Private Party
15 Finally
Notas iniciais
Como diria o título, FINALMENTE esse capítulo saiu!
.
Como havia deixado recado em todos os lugares, no meu perfil, no forms, twitter, etc, tive problemas com esse capítulo porque eu simplesmente o perdi. Tudo. Meu pc quebrou e não tiveram como resgatar os meus arquivos. Então, só restou-me reescrever, e gente, foi muito difícil. Eu já tinha escrito bem mais da metade, e não me lembrava de boa parte, principalmente porque tinha muitos diálogos. Então espero que vocês tenham gostado de como ficou, porque foi o máximo que pude fazer para deixar o mais próximo do que tinha escrito antes de perder o arquivo.
.
E agora, boa leitura :)
POV BELLA
Ligar ou não ligar?
Seria uma boa hora?
Estaria ele acordado?
Bem, não é tão cedo. Passam das nove da manhã.
Deus, e o que eu diria quando ele atendesse a chamada?
E se ele estiver mesmo ainda dormindo?
E se ele não gostar?
Talvez fosse melhor deixar para mais tarde?
Jesus, isso era suposto ser mais fácil!
Especialmente depois de ontem...
Nós estávamos em seu carro, na frente do prédio em que eu morava, após uma viagem praticamente silenciosa da empresa que eu trabalho até aqui. Ambos agíamos cautelosos, quase não nos falamos. Bem, mas por minha causa que da parte dele, que em alguns momentos até falava uma coisa ou outra.
– Em casa. – anunciou Edward ao parar o carro na frente do edifício.
Inclinei a cabeça para olhar para ele.
– Obrigada. – sorri brevemente mordendo o meu lábio, vendo-o sorrir adoravelmente para mim.
– Por nada. – ele balançou a cabeça, sorrindo mais. Seus olhos não deixavam os meus, enquanto ele segurava o volante com uma das mãos, e a outra descansava em sua coxa direita.
– Er... boa noite. – eu disse.
– Boa noite Bella. – ele disse de volta.
Bem, esse era o momento em que eu deveria tirar o cinto e deixar o carro, mas eu não conseguia sair, muito menos parar de olhar para ele. Edward tampouco desviou os olhos dos meus. Já não havia sorrisos em nossos lábios. Estávamos sérios, nos encarando. E a corrente elétrica? Bem, ela estava lá. Eu podia senti-la ao nosso redor.
– Você... pretende fazer algo esta noite? – ele perguntou após o que pareceu uma eternidade, quebrando o silêncio.
– Como? – perguntei piscando os olhos, saindo do transe.
– Você tem planos para esta noite?
– Uh... não. – movi a cabeça de um lado a outro negativamente. – Só... ficar em casa, descansar. Tive um dia bem puxado.
– Entendo. – ele sorriu brevemente, mas algo em sua expressão parecia... espera, ele estava decepcionado?
Franzi ligeiramente a testa.
Mais silêncio.
– E você? – estava me corroendo em perguntar. Não resisti após um tempo.
– Ficar em casa também, dormir, desde que não dormi noite passada. – ele riu.
– Você estava de plantão? – perguntei, imaginando que era esse o motivo, mas logo me arrependendo de ter perguntado, afinal, não era da minha conta e a última coisa que quero é parecer indiscreta. Bem, talvez ele nem pense assim, ou não teria comentado, certo?
Tudo bem, foi só uma pergunta, por que estou tão preocupada com isso?
Ugh! Eu estou ficando neurótica.
– Sim. – respondeu ele. – Começou ontem no início da manhã e só terminou hoje à tarde, apenas cochilei por quase duas horas até o meu nome ser chamado no sistema de auto-falantes para atender uma emergência às 3 da manhã. Bom, pelo menos eu só tenho que estar lá novamente no domingo à noite. – ele brincou.
– Nossa! Não sei como você ainda está de pé. E dirigindo. – observei.
– Nós nos acostumamos. Além do mais, eu queria te ver. – ele diz, olhando-me intensamente, fazendo com que meus lábios se partissem, mas não consigo pronunciar nenhuma palavra.
Não desvio, até um click imaginário ressoar em minha mente.
Edward esteve de plantão por mais de 24 horas e ao invés de ir direto para casa descansar e dormir, aqui está ele, comigo, na frente do meu prédio, após esperar minha saída do trabalho sabe-se lá por quanto tempo.
Acho que eu estava ainda mais apaixonada por ele.
Isso é possível?
– Bella, você sabe. Você pode me ligar... sempre que quiser. Sei lá, para conversar, não sei... qualquer coisa. Hum... me ligue quando quiser. – ele diz, meio inseguro, de um jeito que não combinava nem um pouco com ele. Era até bonitinho.
– Ok. – digo em voz baixa.
Nós ficamos em silencio, até que eu o quebrei. Não podia mais mantê-lo aqui. Ele realmente precisava ir para casa.
– Bem, eu vou indo. – eu disse, finalmente tirando o cinto.
– Boa noite. – seu sorriso é tão lindo.
– Boa noite, Edward. Obrigada. – digo, saindo do carro, já sentindo falta dele.
Olho para o nome na tela do meu blackberry, decidindo. Sim? Não? Bufo, covardemente desisto de ligar para ele.
– Ei honey. Bom dia. – cantarola minha mãe ao entrar na cozinha, quase me assustando. Achei que ela ainda estivesse dormindo.
– Bom dia mãe. – respondo-lhe, pousando meu celular sobre a mesa e pegando a minha xícara de café.
– Dormiu bem? – ela sorri e eu sorrio de volta.
– Sim. – respondo, bebericando meu café.
– Você vai sair hoje? Está um lindo dia lá fora. – ela indaga, abrindo a geladeira para pegar a caixa do suco.
– Hum... talvez vou ao salão. – eu lhe digo, vendo-a se sentar à mesa, de frente para mim.
– E Edward?
Eu paro por um momento.
– O que tem ele? – pergunto tentando soar despreocupada, pegando uma torrada e colocando nela um pouco de geléia.
– Não finja que não se importa. – ela riu. – Eu sei que você estava tentando criar coragem de ligar para ele. Eu estava há mais de dez minutos na entrada da cozinha observando você.
– Mãe! – sinto minhas bochechas esquentarem.
– Desde quando você fica envergonhada em torno de mim? – ela pergunta divertida, sujando a ponta do meu nariz de geléia.
– Pare com isso. – peguei um pouco de geléia e passei em sua bochecha, revidando.
Nós nos limpamos enquanto ríamos.
– Tudo bem. Eu estava mesmo tentando ligar para ele. – admiti rolando os olhos após um minuto, quando começamos a tomar decentemente nosso café da manhã.
– E por que não ligou? – ela perguntou enquanto mastigava.
– Não sei. – dei de ombros.
– Orgulho. – minha mãe riu.
– Não. Não dessa vez. – eu ri.
– Medo?
– Talvez... – mordo brevemente o meu lábio inferior.
– Bella, eu realmente acho que você está certa em ir com calma, mas não vejo nenhum problema em ligar para ele.
– Eu sei, é só que... o que eu vou falar?
– Que tal começar por um “oi”, “tudo bem?” “liguei para saber como você estava”? – sugeriu.
– E se ele estiver dormindo, ou ocupado? E se não for uma boa hora? E se ele não atender? – questiono, um tanto agitada.
Renée começa a rir. Alto.
– Mãe, eu realmente não preciso de alguém me zombando. – estreito os olhos para ela.
– Não estou zombando. Só me lembrando de quando era eu em seu lugar, lembra? E você me incentivando a ligar.
– Sim, e eu lhe dizendo o quão adolescente você estava soando. – eu sorrio, lembrando dos antigos namorados da minha mãe. – Eu estou soando adolescente, não é?
– Não, filha. Você só está insegura, o que é completamente normal e aceitável depois do que você passou. Além do mais, você é apaixonada por esse rapaz, e quando existe sentimento no meio, não é nem um pouco mais fácil, pelo contrário.
– Não, não é. – eu suspiro. – Eu não sei que passo devo dar, entende?
– Você deve dar o passo que o seu coração comandar.
– Tenho medo de fazer o que o meu coração comanda. – eu lhe confesso em voz baixa.
– Porque você não está ouvindo os seus comandos como deveria. Quando você aprender a ouvi-lo de forma consciente, você começará a seguir na direção certa.
Olho um longo tempo para minha mãe, concentrada em suas palavras, em seguida meus olhos repousam brevemente sobre o meu celular.
– Isso não significa que não haverá tropeços no caminho, filha, porque assim é a vida. Só aprendemos a dar o passo certo após cometermos vários passos errados. Não tenha medo de errar.
Assenti, incapaz de fazer algum comentário, terminando o meu café da manhã perdida em pensamentos.
XxXxXxXxX
– Prontinho.
– Essa cor é realmente linda, Amber. – disse, admirando minhas unhas em um diferente tom de azul, mas nada exagerado.
– Obrigada. Eu disse que não ficaria berrante. – ela diz, orgulhosa do próprio trabalho.
Nós trocamos mais algumas palavras e então me dirigi ao caixa do salão, pagando pelo serviço de manicure e pedicure. Me despedi de todas e saí porta afora, caminhando em direção as escadas do metrô para então voltar para casa. Tinha ido ao salão cuidar das unhas logo após pegar uma carona com Renée e Phil, que estavam indo a um restaurante em Greenwich Village, onde o futuro noivo da minha mãe residia.
Era a primeira vez que eu encontrava Phil após saber através de minha mãe, quando conversamos no domingo passado, que ele conhecia os pais de Edward. Phil lhe dera a informação ainda na noite da minha formatura, quando Edward apareceu inesperadamente, surpreendendo-o, embora aparentemente Edward não o tivesse visto, melhor dizendo, não prestou atenção nele. Discreto como sempre, o namorado da minha mãe não tocou no assunto ou fez qualquer pergunta sobre aquela noite, enquanto eu me corroia cheia de curiosidades durante o percurso. Ele sequer disse a Renée os nomes dos seus pais, apenas que ambos eram médicos, como ele, embora essa informação eu já soubesse do próprio Edward.
Ao entrar no apartamento, joguei a bolsa em um sofá e me atirei no outro, me esticando para pegar o controle da TV enquanto tirava as minhas sapatilhas com meus próprios pés. Após devorar o meu almoço, um cheddar duplo com bacon do Burger King com coca-cola, que comprei no caminho de volta para casa, deitei-me com a cabeça apoiada sobre duas almofadas e zapeei os canais, parando em um que exibia ‘Win a Date with Tad Hamilton’, um filme bobinho com o Josh Duhamel que eu adorava, um dos meus preferidos numa época em que costumava ser ingênua e sonhadora. Assim como todas as outras vezes em que assisti, meus olhos encheram-se de lágrimas e um sorriso idiota brotou em meus lábios quando Rosalee vai atrás de Pete após se dar conta que é ele quem ela ama, e então eles finalmente têm seu final feliz.
Poderia na vida real ser assim tão... simples? Porque eu sequer conseguia ligar para Edward, perdendo as contas das vezes que peguei o meu celular com o intuito de chamá-lo, desistindo em todas as tentativas por falta de coragem. Se bem que a minha situação era bem diferente da mocinha do filme, Rosalee, muito menos Pete tinha algo a ver com Edward.
E pelo que pareceu ser a centésima vez, sem soar hiperbólica, o blackberry estava novamente em minhas mãos, e o nome Edward se destacava na tela, apenas esperando coragem suficiente da minha parte para ligar.
Espremi os olhos e mandei o receio para o espaço, finalmente chamando o seu novo número, gravado na minha agenda de celular desde o último sábado, quando nos encontramos no café e trocamos nossos números de celular. E após o segundo toque, sua voz aveludada surgiu do outro lado da linha, fazendo o meu coração disparar.
– Alô?
Nossa, que barulho! Onde ele estava?
– Oi Edward, é Bella. – tive vontade de dar um tapa em mim mesma. Claro que ele sabe que sou eu, afinal, ele tem o meu número. Se bem que ele atendeu com um alô, não disse o meu nome.
Ouço vozes de onde ele está, muitas vozes. E bem altas.
Será que ele não queria que o escutassem dizer meu nome?
Merda.
– Espero não ter ligado em um momento ruim. – eu digo, já me arrependendo de ter ligado.
– Não! – disse sobressaltado. – É que estou... – o barulho ficou ainda mais alto. – Eu vou sair daqui, você espera um minuto?
– Tudo bem. – ouço-me dizer.
Continuo na linha, percebendo após alguns segundos o barulho de antes diminuir, até desaparecer por completo um tempo depois.
– Bella? – chamou-me finalmente, e eu poderia dizer que ele tinha dúvidas de que eu ainda estivesse na linha.
– Oi. – respondi, ainda constrangida por telefoná-lo em uma péssima hora.
– Hey. Tudo bem com você? – sua voz suavizara e havia agora uma doçura. Não pude deixar de sentir uma excitação contida em seu tom de voz.
Ele estava feliz por eu ligar?
As borboletas em meu estômago aparentemente começaram a fazer festa.
– Eu estou bem. – eu lhe disse, tentando não parecer tão animada, embora um sorriso estivesse espalhado em meus lábios naquele momento.
– Me desculpe, eu não estava te ouvindo bem. Eu estou no apartamento de Demetri, nós estamos assistindo a partida dos Yankees contra o Twins e, você sabe, os caras conseguem ser muito barulhentos. – ele sorriu.
– Oh! Eu não quero atrapalhar, eu só...
– Não. – ele me interrompeu. – Não está atrapalhando, Bella. Além do mais, a partida não está lá grande coisa. Os Yankees estão perdendo.
– E você deve estar arrasado. – eu ri, lembrando-me de quando ele me contou o quão fanático ele era pelo time de baseball.
– Bem, mais ou menos... – ele fez uma pausa – Sim, eu estou... – ele bufou, fazendo-me rir mais.
– Bem, ainda estamos no início de junho. Haverá muitos jogos até chegarem os playoffs. – eu o lembrei, tentando tranquilizá-lo, como fazia com o meu pai, fanático pelo mesmo time. – Além do mais, essa está sendo a primeira derrota da temporada, certo?
– Sim, é a primeira. – Edward riu. – Devo me atrever perguntar se você torce para os Yankees? Afinal, você nasceu nessa cidade.
– Mas isso não quer dizer nada. – eu quis provocá-lo.
– Vai dizer que torce pelo que tem os caras mais bonitos? – foi a vez dele de me provocar, usando as palavras que eu usei na noite da festa de aniversário de Rosalie, quando me intrometi enquanto ele, Jasper e Emmett discutiam sobre football.
– Oh, não. Dessa vez eu fico com o que está ganhando. – eu rebati, usando as palavras que ele usara naquela mesma noite.
Nós rimos.
– Eu adoro o seu senso de humor. Senti falta disso. – ele disse, e meu coração se aqueceu com o comentário, além de me deixar nervosa, como sempre ficava diante dele. Mesmo agora, quando só estamos nos falando por telefone.
– Devo alertá-lo que não costumo ser assim sempre, especialmente quando está chovendo. – brinquei.
– Quando está chovendo. – ele repetiu, rindo.
– Qual é, essa cidade fica uma loucura quando chove, é uma penitência sair de casa. Atrapalha toda uma rotina. Eu detesto. – me defendo, ainda usando um tom divertido.
– Você está sendo um pouco... radical. Ela é inofensiva. – disse ele, ainda rindo, se referindo à chuva.
– Experimente sair de casa no pico do inverno e debaixo de uma forte chuva trajando um casaco aveludado, pesado e comprido, com centenas de guarda-chuvas batendo um no outro enquanto você caminha, e acrescente as poças de água que se acumulam em algumas ruas e te molham toda quando um motorista engraçadinho passa velozmente por elas, e então poderemos retomar essa conversa.
– Você tem um ponto. – ele finalmente concorda. Bem, eu acho.
– Tenho, afinal, fiz parte da porcentagem da população desta cidade que saem de casa arrumados para trabalhar, sem carro e sem condições de tomarem um táxi todos os dias, e chegam em seus locais de trabalho como se tivessem acabado de sair de dentro de uma represa, totalmente encharcados. Além de possuírem agora casacos destruídos.
– Bom, tirando a parte dos guarda-chuvas e das poças que você citou anteriormente, eu diria que neste caso, o problema reside no casaco.
– Han? – perguntei, confusa.
– Bem, eu concordo em tudo que você disse, mas sobre os casacos destruídos, eles não estariam tão ruins se não fossem de veludo.
Bem, eu tinha que admitir que ele tinha uma observação sensata.
– Hum, sim, mas... casacos de veludos são elegantes. Para o trabalho. Quero dizer, não só no trabalho, mas, quando estamos nesses ambi... hum... você entendeu. – eu me interrompi, me perguntando por que estávamos falando agora sobre casacos. Ah, claro. Meu nervosismo quando não me deixa muda, me leva a fazer comentários idiotas e sem sentido vez em quando.
– Sim, eu entendi. – ele riu. – Mas quando se há uma chuva violenta lá fora, a elegância não parece ter tanta importância assim, certo?
– Hum... certo.
– Então por que não usar algo mais leve e confortável, que corra menos risco de ser destruído?
Eu não me contive e ri.
– Ok. Já entendi. Você adora a chuva e está tentando me convencer de que ela não é tão ruim. Eu entendi.
Edward também riu.
– Bem, não o tempo todo, mas eu realmente não tive tantos problemas com relação a ela.
– Sorte sua. – eu lhe digo. – Então... tirando a parte dos Yankees estarem perdendo neste momento, você... está bem? Quero dizer, você estava tão cansado... ontem à noite...
– Oh, sim, completamente bem após dormir por quase treze horas. – informou com a voz tranquila.
– Wow! Você realmente teve uma ótima noite de sono. – comentei, feliz por ele ter descansado.
– Eu apaguei quase que instantaneamente quando cheguei em casa. Apenas me forcei a manter por vinte minutos os olhos abertos enquanto devorava o jantar que levei. – ele disse, rindo no final.
– Aposto que era pizza. – mencionei, lembrando-me de uma antiga conversa que tivemos em seu apartamento, no dia que cozinhei para ele um fettuccine alfredo. Edward provavelmente vivia pedindo pizza, como estava prestes a pedir àquela noite.
– Não dessa vez. – ele riu. – Eu passei em um restaurante tailandês depois que te deixei em casa.
– O Republic?
– Sim, apesar de preferir o Joya.
– Oh, sim, com certeza o Joya. Se não fosse no Brooklyn, provavelmente eu seria cliente assídua. Eu adoro comida tailandesa. – eu disse quase salivando. Eu realmente amava o tipo de culinária.
Edward não disse nada no instante seguinte, e eu estava prestes a perguntar se ele estava na linha quando sua voz surgiu do outro lado.
– Você... hum... eu pensei se, não sei... hum... você não gostaria de ir ao Joya? Hoje à noite?
Meu coração acelerou. A minha mão que segurava o celular começou a tremer.
– H-Hoje à noite? – perguntei em voz baixa, gaguejando um pouco.
– Sim. Jantar?
Ele estava me convidando para jantar.
Edward estava me convidando para jantar. Hoje à noite.
Meu Deus!
Nós dois jantando? Tipo... tipo um encontro?
Era isso que ele estava me propondo?
– Tudo bem, se... não quiser. – Edward disse após um tempo, quando comecei a divagar. Seu tom de voz parecia desapontado. – Me desculpe. Eu sei que estou indo muito rápido, eu...
Foi quando compreendi que ele imaginou que o meu silêncio fora porque eu considerava cedo demais para sairmos juntos.
– Não. – eu o interrompi. – Não. – repeti. – Não é isso, é só que... – eu parei. O que ia dizer? Eu fui pega de surpresa e estava neste momento surtando internamente com o convite, precipitando-me a interpretá-lo como um encontro. E se não fosse? Bem eu realmente não sabia o que dizer. – humm... você acabou de me dizer que jantou comida tailandesa ontem, vai repetir... hum... por duas noites seguidas? – a pergunta havia sido bolada de repente, o que não deixava de ser uma observação plausível.
– Bem, eu realmente não me importo. Eu só... – ele parou no meio da frase, continuando em seguida. – eu queria passar um tempo com você.
Sim, seria um encontro.
Definitivamente seria um encontro.
Meus lábios se esticaram em um sorriso bobo e apaixonado.
– Tudo bem. Eu vou com você. – eu finalmente disse, ainda sorrindo. – Mas, não no Joya. Você gosta de comida japonesa, certo?
E assim nós fomos parar no Nobu, um conhecidíssimo e aconchegante restaurante japonês localizado em Tribeca. Escolha de Edward, que estivera lá muitas vezes, enquanto eu nunca estivera. Ele se encarregara de me apresentar os melhores sabores da casa.
Edward tinha ido me buscar. Quase perdi o fôlego quando eu o encontrei na entrada do meu prédio. Ele usava um blazer grafite, aberto, uma camisa branca de botões e calça também grafite. Nos pés um elegante sapato peto. O cabelo ainda estava mais curto que o habitual e a barba por fazer de uma semana. Ele estava absurdamente lindo. E sexy.
No segundo seguinte que encerramos a ligação com a promessa de nos encontrarmos mais tarde, um estado de ansiedade épica eclodiu em mim. Comecei a andar de um lado a outro, sorrindo feito uma idiota, pensando no que eu poderia fazer para a tarde correr. Mas não havia nada realmente, e só me restava esperar. Para completar, eu estava com uma vontade absurda de me abrir, de falar para alguém, ou iria explodir a qualquer momento. Não queria atrapalhar o dia de folga da minha mãe, então liguei para Alice.
Ela havia concordado em me dar um tempo sobre qualquer assunto relacionado a mim e a Edward, depois que lhe contei sobre a nossa conversa no café, uma semana atrás. Ela concordou em não opinar ou se intrometer nas minhas decisões, pelo menos não durante esse período que eu tentava me recuperar da mágoa, enquanto Edward e eu tentávamos ser amigos. Mesmo que nossos sentimentos fossem mútuos, havia muitas questões que precisávamos superar, muito o que conversarmos, se queríamos fazer isso funcionar. E Alice respeitou o meu limite.
– Por favor, não me peça para não ficar contente com essa notícia. – disse ela pelo telefone após soltar um grito. Eu não me contive e comecei a rir de sua reação.
– Tudo bem. Você pode ficar. – eu lhe disse.
Ela passou a divagar sobre encontros triplos entre ela, Jasper, Rosalie, Emmett, eu e Edward, e antes que sua imaginação fosse muito além, encerrei a ligação com a desculpa que precisava ir ao supermercado.
Quanto a Rosalie, foi realmente bom que ela estivesse tão ocupada com os preparativos do seu casamento no próximo mês, e não tivesse tempo para os meus dramas sentimentais, embora isso não a impedisse de querer saber. Ela só não teve oportunidade para insistir, para meu alívio. No entanto, ela saberia em breve, afinal, nos encontraríamos dali a dois dias para discutirmos detalhes do seu casamento, uma vez que eu era uma das madrinhas.
Pelo menos a ligação que eu fizera para Alice serviu para uma coisa: ela me convenceu a não usar jeans. Bem, ela me intimou a usar vestido. Eu estava decidida a sair essa noite de jeans, porque não queria soar apelativa ou nada parecido. Eu sei que tinha um corpo legal, as pernas bonitas, mas eu não queria chamar a atenção de Edward para esse lado. Não esta noite. Mas agora, olhando-o tão bem vestido, fora do seu usual tênis e jeans, eu sabia que tinha feito uma boa escolha. Optei por peças em alfaiataria, uma calça cinza com as barras dobradas e uma blusa cropped branca de botões. Nos pés sandálias de salto louboutin negras. Meus cabelos permaneceram naturalmente ondulados e soltos, e no rosto uma maquiagem leve, rímel e lápis para destacar os olhos, blush em um discreto tom de pêssego e nos lábios um batom cor de boca.
O clima no carro era leve e descontraído, embora a tensão sexual que havia entre nós estivesse sempre presente, porém ambos conversávamos sem receios ou preocupações, dispostos a nos divertir esta noite. Edward estava me contando sobre a inesperada visita de Rosalie à casa de Demetri, à procura de Emmett, que deveria estar em alguma loja com ela horas atrás, mas que ele esquecera por causa do jogo, deixando-a não muito feliz, especialmente porque até o celular ele não tinha atendido, por ter deixado no silencioso em algum canto da sala. Eu ri, imaginando a cena. Conhecendo a minha amiga como conheço, ela estaria ralhando a atitude dele até agora.
Ao chegarmos ao Nobu, dois funcionários se aproximaram do carro, o manobrista para o lado de Edward, e o outro para o meu lado, abrindo a minha porta. Agradeci quando saí do carro e no mesmo instante Edward chegava ao meu lado, exibindo um sorriso radiante. Tenho certeza que o meu era um espelho do dele.
Não houve mãos dadas nem nada quando caminhamos lado a lado até a entrada do restaurante, obviamente. Não éramos um casal. Mas senti um arrepio em todos os poros do meu corpo quando Edward colocou a mão no final das minhas costas, quando estávamos caminhando para a nossa mesa que ele havia reservado.
Conhecedor do menu, Edward me recomendou o Lychee Martini, um drink de lichia com saquê, que concordei de imediato. O sabor era realmente maravilhoso. Ele me disse que normalmente bebe outra coisa, mas decidiu me acompanhar. Ele também pedira sopa de missoshiro, e de entrada pedi um ceviche de frutos dos mar.
Nós degustávamos alguns sushis e ao mesmo tempo conversávamos sobre assuntos triviais. Restaurantes que frequentávamos, prato preferido, o que não gostávamos de comer, o tema mudou para bebidas, séries de TV, até pararmos em filmes.
– Sério que você não vai me contar que filme estava vendo antes de me ligar? – Edward insistia.
Nós estávamos falando sobre filmes, e ele disse que não lembrava a última vez que assistiu um, talvez um mês atrás, muito menos quando havia sido a última vez que tinha estado em um cinema, e que era lamentável, pois ele adorava, especialmente os filmes de ação, os seus preferidos. E eu, compartilhando da mesma falta de tempo nos últimos meses por causa do final de semestre na faculdade e do meu trabalho, tive a infeliz atitude de lhe dizer que havia assistido um dos meus preferidos da minha adolescência naquela tarde, antes de ligar para ele. E quando me perguntou o nome, eu lhe disse que era um filme bobo, que ele provavelmente nunca viu. O que só fez aguçar a sua curiosidade, e agora ele queria saber de todo jeito.
– É um filme bobo, já disse.
– Bella, você está me matando aqui. Eu estou extremamente curioso. Por que você não quer me dizer o nome?
– Deus, como você é insistente! – exclamei, rindo em seguida.
– E você teimosa. – ele disse divertido.
Suspirei, limpando a boca com o guardanapo de tecido branco.
– Win a Date with Tad Hamilton. Pronto, pode rir.
Edward me olhou como se um terceiro olho de repente tivesse se desenvolvido em minha face.
– Sério que esse é um dos seus filmes preferidos? – ele franziu a testa, parecendo não estar acreditando que eu realmente estava falando sério.
– Quando eu era adolescente. Vamos, estou esperando você rir.
– Não. Nem parece ser tão ruim. – ele deu de ombros, mas seu semblante me dizia que ele estava se esforçando para não dar risada.
– Não, não é. Além do mais, tem o Josh Duhamel. – acrescentei, para ver o que ele diria.
– Eu sei, eu sei que você vai dizer que ele é bonitão e tudo mais. Mas bem, ele teve sorte de se casar com a Fergie.
– Como assim?
– Bem, o sucesso e tudo mais.
– Ei. Não fale assim. A Fergie nem era famosa quando esse filme foi lançado.
– Era sim. Ele não era. – disse Edward com uma expressão de diversão no rosto, levando em seguida um sushi à boca.
– Não era não.
– Era sim.
– Não era.
– Quem não era? Josh ou Fergie? – inquiriu, sua voz carregada de humor.
– Edward! Pare de me confundir! – eu o repreendi quando percebi que ele estava fazendo de propósito.
E então rimos. E conversamos mais.
A noite se seguiu agradável. Edward pedira vinho e instantes mais tarde nossos pratos foram servidos. Eu saboreava o Yellowtail Sashimi with Jalapeño e Edward do Black Cod with Miso. Durante toda a noite não pude deixar de observar fascinada suas expressões enquanto ele comia. A forma como ele mastigava e o seu pomo de adão se movia, de como seus dedos...
Pare, Bella. Pare exatamente agora.
Minha mente ralhou, forçando-me a recuperar o foco.
E na hora de pagar a conta... bem, foi um problema. Quando me viu abrir a minha bolsa, Edward perguntou o que eu estava fazendo, e eu lhe respondi que estava indo dividir a conta. Ele parecia ultrajado quando disse que não permitiria que eu pagasse alguma coisa, provocando assim um impasse entre nós dois. E após muita insistência, me dei por derrotada e deixei que ele pagasse a conta sozinho.
A volta para casa... essa foi mais complicada que a ida. Embora eu estivesse realmente tentando mais uma vez não me distrair encarando-o enquanto ele dirigia, não obtive tanto sucesso. Eu não parava de olhar para ele. Talvez fosse culpa do vinho ou o Lychee Martini. Eu me perdia olhando as suas mãos firmes segurando o volante, ora passando a marcha, ora passando pelo cabelo cujos fios estavam mais curtos com o corte de uma semana atrás. Eu olhava para o seu perfil, observando como tudo nele parecia perfeito. O cabelo, o formato do rosto, do queixo, do nariz, a cor dos olhos, os longos cílios, os lábios... ah, os lábios! Eu olhava para o movimento deles enquanto Edward falava, os dentes brancos, perfeitos...
– Você esteve lá alguma vez? – ele me perguntou.
Eu desviei o olhar dos seus lábios para os seus olhos, e quando vi que ele estava olhando para mim, limpei a garganta.
– Hum... não. – respondi, referindo-me a algum lugar do Oregon que ele tinha ido. Nós estávamos falando sobre viagens, mas me perdi o fio da conversa.
Edward não fez nenhum comentário e continuou olhando para mim intensamente um longo tempo, antes de voltar sua atenção para a estrada.
Eu havia sido pega encarando-o.
Virei o rosto para o lado da janela.
Merda. Definitivamente fora o vinho ou o Lychee Martini.
O caminho de volta para casa estranhamente pareceu mais longo. Só após um tempo que compreendi por que. Edward dirigia quase na velocidade mínima permitida.
Ele estava querendo prolongar o nosso encontro? Passar mais tempo comigo?
Os meus instintos diziam que sim. Sorri para mim mesma.
Quando Edward parou na frente do meu prédio, nós olhamos um para o outro e sorrimos.
– Obrigada, Edward. Eu realmente adorei a noite.
– Eu também. – disse, olhando-me diretamente nos olhos. Seus orbes verdes estavam mais brilhantes do que eu já tinha visto.
Deus, ele tinha que ser tão lindo?!
– Eu tenho algo para você. – ele diz com aquela voz suave e se inclina para pegar algo dentro do porta-luvas, seu cheiro assaltando-me quando ele ficara ainda mais próximo ao se inclinar.
E então ficou realmente difícil respirar dentro do carro.
Ele tinha que ter um cheiro tão bom?!
Edward me entrega um pacote. Franzo a testa para ele, confusa, mas ele apenas sorri, me encorajando a abrir. Rasgo o papel de embrulho e encontro uma caixa. Abro-a, e tiro de dentro um CD. Mas não é qualquer CD. É a edição rara de colecionador do Depeche Mode. Edward tinha em seu apartamento, da mãe dele ou algo assim, e dissera na ocasião que providenciaria uma cópia para mim.
Jesus! Eu nem me lembrava mais disso!
– Edward! – exclamei, olhando estupefata para a capa do CD. Era exatamente igual, uma cópia perfeita. Como ele tinha conseguido isso?!
– Não foi tão difícil encontrar como pensei. – ele deu de ombros. – Entrei em contato com a loja que compramos, na Inglaterra. Eles não tinham, mas acabaram conseguindo em algum outro lugar. Eu insisti um pouquinho. – ele exibia um sorriso exultante.
Foi quando me dei conta. Aquele não era uma cópia. Era o CD original.
Meus olhos caíram para a caixa em meu colo e então vi gravado o nome de uma loja com o endereço de alguma cidade inglesa.
Edward conseguiu para mim a edição de colecionador do Depeche Mode que minha mãe e eu nunca encontramos. Original.
Olho novamente para Edward e num ímpeto, eu o abraço.
– Obrigada, Edward. Eu não posso acreditar que você conseguiu. – eu sussurro próximo ao seu ouvido.
– Por nada. – ele responde carinhosamente, sua mão acariciando minhas costas.
Por alguma razão, eu não consigo me afastar dele. Talvez porque meu rosto estivesse próximo ao seu pescoço e eu não quisesse me afastar do seu cheiro, ou talvez porque os dedos da minha mão que não segurava o CD, corriam discretamente por entre os curtos fios de cabelo da sua nuca.
Relutantemente me afasto alguns centímetros e me viro para olhar em seu rosto. Ele faz o mesmo. Nossos lábios ficam a poucos centímetros de distância. Meu coração batia acelerado.
– Obrigada. – repito em um sussurro, olhando para seus lábios.
Estou tentando não pensar em como é bom sentir aqueles lábios moldando-se aos meus, no quanto eu sinto falta de beijá-lo, mas está realmente difícil não pensar nisso. Não enquanto estivermos nessa posição. Não enquanto sinto a respiração dele pesada. Não enquanto ele olha fixamente para os meus lábios também.
Será que ele quer me beijar?
Eu quero muito, muito mesmo, beijá-lo.
Ele olhou novamente nos meus olhos, longamente, e então compreendi o que estava se passando em sua cabeça naquele momento. Ele não iria me beijar. Não porque ele não queria me beijar, mas porque ele não queria ultrapassar o limite que delimitei sábado passado quando lhe disse que precisava de um tempo.
Não que esse tempo já tivesse passado, nós realmente precisávamos ir devagar. Mas isso não me impedia de querer beijá-lo. De querer beijá-lo agora.
E quando olhei novamente para os seus lábios, empurrei todos os pensamentos de lado e o beijei.
A princípio foi um beijo doce, gentil e lento, cheio de saudades. Uma emoção indescritível despertou em meu peito, fazendo o meu coração doer. Logo a intensidade aumentara para um beijo urgente e inflamado. Tudo dentro de mim sentia-se energizado, vivo. Os braços dele estavam em torno de mim, segurando-me tão firmemente como se não quisesse que eu me afastasse, seus dedos correndo por minhas costas, fazendo-me sentir tudo dele, seus lábios, seu corpo, seu cheiro, enquanto nos beijávamos de maneira tão intensa. E quando sua língua pediu passagem para penetrar o interior da minha boca, eu só conseguia pensar que eu queria que aquele beijo não terminasse nunca.
Nunca mais.
XxXxXxXxXxXxXxX
– Então nos vemos amanhã. – eu disse em meio aos beijos. Meus braços estavam ao redor do pescoço dele.
– Me ligue antes de sair da loja. – ele apertou os braços em volta da minha cintura e me suspendeu, me beijando.
– Eu vou cair. – sorri contra seus lábios.
Sorrindo, Edward me colocou de volta ao chão e então nos beijamos mais e mais. Paramos apenas quando nos demos conta de que estávamos na calçada do meu prédio, nos beijando como se não estivéssemos em um local público, apesar do horário, a começar por Laurent, o porteiro do prédio, que provavelmente está nos vendo pelo sistema de câmeras. Bem, nós realmente nos esquecíamos desse detalhe na maioria das vezes.
Passei a mão em seu rosto, trocamos mais alguns pequenos beijos, e finalmente nos despedimos, relutantes a nos afastarmos. Edward caminhou para o seu carro e lançou-me um sorriso que me fazia desmanchar toda, antes de entrar no automóvel. Quando seu carro se foi, entrei suspirando no edifício.
Era quase uma hora da manhã, já madrugada de segunda-feira, e em breve estaria de pé para mais uma semana de trabalho. Edward e eu tínhamos acabado de chegar do Dylan’s, que ficava a poucos quarteirões da minha rua. Era um desses bares pequenos, as mesas quase batendo uma na outra, porém um ambiente agradável, com música ao vivo dos anos 80 e cerveja da boa. Tinha sido tão bom, nós bebemos durante todo o tempo que estivemos lá, conversando amenidades, ouvindo uma boa música, trocando beijos e carinhos. Mal podíamos deixar nossas mãos longes um do outro por nenhum segundo.
Fui direto para o meu quarto, tirando o meu jeans e o restante das minhas roupas e encaminhei-me ao banheiro, para um banho frio. Quando me deitei na cama, depositei a cabeça no travesseiro e deixei minha mente vagar pelos últimos dias.
Edward e eu estávamos saindo há duas semanas, e durante esse período fizemos vários programas juntos. Após o jantar no Nobu, nossa segunda saída foi ao cinema, no dia seguinte, por concordância de ambos, uma vez que compartilhamos ao outro a falta que sentíamos de fazer esse tipo de programa. Assistimos Piratas do Caribe 4. Tinha sido uma ótima tarde, mesmo que estivéssemos meio receosos no início, quando ele fora me buscar em casa, devido ao beijo que trocamos na noite anterior. Só quando estávamos em nossos assentos Edward criou coragem e segurou a minha mão. Nós nos divertimos, dividimos a pipoca, e quando a sessão havia terminado, parecíamos como qualquer outro casal que ali estava, trocando pequenos beijos e andando de mãos dadas.
Os dias seguintes foram ainda mais fáceis. Nossas ligações tornaram-se constantes, nos falávamos pelo celular todos os dias e nos encontrávamos sempre que nossas agendas permitiam. Fomos a restaurantes, pubs, shopping, e por duas vezes almoçamos juntos no meu horário de almoço, sem falar as vezes que ele aparecera para me levar para casa após o trabalho, quando eu não tinha ido de carro.
Eu sei que eu deveria estar feliz, e acredite, eu estou, muito. Mas, apesar de todo o avanço que tivemos, havia algo lá no fundo me incomodando. E eu sabia o que era: seja lá o que estava acontecendo entre nós, não havia definição.
Éramos amigos, óbvio, mas, definitivamente, não apenas amigos. Amigos não se beijam na boca ou se olham apaixonadamente. Talvez fossemos amigos com benefício? Só se beijar um ao outro conte como benefício, porque desde que começamos “isso”, que ainda não tem um nome, nós não fizemos sexo, sequer tocamos no assunto ou chegamos perto de falar, apesar de ficarmos excitados quando nos beijávamos sofregamente, a ponto de nos deixar sem ar. Por mais que ele tentasse, era inútil disfarçar quando ele ficava tão duro. Eu podia sentir. Contudo, também não éramos namorados.
Eu sei que não devia pirar com isso, que deveria deixar as coisas acontecerem naturalmente, no tempo certo e ver no que dá, mas é justamente esse o meu medo, o que aconteceria no final das contas. Eu sei que não era apaixonada por Jacob, mas quando nos relacionamos, o que me incomodou era justamente isso, o fato de estar envolvida em um relacionamento sem compromisso. E deu no que deu. Ele voltou para a ex-namorada da vida inteira. Não que eu pensasse que Edward fosse voltar para alguma de suas ex-namoradas, afinal, ele teve seis anos para tal e no entanto não o fez, além do mais, ele estava sendo muito sincero quando declamou seus sentimentos por mim. E eu sentia isso, em cada gesto, em cada olhar, em cada beijo.
Além disso, havia outro assunto que estava me deixando um pouco aflita. O casamento de Rosalie e Emmett nos Hamptons que estava se aproximando. Eu seria uma das madrinhas e Edward um dos padrinhos. No entanto, nós não tínhamos conversado quase nada sobre o assunto, melhor dizendo, nada que se referia a nós dois juntos lá, uma vez que estaremos rodeados de pessoas conhecidas. Não que nossos amigos já não soubessem sobre nós, mas a maioria não, sem falar que será a nossa primeira vez juntos no mesmo ambiente que eles desde que começamos a sair, e eu não fazia ideia de como seria nossa interação diante de conhecidos, não sem saber sobre nossa condição. Não havíamos combinado coisa alguma sobre a nossa ida, se iríamos juntos, muito menos se ele estaria no jantar de ensaio, já que fora difícil trocar o plantão para que ele pudesse estar presente na cerimônia, como ele me dissera quinta-feira passada, quando fomos almoçar juntos. E eu ficava me corroendo por dentro, querendo perguntá-lo, mas ao mesmo tempo ficava insegura e desistia.
Mas tenho consciência de que estou sofrendo antecipadamente e de que é tudo minha culpa. Afinal, eu pedira a Edward um tempo, naquela tarde no dia seguinte à minha formatura, naquele café, e acredito que ele esteja indo devagar porque não quer que me sinta pressionada. Eu sinto isso a cada convite que ele faz. Apesar da facilidade com que estávamos levando nosso... hum... relacionamento, ou sei lá o que, Edward às vezes parecia ficar um pouco inseguro ao me convidar a fazer algo, como se temesse pela minha resposta, com receio de que parecesse que ele estava me pressionando. E depois que eu aceitava com um sorriso e o beijava, ele relaxava novamente.
Tantas coisas que eu queria conversar, mas ao mesmo tempo não queria estragar esse nosso momento, muito menos falando sobre assuntos do passado. Não vou mentir, eu tinha interesse em saber por onde andavam as ex-namoradas de Edward, especialmente a que morara na mesma rua que eu. Mas mais do que isso, eu queria saber o que exatamente James lhe disse sobre mim, que o deixara tão irado na época, a ponto de fazê-lo me insultar. E queria saber sobre ele e Jane.
Sim, eu era uma idiota que gostava de sofrer. Muito prazer.
Respirei fundo e fechei os olhos, tentando esquecer esses assuntos por ora.
XxXxXxXxXxXxX
– E então, como estou? – perguntou Rosalie com um sorriso radiante no rosto.
– Meu Deus! – exclamou Alice.
– Rose... você... você está linda! – murmurei olhando com encantamento para ela em seu vestido de noiva.
Nós estávamos na Wedding Atelier, famosíssima loja de vestidos de noivas de Nova York, localizada na quinta avenida, cuja prova do vestido de noiva de Rosalie estava sendo feita. Ele era de um tom branco gelo, bem justo em seu corpo, com corte sereia e tomara que caia, com um toque clássico de elegância.
– Só vou precisar fazer alguns ajustes aqui na cintura, e diminuir o volume dessa barra. – disse a designer, Suzanne Neville.
– É, eu sei, já estou engordando. – disse Rosalie olhando para o enorme espelho à sua frente, murchando a barriga.
– Rosalie, não comece. Você não ganhou nenhum peso ainda. – eu lhe digo.
– Eu conheço o meu corpo, eu sei que já engordei. – ela insistiu.
– Bem, pelo menos não dá para perceber. Sua barriga continua lisa. – comentou Alice, o que era verdade, por isso o vestido ficara tão perfeito em seu corpo.
Enquanto Suzanne continuava a falar sobre os ajustes que faria no vestido e as suas assistentes faziam anotações, meu celular começou a tocar. Já sabendo que se tratava de Edward dizendo que estava na porta da loja me esperando, uma vez que eu o tinha ligado minutos atrás para dizer que poderia vir me buscar como combinado para jantarmos, pois eu já tinha feito a prova do meu vestido de madrinha, me afastei de onde todas estavam e fui para um canto atender a chamada.
– Hey. – disse carinhosamente ao atender.
– Estou aqui, na frente da loja.
– Saio em dois minutos. – ele assentiu, em seguida encerramos a chamada.
Caminhei de volta para onde as outras estavam, que nesse momento ajudavam Rosalie a retirar o vestido.
– Bom... eu tenho que ir. – disse-lhes.
– Não vai jantar com a gente? – perguntou Heidi, prima de Rosalie, que também será uma das madrinhas e estivera lá para fazermos juntas as provas dos nossos vestidos. Claro, a Wedding Atelier era conhecida por ser especializada em vestidos de noivas, mas aqui também há estilistas para confeccionar vestidos de madrinhas e damas de honra.
– Oh, não. Ela tem coisas mais interessantes que nós para fazer. – provocou-me Rosalie, que agora estava apenas de lingerie.
– Engraçadinha. – eu ri.
Despedi-me das garotas, combinando de nos encontrarmos novamente aqui na próxima semana para a última prova, e caminhei apressada em direção à saída. O Volvo de Edward estava parado com o alerta ligado na frente da loja. Apesar de achar super sexy vê-lo ao volante do Aston Martin, não vou mentir que gostava mais do Volvo, por chamar menos atenção. Se bem que o carro tão pouco importava, Edward chamaria atenção mesmo se estivesse pilotando uma lata velha.
– Oi. – sorri quando entrei no carro.
– Oi. – ele sorriu também, e se inclinou para me dar um breve beijo, dando partida no carro em seguida. – Hum... você se importa se passarmos em meu apartamento antes? – ele perguntou sem olhar para mim enquanto dirigia.
O que?
Nós... no apartamento dele?
De repente me sinto um pouco nervosa.
Eu só estive lá duas vezes e... bem, nós... transamos nas duas vezes, e a última...
– Não vai levar muito tempo. Eu só preciso deixar umas sacolas que estão na mala do carro. – ele respondeu apressadamente e dessa vez ele olhava para mim. E parecia apreensivo. Não, não. Ele realmente estava apreensivo.
Merda, ele percebeu o que eu estava pensando?
Eu precisava dizer alguma coisa.
– Tudo bem. Eu não estou tão faminta assim. – eu lhe digo e tento sorrir despreocupada, mas sei que meu sorriso saíra um pouco nervoso.
– Você nem precisa sair do carro. Eu só vou subir com as sacolas do supermercado e então podemos ir.
– Espera. Sacolas do supermercado? Você foi ao supermercado? – perguntei surpresa e o esboço de um sorriso divertido dançava em meus lábios. Eu tinha quase certeza que Edward nunca fizera isso antes. Ele dissera quando estive em seu apartamento que os alimentos estavam lá desde que ele havia se mudado, e que a mãe quem comprara.
– Bella, eu disse que não sabia cozinhar, não que nunca havia ido ao supermercado. – ele riu, entrando numa rua.
– Mas você disse que sua mãe...
– Sim, minha mãe estava mantendo a despensa abastecida, mas isso foi apenas para atender a necessidade dela de cuidar de mim depois de tantos anos. Sabe como é, desde que saí de casa eu dividia apartamento com os caras, e ela nunca fez esse tipo de coisa. Quando decidi que queria algo meu, viver sozinho, ela quis fazer algo. E bem, sabe como são as mães. – ele riu.
– Eu sei. – eu ri. – Pensei que você tivesse dividido apartamento apenas com Jasper.
– Não. – ele balançou a cabeça. – Quando terminei o High School, eu morei sozinho em um apartamento em Tribeca. Na época dificilmente parava nele. Eu não gostava muito de onde estava localizado, da rua, e para ser sincero também não gostava do prédio, mas como o aluguel seria pago pelos meus pais e eu não queria desapontá-los, aceitei viver nele.
“Demetri estava saindo com uma garota que morava no Soho, Jasper sempre quis morar naquele bairro, então eles decidiram dividir o aluguel de um apartamento. Era bem amplo, numa rua legal, vizinhança basicamente formada por estudantes, muitos bares, restaurantes, várias opções. E eu, assim como nossos outros amigos, frequentávamos muito o apartamento deles.”
– Imagino a quantidade de festas que vocês fizeram. – comentei quando Edward parou em um sinal.
– Sim. Foram muitas. Bem, éramos todos jovens, você sabe... – ele deu de ombros, sorrindo. – Bom, essa garota que Demetri estava saindo, com o tempo ela passou a frequentar mais o apartamento, ás vezes ficava lá durante todo o fim de semana, e Demetri não gostava muito que fizéssemos festas quando ela estivesse lá. Depois de alguns meses ela se mudou de vez, e... bem, ela e Jasper não se davam muito bem.
– Não consigo acreditar que exista alguém que não se dê bem com Jasper. Quero dizer, ele é tão tranquilo. – eu disse quando Edward colocou o carro novamente em movimento.
– Bom, Jill não gostava dele. Melhor dizendo, ela implicava com ele, sobre pequenas coisas. Se Jasper ouvia música com o volume alto, se ele se deitasse no sofá com os sapatos, se molhasse todo o banheiro, e o problema maior fora quando ele levou uma garota para dormir. Ela não gostou e eles discutiram feio.
– Demetri podia e Jasper não?
– Ela tinha um ciúme doentio por Demetri e acreditava que todas as garotas do mundo estavam interessadas nele.
– Inclusive a garota que Jasper estava saindo.
– Sim. – disse Edward ao apontar na esquina do apartamento que morava. – Bom, depois disso Jasper decidiu sair do apartamento, mesmo Demetri tentando convencê-lo a ficar. Mas a situação entre Jasper e Jill estava a ponto de um querer matar o outro.
– Foi então que ele passou a morar com você? Em Tribeca? – perguntei.
– Isso. A princípio apenas enquanto ele procurava um apartamento, mas acabou ficando de vez. Nós dividimos o apartamento até o final do semestre. Até Demetri terminar com Jill e mandá-la embora.
– Aí Jasper voltou para o apartamento no Soho?
– Sim. E eu também. – respondeu Edward quando parou o carro na frente do suntuoso prédio que vivia no Upper West Side.
– Você foi morar com eles?
– Fui. – ele riu, enquanto aguardava o portão elétrico ser aberto. – O apartamento tinha três quartos, e eu gostava daquele lugar. Não hesitei quando Demetri e Jasper me convidaram.
– E seus pais? – franzi a testa.
– Bom, ficaram um pouco chateados por eu não gostar do apartamento que escolheram, mas no final entenderam. – disse ele enquanto seguia dirigindo em direção à garagem, no subsolo. – Morei lá durante todo esse tempo. Paul, amigo nosso, também morou conosco no último ano, dormindo no sofá. – continuou ele, manobrando o Volvo até parar em sua vaga.
– Você se cansou de morar com eles? – questionei a ele quando o carro parou por completo.
– Foi legal durante uma época morar com os caras, mas depois que passei a fazer residência eu quis ter algo meu, sabe, um pouco mais de privacidade, de silêncio. Foi quando encontrei esse apartamento no início do ano. – ele tirou a chave da ignição e se virou para mim. – Não vou demorar muito. Provavelmente terei que fazer umas duas viagens de elevador, mas vou tentar ser o mais ágil possível, tudo bem?
– Ok. – assenti, vendo-o sair do carro.
Pelo retrovisor, eu o vi abrindo a mala do carro. Ele começou a tirar algumas sacolas de dentro, enchendo as duas mãos, então pensei, bem, se eu o ajudasse, ele não precisaria fazer duas viagens.
Abri a porta do meu lado do carro e saí.
– Você quer ajuda? – perguntei quando me aproximei dele.
– Está tudo bem. Não estão pesadas. – ele sorriu.
– Bom, é que se eu ajudar você, não vai precisar fazer duas viagens de elevador. – dei de ombros.
– Não é nada, sério, eu não vou demorar.
– Sério, Edward. Eu ajudo você. – antes que ele dissesse algo, já fui pegando o restante das sacolas que estavam na mala do carro.
Ele ficou olhando para mim, mas não disse nada. Fechou a mala e então seguimos em direção ao elevador.
Foi estranho estarmos em silêncio durante o percurso até seu apartamento, como se de repente uma tensão tivesse se instalado entre nós. Estávamos tão falantes até minutos atrás. Passei a me questionar se me oferecer para ajudar tinha sido uma boa ideia.
Ainda em silêncio, saímos do elevador e caminhamos até a porta do apartamento. Fui assaltada por lembranças da última vez que nós estivéramos nesse mesmo corredor, quando abri o meu coração para Edward e ele me deu as costas. Balancei a cabeça, afastando essas lembranças e tentei não pensar mais nisso, afinal, era passado. Nós estávamos bem.
Mas quando Edward abriu a porta e a fechou atrás de nós, outras memórias vieram à tona.
Suas mãos segurando a minha nuca com força.
Sua boca cobrindo a minha.
Meus dedos entre os fios dos cabelos dele.
Ele me empurrando contra a porta e ambas as suas mãos agarrando cada lado da minha cabeça, enquanto ele aprofundava o beijo.
Seus dedos no meu sexo, tirando a minha calcinha.
Eu o ajudando a se livrar do jeans e da boxer.
Ele me penetrando em um movimento rápido.
Senti um tremor atravessar o meu corpo e respirei fundo, tentando focar em outra coisa que não fosse a porta. Contudo, quando olhei na direção de Edward eu soube, ele estava pensando na mesma coisa que eu.
Após alguns segundos constrangedores ele quebrou o silêncio.
– Hum... vamos colocar na cozinha. – ele disse.
Limpei a garganta.
– Vamos.
Nós fomos até a cozinha e felizmente Edward começou a falar. Eu o ajudei a guardar os conteúdos que estavam nas sacolas, rindo em alguns momentos quando encontrava algo que eu não fazia ideia que ele tanto gostava, como os biscoitos Oreo, que tinha nada menos que mais de uma dúzia de pacotes, o que acabou se tornando um momento divertido. Estávamos colocando os frios no refrigerador quando o celular dele começou a tocar.
– Fala Jazz. – respondeu Edward, prendendo o celular entre o ombro e a orelha para continuar falando enquanto arrumava as carnes no refrigerador.
– Eu termino de arrumar. – eu lhe digo, pegando a embalagem do frango congelado das mãos dele.
– Obrigado. – ele me agradece, sorrindo torto. – Não, eu estava falando com Bella... Sim, ela está comigo... Eu não vi Alice... Bella, – Edward me chamou. – Jasper quer saber se Alice ainda está na loja.
– Acho que não. As garotas sairiam para comer em algum lugar logo depois que eu saí. – respondo-lhe.
– Ela acha q... Ah, você ouviu... Ok... Não sei ainda... Talvez... Eu te dou a reposta amanhã, ok?... Não, ainda não falei com ela... – olhei para Edward no mesmo instante que ele olhou para mim. – Não contei... – ele continuou, mas desviou os olhos e então começou a caminhar pela cozinha. – Você sabe que eu não me importo muito com isso... Hum... É... – O que ele não se importa? Eu já estava começando a ficar curiosa. – Eu vou falar com ela... Ok... Beleza... Vai lá. – e então encerraram a chamada.
Fechei o refrigerador assim que terminei de guardar os alimentos e me virei para Edward. Ele estava encostado no balcão, com os braços cruzados. Sorriu quando nossos olhos se encontraram. Caminhei até ficar diante dele.
– Bom, podemos ir. – eu disse.
Edward descruzou os braços e segurou a minha mão, puxando-me de encontro a ele. Por um segundo achei que ele fosse me abraçar, mas ele segurou o meu rosto com as duas mãos e começou a me beijar. Sua língua deslizou por meus lábios, e eu envolvi meus braços em torno da cintura dele enquanto nos beijamos. Quando nossos lábios se separaram, Edward afagou o meu rosto, puxou para trás da minha orelha alguns fios soltos do meu cabelo, mas algo em sua expressão facial e o seu silêncio de repente me deixou preocupada.
– Aconteceu alguma coisa? – perguntei, franzindo ligeiramente a testa.
– Não. – ele sorriu.
– Tem certeza?
Ele não respondeu, mas olhou um longo tempo para mim.
– Foi algo que Jasper disse? – insisti.
– Oh. Não. – ele sorriu – Quero dizer, é que Jasper me lembrou de algo, que eu ainda não tive oportunidade de te dizer.
– Você pode dizer agora. – eu lhe encorajei, mas de repente estava morrendo de medo. O que ele tinha para me contar?
– É que amanhã é 20 de junho. – diz Edward, brincando com o meu cabelo.
– E? – pergunto, um pouco confusa.
– E... bem, é o dia do meu aniversário.
– Que? – tenho certeza que a minha voz saíra muito alta.
Amanhã? O aniversário de Edward é amanhã?
– Amanhã é 20 de junho, dia do meu aniversário. – ele sorriu, afagando as minhas costas.
– E você não me disse nada? – pergunto exasperada. – Edward, por que você só está me dizendo isso agora?
– Não é tão importante, eu não ligo para aniversários. – ele deu de ombros.
– Mas eu ligo. Você devia ter me contado isso há mais tempo. – eu o repreendo.
Meu Deus.
Amanhã!
Isso me pegou desprevenida.
O que eu poderia dar a ele de presente? Tudo bem que não éramos namorados, mas nós tínhamos algo, certo? O que garotas que estão na mesma situação que eu dariam?
Um livro?
Não. Acho que não.
Uma camisa?
Talvez...
Meu Deus!
O que eu daria a ele?
– Bella?
– Hum?
Edward segurou o meu queixo e o puxou delicadamente para encarar o seu rosto.
– Sério. Não se preocupa com isso. – ele diz olhando-me intensamente. – Na verdade, eu queria te perguntar... – ele parou abruptamente.
– Perguntar...?
– Você gostaria de ir amanhã jantar comigo na casa dos meus pais?
– Eu... na casa dos seus pais? – inquiro incrédula.
– Sim. Olha, não é um grande evento. É só um jantar que minha mãe sempre faz em todos os nossos aniversários.
– E você quer que eu vá com você?
– Sim. – ele sorri, envolvendo os braços na minha cintura e puxando-me contra seu peito.
– Você tem certeza? É só que, não sei, não vai parecer estranho que eu...
– Bella – ele me cortou e olhou-me cheio de determinação. – eu quero que você vá comigo. Como minha namorada.
Tenho certeza que o meu coração parou naquele momento. Não, risca isso, o tempo parou naquele momento.
– Eu sei que disse que seria paciente, que esperaria o tempo que fosse, mas... nós estamos juntos há duas semanas, e está sendo maravilhoso, então eu pensei que... – ele se interrompeu, e então o Edward inseguro de si mesmo estava de volta. – Bem, se você quiser, nós poderíamos começar a... hum... você sabe...
Naquele momento, lembrei de uma conversa que tivera com minha mãe dias atrás.
– Eu não sei que passo devo dar, entende?
– Você deve dar o passo que o seu coração comandar.
– Tenho medo de fazer o que o meu coração comanda. – eu lhe confesso em voz baixa.
– Porque você não está ouvindo os seus comandos como deveria. Quando você aprender a ouvi-lo de forma consciente, você começará a seguir na direção certa.
E naquele instante eu tive a certeza que estava ouvindo os comandos do meu coração como deveria.
–... eu sei que este pedido está sendo péssimo, que eu... – Edward ainda estava falando.
– Edward? – eu o chamei quando meu coração tornou a bater.
– Sim? – ele me olhou com expectativa.
– Cala a boca. – eu sorrio e puxo os seus lábios de encontro aos meus.
E se antes eu tinha alguma dúvida, agora definitivamente o tempo havia parado enquanto nos beijamos. Um beijo longo e apaixonado. O momento que parecia que eu tinha esperado por toda a minha vida.
– Isso é um sim? – ele perguntou ofegante quando nos separamos para respirar.
– Isso é um com certeza.
Ele sorriu e em seguida pressionou os lábios nos meus novamente.
XxX
Notas finais
.
Finalmente eles estão juntos. Juntos só não. NAMORANDO.
Gente, tenham certeza que ansiei por esse momento mais do que vocês. E agora é só love, só love, daí em diante.
Eles não são fofinhos? Tão inseguros, oinnnnnnnnnn
.
Claro que ainda há muita coisa a ser abordada, muitas dúvidas a serem sanadas, mas agora que eles estão juntos ficará mais fácil para conversarem, para questionarem ao outro. Jane, James, eu sei que ainda há muito que vocês queiram saber, e saberão em breve.
.
E sobre o capítulo, gente, me desculpem se não ficou legal, mas como disse na minha nota inicial, foi o máximo que pude fazer. Então, sinto muito se não gostaram. O outro estava bem mais legal, mas... coisas que acontecem...
.
Agora vamos dar uma forcinha a essa autora aqui que vos fala a ficar mais animada/estimulada, aumentando esse número de reviews no Nyah e no FF? rsrsrs Por falar nisso, gente, onde estão os leitores do FF? Vejo meu email lotado de favoritações, de alertas, e no entanto vejo tão pouca gente comentar. Vamos ver isso aí, hein! No Nyah os leitores fizeram a parte deles e já ultrapassamos a meta de 1000 reviews YAY! Agora quero ver o número de reviews no FF passando dos 300 hein?
.
Bom, vou ficando por aqui, contando com a força de vocês, e claro, na esperança de que realmente tenham gostado desse capítulo meio que improvisado rsrs.
.
Um grande beijo a todas e nos vemos no próximo capítulo
.
Patti xx
Fale com o autor