Private Party

21 Dreams Come True


Notas iniciais
Cheguei, sociedade! Demoro mas nunca deixo na mão hehehehe E então, sentiram falta do Ed e da Bellinha safadinhos, tirando o atraso em todos os cantinhos? Aproveitem que nesse 21º capítulo tem mais! Mas gente, como assim PP foi tão longe? Pois é, graças a vocês! Leiam, espero que curtam, e deixem um comentário sobre seus pensamentos. Ah, Fanfics da Patti agora tem grupo no facebook. Seja membro e fique por dentro das novidades sobre a sua fanfic preferida:https://www.facebook.com/groups/232757946930873/ Até mais vê ;)

POV BELLA

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Quando saímos da vinícola, as nuvens já haviam ido embora e o céu cintilava prometendo uma noite deslumbrante e cheia de estrelas. Entramos no carro rindo, ambos ainda sentindo a adrenalina percorrendo nossos sistemas depois do sexo ao ar livre, debatendo um com o outro sobre um funcionário que nos viu saindo de mãos dadas do meio das vinhas, se ele havia desconfiado de alguma coisa.

Deixamos o carro na locadora de veículos, em seguida pegamos um táxi, chegando na casa de Edward dez minutos depois. Estava refletindo sugerir darmos um mergulho no mar em nossa última noite na casa, mas uma olhada na piscina e a considerei mais convidativa.

– Podemos ficar um pouco na piscina?

– Claro. Vou pegar uma cerveja e algo para comermos. – ele diz, dando-me um curto beijo nos lábios antes de entrar na casa.

Caminho até uma das espreguiçadeiras e coloco a minha bolsa sobre ela, tirando após isso minha saída de banho do corpo e ficando só de biquini. Estava prestes a saltar dentro da água quando ouço o meu celular vibrar. Pego o aparelho dentro da bolsa. É Alice.

Você pode dar uma pausa na maratona de sexo por dois minutos para dar uma opinião à sua amiga? – é a primeira coisa que diz quando atendo.

– Para sua informação – eu rio –, estava prestes a entrar na piscina até você atrapalhar o meu salto.

– Desde às quatro da tarde você tenta dar esse salto?

– Você ligou antes? – inquiro, sentando-me na espreguiçadeira em rattan marrom com estofo branco.

Sim, acho que umas quatro vezes. Mas você provavelmente estava muito ocupada compensando um longo período de abstinência. Tudo bem, eu entendo. – ela diz e eu podia ouvir o riso em sua voz.

– Não dessa vez. – rio, encostando minha cabeça no estofo e esticando as pernas. – Nós passamos o dia fora e o celular ficou o tempo todo na bolsa. Não vi suas ligações. Aconteceu alguma coisa?

Aconteceu que aquele vestido incrível da Vera Wang que pretendia usar hoje no jantar de 25 anos da empresa tem um rasgo enorme na parte de trás.

– Não brinca? Como isso aconteceu? – pergunto.

Eu não faço ideia. A única coisa que sei é que me sobraram poucas opções. Você sabe que não sou fã de longos e comprar algo agora de última hora vai bagunçar meu orçamento. Morar só pode ser bom, mas tem suas desvantagens, como não ter com quem dividir as contas. – ela bufa.

– Ok. Senti a indireta. – eu lhe digo. Alice tinha esperanças que eu decidisse dividir o apartamento com ela.

– Juro que não foi intencional. Mas as portas continuam abertas.

Nós rimos.

Mas voltando ao assunto, preciso da sua opinião. Qual devo vestir, o nude Tory Burch que usei naqueles dois casamentos que fui ano passado, ou aquele tubinho que compramos antes da formatura e ainda não usei?

– O Tory Burch. A não ser que você queira ficar toda sexy diante dos seus chefes. – eu rio.

Sabia que era o que você diria. Não sei por que por um momento pensei que você fosse dizer o tubinho. – Alice ri. – Você sabe que detesto usar a mesma roupa várias vezes. – ela diz.

– Não foram tantas vezes assim que você usou. Além do mais, ninguém do seu trabalho a viu nele.

Percebo o movimento através da minha visão periférica e ao virar a cabeça para o lado esquerdo, vejo Edward se aproximando, carregando duas cervejas e um prato com o que pareciam ser Hot Pockets. Noto que ele havia tirado a bermuda, ficando apenas com o calção preto que estava por baixo dela.

Tudo bem. – ela suspira. – O nude então.

Sorrio para Edward enquanto ele coloca o prato sobre uma das mesinhas que ficava entre as espreguiçadeiras, observando-o abrir as cervejas.

– O vestido é lindo. Não tem por que se preocupar. – digo a Alice.

É verdade. – ela concorda. – E vocês? Pensei que já estariam voltando pra Manhattan.

– É, voltaríamos hoje, mas achamos melhor deixar para amanhã cedo. Será mais tranquilo, sem trânsito. – digo, olhando para Edward, que me entrega uma das cervejas e senta-se na beira da espreguiçadeira que eu estava deitada. – Obrigada. – murmuro para ele, que sorri, dando um gole em sua cerveja.

Certo, não vou mais te atrapalhar. Já extrapolei os dois minutos e Jasper chegará a qualquer momento. Nos vemos amanhã? Almoço e dia de mulherzinha?

– Claro. No seu apartamento? – pergunto, olhando para Edward que começava a comer o Hot Pocket.

Isso, no meu. Espero que ainda esteja andando quando encontrá-la. – ela ri e foi impossível não rir do comentário.

– Combinado. Até amanhã.

Dou um gole em minha cerveja depois que encerramos a chamada.

– Alice? – Edward pergunta enquanto pega o outro Hot Pocket que havia ficado no prato, entregando-me.

– Sim. Ela queria minha opinião a respeito de um vestido. – assenti, endireitando-me na espreguiçadeira e me sento ereta, para não comer com o corpo inclinado.

– Vocês têm planos para amanhã? – ele pergunta, antes de dar mais uma mordida.

– Se você considerar como plano um almoço na esquina, o restante do dia na cama vendo filmes, pipoca e conversando bobagens, então, sim. – rio.

– Hum... – ele expressa, parecendo pensativo enquanto mastiga e olha para o chão. – Eu achei que... não sei, que vocês poderiam querer sair, ir para algum lugar. – ele dá um gole na cerveja, voltando a olhar para mim.

– Você quer dizer, irmos a algum lugar festejar o 4 de julho? – inquiro, em seguida começo a comer.

– Sim. – ele assente dando um esboço de sorriso, voltando a comer.

– Não. Na verdade, nem pensamos nisso. Vocês, hum, você e Jasper vão estar de plantão, então nós apenas combinamos passar o dia no apartamento de Alice.

– Sei. – ele diz. – E você também não pretende ir pra casa de Phil com sua mãe? – ele pergunta após um breve silêncio.

Há uma semana, minha mãe havia sugerido que eu a acompanhasse no jantar na casa do noivo, quando comentei enquanto jantávamos que Edward estaria de plantão no feriado. Mas recusei o convite, eles estariam entre amigos e eu me sentiria um peixe fora d'água. Além do mais, não estava querendo realmente sair para celebrar o dia da independência. Não sem Edward.

– Não. Disse a você semana passada. Não acho que me sentiria à vontade no círculo de amizade deles.

Ele concorda com a cabeça enquanto mastiga seu último pedaço, encarando novamente o chão com um semblante pensativo.

Minha testa se enruga quando percebo sua expressão indecifrável, sem falar todas essas perguntas sobre o dia de amanhã. Nós já tínhamos conversado sobre isso antes, eu lhe disse que não estava realmente a fim de fazer nada sem ele.

– Edward, o que há de errado? – pergunto com a voz baixa.

– Nada. – ele balança a cabeça negativamente e então me olha. – Não há nada de errado. Quero dizer, eu estava apenas pensando... – ele deixa escapar um suspiro – Eu só não queria que você tivesse que passar o dia inteiro dentro de um apartamento porque vou estar trabalhando, quando poderia estar aproveitando o feriado como todo mundo. Às vezes esqueço que você ainda é muito jovem e tem tanta coisa pra viver.

– Como o que? Ir a alguma festa no 4 de julho e ficar bêbada? É isso que você quer que eu faça? – pergunto, franzindo a sobrancelha.

– Não, não é isso. – ele ri. – Não estou sugerindo você ir à festas ou fazer coisas estúpidas.

– Então o que? – inquiro, colocando a metade do Hot Pocket que eu não havia comido e a cerveja sobre a mesa ao lado.

– O que quero dizer, é que não havia passado pela minha cabeça antes que você acaba deixando de fazer coisas quando eu não posso e isso apenas parece meio injusto. – esclarece.

– Edward, eu disse a você que não me importo com nada disso, 4 de julho tem todo ano. E não é como se eu quisesse sair por aí festejando. Você já pensou no que eu realmente quero? – indago, segurando a sua mão. – Eu não quero ir a nenhum lugar sem você.

Ele olha para a minha mão por quase meio minuto, acariciando-a em seguida.

– Eu sabia que a residência me sugaria com toda essa carga horária, mas agora que tenho você, eu apenas me pego pensando se seria mais fácil se eu tivesse escolhido outra profissão.

– Mas você ama ser médico. – eu o lembro, um pouco chocada com sua confissão.

– Sim, amo o que faço. Mas vamos admitir que quase não tenho vida. Passo mais tempo em um hospital que em meu apartamento, mais tempo em um plantão que fico com você e quase não vejo minha família. – ele lamenta. – Só me incomoda que isso acaba afetando você.

– Edward, isso aqui, o que estamos vivendo, eu não quero outra coisa, não quero nada diferente.

– Não te incomoda meus horários, minha falta de tempo? – pergunta, olhando-me fixo nos olhos. Mas antes que eu tenha oportunidade de responder, ele continua. – Porque ter um relacionamento com médico é complicado, com todos esses plantões, possíveis atrasos por causa de uma emergência, e o meu caso é ainda pior, por minha especialidade ser cirurgia cardíaca. Você está disposta a ver sua vida girar em torno da minha agenda? Ficar sozinha em casa, em pleno domingo, pleno feriado, e depois me ver sair do hospital exausto, cansado, caindo em um sono pesado após ficar acordado por mais de 30 horas?

Sinto um aperto em meu coração enquanto olhava para ele.

– Você... – paro no meio da pergunta, sem ter certeza se quero ouvir sua resposta. – está tentando me fazer desistir de namorar com você? – o final sai quase como um sussurro, por causa do nó se formando em minha garganta.

Edward arregala os olhos, parecendo estupefato.

– O que? Não! – ele ri, se aproximando de mim, e envolve a minha cintura com um dos braços. Meu corpo relaxa em alívio. – Claro que não. Me desculpe se te dei essa impressão. Eu só queria ter certeza que você sabia no que estava se metendo. Não quero que você deixe de viver por minha causa.

– Edward, quem disse que não estou vivendo? – eu seguro o seu rosto em minhas mãos. – Desde que te conheci, nunca me senti tão viva. O que me importa é estar com você. – eu o beijo levemente nos lábios. – Além do mais, cresci com uma enfermeira em casa. Confie em mim, eu sei no que estou me metendo. – sorrio contra seus lábios.

– Acho bom. – ele fala suavemente, com um sorriso doce e um brilho intenso nos olhos. – Porque sou egoísta demais e quero você, mesmo que ficar comigo signifique lidar com meus horários de merda. – ele planta em meus lábios um beijo rápido e delicado.

– Não se preocupe. Você não vai se livrar de mim, Dr. Cullen. – eu rio, envolvendo seu pescoço com meus braços.

– Estou contando com isso. – ele sussurra com uma voz rouca, em seguida me beija, encerrando o assunto.

Ouço o som de algo caindo no chão enquanto nos beijamos, e quando sinto a mão fria de Edward tocar a lateral do meu corpo, percebo que o barulho era a garrafa vazia de cerveja que ele havia jogado no chão. Ele empurra-me gentilmente com o corpo até ficarmos deitados na espreguiçadeira, o corpo dele meio inclinado sobre o meu, e em poucos minutos nossos corpos estão incendiados enquanto nos beijávamos de um modo abrasador e intimamente profundo. A maneira como a língua dele trabalhava no interior da minha boca, acariciando a minha sensualmente, ou de como os seus dentes mordiscavam os meus lábios, estava fazendo o meu corpo queimar de desejo por ele.

E após uma infinidade de tempo nos beijando, Edward afasta os lábios dos meus, traçando no segundo seguinte um caminho de beijos por meu queixo, pescoço, clavícula, até alcançar a curva entre os meus seios. Meus mamilos estavam completamente eriçados. Sua mão afasta a parte superior do meu biquini, e os meus seios saltam diante dos olhos dele. E quando ele me olha, testemunho a luxúria estampada em todo seu rosto. E pelo que eu podia sentir através do seu calção, seu corpo não estava nem um pouco diferente.

Edward deu atenção a cada um dos meus seios, beijando cada centímetro da minha pele, lambendo, girando sua língua e chupando os meus mamilos rijos, fazendo com que gemidos e grunhidos saíssem de meus lábios. Estava tão envolvida nas sensações que sua boca me proporcionava naquele momento que não percebi quando ele havia guiado uma das mãos entre nossos corpos, até sentir seus dedos puxarem a parte inferior do meu biquini para o lado, deslizando em seguida o dedo indicador e o médio por minha área íntima.

– E-e-e-edward. – seu nome escapa trêmulo dos meus lábios, fazendo-me pressionar os dedos em suas costas.

Edward ergue a cabeça e me beija novamente.

– Você gosta quando te toco assim? – ele pergunta contra meus lábios quando mergulha os dois dedos dentro de mim.

– Sim... – respondo, ofegante, quando ele começa a deslizar os dedos com movimentos de dentro para fora.

– Você quer que eu continue? – sua boca provoca cada centímetro dos meus lábios, descendo por meu pescoço, indo em direção à minha orelha. Sinto uma trepidação da cabeça aos pés quando ele planta beijos suaves abaixo da minha orelha, combinados com os movimentos dos seus longos dedos. Eu precisava senti-lo urgentemente dentro de mim.

– Sim, mas não com os dedos. – finalmente respondo, deixando meu anseio bastante claro.

Edward olha para mim e sorri, com as pupilas dilatadas de desejo.

– Com o que então? – ele pergunta, tirando os dedos dentro de mim e começa a desfazer o nó da lateral do meu biquini, deixando-me ainda mais excitada. – Hein, Bella? Como você quer que eu continue? – eu me arrepio com o tom da sua voz.

– Isto. – roço minha mão sobre sua ereção através do calção. – Quero isto dentro de mim.

Edward pareceu surpreso e um leve sorriso se formou em seus lábios.

– O meu pau? É isso que você quer? – ele pergunta e a dor latente o meio das minhas pernas apenas aumenta.

Conversa suja. Como senti falta disso.

Os seus dedos desfaziam agora o nó da outra lateral, e quando termina, ele puxa o biquini do meu corpo, deixando-me nua da cintura para baixo.

– Tão molhada. – a mão dele escorrega de volta ao meu calor úmido. – Eu te deixo assim, Bella? Molhada desse jeito? – o olhar dele se prendeu ao meu enquanto ele acariciava meu clítoris.

– Merda, Edward, sim. – ofeguei com dificuldade. – Você... você que me deixa molhada assim. – eu estava quase tendo um orgasmo só em ouvi-lo falar.

– Vou providenciar o que você quer. Mas antes – ele se afasta, em seguida desce a cabeça. –, abra suas pernas. – E antes que eu possa registrar o seu pedido, meu corpo treme em um deleite incontrolável quando sinto sua barba de três dias roçar a parte interna da minha coxa e sua língua lamber toda a extensão da minha genitália.

Fecho os olhos e enfio os dedos no cabelo de Edward enquanto sua língua e seus lábios faziam maravilhas em minha intimidade, arrancando-me murmúrios incompreensíveis. Meu corpo estava totalmente entregue àquelas carícias, ao giros da sua língua, as chupadas em meu clítoris inchado. Não demorou muito até minhas costas se arquearem e um gemido rasgasse minha garganta quando o orgasmo que parecia não ter fim me atingiu. Quando terminou, estava tão anestesiada que sequer conseguia abrir os olhos.

– Bella? – Edward chama meu nome após alguns segundos. Ou minutos. Não sabia dizer. Estava ocupada me recuperando do orgasmo incrível que ele me proporcionara.

– Hum?

– Você está bem? – mesmo sem o estar olhando podia sentir o sorriso dele a centímetros do meu rosto.

– Acho que você sabe a resposta. – digo, sorrindo, porque ele sabia muito bem o que havia acabado de fazer comigo.

– Sei é?

Abro os olhos, encontrando-o ali, com um sorriso presunçoso desenhado nos lábios e tão dolorosamente lindo, enquanto esfrega a palma da mão suavemente por mim coxa direita.

Sinto uma vontade enlouquecedora de recompensa-lo.

– Você é muito bom nisso. – sorrio, colocando minhas mãos sobre seu peito. – E você me deixou com vontade de fazer uma coisa. – acrescento enquanto observo meus dedos deslizando por sua pele, descendo por seu abdômen.

– É? O que? – ele sorri para mim, baixando os olhos para as minhas mãos, como que tentando adivinhar o que se passava em minha mente.

– Que tal se você ficasse de pé? – sussurro, lançando-lhe um olhar quase pecaminoso enquanto brinco com o seu calção.

– Algo me diz que vou gostar disso. – ele me fita com os olhos verdes brilhantes e divertidos, porém famintos, e faz o que peço.

– Aposto que sim. – digo com um sorriso atrevido e determinado nos lábios.

Ergo o meu corpo para ficar de joelhos sobre o estofo da espreguiçadeira, ainda sentindo os efeitos do recente orgasmo. Deslizo novamente minhas mãos suavemente pelo peito de Edward, até alcançar o seu calção, que observava ansioso enquanto eu baixava aquela peça de roupa até que ela atingisse o chão. Sua ereção saltou na direção do meu rosto, e não importava quantas vezes eu já o tivesse visto nu, excitado e rijo, nunca conseguia desviar os olhos de sua masculinidade.

Fecho a minha mão suavemente ao redor do pênis de Edward e o masturbo lentamente, tornando-o ainda mais duro sob meus dedos. Paro os movimentos para girar o polegar na ponta, espalhando o líquido por toda a glande, e olho para Edward, cujos olhos profundamente verdes estavam cravados em mim.

– Gosta do que estou fazendo? – inquiro em um tom sedutor, acariciando-o algumas vezes.

– Eu diria que você está no caminho. – ele diz, com um olhar penetrante.

Inclino a cabeça para baixo e chupo a sua glande. Edward se contorce quando faço isso, sem tirar os olhos do que estou fazendo.

– Ainda no caminho? – pergunto, girando a minha língua ao redor da cabeça do seu pênis.

– Eu diria que você está chegando lá. – replica.

Envolvo com a mão a base do seu membro e o coloco dentro da minha boca, sugando-o com força, empurrando-o em seguida mais fundo.

Edward ofega, mergulhando os dedos em meus cabelos, segurando-os enquanto minha cabeça subia e descia lentamente enquanto o bombeava com a boca. Puxo seu pênis para fora todo o caminho e passo a língua novamente por todo o seu eixo, repetidas vezes, lubrificando-o mais. Decido dar um pouco de atenção também aos testículos, algo que soube um tempo atrás que enlouquecia os homens, massageando-os com uma das mãos, enquanto a outra segurava firmemente a base do pênis, ao mesmo tempo em que minha língua fazia círculos em sua ponta grossa, sugando-o, chupando-o, até empurrá-lo todo de volta para o interior da minha boca.

– Puta que pariu... Bella... – Edward geme, correndo os dedos por meu couro cabeludo.

Eu o olho rapidamente através dos meus cílios, vendo a expressão de intenso prazer estampando seu rosto. Sou invadida por uma forte sensação de satisfação, ao vê-lo apreciando o que eu estava lhe dando. Isso me encorajou a colocá-lo mais profundamente em minha garganta, aumentando o ritmo com cuidado para não machucá-lo com meus dentes. O sons que Edward fazia e as vibrações do seu corpo impulsionavam-me a dar-lhe o melhor sexo oral da sua vida.

Conforme os impulsos do seu pênis foram ficando mais fortes e mais rápidos e a respiração de Edward tornava-se frenética, podia senti-lo crescer em minha boca, com a liberação iminente. Fecho os olhos, tentando me concentrar no que fazia e não em engasgar, e seguro-o mais firme, colocando mais pressão em meus lábios e o chupo mais profundo, sentindo-o batendo segundo após segundo em minha garganta. Sabia que não demoraria até que ele gozasse.

– Porra. Eu... estou tão perto. – ele disse, apertando os dedos em minha nuca. – Sim... isso.

Eu o tiro uma última vez e giro minha língua por sua cabeça intumescida e extensão antes de penetrá-lo em minha boca de volta, retornando ao ritmo enquanto ouvia os sons dos gemidos que ele reproduzia.

– Bella, eu vou gozar. – Edward avisa, jogando a cabeça para trás, segurando os meus ombros com força.

E algumas investidas depois, ele goza. Com força. Engulo tudo, até não ter mais nada.

Quando puxo o pênis de Edward agora amolecido para fora, sinto uma névoa de orgulho me invadir enquanto o observo se acalmar após o orgasmo. O seu prazer também era o meu prazer.

Ele abre os olhos após alguns segundos e sorri quando me olha.

– Eu sabia que seja lá o que fosse que você estava planejando, eu iria gostar. – ele expressa ainda com um sorriso lento e satisfeito nos lábios, e então se abaixa até seu rosto ficar na mesma altura que o meu. – Sua boca é incrível. – diz contra meus lábios, em seguida me beija. Sinto o meu próprio gosto nos lábios dele, misturado ao gosto dele em meus lábios.

Jogo os meus braços ao redor do seu pescoço e o puxo até seu corpo pairar sobre o meu enquanto nos deitava na espreguiçadeira. E ficamos apenas ali por um tempo, nos beijando preguiçosamente, explorando nossas línguas vagarosamente, até que os beijos de lentos e doces, tornaram-se sensuais e intensos. Quando nossos lábios se separam alguns centímetros, antes que eu pudesse recuperar o fôlego, Edward se levanta e me puxa pela mão.

– Vem, vamos entrar.

Ele recolhe nossas roupas que estavam pelo chão enquanto penduro a alça da minha bolsa sobre o meu ombro, em seguida seguimos de mãos dadas até o interior da casa sem nos preocuparmos com nossa nudez. Éramos os únicos ali. Além disso não havia ninguém por perto e as casas vizinhas ficavam a muitos metros de distância.

Quando atravessamos as portas deslizantes de vidro, Edward joga nossas peças de roupas sobre o sofá da sala e eu coloco a minha bolsa sobre a mesa de centro ao mesmo tempo. E no momento que ele vira-se de frente para mim com os olhos escuros de desejo, envolvendo os braços ao redor da minha cintura, volta a me beijar de onde havíamos parado.

– Vamos pro sofá. Eu preciso entrar em você. – Edward murmura em meio aos nossos beijos, deixando minha pele ainda mais quente em todos os lugares.

Ele nos arrasta até um dos sofás e se senta, colocando-me em seguida em seu colo. Em poucos minutos, meus joelhos estão em cada lado do seu corpo enquanto ele enterra o pênis profundamente dentro de mim.

Nós fizemos sexo mais duas vezes aquela noite. No tapete da sala e mais tarde no quarto, até nos sentirmos esgotados e saciados. Estávamos abraçados, quase dormindo, quando Edward lembrou de colocarmos nossos celulares para despertar bem cedo na manhã seguinte. Em seguida nos abraçamos novamente e finalmente nos entregamos à inconsciência.

....PP....

Beep. Beep. Beep.

Beep. Beep. Beep.

Abro os olhos quando sou despertada pelo som que dispara do alarme do meu celular, indicando ser cinco da manhã. No segundo seguinte é a vez do celular de Edward disparar, um pouco mais alto que o meu.

Beep. Beep. Beep.

– Oh Deus. – ele resmunga, com a voz grogue de sono.

– Hora de levantar. – bocejo, tirando seu braço da minha cintura.

Edward grunhe, movendo-se para o outro lado da cama e envolve os braços ao redor do travesseiro. Suspiro, em seguida me levanto. Não havia nada que pudéssemos fazer que não fosse nos arrumar e voltar para casa. Dentro de algumas horas Edward tinha um plantão para iniciar.

Ele pareceu despertar apenas quando o lembro da sua hora no hospital e que tínhamos uma longa estrada pela frente. Edward relutantemente se levanta da cama. Não o culpo, não descansamos muito. Ontem havíamos passado todo o dia fora, quando voltamos passamos a noite fazendo sexo e dormimos quando o relógio estava prestes a chegar a meia-noite. Ele me abraça por trás enquanto arrumo a cama, e quando me viro de frente para ele, nos beijamos, ainda nus e sem nos preocuparmos se estávamos com um hálito terrível.

Nós combinamos que ele tomaria banho enquanto eu organizava o quarto e nossas coisas, e quando foi a minha vez de tomar banho, Edward desceu para fazer uma vistoria por toda a casa e em seu exterior, recolhendo o lixo e as roupas que estavam na área de serviço, além de trancar portas e janelas. Quando Edward entra no quarto novamente e me encontra pronta para irmos embora, ele sorri e diz que vai levar nossas coisas para o carro.

Quando estou novamente sozinha, olho ao redor do quarto, rememorando cada momento que havíamos passado naquele cômodo. Em poucas horas voltaríamos para nossa rotina, para nossos trabalhos e para nossas camas separadas e o meu peito já se comprimia de saudade.

Tranco as portas francesas de vidro que davam para a varanda e fecho as cortinas, suspirando uma última vez antes de pegar a minha bolsa sobre a cama e saio do quarto.

Deixamos a casa de Edward quando o relógio já marcava seis da manhã. Enquanto ele dirigia pelas ruas vazias de East Hampton, comecei a pensar que apesar de me sentir um pouco triste por nosso fim de semana incrível ter chegado ao fim, estava feliz por todos os passos que avançamos depois desse tempo juntos. Voltava para casa com a certeza de que nosso relacionamento havia se fortalecido aqui.

Só havia me dado conta que caíra no sono quando Edward cutucou gentilmente o meu ombro, acordando-me quando chegamos em Manhattan. Eles propôs pararmos no Starbucks para tomarmos café da manhã, e em seguida ele me deixaria em casa antes de seguir para o hospital.

Não imaginava que seria tão difícil nos separar quando Edward parou o carro na frente do meu prédio. Nenhum queria realmente se despedir do outro. Nós tínhamos desenvolvido uma ligação tão forte nesses últimos dias, que nos afastar agora era o mesmo que arrancar uma parte do outro. Mas como Edward tinha compromisso com o trabalho, fomos obrigados a ir cada um para um lado.

Depois de trocarmos breves beijos no carro e mais alguns quando Edward me deixara na porta de entrada, entro no elevador com o coração apertado. Entro no apartamento vazio e suspiro quando deixo minhas coisas no chão do meu quarto, jogando-me em minha cama enquanto minha mente fazia uma retrospectiva dos momentos que Edward e eu passamos juntos naquela casa de praia.

Claro que meus pensamentos se voltavam principalmente para todo o sexo que tivemos, mas penso também sobre tudo que conversamos, nossas incertezas e desabafos. E relembro especialmente nossa última conversa, na noite anterior, sobre as intempéries de sua profissão. Fiquei feliz de termos conversado sobre o assunto, algo que nunca havia entrado em pauta antes. Tudo bem, admito que muitas vezes me chateia quando Edward tem plantão quando mais quero vê-lo, mas não é como se seus horários fosse algo que me incomodasse profundamente. Essa é a sua profissão, foi assim que o conheci e não mudaria nada.

A conversa serviu também para reforçarmos a necessidade de sermos honestos um com outro, não apenas sobre coisas ou pessoas relacionadas a nosso passado, mas sobre qualquer assunto. Me aquecia por dentro a consciência de que estávamos amadurecendo juntos, tanto individualmente quanto como um casal, aprendendo a dividir nossos problemas, angústias e pensamentos.

Depois de falar com minha mãe por telefone, sigo de táxi para o apartamento de Alice por volta das onze da manhã. Como tradicionalmente acontecia todo 4 de julho, a cidade respirava o feriado da independência, com muito barulho nas ruas, as pessoas enaltecendo seu patriotismo, famílias se confraternizando, desfiles, eventos esportivos, parques, bares e restaurantes lotados.

Como planejado, eu e Alice almoçamos no Jimmy's, que assim como a maioria dos estabelecimentos americanos no dia da independência, estava todo decorado e havia preparado drinks e pratos temáticos. Claro que Alice quis todos os detalhes do que fizemos na casa de praia. Deixei alguns pontos bastante íntimos de fora, obviamente, e compartilhei da sensação boa que estava sentindo.

– Isso está em todo seu semblante, Bella. Você parece radiante. – ela comenta.

Quando voltamos para o apartamento de Alice mais tarde, colocamos a segunda parte do nosso plano de feriado em ação. Assistimos algumas comédias românticas que apesar de já termos visto várias vezes nunca enjoávamos, enquanto conversávamos, comíamos pop-tarts, pipoca e bebíamos cerveja. Estávamos vendo um dos meus favoritos filmes, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, quando uma cena em que o Joel diz "Por favor, deixe-me guardar esta lembrança. Só esta...", me faz pensar em Edward. Não sei por qual motivo, mas naquele momento me perguntei como teria sido se ele não tivesse se apaixonado por mim ou confessado seus sentimentos. Talvez agora ele seria apenas uma lembrança do meu passado.

Balanço a cabeça, para expelir esses pensamentos sem nexo da minha mente, quando sinto uma súbita vontade de falar com Edward. Eu queria saber como ele estava, o que estava fazendo naquele momento, se mesmo trabalhando ele estava pensando em mim, assim como eu estava pensando nele. O dia nem acabara e eu já sentia a falta dele.

Pego o celular e envio uma mensagem de texto dizendo-lhe isso.

"Saudades... "

A resposta veio apenas um pouco mais tarde, quando já havia chegado em casa e estava sobre o sofá vendo TV, que anunciava a tradicional queima de fogos da Macy's no Rio Hudson dentro de alguns minutos.

"Eu pensei que aqueles dois dias que não nos vimos semana passada tinham sido um castigo. Nada se compara com o que sinto agora."

– Meu Deus, ele quer me fazer chorar ou algo assim? – murmuro com um sorriso bobo nos lábios na sala vazia enquanto lia e relia uma vez após outra sua mensagem, ao mesmo tempo em que fogos de artifício cortavam o céu de Manhattan.

"Diga que almoça comigo amanhã. Por favor."

Digito e envio para ele.

Mas no lugar de responder de volta, Edward me liga.

– Edward. – atendo quase sem fôlego.

Desculpe por ter demorado a responder. Nós tivemos uma cirurgia de urgência e só agora pouco saímos da sala. Só agora vi sua mensagem.

– Você não tem que se desculpar. – eu digo. – Está tudo bem?

Sim, só estou um pouco cansado e ainda tenho uma ronda para fazer agora. Mas precisava ouvir sua voz. – ele murmura a última parte com doçura.

– E eu a sua. – sorrio.

Você se divertiu com Alice?

– Sim. Nós tivemos um dia agradável. Ela está com Jasper agora.

Fico feliz que pelo menos um de nós tenha se divertido. – ele ri, enquanto os fogos continuam estourando. – Bella, eu queria ficar mais tempo com você na linha, mas realmente preciso ir. Você quer se encontrar comigo amanhã no seu horário de almoço?

– Adoraria. Se você puder, claro. – espero ansiosa sua resposta.

Te pego amanhã ao meio-dia, tudo bem?

Sorrio radiante, embora ele não possa ver.

– Combinado. Nos vemos amanhã.

Acordo animada na manhã seguinte, até chegar no trabalho e ver todo meu bom humor escoar pelo ralo. Liguei para Edward um pouco depois das onze, irritada e frustrada, cancelando nosso almoço, pois não havia nenhuma condições de dar uma pausa até que eu conseguisse recuperar os relatórios da reunião com o superintendente. O restante do dia foi exaustivo, não sei se porque havia passado todos esses dias de folga, ou se o dia estava sendo realmente uma vadia comigo. Eu sequer tive tempo de almoçar e ainda tive que extrapolar meu horário por causa do serviço que se acumulara, pois, para completar, Rebecca estava doente.

Edward estava de plantão essa noite e durante todo o dia só tive oportunidade de falar com ele por telefone quando o liguei mais cedo, quando cancelei nosso almoço. Ele me ligou no momento que havia me deitado na cama, quando combinamos jantar amanhã à noite, depois que eu saísse do trabalho. Dizer que estava ansiosa para vê-lo era um eufemismo. Eu ainda estava me recuperando da maneira surpreendente que foi o fim de semana.

Quando Edward me liga no horário combinado na noite seguinte, dizendo que estava me esperando na frente do meu trabalho para jantarmos, uma pitada de ansiedade me atinge em cheio. Eu ainda o faço esperar alguns minutos, apenas pelo tempo em que eu ajustava o meu vestido no corpo, tentando encontrar alguns pontos amassados, arrumava o cabelo e retocava a maquiagem.

E quando atravesso a porta giratória do térreo e encontro Edward todo lindo encostado no carro com as mãos nos bolsos da calça e pernas cruzadas, a emoção fluía pelos meus poros com o pensamento de que ele era todo meu. O sorriso em seu rosto quando nossos olhos colidem nunca pareceu tão brilhante quanto agora. E ele cresce a cada passo que executo até parar diante dele, encurtando a distância entre nós.

Quando ele coloca a mão direita em meu quadril e me puxa na direção dele, não consigo me conter. Seguro seu rosto e reivindico sua boca em um beijo, pressionando seu corpo contra o meu enquanto ele me abraçava forte. Eu havia sentido falta desse contato, dessa sensação física que só a presença de Edward me trazia, como se ele exercesse algum poder sobre mim, porém não apenas de maneira sexual, mas de uma forma que eu não conseguia explicar com palavras.

Depois de matarmos a saudade com beijos, Edward nos levou ao Carbone, um restaurante em Greenwich Village com a melhor cozinha italiana de Manhattan, onde tivemos uma noite formidável. Nós ficamos lá por quase três horas, conversamos, rimos, curtimos a música ambiente, expressamos nossos sentimentos com beijos, toques e carícias, provamos o prato do outro e tomamos vinho, lembrando da nossa travessura na vinícola.

Quando saímos do restaurante um pouco depois das dez da noite e entramos em seu carro, estava colocando o cinto quando Edward se vira para mim antes girar a chave e ligar o motor.

– Dorme hoje comigo? – eu o ouço perguntar de repente e a minha pulsação instantaneamente acelera.

– Dormir, hein? – eu brinco, porém no fundo sinto uma excitação crescente me envolvendo.

Um arrepio atravessa o meu corpo quando ergo a cabeça e o olho no rosto, encontrando sua expressão séria, deixando-me um pouco atordoada e incapaz de desviar os olhos.

– Bella, eu sempre quero você e não vou negar isso. Eu quero fazer sexo, mas eu realmente quero você em minha cama, para dormir com você. Me acostumei a dormir do seu lado.

Há tanto desejo em seus olhos e o som de sua voz é tão intenso que faz minhas pernas tremerem.

Eu o entendia, porque me sentia da mesma maneira. Mais de 48 horas depois e já sentia falta de dividir a cama com ele. De sentir os seus braços ao redor do meu corpo, sentir sua respiração na curva do meu pescoço, de acordar com sua ereção pressionada contra mim. Não havia nada que eu mais quisesse naquele momento que passar a noite com Edward.

Minutos mais tarde, quando passamos pela porta do seu apartamento sem nos preocuparmos em acender as luzes, não sobrou muito tempo para as preliminares. Nós estávamos tão desejosos e impacientes enquanto nos beijávamos, que começamos a tirar as roupas um do outro antes mesmo de entrarmos em seu quarto. Ele me deitou em sua cama, tirando a única peça de roupa que ainda cobria o meu corpo, e depois de jogar a minha calcinha em algum lugar do quarto, eu o ajudo a empurrar para baixo o seu jeans e a cueca boxer. Ele me penetra rapidamente e nós gememos quase em desespero com a necessidade de estarmos conectados fisicamente.

Essa noite não fomos lentos ou suaves. Nossos corpos precisavam disso, de estarmos intenso e devastadoramente unidos como um único. E assim que terminamos, ainda sem nos sentirmos completamente saciados do outro, após alguns minutos de descanso recomeçamos.

Quando enroscamos nossos braços e pernas, enquanto nos abraçávamos depois que nossos corpos finalmente se sentiram exaustos, me dou conta que já se passava das duas da manhã. Não fazia ideia que estávamos transando há tanto tempo.

– Eu deveria dormir. – digo, sorrindo, deitada com a cabeça sobre seu peito, sentindo seus batimentos cardíacos.

– Pena que você tenha que sair cedo. – ele murmura com a voz baixa e quente, de olhos fechados, enquanto acaricia suavemente as minhas costas nuas com seus dedos.

– É. Mas haverá outras noites e eu sempre posso ficar nos finais de semana. – eu o lembro.

– Sim. Sempre que pudermos. – ele diz, antes de puxar o meu rosto para ele e selar meus lábios com os dele.

....PP....

Eu me levantei da cama poucas horas depois, encontrando Edward dormindo tão pacificamente que não quis acordá-lo. Era muito cedo e eu ainda tinha algumas horas antes de ir para o trabalho. Claro, precisava passar em casa antes para trocar de roupa, mas tinha tempo suficiente para preparar para o meu namorado seu café da manhã e trazer na cama.

Prendo os fios do meu cabelo em um coque mal feito e reflito sobre colocar o vestido que eu estava usando ontem. Mas uma camisa cinza de Edward jogada sobre uma das cadeiras no canto do quarto pareceu-me convidativa, então decido vesti-la. Além de mais confortável para movimentar-me na cozinha, ela tinha o cheiro de Edward e isso era o suficiente para eu preferir usa-la. Eu não havia prestado atenção onde Edward havia jogado a minha calcinha antes de começarmos a transar, e como não queria correr o risco de acordá-lo enquanto procurava, saio do quarto silenciosamente apenas em sua camisa.

Não tinha tempo para fazer nada muito elaborado, então me limitei ao básico. Fiz café, peguei na geladeira uma caixa de suco de laranja e organizei numa bandeja de madeira que encontrei no armário as torradas e geleia. Estava de frente para o fogão, cozinhando ovos com bacon quando sinto uma presença atrás de mim. Quando me viro, me deparo com Edward parado na entrada da cozinha, usando apenas uma cueca boxer preta.

– Ei, você. – sorrio para ele, voltando minha atenção para o que estava cozinhando. Eu iria rapidamente me distrair se continuasse olhando para ele. – Você não devia estar acordado, sabia? – eu digo, mexendo o conteúdo da frigideira. – Eu estava preparando uma bandeja de café da manhã e pretendia levar na sua cama, mas você meio que estragou a surpresa. – continuo dizendo, em seguida desligo o fogo e levo a frigideira até a mesa.

Olho novamente para Edward quando percebo que ele não havia dito nada.

Ele tinha uma expressão estranha no rosto e seu corpo parecia imóvel enquanto olhava para mim.

– Edward? – minha testa se enruga. – Você está bem?

Edward balança a cabeça e enfia os dedos no cabelo acobreado, saindo do transe, parecendo um pouco abalado com alguma coisa.

– Está tudo bem, me desculpe. Eu só... não sei. Eu acho que tive uma espécie de déjà vu.

– Déjà vu? – eu rio.

– Sim. Você na minha cozinha, usando essa minha camisa e fazendo exatamente isso, tive a impressão de já ter visto isso antes. – ele sorri ainda parecendo um pouco perturbado.

Caminho até ele e envolvo o seu pescoço com meus braços, sentindo as mãos de Edward em meus quadris.

– Talvez você apenas tenha desejado isso. – sussurro, ficando nas pontas dos pés para plantar um beijo em seus lábios.

– É, talvez. Ou foi apenas... um sonho. – ele me lança um sorriso torto, voltando ao normal.

Edward envolve os braços ao redor da minha cintura e ergue o meu corpo do chão, beijando-me de volta.

Eu rio, dando-lhe o meu melhor beijo de bom dia. E quando meus pés tocam novamente o piso, sinto as mãos de Edward por debaixo da sua camisa que eu vestia, deslizando por meu traseiro nu.

– Sabe, Bella – Edward começa. –, nesse sonho, se é que foi realmente um sonho, você também não usava uma calcinha.

– Sério? – eu rio, sentindo um calor tomando conta do meu corpo por causa do seu olhar predatório e de suas mãos me acariciando. – E o que aconteceu depois? Nesse seu sonho?

– Depois... bem, acho que vou precisa mostrar. – ele exprime com um sorriso malicioso, nos conduzindo lentamente até a mesa.

– Algo me diz que vou gostar disso. – repito suas palavas de outro dia quando ele me coloca sentada sobre ela.

– Eu aposto que sim. – ele então diz o mesmo que eu havia dito naquela ocasião, possuindo minha boca com a dele.

Eu estava adorando esse sonho.

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Notas finais
Será que alguém aqui sabe por que Edward ficou desse jeito petrificado? Quem souber grita aqui hahahahaha Respondendo alguns reviews perguntando quantos capítulos ainda teremos em PP, ainda não decidi. Talvez mais 2 e um epílogo. Só sei que termino ainda esse ano rsrsrs Preciso voltar com TSA, concluir lá também, e depois me focar em outras ideias que estão pedindo para sair. Mais uma vez espero que vocês tenham gostado desse capítulo, e não esqueçam de dar um pulinho na minha fic No Regrets. Beijo, Beijo, Patti xx
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.