Private Party

18 Wedding, Love & Other Stuff


Notas iniciais
Oi? Alguém? Sim, eu sei, faz um tempão desde que atualizei pela última vez e isso foi imperdoável. Podem me xingar à vontade. Só posso culpar a minha vida entre outras coisas =/ Obrigada por todo apoio e comentários ao longo desses meses! Nem vou demorar falando porque a espera foi longa e a minha cama me aguarda neste momento depois de 3 noites seguidas indo dormir de madrugada por estar terminando esse capítulo, me restando dores no pescoço e na coluna. Não gostei muito dele, mas foi o melhor que pude fazer. Espero que pelo menos vocês gostem rsrs

POV BELLA

Essa foi a primeira vez que eu realmente acompanhei de perto os preparativos de uma cerimônia de casamento, e devo dizer, casar não é tão simples quanto parece. Mas é praticamente impossível não ser dominado pelo encantamento de um dia como hoje. Ainda mais quando se é madrinha do casamento em questão.

Tivemos uma manhã agradável com direito a banho de sais e massagem corporal. Após um almoço leve, descansamos, em seguida posamos para uma sessão de fotos com a noiva e agora estávamos aqui, na suíte nupcial super chique do Sunset Hotel há pelos menos duas horas, colocando com cuidado os nossos vestidos, já devidamente maquiadas e com nossos cabelos arrumados.

Eu nunca tinha visto tanta gente reunida em um único quarto.

– Filha, pare de olhar para sua barriga! Você está ótima! – repreendeu Katherine Hale, mãe de Rosalie, vendo-a se olhar no espelho pelo que parecia ser a centésima vez apenas àquela tarde. A em breve senhora McCarty estava no closet, apenas de lingerie, examinando o corpo inteiro com o cenho franzido.

– Lena, tem certeza que o vestido não vai ficar marcando? – perguntou preocupada a loira à uma das assistentes da Suzanne Neville, designer do seu vestido de noiva.

– Lá vamos nós mais uma vez. – resmungou Alice baixinho, rolando os olhos.

Eu apenas ri, enquanto ajustava em meu corpo o vestido.

Como desejava a noiva, nós madrinhas usávamos vestidos de mesmo modelo e cor. No dia da escolha, estávamos bastante indecisas quanto ao comprimento do vestido, até decidirmos pelo modelo longo, sem alças e de tom nude, que combinava com o clima romântico da decoração. Meu penteado era simples comparado aos das demais madrinhas, que tinham feito algo mais elaborado, mas eu tinha adorado como estava. O cabeleireiro que havia cuidado dos meus fios havia feito um penteado meio preso e com volume, com ondulações nas pontas e caindo por meu ombro esquerdo.

Uma por uma fomos aos poucos ficando prontas, em meio a dezenas de pessoas andando de um lado a outro, entre maquiadores, cabeleireiros, fotógrafos, cerimonial, que falavam sem parar uns com os outros, alguns dando comandos, outros obedecendo, até a atenção de todos se voltar para a mulher de branco que enfim deixava o closet, a atração principal e mais esperada de um casamento: a noiva.

O zíper do seu vestido foi deslizado para cima, e então no segundo seguinte ela estava finalmente pronta. Literalmente pronta para casar.

Acho que eu nunca vi Rosalie tão deslumbrante antes. Talvez seja coisa de noiva, mas ela resplandecia, como se pudesse realmente brilhar.

Linda era uma palavra insuficiente para classificá-la.

Rose sorria amplamente enquanto contemplava a si mesma através do espelho, dando várias voltas sob os nossos olhares e sob as lentes do fotógrafo Julian Grant, que desde as primeiras horas da manhã registrava todos os passos da loira.

Era praticamente impossível não sorrir junto com a noiva. O tomara que caia não ficara marcando sua gravidez como ela temia, e o seu cabelo estava preso em um coque alto, valorizando o rosto e a maquiagem, finalizado com flores naturais. O véu curto foi o próximo item a ser colocado.

Como regem as tradições americanas, Rosalie usava uma coisa nova, uma coisa antiga, uma emprestada e uma coisa azul. O novo era o seu vestido, obviamente; a coisa antiga eram os brincos de safira branca que pertenceram a sua avó e depois sua mãe, e agora era sua vez de usar; uma liga de renda dada por Meg, esposa do Barton, serviu como a coisa azul; e uma discreta pulseira no pulso, quase imperceptível, serviu como a peça emprestada, usada pela prima de Rosalie grávida de sete meses em seu próprio casamento.

– O Buquê? Onde está o meu buquê? – pediu Rose freneticamente.

– Aqui! – estendeu sua mãe o buquê feito com flores diversas, entre rosas, malvas, tulipas e hortênsias.

– Acho que agora está tudo ok. – comentou Carmen, olhando emocionada para a mulher que ela considerava como uma filha.

– Mãe, vá buscar o papai!

– Certo, certo. Vamos Carmen.

– Ok pessoal. Vamos nos posicionar? – instruiu Leslie, da equipe do cerimonial.

Enfim havia chegado a hora.

Uma sensação forte de ansiedade crescia dentro de mim à medida que caminhávamos em direção à área do jardim externo que havia sido reservada para a realização do casamento. Eu podia não ser a noiva, mas ser integrante do cortejo de cerimônia e não simplesmente um convidado aleatório tornava o momento especial para mim também, ainda mais sendo amiga dos noivos.

E claro, boa parte dessa sensação tinha a ver com a única pessoa que eu estava desesperadamente ansiando ver.

Pensar que ele esteve tão pertinho de mim praticamente o dia inteiro...

Edward chegara ao hotel um pouco depois das onze da manhã, onde se juntou a Emmett, Jasper – que chegara bem mais cedo – e aos outros rapazes. Passaram o restinho da manhã batendo papo e jogando sinuca, almoçaram apenas meia hora depois que terminamos, e tinham se reunido para vestirem-se para o grande momento em algum lugar do Sunset.

Bom, não é que Edward e eu não nos vimos hoje. Na verdade nós nos encontramos mais cedo, quando eu e as garotas estávamos nos dirigindo para o salão privado do hotel para almoçarmos. Recostados sobre a parede, trocamos alguns beijos, carinhos e sorrisos, contudo, eu tinha absoluta certeza que nosso encontro não durara mais de cinco minutos até sermos interrompidos por Leslie e Rosalie. A primeira pediu-me com toda a gentileza do mundo para não demorar-me para o almoço, devido a um cronograma de compromissos que antecediam o casório cujo atraso comprometeria toda uma organização, e Rosalie, por sua vez, começou a encher Edward de perguntas sobre Emmett, mais especificamente sobre o que eles estavam fazendo o dia todo, e o intimou a enviar-lhe um recado naquele mesmo instante. Não tivemos oportunidade de nos falar ou nos vermos depois disso, para a minha frustração. Eu estava ansiando o momento em que finalmente poderíamos desfrutar um tempo juntos, já que a noite passada, no jantar de ensaio, não foi suficiente para matarmos a saudade um do outro após uma semana em que nos vimos tão pouco.

– Certo, pessoal. Vamos parar aqui e dentro de alguns instantes nos posicionaremos para dar início ao cortejo em direção ao altar. – murmurou Leslie.

Nós ainda não estávamos na área externa, mas através das janelas podíamos ver de longe os convidados lá fora, que estavam se acomodando em seus lugares. Infelizmente não conseguíamos visualizar as pessoas no altar, pois além de estar bem distante, os arranjos suspensos que faziam parte da decoração do local armado com madeira trabalhada, arcos de flores e voais brancos, além de alguns dos convidados que ainda estavam de pé conversando entre si, nos impediam de ver de onde estávamos.

Enquanto esperávamos, o fotógrafo aproveitou o momento para tirar fotos da noiva em diversos closes, em seguida com seu pai e por último pediu para que nós madrinhas e as daminhas nos juntássemos a ela para fazer mais alguns cliques.

Foram exatos vinte minutos mais tarde quando uma música suave começou a tocar, fazendo Rosalie ofegar. Na verdade, todas nós. E então Leslie nos dera o sinal para seguirmos em nossas posições para a área externa.

Quando meus pés sentiram a grama do jardim do hotel através das sandálias de salto baixo que eu usava, senti a brisa acariciar a minha pele. O tempo estava fresco, super agradável para a ocasião. A equipe de decoração tinha realmente feito um excelente trabalho aqui. Tinha tudo a ver com casamento ao ar livre, predominando os tons branco, rosa claro, salmão e amarelo, muitas flores e muito verde. A imensidão de mar azul por trás do altar e o sol de final de tarde completavam o cenário.

Paramos no início do trajeto que nos levaria ao altar, um tapete branco repleto de folhas, que dividia as fileiras de cadeiras de ferro brancas para cada lado do tapete. E na outra extremidade estava Emmett, de pé com as mãos para trás em um terno cinza claro com uma flor na lapela, esbanjando um sorriso largo enquanto aguardava o momento em que a mão de Rosalie lhe seria entregue.

Segurei firme o buquê de rosas e frésias enquanto Heidi dava início à entrada como a primeira do cortejo. A próxima foi Chelsea, seguida lentamente pelas outras. Dois fotógrafos e mais um cinegrafista registravam a caminhada e posicionamento no altar. E depois do que pareceu uma eternidade, minutos mais tarde não havia mais ninguém na minha frente. Chegara a minha vez. A última madrinha a passar pelo tapete.

E foi naquele momento que finalmente o vi.

Quando os nossos olhos se cruzam, sinto meu fôlego ir embora pela segunda vez em menos de vinte e quatro horas. Tudo a minha volta parece desaparecer por um momento enquanto olho para o homem incrivelmente lindo que está me fitando com seus quentes e brilhantes olhos verdes, um sorriso exultante brincando em seus lábios. Seu rosto encheu completamente a minha visão e eu não consigo mais desviar o olhar.

Sem tirar os meus olhos dele, lentamente dou o primeiro passo. Um sorriso involuntário se forma em meu rosto enquanto caminho, a distância entre nós encurtando a cada passo que executo. Edward está entre os padrinhos, numa fila ao lado do noivo, do lado direito do altar. Eles possuem o mesmo traje, cinza como o de Emmett, porém em um tom mais claro que o noivo. Nos pés, todos eles usavam sapatos iguais, e a gravata e a flor na lapela combinavam com o tom dos nossos vestidos de madrinha. Eu estava esperando que Edward tivesse feito algo com o seu cabelo, mas para meu alívio ele o deixou exatamente como eu gostava, naturalmente bagunçado.

Apenas por breves segundos desvio meus olhos dos dele, me direcionando para os lados, sorrindo para todos, especialmente para alguns rostos conhecidos entre os convidados. Quando olho para a minha direita vejo Sean, primo de Rosalie, que sorri para mim e pisca um olho. Lanço um sorriso quase sem graça para ele, lembrando-me de quando ele encontrou-me no hotel no meu caminho para o quarto depois que Edward saiu. Rapidamente viro o rosto para frente, para Edward, para seus olhos intensos queimando os meus. E mais uma vez estou perdida por um momento, olhando para nenhum lugar que não fosse ele. Estou tão embevecida com sua presença que naquele instante parecia que não estávamos em um casamento, que não havia tantas pessoas ao nosso redor, que os estalos dos cliques da câmera do fotógrafo próximo ao meu rosto eram inexistentes, assim como a música que tocava ao fundo.

Sou trazida de volta quando alcanço o altar e o próximo passo é me posicionar do lado oposto ao de Edward, onde já estavam as outras madrinhas. Não sem antes lançar um sorriso para Emmett, que pisca um olho para mim em um extremo estado de alegria quando passo por ele.

Paro ao lado de Alice e sorrimos para a outra, antes dos meus olhos voltarem-se para o meu namorado novamente, encontrando seus orbes verde-esmeralda sobre mim também. Era tão fácil me perder neles. Ele continua me olhando e eu me pergunto se ele gosta do que vê, se ele acha que estou bonita em meu vestido de madrinha.

Minha pergunta silenciosa foi respondida no segundo seguinte, quando a boca de Edward se abriu e seus lábios sibilaram a palavra “Linda” para mim.

Não havia como controlar o que senti. Algo forte vibrando dentro de mim, uma emoção em meu peito, como se o meu coração fosse explodir. Meu sorriso se ampliou enquanto o fitava, sentindo-me tão feliz como nunca achei que fosse possível.

Nosso momento foi interrompido por Paul, que murmurou algo próximo ao ouvido de Edward antes de começar a rir. Edward o cotovelou no peito de leve, como de brincadeira, provavelmente por causa do que o amigo havia lhe dito, fazendo-me rir.

O cortejo chegava ao fim com a entrada das daminhas, duas adoráveis primas de segundo grau de Rosalie, uma com quatro e a outra com cinco anos de idade, que caminhavam uma atrás da outra enquanto seguravam uma cestinha cheia de pétalas de rosas e as jogavam pelo tapete branco, antes da aguardada entrada da noiva. Por um momento lembrei-me da irmãzinha ou irmãozinho que eu teria dali a alguns meses, fruto do casamento do meu pai, Charlie, com Sue.

Todos ficam de pé e então os primeiros acordes de There’s no feeling like this do Roy Todd começa a tocar.

E lá no fundo está Rosalie, acompanhada de seu pai, que segurava a mão dela que não carregava o buquê. Rose estava tão linda que era impossível tirar os olhos dela.

Desviei meu olhar na direção de Emmett para ver sua reação ao vê-la. Ele parecia hipnotizado enquanto a fitava caminhar a passos lentos rumo ao altar, seus olhos brilhavam com adoração, encantamento... irradiavam amor.

Ele sorria. Um sorriso apaixonado e verdadeiro.

Inevitavelmente minha mente vagou para bem longe, em um tempo futuro, onde no lugar de Rosalie seria eu ali, em meu vestido de noiva, sendo conduzida por meu pai em direção ao altar, onde Edward estaria me esperando em seu smoking, estampando no rosto o mesmo sorriso e o mesmo olhar de veneração que Emmett agora expressava.

Como uma força magnética que me puxava sempre para ele, meus olhos procuraram por Edward, que talvez sentindo que meus olhos estavam nele, no mesmo instante virou sua cabeça na minha direção. Ele sorriu para mim mais uma vez, sorriso este que foi retribuído de volta por mim.

Voltei minha atenção para Rosalie novamente, cuja mão era entregue a Emmett por seu pai, balançando a minha cabeça e empurrando para o lado esses pensamentos sobre Edward e eu nos casando. Era cedo demais para pensar nisso.

Por ora, me preocuparia apenas em viver o momento.

xXxxPPxxXx



– O que Deus uniu, o homem não separa. E assim, pelo poder investido em mim pelo Estado de Nova York e por Deus todo poderoso, de acordo com a vontade de ambos, perante a mim e a todos as testemunhas, eu vos declaro marido e mulher.

Rosalie e Emmett são incapazes de tirarem os olhos um do outro, ou o sorriso da face enquanto seguram as mãos agora com as alianças. Rose não consegue segurar as lágrimas.

– Emmett, agora você pode beijar a noiva. – sorriu o reverendo, sua voz competindo com o barulho do mar.

Li em algum lugar que casamentos tendem a deixar as pessoas mais emotivas, mais sensíveis. Definitivamente não posso discordar. Enxugo uma lágrima que escapa de um dos meus olhos enquanto assisto a troca do primeiro beijo dos meus amigos como marido e mulher. Como Sr. E Sra. McCarty.

A cerimônia foi linda e praticamente todas as mulheres se debulharam em lágrimas. Mesmo alguns homens não esconderam a emoção, especialmente o pai da noiva, sentado à primeira fileira, flagrado várias vezes limpando a área dos olhos com um lenço.

Agora casados, Emmett e Rosalie caminham de mãos dadas pelo tapete, seguidos por nós, madrinhas e padrinhos, enquanto são aplaudidos pelos convidados e recebem no fim do trajeto uma chuva de arroz.

E então todos nos dirigimos para o enorme terraço com a melhor vista para o mar, onde ocorreria a festa.

Era chegada a hora de comemorar.

Bem, não sem antes me juntar ao meu namorado e fazer o que queria fazer há muito tempo, claro.

– Oi. – ele murmura quando nossos lábios se distanciam apenas poucos centímetros, sua respiração aquecida soprando em minha boca. Mesmo sem olhar eu sei que ele está sorrindo.

– Oi. – abro os olhos tentando respirar após o beijo, amando as suas mãos quentes em minhas costas, segurando-me firmemente.

Voltamos a nos beijar. Estou nas pontas dos pés, meus braços envoltos ao seu pescoço enquanto ainda seguro o buquê. Edward aprofunda o beijo, sua língua pedindo passagem para o interior de minha boca, cuja entrada foi concedida avidamente por mim. O calor da sua língua brincando com a minha, ora duelando, ora sugando, fez-me gemer em silêncio enquanto nossos lábios se moviam com uma contenção cada vez menos moderada.

Mas não tivemos tempo para nos preocuparmos em estarmos dando uma exibição. Logo fomos interrompidos pelo cerimonial e solicitados a nos juntarmos aos outros para uma sessão de fotos no jardim, que se estendeu pelos próximos quarenta minutos.

Não que tivesse sido ruim. Porém, após um tempo, tornou-se um pouco cansativo. Não aguentava mais ouvir as vozes dos fotógrafos dando instruções. “Mais para esquerda”. “Sim, mantenham a postura”. “Você aí, abaixa um pouco a mão”. “Mais para frente, isso”. Mas ficou realmente chato quando os padrinhos foram dispensados, ficando apenas a noiva e as madrinhas, e eu tinha perdido totalmente Edward de vista.

Suspirei de alívio quando a sessão terminou. Bem, terminou para nós, porque para Rosalie e Emmett ainda não. Entreguei meu buquê para alguém do cerimonial e rapidamente me dirigi ao salão de recepção, onde os convidados já se esbaldavam com o coquetel que estava sendo servido.

Fui até a mesa destinada a nós – a principal e maior de todas, reservada aos noivos, seus pais, e a nós madrinhas e padrinhos –, mas Edward não estava lá. Andando por entre o aglomerado de pessoas, localizo Paul conversando com três adolescentes e me aproximo.

– Hey, Paul. Você viu Edward? – pergunto quando ele se vira para mim.

– Edward Cullen?

Reviro os olhos.

– Não. Edward mãos de tesoura.

Ele riu.

– Há quase uma hora, com Jasper. Eles estavam na companhia de duas belas morenas.

– Eu não estou de brincadeira. – eu rio, dando um soco de leve em seu ombro. Paul era tão baixinho comparado a Edward.

– Eu também não. Ei, você tem força! – ele diz, passando a mão no local que eu o acertei, dramaticamente fazendo uma cara de dor. – Olha, Edward estava com uma dessas morenas que falei, enfiando a língua dentro da boca dela. E olha só, não é que ela se parece com você?

– Idiota. – eu não consigo parar de rir, balançando a cabeça.

– Ok, falando sério agora. – riu. – Ele estava conversando com Jasper e o pai de Emmett há poucos minutos, depois não os vi mais.

– Hum...

– Não acho que ele tenha se perdido, Bella. Relaxe. – ele brinca, apontando para mim o copo de bebida que segurava. – Whisky?

– Não, obrigada. Eu vou procurar por Edward. – digo e saio rindo, deixando-o novamente com as garotas.

Encontro algumas pessoas conhecidas enquanto caminho, que me param algumas vezes para falar algo ou apenas para me cumprimentar adequadamente. Enquanto converso com Olivia, ex-funcionária da Fortune, e sua namorada – sim, ela é lésbica –, um garçom segurando uma bandeja com canapés se aproxima e nos oferece. Aproveito a deixa e peço licença ao casal, continuando a minha busca por Edward.

– Aí está você. Te procurei depois das fotos e você tinha sumido. – diz Alice, surgindo na minha frente de repente.

– Estou procurando por Edward. Você o viu? – perguntei.

– Ele estava com Jasper.

– Estava?

– Sim, até minutos atrás. Ele perguntou por você e quando eu disse que você tinha vindo para cá ele saiu para te procurar.

– Nos desencontramos então. – concluí, voltando a varrer meus olhos pelo salão.

– Vamos para nossa mesa. Rose e Emmett já vão entrar. – diz Alice.

– Vamos. Talvez Edward já esteja lá.

Os convidados que estavam de pé começam a se sentar em seus lugares. E é somente quando eu e Alice estamos nos aproximando da nossa mesa, localizada no final do salão, que vejo Edward, perto do pequeno palco montado.

Ele está conversando com uma mulher loira, segurando um copo de bebida em uma das mãos enquanto a outra repousa dentro do bolso direito de sua calça. Ela não para de sorrir para ele, daquele tipo de sorriso que mostram todos os dentes da boca, cujos lábios continham um forte tom de batom vermelho, e o vestido dela é tão justo que seus seios estão gritando por espaço, sem falar que o modelo era tão brega quanto os vestidos que a Christina Aguilera costuma usar. Eu até poderia não estar me importando de vê-lo conversando com ela, caso a mulher em questão não estivesse tocando-o no braço praticamente a todo momento. Estreito os olhos e lentamente sento em meu assento, sem tirar os olhos deles.

Observo Edward começar a se afastar, mas ela o interpela, tocando-o novamente no braço, ainda rindo e falando sabe-se lá o que. Edward lhe diz algo e volta a se afastar novamente, apontando na direção da nossa mesa. Não acho que ele já me viu.

Naquele mesmo instante, um garçom aparentando não ser muito mais velho que eu passava pela nossa mesa equilibrando uma bandeja com taças decoradas de coquetel com algum tipo de vodka. Alice pega uma taça para ela, e eu a sigo, pegando uma para mim também.

– Quem é com o Edward? – ouço Alice sussurrar ao meu lado.

– Não faço ideia. – respondo com azedume, dando um gole no coquetel. Isso é forte!

– Hey, você não está com ciúmes dele com aquela perua, está? – ela ri.

– Não estou com ciúmes. – olho para Alice. – Mas você a viu? Ela não parava de tocar nele. – eu lhe digo baixinho.

– Não vê que ela aparenta ter a idade de ser a mãe dele? Além do mais, eu a vi fazendo a mesma coisa com um primo de Emmett. Deve fazer isso com todos os rapazes vinte anos mais novos que ela.

Fecho a cara, virando quase todo o conteúdo da minha taça garganta abaixo. A bebida descendo queimando tudo por dentro, mas ignoro o ardor.

Senti Edward se aproximando, e no instante seguinte puxando a cadeira ao meu lado.

– Hey. Estava procurando por você. – ele diz docemente quando se senta, beijando o meu ombro direito em seguida.

Foi preciso ouvir apenas a sua voz de seda para minha irritação começar a se dissipar. Não direcionada a ele, mas à cosplay de Christina Aguilera da terceira idade.

– Estava procurando por você também. – digo, inclinando minha cabeça na direção dele para tocar seus lábios com os meus.

Beijamos-nos brevemente e trocamos sorrisos quando olhamos para o outro, voltando a nos beijar novamente. Mas o segundo beijo dura apenas alguns segundos, pois naquele momento a entrada dos noivos é anunciada pelo vocalista da banda. Com o sol se pondo atrás de nós, surge Emmett e Rosalie de mãos dadas e sorridentes, sob o som das rolhas de champanhe sendo estouradas e aplausos calorosos dos convidados.

Após um longo tempo sendo cumprimentados por todos, os noivos finalmente puderam se juntar a nós na grande mesa, acomodando-se em seus lugares para o momento dos brindes e em seguida o jantar.

Já fazia bastante tempo que não tinha uma crise de risos daquelas que te fazem chorar e ficar com dor na barriga de tanto rir, mas Paul se encarregou de provocar essa reação em todos os convidados ao falar sobre Emmett durante o brinde, inclusive nos próprios noivos. Desde que Edward e eu ficamos juntos, não tive muito contato com os seus outros amigos além de Jasper e Emmett, mas o pouco tempo que estive na presença deles durante os ensaios, deu para perceber que Paul era o mais engraçado do grupo, assim como o galanteador. Mas esse último já havia notado quando o conheci meses atrás, naquele clube latino.

Após o jantar veio a sobremesa, em seguida os noivos aproveitaram para partirem o bolo de quatro andares, com direito a um sujar a cara do outro. Foi tão divertido, e todos queriam tirar foto da cena. Rindo, Emmett limpara o rosto com um lenço e Rosalie teve que se ausentar por uns instantes para limpar o rosto e retocar a maquiagem.

Enquanto isso a festa se desenrolava. Edward, que já tirara o paletó, mal tocara na comida, alegando estar sem fome, mas o copo de whisky não saía de sua mão. Era esvaziando um e este rapidamente era substituído. Eu até tomara algumas taças de champanhe, mas agora voltava para o coquetel.

As lamparinas com velas e as lanternas de papel deram um efeito maravilhoso quando a noite chegara. Era chegado também o momento da primeira dança do casal como marido e mulher. Com o braço esquerdo de Edward envolto aos meus ombros e a minha mão direita repousando em sua coxa, assistimos nossos amigos se balançarem na pista de dança ao som de The Luckiest, do Ben Folds.

Ao fim da canção, mais danças se seguiram. Embalados por How Sweet It Is de James Taylor, Emmett dançou com a mãe, Rosalie com o pai, e na música seguinte, Rosalie com o sogro e Emmett com a sogra. Momentos mais tarde, a pista estava completamente lotada. Eu, Edward, Alice, Jasper, e todos os nossos amigos estávamos lá, nos divertindo ao som das baladinhas agitadas da atualidade e de décadas passadas, ao redor dos recém-casados, que dançavam no centro do círculo que criamos.

Quando os primeiros acordes de When A Man Loves A Woman, do Michael Bolton começou a tocar, Edward e eu nos viramos para o outro.

– Você quer dançar? – perguntamos ao outro ao mesmo tempo.

Nós rimos, e ele me puxa para si, unindo nossas mãos e enlaçando a minha cintura com o outro braço livre quando então começamos a nos mover.

Em silêncio, nós nos balançávamos em perfeita sincronia, apenas sentindo um ao outro, compartilhando olhares e pequenos sorrisos vez em quando. Enquanto dançávamos, por um instante olhei diretamente para o seu rosto e pensei no quão bem me sentia naquele momento, tão relaxada e feliz, estando em seus braços, sentindo seu cheiro, o calor do seu corpo junto ao meu, fazendo com que uma sensação abrasadora invadisse o meu peito. Sentia-me tão sortuda por tê-lo em minha vida. E não era só por causa de sua bela aparência, que sempre me afetava, mas por ele me fazer tão bem e corresponder aos meus sentimentos. A sensação de conforto e plenitude que eu sentia desde que ele passou a fazer parte da minha vida, isso nunca senti antes, com ninguém. E eu tinha certeza que jamais haveria alguém que pudesse me fazer sentir desse jeito.

Não tinha notado até então que Edward me encarava igualmente de volta. E ele sorria, um sorriso frouxo e caloroso. Ele parecia tão feliz...

Assim como eu.

Meus lábios se abriram em um sorriso, que era um espelho do dele.

E assim continuamos, dançando sob as luzes baixas. Éramos um só contorno, nos balançando lentamente de um lado para outro, no ritmo da melodia.

– Você sabe, eu realmente espero não estar pisando no seu pé. – Ele murmura quando o fim da música se aproxima.

– Até parece. – reviro os olhos, rindo. – Isso não cola mais, ok? Disse que não sabia dançar na festa de Rosalie, mas era tudo puro charme. – retruco, sorrindo com a lembrança de nós dois dançando na festa de aniversário da loira, meses atrás.

Ele riu.

– Na verdade eu disse que não dançava, não que não sabia dançar.

– Foi o que disse em primeiro lugar, mas quando pressionei, você disse que não sabia. – repliquei.

– Não me lembro disso. – Edward riu.

– Mas eu lembro perfeitamente de tudo. – rebato, rindo.

Ainda com um sorriso nos lábios, Edward olha para mim por um segundo extremamente longo, um olhar que eu não consigo decifrar de imediato. Era um misto de diversão e mais alguma outra coisa. Ele inclina em seguida a cabeça para baixo, quando sinto sua respiração no lado direito do meu pescoço, e então seus lábios se aproximam da minha orelha.

– Talvez porque a única parte daquela noite que me lembro com perfeição aconteceu no andar de cima.

Eu tenho certeza que parei de respirar após esse comentário totalmente inesperado.

E quando os lábios de Edward se afastaram da minha orelha, eu até podia não saber o que se passava por sua mente naquele momento, mas quando os seus olhos migraram para a minha boca, eu sabia exatamente o que ele queria fazer. Porque era o que eu queria que ele fizesse.

E ele fez.

Cada molécula do meu corpo se contraiu quando os seus lábios encontraram os meus. Seus movimentos eram lentos e gentis, mas o beijo era intenso e apaixonado. Aquele sentimento abrasador em meu peito cresceu ainda mais forte, ao mesmo tempo em que uma sensação de formigamento em minha pele se intensificava. Envolvi meus braços ao redor do pescoço de Edward, permitindo que nossos corpos estivessem ainda mais próximos. A música já havia mudado e estávamos totalmente alheios às pessoas dançando a nossa volta. Nós aprofundamos o beijo quando ele deslizou a língua entre os meus lábios, circulando-a no interior da minha boca, fazendo com que uma onda de desejo perpassasse todo o meu corpo.

Ansiava tanto por ele há dias que era necessário apenas um beijo para tudo em mim se inflamar. Meu corpo desesperadamente sentia falta do dele. E pelo que eu pude literalmente sentir com os nossos corpos pressionados contra o outro, Edward não estava diferente de mim. Ele parecia tão necessitado quanto eu estava.

Nós não tínhamos conversado sobre absolutamente nada relacionado ao nosso relacionamento físico desde aquela tarde de sábado no Express Coffee and Tea, há quase dois meses, Edward sequer havia tentado algo de natureza sexual desde que ficamos juntos. Na verdade, ele sempre refreava quando nossos beijos e carícias avançavam em demasia, por isso o seu comentário de minutos atrás me deixou surpresa. Mas eu tinha plena consciência que a culpa era exclusivamente minha. No passado, motivada pela raiva, eu o acusei de me usar apenas para transar.

No entanto, embora ele estivesse levando o nosso relacionamento com calma e parecia não ter pressa em ter sexo comigo, determinada área do seu corpo o denunciava, comprovando o contrário, assim como os seus olhos, que ficavam nublados pela luxúria sempre que nos empolgávamos, como acontecera há poucos dias em seu apartamento enquanto nos beijávamos em seu sofá. Ele desejava isso tanto quanto eu.

E eu só desejava que essa longa abstinência chegasse ao fim esta noite. Não suportava mais não tê-lo intimamente, de ser privada de tê-lo da maneira onde todo o nosso relacionamento teve início: na cama.

Fomos acalmando o beijo aos poucos. Seu aperto em minha cintura foi afrouxando, assim como os meus braços em volta do seu pescoço foi relaxando. Trocamos pequenos beijos até nossos lábios se afastarem de vez. Exalei audivelmente, ainda de olhos fechados.

Edward acaricia minha bochecha com os dedos, seu toque é tão leve que estremeço, ainda vulnerável do nosso pequeno momento. Segundos depois permito que meus olhos se abram, encontrando os dele me fitando tão intensos. Ambos sabíamos o que se passava na cabeça do outro, mas aquele não era o momento e nem o lugar para falarmos.

Ele me abraça, e então voltamos a dançar.

Uma breve olhada para as pessoas ao nosso redor enquanto dançamos e os meus olhos encontram Sean a alguns metros de distância. Ele está em pé, parado, possui um copo de bebida na mão e olha diretamente na direção onde Edward e eu estamos. Lembrei-me das inúmeras vezes que encontrei chamadas e mensagens de texto dele em meu celular, dos quais nunca atendi ou retornei, arrependendo-me por ter lhe fornecido impulsivamente o meu número durante a festa de noivado de Emmett e Rosalie, num momento em que quis provar a Edward que eu tinha outras opções além dele. Foram duas semanas de insistência, até que ele provavelmente desistiu de entrar em contato comigo.

Quando nos esbarramos no corredor do hotel após o jantar de ensaio, no momento de sua chegada de Manhattan e minutos depois que Edward foi embora, percebi que ele parecia um pouco animado em me ver, reação no qual me deixou surpresa, uma vez que pensei que ele estaria chateado por eu não ter retornado nenhuma de suas ligações. Além do mais, vi a lista de convidados de Rosalie e ele estava nela com uma acompanhante. Bem, o que quer que tenha acontecido, a tal acompanhante pelo visto não veio, pois desde o início da cerimônia ele encontrava-se sozinho.

Viro-me de volta para Edward e sorrio, encostando em seguida minha cabeça em seu peito. Fecho os olhos por um segundo quando ouço o seu coração bater, ainda pulsando tão rápido quanto o meu após o beijo.

E quando estávamos prestes a nos beijar novamente, sinto uma mão nos afastando.

– Ei, Edward. – Tyler pulou entre nós. – Bella, sinto muito, mas vamos precisar de Edward numa parada, ok? Já trago ele de volta. – disse, já empurrando o meu namorado.

– Ei, cara, calma aí. – Edward riu, puxando a mão dele. – Que parada?

– Porra, você esqueceu? A dança que vamos pagar a Emmett!

– Oh... a dança. – Edward pareceu lembrar. – Bella, já volto. É só uma coisa idiota que vamos obrigar Emmett a fazer. – ele sorriu e se inclinou para me dar um breve beijo nos lábios, em seguida saiu com o amigo.

Observei os dois se afastarem, no segundo seguinte saí para buscar algo para beber. Peguei mais uma taça do coquetel com álcool e então decidi ver o que os rapazes estavam aprontando para Emmett.

E foi no momento em que me aproximava novamente da pista de dança que a vi. A loira que estava no noivado de Emmett e Rosalie. A que estava descaradamente dando em cima de Edward àquela noite.

Parei no meu lugar, olhando para ela, que vestia um tubinho verde de cetim sem alças, extremamente curto, decotado e justo. E mesmo que ela estivesse naquele instante rindo e conversando ao pé de ouvido com outro homem, e parecessem bastante íntimos, não pude deixar de sentir raiva por encontrá-la aqui.

Raiva por tudo que a vi fazer e por tudo que a ouvi dizer naquela noite. E principalmente raiva por saber que ela desejava transar com Edward.

Eu espero que não tenha sido Rosalie a convidá-la!

– Bella, corre aqui! – senti a mão de Alice no meu pulso. – Vem ver o que os... Bella? – chamou-me.

Respirei fundo.

– Ver o que? – perguntei, virando-me para olhar para ela.

– O que houve? – inquiriu, franzindo a testa, em seguida olhou na direção que eu estava olhando antes. – Aconteceu alguma coisa?

– Não. Eu só... – balancei a cabeça. – Vi alguém que não imaginava encontrar aqui.

– Quem? – pediu, olhando para mim, até olhar novamente na direção que a loira e o rapaz estavam.

– A loira, de verde. Lembra dela?

– Hummm... não. Quem é ela?

– Aquela que estava no noivado de Rosalie e Emmett e pediu a Edward o número de telefone. Lembra agora?

– A loira vadia? Sério? – inquiriu Alice, rindo desdenhosa.

– Sim, ela.

– Ela parece um pouco diferente. – comentou, analisando-a. – Sei lá, um pouco gorda...

Eu ri.

– Olha, relaxa. Você a viu falando com Edward alguma vez esta noite?

– Não. – respondo, balançando a cabeça. – Mas eu não gosto dela. Quando me lembro daquela noite, ela se jogando para cima do Edward, praticamente colocando o decote na cara dele, dizendo a amiga como ela queria que ele a fodesse, eu...

– Bella. – interrompeu-me Alice, cruzando os braços na altura dos seios. – Quem o Edward namora? – perguntou-me.

– Alice, não co...

– Não, sério. Com quem o Edward namora?

– Comigo, mas...

– Quem ele vai levar para cama daqui a pouco?

Sorri. Sentindo de repente um frio na barriga, mas não consegui deixar de sorrir. Era o que eu esperava.

– Lembre-se disso. É você quem ele namora, é você quem ele quer.

– Eu sei, mas é que... argh! Eu lembro de cada palavra que ela disse naquela noite, o que ela queria que Edward fizesse. – digo exasperada.

– Tire da cabeça. Isso era o que ela queria, não o Edward. Além do mais, ela está com outro cara ali, não está?

Concordei com a cabeça, olhando novamente na direção deles. Ela estava fazendo a mesma coisa que tentara fazer com Edward na noite do noivado dos nossos amigos, com a diferença de que o cara estava dando mole a ela.

– E você? Como você está lidando com a tal da Mariah aqui? – perguntei a ela, mudando de assunto.

– Se eu disser que não senti uma pontada de ciúmes, estaria mentindo. Mas é comigo que o Jasper está, certo? Não ela. Penso na forma como ele me olha, de como ele cuida de mim, do quanto ele me ama... – ela sorri melancólica.

– Não sei se gostaria de saber sobre as mulheres que Edward transou antes de mim. Já basta saber sobre a Jane.

– Jasper não me conta sobre as mulheres que ele já teve sexo. Ele falou sobre a Mariah porque ela estaria aqui e ele achou que eu deveria saber por ele, não por outra pessoa. Além do mais, o lance entre eles foi apenas algumas fodas sem compromisso, nada com que eu pudesse me preocupar. Até esqueci que ela estava aqui. E você também devia desencanar com essa aí. – ponderou Alice.

Suspirei.

– Tudo bem. Vou tentar ignorá-la.

– É isso aí. – riu Alice. – Agora vem, os rapazes juntaram uma boa grana pra fazer o Emmett dançar Bye Bye Bye do ‘N Sync.

– Não brinca! – eu ri.

– Juro! – ela riu, me puxando.

E então, na pista de dança, ocorreu provavelmente o ponto alto da festa. Todos os amigos de Emmett o cercaram e o fizeram viajar no tempo, mais precisamente onze anos atrás, quando o noivo, numa apresentação da escola, dançou e cantou uma das músicas mais conhecidas do quinteto pop já extinto.

No início relutante, pois há anos ele era motivo de chacota dos amigos por causa dessa apresentação, mas depois se rendendo pelos dólares que ele faturaria caso dançasse, Emmett aceitou a proposta e dançou “Bye bye bye” diante de todos os convidados. Nós gritávamos, o incentivávamos, e seus amigos praticamente choravam de rir. Rosalie, ao nosso lado, não parava de gritar pelo marido, dizendo que ele era o melhor dançarino do mundo. Quando chegara na metade da música ela já tinha se juntado a ele, assim como muitos convidados. Os fotógrafos e cinegrafistas registravam tudo.

Quando a música terminou, todos aplaudiram a performance do noivo, que foi carregado pelos rapazes, dando algumas voltas pelo salão. Depois de colocado de volta ao chão, Emmett recebeu vários beijos da esposa, que logo voltaram a dançar ao som de um hit do Timbaland com o Timberlake.

Antes que eu pudesse ir até onde Edward estava, junto com os outros rapazes, ele se materializa atrás de mim, me abraçando por trás. Viro-me de frente para ele, que beija a ponta do meu nariz quando nos abraçamos, e depois começamos a brincar de mordiscar os lábios do outro.

– Vamos. Vou pegar alguma coisa para beber. – ele diz minutos depois.

Assenti, sorrindo, e então ele pega a minha mão. Porém antes de nos distanciarmos, ouço a voz de Tracy atrás de nós.

– Ei, Bella, onde você vai? A noiva vai jogar o buquê! – comentou.

– Agora? – pergunto.

– Sim! Vamos lá!

– O buquê já é meu! – gritou Chelsea, passando por nós.

Virei-me para Edward.

– Vá. – ele diz. – Vou só pegar uma dose de whisky.

– Ei, Edward. – surgiu Paul de repente. – Vamos apostar quem vai sair no tapa pelo buquê? Estão apostando alto em Alice.

Edward começa a rir.

– Hey! Deixa ela saber disso! – eu o aviso.

– Ela já sabe. – ele deu de ombros, rindo. – E Bella, se eu fosse você não ia. Já viu o tamanho da tia de Rosalie?

– Paul! – eu o repreendo, sem conseguir deixar de rir. A tia distante e solteirona de Rosalie era realmente assustadora em seus mais de 100 kg.

– Vai por mim. Junte toda a gordura dela com o desespero de casar. Isso vai dar merda. – ele diz. – Vamos Cullen, aproveitar o álcool de graça antes que ele acabe e assistir de camarote a mulherada se estapear por um monte de mato.

Edward balança a cabeça e ri. – Já volto. – diz, afagando o meu braço, depois segue o amigo.

No final das contas, Paul estava certo. Porque a disputa da Tracy e da tia de Rosalie pelo buquê foi épica. Resultado: as duas se embolando no chão, restando quase nada do buquê, cujos restos ficara com Dina, a tia de Rosalie, e os convidados em peso rindo da cena.

E após o buquê, foi o momento do noivo tirar o garter belt da noiva e jogar para os homens solteiros. Rosalie sentou-se numa cadeira posta no centro da pista de dança, enquanto Emmett dançava ao redor dela para tirar a liga. E quando o noivo desceu a liga pelas pernas da noiva e a lançou para os homens, ela foi certeira na direção do Paul, ou melhor, da cara dele.

Paul foi levado, melhor dizendo, ele foi carregado contra a própria vontade pelos amigos para se juntar à tia de Rosalie, Dina, pois como regia a tradição, o solteiro que pegara a liga tinha que colocá-la na solteira que pegara o buquê, e ambos dançariam uma música juntos.

Acho que nunca ri tanto na minha vida em um único dia.

– Olha só, até banho de champanhe eu levei. – Edward ria quando retornou para onde eu e as outras garotas estávamos, assistindo toda a cena. Eu ri, passando a mão por seu cabelo molhado pela bebida, assim como molhara também parte de sua camisa branca.

– Isso vai endurecer. – comento, rindo, passando os dedos pelos seus fios.

– Vou ao banheiro tentar limpar um pouco disso. Já volto. – ele me beija e sai.

Enquanto isso, Tracy e eu continuamos a conversar sobre sua pretensão de se encontrar novamente com o tal irlandês que ela conheceu na noite de despedida de solteira de Rosalie, no Southpoint. Decidimos em seguida experimentar alguns dos petiscos do buffet enquanto bebericávamos nossos coquetéis, nos juntando às outras garotas.

Após um tempo sinto uma repentina vontade de ir ao banheiro. Era de se esperar, uma vez que já tinha bebido muitas taças dessas, além de champanhe. Dou uma olhada na direção do toalete, mas não havia nenhum sinal de Edward voltando. E já havia tanto tempo que ele tinha ido...

Decido esperar mais um pouco e continuo a bater papo com nossos amigos. Mas chegara um momento que a minha bexiga não aguentava mais segurar, e com isso me desculpo por sair no meio da conversa e sigo ao toalete.

É quando me aproximo do caminho que leva ao banheiro que encontro Edward, conversando animadamente com uma mulher que eu não conheço. Paro onde estou e solto lentamente o ar que prendi ao vê-los. Ela parecia ser mais velha que nós, talvez uns 33, 34 anos, mas era muito bonita. Seu cabelo era alguns tons mais escuros que o meu, preso em um coque, e ela usava um elegante vestido preto, que marcava seu corpo em forma, mas não de uma forma vulgar como o da loira vadia.

Eu não sei exatamente por que, mas sinto uma pontada de ciúmes e não gosto nada disso. Algo nela... na forma que ela olhava para ele, na forma como eles conversavam...

Eles eram amigos ou algo assim? Será que já...

Sacudo a cabeça e dou um passo para trás, pegando meu caminho de volta. Por algum motivo não quero passar por eles, não quero interrompe-los. Decido ir ao banheiro do hotel.

Levo um tempo para encontrar, e assim que entro na cabine, minha bexiga agradece em alívio. Quando saio, me olho rapidamente no espelho após lavar minhas mãos, e verifico maquiagem e cabelo. Tudo ainda está no lugar.

Respiro fundo antes de voltar para o terraço onde a festa acontecia e me pergunto se Edward retornara para onde estávamos. Ainda estou caminhando sobre a grama quando ouço alguma música nova da Rihanna começar a tocar. Passo por entre as pessoas, tentando chegar do outro lado, na mesa principal, e paro em meus pés quando vejo Sean a poucos metros de distância, conversando com dois rapazes que também eram primos de Rosalie.

Merda!

Murmuro em pensamento.

Desvio o caminho, mas infelizmente não antes que ele me visse. Ele sorri e acena, e eu sou forçada a acenar de volta, mas rapidamente viro o rosto e sigo andando, sem olhar um segundo para trás.

Quando me aproximo de onde estavam nossos amigos, meus olhos procuram por Edward, mas não o encontram.

Será que ele ainda não voltou?

Tento parecer despreocupada com isso e sorrio, me juntando às garotas que estavam rindo da repentina obsessão do Tyler pela prima de 19 anos de Rosalie, a Lisa. Ela era extremamente católica, descobri quando a conheci na noite da despedida de solteira da noiva, e fora criada para se tornar uma freira quando fosse adulta.

Quando os risos cessaram, não perdi tempo em perguntá-las por Edward. Evitei Alice, ou acabaria falando sobre a mulher que o vi conversando, e ela falaria mais uma vez que eu estava sendo uma espécie de paranoica.

– Bella, ele estava por aqui ainda agora conversando com os outros caras. E perguntou por você a Tracy. – disse Taylor.

– É, ela lhe disse que você tinha ido ao banheiro. – comentou Heidi.

Assenti, sentindo-me aliviada por ele já ter voltado.

– Vocês viram para onde ele foi? – perguntei em seguida.

– Não. – respondeu Heidi, balançando a cabeça.

– Não vi. – disse Taylor.

– Hum, ok. Vou ver se eu o encontro por aí. – eu lhes digo, saindo após isso.

Eu não tinha ido muito longe quando vejo novamente a mulher de vestido preto, interagindo com outros convidados que eram provavelmente da parte de Emmett. Ela tinha um sorriso sensual e exalava autoconfiança entre o grupo, cuja mesa era formada basicamente em sua maioria por homens. Depois que a vi conversando com Edward não podia ajudar a mim mesma. A curiosidade sobre quem ela era estava me corroendo, além de uma sensação incômoda. E eu só tinha uma pessoa a perguntar.

Eu a encontro dançando com uma de suas daminhas na pista de dança. De repente me sinto um pouco tola por estar prestes a importuná-la com uma besteira desse tipo durante sua festa de casamento. Mas a chamo mesmo assim.

– Rose?

Sua cabeça gira na minha direção e ela sorri para mim, em seguida se volta para a criança e se abaixa até ficar com o rosto no mesmo nível que o dela.

– Meu amor, tia Rose já volta pra dançar com você, ok? – diz, piscando um olho.

A menina sorri e concorda.

– Ei, como o seu cabelo ainda pode estar no mesmo lugar? – ela pergunta, colocando as mãos em cada lado do quadril, analisando meu penteado.

– Talvez porque não me excedi na pista de dança como algumas noivas por aí, sabe. – eu brinco.

– Cale a boca. Eu mereço. – Rosalie ri, ajeitando em seguida o decote do seu vestido.

– Eu tenho certeza disso. – sorrio para ela, colocando algum dos fios soltos de seu cabelo para trás.

– Desisti desse cabelo. – ela revira os olhos. – Mas e aí, você quer falar comigo? Aconteceu alguma coisa?

– Hum não. Eu só queria saber... – penso por um segundo se devo perguntar. – Você viu Alice? Será que ela e Jasper já foram? – quando dei por mim, as palavras já haviam saído.

Não que eu tivesse visto Jasper e Alice nos últimos minutos. Eu realmente queria saber se eles já haviam voltado para Manhattan. Jasper tinha um plantão nesta manhã de domingo e por causa disso eles estariam saindo mais cedo da festa.

– Não. Quer dizer, eu acho que não. Eles não iam embora sem se despedir de mim, iam? – questionou.

– Não. Com certeza não. – balanço a cabeça.

Meus olhos caem novamente para a tal mesa, para a tal mulher.

A curiosidade estava me comendo por dentro.

– Rose, quem é aquela mulher de preto? – perguntei no fim das contas.

– Mulher de preto? Onde? – ela pergunta.

– Sentada naquela mesa. De coque. – aponto discretamente.

– Ah. – murmura Rosalie ao vê-la. – Ela se chama Jenna Muller. É chefe de alguma coisa na empresa que Emmett trabalha, não sei dizer. Todos ali são executivos. – ela explica. – Por quê?

– Eu a vi batendo papo com Edward. Só... fiquei curiosa. – digo, dando de ombros, tentando não soar insegura ou algo do tipo. Não sei se convenci.

– Ela e o Edward se conhecem? – ela olha novamente para a mesa, franzindo a testa.

– Aparentemente sim. – digo, observando-a mais uma vez rapidamente, antes de voltar-me novamente para Rosalie.

– Ela na verdade é da filial de Chicago. Veio de lá só para assistir o casamento. Não sei como Edward poderia conhecê-la. – ela para um momento, ainda olhando a tal da Jenna. – A não ser que ele já esteve antes na cidade com Emmett. – completa.

Eu apenas continuo olhando para Rosalie. Não sabia o que pensar ou dizer sobre essas informações. A única coisa que eu tinha certeza era que Edward a conhecia, e não era de hoje.

– Ou Emmett os apresentou quando ela esteve alguma vez em Manhattan. Mesmo assim é estranho. – ela continua.

Não sei se gosto do rumo dessa conversa. E já nem sei se foi uma boa ideia falar sobre isso com Rosalie.

– Você não perguntou a Edward? – inquiriu.

– Não. Nós não nos falamos ain...

– Rose, querida, desculpa atrapalhar, mas você precisa vir aqui ver uma coisa. – cortou-me a tia de Rosalie. Eu não sabia o nome dela, só sei que ela era uma perua podre de rica, que morava com um maltês num apartamento na quinta avenida e estava divorciada desde que o último marido quase trinta anos mais novo a traiu com outro homem.

– Ver o que? O que houve?

– Seu sogro permitiu que um grupo de turistas mexicanos entrasse na festa. Eles estão comendo e bebendo tudo, meu bem! Você precisa ver. Eles nem estão vestidos adequadamente. – reclamou.

– Não acredito! – exclamou Rosalie, e eu podia ver a irritação crescendo em todo seu semblante. – Onde está Emmett?

– Eu não sei. Mas acho que ele viu e não se importou. – respondeu a irmã do pai da noiva. Nitidamente colocando mais lenha na fogueira.

– Vou atrás dele. Bella, já falo com você. – ela disse antes de sair.

Apenas observo as duas se distanciarem, e internamente torço para que ela esqueça sobre o que estávamos falando.

Tinha dado apenas alguns passos quando vejo Alice, vindo da direção do jardim. Caminhei em seu curso e acenei quando sua cabeça virou e ela olhou para mim.

– Jasper e eu estamos indo. – ela anuncia quando alcançamos uma a outra após alguns segundos.

– É uma pena que vocês já tenham que ir. – lamento.

Ela faz um bico e assente com a cabeça.

– Está ficando tarde e a estrada é longa, você sabe. – ela explica.

– Jasper está em condições de dirigir?

– Sim, ele só bebeu dois copos de whisky. Nada que não esteja acostumado e comprometa seus reflexos. – responde ela. – Ele está terminando de colocar nossas coisas agora no carro. Edward está lá com ele.

– Edward? – pergunto surpresa.

– É, ele está ajudando o Jazz a guardar nossas coisas que estavam aqui no hotel. Ainda tinha aquela caixa de vinhos que o tio de Emmett deu a ele e o violão que eu sabia que só iria ocupar espaço. Ele sequer usou. – ela revirou os olhos.

– Eles ainda estão lá fora?

– Sim, mas já estavam vindo. Jasper e eu só vamos nos despedir de todo mundo.

Assinto com a cabeça.

– Vamos lá. Vou falar com Rosalie.

– Oh. Eu não sei se é uma boa hora. – eu digo, lembrando-me de minutos atrás, quando a tia de Rosalie veio lhe falar sobre alguns turistas mexicanos que estavam na festa, obviamente de penetras.

Explico a Alice no caminho, e apesar de temermos sobre o que estaria acontecendo neste momento quando Rosalie foi à procura de Emmett e seu sogro para esclarecimentos, não conseguimos evitar achar a situação completamente cômica.

Felizmente havia sido uma pequena “circunstância” que já havia sido resolvida.

O pai de Emmett, já um pouco embriagado, apenas permitiu que o grupo de turistas que ele havia conhecido no golf no dia anterior provasse alguns dos pratos servidos durante a festa e do vinho caríssimo oriundo da França, mas isso não durou mais que dez minutos e logo os estrangeiros haviam se dissipado, nem dando tempo para Rosalie encontrá-los.

Ela e Emmett estavam abraçados quando os encontramos, rindo e conversando tão intimamente sobre alguma coisa, que Alice quase não os interrompeu.

– Desculpa quebrar a bolha, mas posso dar aos pombinhos um abraço de despedida? – pediu Alice, rindo.

Após isso vários abraços se seguiram, palavras de felicitações aos noivos e eu estava tão concentrada na cena que eu não havia percebido quando Jasper e Edward se aproximaram, apenas tomando ciência ao ouvir a voz do namorado da minha amiga e logo em seguida registrar o cheiro inconfundível do perfume que Edward usava, além de sentir no segundo seguinte o seu braço envolver a minha cintura antes mesmo que eu tivesse tempo de olhar para trás.

– Hey. – ele depositou um beijo bem abaixo da minha orelha esquerda, provocando-me um arrepio. Às vezes me perguntava se ele tinha consciência disso. – Onde você estava?

– Eu estava aqui. – eu lhe respondo, sorrindo.

– Não quando eu estava procurando por você. – suas sobrancelhas se juntaram.

– Ah. Eu tinha ido ao banheiro – digo ao lembrar-me.

– Você demorou. – observa, e embora ele não parecesse estar reclamando de nada, sinto minha expressão se fechar ao recordar-me de vê-lo conversar com aquela mulher de vestido preto, próximo ao toalete, a tal da Jenna.

– E assim você. – digo em tom acusatório, porém tenho dúvidas se ele pegara o meu tom de voz.

Mas antes que um de nós dois falássemos alguma coisa, Jasper se aproxima e estende a mão para Edward, para se despedir.

– Vou nessa, cara.

Edward soltou o braço que estava em volta da minha cintura e apertou a mão do amigo, que se abraçaram de uma maneira totalmente camarada em seguida. Alice veio a mim, nos abraçamos e combinamos de nos falarmos por telefone no dia seguinte. Rosalie se aproximou de nós e nos intimou a ir a seu apartamento e de Emmett quando retornassem da lua de mel, para uma tarde de mulheres.

Estávamos sussurrando sobre as fantasias que o casal realizaria e que ela nos confidenciaria na volta quando um movimento em minha visão periférica chamou-me a atenção. Viro o rosto para o lado e meu sorriso instantaneamente morre com o que vejo.

Era a loira que estava na festa de noivado.

A loira vadia.

Eu a vejo afastando-se de Emmett, como se ela o estivesse abraçado segundos atrás, e meus olhos digitalizam o momento em que ela joga os braços ao redor do pescoço de Edward e o abraça, dando um beijo em sua bochecha esquerda em seguida, bem próximo do canto da boca dele, assim como ela fizera no dia da festa.

Sinto o meu sangue subir.

Edward a afasta com as mãos gentilmente, sorrindo constrangido e então seus olhos voltam-se para mim, mas eu ainda estou olhando para ela.

Como eu a odiava.

Desde o dia da festa.

Quando eu a vi tocando-o, se insinuando para ele, e principalmente quando a ouvi falar para a amiga as suas intenções.

“Ficar com Edward é tirar a sorte grande”

“Espero desde o sênior year uma oportunidade”

“Não consigo tirar da minha cabeça uma imagem de nós dois nus em cima de uma cama, eu de quatro e ele metendo por trás enquanto puxa meu cabelo”

Fecho os olhos. Isso foi demais para mim.

– Com licença. – digo a Alice e a Rosalie, deixando-as com expressões confusas.

Ouço o meu nome ser chamado várias vezes atrás de mim, mas não olhei de volta ou parei. Porém não andei muitos metros, até sentir uma mão em meu pulso, parando-me.

– Bella, onde você está indo? – Edward pergunta.

– Ao banheiro. – eu lhe digo, e por alguma razão inexplicável, mesmo sabendo que não era culpa dele, olho para qualquer lugar menos seu rosto.

– Você já não tinha ido? – ele indaga.

– Sim, mas já faz um tempo.

Alguns segundos de silêncio se passam, e eu apenas sinto seus olhos sobre mim, mas eu ainda não conseguia fazer contato visual. E então ele volta a falar.

– Você está chateada? – ele pergunta em voz baixa, cheio de cautela.

Os meus lábios se apertam, e por uma fração de segundo penso em dizer-lhe que o que vi me incomodou, mas ao mesmo tempo eu não queria parecer ciumenta ou irritada, então minto.

– Não. Por que estaria? – eu digo, arriscando um sorriso, e é quando finalmente olho em seus olhos.

Eu não sei o que ele encontra lá, mas algo que ele vê em minha expressão o faz tentar se justificar em relação ao que eu acabara de assistir.

– Eu não tive como evitar, ela me pegou desprevenido. – diz, olhando para mim. – Eu nunca tive nada com ela, ok? – ele continua e eu podia enxergar a sinceridade brilhando em seus olhos.

Balanço a cabeça, incapaz de desviar o olhar.

– Ok.

– Podemos voltar? – ele pede suavemente, com a voz macia.

Hesitei, ainda não preparada para voltar. Eu precisava de alguns minutos para me recompor, ou não responderia pelas minhas ações caso visse novamente aquela loira maldita.

A raiva ainda fervilhava em meu interior.

– Sim, eu só... só preciso ir ao banheiro, Edward. Não vou demorar. – eu lhe digo e sorrio, colocando uma mão sobre seu peito, sem estar feliz comigo mesma por não estar sendo completamente honesta com ele.

Eu não estava apertada como da vez anterior, e sabia que estava sendo ridícula, mas eu não conseguia controlar a minha mente.

– Tudo bem. – ele disse após analisar-me por um momento, beijando-me brevemente nos lábios antes de deixar-me ir.

Eu sabia que ele não tinha acreditado.

Edward já me conhecia tão bem.

Optei novamente pelo banheiro no interior do hotel, que parecia estar sempre vazio. Apoiei os braços no balcão e olhei-me no espelho, respirando fundo antes de fechar os olhos. Contei quase até cem, sentindo meus nervos se acalmarem gradualmente.

A raiva que eu sentia daquela mulher era desmedida. Eu não tinha ido com a cara dela desde a primeira vez que a vi, no noivado de Emmett e Rosalie, quando ela fez praticamente a mesma coisa que esta noite ao se aproximar de Edward. Ela quase o beija nos lábios. Os lábios do meu namorado.

Sim, ela era vulgar, eu sei, mas eu não posso negar que ela era bonita. O cabelo, o corpo, os seios enormes, atributos que os homens apreciam numa mulher. Ela pode não ser o tipo de mulher para casar, mas com certeza era o tipo que os homens adoravam para ter uma alucinada noite de sexo.

Balancei a cabeça, tentando limpar esses pensamentos. Eu não podia deixar que uma vadia qualquer me tirasse do sério dessa forma. Além do mais, Edward acabara de me falar que nunca houve nada entre eles, e eu sabia que ele estava sendo honesto.

Eu precisava voltar lá, para o meu namorado e não permitir que o ciúme tirasse o melhor de mim. Não sei se era porque fora uma semana difícil para nós dois, onde quase não nos vimos, se fora o álcool que eu ingerira durante a festa, que havia me deixado mais sensível, ou eu simplesmente não estava sabendo lidar com esse sentimento. Essa coisa de sentir ciúme ainda era um corpo estranho para mim.

Ouço a porta se abrir atrás de mim, e vejo através do espelho que se trata de uma funcionária do hotel. Sorrio brevemente para ela e saio.

Ainda no corredor, percebo que não pegara a minha clutch, desde que eu estaria segurando um buquê durante a cerimônia, e não havia sentido a necessidade de buscá-la após isso. Então decido dar uma passada rápida no quarto para pegar a bolsa de mão. Estava pensando em ligar para Renée, falar sobre o casamento e saber como ela estava, uma vez que não havíamos nos falado hoje em nenhum momento.

Instantes mais tarde, já na área externa do hotel, enquanto caminhava em direção ao terraço onde a festa acontecia, permaneci no jardim, onde havíamos tirado fotos após a cerimônia, e então tiro o celular da bolsa e ligo para a minha mãe, já que não havia tanto barulho e quase ninguém circulava. Nos falamos por breves minutos e após nos despedirmos, guardo o aparelho na bolsa, virando-me em seguida para voltar para a festa quando quase esbarro na figura em pé à minha frente.

Sean.

– Bella. – ele praticamente cantarola.

– Hey. – eu o cumprimento, perguntando-me o que diabos ele estava fazendo aqui.

– Desculpa se te assustei.

– Tudo bem.

– E então, curtindo a festa? – ele pergunta.

– Sim. Está tudo perfeito. – respondo, sorrindo, honestamente tentando ser simpática depois de tudo.

– Você está muito bonita. Como sempre. – ele me dá uma breve conferida e sorri.

– Obrigada. Er... eu tenho que ir. – digo, apontando com a cabeça para o caminho que eu estava prestes a seguir antes que ele surgisse na minha frente.

– Vi que você estava falando com a sua mãe. Seu número de telefone ainda é o mesmo? – pergunta ele em seguida, parecendo ignorar o que eu acabara de dizer.

Eu ouvi isso mesmo? Ele estava realmente me perguntando isso?

– Nós podíamos, sei lá, marcar alguma coisa. Como amigos, claro. – ele continua e eu o olho incrédula.

– Olha, eu realmente tenho que ir. – eu lhe digo encerrando o papo e saio, mas paro em meus pés quando ouço a próxima coisa que ele diz.

– Então, você e Edward...

Viro-me de volta para ele e o encaro.

– O que tem Edward e eu? – indago impaciente.

– Vocês estão... namorando? – ele pergunta, erguendo uma sobrancelha.

– Não sei onde isso pode ser da sua conta, mas sim. – respondo rispidamente.

Ele olha para mim por um longo tempo, e então volta a falar.

– Por que você não me contou quando nos vimos ontem à noite? – questionou, parecendo ofendido.

– Eu não lhe devo... – começo uma boa resposta, mas paro no meio da frase quando sinto alguém nos observando. Viro a cabeça para o lado e encontro Edward a poucos metros de distância, nos encarando.

E a cara dele não é muito boa.

Suas duas mãos estão enfiadas nos bolsos da calça quando seus pés saem do lugar e ele começa a se aproximar, caminhando lentamente.

Ele para ao meu lado e olha para Sean, de forma nada amigável.

– Sean.

– Edward. – diz o cara à minha frente, vários centímetros mais baixo que meu namorado, cujo sorriso é forçado, pude notar.

Um silêncio tenso e pesado preenche o espaço, e eu olho novamente para Edward, vendo o olhar frio e a expressão vazia que ele direcionava ao primo de Rosalie.

– Bella estava aqui me contando que vocês estão namorando. Parabéns.

Edward nada fala, apenas assente com a cabeça, o seu olhar gelado inalterado.

– Eu vou voltar para a festa. Foi bom ver você, Bella. – Sean diz, indo rapidamente embora em seguida.

Porém Edward continuou em silêncio quando ficamos a sós, na mesma posição, as suas mãos firmemente em seus bolsos da calça.

Eu já havia notado há algum tempo que Sean não parecia simpatizar com Edward. Pelo visto o sentimento era recíproco.

Soltei o ar que nem sabia que tinha prendido e saio do meu lugar, parando na sua frente.

– Onde vocês se viram ontem à noite? – ele pergunta repentinamente, quando eu estava prestes a abrir a boca para chamá-lo para voltarmos para festa.

– O que? – pergunto, confusa.

– Onde vocês se viram ontem à noite? – pergunta novamente, com a mesma voz baixa, olhando para algum ponto atrás de mim.

Então me dou conta que ele tinha ouvido boa parte da minha conversa com Sean.

– Nós apenas nos encontramos por acaso aqui no hotel, depois que você foi embora. Ele tinha acabado de chegar. Tecnicamente já nem era ontem.

Seu pomo de adão se agitou, e então ele olhou para mim.

Seus olhos estavam transbordando raiva. Parecia o mesmo olhar que ele possuía quando discutimos em seu apartamento, meses atrás.

Ele estava com raiva de mim?

– Edward, eu só troquei duas palavras com ele. – eu acrescento rapidamente, desconcertada com sua expressão.

Minha troca de palavras com Sean não passara de segundos. Apenas o cumprimentei e logo estava pegando meu caminho de volta em direção ao quarto, não dando-lhe chance para mais conversas.

– Você não me contou. – ele diz em tom acusatório. E eu estava começando a não gostar de nada disso.

– Eu tive um dia ocupado demais para me lembrar de coisas sem importância como duas palavras que eu troquei com o primo da noiva. – eu lhe falo, tentando não perder a calma.

Ele abriu a boca pra falar, mas a fechou no mesmo instante, pressionando os lábios em uma linha dura. Então tentou novamente.

– O que você estava fazendo aqui fora? – Edward pergunta.

Eu o encaro com incredulidade.

Onde ele estava querendo chegar?

– Responde, Bella! – ele aumenta o tom de voz.

Arregalo os olhos em choque.

– Você está seriamente gritando comigo porque eu estava falando com o Sean, é isso?

Ouço a irritação em minha voz, mas não posso ajudar. Ele pegou o meu tom e então sua carranca se aprofunda.

– Quer dizer que você passa a festa inteira falando com outras mulheres e eu não posso? – eu continuo, lembrando-me de todas as vezes que eu o encontrei falando com alguma mulher nesta festa.

Ele geme, e corre as mãos pelo cabelo.

– Eu disse a você que não tive como evitar. A Tara é apenas uma ex-colega de turma que tem uma espécie de fixação por mim. – Ah, então a vadia tem nome! – Mas ela não passou a festa inteira me encarando, me comendo com os olhos ou tentando se aproximar de mim ao contrário desse filho da puta que acabou de sair!

– Eu também não tenho culpa se ele tem algum tipo de interesse por mim! – replico alto, minha voz parecendo uma pouco histérica. – Eu estava aqui falando com a minha mãe ao telefone quando ele apareceu. Não era como se tivéssemos nos encontrado e estávamos batendo papo, ao contrário do que eu vi lá dentro.

Ele rosna, claramente frustrado.

– Eu já lhe disse que eu não...

– Não é só dela que estou falando! – eu o corto. Já não conseguia controlar minha boca. Eu estava tão irritada e o ciúme já havia voltado em proporções épicas ao me recordar da loira vadia e da tal da Jenna.

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– Do que você está falando? – ele me olha, franzindo a testa.

– Você foi ao banheiro e não voltou por uma eternidade. Eu o vi conversando com uma mulher. Uma tal de Jenna Muller.

Ele fica em silêncio, seus olhos fixos nos meus.

– E aí? Com essa você também nunca teve nada? – questiono. Toda a minha paciência e a luta que travava com o meu ciúme já havia se esvaído.

Ele não respondeu.

Seu pomo de adão subia e descia rapidamente.

Sinto minha respiração ainda mais irregular enquanto nos encarávamos.

Mas a sua boca não abriu em nenhum momento.

E então a compreensão atingiu os meus olhos.

Porque confirmava exatamente o que senti ao vê-los juntos.

– Você dormiu com ela. – eu sussurro, e não foi uma pergunta.

Eu não precisava perguntar o que já sabia a resposta.

Eu estava com o coração tão apertado que mal conseguia respirar direito.

Edward exala uma respiração profunda. Ele fecha os olhos e passa novamente as mãos pelo cabelo, de modo tenso.

– Isso foi há muito tempo. – ele diz finalmente, olhando para os pés, ainda segurando com força os cabelos com os dedos.

Sinto uma forte náusea.

Foi a minha vez de ficar em silêncio, enquanto apenas olhava para ele, segurando as lágrimas que queriam cair.

Eu odiava saber disso, e ao mesmo tempo eu não gostava da ideia de não saber.

– Há quanto tempo? – eu me forço a perguntar.

Ele me olha novamente e dá um passo mais para perto de mim, e não sei se como uma forma de defesa, dou um passo para trás.

Seu olhar agora estava tão diferente de minutos atrás.

Ele parecia temeroso.

– Há mais de um ano. – ele responde.

Balanço a cabeça, em seguida olho para baixo, para as minhas mãos, que seguravam com força a minha pequena bolsa.

Há mais de um ano.

Eu me sinto estranha. De uma maneira que eu não sei explicar. Talvez por que ao contrário do que havia sido com a loira, eu testemunhara Edward sendo amigável com a tal Jenna Muller, sorrindo e parecia bastante interessado no que ela falava.

Lentamente me viro, ficando de costas para ele. Dou alguns passos sobre a grama e paro, olhando para a escuridão do oceano à minha frente. Sinto Edward se aproximando, parando a apenas alguns centímetros atrás de mim.

Ficamos assim um tempo longo, sem pronunciarmos uma palavra. Apenas ouvíamos o barulho das pessoas se divertindo na festa, enquanto conversavam, a música tocando, as ondas quebrando no mar, numa espécie de cacofonia.

Edward foi o único a quebrar o silêncio.

– Você está chateada por algo que aconteceu há muito tempo, quando nós nem nos conhecíamos ainda? – perguntou, sua voz era super baixa.

Fecho os olhos, sentindo uma lágrima cair de um deles, que logo tratei de limpar com a mão livre.

Eu não estava brava com ele. Na verdade, eu nem sabia o que estava sentindo.

Eu não era ingênua, eu tinha consciência sobre a vida sexual de Edward antes de mim e o efeito que ele causa sobre as mulheres. Eu mesma não pude resistir. Não sou burra ou cega, eu as vejo olharem para ele com olhos cobiçosos e deslumbramento mesmo quando estamos juntos, embora ele não dê nenhuma importância a elas. Mas só o pensamento dele com uma mulher que não era eu, beijando-a, tocando-a, tomando-a, revirava meu estômago, deixava-me doente.

Eu não estava preparada para encontrar alguém de seu passado aqui. Muito menos assisti-los conversarem como velhos amigos, sabendo agora que eles já foram íntimos.

– Bella, sobre o que você viu, nós só estávamos conversando sobre o que andávamos fazendo. Eu não a vejo há muito tempo. – estremeci com o seu tom. Ele parecia tão desesperado. – Não há nenhum interesse da parte dela e eu nem preciso dizer que eu não quero ninguém além de você.

Fecho os olhos com força, segurando as lágrimas que ainda queriam ser derramadas.

– Não posso mudar o meu passado, Bella. Eu não vou mentir, eu me envolvi com muitas mulheres antes de conhecer você e eu não posso fazer nada a respeito. Eu era apenas um cara que estava na faculdade e só queria diversão. E eu não sinto nenhum orgulho disso.

Doía-me ouvi-lo se explicar.

Eu não conseguia ou sabia o que falar.

Mas numa coisa Edward tinha razão: ele não podia mudar o passado.

Então por que eu estava agindo assim? Deixando-o se sentir como se seu passado fosse errado e condenável? Ele era jovem e solteiro, podia ter quem e fazer o que quisesse. Não havia nada de errado nisso. Por que eu estava me deixando ser afetada por mulheres que ele já transou numa época em que eu nem o conhecia?

Porque eu estava sendo estúpida e completamente imatura, enquanto ele estava aqui, tentando se explicar, se justificar.

Eu não tinha nenhum direito de julgá-lo ou de estar chateada. O que quer que tenha acontecido em seu passado, ficara para trás. Não valia a pena me aprisionar a circunstâncias passadas. Eu não podia deixar que suas experiências sexuais anteriores e o meu ciúme interferissem em nosso relacionamento. Nós passamos por tantas coisas até chegar onde estamos agora. Edward já não era o mesmo cara que eu conheci naquele clube latino, meses atrás, assim como eu também não era a mesma.

Penso na minha vida antes de Edward. Na minha procura incessante pelo cara certo, que sempre terminava em frustrações amorosas. Eu devia saber que aquele cara que faz o seu coração acelerar descompassadamente, que é capaz de deixar sua pele em chamas com o mais simples dos toques, cujo beijo provoca sensações inexplicáveis, que te olha como se você fosse a única mulher no mundo, essa pessoa não se procura, se encontra.

E eu o tinha encontrado.

E ele estava aqui agora, e graças ao universo, ele faz parte da minha vida.

Eu não queria mais continuar essa discussão sem sentido.

– Bella?

Sinto sua mão levemente tocar o meu ombro, hesitante.

Suspiro e lentamente me viro, ficando de frente para o único homem que tinha total domínio da minha alma e do meu coração. Meus olhos viajam para o seu rosto, quebrando-me ver a sua expressão tensa e nervosa.

– Vem aqui. – eu seguro a sua mão e dou um passo à frente, abraçando-o.

Segundos depois de hesitação, sinto seus braços firmes ao redor do meu corpo, me abraçando de volta.

Não sei precisar o tempo que ficamos ali, naquela posição, abraçados, segurando um ao outro. E então ele se mexeu, enterrando o nariz em meu cabelo.

– Foi há muito tempo, Bella. Eu não a vejo há mais de um ano. Eu juro que nós apenas conversamos sobre nossas carreiras, sobre...

– Pare. Você não tem que me explicar. – eu peço gentilmente, passando meus dedos pela sua nuca.

Ele inclinou a cabeça para trás e olhou para mim.

– Você acredita em mim?

– Sim, Edward. Eu não duvidei de você. Eu só... – fecho os olhos momentaneamente, abrindo-os enquanto balançava a cabeça. – Eu senti ciúmes, insegura. Foi isso. – admiti, com uma voz trêmula.

– Você não tem com o que se preocupar. É só você que eu quero. Como posso deixar isso mais claro, Bella? Por favor, me diga.

– Você já faz Edward. Eu sinto muito por fazer você pensar o contrário.

– Eu não quero que você se afaste a cada vez que você se sente assim. Eu quero que você fale comigo, no lugar de se fechar. Eu quero que você confie em mim, Bella.

Eu olho para ele e suspiro.

Eu sei que precisava ser mais aberta e honesta.

– Eu sei, eu sinto muito. Sei que fui ridícula e imatura. É só que... eu vi vocês dois juntos, e depois... depois eu vi aquela mulher se pendurar em você e... eu não queria que você soubesse que eu estava morrendo de ciúmes.

– Eu entendo, Bella. Você acha que eu também não sinto isso? Quando eu vim aqui te procurar, e vi você conversando com aquele cara, você acha que isso não me deixou louco também?

– Nós não estávamos conversando. Eu tinha ido buscar a minha bolsa e estava com a minha mãe ao telefone quando ele apareceu de repente. – eu explico.

Edward solta uma das mãos que circundava a minha cintura, e a esfrega sobre o rosto, voltando a sua atenção de volta para mim em seguida, olhando-me pesaroso.

– Me desculpe por gritar com você.

– Está tudo bem.

– Eu não queria ter gritado com você. Eu sinto muito.

– Eu entendo. – lhe asseguro, porque eu honestamente entendia.

– Não era você. É ele. Ele quer você, assim como... – ele se interrompe, fazendo uma careta de exasperação. – assim como outros caras. E Bella, isso é novo pra mim, não estou acostumado a sentir ciúmes. Só de pensar que tem alguém lá fora querendo você, eu... – ele sacode a cabeça de um lado para o outro, exalando alto.

– Tudo bem, Edward. Eu entendo por que você agiu assim. E você não tem que se preocupar também. É só você que eu quero. Só você que me importo. – eu lhe asseguro, tão delicadamente e com a voz tranquila.

Por alguma razão, eu não estava mais tensa ou nervosa.

Meu coração acelerou e cresceu quando ele olhou para mim por uma eternidade. Às vezes me espantava como ele conseguia me tirar o fôlego apenas com um olhar.

Edward colocou as mãos sobre os meus quadris, aproximando os nossos corpos ainda mais.

Eu podia ouvir a minha respiração irregular. O meu peito subia e descia enquanto eu assistia extasiada os seus olhos vagarem para os meus lábios. Ele lentamente ergueu a mão direita e roçou suavemente o polegar sobre o meu lábio inferior, fazendo-me inalar fortemente. Em seguida deslizou os dedos por meu queixo, minha bochecha, pescoço, parando em minha nuca.

Edward ergueu novamente os olhos de encontro aos meus. O verde devastador da sua íris me fitando intensamente foi a última coisa que vi antes das nossas cabeças se inclinarem para lados opostos quando unimos nossos lábios, fechando qualquer espaço entre nós.

Nosso beijo, incrivelmente doce e lento no início, rapidamente inflamou nossos corpos quando aprofundamos. Uma de minhas mãos estava em seu cabelo, massageando e puxando os fios do couro cabeludo, enquanto suas mãos pareciam como garras em minha cintura. Nossos lábios se movimentavam frenéticos e nossas línguas tinham um sabor que era uma mistura do que tínhamos bebido durante a festa. Elas se chocavam, duelavam, se exploravam em meio aos nossos gemidos.

Eu podia sentir sua excitação contra mim, pressionando a minha barriga.

Edward puxa os lábios da minha boca e os desce para o meu pescoço, distribuindo beijos quentes e molhados no local, enviando centelhas elétricas pelo meu corpo. Meus olhos se fecham com a sensação de que iria a qualquer momento me desmanchar.

– Bella. – meu nome escapa de seus lábios em um sussurro, e eu pude ouvir a necessidade em seu tom.

Ele levanta a cabeça e olha para mim com os olhos pesados, escuros, queimando. Nós respirávamos como se tivéssemos corrido uma maratona.

– Podemos ir embora? – ele pede em uma voz rouca, numa quase súplica.

Levou apenas um segundo para que eu compreendesse o significado de seu pedido.

Concordo com a cabeça, porque naquele momento palavras eram desnecessárias. Eu sei o que ele quer. É o que eu quero também. E antes que me desse conta, estamos andando de mãos dadas em direção ao estacionamento privativo do hotel.

Nós rimos quando ele se atrapalha em tirar as chaves do carro do bolso da calça. Ele abre a porta do lado do carona para mim, e nos beijamos mais um pouco enquanto ele segurava a porta para que eu entrasse. Já acomodada no confortável banco de couro, inalo com deleite o cheiro delicioso do perfume de Edward que já fazia parte do aroma do interior do carro, observando-o contornar o Aston Martin cheia de excitação e ansiedade. Nós trocamos um sorriso cúmplice quando ele entra, colocando no instante seguinte o carro em movimento.

– Não nos despedimos de ninguém. – eu comento ao mesmo tempo em que o carro deixava o hotel e alcançava a rua.

– Não acho que alguém percebeu quando saímos. – Edward sorri, olhando rapidamente para mim e depois volta sua atenção para a estrada.

– Se bem conheço Rosalie, ela não vai ficar muito contente quando perceber que fomos embora sem falar com eles. – eu sorrio, balançando a cabeça.

Edward tira uma das mãos do volante, a mão direita, e a coloca sobre a minha, que está apoiada em minha coxa, e começa a brincar com os meus dedos enquanto dirige.

Ele inclina rapidamente a cabeça na minha direção.

– Você quer voltar? – ele pergunta.

– Não. – respondo, sem hesitação.

Nossos olhos ficam presos um no outro por breves segundos, então ele voltou a olhar para frente.

Sua mão deixou a minha, para que ele pudesse mudar a marcha, e eu imediatamente sinto a falta do contato quente de sua pele.

Encosto a minha cabeça no banco e a inclino para o lado. Estou olhando para o perfil de Edward, e eu meio que paro no tempo enquanto admiro seus traços. Seu rosto era tão perfeito, parecia que tinha sido desenhado à mão. Sem falar no cabelo. Era meio que difícil para mim, manter minhas mãos longe.

A próxima coisa que sei é que meus dedos estão passeando pelos fios macios do seu couro cabeludo.

Edward fecha os olhos momentaneamente, respirando fundo quando os abre de volta. Percebo quando ele acelera ainda mais o carro, que já não estava sendo conduzido devagar desde que saímos da festa.

Eu mal podia respirar quando finalmente chegamos à frente da casa dos pais de Edward em East Hamptons. Ele apertou o botão para abrir a porta da garagem e eu estava praticamente surtando por dentro. Eu não conseguia parar de pensar que ficaríamos aqui sozinhos nessa enorme casa durante os próximos três dias. Eu não parava de pensar no que estávamos prestes a fazer depois que passássemos por aquela porta.

Estávamos indo fazer isso depois de todo esse tempo.

Edward desliga o motor do carro e me olha, lançando-me um sorriso caloroso. Ele abre sua porta, e no segundo seguinte repito a ação, abrindo a minha.

Quando saio do carro, sou atraída pelo cenário à nossa volta. Sinto meus pés se moverem, parando a alguns passos da grama, enquanto contemplo toda a beleza à minha frente. O mar parecia tão calmo, tão aprazível, era quase inaudível o barulho das ondas. Eu gostava dessa sensação que ele trazia, de paz, de serenidade. Eu podia passar horas sentada na areia apenas admirando-o.

Mas o que mais chamava atenção esta noite não era o oceano, mas o céu. Era uma visão fantástica. Completamente tomado de estrelas, todo luminoso. Eu não conseguia encontrar uma única nuvem.

E assim, olhando para o céu, sinto a presença dele atrás de mim. Suas mãos deslizam por meus quadris e eu fecho os olhos, envolvendo as minhas mãos sobre as suas ao redor do meu corpo. Edward corre lentamente o nariz sobre o meu ombro, depositando um pequeno beijo naquele lugar.

Inspiro alto, sentindo meus joelhos instáveis. Este homem me inflamava de uma maneira que não havia como compreender.

Eu me viro, ficando de frente para ele. Nós ficamos olhando para o outro por alguns instantes, hipnotizados. Tamanha era a intensidade com que nos fitávamos.

– Vamos. – ele sussurra, sem desviar os olhos, pegando a minha mão.

Eu me perguntei se ele podia sentir o quanto eu estava tremendo.

Nós subimos em silêncio de mãos dadas até o seu quarto. Meus olhos viajam para a cama arrumada enquanto coloco a minha bolsa de mão sobre o criado-mudo, ouvindo o som da porta sendo fechada por Edward atrás de mim. Viro-me de volta para ele, mas permaneço onde estou, esperando-o.

O meu corpo cantarola de antecipação quando ele se aproxima, vendo o modo como os seus olhos estão cheios de desejo, lascívia, mas ainda brilham com ternura. Eu ofego quando ele cobre um lado do meu rosto com a mão. E então, para o bem da minha sanidade, a sua boca estava na minha.

A fome com que nos beijamos era um reflexo do desejo que nos consumia. Nós dois gemíamos audívelmente, os nossos lábios trabalhavam exigentes com fervor e paixão em um ritmo frenético. Ele segurava o meu rosto possessivamente enquanto separava os meus lábios com a sua língua pedindo passagem, e os meus dedos corriam pelos fios do seu cabelo com força, exigindo-o mais perto.

Em um movimento rápido, nós tínhamos andado para trás, sem desgrudar nossos lábios. Eu estava contra a parede, enquanto ele pressionava o quadril contra mim, fazendo-me sentir o quão duro ele estava, acendendo todo o meu corpo em chamas. O calor delicioso e familiar já se espalhava entre as minhas pernas.

Minhas mãos caem do seu cabelo para as suas costas, e logo estão sob sua camisa, deslizando por toda extensão de sua pele. Trago as minhas palmas para o seu peito, meus dedos raspando através da fina linha de pelos que descia por seu abdômen liso.

– Deus, Bella. – ele ofega em meus lábios sob o meu toque.

Edward move a boca para baixo, para meu queixo, deslizando em seguida os lábios quentes por meu pescoço, percorrendo a minha pele com beijos lânguidos, enquanto suas mãos acariciavam minha coxa, com movimentos para cima e para baixo. Meus dedos alcançam os botões de baixo de sua camisa e começo a desabotoá-la. Edward afasta momentaneamente os lábios do meu pescoço, para que eu possa terminar de abrir o restante dos botões.

Uma vez aberta, nós nos livramos rapidamente de sua camisa, jogando-a no chão. Edward joga os braços em cada lado da minha cabeça enquanto olho maravilhada por um instante o seu peitoral firme, espalmando em seguida as minhas mãos sobre ele, memorizando-o sob o meu tato. Eu tinha sentido falta disso.

Olho para cima e o encontro observando-me com uma expressão impenetrável quando deslizo as mãos por todo o seu peito e abdômen. Com os meus olhos fixos nos dele, inclino a cabeça vagarosamente para frente e deposito um beijo no local onde ficava o seu coração.

Edward suspira.

Mas eu não paro.

Corro o meu nariz vagarosamente por todo o seu peito. Seu cheiro é tão inebriante. Beijo novamente sobre o punhado de pelos, e vou subindo com os meus lábios, chegando até o seu pomo de adão, onde planto um beijo demorado. Ele fecha os olhos quando sente a minha língua fazendo círculos em seu pescoço. Uma de suas mãos desce até o lado do meu quadril, torcendo o meu vestido quando ele aperta com força.

– Bella. – meu nome escapa dos seus lábios com dolorosa necessidade. – Eu preciso de você.

Estremeço, soltando um gemido. Seguro o seu rosto e trago novamente sua boca de encontro a minha.

Edward desceu a mão que estava em meu quadril e a instalou na parte de trás da minha coxa, em seguida ela a ergueu para que eu enroscasse a minha perna em torno da sua cintura. Minhas mãos seguiram novamente para o cobre dos seus cabelos enquanto sentia-me derretendo com o nosso beijo devastadoramente faminto. Perdida na sensação do doce sabor dos seus lábios. Não conseguíamos controlar. Já fazia tanto tempo desde a última vez que estivemos assim.

E então ele começa a subir o meu vestido.

Nós interrompemos relutantemente nosso beijo para que ele pudesse tirar do meu corpo aquela peça de roupa. Arqueei as costas e ergui os braços, assistindo-o deslizar o meu vestido de madrinha pela minha cabeça.

Respirando com dificuldade, Edward lançou o meu vestido no chão, junto à sua camisa, mas durante toda a ação seus olhos vagavam de maneira lenta e penetrante sobre o meu corpo. Para o meu conjunto de calcinha e sutiã de renda nude. Ele engoliu em seco, olhando novamente para cima, envolvendo o meu rosto entre as mãos quando voltou a tomar posse dos meus lábios.

Mas dessa vez, o beijo foi diferente. Já não era áspero ou desesperado. Era mais suave. Tão intenso e apaixonado quanto os outros, porém lento. Sem domínio, sem pressa. Nossas línguas se entrelaçam gentis, acariciando, saboreando o calor da outra, numa sincronia perfeitamente orquestrada.

Nós nos beijamos por um longo tempo antes que ele me erguesse do chão, puxando as minhas pernas para colocá-las em volta da sua cintura. Envolvida em torno dele com meus braços e pernas enquanto ainda nos beijávamos, Edward me carrega até a cama, deitando-me nela.

Ele sorri para mim e eu sorrio de volta enquanto o vejo remover as minhas sandálias de festa, em seguida ele tira os próprios sapatos, jogando-os no chão. Quando ele volta para a cama, cobre o meu corpo com o dele e então voltamos a nos beijar de onde paramos. Nós brincamos com nossas línguas mais um pouco. Edward mordiscava o meu lábio inferior, puxando-o gentilmente com os dentes. Eu suspiro quando suas mãos correm pela lateral do meu corpo, explorando, acariciando cada centímetro de pele.

Eu o quero tanto que dói. E senti-lo pressionando entre as minhas pernas estava levando embora todo o meu controle.

Edward desce os lábios para o meu pescoço, ora beijando, ora acariciando com a ponta do nariz. E quando ele mergulha as mãos ansiosas em direção as minhas costas para abrir o fecho do sutiã, naquele momento tive a certeza que ele também não aguentava mais prolongar.

– Não consigo. – eu o ouço grunhir frustrado, rindo em seguida.

Eu sorrio, sentando-me na cama. Ele direciona as mãos de volta para as minhas costas e então consegue abrir, livrando-se em seguida daquela peça.

– Tão perfeitos. – ele murmura quando ambas as suas mãos acariciam os meus mamilos intumescidos.

Meu corpo enrijece ainda mais.

O seu olhar no meu enquanto me tocava, com adoração e volúpia, parecia que ia arrancar a minha respiração dos pulmões. E quando seus lábios encontram os meus novamente, não havia mais suave e lento.

Abaixo a minha mão entre nós e movo os meus dedos para o botão de sua calça, abrindo-o. Edward delicadamente me empurra para que eu deitasse na cama em minhas costas. Desço o zíper e acaricio o seu pênis por cima da cueca.

– Merda, Bella. Como eu quero você. – ele diz, olhando para a minha mão.

– Oh, Deus. – eu ofego quando escorrego a minha mão para dentro de sua cueca e o tenho em minha palma. Duro, grande e úmido na ponta.

– Eu preciso te sentir. – ele sussurra com dificuldade, erguendo os olhos para olhar para mim.

Edward desce as mãos para o cós da minha calcinha e começa a deslizá-la lentamente para baixo. Seus dedos raspando em minha pele ardiam como labaredas enquanto ele arrastava o pequeno tecido por minhas pernas. Eu o ajudo a passar por meus pés, e então eu estava lá em mais nada.

Minha nudez não era nenhuma novidade para Edward. Mas a maneira como ele olhava para o meu corpo nu neste momento parecia diferente das outras vezes. Era inebriante, como se ele estivesse me vendo em nada pela primeira vez. Seus olhos ardiam em luxúria e paixão, mas não era só isso. Havia algo mais. Seu olhar vagava sobre o corpo com uma espécie de reverência, veneração, como se ele estivesse diante de uma preciosidade.

– Tão linda. – ele murmura com a voz rouca sob a própria respiração, correndo-me com os olhos.

Engulo em seco, sentindo minhas emoções na borda, como se eu fosse me desfazer por dentro. Ninguém jamais me olhou da maneira que Edward me olhava. Com pura devoção.

E assim, com os olhos fixos nos meus, Edward despiu-se, enquanto eu extasiada assistia seu corpo agora completamente nu.

Deslizo meus dedos na pele de suas costas quando ele se abaixa sobre mim, cobrindo o meu corpo. Seus olhos a centímetros dos meus, sua boca a centímetros da minha, peito contra peito. Meu coração batia descompassado e as minhas mãos estavam suando. Eu não poderia descrever com palavras o que estava sentindo naquele momento Eu sentia uma euforia emocional inexplicável.

Sinto a cabeça voluptuosa do seu pênis em minha entrada.

Eu ofego, estremeço, me arrepio. Instintivamente fecho os olhos, sentindo uma vibração esmagadora atingir não só em meu centro, mas dentro do peito.

– Bella. – sinto o seu hálito quente contra a minha boca. – Você pode abrir os olhos?

Sem hesitação, atendo o seu pedido. Contudo, quando meus olhos encontram os seus orbes verdes intensamente brilhantes e aquecidos, por algum motivo desconhecido por mim eu tive vontade de chorar.

– Não é apenas sexo. – ele sussurra com uma voz intensa e macia.

Eu concordo com a cabeça, minhas emoções impedindo-me falar.

Mas eu entendo. Eu entendo o que ele quer dizer.

E então ele empurra para dentro.

Finalmente.

Nós dois inalamos quando nossos corpos se fundem em um só.

Nossos olhos estão trancados um no outro, assim como nossas peles.

Seu rosto se contorce de prazer quando ele penetra um pouco mais, fazendo-me soltar um gemido involuntário quando o sinto ir mais fundo.

Edward pressiona os lábios nos meus e me beija apaixonadamente. E à medida que nós vamos aprofundando o beijo, mais profundamente ele entrava em mim.

Nossas pernas se entrelaçaram quando nossos corpos começaram a se movimentar em um ritmo lento e controlado, saboreando o momento. Nossos quadris se chocando e as nossas respirações eram os únicos sons ecoando no quarto, em meio aos nossos beijos e gemidos suaves.

– Tão bom. – ele murmura em meu ouvido, enviando arrepios sob a minha pele, enquanto ele empurra para dentro e para fora de mim, beijando o meu pescoço.

Cada impulso me consumia em um prazer intenso, e nós dois chegamos à borda muitas vezes, porém nenhum de nós queria que isso acabasse, então nos acalmávamos com nossos lábios e mãos, diminuindo o ritmo. Simplesmente não era possível explicar a sensação quando nos movíamos juntos assim. O sentimento era indescritível.

E após o que pareceram horas, nós intensificamos os movimentos, ambos no limite. Meus músculos se contraíram ao redor dele e eu senti os primeiros espasmos do meu orgasmo me varrerem ao mesmo tempo em que ele começava a tremer, um gemido delicioso ressoando de seu peito quando ele veio.

Após esvaziar-se em meu interior, o corpo de Edward desabou sobre mim e nós ficamos abraçados durante um tempo, meus dedos brincando com seus cabelos e a sua mão esquerda deslizando por minha perna, enquanto apenas sentíamos nossas respirações.

Quando recuperamos as forças e nos beijamos novamente, nossos corpos suados se fundiram por mais duas vezes. Caímos exaustos quando o sol já brilhava através das portas francesas.

Edward me puxa para seu peito e envolve o meu corpo com seus braços, beijando o topo da minha cabeça antes de cair em um sono profundo.

E assim, aninhada em seus braços, fecho os meus olhos, recordando a noite maravilhosa que acabamos de compartilhar antes de mergulhar na inconsciência.

Não foi apenas sexo.

...

Notas finais
Hummmm... esse final... não foi apenas sexo... hummmm O que será que isso significa? hummmm Mas, voltando ao capítulo num todo, o que acharam? Eu não sou americana nem conheço pessoalmente ninguém, e pelo que já vi em filmes, livros e sites, imagino que um casamento lá seja mais ou menos assim rsrs E esse ciúme que consome os dois. Meu Deus! Não sei quem era pior. Bom, pelo menos acho que a partir de agora eles vão passar a trabalhar mais isso. Falta uma conversa séria sobre o passado, não acham? Eu estava pensando aqui essa semana em mandar pra vocês algo que escrevi e desisti de incluir no capítulo anterior, que é a cena em que a Bella e o Edward se beijam no sofá do apartamento dele e se empolgam um pouquinho, mas o bichinho dá para trás. O que acham? Mas é algo pequenininho, ok? Bom, vou me despedindo de vocês e marcando encontro no próximo capítulo. Sério, estou morrendo de sono que acho que nem estou falando coisa com coisa rsrs Espero de coração que tenham gostado do capítulo e mais uma vez deixo minhas desculpas por fazer esperarem tanto. Sabem onde me encontrar né? Basta ir no meu twitter, ask e afins. Tem tudo lá no meu perfil. Bju, Bju :*