Private Party
16 Birthday
Notas iniciais
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Bom, aqui está o bônus que se transformou em capítulo. Como prometido, troquei pelo capítulo "Rehearsal Dinner", que foi postado antes deste, mas agora vem a seguir.
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Gostaram da nova capa de Private Party? E não esqueçam de dar um pulo no tumblr da fic que ainda está em construção: http://privatepartyfanfic.tumblr.com/
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Esse bônus/capítulo é dedicado a minha amiga Bianca, que faz aniversário hoje. Amigaaaa, felicidades, saúde, que todos os seus desejos se realizem! Amooooooo
Nos vemos nas notas finais ;)
20 de junho de 2011
POV Edward
Trabalhei horas exaustivas para ganhar o dia de folga, então me dei o luxo de dormir até a hora que bem quisesse. Passava das dez da manhã quando meu sono decidiu que eu já tinha dormido tempo suficiente, mas, ainda assim, fiquei mais um pouco na cama, curtindo a minha preguiça. E foi apenas quando a voz do meu estômago vazio pediu atenção incessantes vezes que me levantei.
Vesti uma calça de moletom por cima da boxer e caminhei até a cozinha, bocejando e esfregando os meus olhos no caminho. Peguei o leite na geladeira, a caixa de cereal e juntei tudo numa tigela, depois me sentei na banqueta do balcão, onde iniciei o desjejum.
Entre uma colherada e outra, meus pensamentos retrocederam para a noite anterior.
Eu havia pedido Bella em namoro.
Não que já não nos comportávamos como tal. Porém agora era oficial.
O pedido não saíra exatamente como eu vinha planejando. Talvez eu tenha me enrolado um pouco, foi quase cômico. Merda, eu nunca havia pedido ninguém em namoro antes, não sabia como fazer, como falar. No passado, com Kelsey, nós apenas assumimos que éramos namorados, não houve a necessidade de pedidos, e com Lauren eu nem sabia que estávamos sério até ela me apresentar às amigas como seu namorado. E para completar tive o infeliz impulso de perguntar a Jasper como ele pediu Alice em namoro, que ao invés de me responder, começou a rir descontroladamente.
Estava me sentindo a porra de um adolescente. Eu me perguntava o tempo todo qual seria a reação de Bella. Se ela diria não. Se ela iria considerar precipitado, que ainda era muito cedo para darmos esse passo. Mas então Jasper me ligou, quando estávamos aqui, nessa mesma cozinha guardando os conteúdos das sacolas do supermercado, e ele novamente zombou de mim com a história do pedido de namoro quando eu lhe disse que Bella estava comigo, perguntando em seguida se eu já o tinha feito, e se ela sabia que o dia seguinte era meu aniversário. E quando encerramos a chamada, eu a olhei. Tão linda naquele conjunto de saia e blusa que ela costumava usar para trabalhar, seus longos cabelos castanhos caindo por suas costas, as mãos pequenas com as unhas bem feitas, o rosto delicado...
E então pensei nas últimas semanas. Bella tinha me dado uma chance. Uma chance de reparar os erros que eu havia cometido e mostrá-la que eu estava sendo sincero quando expus os meus sentimentos, quando lhe disse que a queria em minha vida. Eu estava preocupado que levaria semanas, ou quem sabe meses para que ela concordasse em ir a um encontro comigo, mas para a minha felicidade, ela havia concordado em sair para jantar. E após aquela noite no Nobu, mais encontros vieram posteriormente. As ligações tornaram-se diárias, além de mandarmos mensagens de texto ao outro quase que constantemente.
Eu não me lembro de ter me sentido tão bem antes, tão feliz.
Bella me fazia feliz.
Com isso, naquele momento enquanto eu a observava se aproximar, nada mais me importava. Os meus receios e preocupações ficaram para trás. Eu queria que ela me acompanhasse à casa dos meus pais, que conhecesse a minha família. Bella não era apenas o sexo mais incrível da minha vida. Ela era a minha vida agora. E eu iria apresentá-la como minha namorada.
Pensar nisso era tão surreal.
Até pouco tempo atrás eu sequer cogitava me aventurar em um relacionamento. Isso não fazia parte dos meus planos. Eu só queria me dedicar à minha residência e continuar curtindo com os meus amigos. Nada de compromisso, apenas sexo casual. Se me dissessem há três meses que eu estaria agora completamente apaixonado e envolvido seriamente com uma mulher, eu provavelmente teria dado boas risadas.
A vida é realmente uma caixinha de surpresas. Você nunca sabe o que pode acontecer amanhã.
Mas eu não mudaria nada.
Hoje à noite levarei Bella à casa dos meus pais. E isso era uma experiência nova. Em nenhum dos meus aniversários anteriores eu estava namorando ou estive na companhia de alguma mulher. Não que o jantar na casa de Carlisle e Esme fosse um grande evento. Não era. Era apenas uma maneira que a minha mãe encontrou para nos reunirmos, desde que nos meus últimos três aniversários não nos vimos. Dois deles eu estava fora da cidade, e no ano passado meus pais e Lizzie haviam saído em viagem.
A minha mãe estava tão animada. E não era por causa do meu aniversário em tudo. Claro, ela estava contente por seu filho completar mais um ano de vida, Esme adorava quando nós quatro nos juntávamos, mesmo que fosse só para jantar e conversar. Entretanto, o motivo da sua animação era mais pelo fato de eu estar levando Bella. Ela estava feliz por eu ter finalmente encontrado alguém.
Por falar em Bella, ela havia me repreendido por só lhe dizer ontem à noite que hoje era meu aniversário. O que era engraçado, uma vez que compartilhamos tantas coisas sobre o outro nessas últimas semanas, conversado sobre tantos assuntos, mas não havíamos falado sobre datas de aniversário. Talvez porque já sabíamos a idade do outro, desde o dia da festa de Rosalie, em Maio, quando Jasper e eu demos carona a ela e a Alice. E quando saímos do meu apartamento para jantar, após o meu pedido de namoro, descobri que Bella completava idade nova em 13 de setembro, o que gerou uma conversa descontraída sobre as nossas festas de aniversário quando éramos crianças, os melhores e os piores presentes que ganhamos, e o que o outro havia feito no aniversário passado.
Quando terminamos, deixei Bella em seu prédio, e após nos despedirmos segui à casa dos meus pais, a algumas quadras dali. Não demorei muito tempo lá, vinte minutos havia sido suficiente. Em seguida dirigi até o meu apartamento.
Um pouco mais tarde, quando já estava no quarto, deitado enquanto assistia um documentário no Discovery Channel, de repente o meu celular começara a tocar. Franzi a testa antes de pegar o aparelho, era bastante tarde. E foi apenas pousar os meus olhos para a tela que um sorriso desabrochou em meus lábios.
– Problemas para dormir novamente? – perguntei no instante que atendi.
Três dias atrás Bella e eu tínhamos ido ao cinema, assistir a um suspense que estreara no fim de semana anterior e estava sendo bem repercutido. Horas mais tarde, àquela noite – porém um pouco mais cedo que agora – ela me ligou alegando não estar conseguindo dormir porque não conseguia tirar o final do filme da cabeça. E sendo bem franco, até mesmo eu que dificilmente me impressiono com filmes, me peguei várias vezes pensando naquele final. Nós conversamos novamente sobre ele, emendamos outros assuntos, rimos sobre uma coisa e outra, até que o sono chegou para nós.
– Na verdade, não. – ela riu. – Bem, eu... eu me deitei só há pouco... então percebi a hora e... hum... já é seu aniversário.
– Sério? – olhei para o relógio digital, notando que já se passava da meia noite. – Será que se eu me olhar no espelho agora vou encontrar algum fio de cabelo branco?
– Provavelmente não. Talvez algumas rugas? – ela perguntou, entrando na brincadeira.
– Wow! Sim! Muitas rugas e linhas de expressão. – mantive o humor.
– Acho que está na hora de você começar a usar o Wrinkle Correxion.
– Isso não é só para mulheres? – eu ri.
– Não! Homens também usam.
– Ok. Providenciar Wrinkle Correxion.
– Ou, você sabe, colocar botox. Fazer cirurgia plástica...
– Ugh. Não. – fiz uma careta. – Não quero ficar com a aparência da... como é mesmo o nome dela? Uma loira?
– Donatella Versace?
– Não.
– Jocelyn Wildenstein?
– Sim! Ela! Aquele rosto é... é totalmente assustador! Ela parece a irmã mais velha e simpática da Regan Macneil. – eu ri.
Bella também riu. Alto. Eu adorava o som da sua risada.
– Bem, então acho melhor você ficar com a primeira opção. – ela comentou, com o tom de voz ainda divertido.
– E aceitar que estou ficando velho.
– Realmente. 25 anos é muito velho. – ela zombou.
– Aparentemente é, na opinião da minha irmã.
– Ela disse que você estava velho? – Bella riu. – Ela devia estar te provocando.
– Ela adora me provocar. – concordei.
– Vocês parecem se dar tão bem. – Bella observou.
– Temos nossos dias de cão e gato, mas sim, nós nos damos bem. – sorri. – Você vai gostar dela.
Eu esperei que ela dissesse alguma coisa, mas do outro lado da linha havia apenas silêncio.
– Bella?
– Hum?
– Está tudo bem?
– Sim, eu só... estava pensando.
– Pensando?
– Sim. – ela suspirou. – Seus pais... eles... será que eles vão se importar de você estar levando uma estranha para jantar na casa deles? – ela perguntou, hesitante.
– Bella – eu ri do absurdo –, você não é uma estranha. Você é minha namorada.
– Mas eles não sabem disso. – argumentou.
– Quem disse que eles não sabem?
– Co-como?
– Eu lhes disse hoje, depois que te deixei em casa. De qualquer forma, eles já sabiam sobre você antes. Emmett disse algo sobre você a meu pai, que contou a minha mãe. Resumindo, todos já sabiam a seu respeito. Minha irmã não me deixa em paz desde então. Ela é bem irritante quando quer. – revirei os olhos, lembrando as piadinhas de Lizzie. Quando saí da casa dos meus pais mais cedo, ela começou a cantar Unchained Melody enquanto me seguia até o carro, depois começou a rir na calçada enquanto eu dava partida.
– Eles... sabem que eu vou com você amanhã?
– Bella. – Eu queria que ela deixasse de se preocupar. – Eu nunca fui de conversar sobre mulheres com o meu pai, muito menos com a minha mãe. A última vez que toquei no nome de alguma perto deles, foi quando eu estava muito puto com a Lauren e, naquela ocasião, minha mãe disse que não valia a pena a minha raiva, que um dia eu encontraria alguém que realmente valesse à pena. Claro, eles sabiam que eu saía com mulheres, mas sabiam também que não passava de uma noite, que eu não tinha interesse de me relacionar pra valer com nenhuma delas.
Eu fiz uma pausa, antes de continuar.
– Eu estive lá esta noite porque queria deixar claro que você não era apenas mais uma garota que eu estava saindo. Que você é muito mais do que isso. Que você é a mulher que fez o meu coração bater mais forte, que me mudou por completo. Que você é minha namorada. – eu suspirei. – E Bella, sabe o que minha mãe me disse em seguida?
– Não. – ela respondeu em um sussurro.
– Que eu não precisava ter explicado nada. Que eles já sabem que você é especial. Que mesmo sem conhecer você, eles já te adoram. Eles não vêem a hora de te conhecer, Bella.
– Se você queria me fazer chorar, parabéns. – ela disse após alguns segundos silenciosos.
– Espero que sejam lágrimas de felicidade. – eu sorri.
– São. Definitivamente são. Você me faz feliz, Edward.
– E você a mim, Bella. Obrigado por me dar uma chance de tentar ser digno para você. Por me deixar entrar na sua vida.
– Meu Deus, o aniversário é seu e eu é que fico emocionada? – ela inquiriu, rindo e chorando ao mesmo tempo.
Eu sorrio.
– E Edward?
– Sim?
– Feliz aniversário.
XxxxPPxxxX
Era natural que eu estivesse nervoso, certo?
Quero dizer, essa é a primeira vez que vou até o apartamento que Bella mora. O apartamento mesmo, e não a entrada do prédio.
Mas eu realmente não sabia por que estava suando enquanto o elevador subia.
Tudo bem, deve ser o fato de ter sido pego de surpresa. Eu sei que mais cedo ou mais tarde eu conheceria a mãe de Bella, mas não esperava que fosse hoje. Agora.
Poucos minutos atrás, liguei para minha namorada deixando-a ciente que já estava na frente do seu prédio, esperando-a para irmos para a casa dos meus pais. Foi quando ela me informou que sua mãe, Renée, gostaria de me conhecer pessoalmente, que eu subisse. E aqui estou, no elevador, a caminho do apartamento que elas viviam.
Desci no andar que Bella indicara e segundos mais tarde, estava diante de sua porta.
Parei por alguns instantes antes de bater e passei os dedos da mão por meu cabelo, pensando no que dizer, como me apresentar. Claro, ela já me vira antes, no dia da formatura de Bella, quando apareci repentinamente e implorei para que sua filha conversasse comigo. Eu não fazia ideia da impressão que ela tinha de mim após àquele dia. Talvez por isso eu estivesse tão nervoso. Bem, pelo menos eu estava mais apresentável que naquela ocasião. Barba feita, o cabelo continuava confuso como sempre, mas ao menos não estava pedindo por um corte, usava uma camisa de xadrez por baixo de um blazer preto e calça jeans escura.
Eu sabia que não podia passar a noite toda ali, parado no corredor. Respirei fundo e toquei a campainha.
Foram precisos 3 segundos após o toque quando o barulho de saltos começou a ficar mais alto, aproximando-se da porta. Em seguida ela foi aberta.
Meus olhos, que encaravam o chão, registraram em primeiro lugar o par de sapatos marrom. Foi subindo pelas macias pernas desnudas, pelo marfim de suas coxas, passaram pelo adorável vestido bege, até alcançar o rosto de feições delicadas e traços impecáveis, cujos olhos castanhos me encaravam. Mas foi o seu sorriso iluminado que bloqueou momentaneamente a passagem das minhas palavras.
– Pensei que você tinha errado de apartamento. – ela comenta, ainda com o sorriso nos lábios.
Retribuo o sorriso, mas não tenho chance de dizer algo. Bella dá um passo para frente e envolve os braços na minha cintura. Seu corpo recosta-se ao meu e a sua boca se conecta a minha.
O beijo não durara muito e uma pequena parte de mim, bem minúscula, achou melhor assim, ou uma inoportuna ereção estaria evidente enquanto era apresentado à mãe de Bella. E isso não seria nem um pouco adequado.
– Feliz aniversário. – me parabeniza com os lábios ainda grudados nos meus, mordiscando-os em seguida enquanto continuamos abraçados.
– Você vai me receber assim sempre ou estou tendo uma recepção especial por ser meu aniversário? – inquiri em tom de brincadeira.
Bella ri ainda mais e então estamos nos beijando novamente, até o som de alguém limpando a garganta nos fazer parar. Nós nos afastamos.
– Juro que não queria atrapalhar, mas, acho que seria legal se vocês continuassem... o que vocês estavam fazendo com a porta fechada. – diz a bela mulher de cabelos loiros e olhos azuis, olhando para nós com uma expressão divertida no rosto.
Segurando a minha mão, Bella me puxa para dentro, fechando a porta atrás de nós.
– É feio bisbilhotar, sabia? – Bella repreende a mãe, mas não parece nem um pouco chateada. Na verdade ela está rindo.
– Eu não estava bisbilhotando. Eu só não ouvi a porta sendo fechada, então...
– Então veio verificar. – Bella terminou a frase.
– Exatamente. – ela confirma, e em seguida direciona o olhar para mim. – Espero não tê-lo constrangido, Edward.
– De maneira alguma. – lanço um meio sorriso, estendendo em seguida a mão para ela. – É ótimo conhecê-la, Renée.
– É um prazer finalmente conhecê-lo. – ela diz sorrindo, apertando a minha mão. – Sente-se. Você quer beber alguma coisa?
Quinze minutos mais tarde, a mãe de Bella e eu éramos como melhores amigos.
– Acho que minha mãe gostou de você. – disse Bella ao colocar os braços ao redor do meu pescoço quando nos levantamos do sofá, após sua mãe deixar-nos a sós.
– Você acha? – ergui uma sobrancelha em diversão, envolvendo-a pela cintura.
– Na verdade, acho que você ganhou uma fã. – ela riu, me beijando em seguida.
– Pronta? – pergunto quando paramos.
Bella hesita.
– O que houve? – pergunto.
– Hum... é que... eu comprei algo para você. – ela informa timidamente.
– Bella... – eu sorrio. – Você não precisava se incomodar com isso.
– Não é grande coisa. – ela sorri, mordendo o lábio rapidamente. – Eu só queria...
– Mas não prec...
– Ah, qual é. – ela me interrompe, rindo. – É seu aniversário, eu quero e tenho o direito de presentear o meu namorado, ok?
Eu rio.
– Sério, olha... é só... algo.
– Tudo bem. – eu me rendo. Ainda acho que ela não precisava se incomodar com presentes, eu não ligo para isso, mas não posso deixar de admitir que fiquei momentaneamente contente por ela ter tirado uma parte do dia para comprar algo para mim, pensando em mim.
Bella pega um envelope branco que estava sobre a mesa de centro.
– Hum... como sei que você é fanático por football e a NFL se aproxima – ela tentava explicar, remexendo as mãos. –, eu pensei... que você poderia apreciar isso. – ela diz um pouco incerta, entregando-me o grosso envelope.
Não fazia ideia do que poderia estar dentro do envelope e a curiosidade aumentava à medida que eu tirava o lacre. Quando finalmente consegui abrir e então descobri o que ali continha, meus músculos estacaram e eu paralisei exatamente onde estava.
– Bella... – balbuciei o seu nome, procurando por palavras enquanto tirava os bilhetes de dentro do envelope. – isso são... você está me dando de presente... – eu ergui a cabeça e a olhei. Eu tive que piscar algumas vezes.
– Sim. – ela balançava a cabeça com um lindo sorriso no rosto.
Puta merda!
Bella estava me dando de presente os bilhetes de todos os jogos no MetLife Stadium da temporada 2011 da NFL, que tinha início em setembro. Todos! E não para por aí. Os ingressos davam direito a um acompanhante e os assentos estavam localizados em um dos melhores lugares do estádio.
E isso... esses bilhetes... eles custam uma nota!
Merda!
Eu era muito sortudo!
Eu tenho a melhor namorada do mundo!
– Bella, eu... nem sei o que dizer.
– Você gostou?
– Você só pode estar brincando. – Todo o meu rosto se iluminou com um maldito sorriso. Dei um passo à frente e coloquei seu rosto entre as minhas mãos, olhando fixo em seus olhos. – Bella, eu amei. – sussurrei emocionado próximo aos seus lábios, em seguida a beijei.
Seus braços envolveram a minha cintura enquanto nos beijávamos. Nós nos beijamos, beijamos, e eu só pensava que eu nunca conheci antes esse tipo de felicidade. Mas antes que eu me perdesse à nevoa de luxúria que constantemente me envolvia só estando na presença dela, fui cessando o beijo, até ser capaz de respirar novamente.
– Obrigado, Bella. – disse quando abri os olhos, um sorriso genuíno puxando meus lábios.
– Por nada. – ela riu, pressionando o nariz contra o meu.
Eu a abracei fortemente por um tempo, até Bella se dar conta do fato de que deveríamos estar na casa dos meus pais há meia hora.
– Acho que estamos atrasados. – Ela riu contra o meu ombro.
– Vamos? – pedi.
– Sim. – ela respondeu. Beijou o meu queixo e se afastou para pegar sua bolsa.
Descemos de mãos dadas para pegar o meu carro, e não muito tempo depois parava o Aston Martin na frente da residência dos meus pais.
– Chegamos. – anunciei, desligando o motor do carro. Lancei um sorriso para Bella antes de abrir a porta e saí, ao mesmo tempo em que ela abria a porta do carona. Contornei o carro e segurei sua mão quando cheguei a seu lado, fechando em seguida a porta para ela, que varria a casa com os olhos.
Eu sempre tive noção de que era extremamente grande para apenas quatro pessoas – três, desde que não moro mais nela –, e era também a casa mais bonita da rua. Mas nem sempre ela foi assim. Quando meus pais a compraram ao se casarem, a casa na verdade estava praticamente abandonada na época, e apesar de terem pago um valor exorbitante para o estado em que o imóvel se encontrava, eles transformaram-na praticamente numa nova.
Bella desviou os olhos da casa para os meus e sorriu. Um sorriso animado e ansioso. Sorri de volta enquanto caminhávamos de mãos dadas até a entrada.
E então abri a porta.
Meus pais estavam sentados no sofá, conversando confortavelmente, como duas pessoas que estão juntas há anos e sempre parecem ter assunto para compartilharem. Ambos se levantaram quando passamos pelo hall e entramos na sala.
Eles sorriram e não tiravam os olhos de Bella.
– Mãe, Pai. Esta é Bella. – virei-me para Bella. – Bella, estes são Carlisle e Esme Cullen.
– Seja bem-vinda, Bella. – disse meu pai, caminhando na nossa direção. Ele sorriu caloroso para Bella e estendeu a mão para ela.
– Obrigada, Sr. Cullen. É um prazer conhecê-lo.
– Por favor, apenas Carlisle.
– Ok. Carlisle. – ela sorriu para ele.
E então foi a vez da minha mãe.
Eu a conhecia. Ela estava emocionada.
– Eu estava tão ansiosa para conhecer a mulher que conquistou o coração do meu filho. – ela disse, dando alguns passos para frente. Bella se aproximou e abraçou minha mãe com ternura.
Um sorriso torto surgiu no canto dos meus lábios, enquanto eu assistia a cena.
Meu pai parou ao meu lado e bateu de leve em minhas costas. Ele tinha um sorriso verdadeiro e orgulhoso. Eu sabia que Carlisle internamente torcia para que eu encontrasse alguém que me colocasse juízo, que me fizesse sossegar.
E agora eu tinha encontrado, mesmo que eu não tenha procurado.
Porque como dissera o meu melhor amigo um tempo atrás, não importa se você está preparado ou não, se você quer isso ou não, quando você se apaixona não tem para onde correr, não há fuga.
E eu não quero fugir. De nenhuma maneira.
Após o longo abraço, minha mãe segurou as mãos de Bella e a fitou nos olhos, sorrindo, em seguida voltou-se para mim.
– Você disse que ela era bonita, mas ela é ainda mais do que eu imaginava.
Todos nós sorrimos para o comentário da minha mãe, e pude notar que as bochechas de Bella coraram um pouco diante do elogio.
– Obrigada, Esme. Estou muito feliz por conhecê-la.
– Eu também, querida. – disse-lhe minha mãe.
– Onde está Lizzie? – perguntei, puxando Bella para perto de mim.
– Ela estava terminando...
– Aqui! – gritou com entusiasmo a minha irmã, do topo da escada, cortando Esme.
Ela desceu os degraus rapidamente e parou diante de nós, franzindo a testa ao olhar para Bella.
– Oi Lizzie. – Bella a cumprimentou
– Você... nós já nos conhecemos? – perguntou a Bella, com desconfiança.
Bella olhou para mim e sorriu.
– Vocês já foram apresentadas antes. – eu respondi, sorrindo para a minha irmã.
Ela olhou para Bella um longo tempo, até a expressão do seu rosto mudar.
– Ei! Eu conheço você! Você é a garota que encontramos no Express Coffee and Tea!
Bella assentiu com a cabeça, sorrindo.
– Eu sabia! Sabia que rolava algo entre vocês! – exclamou, abraçando Bella depois disso. – Edward ficou todo estranho depois que te encontrou e eu não fazia ideia do por que.
– Estranho é? – Bella inquiriu, olhando de esguelha para mim com um maldito sorriso.
Eu apenas dei de ombros e sorri.
– Uau. Estou realmente aliviada que seja você. Eu estava com receio de encontrar uma dessas loiras oxigenadas, super altas, de cabelo lambido, nariz empinado, silicone nos seios e zero inteligência. Mas graças a Deus meu irmão parece ter juízo.
– Liz! –minha mãe chamou-lhe a atenção e eu a olhei de cara feia, como que lhe pedindo “cale a boca”.
– Não me leve a mal, Bella. É que, você sabe como são os homens. Parecem ter M&Ms no lugar do cérebro. Parece que só importa se for loira oxigenada e tiver seios enormes. – Lizzie revirou os olhos.
Bella riu com o comentário da minha irmã.
– Filha, você é loira. – meu pai a lembrou.
– Mas eu sou natural! E eu tenho conteúdo, ok? Não me compare.
Eu bufei.
– Mãe, vou levar Bella para conhecer a casa e depois podemos jantar, tudo bem? – me antecipei em cortar as divagações da minha irmã.
– Certo. Mas antes, venha aqui. Ainda não dei os parabéns ao meu filho. – ela diz, estendendo os braços, e eu ri, recebendo o seu abraço.
Depois de receber felicitações de todos, levei Bella para fazer um rápido tour pela casa, deixando o meu quarto por último, no terceiro andar.
– E aqui, o meu antigo quarto. – informei, abrindo a porta e a conduzindo para dentro.
Bella caminhou até as enormes janelas com vista para a rua, em seguida caminhou por todo o cômodo, observando minhas prateleiras quase vazias, as paredes que ainda tinham alguns pôsteres de bandas que eu curtia, dos símbolos do New York Giants e dos Yankees, a coleção de carros de corrida em miniatura que eu tenho desde os dois anos de idade, os tacos de baseball, bonés dos meus times, e então fitou demoradamente a minha cama.
– Bem, essa não é sua antiga cama. – ela se virou e olhou para mim.
– Não. – sorri, balançando a cabeça. – Eu me desfiz da cama de solteiro há alguns anos e comprei essa. Você sabe, às vezes, mesmo que raramente, eu durmo aqui. Eu não estava mais acostumado em dormir em camas pequenas. Você viu a do meu quarto, é ainda maior. – eu lhe digo e só depois que as palavras já haviam saído que percebo o que eu realmente disse.
Ela não apenas viu a do meu quarto, como esteve nela, dormiu nela. Quando transamos nela.
Bella voltou a andar pelo quarto, mas notei que sua respiração tinha se acelerado, como a minha. Ela devia estar pensando o mesmo que eu. Lembrando aquela noite.
Que eu ansiava em repetir.
Contudo, essa parte do nosso relacionamento teria que esperar. Nós começamos a namorar apenas agora e eu não quero estragar o que estamos construindo, não quero que Bella pense que é só em sexo que a nossa relação se baseia.
Mas vê-la aqui em meu antigo quarto, nesse vestido, olhando sexy pra caralho, não está realmente ajudando.
– Hum, Bella. Vamos descer? – pedi, passando a mão pelo meu cabelo.
Ela concordou, andando em minha direção. Fechei a porta atrás de nós e a levei para sala de jantar, onde nos esperavam.
Assim como previra, Bella caiu nas graças da minha família. Claro, ela era o centro das atenções, mas não estava constrangida ou intimidada, pelo contrário. Bella estava muito à vontade durante todo o jantar, sorrindo o tempo todo enquanto falava sobre sua vida aos meus pais, que a olhavam com fascínio. Parecia que todos eles se conheciam há anos e não há apenas um pouco mais de uma hora.
E o mais surpreendente ainda. Lizzie já a adorava.
– Como Manhattan é pequeno! – exclamou Esme. – Então a sua mãe é noiva do Phil?
– Nós conhecemos Phil Dwyer desde a época de faculdade e já trabalhamos juntos durante anos no mesmo hospital. Somos velhos amigos. – completou o meu pai.
– É, ele me contou. – Bella comenta.
– Por que você não nos disse antes Edward? – questiona minha mãe.
– Eu só soube disso essa semana, quando Bella me contou. – dei de ombros, dando um gole no meu vinho.
Eu nem fazia ideia que na formatura de Bella era o Phil com sua mãe – se bem que eu não estava realmente atento a ninguém aquele dia – até ela me informar dias atrás, quando ele lhe dissera que conhecia a mim e a minha família há anos.
– Lembra aquele encontro da nossa turma de medicina que tentamos marcar há meses, Carlisle? – meu pai assentiu. – O que você acha de marcarmos um jantar aqui em casa?
– Acho uma ótima ideia. – Carlisle concordou.
– A partir de amanhã faço os contatos. E Bella, eu espero que a sua mãe possa acompanhar o Phil. Eu adoraria conhecê-la. – disse minha mãe, docemente.
– Eu tenho certeza que ela virá, caso não esteja de plantão. – Bella lhe diz com um sorriso.
Ao término do jantar, seguimos para a sala, onde continuamos a beber vinho enquanto conversávamos sobre assuntos variados. Meu celular tocou algumas vezes durante a noite, de pessoas me parabenizando, os amigos que ainda não tinham me ligado, colegas de trabalho. E foi durante uma dessas ligações, do Connor, que percebi Bella e Lizzie conversando num canto. Pareciam até velhas amigas compartilhando um segredo. Elas falavam baixinho, mal dava para ouvir. E quando encerrei a ligação e me aproximei de onde elas estavam, ambas pararam de falar.
– O que? Podem continuar. – eu digo por trás de Bella, envolvendo a sua cintura com os meus braços.
– Não. – disse minha irmã.
– Tudo bem. Bella depois me conta.
– Ela não vai contar.
– Ah, ela vai.
– Não vai! – minha irmã gritou.
– Ei! – Bella riu. – Edward, deixe sua irmã.
– Ele é tão irritante às vezes! – exclamou Lizzie.
– Não estou fazendo nada. Só perguntei sobre o que vocês estavam falando.
– É um segredo nosso. – Bella piscou um olho para a minha irmã.
– Bella, você também não! – foi a minha vez de rir.
– Eu disse. E não adianta insistir. – enfatizou Lizzie.
– Tudo bem. Eu ainda descubro.
– Meu Deus, Edward! Quantos anos você está fazendo mesmo? – provocou minha irmã, rindo.
E então fiz algo que ela detestava. Estendi a minha mão e baguncei a sua franja de cabelo. E claro, para não perder o costume, ela começou a dar socos que nunca doía em meu braço, eu tentando me desvencilhar dela colocando Bella na minha frente como escudo, que ria descontroladamente diante da cena.
Às vezes eu adorava provocar minha irmã. Como nos velhos tempos.
Para a minha consternação, minha mãe teve a infortunada ideia de mostrar a Bella os porta-retratos espalhados pela sala. Eu detestava as minhas fotos de quando criança, especialmente adolescente. Por isso não havia nenhuma delas no meu quarto antigo, e no meu apartamento apenas duas, porque minha mãe colocara lá. Eu era vergonhosamente magro.
– Meu Deus, Edward! Você foi um bebê tão lindo! – comentou Bella olhando para uma das fotos. Estiquei a cabeça para olhar a foto que ela se referia e sorri. Era uma foto de quando eu tinha 10 meses de vida e já tentava aprender a andar.
– Os cabelos de Edward eram tão loirinhos quando criança. – observou Lizzie.
– É. Até bem mais que o seu, filha. Depois começou a mudar. – minha mãe disse, saudosa.
Deixei as três envolvidas nas fotos e nas histórias sobre elas e me juntei a meu pai no sofá, compartilhando com ele alguns dos assuntos do hospital e tirando algumas dúvidas, como de costume.
Era perto das onze da noite quando Bella e eu nos despedimos dos meus pais e Lizzie. Minha mãe já fazendo planos para as próximas vezes enquanto abraçava Bella. Beijei-a na bochecha, abracei o meu pai e depositei um beijo na testa de Lizzie, que eu sabia que já não estava mais chateada, mesmo não dando o braço a torcer.
Abri a porta do carro para Bella, que deu um último aceno para a minha família, antes de entrar. Fechei-a e contornei o Aston Martin, entrando no lado do condutor. No caminho até chegar ao seu prédio, Bella não parava de falar sobre a noite. Ela parecia genuinamente feliz e tinha um brilho no olhar ao falar da doçura da minha mãe, da cordialidade do meu pai e do bom-humor da minha irmã.
Eu gostei disso. Muito.
Meu coração nunca esteve tão em paz e aquecido.
Quando parei o carro na frente do seu prédio e a levei até a entrada, segurei Bella pelo rosto e lentamente a beijei, me perdendo nas profundezas dos seus lábios, como desejava fazer há horas. Uma sensação abrasadora pressionava o meu peito, fazendo o meu coração vibrar enquanto nos beijávamos doce e lentamente. Apaixonadamente. Quando nossas bocas se separaram em busca de ar, pressionei a sua testa na minha.
– Obrigado, Bella. Obrigado por fazer desse aniversário o melhor da minha vida. – murmurei, voltando a beijá-la novamente.
Eu não me importava com nada a nossa volta, com quem estivesse olhando. Eu queria mostrá-la como estava me sentindo e nada me impediria disso.
Nada.
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Notas finais
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E então, o que acharam do bônus virar capítulo?
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Um grande beijo e até breve ;)
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