Private Party

8 Right Here Waiting


Notas iniciais
Oi amores, como estão?
Antes de mais nada queria agradecer os comentários do último capítulo. Confesso que me diverti MUITO lendo algumas das reviews. Devo dizer que tenho leitoras bastante criativas rsrsrsrs.
Uma outra coisa que queria falar é sobre uma gafe que cometi no primeiro capítulo. Ninguém percebeu (eu acho), se sim não se manifestou. Mas já foi corrigido. Vou explicar: a história se passa na Primavera, e eu cometi o erro de citar a morte da Amy, que acontecera no verão. Então, como não poderia mudar a estação, troquei o nome, colocando um fictício. Me desculpem por isso!
Bem, outra coisa a comentar é sobre algo que li em várias das reviews sobre a demora do capítulo. Gente, sinto muito se demora mais tempo do que vocês gostariam. Gostaria MUITO que compreendessem que além de escrever outra fanfic ao mesmo tempo que esta, tenho uma vida pessoal que me impede de me dedicar um maior tempo para as escritas. Quem me acompanha no twitter sabe que ganhei sobrinho recentemente e estou tendo que revezar para ajudar a cunhada com o resguardo, além disso estou estudando para um concurso que farei em janeiro. Então, por favor, peço um pouco de paciência.
E para finalizar esta nota gostaria de lembrá-las que Private Party não é sobre contos de fadas, mas sobre realidade. Sei que muita gente ficou "puta" com o Edward, e estou louca para saber se a opinião muda neste. rsrsrs

POV NARRADOR


Naquela manhã, ao despertar, mas ainda sonolento e com os olhos fechados, Edward tateou com a mão esquerda o espaço a seu lado, encontrando aquele lado da cama vazio. Abriu os olhos e lentamente se sentou, vendo que ela também não estava em nenhum lugar do quarto. Levantou-se e pegou a cueca boxer preta jogada ao lado das outras peças de roupas em cima do divã, vestindo-a. Ouviu um barulho vindo do outro cômodo do seu apartamento, provavelmente a cozinha. Saiu do quarto e caminhou até lá.

Parou na entrada da cozinha ao vê-la de costas para ele, os cabelos presos em um coque mal feito preparando algo no fogão, usando apenas uma camiseta cinza que pertencia a ele, que ficava nela como um vestido curto. “Meu Deus”, ele pensou. “Ela fica perfeita em minhas roupas.”, completou o pensamento, caminhando silenciosamente até ela.

– Bom dia, baby. – murmurou com a voz rouca e aveludada próximo ao seu ouvido, envolvendo a cintura dela com suas mãos, pegando-a de surpresa.

– Edward! – ela virou a cabeça para olhar para ele, que aproveitou o momento para depositar um beijo no ombro dela.

– Sinto muito se te assustei. – sussurrou contra o pescoço dela. – É só que é tão sexy ver você vestida assim, com a minha camisa.

Ela sorriu e voltou a mexer o conteúdo da frigideira.

– Obrigada. E bom dia pra você também. E você não devia estar acordado. – disse ela, desligando o fogo.

Edward se afastou para que ela tirasse a frigideira contendo bacon e salsicha do fogão e a levasse até a mesa, onde ele notou então estar uma bandeja com torradas, geléia e uma jarra de suco.

– Eu estava preparando uma bandeja de café da manhã e pretendia levar na cama. Mas você estragou a surpresa. – disse ela, sorrindo, andando de um lado a outro da cozinha, pegando pratos, copos, talheres.

– Oh. Merda. Sinto muito, Bella. – Edward andou até ela, pressionando o corpo contra o dela. – É que acordei e você não estava na cama. Senti sua falta.

Bella se virou e enlaçou os braços na parte de trás do pescoço de Edward, ficando na ponta dos pés para beijá-lo brevemente nos lábios.

– Tudo bem. Fica para outro dia. – disse a ele com um sorriso, voltando a beijá-lo.

Sem se importarem que estivessem com hálito matinal, seus lábios se encontraram. Era um beijo sereno, doce, um típico beijo trocado por um casal de namorados no início do dia. Porém, como todas as vezes em que se beijavam, seus lábios antes calmos, rapidamente tornaram-se exigentes, suas línguas exploravam a boca do outro em um beijo sensual, urgente, lascivo.

Edward quebrou o beijo por um breve momento e suspendeu Bella pela cintura e a colocou em cima da mesa, grunhindo ao ver a camisa dele que ela vestia subir, expondo o seu sexo sem calcinha.

– O que foi? – Bella riu, sabendo muito bem o efeito que ela estava causando nele naquele momento.

– Não banque a desentendida comigo. – ele colocou as mãos em cada lado dela em cima da mesa e a beijou.

Bella riu mais uma vez e cruzou os tornozelos nas costas dele, puxando-o para mais perto, continuando o beijo de onde parou.

Deliberadamente e sem interromper o beijo, Bella deslizou o corpo para frente, ficando mais na ponta da mesa, puxando os cabelos de Edward da nuca e o trazendo para ainda mais próximo de si, não querendo permitir nenhuma distância entre seus corpos, se é que isso era possível. Ela abriu mais as pernas e a ação fez o membro rígido de Edward coberto pela boxer tocar o seu sexo já excitado e necessitado.

– Se continuar me provocando desse jeito pode esquecer esse café da manhã. – ele rosnou contra os lábios dela.

– Não estou com fome mesmo. – ela disse em resposta, passeando a língua pelos lábios dele.

– Não? – inquiriu, sugando a língua dela.

– Não de comida. – ela respondeu, pressionando o sexo contra a ereção evidente dele.

– Bella... – ele advertiu. – Eu estou tão duro agora. – murmurou, deslizando os lábios e a barba por fazer no pescoço dela, que gemia para ele em resposta.

– Então não desperdice isso. – Bella murmurou, colocando as mãos em cada lado da boxer de Edward, e a descendo até seus joelhos, libertando o pênis duro e ereto daquele confinamento.

Completamente consumido pela luxúria, como um animal selvagem prestes a possuir sua presa, Edward puxou para cima a camisa dele do corpo de Bella, passando-a pela cabeça e a jogando em qualquer lugar do chão. Em seguida seus lábios atacaram os dela com fervor. Inebriado de desejo, ele deslizou a sua ereção para dentro do calor que era o corpo dela, ambos gemendo logo que seus corpos se encaixam.

Quando estava totalmente dentro dela, Edward afastou seus lábios e segurou o rosto de Bella com as duas mãos, vendo o castanho dos olhos dela cheio de desejo, assim como os verdes de sua íris flamejavam da mesma luxúria. Sem quebrar o contato que fazia com os olhos, o residente de medicina moveu o corpo para trás, saindo quase que completamente dentro dela, até empurrar de volta para o interior, preenchendo-a novamente. Bella tremeu ao senti-lo alcançar aquele ponto na parede interna superior, que a enlouquecia, e não suportando mais a distância, puxou-o, esmagando os lábios dele com os dela.

Edward a beijava profundamente enquanto investia contra o corpo dela, o ritmo das estocadas ganhando velocidade com a proximidade do orgasmo iminente. Ele desceu a mão entre os corpos e começou a massagear o seu clitóris com o polegar, ouvindo-a lamuriar, gemer e vez em quando chamar o nome dele. Ele sabia que não duraria muito, que seu corpo trêmulo estava na borda.

– Edward... – Bella ofegou. – Eu vou...

De repente Edward abriu os olhos no intuito de vê-la gozando para ele, mas quando o fez, encontrou-se em seu quarto. Deitado em sua cama. Sozinho.

– Porra! – amaldiçoou, pegando o travesseiro e o jogando sobre o rosto. – Pareceu tão real. – murmurou para si atordoado.

Ele tirou a coberta que cobria o corpo, vendo a sua ereção óbvia.

– Maldito filme! – injuriou, levantando-se da cama, indo em direção ao banheiro, onde fez o que não fazia há muito tempo: se masturbou, com todos os seus pensamentos voltados para Bella.

~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~

Depois do banho Edward voltou para o quarto, vestiu um jeans, uma camisa cinza e colocou o par de tênis. Só então percebeu a cor da camisa, decidindo trocá-la, assim como ele evitaria entrar aquela manhã na cozinha. Após tirar o carro da garagem dirigiu até a casa dos pais naquela sexta-feira de folga.

– Pensei ter ouvido alguém dizer ontem que dormiria por no mínimo doze horas. – exprimiu Lizzie ao ver o irmão entrar e juntar-se a ela à mesa de café da manhã.

– Esse era o plano. – disse, pegando uma torrada e passando geléia de amendoim nela.

– Entendi tudo. Me expulsar do seu apartamento. – falou a estudante do primeiro ano de Psicologia.

– Não expulsei. Apenas informei que estava indo para o quarto e que você avisasse quando fosse embora. Eu só acordei um pouco... – ele parou, buscando uma palavra adequada. – desorientado e não consegui mais dormir. – disse enquanto mastigava.

– Deixe-me adivinhar. Você acordou com a noiva do Chucky em sua cama? – ela riu, provocando o irmão.

– Engraçadinha. Na verdade acordei cedo por causa de um son... digo – ele balançou a cabeça –, por causa de um pesadelo que tive depois daquele maldito filme que você me obrigou a assistir ontem à noite.

– Você teve um pesadelo por que assistiu uma comédia romântica? – inquiriu Lizzie com o cenho franzido.

– Sim, estes filmes são horríveis. Pensarei duas vezes quando deixar você escolher da próxima vez. A mãe e o pai já saíram? – Edward perguntou, na tentativa de mudar de assunto.

– Há uma hora. – ela respondeu, tomando o resto do suco de laranja, levantando-se da mesa em seguida. – Estou indo para a aula. E não se preocupe que também pensarei duas vezes da próxima vez que decidir levar jantar para você. – completou, piscando um olho para ele.

– Ei, eu adorei o sushi. – Edward riu. – Faça isso mais vezes. – ele gritou quando ela já estava longe.

Após o café da manhã, Edward se despediu de Zafrina, a governanta e funcionária mais antiga da família, e como estava com o dia disponível decidiu dirigir até o shopping para comprar uma mala nova e outros supérfluos que ele levaria para a viagem programada para dali a alguns dias, um congresso de medicina em Massachusetts. Sabia que provavelmente não teria outro dia livre até lá.

Horas mais tarde, ele caminhava segurando algumas sacolas em direção ao carro no estacionamento do shopping. Decidiu comprar também algumas roupas novas e cuecas. Quando tudo estava devidamente guardado na mala, entrou no carro e então saía do estacionamento do shopping.

Edward ainda estava decidindo se voltaria para o apartamento ou pararia em algum lugar para almoçar quando o seu celular começou a tocar. De início achou que fosse Paul, que telefonava insistentemente desde a noite da festa que Edward não fora, e que este não atendia. Porém, ao pegar o aparelho, viu que, como na noite de quarta-feira, tratava-se de um número que não estava salvo em sua agenda, porém não um número de celular, sim um número de telefone fixo. Sua mente trabalhou de modo a levá-lo a cogitar que poderia ser Bella, que optou por ligar pelo telefone fixo em vez do próprio celular. Tudo isso durou apenas cinco segundos, até ele atender e colocar a chamada no viva-voz.

– Alô?

Edward. Aqui é Barton.

Edward respirou fundo, sabendo que se John Barton, médico supervisor – acrescente primo de Emmett, e que também estava na festa de aniversário de Rosalie –, lhe telefonava sabendo que aquele não era seu dia de estar no hospital, não deveria ser boa coisa.

– Hey, Barton. Aconteceu alguma coisa? – perguntou com um tom de voz preocupado enquanto dirigia.

Não. Nada sério. Não se preocupe. – ele o tranqüilizou. – É sobre aquela paciente que você pediu um eletrocardiograma outro dia. A Kate.

– Como ocorreu a cirurgia? – perguntou Edward com sincero interesse. Assim como todos no hospital, ele também tinha se encantado pela garotinha de oito anos que tivera problemas no coração.

Transcorreu bem, como esperado, e é um dos motivos pelo qual estou te ligando. Desde que ela entrou na sala de recuperação que não para de perguntar por você e pela casa da Barbie que você prometeu dar de presente. Espero que não tenha se esquecido. – riu o médico do outro lado da linha.

Merda. Eu esqueci. – ele fez uma careta. – Obrigado por me lembrar, Barton. Vou procurar uma loja de brinquedos e levarei amanhã. E qual o outro motivo?

Bem, o outro motivo é que preciso de você e os outros cinco residentes da sua equipe presentes amanhã cedo para uma cirurgia.

– Tudo bem. Estarei lá.

Às cinco, Edward. Até amanhã.

Despediram-se e encerraram a chamada. Edward suspirou aliviado que não era nada sério. Enquanto permanecia com o carro parado no lento e confuso trânsito de Nova York, tentava lembrar-se onde encontraria a loja de brinquedo mais próxima. Então, uma hora e meia mais tarde, com a casa da Barbie nas mãos e faminto, ele voltava para o carro. Antes de pôr o carro em movimento telefonou para Jasper, com o intuito de saber se o amigo estava disponível para almoçar, mas o celular deste estava desligado. Em seguida telefonou para Emmett, que coincidentemente estava saindo do edifício que trabalhava para almoçar sozinho. Combinaram de se encontrar num restaurante cuja especialidade eram frutos do mar localizado nas proximidades da Times Square, avenida mais famosa e movimentada da cidade, além de ser o ponto turístico mais visitado do mundo.

Edward foi o primeiro a chegar, escolhendo uma mesa no canto do belíssimo terraço. Minutos depois, seu amigo de longas datas, que anos atrás se mudara para a Califórnia e voltara para a Big Apple há alguns meses, se acomodava à mesa, colocando o paletó na cadeira e se sentando de frente para Edward.

– E aí, cara. – eles se cumprimentaram com um aperto de mão.

– Bela gravata. – Edward brincou.

Emmett afrouxou o nó e tomou nas mãos o cardápio.

– Não sou o maior fã disso, mas o que posso fazer? Ossos do ofício. – deu de ombros e pousou os olhos no menu. – E então, já pediu?

– Nada ainda, só uma água. Estava esperando você chegar.

A garçonete se aproximou ao ver que o amigo do atraente rapaz sentado sozinho finalmente chegara. Ela sorriu para os dois de forma excessivamente calorosa.

– Olá. Meu nome é April e irei servi-los esta tarde. – apresentou-se com o mesmo tom de voz sedutor que usara antes, quando apenas estava Edward. – O que gostariam de pedir?

Os dois amigos sequer olharam para ela, ainda concentrados em olhar o cardápio. Ambos pediram peixe, Edward uma cerveja e Emmett, por estar em horário de trabalho, uma coca-cola.

– Voltarei logo. – ela sorriu novamente e saiu, porém, mais uma vez os rapazes não pareciam notar o flerte incutido nas atitudes da garçonete, ou perceberam e simplesmente ignoraram, dando início a uma amigável conversa enquanto aguardavam a refeição.

A garçonete voltou minutos depois com o pedido dos dois amigos, saindo rapidamente em seguida após servi-los.

– Eu preciso de uma pausa, um descanso. Mal posso esperar pelas férias de verão e a viagem a Budapeste virá no momento certo. – disse Edward após um tempo.

– Sinto que esta viagem me trará dor de cabeça. – comentou Emmett desanimado.

– Por que você diz isso? – indagou Edward enquanto degustava o almoço.

Emmett lançou um olhar para o amigo que claramente lhe dizia “tem certeza que não sabe?”.

– Rosalie? – Edward perguntou com um sorriso de diversão e descrença.

– Sim. Ela. – respondeu o diretor comercial da sede em Nova York da maior rede de telefonia móvel dos EUA. – Sei que ela não vai concordar com essa viagem. – completou, limpando a boca com um guardanapo.

– Por que não? – Edward franziu a testa. – Não é como se fossemos passar todo o verão lá. Será uma viagem curta, apenas sete dias.

– E se deixássemos para o próximo ano? – pediu o grandalhão.

– Há quanto tempo planejamos ir a um GP de fórmula 1, Emmett? Qual é, vai querer desistir agora? Ela vai entender.

– Você não conhece Rosalie. – avisou. – Ela não vai entender.

– O que? Vocês se casaram em Las Vegas escondidos ou algo do tipo? – brincou Edward com um sorriso zombeteiro.

– Não. Não nos casamos, ainda. Mas desde que voltamos a ficar juntos não quero estragar o que temos agora. E eu pretendo pedi-la em namoro logo.

Edward olhou por um logo tempo o amigo, e então começou a rir. A rir mesmo, muito, irritando Emmett.

– Do que você está rindo, porra? – questionou Emmett.

– Você. – continuou rindo. – Dominado.

– Não sou dominado. – o informou encolerizado.

– Ah não? E o que é isso então? – Emmett apenas o olhou, mas nada respondeu. – Emm, há anos você planejou esta viagem, e se eu e os outros caras estamos indo é por sua causa, você que nos convenceu a ir. E agora está tentando me dizer que quer desistir?

– Não falei em desistir. Sei lá, deixar para outra oportunidade. – deu de ombros.

– Não vejo diferença. – disse Edward.

– Você não entende. – disse Emmett, coçando rapidamente a cabeça.

– Não, eu não entendo. – anunciou Edward dando um gole em sua cerveja em seguida.

– Quando você encontrar alguém que se importe com você e você se importar com essa pessoa, irá entender. – o futuro cardiologista ergueu uma sobrancelha. – Não adianta eu tentar te explicar, Edward.

– Tudo bem, eu sei que você se importa com Rosalie, mas...

– Eu gosto dela. – confessou Emmett, interrompendo o amigo. – Eu errei com ela no passado, muito. Eu troquei muitas vezes sua companhia pelos amigos, fui a festas escondido, e por pouco não beijei uma garota quando estava bêbado, você se lembra disso. – Edward assentiu, mas nada disse, apenas ouvia. – Mas agora é diferente, nós não somos os mesmos Emmett e Rosalie de quando éramos adolescentes, e eu não quero dar um passo errado de novo.

– Você acha que ela não confia em você? – inquiriu Edward.

– Pelo contrário. Ela confia em mim, e é isso que eu não quero perder. Confiança não é algo que nasce de um dia para o outro. Não quero que uma viagem de amigos solteiros dissolva o que conquistei desde que nos reencontramos.

Edward riu, fazendo o amigo rir também.

– Do que você está rindo? – pediu Emmett.

– Você realmente gosta dela. Eu sempre soube disso. – revelou Edward.

– Eu disse que gostava. – suspirou.

– Todas as vezes que te vi embriagado, você tocou no nome de Rosalie. Lembra aquela vez que Jasper e eu fomos para a sua casa em Santa Bárbara no Spring Break?

– Não me lembre àquela festa.

Os dois amigos caíram na gargalhada, chamando atenção das mesas vizinhas.

– Aposto que aquela garota até hoje se pergunta por que você pediu para chamá-la de Rosalie. – disse Edward, rindo.

– Ugh, sim. – Emmett espremeu os olhos. – Estava próximo da data de completar um ano que Rose e eu estávamos separados e eu só pensava nisso. Nunca bebemos tanto quanto aquele dia. – sorriu com a lembrança.

– Tínhamos o que? Dezenove, vinte anos. – lembrou Edward. – Foi uma boa época.

– Sim, foi. – Emmett concordou. – Os melhores anos da minha vida apesar de terem custado Rosalie. Não sei explicar, é como se precisássemos desse tempo separados, sabe? Cada um adquiriu novas experiências, amadurecemos, aprendemos com nossos erros e acertos. – ele parou, continuando em seguida. – Desde que voltei para Nova York tentava planejar uma forma de procurá-la. Sei lá, saber o que ela estava fazendo. Mas não precisei de muito esforço, o destino se encarregou disso. No fundo eu sempre soube que acabaríamos juntos.

– Você acredita mesmo nisso? – questionou Edward.

– Nisso o que?

– Destino? – pediu, interessado.

– Eu sei que você vai me chamar de idiota depois, mas, não sei explicar cara, eu, eu acredito. Quero dizer, por um lado sei que nossas vidas são repletas de escolhas e que o nosso futuro e o de outras pessoas dependem delas, mas eu acredito também que o destino se encarrega de decidir por nós vez em quando. Quer um exemplo maior que o meu reencontro com Rosalie? Passei meses tentando uma forma de encontrar, me reaproximar, até que o destino se encarregou de colocá-la no mesmo lugar que eu, quando nos esbarramos naquele pub. Não foi por acaso, tinha que acontecer.

Edward olhou para o amigo, contemplando suas palavras e assentindo. Ele entendeu o que o amigo quis lhe dizer, embora não tivesse nenhuma experiência semelhante para compartilhar. Nunca antes ele se viu discutindo sobre o assunto tão comum e ao mesmo tempo tão controverso, o destino.

Estão as pessoas no comando de suas vidas ou estas já estão escritas? Ele se perguntou. Mas não tinha a resposta.

O telefone de Emmett tocou, tirando Edward de seus devaneios. Por coincidência, a ligação pertencia a ninguém menos que a pessoa que indiretamente trouxera o assunto à tona. Edward, que já havia finalizado a refeição, terminou sua cerveja enquanto esperava o amigo atender a chamada, observando o sorriso bobo que estampava a expressão do seu rosto, e na mudança do tom de voz para algo mais suave. Ele não tinha dúvida, Emmett estava perdidamente apaixonado pela ex-namorada, como o médico nunca duvidou que fosse.

Não querendo parecer invasivo, Edward desviou os olhos, focando sua atenção num casal de idosos que conversavam animadamente e bebiam vinho em uma das mesas próxima a eles. Imediatamente se lembrou dos pais, Carlisle e Esme, sabendo que era exatamente daquela forma que seus pais seriam quanto chegassem aquele estágio da vida. Apaixonados. Anos atrás, Edward almejou um relacionamento como o dos pais, mas a sua primeira experiência em um relacionamento sério, com uma amiga do último ano da high school, e uma segunda experiência curta, frustrada e traumática no primeiro semestre da universidade, com uma garota possessiva e que gostava de discutir diariamente a relação, fez com que todos aqueles pensamentos mudassem. Ele já não acreditava mais que fosse possível, não com ele. Achava que todas as relações que se envolvesse seriam confusas, complicadas. Por esse e outros motivos, não quis mergulhar numa relação séria com mais ninguém após o primeiro ano de faculdade, decidindo aproveitar aqueles anos da melhor forma possível: estudar, sair com os amigos, beber e fazer sexo sem compromisso.

Foi inesperado para ele quando ouviu aquele nome saindo dos lábios de Emmett, chamando sua atenção de volta ao amigo. Ele não pegou o início, apenas a parte que o nome dela foi mencionado. Talvez um “Manda um abraço para Bella”? Edward não saberia dizer. Só sabia que Emmett tinha encerrado a chamada.

– Vamos pedir a conta? – pediu o amigo formado em Administração de Empresas. O futuro cardiologista assentiu. Minutos depois os dois se despediam na frente do restaurante, combinando de se encontrarem no dia seguinte, na festa de despedida do Jason.

Edward seguiu para o seu apartamento, deixando suas sacolas em um canto do quarto e deitando-se em sua cama, onde tirou um cochilo por algumas horas. Quando acordou, ao anoitecer, organizou o que comprara aquela manhã, deixando num local visível, para não se esquecer na manhã seguinte, a casa da Barbie que comprara para Kate. Tomou um banho, vestindo apenas uma cueca e caminhou até a cozinha, colocando a lasanha congelada no microondas. Após os minutos de espera, retirou do forno e se alimentou no conforto do seu quarto enquanto assistia algum sitcom na TV.

Algum tempo depois, sentindo-se entediado, Edward decidiu pegar o celular para ligar para Jasper. Ainda não era nove da noite e mesmo que precisasse acordar bastante cedo na manhã de sábado, ele não tinha nem um pouco de sono. Não que ele quisesse sair para uma balada ou algo parecido. Queria apenas sair do apartamento, dar um pulo na casa do amigo e jogar papo fora. Porém, assim que tomou o aparelho na mão, este começou a tocar de repente. Seu coração batia acelerado com o susto e suas sobrancelhas se uniram quando seus olhos pousaram no número desconhecido piscando na tela. Talvez fosse ela, Edward pensou, afinal, era uma sexta-feira à noite e a maioria das mulheres que ele já tivera algo, costumavam telefonar nas noites de sextas e sábados.

– Alô? – atendeu, sem perceber que estava ansioso.

Caralho, Edward! Agora você atende a porra do telefone, não é?

Edward sentiu a respiração encurtar e uma irritação subir no mesmo instante que ouvira aquela voz.

– Merda Paul! Por que você não está ligando do seu celular? – questionou enervado.

Porque você não atende a porra das minhas ligações desde quarta-feira!

Ele inspirou o ar nos pulmões, soltando em seguida enquanto tentava controlar os nervos excitados. Paul tinha razão, ele estava evitando suas ligações desde a festa que assegurara ir, mas não foi. Edward sabia que o amigo iria xingá-lo e por isso rejeitou as chamadas.

No fundo, no fundo, Edward sabia que não era bem por causa da ligação que Paul acabara de fazer de um número desconhecido que ele estava irritado, mas sim porque mais uma vez ele pensou que fosse ela.

Agora, a cada vez que o meu celular tocar e eu não conhecer o número vou achar que é ela? Edward perguntou para si mesmo. Não percebeu que estava sem falar há um bom tempo quando o amigo o chamou do outro lado da linha.

Edward, ainda está aí?

– Sim. O que você quer?

Estou na festa da Emily Mansell e adivinha quem está tentando pegar a Norah?

– Não faço a mínima idéia.

James.

Edward riu. – Sério? – perguntou.

Sim. Ela está neste momento bêbada e com a bunda encostada na virilha dele. Acho que eles vão transar.

– Então James levou mesmo a sério o lance da aposta.

Não só levou, como terá que levar a prova da virgindade dela. – Paul riu. – Sério, tem que estar muito bêbado mesmo para foder a Norah. Além de parecer a irmã gêmea da Charlene da família dinossauro, ela tem um corpo mais fino que uma tábua de carne. A única coisa decente que ela tem é o cabelo loiro.

– Hey cara, você pegou pesado. – Edward o advertiu.

Qual, é? Vai dar um de defensor das feias e oprimidas?

– Não. Mas também não precisa insultar a garota.

Ah, esquece essa merda. Não te liguei para isso, mas porque quero te pedir aquela luva de baseball emprestada.

– A usada pelo Jorge Posada? – inquiriu Edward, se referindo a luva usada pelo jogador porto-riquenho, considerado um dos melhores catchers da história do tradicional New York Yankees, que ele ganhara anos trás de um amigo que fazia parte da comissão técnica do time mais lucrativo do mundo dos esportes da atualidade segundo a Forbes.

A própria. Amanhã estou indo para Forks, para o casamento de uma prima, e é tradição os homens da família se reunirem para jogar baseball no domingo no campo aberto da floresta. Quero fazer inveja aos primos.

Edward pensou um pouco. Aquele objeto tinha um valor inestimável, afinal, pertenceu a um dos maiores ídolos do seu time de baseball de coração, mas terminou por concordar.

– Tudo bem. E como pretende fazer? Virá buscar só amanhã? – perguntou.

Não, amanhã não. Viajo muito cedo, tem que ser hoje. Você não quer dar um pulo aqui na festa e trazer? – pediu.

– Não mesmo. Você quer que eu deixe com o Tony? Assim você pega quando sair daí. – Edward sugeriu.

O que? Virou maricas agora como o Emmett e não freqüenta mais festa, baladas ou coisas do tipo? Se eu não soubesse da sua vida diria que você tinha arrumado sarna para se coçar também.

Edward riu. Não, ele não tinha nenhuma sarna para se coçar, expressão usada por Paul que queria dizer o mesmo que arrumar um problema, se referindo ao fato do amigo Emmett ter encontrado alguém, ou melhor, reencontrado alguém, Rosalie neste caso. Ele só não estava animado para encontrar as mesmas pessoas, testemunhar os mesmos eventos que aconteciam na grade maioria das festas que freqüentou ao longo dos anos: música alta, pessoas bêbadas, falando alto, homens e mulheres que acabaram de se conhecer transando. Não, ele não estava a fim de ver.

Tudo bem, já vi que isso não vai funcionar. Como não sei a hora que sairei daqui, você pode deixar com o Tony ou quem estiver na portaria.

– Ok. E cuidado com a minha luva. – deixou Edward o sobreaviso.

Relaxa homem. Cuidarei como se fosse minha. Agora deixa eu ir, que alguém aqui quer se divertir.

Encerraram a chamada quando Edward recostou-se na cabeceira da cama e esfregou o rosto com as duas mãos. Decidiu então telefonar para Jasper.

Não morre mais. – disse Jasper ao atender.

– Pelo menos eu sei que você não deve estar falando mal de mim. – os cantos dos lábios de Edward repuxaram em um sorriso. – E aí, em casa nesta noite de tédio?

Tédio? Só se for para você. – ele ouviu o riso baixo do amigo.

– Não diga. – Edward sorriu com malícia.

Não é isso. Eu... eu estou com Alice.

– Ah. – sibilou Edward, em seguida riu complacente. – Tudo bem, não queria atrapalhar. Achei que estivesse em casa, ia dar um pulo lá para bater papo.

Não atrapalhou nada, só estamos conversando.

– Ok. Nos falamos amanhã no Jason.

Beleza, cara. Vai lá.

Fora só quando pousou o aparelho celular na mesa de cabeceira ao lado da cama que Edward se deu conta do que Jasper mencionara ao atender a ligação. O amigo estava falando sobre ele, e com Alice. Refletiu por alguns segundos antes de subentender que isso só podia significar uma coisa: Jasper e Alice estavam falando sobre ele e Bella.

Qual outro motivo seu nome seria mencionado? Tudo bem, Jasper poderia estar contando algumas das centenas histórias, viagens ou situações que os amigos compartilharam nesses mais de vinte anos de amizade, ele pensou. Talvez sim, talvez não. Bem, ele só poderia saber consultando o amigo. Com isso, o seu primeiro impulso foi pegar o celular de volta e ligar para Jasper, para saber o que exatamente eles estavam falando. Porém, antes que ele acessasse a discagem rápida, desistiu, voltando atrás ao pensar que seria uma atitude idiota, além do mais, ele não queria atrapalhar o momento dos dois. Ele poderia perguntar a Jasper no dia seguinte.


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No final da manhã de sábado, após exaustivas horas dentro de uma sala de cirurgia com o Dr. Barton e os outros residentes, Edward caminhava com os demais rumo ao refeitório. Muitos dos plantões eram extensos e extenuantes, além da forte pressão a que os residentes eram submetidos. Ainda não acontecera com ele, mas ouvira certa vez um dos residentes sênior relatando as 36 horas de plantão que fora sujeitado. Mas apesar do cansaço, de se queixar muitas vezes e implorar pelas férias de verão, Edward amava a profissão, era dedicado e tinha um orgulho intenso do que fazia. Tinha um futuro promissor.

Edward, Kane, um dos residentes, e Dr. Barton, após pedirem o café, ficaram parados em pé próximos ao balcão do refeitório, que estava tomado por médicos, enfermeiros e outros funcionários.

– Vocês entenderam a importância do procedimento que utilizamos hoje, certo? – perguntou Barton.

– Sim, porque o paciente tinha um tipo de tumor primário de coração. – respondeu Edward.

– É isso aí. – ele bateu nas costas de Edward. – Agora vá levar o presente da sua garotinha, antes que ela arranque os fios e venha atrás de você. – ele riu.

– Eu vou. Está no meu armário. – disse Edward, sorrindo.

Naquele momento, duas residentes passavam pelos rapazes e uma delas piscou um olho para Kane, e a outra sorriu para Edward, que, por educação, sorriu de volta. Quando as duas sumiram pela porta, Barton, primo de Emmett e casado há três anos, sussurrou para os dois jovens residentes.

– E ainda dizem que sofrem assédio sexual de nós médicos.

Os três riram.

– Bem, não sei sobre o Edward, mas eu vou atrás daquela mulher e conseguir o celular dela de todo jeito. – disse Kane, deixando os dois rapazes sozinhos observando este ir embora enquanto riam.

– Bonitinha. Mas a sua namorada é mais. – disse Barton, fazendo Edward engasgar com o café.

– O que você disse? – perguntou o jovem, aturdido.

– Que a sua namorada é mais bonita que a garota que acabou de sair. – respondeu Barton.

– Escuta, seja lá o que a Jane espalhou, nós não estamos namorando. Eu te disse isso semanas atrás. Isso nunca aconteceu. Ela está inventando. – murmurou Edward.

– Jane? – o médico franziu a testa. – Do que você está falando?

– Não é sobre ela que você está se referindo? – inquiriu Edward confuso.

– Não. – balançou a cabeça negativamente. – Me refiro à bela morena que estava com você na festa de aniversário de Rosalie.

Edward sentiu um alívio embora o seu corpo tenha ficado tenso com a falsa assertiva. Só então lembrou que naquela noite tinha deixado a impressão de que Bella era alguma coisa quando Barton foi à mesa em que ele estava para cumprimentá-lo. Ele não tinha pensado muito na hora ao não negar que ela era sua namorada quando o médico a tratou como tal. Estava cansado das pessoas no hospital achando que ele estava prestes a namorar Jane, como ela queria e esteve fazendo com que muitos acreditassem. Ele nunca a namoraria.

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E aí, Cullen. Não tive oportunidade de falar com você direito ontem. – ele bateu nas costas de Edward, que se levantou para cumprimentá-lo.

– Hey, Barton. – os dois se abraçaram, camaradas. – Você estava com sua esposa, não quis atrapalhar.

– Tudo bem, ela foi ao banheiro. E aquele paciente? Fiquei preocupado quando você me contou. – Barton voltou-se então para Bella. – Desculpe. – ele colocou uma mão no ombro dela. – Já vou devolver seu namorado.

– Ele não... – Bella tentou dizer, mas Edward a interrompeu.

– Como suspeitamos, ele teve rompimento do baço. E depois tivemos que fazer a operação, ou ele morreria.

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– Fico contente que finalmente tenha encontrado alguém para te domar. – Barton riu.

– Eu não... – ele parou e tomou uma respiração profunda, decidindo então contar a verdade. – Ela não é minha namorada.

– Ah, não?

– Não. – Edward balançou a cabeça. – Nós... tivemos algo, mas não somos namorados. – confessou.

– Entendo. – assentiu Barton. – Bom, mantenho minha opinião. Ela é mais bonita que a garota que sorriu ainda pouco para você. – sorriu.

– É, ela é linda. – Edward concordou com um sorriso torto.

– Quem sabe não valha a pena você investir? – ele tomou um último gole do café e depositou a xícara no balcão. – Vou fazer a ronda. – deu duas tapinhas leves no braço de Edward e saiu.

Edward ficou olhando o local onde Barton antes estava. Quem sabe não valha a pena você investir? A pergunta ecoou em sua cabeça sem lhe pedir permissão. Ele sacudiu aqueles pensamentos, terminando o café e saindo do refeitório, para então visitar Kate.

Edward chegou à frente do quarto 326, dando uma leve batida na porta antes de entrar. A mulher sentada na poltrona ao lado da cama com grades de hospital aparentando seus trinta e poucos anos, Julie, mãe de Kate, sorriu para o residente quando este adentrou o quarto escondendo algo em suas costas com uma das mãos. Edward sinalizou com o dedo indicador em sua boca para que esta permanecesse em silêncio, enquanto ele se aproximava da cama onde a paciente mais querida do hospital dormia serenamente. O filho de Esme e Carlisle ficou olhando para a garotinha durante algum tempo, então se voltou para a mãe dela.

– Ela está dormindo há muito tempo? – sussurrou.

– Não. Um pouco mais de meia hora. Desde que disseram para ela que o senhor trouxe a casa da Barbie que ela se recusa a dormir. – Julie sussurrou em resposta com um sorriso.

Edward sorriu.

– Sinto muito. Não pude vir antes.

Julie assentiu.

– Ela está reagindo bem aos antibióticos. – Edward disse a ela.

– Graças a Deus. O senhor sabe quando ela receberá alta? – quis saber a mãe da menina.

– Não. Só o médico que a está assistindo poderá te responder. Mas, se quer saber o que eu acho, acredito que em menos de duas semanas. – respondeu.

– Não vejo a hora de levar a minha menina para casa. – ela disse olhando para a filha.

Como se estivesse sentindo a presença do futuro cardiologista, Kate abriu lentamente os olhos, sorrindo ao vê-lo parado em pé ao lado da cama.

– Hey, princesa. – Edward sorriu carinhosamente para a garotinha recém cirurgiada.

– Tio Edward. – ela tentou se levantar, mas a voz de Edward a impediu.

– Não. Você não pode fazer muito esforço, Kate. É assim que você quer ir logo para casa? – ele a censurou brandamente.

– Ouça o doutor, Kate. – disse sua mãe.

– Desculpe. – murmurou Kate. – Você trouxe meu presente? – perguntou ansiosa.

– Bem, eu trouxe. – a garotinha soltou um gritinho. – Mas você só ganha com uma condição.

– Qual? – questionou sôfrega.

– Se prometer comer bem todas as refeições e tomar os medicamentos sem reclamar.

– Prometo. – ela cruzou os dedos médio e indicador da mão direita e os levou à boca, beijando-os.

– Boa menina. – Edward riu, tirando a mão com o presente das costas. – Aqui. Espero que goste.

– Uau! – exclamou a garota de oito anos ao ver a casa de três andares da Barbie. – É enorme! – completou.

– Pedi a maior da loja. Você merece. – disse sorrindo.

– Você deve ter muito dinheiro. – murmurou Kate extasiada com o presente.

– Kate. – advertiu sua mãe.

Edward riu.

Nesta hora, uma enfermeira, Marci, entrava no quarto para injetar medicamento no soro de Kate.

– Olha o que eu ganhei? – a menina exibiu o presente dado por Edward.

– Que lindo! – exclamou a enfermeira. – Vejo que o Dr. Cullen sabe como agradar uma dama. – acrescentou a enfermeira com um sorriso malicioso, embora apenas Edward tenha percebido.

– Bom, preciso voltar. Tenho uma palestra agora à tarde para assistir. – anunciou.

– Como se diz, filha. – pediu a mãe da menina.

– Obrigada tio Edward. – a garota sorriu.

– Já sabe como pode me agradecer. – Edward disse com uma piscadela para a garota, que novamente cruzou os dedos e os levou à boca para beijá-los em um ato de promessa.

Edward sorriu para ela e então deixou o quarto.


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Naquela noite, enquanto se arrumava para ir à festa de despedida de Jason, Edward se olhava no espelho não se agradando muito com a escolha da camisa pólo. Era a segunda camisa que ele provava. Não sabia dizer se eram os botões fechados, dando a impressão de sufocamento, ou as tantas listras em cores alternadas na horizontal. Definitivamente não, ele pensou, tirando-a. Não estava com muita paciência para passar a noite toda escolhendo roupa, geralmente ele pegava a primeira peça que encontrava, não entendia por que justamente aquele dia não gostava de nada que vestia. Vendo que não poderia demorar mais ou chegaria ao final da festa, pegou em seu closet outra camisa pólo, desta vez azul marinho e sem listras. Vestiu calça jeans e tênis nos pés. Minutos depois fazia o seu caminho para o Soho. Ele estava ansioso, mas não sabia por que.

O relógio marcava nove da noite quando Edward parou o carro na frente da casa de festas alugado por Jason para comemorar sua mudança para a cidade francesa. Perguntou-se se os amigos já estariam lá àquela altura enquanto subia as escadas. Tivera a resposta logo que entrou, vendo-os numa mesa no canto direito. Ele não se surpreendeu ao ver Rosalie e Alice. Sabia que elas iriam, ambos Emmett e Jasper mencionaram levá-las. Fora só quando sentiu o desapontamento que percebeu a razão pelo qual estivera ansioso antes, embora não compreendesse os motivos. Ele esperava encontrá-la. Mas Bella não estava.

Edward se aproximou da mesa, cumprimentando todos com um sorriso torto. Percebeu o olhar cauteloso de Alice e Rosalie quando estas lhe dirigiram a palavra, e naquele momento ele desejou saber o que se passava na cabeça delas. Obviamente elas tinham notícia de Bella, que ele não tinha. E aquela noite fazia uma semana da festa. Cogitou perguntar as duas como ela estava, mas desistiu no mesmo instante. Talvez fosse melhor não saber, ele pensou.

Quando a viu pela primeira vez, Edward julgou Bella como uma das mulheres mais lindas que já viu. Naquele momento ele quis ficar com ela, algo que para o seu contentamento acontecera no segundo encontro. Nunca antes ele compartilhou algo tão intenso com nenhuma outra mulher, embora tentasse convencer a si mesmo que com ela fora como as outras, que não houve nada de especial. Estava tão enganado. Edward não queria admitir que Bella era sim diferente das outras. A maior prova disso era que ela não o telefonou e ele não conseguia entender por que. Tudo bem que ele havia lhe dito que ligaria, mas não era a primeira vez que prometera ligar para alguma mulher e não ligava, mas, mesmo assim, no segundo ou terceiro dia depois elas sempre davam sinal de vida. Mas Bella não.

Desde a noite anterior, ele não parava de pensar nos motivos por trás da falta de comunicação dela. Imaginava se era por sua causa, se fora por algo que ele tinha feito ou não feito, dito ou não dito. Mas editando os acontecimentos daquela noite, ele não encontrava nada que o culpasse, muito pelo contrário. Ele tinha certeza que tivera um bom desempenho, como sempre, e que ela saíra satisfeita, afinal, eles fizeram sexo quatro vezes e de bônus Bella ganhara um quinto orgasmo através do sexo oral.

Edward não notou que estivera ali sentado por trinta minutos com o mesmo copo de whisky na mão enquanto pensava, alheio à conversa dos seus amigos, que vez em quando chamavam sua atenção, e ele concordava com um sorriso o que nem mesmo sabia se tratar. Também não percebeu que Jasper, como bom observador e conhecedor das atitudes do amigo, notou que ele estava muito quieto e pensativo desde que chegou. Aquilo na soava como Edward.

Antes que Jasper pudesse questionar ao amigo se estava tudo bem, uma loira com seus seios falsos aproximou-se da mesa e colocou uma mão no ombro de Edward, que olhou-a sem nenhuma emoção ou surpresa, imaginou que ela estivesse lá, uma vez que era amiga da namorada do dono da festa. Jane tinha acabado de chegar com duas amigas e ao ver Edward sentado bebericando de sua bebida, não perdeu tempo e o chamou para conversar por um instante. Ela sabia que as chances de um relacionamento sério com Edward eram remotas, mas tentaria conquistá-lo até o último momento, e o primeiro passo seria se desculpar pelo que acontecera dias atrás no estacionamento do hospital. Hesitante, porém não querendo que aquela mulher fizesse uma cena caso ele se negasse a acompanhá-la, o futuro cardiologista concordou e levantou-se do assento, ouvindo o riso baixo de alguns dos amigos quando deu as costas.

– Tudo bem com você? – ela perguntou com a voz baixa e sedutora quando chegaram a um canto.

– Tudo ótimo. – respondeu um curto Edward.

– Olha, eu queria te pedir desculpas pelo que aconteceu no seu carro aquele dia. Sei que fui uma vadia e quero te assegurar que não vou mais agir daquele jeito.

– Tudo bem. – disse, aceitando as desculpas.

Jane ficou olhando para Edward durante alguns segundos, e isso o estava deixando impaciente.

– Era só isso que você queria? – perguntou, querendo encerrar a conversa.

– Na verdade não. – ela sorriu.

– O que você quer? – inquiriu.

O sorriso de Jane tornou-se malicioso então ela lançou os dois braços nos ombros de Edward, e inclinou o rosto para beijá-lo. E antes que ela conseguisse o objetivo, Edward a afastou com as suas duas mãos fortes.

– Não. – disse ele.

– Por que não? – inquiriu a ele colocando as duas mãos nos quadris.

Edward respirou fundo, cansado dela, e passou as mãos no cabelo antes de voltar-se para Jane.

– Porque eu não quero. – respondeu com firmeza. – Eu não quero ter mais nada com você.

Edward percebeu o rosto de Jane empalidecer quando ela o encarou, cerrando o maxilar enquanto a raiva lhe tomava ao ouvir as palavras que ela nunca ouvira antes sair dos lábios de nenhum outro homem. Ele não a queria. Ela podia sentir o gosto amargo da rejeição em sua boca.

– O que é? Arrumou outra para abrir as pernas para você? – inquiriu sorrindo com sarcasmo.

Edward rolou os olhos, começando a ficar irritado.

– Vamos lá. Fale. Você está comendo outra, não é? Por isso parou de me procurar? – gritou.

– Eu não lhe devo satisfação. Você e eu não temos nada. – disse a ela.

Jane cerrou as mãos em punho.

– Ouça bem, Edward Cullen. – ela colocou o dedo indicador na frente do rosto dele. – Você ainda vai se arrepender por isso. Você ainda vai me procurar e depois não diga que não avisei. Não pense que vai ficar assim.

– Procurar você? – ele riu bem sarcástico. – Sabe que nunca quis nada com você. Me poupe desse seu discurso de mulher enganada. – disse e saiu sem olhar para ela, deixando-a gritando e falando sozinha no mesmo lugar.

Edward retornou à mesa, pegou o copo de whisky e virou todo o líquido que ali ainda continha, ignorando os olhares voltados para ele. Apesar de não terem tido condições de ouvir o que Edward e Jane conversavam, sabiam que não fora uma conversa amigável e que terminou por discutirem.

– Estou indo embora. – anunciou e se foi, sem dar chance aos ocupantes da mesa de fazerem alguma pergunta.

Quando entrou no carro e acelerou, pode ver a silhueta de Jane deixando a casa de festas também. Edward não queria parecer do tipo que cuspia no prato que comia, mas se pudesse voltar atrás, não teria transado mais de uma vez com ela. Ela tinha se tornado chata, especialmente nas últimas semanas. Fora um risco que correu, e era por esse motivo que ele tendia a seguir em frente após ficar com alguma mulher. Geralmente passava um número de celular que não existia, e quase sempre apagava os números dos celulares delas da agenda, ou simplesmente fingia gravar. Mas com a falta de tempo para as suas conquistas, decidira estender o prazo para Jane. E esse fora o seu maior erro.

Edward não queria voltar para o apartamento e ficar sozinho, decidindo dirigir até a casa dos pais. Decidiu que dormiria lá aquela noite. Quem sabe assistir a um filme com a irmã ou simplesmente entrar em seu antigo quarto e dormir.

Ao adentrar a sala, encontrando seus pais sentados e abraçados enquanto assistiam algo na TV, Edward notou os olhares surpresos dos seus pais logo que o viram.

– Oi filho. – disse Esme com um sorriso afetuoso.

Edward se sentou numa das cadeiras ao lado do sofá, colocando a perna esquerda sobre o joelho direito.

– Vou dormir aqui esta noite. – informou aos pais.

– Sério? – Carlisle riu e franziu a testa ao mesmo tempo.

– Nenhum lugar divertido para ir esta noite? – inquiriu Esme ao filho.

– Na verdade não. – passou uma das mãos pelo cabelo. – A Lizzie está aí?

– Não. Sua irmã está na casa da Bree, ainda não voltou. – respondeu Carlisle.

Edward assentiu e então se levantou.

– Vou para o quarto. Boa noite mãe, pai.

– Boa noite filho. – disse-lhe os pais em uníssono.

Quando Edward deixou o cômodo, Esme e Carlisle começaram a conversar entre si o quanto era estranho o filho estar em casa em pleno sábado e quando ainda não passavam das dez da noite. Era uma raridade, mesmo nos tempos em que ele ainda morava naquela casa. Edward praticamente passava todos os sábados fora. Talvez fosse a residência, os dois pensaram, uma vez que também já tinham passado por aquilo.

Em seu antigo quarto, Edward tirava a roupa e o tênis enquanto olhava para o céu azul e sem estrelas de Nova York através da janela. Só de boxer, colocou seus objetos na mesa de cabeceira e em seguida deitou na enorme cama de casal que comprara há quatro anos, quando perdera o costume de dormir em cama de solteiro, desfazendo-se então da antiga cama e a substituindo por aquela, para as noites que dormiria ali. Ligou a TV, desligou, rolou na cama, ligou a TV novamente, mas não conseguia dormir, mesmo estando cansado. O seu telefone tocou e num súbito momento de expectativa ele o tomou para ver quem era. Edward não atendeu a ligação de Jasper. Mais uma vez estava chateado por não ser quem ele imaginou que fosse.

– Eu entendi tudo. – disse Edward para ninguém em específico, enquanto desligava o aparelho celular e o colocava no lugar que antes estava.

Claro que ela não vai ligar, disse para si mesmo, enquanto lembranças das palavras de Bella na primeira noite que eles se conhecerem ecoavam em sua cabeça. “Me largou para ficar com outra! E agora deve estar por aí, sem nem lembrar da minha existência enquanto fico cada maldito minuto recordando cada maldito dia que fui idiota enquanto estávamos juntos!”

Edward então entendeu por que ela não ligara. Porque Bella gostava de outro cara.


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POV BELLA

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Sentei no banco traseiro do táxi, praticamente exigindo ao motorista arrancar o carro longe daquela rua. Estava tremendo de raiva. Mal ouvira o que aquela loira com explícito interesse em Edward na festa proferia em voz alta atrás de mim enquanto eu caminhava pela calçada. E para ser sincera não me importava. Eu queria conversar com Edward, mas precisava me acalmar primeiro, ou a conversa não acabaria bem. Maldita TPM!

Respirei fundo e saquei o celular da bolsa, procurando o nome dele na agenda. Mas assim que liguei no seu número, acusou que o celular estava desligado. Sem saber o que fazer, joguei minha cabeça para trás, descansando-a no banco traseiro do táxi. O motorista perguntou-me o meu destino, mas eu não tinha certeza para onde iria, só sabia que não poderia voltar agora para o apartamento. Renée havia preparado um jantar romântico, regado a velas e vinho, e eu tinha quase certeza que a noite seria longa. Em hipótese alguma atrapalharia o momento da minha mãe.

Sem muitas opções em mente, pedi ao condutor que me levasse à ponte do Brooklyn, que ligava a Ilha de Manhattan ao bairro do Brooklyn. Era um local onde muitas pessoas, nova-iorquinos ou turistas, costumavam freqüentar para, enfim, se divertirem, conversarem ou beberem em bares as margens do rio East, ou simplesmente sentarem em um dos bancos, apenas parar e admirar as luzes da cidade.

E fora o que fiz quando fui deixada pelo táxi, me sentando em um dos bancos vazio, um pouco afastada da agitação e do barulho de música ou pessoas batendo papo naquela noite de sábado. Fiquei editando os acontecimentos da última semana, especialmente daquela noite. Eu sabia agora que tinha sido estúpida em não querer ouvir o que Edward tinha para me falar. Mas afinal, qual era a dele? Ele sumiu por toda a semana. No ultimo domingo, quando ele me ligara e eu não atendi, não foi porque não quis, mas porque não tinha visto as chamadas quando estava na casa de Charlie, e depois a bateria caiu, fazendo com que eu só visse as ligações horas depois. Liguei na mesma hora, e ele? Bem, ele só retornou na noite anterior, quando eu também não tinha visto. E sim, não retornei propositalmente. Estava chateada, indignada, cansada de ser feita de idiota, ao mesmo tempo em que uma sensação de euforia queria tomar conta de mim.

Eu estava tão confusa.

O que Edward estava fazendo comigo? Por que ele foi atrás de mim, e me beijou depois de ter me deixado sem notícias por dias pela segunda vez e dado seu número de telefone para aquela mulher na minha frente? Por quê?

Eu estava tão fodidamente confusa.

Peguei o meu celular e tentei ligar mais uma vez no número de Edward, que continuava desligado. Não tinha percebido o tempo passar quando chequei as horas e constatei que já estava ali sentada por mais de duas horas. Estava ficando deserto, e aquela altura, talvez já estivesse bom para voltar para casa.

Passava da meia noite quando cheguei a meu apartamento. Não havia mais velas, também não encontrei taças e vinho, muito menos algum indício de que alguém estivera ali jantando. Caminhei até a cozinha em busca de um copo de água, quando vi os pratos ainda sujos na pia. Tirei os sapatos e caminhei na ponta dos pés até o meu quarto. Não posso dizer que fiquei surpresa ao ver a porta do quarto da minha mãe aberta e ninguém dormindo dentro. Embora tenhamos conversado várias vezes sobre isso e eu a assegurei que não me incomodava que ela dormisse com Phil no nosso apartamento, sei que ela não conseguiria.

Depois de um banho relaxante, coloquei um absorvente noturno e vesti meu pijama, um conjunto de short e blusa de mangas curtas de algodão que eu geralmente usava quando estava no meu período. Desliguei o celular e subi na cama, mas o sono não vinha. E eu ansiava mais que tudo me desligar também.

Não sei em que momento peguei no sono. Só posso afirmar que passei o domingo inteiro no quarto e só liguei o celular novamente na segunda-feira de manhã, quando estava prestes a sair para o trabalho. Não me surpreendi com as quinze mensagens de voz, a maioria de Rosalie, nove no total. Quatro eram de Alice, uma de Sean, que deletei sem ouvir, e a outra de Renée, embora nós duas já tivéssemos conversado no domingo à tarde, quando ela voltou da casa de Phil preocupada por eu não atender as chamadas do telefone residencial e mantinha o celular desligado. Apenas dei a desculpa que estava com dor de cabeça e passei o dia dormindo.

Naquela manhã, ao chegar ao trabalho, não me surpreendi ao ver que Rosalie havia chegado antes de mim. Eu sabia que ela queria explicações pelo meu sumiço da festa e principalmente por passar o resto do fim de semana com o celular desligado. Mas, devo admitir que a expressão do seu rosto não me agradava.

– Bom dia, Rose. – cumprimentei hesitante enquanto contornava a minha mesa e me acomodava em minha cadeira. Mas ela não respondeu.

Olhei para Rosalie que continuava me fitando, como se estivesse me avaliando, me observando, e isso estava começando a me deixar confusa. Por que ela não começou a gritar comigo ainda?

Baixei os olhos, mexendo nos papeis que ficara em minha mesa desde a sexta-feira passada, mas ainda podia sentir os olhos dela em mim, então quando ergui a cabeça e a olhei novamente, ela parecia enfurecida.

– Aconteceu alguma coisa? – perguntei.

– Não sei. – ela riu sem humor. – Me diga você. Aconteceu alguma coisa? – replicou, cerrando os olhos.

– Olha, eu sei que sai da sua festa sem me despedir e fiquei com o celular desligado ontem o dia todo, mas eu só...

– É isso que você tem para me dizer, Bella? – Rosalie me cortou. – Até quando você pretendia esconder de mim?

– Esconder? Do que você está falando – franzi o cenho.

– Até quando você ia esconder de mim que esteve fodendo com o Edward de novo?

Fechei os olhos enterrei o meu rosto em minhas mãos. Eu não estava preparada para isso, não me preparei em Rosalie saber antes que eu tivesse a oportunidade de lhe contar. Como? Como ela descobriu? Vendo que não havia mais como esconder, abri os olhos e respirei fundo, voltando a encarar os seus olhos azuis.

– Como você soube? – pergunto em um fio de voz.

– Isso realmente importa? – rebateu enfurecida.

– Eu ia contar. – disse, sentindo-me devastada. A última coisa que precisava agora era de mais um caos na minha cabeça.

– Esse tempo todo você dormindo com Edward, e eu preocupada que você estivesse se sentindo rejeitada por ele não ter te ligado. – disse ressentida.

– Eu sinto muito, Rose. – lamentei, me sentindo internamente horrível.

– Quem ligou para quem primeiro? – ela quis saber.

– Ele ligou. – respondi após alguns segundos. Rosalie abriu a boca para dizer algo, mas desistiu, assentindo com a cabeça.

Ficamos assim, olhando para a outra em silêncio, até o telefone de Rosalie tocar. Era o Sr. Sparks, solicitando a presença dela em sua sala. Quando ela sai, tento me recompor e pensar numa justificativa pela minha omissão. Mas a verdade é que eu não tenho uma.

Antes do que eu pensava, Rosalie estava de volta.

– Bella, eu preciso sair. O Sr. Sparks quer que eu participe de uma reunião na Universidade de Long Island, discutir os detalhes daquela palestra sobre a revista. – ela parou por dois segundos antes de continuar. – Eu queria que você soubesse que fiquei sim chateada por você não ter me contado, mas eu não te condeno. Não sei a que horas estou de volta, mas será que podíamos sair para jantar? E então você me conta tudo que está acontecendo?

Balancei a cabeça.

– Claro. – assenti. – Eu te devo uma explicação.

– Sinto muito pela minha reação. – disse, e eu podia ver em seus olhos que ela estava sendo realmente sincera.

Levantei da cadeira em que estava sentada e caminhei até ela, abraçando-a.

– Não se desculpe. Eu que errei em não ter contado antes.

Nos afastamos do abraço e ela sorriu para mim, complacente.

– Tudo bem. Você vai me contar tudo mais tarde. Agora preciso ir, o motorista está me esperando. – disse ela, enquanto pegava a bolsa. Antes de deixar a sala, ela se virou para mim e lançou-me um sorriso impudico. – Quer dizer que você dormiu no apartamento do Edward hein?

– Como você...? – meus olhos saltaram de surpresa.

Ela soltou uma risada aguda antes de levantar a mão e gesticular um tchauzinho de despedida, deixando-me sozinha, confusa e com a testa franzida.

O resto da manhã pareceu se arrastar, contribuindo o fato que eu não estava muito atarefada e não tinha a companhia de Rosalie para conversar e ajudar a passar o tempo. Tinha esperanças que o trabalho fizesse todo o stress do sábado desaparecer, mas isso não aconteceu. Ainda mais agora que eu precisava relatar tudo o que aconteceu, desde o dia que encontrei Edward no Central Park até o último sábado.

Quando chegara o horário de almoço, decidi fazê-lo fora da empresa. Estava cansada de ficar sozinha naquela sala, com a companhia do silêncio e cheia de pensamentos. Peguei minha bolsa e tomei o elevador. Acenei e sorri para Bill, o porteiro, quando passei pela porta giratória, congelando ao erguer a cabeça e dar de frente para a última pessoa que imaginei encontrar depois de tudo, me fitando com seus orbes negros.

Jacob.

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Notas finais
Puta merda. Jacob!
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Quem diria que ele ia aparecer. Agora, fica a pergunta: Para que? Por quê?
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Bem, de uma coisa tenho certeza. Se a vida da Bella já estava bagunçada, nada se compara com agora, com esse reencontro.
E então, o que acharam desse POV narrador? O que estão achando do Edward? Ainda querendo estrangulá-los??? Hauhsuahsuhaushuas
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Me deixem saber o que estão achando!
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Agradeço as reviews dos capítulo passado. Algumas revoltadas, outras compreendendo as atitudes do Edward. Me divirto muito com o que vocês escrevem, em especial os comentários do último capítulo. A batata do Edward está assando ainda, gente? Hauhsuahsuhasas
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Não sei quando postarei Private Party novamente porque darei um tempo à escrita esta semana, por causa da estréia de Breaking Dawn (AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH), e logo em seguida vou retomar a escrita da minha outra fanfic, Talvez Seja Amor. Deem um pulinho lá, amo tanto aquele Edward e aquela Bella!
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Tenha uma ótima semana, uma ótima estréia de Breaking Dawn, e nos vemos no próximo capítulo.
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Um super beijo!