Eu apenas fiquei olhando para ele e Edward para mim. Essa era uma revelação nova. Que poderia ter evitado tanta dor e mágoa.

– Por que você não me contou? – eu peço em voz baixa.

– Eu não sei. – ele comprime os olhos, abrindo-os em seguida. – Eu estava confuso em relação a você. Eu estava perdendo a minha mente, não parava de pensar em você. E isso estava me deixando com raiva de mim mesmo. Eu quis te ligar, tantas vezes, e até cheguei a discar seu número quando voltei. Você não atendeu, lembra?

– Porque eu estava chateada. Mas se eu soubesse... – balanço a cabeça. – Edward, se você tivesse me contado antes...talvez não...

– Eu sei. – ele murmura, então seu rosto assume uma expressão distante, enquanto ele olha para a água. Depois do que pareceu um longo minuto, ele volta a falar. – Quando saí da casa de Rosalie, estava disposto a transar com a primeira mulher que encontrasse. E eu quase fiz isso. – ele revela, e o meu coração praticamente para. Ele estava falando sobre aquela noite. – Entrei em um bar, conheci uma garota, e sabia que não seria difícil leva-la para cama, mas então, quando ela me beijou, não pareceu certo pra mim. Ela não tinha o mesmo sabor de quando eu te beijava, o cabelo dela não era tão macio quanto o seu, os olhos dela não tinham o mesmo tom de chocolate, então eu desisti. Nem cheguei a sair com ela.

Meu estômago estava dando voltas enquanto eu apenas o ouvia. Minha respiração era agitada e pesada.

– Depois de beber alguns drinks sozinho, segui para o Soho. Eu entrei em outro bar, que eu costumava ir com frequência na época em que morava no bairro. E adivinha a minha surpresa? James estava lá. – ele ri sem nenhum humor. – Ele estava jogando sinuca e havia duas mulheres penduradas em seu pescoço. Eu o ignorei e sentei em uma das banquetas do balcão e continuei a beber. Mas, claro, ele não podia perder a oportunidade de me provocar. Ele se aproximou e sentou ao meu lado, me oferecendo um cigarro. Após minha negativa, ele acendeu um para si e perguntou qual das duas mulheres que estavam em sua companhia eu queria, a loira ou a morena. Eu continuei olhando para o meu copo, deixando-o falar sozinho, então ele diz que se fosse dar um palpite por mim, seria a morena, que ele também escolheria ela. Pois as morenas eram mais quentes e mais inteligentes que as loiras. Que havia conversado com você na festa e descobriu isso.

“Ele continuou falando sobre você, o quanto você era sexy, que tinha uma voz que podia fazer qualquer homem ter um orgasmo, que a levaria para conhecer o loft em que ele vivia, pois você tinha concordado. A raiva começou a me consumir, e então lembrei quando vi vocês dois conversando, e ele não parava de falar sobre imaginá-la em sua cama, que não entendia como eu pude não dormir com você, e quando o ouvi dizendo que você tinha dito que não havia rolado nada entre a gente além de um beijo, eu fiquei cego e voei na direção dele. O resto você pode ter uma ideia. Nós fomos colocados para fora do bar e eu acabei perdendo o meu celular no momento da confusão.”

– Edward, eu agi tão errado esse dia. Ele... ele me abordou, então vi que você estava olhando, e eu disse todas essas coisas só para provocar você. Mas eu nunca concordei em sair com ele. Acredite em mim. Se eu soubesse que... – sinto as lágrimas alcançarem os meus olhos.

– Eu sei. – ele olha para mim. – Sinto muito por tudo que eu disse naquela noite que você foi ao meu apartamento se desculpar. Eu só estava com raiva dele, de você, do que eu estava sentindo.

Eu o abraço, tão forte quanto eu posso. Era doloroso lembrar todas essas coisas, mas nós precisávamos falar sobre elas para continuarmos seguindo em frente.

– Tudo bem. – eu digo, comprimindo-o contra mim, sentindo os batimentos dos nossos corações.

Aos poucos fomos relaxando, e nos afastamos lentamente do abraço.

Edward afaga as minhas costas sobre a toalha, em seguida olha para mim com seus penetrantes olhos verdes.

– Bella. Há algo que você queira perguntar sobre ele? Porque eu realmente gostaria de encerrar esse assunto esta noite.

– Não. – eu balanço a cabeça. – Você falou tudo que eu precisava saber.

– Certo. Eu não quero mais falar sobre ele.

– Por acaso ele não foi convidado para o casamento? – eu apenas me dou conta desse detalhe.

– Emmett decidiu não convidá-lo por vários motivos. Disse que nossa briga foi apenas o estopim. Ele não faz mais parte do nosso círculo de amizade.

Balanço a cabeça, assentindo.

– Tudo bem. Não vamos mais falar sobre ele. – seguro a mão dele que estava em minha coxa, e começo a traçar com um dedo as linhas da sua palma. – Eu tenho algumas perguntas. – digo cerca de quase um minuto depois.

– Estamos realmente colocando tudo pra fora hoje? – ele pergunta com uma risadinha.

– Sim. – concordo, sorrindo para ele.

– O que você gostaria de perguntar?

– Como você... – limpo a garganta. – como você conheceu aquela mulher que estava no casamento? Ela é de Chicago, certo?

– Eu imaginei que você provavelmente teria algumas perguntas sobre ela. – ele comenta, suspirando em seguida. – Sim, ela é de Chicago. Eu a conheci através de Emmett, como você deve saber, na época em que ele viveu dois meses na cidade a trabalho. Jasper e eu estávamos visitando-o um final de semana e nós o acompanhamos num coquetel promovido por sua empresa. Ele nos apresentou, nós conversamos, bebemos, e então uma coisa levou a outra. – ele explica calmamente.

– Onde aconteceu? Na casa dela? – pergunto curiosa, apreensiva, com ciúmes.

– Não. No mesmo hotel onde aconteceu o coquetel.

Assinto com a cabeça.

– Vocês se encontraram alguma vez depois disso? Quero dizer, é que... quando os vi no casamento, a forma como vocês conversavam...

– Foi apenas uma vez e não significou nada, Bella. – ele me corta e seus olhos refletiam sinceridade. – Nós gastamos grande parte da noite conversando. Sobre nossas carreiras, e acredite, sobre relacionamentos. A Jenna é uma mulher madura, tinha se separado recentemente quando nos conhecemos e não queria se envolver com ninguém, assim como eu. Ela me encheu de conselhos na época, e ontem à noite, quando você nos viu conversando, ela estava apenas querendo saber como eu estava indo, se eu já havia me formado. Juro, Bella, não há nenhum interesse da parte dela.

– Certo. Eu acredito em você.

– E sabe o que mais? Ela falou sobre você.

– Sobre mim? – inquiri, completamente surpresa.

Ele sorriu, balançando a cabeça em afirmativa.

– Ela nos viu juntos e disse que só uma mulher muito linda seria capaz de virar minha cabeça e mudar os meus conceitos sobre relacionamentos.

Sorrio, franzindo a sobrancelha.

– Bem, acho que a odeio menos agora que estou sabendo disso. – digo em tom divertido.

– Não é como se eu fosse vê-la novamente depois de ontem, ela não mora aqui. Mas você não tem com o que se preocupar. Como eu disse, ela não tem nenhum interesse em mim.

– Ok. Eu confio em você. – eu me certifico em deixá-lo saber.

– Já quanto ao primo de Rosalie não posso dizer o mesmo. – ele diz, insipidamente.

– Ei. – aperto forte a sua mão, fazendo-o olhar para mim. – Você também não tem com o que se preocupar. É com você que eu estou. E eu nunca quis ter nada com ele.

– Eu sei, eu confio totalmente em você, Bella. É só que é tão frustrante. – ele toma uma respiração ruidosa. – Ele dá em cima de você na minha frente, e eu não posso fazer nada, em consideração a Emmett, por causa de Rosalie. Mas ele merecia um bom corretivo.

– Edward, pare. O que você quer? Bater nele? Isso não vai nos levar a nada. Não interessa o que ele sente, mas o que eu sinto. O que eu e você sentimos. Uma hora ele cansa e esquece a gente.

Edward olha para mim, para os meus lábios, em seguida acaricia o meu queixo com o polegar. E então segura o meu rosto com as duas mãos, desviando novamente os olhos para os meus.

– Vem cá. – ele sussurra, me beijando em seguida.

O beijo foi incrivelmente doce. Sua língua preguiçosamente encontrou o caminho até a minha, fazendo com que um curto gemido saísse através dos meus lábios, enquanto nos beijávamos lento e apaixonadamente.

E após um longo tempo nos beijando, ele depositou pequenos beijos em meus lábios antes de se afastar.

– Eu estava pensando. Não temos que voltar amanhã à noite. – ele fala, com aqueles lindos olhos verdes e brilhantes.

– Sério? – inquiro, animada.

– O meu plantão só começa às 9. Nós poderíamos sair pela manhã, logo cedo.

– Mas você vai chegar cansado.

– Não. – ele balança a cabeça. – É ainda mais tranquilo se sairmos no dia quatro pela manhã. Não pegaremos trânsito. Amanhã à noite vai estar uma loucura, sem falar que em vários lugares já haverá comemorações.

– Tudo bem. Na terça pela manhã então. – eu sorrio.

– Você acha que já pode deitar? – ele pergunta, desenhando círculos em minha coxa com os dedos.

– Sim. É seguro. – eu digo.

– Vem. Vamos tomar um banho.

Nós nos levantamos com nossas roupas molhadas, porém já estávamos enxutos do tempo em que ficamos sentados, apenas conversando. Recolhemos as toalhas, a garrafa vazia de cerveja, e entramos na casa.

Enquanto Edward apagava as luzes e fechava a casa, organizo a sala em que assistíamos filme e limpo a cozinha. Só então começo a sentir as pálpebras pesadas, afinal, já se passava da uma da manhã, e não é como se nós tivéssemos dormido muito aquele dia. Em seguida subimos para o quarto, e quando Edward deixou escapar um bocejo, percebi que o sono não tinha chegado apenas para mim.

Já no quarto, disse a Edward que fosse na frente que em um minuto eu me juntaria a ele no chuveiro, que eu só iria arrumar a cama para nos deitarmos. Troquei os lençóis, arrumei os travesseiros, em seguida abri todas as portas francesas que davam para a varanda e as cortinas, seguindo após isso para o banheiro. Tirei a calcinha e a blusa molhada, pendurei-as ao lado do calção molhado de Edward sobre o box, e o abracei por trás quando entrei debaixo do chuveiro. Ele se virou e me beijou, antes de me ajudar a lavar o meu cabelo.

Claro, eu estava novamente excitada em estar nua tomando banho com um Edward igualmente nu, mas não fizemos nada além de nos abraçar, nos beijar e conversar sobre coisas sem muita importância, como o cheiro do meu shampoo, as fragrâncias de perfume que gostávamos de usar, ou o quanto ele odiava se barbear.

– Bem, eu já vi várias versões da sua barba, a ausência dela, e honestamente gosto de qualquer jeito. Mas eu realmente amo quando você deixar ela meio desleixada. Sabe, por fazer. – ergo a mão e desligo o chuveiro quando terminamos.

– Sério? – ele ri. – Bom saber disso.

Eu rio, abrindo a porta do box para sairmos.

Pego no armário algumas toalhas limpas para nos secar e voltamos para o quarto. Nós nos enxugávamos enquanto eu falava sobre as barbas mais sexys dos astros de Hollywood e Edward ria, discordando de algumas das minhas escolhas. E eu estava amando cada minuto disso. Era apenas a segunda noite que dormíamos juntos como namorados e nós já estávamos tão à vontade na presença do outro, conversando bobeira enquanto nos organizávamos para dormir.

– Então se eu deixar a minha barba como a do Brad Pitt, você aprova. – ele diz, sentado nu na ponta da cama, passando a toalha pelo cabelo.

– Você está brincando comigo? Aquilo não é uma barba. É um emaranhado de fios horrendo. – eu exprimo, passando uma das toalhas por minhas costas, enquanto a outra eu havia enrolado no meu cabelo.

Edward ri e se levanta.

Eu assisto a sua forma nua caminhar pelo quarto e pegar uma boxer preta na gaveta. Os músculos de suas costas e seu traseiro eram uma bela vista. E enquanto ele a veste, pego meu conjunto de short e blusa de alça de dormir da Victoria’s Secret. Não era o tipo sexy, mas o short era curtinho e a blusa ficava colada em meu corpo, ambos de um tecido confortável. Era muito mais confortável dormir sem sutiã e calcinha. Às vezes, em casa, eu dormia completamente nua.

Apenas de boxer, Edward se deita na cama e liga a TV, enquanto levo as toalhas molhadas que usamos para o banheiro. Ao retornar, visto a roupa que escolhera para dormir, e quando meus olhos pousam sobre a cama, eu o vejo com os braços atrás da cabeça, assistindo a mim.

– O que foi? – pergunto, rindo.

– Nada. – ele dá uma risadinha, em seguida vira a cabeça para encarar a televisão.

– Como nada? – eu peço.

– Nada, sério. – ele ri. – Você se importa se eu ligar o ar-condicionado?

– Não. Eu não tinha certeza se você queria ligar, por isso abrir as portas da varanda.

– Tudo bem. É que a noite está tão quente que não acho que o vento lá fora vá refrescar aqui dentro. – ele explica, levantando-se da cama para fechar as portas e ligar o ar-condicionado. Enquanto isso procuro em minha bolsa o secador. Eu odiava dormir com o cabelo molhado.

– Vou secar o meu cabelo. Já volto.

– Certo. Só não demore. – ele se aproxima de mim, colocando uma mão em minha cintura, inclina a cabeça para baixo e me beija rápido nos lábios.

– Não vou. – sorrio.

Entro no banheiro fechando a porta para abafar o som do secador, e saio aproximadamente quinze minutos mais tarde, quando deixo o cabelo totalmente seco, encontrando um Edward ressonando sobre a cama.

Sorrio, desligando a luz e a TV, em seguida deito-me ao lado de Edward, puxando as cobertas e nos cobrindo. Viro-me de lado, apoiando a cabeça no travesseiro, quando então sinto um braço envolver a minha cintura e um corpo quente me abraçando.

Sorrio brevemente, fechando os olhos. Sendo consumida segundos mais tarde por um sono relaxado e tranquilo.

.......PP.......

Quando desperto pela manhã, sinto a respiração de Edward contra o meu ombro, e o seu braço direito descansava sobre minha barriga. Eu suspiro, olhando para ele. Tão lindo até enquanto dorme. Sinto um imenso desejo de deslizar meus dedos por seu cabelo bagunçado e perfeito, mas me contenho. Não queria acordá-lo.

Fecho os olhos e minutos mais tarde adormeço novamente.

Quando meus olhos se abrem mais uma vez naquela manhã de véspera de feriado, os raios de sol lá fora pareciam ainda mais fortes.

Não saberia dizer por quanto tempo, mas consegui dormir mais um pouco. Talvez uma hora, não sei. E Edward continuava dormindo, praticamente na mesma posição. Os lençóis, porém, já não estavam cobrindo-o. Ele deveria mesmo estar cansado e com sono acumulado. Os últimos dias tinham sido de muito trabalho para ele, e com o casamento e todo o sexo desde que chegamos na casa, ele não tinha ainda dormido de verdade.

Eu, no entanto, estava bem acordada e com uma bexiga cheia. Então, com muito cuidado para não despertá-lo, tiro lentamente o braço de Edward sobre mim, e quando consigo, puxo as cobertas do meu corpo e o cubro, saindo da cama e seguindo na ponta dos pés até o banheiro.

Eu não voltaria mais para a cama, então depois das necessidades básicas matinais e uma rápida chuveirada sem molhar o cabelo, enrolo a toalha branca em volta do meu corpo e retorno para o quarto.

Eu quase esqueci como respirar quando meus olhos pousaram sobre a forma dormindo na cama. Edward em algum momento durante o sono mudou de posição e agora estava dormindo com a barriga virada para baixo, sua cabeça inclinada para o outro lado.

Tão deliciosamente lindo que a parte inferior de suas costas estava fazendo coisas para mim.

Solto um lento suspiro.

E tão silenciosamente quanto posso, caminho pelo quarto, passo um pouco do meu hidratante de baunilha por meus braços e pernas, coloco um conjunto de calcinha e sutiã, e visto o meu short jeans curto desfiado e uma regata verde água toda lisa.

Pego todas as toalhas e roupas sujas do banheiro e desço até a área de serviço, colocando tudo para lavar. Depois vou até a cozinha, no intuito de preparar o nosso café da manhã. Eu não sabia quando tinha sido a última vez que Edward tivera um café da manhã decente, então quis caprichar.

Fiz café, peguei todos os ingredientes de uma receita rápida para panquecas, e depois de prontas, fritei ovos. Em seguida coloquei sobre a mesa uma caixa de leite e outra de suco de laranja, e agora eu estava diante do fogão, fritando bacon, presunto e linguiças.

– Algo cheira bem. – eu me viro com o som e encontro um Edward recém banhado na entrada da cozinha, esfregando a toalha em seu cabelo úmido, sem camisa, usando um calção preto da Nike tão baixo que eu não conseguia desviar os olhos dos pelos e daquele V onde terminava seu abdômen.

Eu só desviei o olhar de volta para o seu rosto quando ele começou a andar em minha direção. Eu sorri, quando um estalo fez-me voltar a atenção à frigideira.

– Bom dia. – ele murmura com a voz rouca próximo ao meu ouvido, envolvendo os braços ao redor da minha cintura.

Desligo o fogão e me viro, cruzando os meus braços na parte de trás do seu pescoço.

– Bom dia. – eu sorrio, beijando-o em seguida. O beijo era uma mistura do seu sabor natural com pasta de dente.

– Há quanto tempo você está acordada? – ele pergunta quando afastamos as nossas bocas alguns centímetros, sem nos desgrudar.

– Há um tempinho. Estava preparando nosso café da manhã.

– O cheiro está incrível. – ele estica o pescoço para olhar o conteúdo na frigideira.

– Espero que goste. – eu rio.

– Tenho certeza que vou. – ele sorri, com os olhos fixos nos meus.

– Vem. Vamos comer. – eu o chamo depois de nos beijarmos novamente.

Ele me ajudou a terminar de arrumar a mesa da cozinha e então nos sentamos para degustar nosso café da manhã. Edward não parava de dizer o quanto estava tudo tão delicioso, e eu brinquei dizendo que ele só estava dizendo isso porque geralmente comia lixo. Ele riu, dizendo que não estava brincando, que eu tinha talento na cozinha e que ele não tinha esquecido o fettuccine que eu fizera meses atrás em seu apartamento.

– Fique à vontade para fazer novamente. A minha cozinha está de portas abertas. – ele diz.

Nós rimos e terminamos nosso café da manhã. Juntos, lavamos os pratos e limpamos a cozinha.

– O que você gostaria de fazer agora? – Edward pergunta, encostado em um dos armários enquanto guardo a última xícara.

– Podemos ir até a praia? Gostaria de dar um mergulho.

– Claro. – ele sorri. – Depois podemos dar um passeio.

– Isso soa perfeito. – eu sorrio, ficando na ponta do pés para beijá-lo.

Nós subimos para o quarto e nos arrumamos para o dia. Edward vestiu sobre o calção uma bermuda branca com detalhes cinzas dessas estilo surfista, jogando por cima do ombro uma camisa preta para quando saíssemos para um passeio pelo balneário, enquanto eu tirava toda a roupa e colocava o meu biquini verde musgo listrado, pedindo sua ajuda com os laços da parte de cima. Decido pôr apenas uma saída de banho dessa vez, tipo um vestidinho. Ele era um nude artesanal, de renda, e ficava soltinho.

Uma vez que só voltaríamos para casa mais tarde, pego a minha enorme bolsa de praia e coloco dentro minha carteira, nécessaire, protetor solar, uma escova de cabelo, toalhas, e peço a Edward para guardar também sua camisa. Calço minha rasteira e então vejo Edward colocar sobre os olhos o óculos de sol, fazendo-me lembrar de pegar o meu. Nós já estávamos descendo as escadas quando lembro do anticoncepcional.

– Eu esqueci uma coisa. – me viro e corro de volta para o quarto.

Depois de pegar a cartela de pílulas, guardo-a dentro da bolsa e finalmente desço, encontrando Edward voltando da cozinha bebendo uma cerveja.

– O que você tinha esquecido? – ele pergunta.

Olho para ele durante um segundo e sorrio, antes de responder.

– Meu... anticoncepcional.

– Oh. Hum... claro. – Edward dá um sorrisinho e passa a mão pela nuca. Querendo dizer alguma coisa, eu percebo. – Eu não tenho usado nada. Assumi que você ainda estava tomando pílula. Você disse que tomava uma vez.

– Acho que é um pouco tarde estarmos falando sobre isso, mas sim, ainda tomo pílula. – eu brinco.

– Você sabe, não tem com o que se preocupar. Eu não estive com mais ninguém desde você e sempre usei camisinha antes.

Acho que ele acabou de derreter o meu coração.

– Eu sei. – eu me aproximei e puxei a sua boca para juntá-la a minha. – Eu sei. – repeti contra seus lábios.

Quando já estávamos do lado de fora, tiro as sandálias e jogo a minha bolsa na areia branca, abrindo os braços para o sol, para a brisa oceânica. Eu quase podia sentir o sal na minha língua. Edward riu atrás de mim, enquanto eu atirava sobre a bolsa o óculos e arrancava pela cabeça a saída de banho.

– Vem, Edward. Vamos. – eu o puxo pela mão.

– Espere um minuto. – ele ri, tirando a bermuda e ficando apenas com o calção.

Ele havia segurado a minha mão para entrarmos na água quando lembro do protetor.

– Precisamos colocar protetor. – eu o aviso, abaixando-me para abrir a bolsa.

Edward se senta na areia flexionando os joelhos, enquanto me assiste passar o protetor pelo meu rosto, pescoço, ombros, braços, barriga e pernas.

– Deixe-me passar em suas costas. – ele rapidamente se levanta, pegando o frasco da minha mão.

– Obrigada. – agradeço, jogando o meu cabelo por cima de um ombro. Quando ele termina, praticamente o obrigo a passar também, que apenas reluta no início, mas depois concorda em me deixar passar protetor nele.

A água estava na temperatura perfeita. Nós nadamos, boiamos, conversamos, nos abraçamos, nos beijamos. Eu estava vivendo os momentos mais perfeitos da minha vida. Estar aqui, nesse paraíso, nessa casa sem ninguém por perto, e com o namorado mais lindo e mais sexy do universo.

A praia parecia quase deserta. O que era estranho, para um período de alta temporada. Mas Edward explicou que aquela não era uma área badalada, que raramente lotava, o que despertou a minha curiosidade com relação aos moradores das casas vizinhas, que ficavam alguns metros longe uma da outra. Edward disse que boa parte daquelas casas ficam muito tempo fechadas durante o ano, que os proprietários das residências naquela área costumam visitar mais durante o verão, mas que pareciam preferir se isolarem dentro de suas casas, e que eram em sua maior parte velhos ricos aposentados, políticos, empresários e algumas celebridades, entre eles o Jerry Seinfeld, Sarah Jessica Parker e Steven Spielberg. Ele contou que o ator Bruce Willis era o proprietário da próxima casa vizinha do lado direito, o que nos levou voltar a falar mais uma vez sobre filmes, e até séries de TV, fazendo Edward rir quando mencionei que assisti três temporadas inteiras de True Blood por causa de Alice.

– Ta, eu sei que é só gente nua e sexo selvagem, mas eu era obrigada a assistir sempre que Alice estava na minha casa ou eu na dela, que terminei ficando curiosa e apenas acompanhei.

– Por acaso você se interessou pela série por causa do sexo, Bella? – ele brinca, rindo.

– Pare de zombar de mim! – eu rio, jogando água no rosto dele e nado para longe. Mas ele consegue me alcançar e prende-me em seus braços, e então voltamos a nos beijar.

Quando se passou uma hora que estávamos ali, nós resolvemos sair da água e estendemos uma toalha na areia. Edward se sentou sobre ela e estendeu a mão, me puxando para sentar-me no meio de suas pernas.

– Não posso acreditar ainda que você não vem em um tempo. Eu adorei esse lugar. – eu murmuro após um tempo que estávamos apenas sentados, braços entrelaçados, curtindo a companhia um do outro.

– Que bom que você gosta. – Edward sussurra, arrastando beijos por meu ombro.

– É tão pacífico aqui. – balbucio, sentindo arrepios quando ele planta um beijo na parte de trás da minha orelha.

– Tinha me esquecido do quanto gosto daqui. – ele suspira contra a minha pele, olhando em seguida para o mar. – Eu não acho que eu tenha realmente apreciado esse lugar nos últimos anos.

Eu inclino a cabeça para trás para encará-lo.

– E você está apreciando agora? – pergunto, olhando para a sua expressão calma.

O sorriso que se formou em seus lábios era tão caloroso quanto o sol que nos irradiava naquele instante, e o brilho dardejando de seus olhos esverdeados deixou-me hipnotizada.

– O lugar, a companhia. – ele aproxima os lábios dos meus. – Principalmente a companhia. – ele diz docemente contra os meus lábios, em seguida me beija.

Edward e eu decidimos nos levantar e fazer um passeio até o centro de East Hampton. Ele sugeriu que fôssemos de carro, mas o convenci a irmos a pé, mesmo que isso nos custasse meia hora de caminhada pela costa. O que não chegou nem perto de ruim, muito menos fora cansativo. Nós caminhamos abraçados, conversamos, brincamos, e quando menos esperávamos chegamos até um restaurante bastante acolhedor que também funcionava como uma marina. Edward pediu para nós uma mesa em um local mais privado e que ficasse de frente para o mar. O que achei ótimo. E assim que chegara a água que eu pedira logo que nos sentamos, trato de tomar minha pílula.

– Eu não vi você tomando ontem. – ele comenta, com uma expressão engraçada no rosto enquanto olhava para mim por cima do cardápio.

– Eu tomei antes de sairmos. – eu ri. – Esse mês troquei o horário, mas acho que voltarei a tomar antes de dormir.

Ele sorriu e então perguntou o que eu gostaria de pedir.

Depois de almoçarmos, de mãos dadas fizemos uma lenta caminhada pelas charmosíssimas ruas do centro, e claro, pela Main Street, onde tomamos sorvete na Scoop Du Jour e olhávamos as vitrines das filiais das mais conhecidas lojas, entre elas a Balenciaga, Hermès, Gucci e Tiffany & CO. Eu me apaixonei por um chapéu floppy de aba larga da J.Crew que combinava com a saída de banho que eu usava, e estava pegando a minha carteira para pagar quando Edward se antecipou e pagou em meu lugar, sob os meus protestos. Mas ele apenas riu e me beijou, dizendo que aquilo custava apenas trinta dólares. Mas ele também comprou para mim um livro do William Faulkner na Book Hampton que uma das funcionárias sugeriu, dizendo ser um livro que todo mundo deveria ler. Esse nem cheguei a ver quanto custou.

Acho fofo o fato de ele querer comprar aquelas coisas para mim, mas fico desconfortável por ele pagar tudo. Sei que Edward tem dinheiro, que sua família tem muito dinheiro, mas também sei que ele está se virando sozinho com suas contas, tentando não depender do dinheiro dos pais. E eu tenho o meu próprio dinheiro, meu salário na Fortune não é ruim. Não é justo que ele pague tudo. Sinto como se estivesse me aproveitando dele, mas Edward diz que eu não me preocupasse porque ele sabe disso, que ele apenas não se importa em gastar seu dinheiro comigo. E para evitar que ele pagasse mais coisas, eu o peço para irmos até a Vineyard que ele comentara mais cedo.

Enquanto caminhamos, Edward diz que vai precisar alugar um carro e eu começo a dizer que não precisamos mais ir, que eu não fazia ideia que o lugar era distante, mas ele me impede de continuar, dizendo que não é longe, que fica a cerca de vinte minutos de carro, mas que as estradas não eram assim tão boas, que até tinha sido bom ter deixado o carro na casa, pois o Aston Martin não era adequado para aquele tipo de estrada.

E aproximadamente quase uma hora depois, juntando o tempo gasto alugando o carro, adicionado à duração do caminho pela estrada de terra, chegávamos à bela propriedade. O Wolffer Estate Vineyard.

– Acho que é aqui. – Edward diz, diminuindo a velocidade.

– Acho? Eu pensava que você conhecia esse lugar. – eu ri.

– Não. É a minha primeira vez também. – ele vira a cabeça na minha direção e sorri.

A vinícola era exatamente como imaginei, só que ainda mais exuberante. O local tinha um estilo rústico, com vinhas verdejantes, uma ampla sala de degustação, e uma imensa adega, onde os vinhos eram armazenados antes de serem distribuídos. Após a degustação, Edward perguntou-me se eu gostaria de fazer um tour pela vinícola, ou apenas relaxar e sentarmos em uma das mesas do terraço que ficava de frente para as vinhas. Sem pensar duas vezes optei pela segunda opção.

Não quer ver anúncios?

Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.

Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!

Foi só quando estávamos nos aproximando do enorme pátio que pude ouvir a música ao vivo. Havia algumas pessoas por lá, famílias, vários casais, alguns deitados na grama sobre cobertores inclusive. Um funcionário nos levou a uma mesa para dois em um canto, onde degustamos de alguns dos melhores vinhos do mundo, o Merlot e o Chardonnay.

Edward me disse que sempre ouvia seus pais falando sobre aquele lugar, que eles gostavam de visitar apenas para se sentarem, tomar um bom vinho e assistir ao pôr-do-sol, mas que ele nunca havia dado importância ou se interessado, visto que parecia ser o típico programa para casais.

– Eu não sei, eu só pensei nesse lugar hoje. – ele continua a dizer. – E quis trazer você.

– Obrigada por isso. Aqui é realmente lindo. – eu sorrio, bebericando da minha taça.

– Foi... bom que eu não tenha vindo antes. Acho que eu não teria apreciado da mesma maneira que estou agora. – ele sorri. – Tudo é tão diferente com você. – ele diz suavemente.

Eu coloco a minha mão sobre a dele.

– Edward. Eu não lhe disse antes, mas queria que você soubesse que esses estão sendo os melhores momentos da minha vida. – eu lhe digo, sem tentar esconder a emoção em minha voz.

Ele continuou a olhar para mim, com aqueles olhos extremamente verdes e penetrantes.

E ainda se comunicando através do olhar, ele me puxa pela mão, colocando-me sentada em seu colo, passando os braços ao redor da minha cintura enquanto me fita com uma intensidade tão profunda que faz a minha respiração acelerar.

– Para mim também, Bella. – ele sussurra e eu não sei se fora o efeito de suas palavras ou o vinho, mas sinto um fluxo de calor atravessar o meu corpo. O seu olhar era tão intenso. Eu não conseguia desviar.

Edward ergue uma mão para o meu rosto e quando seus dedos deslizam pela minha pele, fecho os olhos, exalando uma respiração instável enquanto sensações me assaltavam. O ar parecia que seria arrancado dos meus pulmões a qualquer momento.

Quando abro os olhos novamente, encontro-o encarando os meus lábios. E antes que eu pudesse construir qualquer pensamento, ele segura-me pela nuca e me puxa, fechando o espaço entre nossas bocas.

Eu não poderia explicar o sentimento quando Edward me beijava dessa maneira. Ele era gentil e ao mesmo tempo tão implacável que deixava os meus joelhos fracos. Eu tinha consciência de que o beijo que compartilhávamos estava longe de casto para ser dado assim em público, mas eu não estava me importando muito, e pelo que parecia, Edward também não.

Nós nos separamos apenas quando percebemos que se não parássemos, desmaiaríamos por falta de ar. Envolvi os meus braços ao redor do pescoço dele, tentado acalmar os meus batimentos, enquanto Edward começava a distribuir pequenos beijos pelo meu ombro e pescoço. Foi nesse momento que olhei para o lado, encontrando um casal de idosos olhando para nós. A senhora sorriu quando olhei para ela, e eu sorri de volta, mas sentindo-me de repente envergonhada.

– Eles estão nos olhando. – sussurro para Edward, próximo a sua orelha.

– Quem? – ele pergunta, afastando os lábios da minha pele.

Aponto discretamente com a cabeça.

Edward olha na direção e sorri, voltando em seguida a olhar para mim.

– Na certa estão recordando quando tinham a nossa idade e não conseguiam manter as mãos para si. – ele diz, encostando os lábios nos meus.

– Quer dizer que você não consegue manter as mãos longe de mim? – eu brinco, mordiscando seu lábio inferior.

– As mãos, os lábios... – ele começa a dizer, contra os meus lábios. – e outras partes. – completa quase em um sussurro, fazendo cada pelo do meu corpo se arrepiar.

– Edward... – ronrono, baixinho, sentindo-o duro debaixo de mim.

Eu enfio os dedos no seu cabelo, enquanto sua língua invadia a minha boca novamente. Provavelmente o vinho tinha nos deixado mais ousados, mas a verdade era que àquela altura, eu desejava que estivéssemos em casa, porque eu tinha quase certeza que a umidade já estava escorrendo por minhas pernas.

– Abra um pouco as pernas. – sinto seu hálito quente contra a minha orelha.

Prendo a respiração.

Acho que ele percebe.

– Eu não vou fazer nada. Eu só quero te sentir. – ele sussurra novamente.

Olho ao nosso redor, vendo as pessoas envolvidas em seu próprio mundinho. Até mesmo o casal de antes não estava mais nos olhando.

Então faço o que ele me pede.

Sentada em seu colo, abro lentamente as minhas pernas. Sua mão desce da minha cintura para a minha coxa. Tão discretamente quanto possível, ele desliza a mão por baixo da minha saída, afastando para o lado o meu biquini, e então os seus dedos entram em contato com a minha parte íntima.

– Merda, Bella. Tão molhada. – ele sussurra com a voz completamente rouca de desejo, deslizando o dedo indicador através das minhas dobras molhadas.

Meu coração bate furiosamente enquanto tento não gemer.

E então ele retira a mão.

Eu olho atordoada para ele.

– Por que você tirou? – eu pergunto.

Edward leva uma mão ao cabelo, puxando os fios como se estivesse tentando se controlar.

– Bella, você tem noção do que eu quero fazer nesse momento? – ele pergunta, no lugar de me responder.

Eu suspiro.

E então começo a rir.

– Meu Deus! Por que você me tocou?

– Porque você pode sentir o quanto te quero, mas eu não tenho como saber se não te tocar ou ver com meus próprios olhos.

– Bem. Agora você sabe. – eu falo, e começo a sair do seu colo, mas Edward me puxa de volta.

– Não. Fique aqui. – ele praticamente implora com os olhos, que estavam tão necessitados quanto provavelmente os meus estavam.

– Edward, não acho que isso vai ajudar em alguma coisa. – eu rio.

– Eu sei. – ele bufa, deslizando as mãos por minha cintura.

– Gostaria que não estivéssemos tão longe de casa. – eu digo, deslizando lentamente os dedos da minha mão pelos fios de cabelo de sua nuca.

– Eu também. – ele concorda.

Eu olho para ele. Edward me olha de volta.

Ele inclina a cabeça para frente e captura os meus lábios com os deles.

Nós estamos nos beijando de novo. E mesmo que o beijo fosse mais comedido que os que estávamos trocando antes, em nada diminuiu o nosso desejo.

– Nós precisamos parar. – ele murmura.

– Eu preciso tanto te ter agora. – eu pronuncio baixo, sem ter planejado dizer nada disso.

– Bella, não... não diga isso. – ele grunhe. – Isso me faz querer arrancar sua roupa e transar com você na frente de todo mundo.

– Não precisa ser na frente deles. – eu digo, beijando brevemente seus lábios.

– Você quer que... – ele para no meio da frase.

– Deve haver algum lugar aqui. – eu lhe falo.

Edward olha para mim por um longo minuto, pensativo.

E então ele me levanta do seu colo e segura a minha mão.

– Tive uma ideia. Pegue sua bolsa.

De mãos dadas, saímos a passos largos do pátio, em direção a saída. E após alguns metros de caminhada, Edward olha para trás e para os lados, como se verificando se há alguém nos observando, em seguida me puxa para o lado direito, nos levando por um caminho que vai dar para as vinhas.

Minha respiração acelera quando me dou conta do que estamos prestes a fazer.

Nós vamos transar aqui. No meio das vinhas do Wolffer Estate Vineyard.

Quando estávamos distante o bastante de sermos vistos, Edward para e volta-se de frente para mim. Ele segura o meu rosto com as duas mãos e me beija sofregamente.

– Eu não aguento mais esperar. – ele sussurra na minha boca. – Pegue a toalha.

Ainda embriagada com o beijo, abro a minha bolsa e tiro a toalha de dentro. Edward sorri, pegando-a da minha mão. Sorrio de volta, vendo-o abrir a toalha sobre o piso de terra. Caminho em direção a ele, soltando a bolsa no chão, em seguida abraço-o por trás. Edward lentamente se vira, e então retomamos os beijos de onde havíamos parado.

– Nós temos que ser breves. – eu lhe digo, deslizando a minha mão por seu abdômen. Então começo a brincar com o cós da sua bermuda.

– Posso ser rápido. – ele sorri de modo malicioso, colocando as mãos sobre as minhas.

– Estou contando com isso. – eu sorrio, mas meu corpo estava pulsando de necessidade.

Nós descemos a sua bermuda e o calção, voltando a nos beijar. Edward envolve os braços na minha cintura e gentilmente me empurra para deitarmos sobre a toalha. Ele se ajoelha para tirar meu biquini, deixando-me ter um vislumbre de seu pênis. Pronto e duro para afundar-se em mim.

Ele passa a pequena peça por meus pés, jogando-a ao lado, em seguida deita o corpo sobre o meu, abrindo as minhas pernas com seus joelhos. Seus lábios voltam a assaltar os meus ao mesmo tempo em que posiciona-se em meu centro. Ele segura o pau com uma mão e o guia até minha entrada, colocando apenas a ponta.

Solto um gemido, puxando-o com meus braços.

Eu precisava de mais.

Então, com os olhos vidrados e o maxilar rijo, lentamente ele invade o meu corpo, penetrando-me por completo.

– Oh, Bella... – ele sussurra, extasiado.

Fecho os olhos quando as sensações arrebatadoras da nossa conexão me dominam. Edward beija minhas pálpebras, forçando-me a abrir os olhos para ele. Com os olhos verdes trancados nos meus, ele recua um pouco, penetrando-me de novo, ainda mais fundo.

Edward se movimenta devagar no início, beijando-me os lábios, o pescoço, ou ficava apenas lá me observando arfar enquanto saía e entrava dentro de mim repetidas vezes. E cada vez que ele acelerava o ritmo, meu corpo incendiava, ansiando pela libertação, ao mesmo tempo em que desejava que nós prolongássemos por muito mais tempo.

Minhas pernas começaram a tremer, e eu sabia que estava cada vez mais perto. Edward coloca uma mão por baixo do meu joelho direito, erguendo a perna e colocando-a em volta do seu quadril, enquanto seus movimentos tornavam-se implacáveis com o novo ângulo, fazendo-o entrar ainda mais profundamente. Minhas mãos agarram a barra da sua camisa em suas costas com força, sentindo meus músculos se contraindo.

– Eu vou... – tentei dizer, mas o orgasmo que atravessou violentamente o meu corpo me calou.

– Goza pra mim. – Edward sussurra ardentemente, mergulhando fundo em meu centro mais algumas investidas antes de senti-lo estremecer quando ele goza.

Nossos corpos tremiam e nossa respiração assoprava entre nossos dentes.

Aos poucos fomos relaxando, mas continuamos enroscados um no outro, minha perna em volta da sua cintura, e o corpo dele descansando sobre o meu.

E quando torno a abrir olhos, contemplo a bola brilhante que desaparecia no horizonte.

– Olha. – sussurro para Edward.

Lentamente ele vira a cabeça, e olha para a direção em que eu apontava.

– O pôr-do-sol. – ele sorri.

Edward sai de dentro de mim e se deita ao meu lado, puxando-me para o seu peito.

E nós ficamos apenas assim, abraçados, olhando para o céu. Contemplando mais um dia que chegava ao fim.

Mas para nós era apenas o começo.

Um maravilhoso começo.

...

Notas finais
Eu espero que o capítulo não tenha sido cansativo rsrs Acho que agora, diante de todos os diálogos, algumas dúvidas de vocês foram esclarecidas. E se há algo que ainda não foi elucidado ao longo de Private Party, por favor, me lembrem, me avisem. Tenho que dizer, eu estava com tanta saudade dessa Bella e desse Edward! Eu realmente amo a relação desses dois, até os momentos que era só brigas rsrs E como falei nas notas iniciais, estou escrevendo uma outra fanfic que se chama No Regrets. Corram lá no meu perfil, ou apenas cliquem aqui no link: http://fanfiction.com.br/historia/474708/No_Regrets/ Espero que gostem do meu mais novo casal. Eu já os amo! Mas então, dúvidas, pensamentos que queiram compartilhar comigo? Só apertar o botão de review e me deixem saber. Mais uma vez MUITO OBRIGADA por todo carinho que vocês dedicam a essa fanfic, e principalmente por toda compreensão. Só por vocês continuo escrevendo, porque nem sei mais o que é tempo e inspiração... Nos vemos no próximo capítulo. Beijo, beijo. Patti.