Private!
8 Ron e Hermione
Notas iniciais
Hermione batia o pé no chão com uma força fora do normal. As bochechas estavam coradas, o olhar firme e enraivecido enquanto as mãos estavam fixas na cintura. Ela olhava o namorado com ferocidade na sala do ap que ele dividia com Harry, e que, para a felicidade do ruivo, não se encontrava no momento.
– Eu já disse que não era nada, Hermione.
Rony não sabia mais o que falar para se justificar. Havia chamado Hermione para jantarem juntos e aproveitarem o tempo namorando, mas ela estava com aquela maldita ideia de que ele estava se derretendo para uma das novas auror no Ministério.
– Ronald, eu vi muito bem – ela falava num tom de voz baixo e ele sabia que o assunto era sério: ela se dirigia a ele com seu nome próprio.
– E o que exatamente você viu, Hermione? — falou igualmente irritado, mas por outros motivos.
– Eu vi a loira – ela olhou brava – Aquela tão parecida com a Lilá querida. -esganiçou.
– Ah, não acredito – Rony levantou as mãos incrédulo.
– Sim, Ronald, eu vi. Eu vi como ela se atirou em você – ela pressionava o indicador com força no peito dele – E o pior, eu vi como você estava tão prestativo.
– Hermione, por Merlin, é o meu trabalho. Eu sou o instrutor da nova equipe. Eu estava mostrando as dependências do Ministério.
– E precisava ser tão perto um do outro? — ela estava vermelha – Você nunca vai esquecer a Lavender, não é? Não pode ver um rabo de saia que lembre ela que vai ficar assim, todo babão.
– Eu não acredito que você está falando isso.
– Sim, eu estou porque é a verdade. — ela gritou.
– Mas que droga, Hermione. — ele acompanhou gritando junto – Eu só queria jantar com você e ter um momento a sós, mas você conseguiu estragar a noite inteira. Até perdi a fome. Devia ter ido mesmo jantar com a turma nova.
– Ah, mas não se incomode, Ronald. — ela se direcionou a bolsa sobre o sofá e a colocou no ombro com força e continuou rispidamente – Ainda há tempo de encontrá-los. Bom apetite, e mande um abraço para a senhorita Sullivan, diga que ela lembra muito uma adorável conhecida. Estou indo embora.
Hermione caminhou a passos largos e firmes, alcançando a porta e saindo em seguida. Rony a observava absorto em um mundo paralelo onde ele jamais imaginou na vida que Hermione Granger pudesse ter ciúmes dele. O peito se encheu de um certo orgulho por isso, mas o devaneio durou pouco, acordando quando ouviu a porta da frente bater.
– Hermione – ele saiu e fechou a porta atrás de si. Ela estava de pé esperando o elevador.
O apartamento ficava em um bairro trouxa e era habitado por bruxos, mas como alguns moradores tinham familiares trouxas, os costumes foram mantidos.
– Pensei que ia aparatar do apartamento mesmo e encontrá-los. — ela balançava a perna impaciente – Quer saber, vou pela escada.
Saiu decidida fazendo Rony revirar os olhos indignados antes de segui-la. Sabia que ela não podia ir embora daquele jeito, e que isto seria terrível para o relacionamento dos dois, então percebeu o quanto o seu ciúme possessivo também era descontrolado em relação a namorada.
– Não me siga – ela falou entre os dentes descendo as escadas.
– Não vou deixar que vá embora com raiva de mim.
– Não estou com raiva de você, Ronald. — falou virando para ele.
– E então o que é? — perguntou se aproximando finalmente.
– Ela é – bufou pelo nariz – Ela é linda e...
– E eu te amo – ele se aproximou prendendo a morena entre os braços ao espalmar as mãos na parede.
– Não pense que vai me enrolar com seus galanteios, Ronald – ela falou com desprezo.
– Será que você não consegue entender que está fazendo tempestade em copo d'água?
– Não importa – tentou sair, mas ele não deixou, se aproximando mais – Me deixe sair.
– Só quando você se der conta que está exagerando.
– Então ficaremos aqui a noite inteira.
– Não me importa.
Ele a olhava nos olhos com irritação. Ela o olhava com desafio. Então Hermione cruzou os braços sobre o peito e ele a prendeu ainda mais quando aproximou o rosto dela. Hermione parecia em ponto de azarar qualquer ser humano em segundos, mas ele correria o risco.
– Não se aproxime de mim, seu legume. — falou grosseira ao perceber que ele aproximava o rosto.
– Hermione – falou baixo próximo ao ouvido – Será que não se da conta do que está fazendo?
– Você que não se da conta. Se afaste – falou lhe apontando a varinha.
– Vai, me estupore – ele se afastou, mas não a liberou. Ela bufou e olhou para o outro lado, guardando a varinha.
– Não chegue...
– Ah, quer saber...
Ela não conseguiu terminar a frase porque antes disso, Rony a pegou pelos braços e selou seus lábios com os dele. Ela resistiu e o repreendeu entre o beijo, mas Rony a apertou ainda mais e a pressionou contra a parede, lhe esmagando com seu corpo.
Sorriu contra os lábios dela ao ouvi-la arfar com o contato e apertou com mais pressão os braços dela, ouvindo em seguida o baque mudo da bolsa caindo no chão e sentindo seu pescoço ser envolvido com os braços dela.
– Você é um idiota – ela verbalizou enquanto ele beijava seu pescoço. As mãos deslizando por suas pernas, levantando a saia.
– Eu sei. E você uma louca – ele rebateu e ela gemeu quando ele sugou seu lóbulo com pressa.
As mãos do ruivo subiram de suas pernas, a saia que ela usava subiu junto. Suas mãos se encontraram com os seios sob a camisa de botões e os pressionaram enquanto os lábios beijavam seu pescoço.
– Não pense que seus beijos mudam alguma coisa – ela falou arfante.
– Não estou pensando em nada.
As mãos dela tiraram a camisa dele de dentro da calça e os dedos avançaram pelo peito do rapaz que retraiu os músculos ao sentir as unhas dela o arranharem, marcando a pele com uma quentura dolorida.
– Isso é para que saibam que você tem dona – falou irritada.
– E eu farei questão em mostrar que tenho a quem puder. — a voz saiu gutural.
– Não tente me convencer – rebateu e ele puxou a camisa dela em resposta. Os botões voando.
Estavam no corredor do prédio onde moravam. Era noite, mas não estava inabitado. Hermione temeu pela possibilidade de serem pegos e o afastou com as mãos.
– Estamos na escada – arfou.
– Eu sei – ele beijava seu colo.
– Podem nos ver.
– Não há ninguém a essa hora – ele passou a língua pelo mamilo que acabara de expor.
Hermione gemeu baixo ao sentir o toque em seu mamilo. Os olhos fecharam em resposta ao gesto e suas mãos seguraram os cabelos ruivos com força. Rony sugava seu mamilo enquanto uma das mãos descia por sua perna e encontrava sua calcinha entre as pernas.
A morena flexionou um pouco o joelho ao sentir os dedos do namorado em sua virilha e o abraçou no pescoço com ainda mais força. Rony subiu sua saia até a cintura e pressionou o quadril contra ela, fazendo Hermione gemer ao sentir o contato de sua ereção contra ela.
– Você é um legume, Weasley – falou entre os dentes quando ele tocou sua intimidade com os dedos.
– Você acha, sua sabe-tudo? — ele rebateu juntando as mãos no elástico da calcinha, lhe partindo.
Ela não protestou, apenas gemeu forte sentindo o tecido deslizar por suas pernas enquanto o namorado massageava seu clítoris e beijava seus lábios, a mão livre arqueando sua perna, lhe dando mais facilidade no contato.
Hermione desceu os dedos e encontrou o botão da calça que ele usava, abrindo o zíper e liberando o pênis do namorado assim que abaixou um pouco a cueca. A mão segurou o membro em seguida e o massageou com força enquanto sentia os dedos do namorado entrando e saindo dela com rapidez.
A excitação de Rony era tão grande que sentir os dedos da namorada contra ele lhe fez sentir choques e ele a afastou, olhando em seus olhos com uma sombra escura no olhar, um sorriso torto exalando sexo de seus poros.
Abaixou o corpo até os lábios ficarem na altura dos lábios da namorada e, segurando seu quadril, a ergueu contra a parede. Ela cruzou as pernas contra sua cintura instantaneamente e ele sentiu seus sexos colidirem com o movimento.
Usou o peso do próprio corpo contra o dela, uma das mãos sob sua coxa e a outra conduzindo o membro até ela. A penetração foi forte e rápida e ele abafou o seu gemido no dela, ao beijar seus lábios. Os movimentos eram rápidos e ritmados. Hermione sentia as costas sendo arranhadas contra a parede, mesmo que ainda estivesse de camisa.
– Você... é... um... — ela não conseguiu terminar a frase ao sentir o ventre se partir e as pernas tremerem enquanto pressionavam a cintura do namorado.
– Ah... Inferno sangrento, Hermione – ele urrou em tom abafado, os lábios contra o ombro dela, seu corpo se derramando dentro dela, os movimentos mais lentos, os músculos vibrando.
Hermione se sentiu desfalecer contra o corpo do namorado e protestou com gemidos ao sentir seu corpo ser desligado do dele. Sentia o rosto quente e a pulsação acelerada e não se deu conta de quanto tempo havia ficado em estado de torpor, apenas observando Rony ajustar o sutiã novamente em seus seios, juntar sua camisa fechando a peça estragada da melhor forma possível e descendo sua saia. A calça dele já estava fechada.
Ele pegou a varinha da garota e com um aceno rápido os botões e a calcinha rasgada haviam desaparecido. Ele se abaixou e pegou sua bolsa, lhe estendendo a mão em seguida. Ela aceitou.
Subiram as escadas que iam para o apartamento no mais completo silêncio, ele a frente lhe conduzia e protegia seu corpo de possíveis olhos alheios que pudessem aparecer. Entraram novamente no apartamento, agora sem os tons de vozes elevadas.
– Tudo bem? — ele perguntou enquanto colocava a bolsa sobre o sofá.
– Bem. — ela desviou o olhar e recomeçou – Me desculpa, Ron. É que eu vejo essas garotas bonitas dando em cima de você, flertando e... e eu me vejo tão insignificante que...
– Você não é insignificante, Hermione. Nem precisa se sentir assim. Eu te amo, você não percebe? Não preciso de mais ninguém se tenho você comigo.
– Fui uma tola, não fui? — perguntou resignada.
– Foi sim. — ele se aproximou dela carinhoso e a beijou – Mas é a tola que eu amo.
– Assim como você é meu legume insensível preferido. — sorriu.
– Bem isso. — sorriu junto.
– Me desculpe.
– Não se desculpe. Eu faço isso também, as vezes.
– É verdade – ela sorriu novamente.
– Mas valeu a reconciliação. — falou maroto.
– Você é um louco, isso sim. Podiam nos ver.
– E foi para que não nos vissem que te trouxe de volta. Podemos fazer as pazes de novo, só que agora, na minha cama.
Falando isso ele a beijou. A pegou novamente sob as coxas e a levantou contra seu corpo, conduzindo a garota até seu quarto, onde por mais algumas horas, continuaram fazendo as pazes.
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