Private Party

17 Rehearsal Dinner


Notas iniciais
Oi? Alguém ainda aí? . Não é miragem, é capítulo novo de Private Party mesmo!! kkkkkkk. Boa leitura e espero que curtam =)

POV Bella

– Uau! – exclamou Alice no momento em que saíamos do carro de Jasper.

– Gostaram? – ele perguntou, sorrindo, enquanto também saía do carro. – Esperem ver à luz do dia.

– É linda! Tão iluminada! Você disse que era grande, mas é bem maior do que estava esperando. – ouvi Alice dizer enquanto se juntava ao namorado para ajudá-lo a tirar as nossas bolsas entre outras coisas do porta-malas. – Legal os pais de Edward nos deixar ficar aqui durante o fim de semana. – ela continuou.

Eu estava ocupada demais admirando a enorme casa branca de frente para o mar, pertencente aos pais de Edward, localizada numa área de residências extremamente ricas e mansões fascinantes de East Hampton, Condado de Suffolk, a aproximadamente 170 quilômetros de Manhattan. Minhas sapatilhas afundavam sobre a grama bem cuidada do jardim onde Jasper estacionara o carro para retirarmos nossas coisas, o vento oceânico noturno esvoaçava meus cabelos, mas eu não estava me importando com isso.

– Graças a vocês duas. – disse Jasper, fechando o porta-malas do automóvel após esvaziá-lo.

– Eu ainda quero saber por que seus amigos não podem vir aqui e por que as festas estão proibidas. – avisou-o Alice. – Bella, aqui seu vestido. – chamou-me em seguida, fazendo-me desviar os olhos da casa e virar-me para ela.

– Obrigada. – agradeci, pegando de suas mãos o vestido que estava guardado no interior de uma capa cinza, movendo agora a minha atenção para o pequeno bangalô iluminado que a imensa piscina continha.

– Não é que eles não podem mais vir. – iniciou Jasper. – Os pais de Edward apenas... desejam estar presentes quando os caras estiverem aqui. Sabe como é, para terem certeza que a casa ficará inteira. – Jasper lhe disse rindo, tirando do bolso as chaves da propriedade que ficaríamos hospedados para o casamento de Rosalie e Emmett.

– E o que aconteceu na ausência deles? – indagou Alice curiosa, dando-lhe um breve beijo nos lábios. Confesso que também queria saber o motivo por trás das regras dos pais de Edward em relação aos amigos e as festas, que eu só tomara conhecimento há apenas meia hora, quando ainda estávamos no carro.

– Longa história que outra hora conto. – ele piscou o olhou para ela. – Agora vamos. Vocês precisam ver o interior da casa. – ele disse, caminhando em direção a entrada da residência, carregando as bolsas.

Tinha certeza de que quando Jasper abrisse as portas deslizantes de vidro para revelar o interior da casa, eu encontraria um ambiente de muito bom gosto e aconchegante, assim como era a casa dos pais de Edward em Upper East Side, mas quando o namorado da minha melhor amiga deu passagem para que eu e Alice entrássemos, eu poderia apostar que nunca estive antes numa casa tão linda quanto àquela.

– Nossa! – sussurrou Alice deslumbrada. Eu não estava menos maravilhada que ela.

A casa era linda, moderna, porém com um toque rústico. O mobiliário e decoração impecáveis, com muito branco e madeira, cortinados, tapetes, vasos e acessórios. O assoalho era de madeira e a iluminação toda embutida. As paredes da sala eram de vidro, privilegiando a vista para o mar. E após um tour comandado por Jasper, descobrimos que havia ali 7 quartos, sendo 3 suítes com banheira, 3 banheiros, cozinha, área de serviço, sala principal, sala de jantar, sala de entretenimento e uma espécie de escritório. Tudo impecavelmente limpo e organizado, que segundo Edward me falara dias atrás, sua mãe, Esme, procurava sempre manter, pagando a um casal nativo de confiança, Peter e Charlotte, que cuidavam da casa duas ou três vezes por semana. O jantar pronto na cozinha era o indício de que eles estiveram lá um pouco antes de chegarmos.

Após uma rápida refeição, subimos as escadas para o andar de cima, onde ficavam os quartos, no intuito de guardamos nossas coisas e tomarmos um banho após a viagem cujo percurso durara mais tempo que o normal devido a uma colisão entre um carro e uma caminhonete no final da Cross Island Parkway – graças a Deus sem vítimas ou feridos graves –, estrada que leva ao Hamptons, balneário preferido dos nova-iorquinos. No verão, especialmente nos meses de Julho e Agosto, meses de férias, a cidade é tomada por visitantes. Um refúgio para quem procura descanso, belas praias e bons restaurantes. O feriado de 4 de Julho, próxima terça, dia da Independência dos Estados Unidos, era o período mais frequentado.

Jasper e Alice dividiriam o mesmo quarto, e eu ficaria no quarto que pertencia a Edward. Quando o residente de Medicina me indicou a porta do quarto do meu namorado, deixando minhas bolsas sobre a cama e desapareceu para o outro aposento levando Alice consigo, senti meu peito se contrair de saudades.

Edward e eu tínhamos nos visto pouco durante aquela semana, apenas duas vezes, e tinham sido encontros rápidos, ao contrário da semana passada quando começamos a namorar, onde nos encontramos todos os dias. Eu estava tendo que dividir meu tempo entre trabalhar e ajudar Rosalie com os últimos preparativos do casamento, e Edward com seus novos horários de plantão que em nada contribuíam para nos vermos.

A última vez que o vi fora ontem de manhã, quando ele, após deixar o Hospital depois do plantão noturno, pediu que eu o esperasse antes de sair de casa para a Fortune.Para mim, Edward viria apenas para me ver e dar um beijo, depois seguiria para o apartamento dele, e eu para o meu trabalho. Porém, ao chegar à frente do meu prédio Edward pediu para que eu entrasse no seu carro, que ele me daria carona até a empresa, assim poderíamos passar alguns minutos juntos. Conhecedora do trânsito de Nova York, eu sabia que isso me faria chegar mais atrasada do que já estava, que se tivesse tomado um metrô chegaria com no máximo quinze minutos de atraso, mas no final das contas a espera me custou uma hora de atraso.

Contudo, valeu à pena. Muito à pena.

O longo beijo que trocamos assim que entrei no seu Volvo prata e todos os outros trocados durante o trajeto, compensaram o que quer que eu fosse enfrentar quando chegasse a meu setor. No momento em que nos despedíamos, ainda dentro do carro, Edward sussurrou em voz baixa enquanto beijava meu pescoço que deveria pedir desculpas por me fazer chegar atrasada, mas que não poderia, pois não sentia nenhum arrependimento. Eu, de olhos fechados, tentando não gemer enquanto os lábios dele deixavam um rastro de fogo em minha pele, tive que concordar com ele. Nada de lamentações, dane-se o meu trabalho.

Felizmente nada aconteceu quando cheguei a minha sala, ofegante e com a saia um pouco amassada. Ninguém sequer perguntou o motivo do meu atraso, nem mesmo Rebecca. Havia apenas o de sempre, minha mesa repleta de serviço. Não via a hora de tirar férias nos próximos dias, assim que Rosalie voltasse a trabalhar após sua licença de casamento. Eu imaginava que o Sr. Sparks se recusaria a dar-me férias antes disso, já havia sido um tanto difícil conseguir me ausentar amanhã, sexta-feira, mas o convenci de que Rebecca – nossa estagiária contratada há um pouco mais de um mês – seria capaz de lidar com tudo sozinha. Para meu alívio a empresa não funcionará na próxima segunda-feira, véspera de feriado.

Estava contando que encontraria Edward hoje mais cedo, no horário de almoço, mas uma longa e tensa reunião com editores não me permitiu sair. Eu sequer tinha certeza se conseguiria resolver todos os pepinos que surgiram ao longo do dia a tempo de viajar para os Hamptons com Jasper e Alice, caso contrário teria que dirigir até o balneário sozinha, ou Rosalie me mataria por perder sua despedida de solteira. Edward compreendeu quando telefonei informando os motivos pelos quais não poderia sair para almoçar com ele, desapontado como eu, uma vez que só nos veríamos no sábado, no dia do casamento. Ele me pediu para deixar uma mensagem de texto quando deixasse Manhattan, e outra quando chegasse na casa dos seus pais, que ele me telefonaria assim que tivesse um intervalo durante o plantão.

Eu estava naquele exato momento atendendo seu pedido pela segunda vez.

A casa é linda. Eu sequer consigo pensar em uma palavra para descrevê-la. Estou em seu quarto. Sinto sua falta.

Em seguida pressionei enviar.

Edward não pôde vir. Na verdade ele chegaria apenas no sábado de manhã. Estaria de plantão até amanhã à noite, perdendo o jantar de ensaio. Ele até cogitou vir logo após sair do hospital, mas eu não pude concordar com isso, mesmo desejando ele aqui comigo. Seria arriscado e imprudente demais dirigir de Manhattan até os Hamptons no estado fatigado e exausto que ele se encontrará após horas seguidas de plantão, sem dormir. Ele estava bastante chateado, mas não havia nada que podia fazer. Era isso ou ele perderia o principal, que era a cerimônia de casamento, uma vez que ele estava anteriormente na escala do sábado, mas felizmente conseguira uma troca com outro residente. Por outro lado, Edward teria três dias de folga, podendo ficar no litoral até a segunda-feira à noite. Infelizmente na terça-feira, no feriado de 4 de Julho, ele estaria de plantão novamente.

Sentia um frio na barriga só de pensar nisso. Uma vez que Jasper e Alice voltariam para Manhattan logo após o casamento, nós dois ficaríamos totalmente sozinhos naquela casa imensa.

Olhei para a enorme cama de Edward, coberta por uma colcha nas cores branco e azul e almofadas brancas. Várias imagens do que poderíamos fazer sobre ela preencheram minha mente. Para ser honesta, eu vinha pensando nisso o tempo todo, desde que soube que viríamos para cá. A memória da minha pele nua embaixo do corpo dele igualmente nu, a sensação de ser preenchida pelo seu membro, constantemente inundavam meus sentidos.

Eu tinha certeza que teria transado com Edward no sofá do apartamento dele três dias atrás, quando estávamos dando uns amassos. Mas ele estava sendo tão cauteloso com o nosso relacionamento que quando começamos a nos empolgar, ele deu para trás, justificando que estava na hora de ir para o hospital, deixando-me frustrada. Não tinha sido a primeira vez que dávamos uns amassos, mas até então não tínhamos chegado tão perto de fazer sexo. Quero dizer, eu cheguei a ficar sem blusa e ele sem camisa, mas parou por aí. Até um cego seria incapaz de enxergar a luxúria nos olhos dele, que não disfarçavam o seu desejo de ter continuado tanto quanto eu queria.

Eu sei que parte da sua atitude é culpa minha, por ter jogado-lhe na cara por mais de uma vez um tempo atrás que ele só me usava para transar. Mas a situação agora era diferente. Nós somos namorados e estamos apaixonados pelo outro, e mesmo que nosso namoro seja recente, nós já estamos saindo juntos há quase um mês. Eu sei que deveria achar fofo o fato do Edward querer levar o nosso relacionamento com calma, e até acho, mas o meu corpo, que há várias semanas queima de um intenso desejo pelo dele, parece discordar.

Com um suspiro, comecei a caminhar pelo quarto, que em quase nada se parecia com o quarto de Edward do apartamento do Upper West Side, muito menos com o da casa dos pais dele, que conheci na noite de jantar do seu aniversário. Mas, de alguma forma, o quarto tinha a cara dele. Era essencialmente masculino, os móveis projetados, a iluminação leve. Havia uma porta branca estilo francesa de vidro que tomava quase toda uma parede, dando para a varanda com vista para o mar. Estava fechada, coberta por um conjunto de cortinas brancas.

Abri uma das portas deslizantes do guarda-roupa de madeira embutido e fiquei surpresa ao encontrar algumas mudas de roupas e até mesmo sapatos de Edward. Eram poucas peças, e deviam estar lá há muito tempo, já que, segundo Edward, ele não ia àquela casa há dois anos. Segurei uma de suas camisas e a levei de encontro a meu nariz. Ainda tinha cheiro do amaciante. Pelo visto Charlotte também mantinha as roupas limpas.

Por último, dei uma olhada no banheiro e... Uau! Lá estava eu mais uma vez sem palavras. Parecia ter saído de uma revista, puro luxo. E a banheira era gigante, não tinha visto nada igual. Antes que me desse conta, estava preparando o banho de banheira e me despindo. Entrei na água escaldante e me recostei na borda, sentindo meus músculos relaxarem logo em seguida.

Isso era tão bom.

Só faltava uma coisa.

Edward me fazendo companhia.

XxXxPPxXxX

Estava enrolada na toalha, procurando o que vestir para ir à despedida de solteira de Rosalie, quando houve uma batida na porta.

– Bella?

– Entre.

No segundo seguinte Alice abria a porta, fechando-a atrás dela em seguida.

– Não acredito. Você ainda não se vestiu? – ela colocou as duas mãos em cada lado do quadril, usando um top justo tomara que caia rosa com estampas e saia preta curta de cintura alta com babados nas laterais, nos pés saltos bastante altos.

– Perdi a noção do tempo na banheira. – respondi, tirando da bolsa de viagem o meu vestido de verão verde-limão com estampas florais, de um ombro só e na altura dos joelhos.

– Se ia demorar tanto, me avisasse. Assim teria dado tempo para... você sabe. – disse ela enquanto se sentava na borda da cama.

– Você está andando muito com Rosalie. – eu ri, puxando a toalha do meu corpo para vestir o conjunto de calcinha e sutiã sem alças.

– Sou apenas uma mulher com abstinência de cinco dias. – ela fez um beicinho.

– Você não vai querer comparar comigo, vai? – perguntei, erguendo uma sobrancelha.

– Seu problema será resolvido nesse fim de semana. – ela me lançou um sorriso malicioso.

– Estou contando com isso. – eu lhe digo, sorrindo, colocando o meu vestido.

– O que vai fazer no seu cabelo? – Alice me pergunta.

– Humm... só secar. Não dá tempo para mais nada, vou deixá-lo solto. – eu lhe digo.

– Onde está o seu secador?

– Naquela bolsa cinza. – apontei.

Alice a abriu, tirando o secador de dentro.

– Vou te ajudar enquanto você se maquia.

Quase meia hora mais tarde, estava finalmente pronta. Coloquei nos pés uma sandália de saltos dourada e arrumei a alça da minha bolsa amarela no ombro esquerdo. O relógio marcava 10h52min da noite, já estávamos 22 minutos atrasadas. Rosalie já tinha nos ligado duas vezes. No caminho até o carro onde Jasper nos esperava, chequei o celular antes de guardá-lo na bolsa e encontrei uma chamada não atendida e uma mensagem de texto, ambas de Edward. Liguei de volta antes de ler a mensagem, mas ele não atendeu. Chateada por ter perdido sua ligação, que pelo horário, 10h05min, eu ainda estava no banho, fui então ler a mensagem de texto.

Nosso quarto. Mal posso esperar para dividi-lo com você. Também sinto sua falta.

Depois de ler a mensagem eu não consegui mais pensar em outra coisa. Nem mesmo quando chegamos ao Southpoint,o clube escolhido por Rosalie para celebrar sua despedida de solteira arranjada de última hora. O hotel que Emmett e Rosalie estavam hospedados, no qual também aconteceria a cerimônia de casamento, era um pouco distante dali, e foi para lá que Jasper se dirigiu após nos deixar na entrada no clube, para encontrar com o amigo e alguns dos rapazes que já estavam no balneário para uma noite de conversa e bebida no bar do hotel – a despedida de solteiro de Emmett acontecera sábado passado, quando todos os amigos puderam comparecer, inclusive Edward, nos deixando loucas de ciúmes. Emmett havia fechado um bar e Rosalie o fez jurar de joelhos, pela vida do bebê que ela estava esperando, que não haveria nenhuma mulher fazendo striptease, pole danceou qualquer coisa do tipo. E não houve.

Passei a noite toda tentando me divertir, por Rosalie, e acho que me saí bem. Ela estava tão feliz, tão radiante, mesmo não podendo consumir álcool por causa do bebê que estava em seu ventre, jogando toda a sua energia na pista de dança. Eu dancei em alguns momentos, quando ela, Alice e algumas das meninas me arrastavam para a pista, mas passei a maior parte do tempo sentada na mesa reservada às convidadas da noiva, Rosalie Hale, conversando com uma prima dela de dezenove anos, Lisa, que não dançava ou bebia, por causa da religião, e que, segundo a mesma, só estava ali por curiosidade. Na verdade, mal conversamos, a música alta pouco permitia, além disso, ela era muito tímida, de pouca conversa, o que era bom, assim ficava sozinha com meus pensamentos.

Eu não conseguia tirar da cabeça aquela frase. Mal posso esperar para dividi-lo com você.

Edward não precisou ser mais claro. Eu tinha entendido a mensagem. Finalmente, depois de tanto tempo.

Estava no terceiro daiquiri strawberryquando decidi sair para tomar um pouco de ar, fugir do barulho, indo em direção aos fundos do clube, que dava para a praia. A brisa marítima acariciou o meu rosto enquanto me aproximava do cercado de madeira que rodeava os fundos da casa noturna. Havia algumas pessoas por ali, bebendo e conversando. A batida da música, agora mais baixa, disputava espaço com o som das ondas do mar. Só então notei no canto direito a saída para o píer. Tirei as sandálias, segurando-as nas mãos, e no segundo seguinte meus pés se moviam até lá.

Sentei no final do píer, onde a água do mar molhava os meus pés e olhei para o céu estrelado, pensando em Edward e na saudade que estava sentindo. Eu desejava tanto que ele estivesse aqui agora.

Tinha se passado alguns minutos que estava sentada ali quando meu celular começou a tocar. Deveria ser Alice, ou Rosalie, querendo saber para onde tinha ido, uma vez que não disse nada quando deixei a mesa, embora elas não estivessem lá no momento. Mas logo que depositei meus olhos na tela do aparelho, meu coração disparou.

Não era nenhuma delas.

Era Edward.

– Alô? – atendi de imediato.

Achei que não fosse mais conseguir falar com você hoje. – eu juro, queria chorar quando ouvi a voz dele. Mesmo não o vendo, eu sabia que ele estava sorrindo do outro lado da linha.

– Bom, tecnicamente não é mais hoje.– eu brinquei.

Hum, tecnicamente não. Mas levando em consideração que nenhum de nós ainda dormimos, então, sim, ainda é hoje.

– Tudo bem. Você ganhou mais uma. – me vi sorrindo enquanto olhava para o mar.

E aposto que está rolando os olhos. – ele riu.

– Não, juro que não rolei. – eu ri mais.

– Pensei que você ainda estivesse na despedida de solteira de Rosalie. Liguei achando que você não fosse atender.

– Eu ainda estou. – digo.

No clube? Está tão silencioso.– seu tom de voz parecia confuso.

– Hum... eu estou do lado de fora. Saí para tomar ar.

– Você está bem?– ele perguntou rapidamente.

– Estou, eu só... eu queria sair um pouco do barulho. A música estava muito alta, mal dava para conversar. Só isso. – dei de ombros, embora ele não pudesse ver.

– Tem certeza que é só isso?­ –ele insistiu, com um tom de voz preocupado.

– Sim, não se preocupe. Está tudo bem. – soltei um longo suspiro. – Estaria melhor se você estivesse aqui.

Você não tem ideia do quanto isso está me matando, Bella, não poder estar aí. Eu não paro de pensar em você um minuto. – ele sussurra e a minha respiração imediatamente torna-se fraca.

– Eu também não paro de pensar em você. – murmuro de volta, sentindo meu peito se apertar. No segundo seguinte ouço a voz de alguém ao longe do outro lado da linha, em seguida Edward dizendo algo como “só mais um minuto”.

Eu tenho que ir, estão precisando de mim lá dentro.

– Você está fora do hospital? – pergunto.

Sim, eu disse que precisava fumar. – Não que me importasse com o cigarro, mas era tão estranho vê-lo dizendo isso. Edward nunca fumou enquanto esteve comigo, eu nuca senti o cheiro do tabaco nele, e sequer o vi portando alguma carteira de cigarros, nem mesmo no apartamento dele. A única vez que o vi fumando foi no aniversário de Rosalie, meses atrás. – Bella?– chamou-me.

– Humm... entendi.

Eu quase não fumo. Na verdade, faz mais de um mês que não chego perto de cigarros. Mas, eu não pude ver você no horário de almoço, e então eu li a sua mensagem e fiquei com ainda mais vontade de te ver e te tocar. Mas agora estamos a alguns quilômetros longe do outro, e não consegui falar com você quando te liguei mais cedo, e juntou com a noite tensa aqui no hospital, nós perdemos uma criança, eu só precisava de algo para relaxar. Eu não cheguei a acender o cigarro. Só precisei ouvir sua voz.

– Sinto muito. – balbucio, confusa com o que estava sentindo naquele momento, se ficava triste com o que ele estava passando, ou se feliz pelas suas palavras. Eu só queria poder abraçá-lo.

Dizem que com o tempo a gente se acostuma com as mortes. Não sei se algum dia chegarei a me acostumar com isso.– ele faz uma pausa, antes de continuar. – Eu preciso ir. Nos vemos no altar? – ele perguntou, e eu pude ouvir o esboço de um sorriso em sua voz.

– Nos vemos no altar. – eu sorrio, já sentindo saudades de ouvir a voz dele. – Boa noite Edward.

Boa noite Bella. – ele sussurra suavemente, com sua voz de veludo.

Passou-se um, dois, cinco segundos e eu ainda não tinha conseguido encerrar a chamada. E pela respiração que eu ainda ouvia do outro lado da linha, Edward também não.

E então a voz que eu ouvira minutos atrás o chama novamente.

Eu... vou indo. – ele diz para mim.

– Fica bem. – eu consigo dizer quando uma lágrima escapa de um dos meus olhos. Ele suspira e em seguida desliga.

Eu não sei por quanto tempo fiquei ali sentada com o celular em uma das mãos enquanto olhava para a escuridão do oceano à minha frente, mergulhada em minha própria melancolia, até decidir me levantar e voltar para o clube. Já tinha se passado muito tempo que eu havia saído.

– A gatinha está sozinha? – ouvi o sussurro em meu ouvido enquanto tentava me aproximar da mesa, seguido por um braço musculoso envolvendo a minha cintura.

No segundo seguinte puxava o braço para longe de mim e nem me importei em olhar para trás para conhecer o dono da voz.

– Onde você se enfiou? – perguntou Alice no momento em que cheguei à mesa. Não era preciso perguntá-la para saber que estava para lá de embriagada.

– Tinha ido lá fora. Precisava tomar um pouco de ar fresco. – respondo enquanto me sento, ofegante do susto de dois minutos atrás. – Onde está Rosalie? – perguntei rapidamente antes que Alice me enchesse com mais perguntas.

– No celular falando com Emmett em algum lugar silencioso desse clube. – respondeu Chelsea, amiga e antiga colega de turma da noiva da época do high school que conhecemos há apenas dois dias, vinda de Los Angeles para o casamento, sua residência há mais de um ano. Ela havia abandonado a faculdade de direito e mudou de cidade, porque queria ser cantora.

– Espero que ela não tenha fugido para dormir com ele. – comentou Heidi, sua prima, que também era uma das madrinhas.

– Então é melhor procurarmos por ela. – sugere Tracy, também funcionária da Fortune, que graças a muitas horas extras, conseguira o dia de amanhã de folga e também chegara mais cedo para o casamento.

– Não podemos deixar que ela faça isso. – comenta Alice, levantando-se do assento.

– Isso aí! – exclama Chelsea.

Todas elas, com exceção de Lisa, estavam meio bêbadas. Era até engraçado.

Dias atrás, Carmen, funcionária dos Hale há vários anos, sugeriu a Rosalie alguns dias de abstinência até a lua de mel. De início a loira considerou aquilo ridículo e até deu risada. Porém, três dias atrás, a em breve senhora McCarty confessou ter repensado sobre a sugestão de Carmen, e que até tinha proposto tal sacrifício – escolha de palavras dela – a Emmett, que não gostara nem um pouco da ideia. Porém, a decisão já tinha sido tomada pela loira, que, a contragosto do noivo e pai do seu bebê, decidiu sucumbir à abstinência de sexo desde o domingo passado até a lua de mel.

Mas não foi necessário sair à procura de Rosalie. Antes que as garotas deixassem à mesa, a mesma retornava, vinda não sei de onde. Porém, a alegria contagiante e o bom humor da loira aparentavam ter ficado para trás.

– Rose? Está tudo bem? – perguntei quando ela se sentou, começando a ficar preocupada.

– Eu estava falando com Emmett. – ela disse tristemente. – Ele disse que era o homem mais sortudo do planeta por estar se casando comigo e que não havia nenhuma outra mulher no mundo além de mim que ele quisesse para ser mãe dos seus filhos.

– Awwwnnnnnnnn! – um coro de derretidos suspiros eclodiu em nossa mesa.

– E por que você está com essa cara? – questionou Lisa franzindo a testa, sem entender o comportamento da prima.

– E se eu não for uma boa mãe e uma boa esposa? – ela inquiriu, desabando a chorar.

– Rose. – fui para junto dela, abraçando-a.

– São os hormônios da gravidez. – observou Tracy, rindo.

– Hey mulher. Pare com isso. – pediu Chelsea, afagando o braço de Rosalie. – Claro que você será uma boa esposa. Vocês se amam.

– Tenho certeza que você será uma ótima mãe, Rose. – Heidi também a tranqüilizou. – Você leva tanto jeito. Eu vi como você era cuidadosa com a Emma, o bebê da Gail.

– E Emmett irá te ajudar. – acrescentou Alice.

– Eu... eu... não sei viver sem ele. – ela disse, entre soluços.

– E nem ele sem você. – eu lhe digo, me agachando de frente para ela e então seguro as suas mãos às minhas. – Vocês foram feitos um para o outro, Rosalie.

– Eu não quero perdê-lo de novo. – ela diz, tentando limpar as lágrimas.

– E não vai. – eu lhe asseguro. – Lembra do que Emmett disse no dia do noivado?

– Cada palavra. – ela responde rapidamente.

O que Deus une, nada e ninguém separam.” –dissemos em uníssono, rindo em seguida.

– Você não parava de dizer isso por vários dias. – eu lembrei a ela.

– Sim. – ela sorriu, suspirando longamente em seguida.

– O que houve? – perguntei.

– Eu quero fazer amor com ele agora mesmo.

– NÃO! – gritaram as outras garotas em uníssono.

– São os hormônios da gravidez. – repetiu Tracy.

– Malditos hormônios! – exclamou Chelsea, em seguida todas as mulheres da mesa começaram a rir, até a própria Rosalie.

Ficamos mais meia hora no clube. Heidi e Tracy voltaram para a pista de dança, se bem que dançar foi o que menos a Tracy fez. Ela estava com a língua enfiada na garganta de um irlandês que acabara de conhecer, enquanto Heidi tentava se desvencilhar das investidas do amigo dele. Rosalie, mais calma, optou por ficar na mesa desfrutando de seu coquetel sem álcool enquanto trocava mensagens de texto com Emmett. E as demais, eu incluída, permanecemos sentadas ouvindo Chelsea narrar as dificuldades de deslanchar na indústria da música.

Quando Jasper chegara para nos buscar, Alice pareceu esquecer-se da minha presença no banco de trás do carro com suas ações libidinosas direcionadas ao namorado enquanto ele dirigia. Tudo bem, ela estava meio bêbada e Jasper também havia bebido sua cota de álcool, e eu até poderia fazer de conta que não estava vendo-a beijá-lo o pescoço, sugando sua orelha enquanto sussurrava sabe-se lá o que no ouvido dele e passando as mãos em seu peito e abdômen se eu não estivesse tomada de inveja.

Poderia o sábado chegar logo?

XxXxPPxXxX

Uma claridade incidindo em direção ao meu rosto me despertou de manhã. Revirei-me na espaçosa cama preguiçosamente, me recusando a abrir os olhos. Afundei o rosto no travesseiro, ouvindo nada além do silêncio.

Devo ter adormecido novamente, pois quando tornei a despertar, o quarto parecia ainda mais claro e eu estava completamente suada. Estiquei todo o meu corpo, espreguiçando-me enquanto puxava o lençol que estava enrolado na minha cintura e pernas. Foi quando abri os olhos.

O sol forte batia contra as portas de vidro que davam para a varanda, clareando todo o quarto através das cortinas brancas. Sento-me na cama, tirando os fios suados do meu cabelo grudados na minha testa e pescoço.

Levanto-me e caminho até as portas, abrindo-as sem muita dificuldade após afastar as cortinas. Ao sair para a varanda, que possuía uma mesa e duas cadeiras em vime brancas, sou recebida por uma brisa suave. Perco o fôlego com a vista.

O sol brilhava no alto, esplêndido e escaldante, a imensidão de mar azul protagonizava a paisagem, sereno e convidativo. A grama verde do jardim lá embaixo, que mais parecia um tapete, contrastava com a areia branca e cristalina da praia, a apenas poucos metros de distância da entrada da casa, separados por um cercadinho de madeira. A maravilhosa piscina com seu mini bangalô, ansiava para ser usada. Os únicos sons presentes eram dos pássaros voando e das ondas marítimas.

Definitivamente, eu estava no paraíso.

Retornei para o quarto após uns instantes, temendo ser flagrada usando apenas a parte de cima de um short doll e calcinha. Tudo bem que não havia ninguém na praia, muito menos no jardim da casa, mas não iria correr o risco. Chequei o celular, ansiosa, e para começar o dia com um imenso e bobo sorriso nos lábios, havia uma mensagem de texto de Edward.

Espero não tê-la acordado com a mensagem. São 9 da manhã e há exatos dois dias não nos vemos, mas a sensação é de que faz uma eternidade. Tenha um maravilhoso dia.

Minutos se passaram e eu ainda segurava o celular com as duas mãos enquanto lia lentamente cada palavra de novo e de novo, pensando no quanto tudo isso parecia surreal, ter alguém como Edward em minha vida.

Parecia sonho, mas felizmente não era.

É real. Muito real.

Fechei a mensagem após uma breve resposta, lendo uma última vez e coloco o celular sobre o criado-mudo. Uma vez que ainda não tinha arrumado minhas coisas desde que chegara na noite anterior, decidi fazê-lo naquele momento, organizando minhas roupas e objetos dentro do guarda-roupa e sobre a cômoda próxima à cama. Em seguida entrei no banheiro, dessa vez tomando uma chuveirada para diminuir o calor. Eu realmente devia ter ligado o ar-condicionado antes de dormir.

Vesti um short jeans claro curtinho e desfiado na borda, uma batinha branca soltinha e coloquei nos pés uma sandália rasteirinha de tiras. De acessórios, um colar e pulseiras coloridas no pulso direito. Guardei tudo que precisava para hoje e amanhã dentro da bolsa, peguei o meu vestido, e após borrifar algumas gotas de perfume, deixei o quarto.

Considerei bater na porta do quarto de Jasper e Alice, para deixá-la saber que eu já estava pronta para seguirmos até o hotel onde Rosalie estava hospedada, mas optei por primeiramente checar se eles já não estavam no andar de baixo. Além do mais, eu estava faminta, iria comer algo na cozinha antes de sair.

Desci as escadas e o silêncio parecia reinar em toda a casa. Fora apenas quando estava me aproximando da cozinha que o som baixo de uma voz aguda cantarolando se fez presente, e então deparei-me com uma mulher de cabeleira longa e loira, de costas para mim enquanto mexia na geladeira. Só poderia se tratar da Charlotte.

– Hmn... – limpei a garganta. – Bom dia.

A mulher virou a cabeça de imediato na minha direção e então sorriu. Ela parecia ser alguns anos mais velha que a minha mãe, ou mesmo Esme, mas ainda assim era muito bonita.

– Bom dia. – cumprimentou-me, fechando a geladeira enquanto segurava uma caixa de leite em uma das mãos.

– Desculpe se te assustei. – eu disse, apologética.

– Não me assustou, eu só não ouvi você chegar. – disse ela, colocando a caixa sobre a mesa, ao lado dos outros alimentos. — A propósito, eu sou Charlotte. – ela estendeu a mão.

– Bella. – eu disse, apertando-a.

– Oh! Você é a namorada do Edward! – seu sorriso cresceu momentaneamente.

– Sim, sou. – eu respondi, abrindo um sorriso igualmente largo.

– Não acreditei quando Esme me contou. E não é que ele foi mesmo fisgado? – ela perguntou retoricamente enquanto olhava para mim. – Mas agora entendo o motivo. Você é muito bonita.

– Obrigada. – agradeci, lisonjeada.

– Edward namorando. – Charlotte sorriu, indo em direção aos armários da espaçosa cozinha. – Eu tinha certeza que não veria isso acontecer pelos próximos anos e não é que me enganei? Logo ele que corria de compromisso. – disse ela enquanto pegava alguns talheres e em seguida os colocava sobre a mesa. – Desculpe estar dizendo isso, é que estou tão feliz que ele finalmente tenha encontrado alguém.

– Tudo bem. – eu sorrio, dando de ombros.

– Oh querida, me desculpe. Você deve estar com fome e eu aqui falando sem parar. A mesa com o café da manhã já está posta, eu só voltei aqui para pegar o leite e alguns talheres. Vamos, eu a acompanho.

Apenas sorri e a segui.

Quando chegamos à sala de jantar, Charlotte puxou uma cadeira para que eu sentasse.

– Tem café, suco, chá, torradas, waffles, muffins. Os ovos e o bacon estão quentinhos, acabei de prepará-los, mas se você quiser, eu posso preparar outro e...

– Por favor, não se incomode. Está tudo ótimo, obrigada. – eu lhe digo, sentando-me na cadeira que ela me ofereceu.

Ainda estava me servindo enquanto Charlotte me observava sorrindo quando finalmente Jasper e Alice apareceram de mãos dadas e cabelos úmidos.

– Bom dia Charlotte. – Jasper a cumprimentou.

– Jasper! Quanto tempo!

– Realmente faz tempo que não venho aqui. – ele disse, sentando-se à mesa e Alice ocupando o assento a seu lado.

– Você e Edward abandonaram essa velha aqui. – diz ela, fingindo estar ofendida.

– Tenho certeza que você não sentiu nossa falta nesses últimos anos. – ele riu, enchendo uma xícara de café e a entregando a Alice, dando-lhe em seguida um selinho.

Charlotte, que assistiu toda a cena, lançou um olhar inquisitivo para Jasper, que apenas gargalhou quando notou a curiosidade dela.

– Alice, esta é Charlotte. Charlotte, esta é minha namorada Alice.

– Olá. – Alice sorriu e acenou com uma mão, uma vez que a outra estava ocupada, segurando a xícara. Charlotte sorriu em resposta, dizendo ser um prazer conhecê-la.

– E Peter, como está? – perguntou Jasper a ela.

– Está bem. – Charlotte o respondeu. – Ficou em casa preparando nossas bagagens. Partimos hoje para New Jersey. Vamos passar uns dias com nossa filha e o seu marido.

– A Rachel casou? – perguntou o residente de medicina, aparentemente surpreso.

– Sim, e já tem um filho, Henry. Ele tem sete meses e é o bebê mais lindo que já vi. – ela respondeu, toda derretida.

– Wow. Ela ainda era uma menina da última vez que a vi.

– Rachel completou dezenove anos mês passado. Mas, você sabe, está tudo acontecendo muito rápido hoje em dia.

– Pode apostar que sim. – comentou Alice. – Nossos amigos se casam amanhã, Rosalie e Emmett. Eles se reencontraram há poucos meses após anos separados, e ela já está grávida.

– Emmett? – Charlotte franziu a testa? – O que estava morando na Califórnia?

– Você se lembra de Emmett, Charlotte? – Jasper a inquiriu, levando uma torrada à boca.

– Claro que me lembro. Como poderia esquecer alguém que encontrei dormindo embriagado dentro da banheira só de cueca, com mais de cinquenta garrafas vazias de cerveja ao redor do seu corpo e um cigarro em cada narina?

– Sério? – perguntamos eu e Alice ao mesmo tempo, céticas.

– Foi o maior susto da minha vida. – Charlotte recordava.

– Foi apenas uma brincadeira. – respondeu Jasper, já morrendo de rir.

E então começamos a rir também.

Algum tempo mais tarde, Jasper nos deixava no Sunset Hotel, localizado numa praia particular, quase parecendo desabitada. Era suntuoso e tinha uma vista de tirar o fôlego. Na verdade, o proprietário do lugar era tio de Emmett, que assim que soubera do casório, presenteou os noivos com o espaço para a realização da cerimônia e a recepção, bancando também todo o buffett, reservando parte das instalações do hotel para os convidados e cobrando nada pela hospedagem destes. A decoração e as bebidas ficaram por conta dos pais de Rosalie.

Ficar na casa dos pais de Edward tinha sido ideia dele, que argumentara que, ficando lá, nós teríamos mais liberdade que teríamos se ficássemos no hotel. Além do mais, já que permaneceríamos por mais dois dias em East Hampton, não fazia sentido nos hospedar lá enquanto tínhamos sua casa à disposição. Porém, esta noite eu, Alice e as outras madrinhas dormiríamos com Rosalie em sua suíte nupcial, a pedido da própria, que desejava passar sua última noite como solteira na companhia das amigas. No fundo eu sabia que ela estava morrendo de nervoso e não queria ficar sozinha.

Encontramos a noiva ao lado de sua mãe, da sogra e de Carmen, e pude notar mesmo de longe que Rosalie parecia um pouco estressada enquanto conversavam com uma mulher que eu não tinha certeza se era funcionária do hotel. Só minutos mais tarde descobrimos que ela fazia parte da equipe contratada para a decoração e Rosalie estava reclamando o fato dos arranjos das mesas não serem exatamente iguais aos que ela havia escolhido, e a mulher, Ellen, calmamente insistia que aqueles foram sim escolhidos por ela.

Minutos mais tarde, quando Rosalie admitiu que não se lembrava mais qual escolhera e visto que os arranjos eram bonitos de qualquer maneira, ela desistiu de discutir e permitiu que as outras mulheres se encarregassem de organizar o jantar de ensaio, para que ela pudesse tirar o restante do dia para relaxar na nossa companhia e das outras garotas.

Rosalie nos levou até a sua suíte, que já estava tomada por toda a parafernália de casamento, onde deixamos nossos vestidos de madrinhas. Seria ali que amanhã todas nós nos arrumaríamos. Em seguida, seguimos para o salão de beleza de hotel, onde uma equipe nos aguardava para cuidar das nossas unhas. Após uma longa sessão de manicure e pedicure, fizemos limpeza de pele, e por fim tivemos um almoço um pouco tardio. Boa parte dos convidados chegará apenas amanhã, para a cerimônia, mas algumas pessoas, parentes de Emmett e Rosalie e amigos mais íntimos que participarão do jantar de ensaio, já haviam chegado mais cedo e circulavam pelo hotel.

Os rapazes passaram o dia fora, num clube de golf que havia nas redondezas, e almoçariam por lá, voltando apenas no final da tarde. Emmett telefonara para Rosalie em um momento após o nosso almoço, e assim como o amigo, Jasper também ligara para Alice. Enquanto Tracy e eu conversávamos, dando palpites sobre a posição de um dos biombos, senti meu celular vibrar, e me apressei em atender, esperando que fosse Edward. No entanto, era a minha mãe e eu me senti terrível por não ter ligado para ela desde que chegara.

Ela me passou um sermão por isso e tinha toda razão, por deixá-la preocupada, e após conversarmos por alguns minutos, onde ela pedira para me desculpar com Rosalie mais uma vez por não poder comparecer ao casamento – ela estaria de plantão no Bellevue Hospital Center, onde trabalha como enfermeira-chefe –, nós encerramos a chamada, trocando palavras de carinho uma com a outra.

Aproveitando o celular em minha mão, fiz o que queria fazer há muito tempo: chequei as ligações, as mensagens de texto, mas não havia nada de Edward desde hoje de manhã, quando respondi a mensagem que ele me enviara. Decidi telefoná-lo, mas após chamar algumas vezes, a ligação caíra na caixa postal.

A tarde se passou rapidamente e a aguardada hora do jantar de ensaio chegara. Na suíte, os maquiadores se encarregaram de deixar Rosalie deslumbrante. Ela estava linda, com um vestido mullet plissado verde-água, os cabelos longos foram ondulados nas pontas, usava acessórios em ouro envelhecido e a maquiagem era discreta porém os olhos bem marcantes. Ansiosa, ela deixara o quarto, logo que pronta, sobre os seus scarpins brancos, acompanhada da mãe e de Carmen.

Optei por um vestido em laise rosa, cuja altura ia até a metade das minhas coxas, com um cintinho preto ao redor da cintura. Ele era simples, porém ideal à estação, com uma modelagem delicada e romântica, e ficara perfeito no meu corpo. Nos meus pés, um par de peep toe preto. Alice, por sua vez, estava usando um tubinho curto azul marinho, reto, com pedrarias na gola.

Mais tarde, os pais de Emmett nos recepcionavam na entrada do salão, que estava todo decorado para a ocasião que seria uma pequena prévia do dia mais importante para os noivos, onde os mesmos se reúnem aos seus familiares e amigos numa noite descontraída. Havia elegantes arranjos de flores, as mesas com suas toalhas de linho organizadas e os assentos distribuídos da mesma forma que estarão amanhã durante a recepção, no jardim do hotel que dá para a praia particular, onde ocorrerá a cerimônia. Através das janelas de vidro, a luz da lua incidia sobre a superfície do mar, completando o cenário.

O local já estava tomado pelas pessoas íntimas do casal, cerca de 60 convidados, que circulavam pelo salão com suas bebidas, conhecendo uns aos outros e jogando conversa fora. Emmett, que vestia um costume cinza, o paletó aberto deixando a camisa branca de botões à amostra e sapatos pretos, não tinha nenhum copo à mão, conversava com os amigos e aparentava estar bem relaxado, sorrindo o tempo todo, enquanto Rosalie trocava palavras com a cerimonialista, Leslie, que eu conhecera no ensaio da semana passada, em Manhattan, por isso não foi necessário fazer ensaio da ordem das entradas e saídas, das músicas, dos discursos, pois já havíamos feito tudo isso antes, com todos os envolvidos. Momentos depois, Rosalie se juntou a Emmett e ambos passaram a próxima hora trocando carinhos, enquanto cumprimentavam todo mundo.

Era quase oito horas quando todos nos sentamos para o momento especial da noite. Nós, madrinhas, e assim os padrinhos, sentamo-nos à mesa principal, da mesma forma como seria amanhã, ao lado dos noivos e seus pais. Olhei para o display na mesa indicando o assento vazio de Edward, ao meu lado, perguntando-me o que ele estaria fazendo naquele momento, se estava bem, se já estava em casa, uma vez que não tive mais notícias dele desde cedo. Eu esperava que ele estivesse tendo algum descanso, ao mesmo tempo que parte de mim gostaria que me ligasse.

Nos minutos que se seguiram ouvimos algumas das pessoas que acompanharam o início do namoro do casal, quando eles ainda eram adolescentes, incluindo Chelsea, Heidi, Jasper, o primo de Emmett e médico no hospital em que Edward trabalha, Barton, que compartilhou uma lembrança divertidíssima do casal, arrancando risadas de todo o salão do início ao fim. Porém, o momento comovente viera do pai de Rosalie, que de tão emocionada deixou escapar algumas lágrimas quando seu pai confessara que sempre acreditou que eles ficariam juntos novamente, mesmo que se passassem anos. E Emmett, também emocionado, após o pronunciamento do futuro sogro, beijou a futura esposa nos lábios sob os aplausos dos convidados.

Após o discurso do pai de Emmett, depois que se recompôs Rosalie foi a próxima a se pronunciar, mais uma vez declarando seu amor pelo noivo e agora também pelo bebê que estava a caminho. Ela também nos contou histórias engraçadas, especialmente sobre Emmett, e eu me perguntei se ela sabia sobre seu futuro marido ter dormido embriagado só de cueca numa banheira, ao redor de dezenas de garrafas de cerveja vazias. Por último agradeceu a todos os presentes que direta ou indiretamente contribuíram para a união do casal, àqueles que presenciaram a primeira fase do relacionamento deles, quando eram jovens, e aos que testemunharam o reencontro e os acompanharam até os dias atuais, mencionando a mim, a Alice e mais algumas pessoas. Sorri para ela, sinceramente feliz por ela.

Quando chegara a vez de Emmett, apesar de suas palavras nos arrancarem boas risadas, o que marcou seu discurso não fora o senso de humor, mas o amor que ele já nutria pelo futuro filho ou filha que viria dali a alguns meses, os planos que ele já fazia para o bebê, e o seu desejo de construir uma grande família ao lado da mulher de sua vida.

– E em meu nome e em nome da minha futura esposa – continuou Emmett, de pé, segurando uma taça de champanhe em uma das mãos –, gostaria de agradecer a presença de todos, somos muito gratos por todo o apoio, por compartilharem conosco essa última noite antes de nos tornarmos marido e mulher. Em primeiro lugar aos nossos pais, pelo amor incondicional e por serem os responsáveis por estarmos aqui reunidos, que em nenhum momento nos repreendeu por termos sido descuidados – ele deu uma risadinha, fazendo todos no salão rirem também –, mas, como disse anteriormente, não nos arrependemos de nada, e não importa se o bebê não foi planejado, nós já o amamos demais.

Rosalie, que estava sentada, afagou a mão de Emmett, que sorriu para ela. O futuro marido da loira continuou com os agradecimentos, aos familiares, amigos, nós, madrinhas e padrinhos, mencionando cada uma das pessoas ali presentes, inclusive o seu tio, proprietário do hotel.

– Obrigado, tio Arnold. Nosso casamento será mágico graças a você.

– Vocês merecem! – gritou seu tio de onde estava sentado.

– E é isso. Acho que não esqueci ninguém. – disse Emmett, sorrindo enquanto olhava de um lado a outro do salão, checando se não se esqueceu de citar alguém. – Bom, com exceção dos que não puderam estar aqui essa noite, infelizmente, como Edward, Demetri, meu primo Mick, alguns parentes de Rosalie, mas eles estarão amanhã na cerimônia, que é o mais importante. E agora, quero fazer um...

– Acho que você já pode me tirar dessa lista, afinal... estou aqui agora. – interrompeu-lhe a voz que eu reconheceria em qualquer lugar do mundo, em qualquer idioma, fazendo acelerar a minha pulsação.

Giro minha cabeça, assim como os outros, na direção que viera a voz, não acreditando nos meus olhos.

– Edward! – exclamou Emmett. – Cara, você veio!

– Bom, não poderia perder o jantar de ensaio do meu primeiro casamento como padrinho, certo? – ele sorri torto.

E é quando ele olha diretamente para mim.

Paro de respirar.

Seu sorriso cresce.

Tento recobrar meus batimentos cardíacos e estabilizar minha respiração.

Sustentando seu olhar, retribuo o sorriso.

E então ele começa a se aproximar.

Mas estou inerte.

Emmett vai ao seu encontro e eles se abraçam, trocam algumas palavras e riem de algo. Em seguida Edward felicita Rosalie, que se levanta do assento para abraçá-lo, abrindo um sorriso largo no segundo seguinte, colocando as duas mãos sobre a barriga de grávida ainda inexistente. Graças a música tocando no fundo e das conversas paralelas de algumas das mesas, não conseguia ouvir o que eles falavam.

E nem poderia.

Estava ocupada demais, admirando o meu namorado.

Edward vestia um blazer carvão, camisa preta de botões com o colarinho aberto e calça jeans escuro, nós pés sapato social preto. Seu cabelo estava uma confusão, como de costume, e aparentemente ele não teve tempo para fazer a barba.

O mérito era todo dele o meu estado de hiperventilação.

– Hey. – sussurrou Alice, que estava sentada ao meu lado esquerdo, chamando-me a atenção. – Limpa o canto da sua boca. – apontou.

– O que? Borrei o batom? – perguntei, enquanto limpava o local que ela indicara.

– Não. Está sujo com a sua baba. – ela riu baixinho. – Ai! – ela gemeu, ainda rindo, quando discretamente pisei o seu pé debaixo da mesa.

Edward cumprimentou as outras pessoas, dando tapinhas nos ombros dos amigos, falou com Jasper e Alice, e a próxima coisa que sei é que ele estava se sentando no assento que lhe pertencia, antes vazio. Ao meu lado.

Quando nossos olhos se encontraram, agora a poucos centímetros de distância, antes que eu pudesse lhe dizer algo, ele inclinou a cabeça na minha direção, aproximando os lábios da minha orelha.

– Você está linda. – sussurrou, beijando levemente a minha bochecha em seguida, desencadeando em mim uma descarga de calor que percorre o meu corpo inteiro.

Fechei os olhos, respirando fundo, e sorri, abrindo-os novamente no instante seguinte, vendo-o pegar uma taça de champanhe que o garçom acabara de servi-lo. Uma nova olhada em seu rosto e então percebi os círculos sob seus olhos. Nesse momento meu cérebro voltou a funcionar. Edward parecia realmente esgotado.

– O que você está fazendo aqui? Quero dizer, você não deveria estar em casa, descansando? – inquiri quando me dei conta do que ele havia feito. Dirigiu de Manhattan até aqui, após horas de trabalho, sem dormir.

– Hum, bem, sim... deveria. – ele deu de ombros.

– Edward! Você está exausto, não dormiu noite passada. Não devia ter vindo! – eu o adverti, de repente consciente do que poderia ter acontecido. Ele poderia ter cochilado enquanto dirigia e...

Não quero nem imaginar.

– Eu pensei que você queria que eu estivesse aqui. – ele disse, erguendo uma sobrancelha, com um semblante divertido.

– Claro que eu quero! Você sabe que não é disso que se trata. – apressei-me em dizer, e então um esboço de um sorriso brincou nos lábios dele. – Não é brincadeira, Edward. Sabia que um cochilo ao volante causa graves acidentes na estrada? Não lhe passou pela cabeça que algo poderia ter acontecido com você?

Ele suspirou, e o ar de diversão desapareceu.

– Eu sei, tem razão. Sinto muito.

Fomos interrompidos pela voz do pai de Emmett, anunciando o brinde.

Nos minutos seguintes, Edward e eu não voltamos a tocar no assunto. Na verdade, não tivemos um momento oportuno para retomar. Após os brindes, o jantar fora servido e uma conversa leve e descontraída tomou conta da mesa. Barton, que estava sentado de frente para Edward, engatou uma conversa relacionada ao hospital, que Edward e Jasper educadamente deram atenção, ao mesmo tempo que eu, Alice e Chelsea falávamos sobre o que estaríamos fazendo amanhã antes da cerimônia; do outro lado da mesa, Emmett se divertia com algo que Paul lhe contava, seu pai e seu sogro riam alto enquanto bebiam, e Rosalie se juntou à sua mãe e sogra para falar sobre sua partida para a lua de mel.

Todos à mesa conversavam sobre determinado assunto, e enquanto isso acontecia, Edward e eu estávamos bem conscientes sobre o outro. Além do seu cheiro me inebriando, sua mão esquerda vez em quando encontrava a minha direita, os seus dedos acariciavam os meus e nossas pernas se tocavam sob à mesa. O seu toque e a proximidade dos nossos corpos rastejavam pela minha pele como uma torrente, uma corrente fluindo entre nós. Uma sensação que me impedia de concentrar-me inteiramente ao que as garotas diziam.

Foi apenas após várias rodadas de piadas e histórias engraçadas, ao final do jantar, que Edward e eu tivemos oportunidade de conversar novamente.

– Ainda está chateada? – ele perguntou baixinho quando os nossos vizinhos deixaram à mesa, seus olhos penetrando os meus.

– Eu não estava chateada, Edward, estava preocupada. Poderia ter acontecido algo com você. – sussurrei, tocando com a ponta dos meus dedos à área sob seus olhos.

– Me desculpe. Eu sei que fui imprudente. – ele segurou a minha mão que tocava-lhe o rosto, e a levou até seus lábios, depositando um breve beijo. – É estranho, mas parece que faz uma vida que a gente não se vê, não dois dias.

– Sei o que você quer dizer. – concordo. Ele olha para mim e sorri. – Eu estava com saudades. – eu lhe digo.

Ele segurou o meu rosto entre as mãos e inclinou a cabeça para frente, parando quando nossos lábios ficaram a apenas um centímetro de distância.

– Eu também. – e então a sua boca estava na minha.

Enquanto nos beijávamos, esqueci-me de todas as preocupações em relação a sua chegada e que ainda havia pessoas ao nosso redor, embora o nosso beijo não tenha sido do tipo inapropriado para se dar em público. Foi um beijo lento, cheio de ternura e saudade. Nossas línguas se conectaram sutilmente enquanto as mãos dele deslizavam com ternura pelo meu rosto. Minhas mãos foram para seu cabelo, e eu escorreguei meus dedos suavemente pelos fios sedosos. Senti tanta falta de poder estar assim com ele, de tocá-lo, de sentir os seus lábios, o seu hálito misturando-se ao meu.

Quando nossos lábios se separaram, Edward desceu uma das mãos até o meu quadril e deslizou lentamente a ponta do nariz pela minha mandíbula, pela minha bochecha, parando na região abaixo da minha orelha, onde ele começou a depositar pequenos beijos.

– Edward?

– Hum?

– Estou tão feliz que você veio! – murmuro, colocando meus braços em volta do seu pescoço para abraçá-lo.

– Finalmente. – ele sorri contra meu ombro, em seguida ergue a cabeça para me olhar. – Estava contando com isso. – completa, beijando-me nos lábios novamente.

xxXxxPPxxXxx

Passava da meia-noite quando todos os convidados já haviam se recolhido após o jantar de ensaio, incluindo os pais dos noivos, restando apenas eu, Edward, Rosalie, Emmett, Alice, Jasper, Chelsea, Tracy, Chase, um amigo de Emmett chamado Luke, Barton e sua esposa, Meg, sentados numa única mesa enquanto batíamos papo e alguns bebiam seus drinks, embora ninguém estivesse realmente bebendo exageradamente. Grande parte dos convidados tinham se encaminhado para os seus respectivos quartos, outros optaram por dar uma volta pelo balneário, esticando mais um pouco a noite, como Paul e Tyler, amigos dos rapazes.

Estou sentada em minha cadeira com a cabeça languidamente recostada ao peito de Edward, seu braço esquerdo ao redor dos meus ombros. Nenhum de nós bebia enquanto conversávamos com nossos amigos.

– Você parece cansado pra caralho, cara. – disse de repente Chase a Edward.

Edward bocejou e assentiu, acariciando o meu braço esquerdo com sua mão. Eu havia notado que ele bocejara dezenas de vezes na última meia hora. Devia estar no limite.

Inclinei a minha cabeça para olhar para ele, vendo que os seus olhos estavam vermelhos e pequenos, por causa do sono.

– Você precisa dormir. – sussurrei para ele.

Ele assentiu com a cabeça e bocejou mais uma vez, rindo ao perceber que não conseguia mais parar de fazer isso.

– Estou realmente lutando em manter meus olhos abertos. – Edward admitiu, divertindo-se de si mesmo.

– Vai descansar, Cullen. Seu corpo precisa de uma pausa. Oito horas de sono e você vai acordar novo. – Barton aconselhou.

– Eu vou. – ele anunciou, beijando em seguida o topo da minha cabeça.

– Bem... acho que está na minha hora de ir também. – exprimiu Rosalie, suspirando exageradamente. – Amanhã vou me casar! – ela gritou, com um sorriso estonteante.

– Tecnicamente nos casamos hoje, amor. Já passa da meia-noite. – Emmett sorriu, inclinando a cabeça na direção dos lábios dela para beijá-la, mas ela o para com a mão.

– O que? Isso tudo? – inquiriu exasperada. – Oh Meu Deus! – ela se levantou do colo de Emmett. – Preciso dormir! Garotas, precisamos dormir!

– Calma, Rose. – Tracy riu.

– Calma? Você viu a hora? – Rosalie questionou a ela. – Eu preciso ter uma boa noite de sono, só que às 8 da manhã eu preciso estar de pé! A última coisa que preciso é de olheiras bem no dia do meu casamento. – pontuou. – Vamos, Emmett. – ela o chamou, puxando-o pela mão.

– Ei, ei, ei! Onde pensam que vão? – perguntou Alice, erguendo uma sobrancelha.

– Merda! Esqueci! – exclamou Rosalie. Todos nós rimos.

Enquanto o casal se despedia, no mesmo instante, todos nós fomos nos levantando. Amanhã seria o grande dia para eles, mas nós também teríamos um dia atarefado. Quando já estávamos de pé e os outros se afastavam, Edward me puxou para perto e passou os braços ao redor da minha cintura, correndo suas mãos por minhas costas.

– Me acompanha até o carro? – ele pergunta, com os lábios bem próximos aos meus.

– Claro. – sorri, beijando-o brevemente.

Caminhamos de mãos dadas a passos lentos falando sobre nada importante até o estacionamento privativo do hotel, onde Edward deixara o carro. Havia muitos carros enfileirados, no entanto nenhum sinal de alguém. O único som que ali se ouvia era das nossas vozes.

– Acho que não foi uma boa idéia te chamar até aqui. Agora você vai voltar sozinha. – ele comentou quando chegamos a seu Aston Martin.

– Você vai dirigir nesse estado até a casa dos seus pais e eu vou apenas caminhar do estacionamento até o quarto. Quem deveria se preocupar aqui? – perguntei, rindo.

Edward riu também, puxando-me pela mão enquanto se recostava na lateral do carro, colocando seus braços novamente ao redor da minha cintura, pressionando meu corpo de encontro ao dele. Meus braços instantaneamente envolveram a sua nuca. Ele inclinou a cabeça para baixo, enterrando o rosto em meu pescoço. Meus olhos se fecharam quando senti a maciez dos seus lábios tocarem minha pele, beijando cada centímetro vagarosamente.

A próxima coisa que me lembro é que nossas bocas estavam grudadas.

O beijo era completamente diferente dos que partilhamos quando estávamos no salão, e foi se tornando mais frenético a cada segundo, como se não nos beijássemos por uma vida. Parecia que queríamos devorar um ao outro. Edward deslizou a língua para o interior da minha boca e eu lhe dei livre acesso, sugando-a avidamente, o gosto dele penetrando todos os meus sentidos. Meu corpo começava a reagir, e pelo o que eu podia sentir, o de Edward também. Eu sentia sua excitação contra o meu estômago.

De repente, era como se nós estivéssemos em chamas.

Suas mãos deslizavam por todos os lugares. Em meu rosto, em meus cabelos, em meus quadris, resvalando, massageando, apertando. Sua barba de duas semanas fazia cócegas em minha pele, mas eu não me importava, eu adorava. Seu cheiro, seu gosto, seus lábios em meus lábios, na curva do meu pescoço, em minha orelha, meus dedos em seus cabelos, nossos corpos se contorcendo em sintonia contra a lateral do carro, tudo era quente e inebriante, e cada partícula do meu corpo desejava mais.

Todo aquele sono que Edward sentia até poucos minutos parecia ter se desvanecido. Seu corpo estava vivo, bem vivo.

Minha respiração era pesada e entrecortada, mas não conseguíamos de jeito nenhum parar para recuperarmos o ar. E nem queríamos. Contudo, no momento em que senti a mão de Edward se deslocar para a parte interna de minha coxa, por um segundo pensei que meus pulmões parara de funcionar.

Gemi dentro de sua boca quando seus dedos começaram a fazer pequenos círculos naquele local ao mesmo tempo em que nos beijávamos de uma forma ardente e descontrolada, fazendo-me lembrar de quando estávamos nos beijando no sofá do seu apartamento dias atrás.

Sua mão subiu mais alguns centímetros, fazendo com que meu vestido subisse também, e então as pontas dos dedos de Edward tocaram o elástico da minha calcinha.

– Oh Deus. – gemi contra seus lábios.

– Você precisa mesmo dormir aqui? – ele perguntou em minha boca com uma voz áspera, rouca.

Não tive tempo para responder.

Uma terceira voz interpela a minha.

– Ei Edward, você não acha melhor ir no meu carro? – Jasper pergunta atrás de nós.

E então a mão que estava entre as minhas coxas desaparece.

Nós nos separamos, ofegantes, minhas mãos rapidamente abaixam o meu vestido.

Meu peito subia e descia com a respiração superficial, meus batimentos cardíacos estavam em disparada.

Edward me colocou em sua frente e me abraçou por trás com apenas um braço ao redor da minha cintura, ainda recostado no carro.

Ele estava tão duro.

Senti-lo atrás de mim me deixou mais excitada.

– Assim você não tem que dirigir. – continuou Jasper quando se aproximou de nós.

– Hum, como? – Edward perguntou tentando parecer natural, ao mesmo tempo em que procurava recuperar o fôlego.

Jasper olhou de Edward para mim, em seguida de mim para Edward, e então percebi ele apertar os lábios, tentando não rir.

– Nada. Olha, vou no meu carro devagar e você vai me seguindo, ok?

– Tudo bem, está tranquilo eu ir dirigindo. – Edward lhe diz.

– Boa noite Bella. – Jasper sorriu.

– Boa noite Jasper.

Quando o namorado de Alice se distanciou, lentamente afastei-me do braço de Edward. Ele continuou na mesma posição, apenas olhando para mim.

– Er... acho que você tem que ir. – eu digo.

– Sim. – ele concorda, sem tirar os olhos de mim.

Nós nos olhamos por um segundo infinito e eu me perguntei o que se passava por sua cabeça, porque eu não conseguia parar de pensar onde os dedos dele quase estiveram se Jasper não tivesse nos interrompido.

– Eu... preciso voltar. – quebro o silêncio, apontando para o caminho que me levaria de volta ao hotel.

Edward desencosta do carro e dá um passo adiante, encurtando a pequena distância que há entre nós. Ele corre os dedos pela minha face com ternura, inclinando a cabeça para baixo e me beija de forma suave em seguida.

– Te vejo amanhã. – ele diz, plantando pequenos beijos em meus lábios.

– Boa noite. – murmuro quando ele me beija uma última vez.

Separamos-nos para que ele pudesse entrar no carro e sorrimos para o outro quando ele coloca o carro em movimento, saindo do estacionamento no minuto seguinte, logo atrás de Jasper.

De volta ao interior do hotel, caminho em direção ao quarto nupcial de Rosalie, onde também estão as outras garotas, ainda com o amasso de minutos atrás na cabeça, quando de repente uma mão em meu ombro me para, fazendo-me virar para descobrir o seu dono.

– Bella! – exclama, sorrindo de orelha a orelha.

Merda!

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Notas finais
Um bônus para quem descobrir o ser kkkkkkkk Gente, estava com tanta, mas tanta saudade de postar! Tanta saudade de vocês!!!! Eu não vou estender nas explicações, mas vários fatores me fizeram passar tanto tempo sem escrever. Fatores externos e internos, falta de inspiração, bloqueio (que acontece com tantas autoras), falta de tempo, trabalho, estudar para concurso, projeto de mestrado, fim de ano, enfim! Mas agora estou de volta e podem relaxar que não demoro mais tanto tempo assim. E se for da escolha da maioria, posso até diminuir o tamanho dos capítulos para as atualizações acontecerem mais depressa. E então, o que me dizem? Bem, quando escrevi o final do capítulo em que há o pedido de namoro, eu não programei em nenhum momento escrever o jantar em si, apenas comentários sobre o dia nos capítulos posteriores. O capítulo seguinte seria exatamente esse que vocês acabaram de ler. Mas, levando em consideração as reviews que falavam sobre o jantar, algumas pessoas estarem curiosas para saber o que acontece, resolvi escrever um capítulo bônus, que é o dia do aniversário de Edward, quando Bella é apresentada aos pais dele. Ele não entraria na fic, mas como a maioria pediu-me por e-mail (deixado nas reviews), para que entrasse na fic, ele virou capítulo e pode ser encontrado com o nome "Birthday", capítulo 16 (antecipei, para manter a ordem). E pra finalizar quero agradecer muito muito muito para quem não desistiu dessa fic. A todos que lotavam meu e-mail com mensagens privadas querendo saber sobre atualização, que me perguntavam pelo formspring, pelo twitter, até pelo facebook. Gente, vocês não imaginam como é gratificante isso, toda força, apoio, nenhuma crítica, pedindo para que eu levasse o tempo que fosse preciso, enfim. Vocês são a força que me impulsionam a não parar de escrever, a continuar a compartilhar minhas ideias loucas e íntimas. Obrigada por tudo! Graças a vocês Private Party sobrevive =) Mas e aí, o que acharam do capítulo lido? Compartilhem comigo sua opinião, suas dúvidas e neuras. Um grande beijo e nos vemos no capítulo 18 ;)