Private!

8 Ron e Hermione


Notas iniciais
Oi gente, tudo vem? Que bom que chegaram por aqui! o/ Estou feliz com a aceitação que tenho tido nesta fic, e nem sei de onde tiro tantas ideias, mas desta vez, conversando com uma amiga sobre um assunto, acabei vislumbrando toda essa fic de umas duas ou três palavras que ela me contou. A ideia chegou e eu escrevi. Espero que gostem do resultado assim como eu gostei, e aproveitando essas notas enormes, dedico esta fic a leitora Tati Hufflepuff. :*

Hermione batia o pé no chão com uma força fora do normal. As bochechas estavam coradas, o olhar firme e enraivecido enquanto as mãos estavam fixas na cintura. Ela olhava o namorado com ferocidade na sala do ap que ele dividia com Harry, e que, para a felicidade do ruivo, não se encontrava no momento.

– Eu já disse que não era nada, Hermione.

Rony não sabia mais o que falar para se justificar. Havia chamado Hermione para jantarem juntos e aproveitarem o tempo namorando, mas ela estava com aquela maldita ideia de que ele estava se derretendo para uma das novas auror no Ministério.

– Ronald, eu vi muito bem – ela falava num tom de voz baixo e ele sabia que o assunto era sério: ela se dirigia a ele com seu nome próprio.

– E o que exatamente você viu, Hermione? — falou igualmente irritado, mas por outros motivos.

– Eu vi a loira – ela olhou brava – Aquela tão parecida com a Lilá querida. -esganiçou.

– Ah, não acredito – Rony levantou as mãos incrédulo.

– Sim, Ronald, eu vi. Eu vi como ela se atirou em você – ela pressionava o indicador com força no peito dele – E o pior, eu vi como você estava tão prestativo.

– Hermione, por Merlin, é o meu trabalho. Eu sou o instrutor da nova equipe. Eu estava mostrando as dependências do Ministério.

– E precisava ser tão perto um do outro? — ela estava vermelha – Você nunca vai esquecer a Lavender, não é? Não pode ver um rabo de saia que lembre ela que vai ficar assim, todo babão.

– Eu não acredito que você está falando isso.

– Sim, eu estou porque é a verdade. — ela gritou.

– Mas que droga, Hermione. — ele acompanhou gritando junto – Eu só queria jantar com você e ter um momento a sós, mas você conseguiu estragar a noite inteira. Até perdi a fome. Devia ter ido mesmo jantar com a turma nova.

– Ah, mas não se incomode, Ronald. — ela se direcionou a bolsa sobre o sofá e a colocou no ombro com força e continuou rispidamente – Ainda há tempo de encontrá-los. Bom apetite, e mande um abraço para a senhorita Sullivan, diga que ela lembra muito uma adorável conhecida. Estou indo embora.

Hermione caminhou a passos largos e firmes, alcançando a porta e saindo em seguida. Rony a observava absorto em um mundo paralelo onde ele jamais imaginou na vida que Hermione Granger pudesse ter ciúmes dele. O peito se encheu de um certo orgulho por isso, mas o devaneio durou pouco, acordando quando ouviu a porta da frente bater.

– Hermione – ele saiu e fechou a porta atrás de si. Ela estava de pé esperando o elevador.

O apartamento ficava em um bairro trouxa e era habitado por bruxos, mas como alguns moradores tinham familiares trouxas, os costumes foram mantidos.

– Pensei que ia aparatar do apartamento mesmo e encontrá-los. — ela balançava a perna impaciente – Quer saber, vou pela escada.

Saiu decidida fazendo Rony revirar os olhos indignados antes de segui-la. Sabia que ela não podia ir embora daquele jeito, e que isto seria terrível para o relacionamento dos dois, então percebeu o quanto o seu ciúme possessivo também era descontrolado em relação a namorada.

– Não me siga – ela falou entre os dentes descendo as escadas.

– Não vou deixar que vá embora com raiva de mim.

– Não estou com raiva de você, Ronald. — falou virando para ele.

– E então o que é? — perguntou se aproximando finalmente.

– Ela é – bufou pelo nariz – Ela é linda e...

– E eu te amo – ele se aproximou prendendo a morena entre os braços ao espalmar as mãos na parede.

– Não pense que vai me enrolar com seus galanteios, Ronald – ela falou com desprezo.

– Será que você não consegue entender que está fazendo tempestade em copo d'água?

– Não importa – tentou sair, mas ele não deixou, se aproximando mais – Me deixe sair.

– Só quando você se der conta que está exagerando.

– Então ficaremos aqui a noite inteira.

– Não me importa.

Ele a olhava nos olhos com irritação. Ela o olhava com desafio. Então Hermione cruzou os braços sobre o peito e ele a prendeu ainda mais quando aproximou o rosto dela. Hermione parecia em ponto de azarar qualquer ser humano em segundos, mas ele correria o risco.

– Não se aproxime de mim, seu legume. — falou grosseira ao perceber que ele aproximava o rosto.

– Hermione – falou baixo próximo ao ouvido – Será que não se da conta do que está fazendo?

– Você que não se da conta. Se afaste – falou lhe apontando a varinha.

– Vai, me estupore – ele se afastou, mas não a liberou. Ela bufou e olhou para o outro lado, guardando a varinha.

– Não chegue...

– Ah, quer saber...

Ela não conseguiu terminar a frase porque antes disso, Rony a pegou pelos braços e selou seus lábios com os dele. Ela resistiu e o repreendeu entre o beijo, mas Rony a apertou ainda mais e a pressionou contra a parede, lhe esmagando com seu corpo.

Sorriu contra os lábios dela ao ouvi-la arfar com o contato e apertou com mais pressão os braços dela, ouvindo em seguida o baque mudo da bolsa caindo no chão e sentindo seu pescoço ser envolvido com os braços dela.

– Você é um idiota – ela verbalizou enquanto ele beijava seu pescoço. As mãos deslizando por suas pernas, levantando a saia.

– Eu sei. E você uma louca – ele rebateu e ela gemeu quando ele sugou seu lóbulo com pressa.

As mãos do ruivo subiram de suas pernas, a saia que ela usava subiu junto. Suas mãos se encontraram com os seios sob a camisa de botões e os pressionaram enquanto os lábios beijavam seu pescoço.

– Não pense que seus beijos mudam alguma coisa – ela falou arfante.

– Não estou pensando em nada.

As mãos dela tiraram a camisa dele de dentro da calça e os dedos avançaram pelo peito do rapaz que retraiu os músculos ao sentir as unhas dela o arranharem, marcando a pele com uma quentura dolorida.

– Isso é para que saibam que você tem dona – falou irritada.

– E eu farei questão em mostrar que tenho a quem puder. — a voz saiu gutural.

– Não tente me convencer – rebateu e ele puxou a camisa dela em resposta. Os botões voando.

Estavam no corredor do prédio onde moravam. Era noite, mas não estava inabitado. Hermione temeu pela possibilidade de serem pegos e o afastou com as mãos.

– Estamos na escada – arfou.

– Eu sei – ele beijava seu colo.

– Podem nos ver.

– Não há ninguém a essa hora – ele passou a língua pelo mamilo que acabara de expor.

Hermione gemeu baixo ao sentir o toque em seu mamilo. Os olhos fecharam em resposta ao gesto e suas mãos seguraram os cabelos ruivos com força. Rony sugava seu mamilo enquanto uma das mãos descia por sua perna e encontrava sua calcinha entre as pernas.

A morena flexionou um pouco o joelho ao sentir os dedos do namorado em sua virilha e o abraçou no pescoço com ainda mais força. Rony subiu sua saia até a cintura e pressionou o quadril contra ela, fazendo Hermione gemer ao sentir o contato de sua ereção contra ela.

– Você é um legume, Weasley – falou entre os dentes quando ele tocou sua intimidade com os dedos.

– Você acha, sua sabe-tudo? — ele rebateu juntando as mãos no elástico da calcinha, lhe partindo.

Ela não protestou, apenas gemeu forte sentindo o tecido deslizar por suas pernas enquanto o namorado massageava seu clítoris e beijava seus lábios, a mão livre arqueando sua perna, lhe dando mais facilidade no contato.

Hermione desceu os dedos e encontrou o botão da calça que ele usava, abrindo o zíper e liberando o pênis do namorado assim que abaixou um pouco a cueca. A mão segurou o membro em seguida e o massageou com força enquanto sentia os dedos do namorado entrando e saindo dela com rapidez.

A excitação de Rony era tão grande que sentir os dedos da namorada contra ele lhe fez sentir choques e ele a afastou, olhando em seus olhos com uma sombra escura no olhar, um sorriso torto exalando sexo de seus poros.

Abaixou o corpo até os lábios ficarem na altura dos lábios da namorada e, segurando seu quadril, a ergueu contra a parede. Ela cruzou as pernas contra sua cintura instantaneamente e ele sentiu seus sexos colidirem com o movimento.

Usou o peso do próprio corpo contra o dela, uma das mãos sob sua coxa e a outra conduzindo o membro até ela. A penetração foi forte e rápida e ele abafou o seu gemido no dela, ao beijar seus lábios. Os movimentos eram rápidos e ritmados. Hermione sentia as costas sendo arranhadas contra a parede, mesmo que ainda estivesse de camisa.

– Você... é... um... — ela não conseguiu terminar a frase ao sentir o ventre se partir e as pernas tremerem enquanto pressionavam a cintura do namorado.

– Ah... Inferno sangrento, Hermione – ele urrou em tom abafado, os lábios contra o ombro dela, seu corpo se derramando dentro dela, os movimentos mais lentos, os músculos vibrando.

Hermione se sentiu desfalecer contra o corpo do namorado e protestou com gemidos ao sentir seu corpo ser desligado do dele. Sentia o rosto quente e a pulsação acelerada e não se deu conta de quanto tempo havia ficado em estado de torpor, apenas observando Rony ajustar o sutiã novamente em seus seios, juntar sua camisa fechando a peça estragada da melhor forma possível e descendo sua saia. A calça dele já estava fechada.

Ele pegou a varinha da garota e com um aceno rápido os botões e a calcinha rasgada haviam desaparecido. Ele se abaixou e pegou sua bolsa, lhe estendendo a mão em seguida. Ela aceitou.

Subiram as escadas que iam para o apartamento no mais completo silêncio, ele a frente lhe conduzia e protegia seu corpo de possíveis olhos alheios que pudessem aparecer. Entraram novamente no apartamento, agora sem os tons de vozes elevadas.

– Tudo bem? — ele perguntou enquanto colocava a bolsa sobre o sofá.

– Bem. — ela desviou o olhar e recomeçou – Me desculpa, Ron. É que eu vejo essas garotas bonitas dando em cima de você, flertando e... e eu me vejo tão insignificante que...

– Você não é insignificante, Hermione. Nem precisa se sentir assim. Eu te amo, você não percebe? Não preciso de mais ninguém se tenho você comigo.

– Fui uma tola, não fui? — perguntou resignada.

– Foi sim. — ele se aproximou dela carinhoso e a beijou – Mas é a tola que eu amo.

– Assim como você é meu legume insensível preferido. — sorriu.

– Bem isso. — sorriu junto.

– Me desculpe.

– Não se desculpe. Eu faço isso também, as vezes.

– É verdade – ela sorriu novamente.

– Mas valeu a reconciliação. — falou maroto.

– Você é um louco, isso sim. Podiam nos ver.

– E foi para que não nos vissem que te trouxe de volta. Podemos fazer as pazes de novo, só que agora, na minha cama.

Falando isso ele a beijou. A pegou novamente sob as coxas e a levantou contra seu corpo, conduzindo a garota até seu quarto, onde por mais algumas horas, continuaram fazendo as pazes.